| 19.03.2011 19h.30 | ||
| João Alkimin fala sobre o encontro do Secretário de Segurança com o jornalista da Folha | ||
| por Acassio Costa | ||
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Mais de dois milhões de pessoas tomaram conhecimento do encontro do Secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto com o jornalista da Folha de São Paulo, Mario Cesar Carvalho, graças às imagens gravadas pelas câmeras de segurança do Shopping Pátio Higienópolis, no centro da Capital paulista, no dia 25 de fevereiro. O vídeo foi divulgado nesse site, em primeira mão, pelo radialista João Alkimin. Em nota da redação, a Folha de São Paulo afirmou: “O repórter Mario Cesar Carvalho se encontrou em local público com o secretário da Segurança, Antônio Ferreira Pinto, autoridade da área de especialização do jornalista. A Folha lamenta que imagens colhidas no circuito interno de um shopping center tenham sido utilizadas na tentativa de coibir o trabalho da imprensa.” Na sequência, a Secretaria de Segurança demitiu o delegado geral, Marco Antonio Desgualdo, considerado homem de confiança do governador Geraldo Alckmin A Folha da quarta, dia 16, afirma ainda que os quatro identificados até agora no episódio de espionagem contra o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, responderão a inquérito policial sob a suspeita de cometer crimes de prevaricação e usurpação da função pública. O repórter da Folha de São Paulo, Rodrigo Vizeu, solicitou, por e-mail, um contato com o radialista João Alkimin; – “Caro João, sou repórter da Folha e gostaria de conversar com você. É possível você me dar um contato por telefone?” Após passar o numero do telefone, o radialista recebeu uma ligação de Rodrigo que lhe informou que havia uma dúvida sobre o seu parentesco com o governador do Estado. Além de reafirmar o parentesco, João Alkimin forneceu ao repórter da Folha a árvore genealógica da famosa família originária do Sul de Minas Gerais. Em face da enorme repercussão dos fatos, falamos com o radialista João Alkimin e perguntamos primeiramente: Cá pra nós, você é parente do governador do Estado de São Paulo? – João Alkimin – Basta você verificar a árvore genealógica da família e publicar se quiser. Meu avô era irmão do pai do Governador e minha mãe prima-irmã dele. Sou filho do Desembargador Sylvio Barbosa que foi colega de Tribunal do Desembargador José Geraldo Rodrigues Alckimin, tio do Governador. Que, diga-se de passagem, também é parente da atriz Irene Ravache. O divulgado parentesco seu com o governador Geraldo Alkimin é visto apenas como um pequeno detalhe nos fatos. Como encara ser procurado pelo repórter da Folha, Rodrigo Vizeu para falar sobre isso? Acha que ele publicará o que conversaram? – Tenho certeza que meu parentesco perto do atual escandalo que assola a Secretaria de Segurança Pública com a divulgação do vídeo do encontro do Secretário com o Jornalista Mario carvalho é simplesmente fumaça. Não sei o que o Rodrigo pensou ao receber cópias da minha árvore genealógica e nem qual era o seu intuito. Isso para mim não é jornalismo, mas apenas subserviência ao Palácio dos Bandeirantes. João, o seu sobrenome se escreve Alkimin e o governador assina Alckmin. Por que a diferença na grafia? – Há muito tempo, houve uma ruptura na família e os que apoiavam o ex Vice-Presidente da Republica José Maria Alkimin tiraram o “C” do nome, como foi o meu caso e isso me orgulha. Posso afirmar que, embora meu pai tenha sido Presidente do Tribunal, nunca fui funcionário do Judiciário, do Executivo ou do Legislativo. Sou independente, sem filiação ou cor partidária. É casado com quem e quantos filhos tem? Sou, com a advogada Tania Lis Tizzoni Nogueira, tenho 4 filhos. 2 meninos e 2 meninas. Um menino e uma menina são advogados, a outra é professora de inglês e o outro está terminando a faculdade de direito. Por isso, sou um homem feliz e realizado. Conte um pouco de sua vida até o seu ingresso no radialismo. – Comecei na extinta rádio Difusora, em 1969. Quem me incentivou foi Cayon Gadya, criador a “Jet Music”. E não parei mais. Você responde pelo o programa Show Time considerado agressivo. Como é falar a verdade sempre e quais são as conseqüências? – Não se pode dizer isso do programa, os fatos que ferem a sociedade é que são agressivos. Falar a verdade é gratificante. Me largaram alguns processos. É o preço por manter meu compromisso com o ouvinte. Alem da divulgação do encontro do Secretário de Segurança com o repórter de Folha de São Paulo que continua tendo essa enorme repercussão, que outros fatos você acha que foram importantes? – A tentativa desesperada do jornal em tentar explicar o inexplicável e a ânsia do Secretário de Segurança em derrubar delegados indóceis. Você já sofreu um atentado à bala e quase ficou tetraplégico, como é viver um momento desses? – Terrível, mas já me acostumei às ameaças, telefonemas no meio da noite e outros fatos que não vem ao caso. Qual foi a posição da Polícia em relação ao atentado? – Depois de anos, a Policia continua investigando por intermédio da Corregedoria Geral da Policia Civil, não tenho esperanças que chegue a algum lugar. Os criminosos não foram localizados. Alem de Flavio Ashar, participam do programa os famosos jornalistas Carlos Brickmann, Percival de Souza, Palmerio Dória, James Akel e outros. Como é fazer um programa radiofônico com tanta gente famosa? – Além do Flávio, amigo e companheiro de trabalho de mais de 25 anos, os demais também são acima de tudo amigos de quem muito me orgulho. Certamente que são os mais brilhantes,sérios e independentes jornalistas do País e, também não posso me esquecer do querido amigo exemplo de coragem e lealdade, o Ricardo Faria. Sendo radialista, como é o seu convívio com tantos juízes, desembargadores e outras autoridades? – A proximidade com o Judiciário e outras autoridades é absolutamente normal. As autoridades não precisam gostar de mim, tem que me respeitar como eu as respeito. Quem tem que gostar de mim é minha família e os meus amigos. O poder é efêmero e passageiro, O que tem a dizer a respeito dos dirigentes das emissoras por onde passou e por que saiu do ar? – Os dirigentes das emissoras por onde passei e sai do ar talvez sejam os menos culpados, reconheço que tenho um gênio muito forte, é difícil conviver comigo. O programa Show Time vai ao ar pela Rádio Planeta FM, 90.3, aos sábados das 08 às 12 horas. Você teve o sigilo pessoal violado por diversas ditas autoridades no âmbito estadual e federal, como encara isso? – Coisa de criminosos, desocupados e delinquentes. Tentaram denegrir minha imagem e o tiro saiu pela culatra. Nunca escondi meu passado de ninguém, respondi a inumeros processos e fui absolvido. Nunca desviei merenda escolar de crianças, acho o pior dos crimes. Vamos ao foco, porque resolveu divulgar o encontro do Secretário da Segurança Pública com o repórter da Folha, Mario Cesar Carvalho? – Simplesmente por ser matéria jornalística, presumo que o Mario Cesar Carvalho teria feito o mesmo. Se não não houve nada irregular, ou suspeito, porque a ânsia em desviar o assunto? A afirmativa do Secretário que foi ao encontro para discutir o caso da escrivã torturada não convence. O melhor que se faz é perguntar ao governador porque ele mantém um secretário que está desmantelando a Policia Civil do Estado de São Paulo. Qual será o mistério? Falam que mais de dois milhões de pessoas tomaram conhecimento do encontro através da enorme divulgação pelos jornais, sites e blogs. Como vê isso? – Com muita satisfação, pois caiu a mascara de alguns, demonstrou a força da Internet, dos sites e blogs que hoje batem de longe os jornais impressos. O caso está sendo tratado como espionagem contra o Secretário Antonio Ferreira Pinto, o que acha disso? – Primeiro não existe o crime de espionagem em nosso ordenamento jurídico e nem de conspiração, para felicidade de alguns. Em segundo, o senhor Secretário está delirando, assim como o jornalista Mario Cesar Carvalho que em entrevista ao site Consultor Juridico tenta criar teorias da conspiração, como se estivesse sendo seguido,monitorado, grampeado e outras coisas. Ambos estão se supervalorizando. Você tem amigos na Polícia Civil, o que acha da demissão de alguns deles da SSP? – Não foram demitidos e sim afastados dos cargos de direção. É absolutamente espantoso, só para citar o caso do Delegado Desgualdo, o homem que mais entende de homicidios neste País. Mas o Secretário nunca gostou dele; – As maiores apreensões de entorpecentes no País foram feitas na gestão Ivaney Cayres e Everardo Tanganelli no DENARC, portanto o Secretário e o Governador esquecem a população. Falam bastante em banda podre na Polícia Civil, o que tem a dizer sobre isso? – Banda podre existe no Judiciario, MP, Advocacia, Jornalismo, Radialismo, Medicina, em todas as áreas da sociedade. O Secretário afirma que 900 policiais estão sendo investigados por corrupção. É mentira! Quando tudo vier a público veremos que a maioria foi repreendida por estar sem gravata, chegar atrasado, bater viatura. Chega a ser criminoso a maneira de jogar a honra de tantas pessoas na lata de lixo. E dou aqui um exemplo claro, o Delegado de Policia, Conde Guerra, com quem já tive asperos debates virtuais; Ele pode ser destemperado, mas não é ladrão. Não existe nenhuma acusação de corrupção contra ele. Por esse motivo, digo que 99,9% dos Policiais são homens honrados, até mesmo os que se escondem no anonimato para me atacar. O que acha da animosidade entre a Policia Civil e a Policia Militar, como ela deve ser aparada? – É histórica, já que se esqueceu que autoridade é o Delegado de Policia. Houve um tempo em que a própria rádio patrulha era operada por policiais militares à época chamada Força Pública. A Guarda Civil era a policia, não como hoje cuja função é proteger os próprios municipais e tinha como chefe um delegado de policia, o Delegado Sérgio Fleury um de seus diretores. Para encurtar, como acha que vai terminar tudo isso e o que precisa ser feito para a melhora da Polícia Civil de São Paulo? – Acho que vai terminar no Poder Judiciário a quem cabe dar a última palavra. Para melhorar a Policia Civil é necessário que os políticos a tratem com respeito e paguem melhor seus integrantes. A grande realidade, já dizia o célebre Delegado Coriolano Nogueira Cobra, “a Policia é o lixeiro da sociedade, alguns não gostam dele, mas ninguém vive sem ele.” Fale com João Alkimin – showtime.radio@hotmail.com Acassio Costa é advogado – acassiocosta@bol.com.br |
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Autor: Flit Paralisante
PM PAULISTA SUSPEITA DE EMPREGAR PEDIDOS DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÃO TELEFÔNICA DE INTERESSE DA SAP PARA ESPIONAGEM POLÍTICA 31
Geraldo Alckmin parece que vai fazer um governo pior que o que ele mesmo fez anteriormente 29
Jornal Agora – PMs suspeitos de assassinato trabalham nas ruas 12
De:
21/03/2011
PMs suspeitos de assassinato trabalham nas ruas
Léo Arcoverde
do Agora
A maioria dos PMs acusados de participar do grupo de extermínio Matadores do 18 está nas ruas, trabalhando normalmente. Os suspeitos estão espalhados em sete diferentes batalhões –nas regiões norte, sul e central da capital.
O apelido do grupo refere-se ao batalhão onde os PMs trabalhavam, na Freguesia do Ó (zona norte).
A Polícia Civil suspeita de que as mortes não tenham parado. Segundo apurou o Agora, a única testemunha presencial de um dos homicídios morreu de forma suspeita no dia 26 de janeiro –um dia antes de prestar depoimento.
21/03/2011
Testemunha morre um dia antes de depor
Léo Arcoverde
do Agora
O estudante Caio Correia da Cruz, 17 anos, morreu no dia 26 de janeiro deste ano ao cair de uma moto na rua Padre Justino Lombardi, em Pirituba (zona norte de SP). Ele apresentava sinais de overdose. A versão foi contada no 33º DP (Pirituba) por dois PMs do 49º Batalhão. O registro do caso foi de morte suspeita.
Para o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa), porém, a versão dos PMs pode ser uma farsa.
Cruz é a principal testemunha de um assassinato, em 2008, atribuído a quatro PMs da Força Tática do 18º Batalhão (zona norte): o tenente Jonas Paro Barreto e os soldados Fernando Félix, Adriano Roda dos Santos e Sandro Rodrigues de Sousa.
21/03/2011
‘Eu estava em serviço’
Léo Arcoverde
do Agora
O soldado Adriano Roda dos Santos disse que a morte de Everton Torres Rodrigues se deu após ele e seus três colegas se depararem com o carro roubado. “Eu estava em serviço, no carro da polícia e houve essa ocorrência”, afirmou.
Questionado sobre o fato de ser acusado de um assassinato atribuído a um grupo de extermínio, ele afirmou que isso “se deve ao fato de o batalhão ser meio famoso”. “Não fui indiciado por fazer parte de grupo de extermínio.”
O Agora não conseguiu ouvir os soldados Félix e Sousa. PMs do 49º Batalhão disseram que eles tentaram ligar para a reportagem, sem conseguir o contato.
Um subordinado do tenente Barreto disse para a reportagem procurar a assessoria da PM, que não se manifestou especificamente sobre o caso.
A reestruturação na segurança pública iniciada pelo governo de São Paulo testará o trabalho integrado das Polícias Civil e Militar -primeiro passo para a unificação. 37
19/03/2011 –
Plano do governo vai testar integração das polícias em SP
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO
A reestruturação na segurança pública iniciada pelo governo de São Paulo testará o trabalho integrado das Polícias Civil e Militar -primeiro passo para a unificação.
Esse teste da administração Geraldo Alckmin (PSDB) inclui desde o compartilhamento de informações criminais até a construção de prédios para abrigar policiais das duas instituições.
Parte desse trabalho integrado em São Paulo foi anunciada nesta semana.
Uma delas foi a decisão da Polícia Militar de compartilhar seu banco de dados, o Fotocrim, com mais de 400 mil registros de imagens e informações sobre criminosos.
“É uma prova cabal da integração das duas polícias. Ambas são compostas por integrantes da sociedade a serviço da sociedade”, disse o delegado-geral Marcos Carneiro Lima.
Editoria de Arte/Folhapress
INTEGRAÇÃO FÍSICA
Outro ponto é a proposta de construir prédios onde trabalharão juntos policiais civis e militares. Isso era comum nos anos 1980, mas disputas institucionais deram fim à prática. O auge do litígio foi em 2008 quando policiais civis e militares entraram em confronto em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
Não está certo, porém, nem o local nem quando deverá ocorrer essa construção.
Essas medidas se somam ainda, conforme a Folha revelou ontem, ao plano de fechar delegacias em cidades com menos de 10 mil habitantes, onde a PM vai registrar as ocorrências. As duas polícias vão ter sistema integrado desses registros.
“Para nós, da Polícia Militar, isso é uma integração com a Polícia Civil extremamente salutar. Vem ao encontro do interesse público”, disse o comandante-geral da PM, Álvaro Camilo.
Nas cidades maiores, onde também haverá fechamento de DPs, a PM também vai intensificar o policiamento.
“Estamos conversando para acertar esses pontos. Ter uma delegacia não implica maior segurança. O que implica maior segurança é a polícia na rua”, disse. “O entrosamento da PM com a Civil está muito bom.”
Na capital, também haverá fechamento de delegacias. Ainda não foi divulgado, porém, quais dos 93 distritos serão cortados. O governo vai esperar a PM conseguir registrar BOs em toda a cidade.
A integração das polícias é, para especialistas, primordial para uma eventual unificação. Para Theodomiro Dias Neto, advogado especialista em segurança, apesar de bem-vindas as medidas, ainda é prematuro falar em unificação, algo “absolutamente improvável” no país.
“Poucos temas são tão consensuais quanto o fato de que as polícias precisam ser mais integradas. E não só em São Paulo. Por outro lado, poucas questões avançam de forma tão lenta quanto essa”, afirma
CARAMANTE AFIRMOU: “Em maio de 2010, o Tribunal de Justiça enviou as imagens para o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, para que ele tomasse providências”…FOSSEM POLICIAIS CIVIS A SECRETARIA TERIA DIVULGADO EM REDE NACIONAL NO DIA DAS MÃES 39
Assim, seria o dia das mães dos outros; mais um dia das putas para os policiais civis.
O JORNALISTA ANDRÉ CARAMANTE – DEPOIS DE 5 MESES – OBTEVE “PROVIDENCIAL” AUTORIZAÇÃO DOS SUPERIORES E DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PARA NOTICIAR E DIVULGAR O VÍDEO COM IMAGENS DE OFICIAIS DA ROTA COMANDANDO AÇÃO DESTINADA A DESVIAR COCAÍNA APREENDIDA…EM OUTUBRO DE 2010 ATRAPALHARIA A CAMPANHA DE JOSÉ SERRA; EM DEZEMBRO ATRAPALHARIA A RECONDUÇÃO DE FERREIRA PINTO…HOJE SERVE PARA DEMONSTRAR QUE FERREIRA PINTO NÃO BLINDA OS DESVIOS DA PM 122
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BUNDA É BUNDA; RETO É RETO!
A PM é uma grande bunda: todo mundo vê.
A PC é o reto: todo mundo quer phoder.
OFICIAIS DA ROTA COMANDARAM DESVIO DE COCAÍNA…A CORPORAÇÃO NÃO SE MANIFESTA 73
19/03/2011 – 04h37
PMs da Rota são filmados ao misturar droga em tambor em SP
ANDRE CARAMANTE
DE SÃO PAULO
Imagens das câmeras de segurança de um depósito para materiais de construção colocaram em dúvida a atuação de oito policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tida como a tropa de elite da PM paulista, e foram usadas na revogação da prisão de quatro suspeitos de tráfico de drogas.
Os PMs foram filmados ao misturar num tambor um pó branco que disseram ser cocaína. Com base nas imagens, a Corregedoria da PM investiga a quantidade de droga apresentada pelos homens da Rota à Polícia Civil, se eles pegaram ou não parte do pó branco e também o grau de pureza do material.
Dos 19 PMs que estiveram na depósito, 3 são oficiais. Oito foram filmados ao misturar o pó branco no tambor. Eles dizem que o pó eram 17,5 kg de cocaína.
Pela lei, os PMs deviam ter preservado o local e a maneira como o pó branco foi encontrado. Para a Justiça, as imagens deixaram dúvida sobre a “materialidade” do crime de tráfico de drogas imputado aos quatro acusados pelos policiais da Rota.
Os PMs disseram à Polícia Civil ter apreendido o pó branco em uma mala que seria dos quatro acusados por eles de tráfico de drogas.
Os outros 11 PMs são investigados por acobertar os demais na operação de 20 de outubro de 2009, no Parque Santa Madalena (zona leste).
Em maio de 2010, o Tribunal de Justiça enviou as imagens para o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, para que ele tomasse providências.
Os PMs gravados ao misturar o pó branco são o segundo-tenente Phelipe Barreto Regonato, o subtenente Sérgio Antonio Soares Santana, o cabo Andrews da Silva e os soldados José Bezerra Leite, Elenilton Alves Gomes, Aleixo Romano Cesário, Silvio Leal Carvalho e André Luiz de Oliveira Júnior.
A Folha tentou falar com os PMs e com o comandante-geral, coronel Álvaro Batista Camilo, mas ninguém quis comentar o caso. A corporação também se recusou a informar se eles foram afastados das ruas.
O Delegado Luiz Carlos do Carmo – pretenso amigo e suposto instrutor de defesa pessoal de Saulo de Abreu – esteve no Shopping Higienópolis coletando informações sobre o relacionamento de Ferreira Pinto com jornalista da Folha de São Paulo 39
Enviado em 19/03/2011 às 6:09 – KREMENSOV
Espionagem: identificado mais 1 delegado
Marcelo Godoy – O Estado de S.Paulo
A Corregedoria da Polícia Civil identificou mais um delegado suspeito de participar da espionagem contra o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. Trata-se de Luiz Carlos do Carmo, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele deve ser afastado do cargo na segunda-feira.
Carmo foi filmado no Shopping Pátio Higienópolis ao lado do então diretor do DHPP, delegado Marco Antonio Desgualdo, quando um grupo de policiais apanhou imagens de um encontro do secretário com um jornalista ocorrido dias antes. O objetivo era acusar Ferreira Pinto de estar por trás da divulgação de informações que provocaram a queda do sociólogo Túlio Kahn, responsável pelas estatísticas da Secretaria da Segurança.
O episódio provocou o afastamento de Desgualdo do cargo por quebra de confiança. Carmo disse que só acompanhou o diretor do DHPP ao shopping. “Quando percebemos que se tratava do secretário, saímos de lá”, disse Carmo. Além dele e de Desgualdo também são suspeitos dois outros delegados, um ex-delegado e dois investigadores.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110319/not_imp694131,0.php
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Delegado cai após “reciclar” investigação
Luiz Carlos do Carmo, que chefiava a 8ª Seccional, apresentou como inédita aos seus superiores apuração iniciada 2 anos antes
Foram cumpridos mais de 30 mandados, com apoio de 60 agentes fiscais destacados pelo governo do Estado; Carmo não se pronunciou
ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL
O delegado Luiz Carlos do Carmo foi afastado do cargo de chefe da 8ª Seccional da Polícia por ter apresentado aos responsáveis pela segurança pública de São Paulo uma investigação sobre sonegação fiscal com mais de dois anos de duração como se fosse algo inédito e que iria render cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos.
Além de Carmo -até então responsável pela coordenação de dez delegacias da zona leste de São Paulo-, outros dois delegados (um titular e um assistente), três investigadores e um chefe de investigação, todos do 66º DP (Vale do Aricanduva), também deixaram seus cargos por conta da quebra de confiança. O afastamento foi publicado no “Diário Oficial” do Estado.
Procurado ontem à noite, Carmo não se pronunciou.
A queda de Carmo começou a ser desenhada em junho, quando, ao lado dos seis policiais do 66º DP, ele apresentou à cúpula da Polícia Civil de São Paulo um pedido de apoio para realizar uma megaoperação contra a sonegação fiscal praticada por 30 metalúrgicas da zona leste.
Carmo anunciou que o governo do Estado poderia arrecadar até R$ 50 milhões com os impostos sonegados. Disse ainda que o método de sonegação era inédito e que a operação teria grande repercussão.
Em meio à crise enfrentada pela Polícia Civil no período, principalmente devido a acusações de corrupção envolvendo caça-níqueis, o secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, e o delegado-geral, Mário Jordão Toledo Leme, deram sinal verde para a operação.
Mais de 30 mandados judiciais foram cumpridos por policiais, juntamente com cerca de 60 agentes e fiscais da Secretaria da Fazenda estadual, destacados especialmente pelo Palácio dos Bandeirantes.
Nada de novo
Dias depois, os advogados das metalúrgicas que foram alvo dos mandados judiciais tentaram, sem sucesso, obter cópias do inquérito policial. A dificuldade para obter os documentos (o inquérito era público e não tinha segredo decretado) chegou à cúpula da polícia, que decidiu apurar o motivo.
Quando o delegado-geral recebeu as cópias do inquérito policial com uma capa na qual constava o ano de 2005 como o da abertura da investigação, a ação de Carmo e de seus subordinados passou a ser vista como “quebra de confiança” e a sua saída foi decidida.
Atualmente, o inquérito sobre a sonegação fiscal é analisado pela cúpula da Polícia Civil, que busca indícios de irregularidades nas ações policiais. Já se sabe, por exemplo, que a investigação apresentada como inédita por Carmo começou em 2005 a pedido da Procuradoria Geral de Justiça e da Secretaria da Fazenda.
Também está comprovado que o “novo método de sonegação” é, na verdade, a velha tática das “offshores”, as empresas abertas em paraísos fiscais.
Carmo é amigo do ex-secretário da Segurança Saulo de Castro Abreu Filho
Procurado, Carmo não se pronunciou
DA REPORTAGEM LOCAL
Luiz Carlos do Carmo foi procurado no início da noite de ontem, por telefone, mas não atendeu ao pedido de entrevista.
O delegado-geral, Mário Jordão Toledo Leme, não quis se pronunciar ontem sobre o afastamento de Carmo.
Leme, que entrará em férias na segunda-feira, designou o delegado Aldo Galiano Júnior, diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), a central de todas as 93 delegacias da capital, para falar sobre o caso.
Segundo Galiano Júnior, a saída de Carmo ocorreu por conta de um programa de controle de qualidade nas ações policiais e também porque o delegado não tinha mais o perfil adequado para chefiar a 8ª Seccional.
Procurado à noite, o governador José Serra (PSDB) afirmou, por sua assessoria, não saber nada sobre a operação coordenada por Carmo. (AC)
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28/02/2009-10h16
Três delegados são suspeitos de compra de cargos de chefia em SP
ROGÉRIO PAGNAN
ANDRÉ CARAMANTE
LUIS KAWAGUTI
da Folha de S.Paulo
Os delegados Fábio Pinheiro Lopes, Emílio Françolin e Luís Carlos do Carmo são investigados pelo Ministério Público Estadual e pela Corregedoria da Polícia Civil pela suspeita de terem comprado cargos de chefia na Polícia Civil de São Paulo. Os policiais negam.
A investigação tem como ponto de partida o depoimento do ex-policial civil Augusto Peña dado à Promotoria neste mês e ao qual a Folha teve acesso. Peña, que não apresentou provas, diz que atuava como intermediário na negociação entre policiais e o então secretário-adjunto da Segurança Lauro Malheiros Neto.
De acordo com ele, Lopes pagou R$ 110 mil a Malheiros Neto para assumir a 3ª Delegacia de Investigações Gerais do Deic (divisão de combate ao crime organizado).
Já Françolin, sempre segundo o ex-policial, pagou R$ 250 mil para assumir a 5ª delegacia seccional da capital. Peña afirma ter sido o responsável pela entrega do dinheiro. A quantia foi entregue ao advogado Celso Valente, que seria outro intermediário de Malheiros na vendas de cargos e outros benefícios dentro da polícia.
Já Luís Carlos do Carmo também pagou, segundo Peña, por uma vaga no Detran. “O declarante não soube informar o valor porque recebeu apenas um pacote fechado”, diz outro trecho do depoimento.
Uma das hipóteses é que os policiais compravam os cargos para lucrar, por exemplo, com extorsões a investigados.
Os delegados Carmo e Lopes deixaram as funções após a saída de Malheiros Neto da secretaria. Carmo foi para uma delegacia do idoso e Lopes, para o 99º DP. Françolin continua na mesma seccional.
Nomeado para o cargo em janeiro de 2007, Malheiros Neto pediu exoneração em maio de 2008, logo após a prisão de Peña –acusado de extorquir dinheiro de integrantes do PCC.
No depoimento de agora, Peña confessou esse e outros crimes na tentativa de obter o benefício da delação premiada.
Esses benefícios, que podem reduzir a condenação do ex-policial, só são concedidos pela Justiça se as informações repassadas pelo acusado forem consideradas consistentes.
Amizade
De acordo com Peña no depoimento, ele e Malheiros Neto eram amigos havia anos. Foi a primeira vez que Peña admitiu manter uma relação próxima com o ex-secretário. A suposta ligação entre os dois foi denunciada ao Ministério Público por Regina Célia Lemes de Carvalho, ex-mulher do ex-policial.
Em janeiro de 2007, quando Malheiros assumiu o cargo de secretário-adjunto da Segurança, o então investigador disse ter sido procurado por ele para ser transferido a 3ª DIG do Deic. Lá, teria duas missões, segundo afirma no depoimento:
1) “Apertar o cerco em cima dos bingos e das máquinas de caça-níqueis, para poder arrecadar dinheiro de forma ilícita. Em outras palavras, cobrança de propina”; 2) “Ficar de olho” no delegado Fábio Pinheiro Lopes, “vigiando se o dinheiro [da propina] não era desviado”. “De acordo com o tamanho da casa de jogo, deveriam pagar de R$ 20 mil a R$ 200 mil mensais, em dinheiro”, disse.
Corregedoria
A investigação na Corregedoria trocou ontem de mãos. O secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, substituiu o delegado Gerson Carvalho por um homem de confiança: Roberto Avino, que trabalhava ultimamente na Secretaria da Segurança.
Outro lado
Dois delegados classificaram as acusações como “infundadas” e “absurdas”. O outro não foi localizado.
O delegado Fábio Pinheiro Lopes, atualmente na chefia do 99º DP (Campo Grande), afirmou que “Augusto Peña é um bandido e que as acusações de corrupção feitas contra ele são uma vingança porque ambos são inimigos”.
De acordo com Lopes, Peña quer se vingar dele porque quando trabalharam juntos, no Deic, o delegado acusou o então investigador de desviar uma carga de videogames que estava apreendida na delegacia. “Esse rapaz é meu inimigo pessoal. Eu o expulsei do Deic”, disse.
Ainda segundo Lopes, as acusações de que teria pago R$ 110 mil ao ex-secretário-adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto para assumir a 3ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) são infundadas. “Eu nunca fui processado, nunca tive uma sindicância na minha carreira [de 17 anos]”, disse.
Lopes também disse que, ao contrário do que afirmou Peña, ele nunca cobrou propina para protelar inquéritos policiais contra bingos ou donos de caça-níqueis.
O delegado Emílio Françolin classificou a acusação de ter pago R$ 250 mil a Malheiros Neto para assumir a 5ª Seccional como absurda.
O delegado Luiz Carlos do Carmo foi procurado pela reportagem em seu celular, mas não foi localizado até a conclusão desta edição.
O advogado de Malheiros Neto, Alberto Zacharias Toron, nega as acusações. Ele disse que seu cliente propôs ao Ministério Público ser ouvido, mas não obteve resposta, e ainda não conseguiu ter acesso ao inquérito.
O secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, não quis comentar o teor do depoimento de Peña, segundo sua assessoria. A pasta informou que a mudança de delegados na Corregedoria faz parte de uma série de transferências rotineiras.
O advogado Celso Valente não foi localizado.
Justiça manda reintegrar policial civil demitido sumariamente pela SSP 51
Enviado em 19/03/2011 às 0:58
Justiça manda reintegrar policial civil demitido sumariamente pela SSP
March 18 | Posted by Fábio Pannunzio | Direitos humanos, Manchetes, Notícias, Segurança Tags: Antônio Ferreira Pinto, Elison, Operação Pelada, readmissão
Por decisão da Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública terá que reintegrar à Polícia Civil o investigador Elison Rozziolli, demitido pela Secretária de Segurança Pública de São Paulo no curso de um procedimento administrativo cheio de contradições. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quinta-feira, 17 de março.
Elison e dois outros investigadores foram acusados de concussão supostamente praticada contra um comerciante da periferia de Campinas. O Blog teve acesso à íntegra dos processos judiciais e do procedimento administrativo. A leitura atenta deixa claro que a demissão contrariou posição unânime do Conselho da Polícia civil, que por diversas vezes opinou pela suspensão das sanções administrativas até o trânsito em julgado do processo criminal instaurado para apurar a denúncia.
O fato que deu origem ao processo aconteceu em fevereiro de 2003. Elison, aprovado quatro anos antes em segfundo lugar no concurso para ingressar na PC, acabava de ser trasnferido do GARRA para a delegacia de roubos de autos. Ele e dois colegas faziam uma ronda quando localizaram um caminhão descarregando 200 dúzias de cerveja em um bar na periferia de Campinas.
O dono do estabelecimento não tinha a nota fiscal do produto. O motorista do caminhão levou dois dos três policiais até o depósito onde havia carregado o veículo. Elison permanceu o tempo todo no local da ocorrência vigiando o caminhão. Uma hora depois, os policiais trouxeram ao local o fornecedor da bebida com as notas fiscais de origem. O carregamento foi então liberado.
No mesmo dia, o fornecedor da bebida foi à Corregedoria e prestou queixa de concussão. Segundo ele, os dois policiais que estiveram no depósito exigiram dele R$ 4 mil ameaçando prendê-lo como suspeito de roubo de carga. Parte do dinheiro — R$ 1 mil — teria sido emprestada por um borracheiro vizinho.
O empréstimo foi confirmado pelo borracheiro e todas as testemunhas ouvidas na investigação aberta pela Corregedoria declararam ter procurado a polícia a pedido do comerciante. Ninguém, no entanto, afirmou haver testemunhado a entrega ou sequer a exigência do suborno, que estranhamente teria sido devolvido no mesmo dia por um vizinho do comerciante supostamente achacado.
Dias depois, quando foi ouvido pela segunda vez, o dono do depósito passou a negar o fato. Disse que havia mentido porque teria sido agredido por um dos investigadores e queria “prejudicar” intencionalmente os policiais.
Quem lê o processo fica com a impressão de que há várias inverossimilhanças na história. A primeira delas são as razões apresentadas para o arrependimento do denunciante. No campo das suposições, cabe, para argumentar, a possibilidade de que ele tenha sido coagido a mudar sua versão. Ainda assim, algumas anotações são inquestionáveis.
A primeira delas é a que dá conta de que Elison não estava no local onde teria sido tramada a concussão. Todas as peças afirmam que ele não estava no depósito, e sim a quilômetros de distância, no bar onde a bebida era descarregada, enquanto os colegas permaneciam com o empresário.
Na cena descrita nos depoimentos cabe a hipótese — pausível, no entendimento do Blog — de que a dupla tenha tentado extorquir o fornecedor da cerveja. Mas é certo que nela não aparece o investigador Elison.
A investigação da corregedoria, no entanto, não individualizou as condutas dos três policiais. Não levou em consideração que o dia em que se deu o episódio era o primeiro dia de trabalho de Elison na Delegacia de Roubos de Carros. Até a véspera, ele continuava no GARRA, nas mesmas funções em que foi lotado desde que foi aprovado — em segundo lugar, diga-se — no concurso da Polícia civil.
As contradições nos depoimentos das testemunhas não passaram desperbercidas ao delegado Luís Eduardo Carneiro, que presidiu o procedimento administrativo. Emm 25 de agosto de 2003 ele oficiou ao delegado-geral alertando que “há alguma divergência no depoimento das testemunhas”, e que seria necessário “aguardar o desenrolar do processo-crime, onde o denunciante poderá apresentar nova versão, ou confirmar uma delas”.
O delegado também opinou pelo sobrestamento da sindicância e a suspensão de todas as medidas punitivas que já haviam sido aplicadas até que a Primeira Vara Criminal de Campinas julgasse o processo criminal instaurado para apurar a denúncia.
O primeiro sobrestamento: reiterado diversas vezes, já alertava para a falta de consistência das provas.
O delegado-geral encaminhou o assunto ao Conselho da Polícia Civil. Este, por sua vez, acolheu por unamidade o voto do relator, delegado José Laerte Goffi Macedo, que determinou o sobrestamento do procedimento administrativo até o julgamento do processo-crime em 25 de outubro do mesmo ano. Consultado, o Ministério Público também se manifestou favoravelmente à suspensão temporária das investigações na instância administrativa, que foi determinado pelo então secretário de Segurança Pública Saulo de Castro Abreu.
No dia 9 de outubro de 2.007, Elison e os dois ocmpanheiros foram condenados em primeira instância. Os advogados dos policiais impetraram recurso ao Tribunal de Justiça e pediram novo sobrestamento do processo admnistrativo. Mas o recurso foi negado pelo então secretário de Segurança Pública Roberto Marzagão resolveu desconhecer a recomendação unânime do Conselho da Polícia Civil de aguardar o julgamento do recurso e demitiu os policiais a bem do serviço público.
O relator do caso na reunião do conselho asseverou, em seu voto, que “eventual reforma decisória poderia relfetir na decisão deste persecutório administrativo, que no sentido condenatório, quer no absolutório, haja vista a tempestividade de se aventurar num devisório sem a clareza necessária do conjunto probante”, no que foi acompanhado pelos demais conselheiros.
Despacho em que Antônio Ferreira Pinto decide manter a decisão de demitir os policiais, a despeito da decisão do TJ de absolvê-los.
A senteça da primeira instância foi reformada em no ano passado. Elison e os colegas foram absolvidos pela Décima-Quinta Turma do Tribunal de Justiça. Quando o acórdão foi publicado, ingressaram com um pedido de reconsideração da demissão. Mas o Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto decidiu desconhecer a absolvição na esfera criminal e manteve a pena aplicada por seu antecessor(veja fac-símile do despacho ao lado).
Durante os dois anos que se passaram, Elison experimentou todo tipo de privação. Perdeu o salário, os amigos e a dignidade. Ele disse ao Blog do Pannunzio que chegou a se sentir “como um leproso”, estigmatizado e sem perspectivas.
Sem renda para se manter, sobreviveu às custas da ex-mulher, uma advogada que lhe deu apoio incondicional. Enquanto isso, cursou direito e administração de empresas para tentar mudar seu campo de atuação profissional.
A angústia só teve fim quando ele viu publicada no Diário Oficial deo ontem a determinação de queseja reincorporado às mesmas funções que ocupava antes na Polícia Civil. Emocionado, com os olhos encharcados de lágrimas, ele jura que não fez o que lhe imputaram. Ainda não está certo sobre se continuará ou não como investigador. Mas agora ostenta com orgulho a carteirinha da OAB recém conquistada.
A consequência da decisão da Secretaria de Segurança Pública de manter a demissão vai custar caro ao contribuinte do Estado de São Paulo. Ele fará jus ao pagamento de todos os salário que não recebeu. E a sociedade foi onerada ainda mais, uma vez que o policial, caso prevalecesse o bom-senso, poderia estar ajudando a movimentar a máquina da segurança pública.
O caso encerra um emblema: até que seja condenado com sentença transitada em julgado, nenhum ciddão pode ser apenado. Nem na instância administrativa, nem em qualquer outra esfera.
NA PRÁTICA A REESTRUTURAÇÃO INDICA ESTADO PRÉ-FALIMENTAR DA POLÍCIA CIVIL…CHAMEM O ABÍLIO DINIZ PARA CUIDAR DA SECRETARIA DE SEGURANÇA 123
Reestruturação é paliativa, diz sociólogo
DE RIBEIRÃO PRETO
O coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC-MG e do instituto Minas Pede Paz, Luis Flávio Sapori, criticou o projeto de reestruturação da polícia. (VBF)
Folha – O que o sr. acha do projeto?
Luis Flávio Sapori – Vejo com preocupação e tristeza porque significa um paliativo para um problema emergencial, que é a carência de recursos humanos. É uma medida ruim para a população porque concentra serviços policiais em poucas unidades.
Qual seria a solução?
Melhorar os recursos humanos, melhorar e ampliar a produtividade e qualidade dos seus serviços e, terceiro, aproximar-se mais da cidadania.

DESINSTITUCIONALIZAÇÃO DAS DELEGACIAS DE POLÍCIA É DE CAUSAR REVOLTA: PROVA DE QUE O GOVERNO NEM SEQUER SERIA CAPAZ DE ADMINISTRAR UM CARRINHO DE CACHORRO-QUENTE…O PSDB SÓ CUIDA DO QUE DÁ VULTUSOS LUCROS 57
Fechamento de delegacias causa protesto no interior
Em São Carlos, desativação de dois distritos policiais nesta semana surpreende moradores e autoridades
Para vereador, medida dificulta o acesso da população ao serviço policial; Campinas centralizou flagrantes
DE RIBEIRÃO PRETO
O fechamento de duas delegacias nesta semana em São Carlos (232 km de SP) surpreendeu moradores e autoridades. Eles dizem que o governo vai na contramão do que deseja a população.
As delegacias extintas foram incorporadas a duas outras, o que irritou uma das associações de moradores.
O vereador Normando Lima (PSDB), disse que a mudança dificultará o acesso da população. “O certo seria ter mais delegacias. A Justiça tem que mostrar suas garras, e não se retrair”, disse.
ASSALTO
Na segunda-feira -primeiro dia útil após o fechamento das delegacias-, a casa em frente a uma das unidades fechadas foi assaltada durante a noite. A família foi feita refém por uma hora e meia. Os bandidos levaram dinheiro, objetos e um carro das vítimas.
O presidente da associação de moradores do Jardim Santa Paula -onde ficava a delegacia-, Nivaldo Nale, 66, disse que o fechamento da unidade é “uma perda importante”. “Temos sofrido muitos assaltos e nossa esperança era a polícia. Agora, mais longe, será difícil”.
Em Campinas (93 km de SP), a tentativa de implantar o projeto entre 2009 e 2010 deu errado após uma onda de protestos. Diante do impasse, a saída foi criar a Central de Flagrantes. Em funcionamento desde maio, a unidade é responsável por receber todas as ocorrências em flagrante durante a noite, em feriados e também nos finais de semana. (VBF)
REENGENHARIA: PSDB EM CINCO CONSECUTIVAS GOVERNANÇAS PROMOVE O DESMONTE DA POLÍCIA JUDICIÁRIA…RETIRA QUADROS DE PEQUENAS CIDADES PARA AS MAIORES, FOMENTANDO A MIGRAÇÃO DA CRIMINALIDADE DOS CENTROS URBANOS PARA O CAMPO…SEM ESCOLA, SEM CINEMA, SEM ESPORTES, SEM SAÚDE, SEM EMPREGO, SEM JUIZ E SEM DELEGADO…A ÚNICA AUTORIDADE DIUTURNAMENTE PRESENTE: O COMANDANTE “CRACK” 60
SP reestrutura polícia e fecha delegacias
Pacote inclui fechamento de distritos policiais em cidades pequenas, onde a PM cuidará dos casos menos graves
Objetivo, segundo o governo, é otimizar o emprego dos recursos públicos e melhorar a qualidade do serviço
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO
O governo de São Paulo deu início a um pacote de mudanças na estrutura da segurança pública no Estado que deve afetar praticamente todas as 645 cidades paulistas e a forma de trabalhar das duas polícias estaduais.
A “reengenharia” do governo prevê o fechamento de delegacias nas cidades com menos de 10 mil habitantes e a aglutinação de distritos nas cidades de maior porte, o que inclui a capital.
Nas cidades pequenas, 43% dos municípios paulistas, a PM vai registrar boletins de casos de menor gravidade -que dispensam ação imediata dos investigadores.
Policiais civis que ficarão nas grandes cidades serão acionados quando houver crimes mais graves, como homicídios e flagrantes.
A reestruturação prevê a criação de polos -como se fossem superdelegacias- para atender a população.
Com o fechamento de pelo menos 96 delegacias no interior, 279 cidades ficarão sem unidades da Polícia Civil. O governo quer completar as mudanças até o final do ano.
“Há cidades que registram 80 ocorrências num ano”, disse o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima. “Isso não significa que elas deixarão de ser prestigiadas.”
O plano incluiu a transferência do Detran para a Secretaria de Gestão Pública e a transferência de 1.349 policiais do órgão para a pasta da Segurança Pública.
O objetivo do governo, é otimizar o emprego dos recursos públicos e melhorar a qualidade do serviço de seus 35 mil policiais civis.
O governo iniciou a reestruturação em pelo menos 12 cidades. São João da Boa Vista, por exemplo, com 83 mil habitantes, ficará com apenas uma das seis delegacias existentes. Até agora, quatro já foram fechadas, inclusive a Delegacia da Mulher.
REGISTRO INTEGRADO
Dentro dessa “reengenharia”, o policial militar passará a registrar ocorrências num sistema integrado que os delegados acessarão.
Segundo o comandante da PM, coronel Álvaro Camilo, “num futuro próximo”, todos os policiais militares registrarão BOs no carro oficial.
O presidente do Sindicato dos Delegados, Jorge Melão, disse ser favorável à aglutinação. Para ele, a instalação de delegacias nunca havia atendido critérios técnicos.
“Agora, sobre a falta de policiais, não resta outra alternativa a não ser contratar mais”, disse.
O governo agora tenta convencer lideranças políticas e a sociedade da importância dessas mudanças. “Vamos fazer um trabalho de convencimento e de conscientização. Todos vão ganhar”, disse Carneiro.
EU ADORO O DATENA…EU ASSISTO O DATENA…DATENA É O CARA!… 60
Valeu Datena…
Vixit! Comparou o Dr. Pinto ao Fernando Collor: o caçador de marajás.
Enviado em 17/03/2011 às 18:26– HITTIMAN
ACREDITE SE QUISER, MAS UM DOS PRINCIPAIS DEFENSORES DO FERREIRA PINTO NA MÍDIA JORNALÍSTICA É CONTRA A PERMANÊNCIA DO MESMO NA PASTA DA SEGURANÇA. DATENA, NAS OPORTUNIDADES QUE TEM TIDO EM SEU PROGRAMA DE RÁDIO, FAZ CRÍTICAS A FERRENHAS AO SECRETÁRIO E CHEGOU A DIZER QUE SE O ALCKMIN NÃO TOMAR UMA ATITUDE RAPIDAMENTE A COISA VAI FICAR PRETA. DATENA TENTOU FAZER UMA ENTREVISTA COM FERREIRA PINTO, NÃO CONSEGUIU. AGORA QUE O SECRETÁRIO CEDEU ENTREVISTA À GLOBO ACHO QUE AS CRÍTICAS IRÃO AUMENTAR. FIZ ESSE COMENTÁRIO HOJE ÀS 11:51, POIS É, AGORA NO PROGRAMA BRASIL URGENTE REALMENTE AS CRÍTICAS AUMENTARAM.
DATENA DESCEU A LENHA NO SECRETÁRIO E, ACREDITO EU, NUMA MENSAGEM SUBLIMINAR SUGERIU AO GOVERNADOR QUE O DEMITISSE.







