“Pimenta no K do Juqinha é refresco” : AMB quer investigação com ampla defesa para Magistrados, ou seja, precedida de convites para que o suspeito criminoso se explique e possa destruir provas 4

Inspeção no Tribunal de Justiça de SP é ‘policialesca’, diz AMB

O presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) Henrique Nelson Calandra afirmou que a inspeção realizada pela corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no Tribunal de Justiça de São Paulo configura “uma invasão à autonomia” do tribunal, é “policialesca” e “truculenta”.

A corregedoria iniciou anteontem uma devassa nos registros do tribunal para investigar supostos pagamentos ilegais a magistrados e a eventual evolução patrimonial de desembargadores incompatível com suas rendas.

As apurações recaem sobre o período da gestão do desembargador Antonio Carlos Viana Santos, que morreu no final de janeiro deste ano.

Além de membros da corregedoria, a inspeção é feita por auditores do TCU (Tribunal de Contas da União), da Receita Federal e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda.

Ontem Calandra disse que

“a investigação do CNJ deveria ser precedida de um pedido de explicações àqueles que são os envolvidos. Esse modo policialesco de ingressar em um tribunal independente é mais um ato de violação à Constituição“.

“É uma atitude truculenta, inadequada e desrespeitosa com um tribunal que é o maior do país”, completou.

A AMB é autora de uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para restringir o poder de investigação do CNJ. O processo está na pauta de julgamento do STF.

O atual presidente do TJ, José Roberto Bedran, informou ontem, por meio de assessoria de imprensa, que a corregedoria do CNJ realizará inspeções do mesmo tipo em diversos tribunais do país e a direção da corte só se manifestará após a conclusão das apurações.

Folha.com

Dilma envia propostas de ajuste à legislação sobre drogas 1

07 de dezembro de 2011 12h56 atualizado às 15h33

 
A presidente Dilma Rousseff lançou o Plano de Enfrentamento ao uso do Crack e outras Drogas, com previsão de investimento de R$ 4 bilhões até 2014. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff lançou o Plano de Enfrentamento ao uso do Crack e outras Drogas, com previsão de investimento de R$ 4 bilhões até 2014
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Diogo Alcântara
Direto de Brasília

Nesta quarta-feira, dia em que lançou um plano de ações de combate ao crack, o Executivo envia ao Congresso Nacional um projeto de lei e uma medida provisória sobre segurança pública e processo penal específico para entorpecentes. O projeto de lei altera o código de Processo Penal e a Lei de Drogas. Pelo novo texto, estoques de drogas apreendidas seriam eliminados com mais velocidade.

A redação do texto foi conduzida pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Drogas ou bens apreendidos receberiam um certificado, que valeriam como prova, e o estoque seria eliminado em até 30 dias. No caso de narcóticos, uma amostra seria preservada para contraprova. Em caso de bens, como automóveis, por exemplo, os produtos seriam leiloados.

Segundo texto preliminar, no caso de bens leiloados, o valor arrecadado teria como destino o Fundo Nacional Antidrogas (Funad). Segundo o projeto, o documento final, a ser usado como prova no processo, no lugar de toda a apreensão, seria uma portaria com a “descrição e especificação dos objetos, bem como informações sobre quem os tiver sob custódia e o local em que se encontrem”. Caso o processado não seja condenado, o dinheiro arrecadado seria devolvido ao réu.

A medida provisória prevê a criação do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas. O sistema deve suprir a ausência de um mecanismo oficial de estatística capaz de compilar e fornecer dados e informações precisas sobre a situação da segurança pública no País. Pela medida, Estados que não fornecerem dados ao sistema poderão ter suspensos os repasses de verbas federais.

Eleição em 2012 contará centenas de candidatos da Polícia Civil concorrendo a cargos de prefeito e vereadores 21

No mínimo sete de­le­ga­dos da Sec­ci­o­nal de Ame­ri­ca­na, que aten­de nove ci­da­des daquela re­gião, disputarão as elei­ções mu­ni­ci­pais do ano que vem.

Cin­co de­les tra­ba­lham em Ame­ri­ca­na, ci­da­de que tem apenas  11 de­le­ga­dos. Eles de­verão se afas­tar até o fi­nal de abril do ano que vem para se de­di­carem à cam­pa­nha;  re­tor­nando seis me­ses depois, caso não se­jam elei­tos.

O de­fi­cit na Po­lí­cia Ci­vil de Ame­ri­ca­na já foi alvo até de in­qué­ri­to do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Es­ta­du­al.

O de­le­ga­do Sec­ci­o­nal Pau­lo Fer­nan­do For­tu­na­to deve de­fi­nir nos pró­xi­mos dias o par­ti­do em que vai se fi­li­ar para dis­pu­tar as elei­ções para pre­fei­to em São Pe­dro, sua ci­da­de na­tal, onde foi ve­re­a­dor de 1992 a 1996.

“Apro­vei­to a opor­tu­ni­da­de por­que com­ple­to 70 anos e já sai­ria da po­lí­cia, pela apo­sen­ta­do­ria com­pul­só­ria, até maio do ano que vem”, con­si­de­rou.

Os dois as­sis­ten­tes de For­tu­na­to, José Luis Jo­ve­li (sem par­ti­do de­fi­ni­do) e Rob­son Gon­çal­ves de Oli­vei­ra – fi­li­a­do do PCdoB – de­vem dis­pu­tar ca­dei­ras na Câ­ma­ra de Ame­ri­ca­na, acom­pa­nha­dos dos de­le­ga­dos Luis Car­los Ga­za­ri­ni (PT) e Al­fre­do Luís On­das (PMDB).

Para Gon­çal­ves, a can­di­da­tu­ra é uma for­ma de bus­car mais es­pa­ço para a Po­lí­cia Ci­vil na po­lí­ti­ca.

 “A gen­te re­cla­ma que fal­tam leis para ca­sos es­pe­cí­fi­cos, mas não se em­pe­nha em mudá-las”, co­men­tou.

Ga­za­ri­ni afir­mou que co­nhe­ce as ma­ze­las e a si­tu­a­ção pro­ble­má­ti­ca da ci­da­de.

On­das afir­mou que há re­pre­sen­tan­tes po­lí­ti­cos que nada fa­zem pela po­lí­cia. “Não te­mos voz po­lí­ti­ca.”

Em Su­ma­ré, a de­le­ga­da da DDM (De­le­ga­cia de De­fe­sa da Mu­lher) San­dra Ma­ria Za­nar­di pre­ten­de se can­di­da­tar pelo PMDB. “No Le­gis­la­ti­vo pos­so au­xi­li­ar mais a po­lí­cia.”

O de­le­ga­do José Edu­ar­do Cury, de Mon­te Mor, pretende a con­cor­rer a uma vaga de ve­re­a­dor em Hor­to­lân­dia, onde já foi par­la­men­tar (de 2001 a 2004).

O di­re­tor do Dein­ter-9 in­for­mou, atra­vés da As­ses­so­ria de Im­pren­sa da SSP (Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca), que ain­da não re­ce­beu a co­mu­ni­ca­ção do afas­ta­men­to.

Mes­tre dis­se que, quando confirmadas as candidaturas,  se necessário,   pe­di­rá substitutos à De­le­ga­cia Ge­ral de Po­lí­cia de São Pau­lo.

Além de candidatos Delegados há inúmeros representantes de diversas carreiras policiais civis; em todas as regiões do Estado. Na Capital, inclusive.

O engajamento político-partidário é estimulado internamente buscando o fortalecimento da instituição; especialmente visando a ocupação, em 2014,  de cargos da Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Para garantir fundos de campanha em 2012: mais um chip no K dos Juquinhas 4

Elio Gaspari

 

A maracutaia da vez: chips nos carros

 

Em nome da modernidade, vem aí um negócio milionário para vendedores de equipamentos

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e o suplente de senador João Faustino (PSDB-RN) estão encrencados com o Ministério Público por conta de contratos milionários assinados com donatarias de inspeções veiculares. É o escândalo da vez. Mais adiante virá o dos chips.

Em 2006, a resolução 212 do Conselho Nacional de Trânsito mandou que, até meados de 2010, nenhum veículo pudesse ser licenciado sem que nele houvesse um chip.

Ele transmitiria dados para dezenas de milhares de antenas, que os remeteriam a centenas de centrais de processamento. Repetindo: nenhum veículo seria licenciado sem chip, nem em São Paulo, onde havia 4,5 milhões de carros e caminhões, nem em Uiramutã (RR), na fronteira com a Venezuela, onde existiam dois carros, um caminhão e duas motocicletas.

A traquitana custaria algo como R$ 4 bilhões. Diziam que serviria para reprimir os furtos. Lorota, pois o ladrão arranca o chip e leva o veículo ao desmanche. Diziam também que os donos de carro não pagariam nada. Quem pagaria? Todo mundo, mesmo a patuleia pedestre. Serviria, na melhor das hipóteses, para fechar grandes contratos. Na pior, para criar pedágios urbanos.

A resolução de 2006 deu em nada. Em 2008 (ano de campanha eleitoral) anunciou-se que a negociação dos contratos seria reanimada, mas o assunto saiu da agenda. No ano seguinte a resolução foi reescrita e o início da festa foi transferido para junho de 2011, tanto em São Paulo como em Roraima. Novamente deu em nada. Em julho deste ano decidiu-se que a festa dos contratos começará no dia 1º de janeiro de 2012 (ano de campanha eleitoral).

Nenhum país do mundo tem sistema semelhante, porque em país algum apareceram fornecedores de equipamentos com tanta ousadia. Ninguém quer vender antenas para Uiramutã, onde só há um serviço de emergência pediátrica. O filé está na venda de equipamentos para grandes cidades, igualzinho ao que ocorreu com as inspeções veiculares.

Governador Confúcio Moura de Rondônia faz de seu Blog pessoal instrumento de contrainformação do direito de greve dos seus eleitores: policiais militares e funcionários públicos…( Hehe!…Blog na mão de político vira instrumento de crime! ) 4

06/12/2011 – 09h13min

Escondido atrás do blog, Confúcio ameaça PMs com o Exército

Eleito graças aos servidores e policiais , que odeiam o ex-governador Cassol, mentor de Cahulla, Confúcio agora trata como inimigos aqueles que foram decisivos para sua chegada ao poder.

Da reportagem do TUDORONDONIA

Na campanha eleitoral o então candidato Confúcio Moura (PMDB) prometeu o mundo para os funcionários públicos e policiais militares. Na época, ele dizia que o Estado tinha recursos suficientes para dar aumento e o governador da época, João Cahulla, só não dava porque não queria. Cahulla, por sua vez, se defendia usando a velha desculpa da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Passada a disputa eleitoral, Confúcio passou a usar os mesmos argumentos do ex-adversário para não cumprir o que prometeu: a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Confúcio está fazendo ainda pior. Eleito graças aos votos dos servidores públicos e policiais militares, que odeiam o ex-governador Ivo Cassol, mentor de João Cahulla, Confúcio agora trata como inimigos  aqueles que foram decisivos para sua chegada ao poder.

É o que ele está fazendo com os policiais militares, a quem havia prometido 44% de reajuste salarial e hoje ameaça mandar o Exército contra a tropa, já que as pessoas noMeadas por ele para gerir o setor de segurança pública no Estado perderam o absoluto comando sobre o efetivo policial, se é que algum dia tiveram.

Escondido atrás de seu blog, o governador ameaçou a PM em greve com o uso do Exército. Disse que já falou até com a presidente Dilma Roussef sobre o assunto.

PROVIDÊNCIAS Tags: PROVIDENCIAS Postado por: Confúcio Moura | 6 dezembro , 2011 |
Desde o primeiro minuto para paralisação dos policiais militares em Rondônia, que o Governo tem se movimentado para garantir a ordem pública. Não me cabe discutir o direito de greve de policiais. Mas, a Justiça Estadual já se posicionou. Isto é importante.
Enviei expediente à Presidente Dilma Roussef comunicando as ocorrências e os contatos telefônicas com o Ministério da Justiça são diários. A Força Nacional está sendo reforçada para garantir a tranquilidade da população rondoniense, para que tenha paz, para viver e trabalhar.
O Exército, caso seja necessário e justificado, também poderá proteger o nosso povo, como bem fez recentemente no Estado do Maranhão.
Infelizmente o Estado não tem condições de atender às reivindicações pleiteadas, porque o levaria ao nível de Estado irresponsável, no aspecto fiscal e consequentemente o próprio Governo responderia por seus atos diante do Tribunal de Contas e da Justiça.
Nunca fechamos e nem fecharemos as portas para continuar negociando. E acreditando no bom senso de todos, para que retornem às atividades.

De Portugal: O governo usa a polícia para instigar a violência? Resposta

Quando, no dia da Greve Geral, sindicatos e manifestantes  dispersos informaram da presença de agentes infiltrados na concentração em  frente à Assembleia da República, a PSP e o ministro da Administração Interna  desmentiram. Perante as imagens captadas por anónimos e jornalistas de um  polícia à paisana a espancar um cidadão, a polícia informou que se tratava de um  cidadão alemão procurado pela INTERPOL. Revelou-se uma imaginativa falsidade. Se  fosse verdade seria muito grave, já que a pessoa em causa saiu em liberdade, por  ordem do tribunal, no dia seguinte.

Saltando de mentira em mentira, o assunto foi morrendo nos  jornais. Mas as imagens de vídeo e de fotografias (assim como a pesquisa das  imagens de televisão transmitidas naquele dia) começam a deixar clara uma coisa  muitíssimo mais grave: tudo aponta para a existência de agentes provocadores  naquela manifestação. Ou seja, agentes à paisana que instigaram a atos de  violência, que insultaram e provocaram os seus colegas, fazendo-se passar por  manifestantes (tudo convenientemente próximo da comunicação social), e que até  estiveram na primeira linha do derrube das barreiras de segurança. Ou seja,  que acicataram os manifestantes mais exaltados, fazendo-se passar por seus  “camaradas”, e que criaram o ambiente que justificaria, de alguma forma, uma  intervenção policial em direto nos canais de notícia, ofuscando assim a greve  geral.

A confirmarem-se todas as informações documentadas por imagens  que vão chegando à Internet (a polícia já confirmou que dois homens que aparecem  em fotografias a envolverem-se em desacatos contra os seus colegas são agentes)  isto tem de ter consequências. Como cidadão pacifico e cumpridor da lei,  quero exercer minha liberdade de manifestação, consagrada na Constituição, sem  correr o risco de me ver no meio de uma guerra campal. É essa, supostamente,  a função das forças de segurança. Se elas trabalham no terreno para causar os  distúrbios (justificando uma intervenção que ajuda a criminalizar o protesto e  ofuscar os objetivos das manifestações), elas passam a ser um factor de  insegurança e de ilegalidade.

Claro que não acredito que aqueles agentes, a confirmar-se o  que as muitas imagens que por aí circulam indiciam de forma tão esmagadora,  tenha agido por mote próprio. Por isso, quero saber quatro coisas:

1. Se está garantida uma investigação independente – é  para isto que serve a Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) – para  saber quem são aqueles homens que ora aparecem a insultar e provocar polícias  ora aparecem a ajudar a prender manifestantes?

2. Caso se confirmem as suspeitas, de onde veio a ordem  para ter agentes à paisana numa manifestação com o objetivo de criar um ambiente  violento naquilo que deveria ser uma manifestação pacifica?

3. Caso essa ordem tenha vindo da direção-geral da PSP  (seria ainda mais assustador perceber que a polícia está em autogestão), o que  pretende fazer o ministro com o seu diretor-geral? Deixar à frente das forças de  segurança pública um agitador que espalha a desordem nas manifestações?

4. Caso a ordem tenha vindo da direção-geral da PSP com o  conhecimento do ministro, o que pretende fazer o primeiro-ministro? Deixar  no seu lugar um político apostado a criar um clima de insegurança nas  manifestações e assim violar um direito constitucional?

Por mim, como cidadão, não desistirei deste tema até as  imagens que estão disponíveis serem devidamente esclarecidas e, caso se prove o  que elas indiciam, os responsáveis por este ato contra a paz social e a  liberdade sejam politicamente, disciplinarmente e criminalmente punidos. E  pelo menos nisto, junto-me ao Sindicato do Ministério Público e ao Bastonário da  Ordem dos Advogados que exigem esclarecimentos e as devidas medidas de punição  para os responsáveis.

Nada tenho contra a PSP. Nem contra a instituição, nem contra  os seus profissionais, que também são vítimas da austeridade. Considero que a  polícia, quando faz o seu trabalho, garante a nossa liberdade. Incluindo a  liberdade de manifestação, impedindo que provocadores ou idiotas se aproveitem  de protestos pacíficos para espalhar a violência. Mas quando a polícia serve  (ou é usada pelo poder político) para criar um ambiente de medo e um clima de  violência que justifique a limitação das liberdades fundamentais, não posso,  como cidadão, ficar em silêncio. Nem eu, nem todos os que acreditam e  defendem a democracia.

Do muito que está disponível, podem ver este vídeo, estas  fotos e esta notícia:

 http://5dias.net/2011/11/29/mais-dois-provocadores-infiltrados-desmascarados-casal-de-policias-a-paisana-o-de-casaco-azul-e-o-de-casaco-castanho-estao-os-dois-em-todas-as-fotos-guedes-da-silva-director-da-psp-junta-se/

Clique para acessar o 201112022951a6.pdf

Fonte: Antes pelo contrário

CNJ faz devassa na folha de pagamento de juízes de SP 23

Pubicada terça-feira, 6 de dezembro de 2011, às 10:22

Inspeção vai apurar se 17 desembargadores receberam remuneração ilegal

Força-tarefa provoca indignação no TJ-SP; grupo também vai investigar se houve enriquecimento ilícito

A corregedoria do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) iniciou ontem uma devassa no Tribunal de Justiça de São Paulo para investigar supostos pagamentos ilegais a desembargadores e a eventual evolução patrimonial de magistrados incompatível com suas rendas.

A força-tarefa que iniciou a inspeção é composta por auditores do TCU (Tribunal de Contas da União), da Receita Federal e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda, além da equipe da corregedoria.

O cruzamento de informações fornecidas por esses órgãos levou o CNJ a identificar situações suspeitas.

O foco inicial da investigação do conselho é sobre a folha de pagamentos do tribunal, o maior do país, com 354 desembargadores.

Os auditores vão verificar a suspeita de que um grupo de 17 desembargadores recebeu verbas do tribunal que não foram pagas ao restante dos magistrados da corte.

A equipe quer saber se a remuneração, cujos detalhes não foram divulgados, configurou um privilégio ilegal.

A investigação do CNJ vai buscar o tipo e motivo dos pagamentos suspeitos e os responsáveis pelas liberações.

Outro objetivo da inspeção é colher dados para apurar a evolução patrimonial de magistrados. A ideia é saber se os bens declarados por eles são compatíveis com os seus rendimentos.

Nos últimos meses, a corregedoria do CNJ intensificou a verificação dos bens dos juízes, por meio de parcerias com os órgãos de fiscalização.

Como a Folha revelou no mês passado, está na mira do CNJ o patrimônio de 62 magistrados de todo o país acusados de vender sentenças e enriquecer de forma ilícita.

Também serão inspecionados pelo CNJ no Estado de São Paulo, ao longo desta semana, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e o Tribunal de Justiça Militar.

A assessoria do TJ informou ontem que o tribunal está fornecendo toda a documentação solicitada pela equipe de investigação.

A corte foi comunicada pelo CNJ de que inspeções do mesmo tipo serão realizadas em vários tribunais do país, segundo informou a assessoria do TJ-SP.

Indignação

A devassa provocou indignação nos gabinetes da corte ontem. A inspeção pode abrir mais um capítulo na série de atritos entre a corregedora do CNJ, Eliana Calmon, e setores da magistratura, principalmente da paulista.

Em setembro, Calmon criticou a resistência dos tribunais em relação a atos de fiscalização do CNJ, e mencionou o TJ de São Paulo.

“A Paulista precisa dormir” ( Conversa do “delegado” imbecil: POLICIAL NÃO BATE POR NADA ) 40

O TEXTO ABAIXO É DE UM CORINTIANO QUE APANHOU NA PAULISTA, ONTEM

“A Paulista precisa dormir”

por Danilo Paiva Ramos

Na noite de ontem, o que mais me aterrorizou enquanto era espancado por um PM não identificado na Avenida Paulista não foi a violência dos golpes cada vez mais fortes em minha mão e barriga. “Cuzão!”, “Seu merda!”, “Filho da puta!”, “Quer ser espancado de verdade?” eram as palavras que acompanhavam as pancadas que eu ia recebendo sem ter como me defender. Mas também não foram as ameaças ou as ofensas que mais me aterrorizaram ontem. O que mais me assombrou foi perceber, enquanto era espancado, o sorriso e o olhar do policial que mostravam um prazer maior a cada bofetada. A cada pancada meu medo aumentava. E foi com espanto que vi o prazer e ódio que cresciam nos rostos dos policiais à medida que investiam contra qualquer pessoa que, naquele momento, estivesse com uma camiseta do Corinthians comemorando na calçada, pacificamente, a vitória do campeonato. Indignado, sem saber por que apanhava, perguntei o nome de meu agressor. Mais ofensas e ameaças seguiram-se enquanto ele erguia novamente sua arma contra mim. Afastando-me, perguntei por que me batia. Ele, então, respondeu: “As pessoas da Paulista precisam dormir”.

Essa talvez fosse a fala de um “camisa negra”, grupo fascista que, na Itália, perseguia os operários que faziam greve. Ou talvez a fala de um policial da ditadura que investisse contra estudantes que lutavam pela democracia. Mas estranhei muito que o motivo da violência com que acabaram com a “festa da vitória” que um grupo de pessoas fazia por volta das 23hs na calçada da Paulista fosse o sono dos edifícios de bancos e empresas. Ainda sendo coagido pelos policiais, fui conversar com o sargento que liderava o grupo. Comuniquei a ele que havia sido espancado por um de seus policiais e que queria saber a razão disso e o nome de meu agressor. Ele pediu que eu apontasse o oficial. Identifiquei-o. O 3 Sgt LUIZ disse que não conhecia o policial que continuava a espancar e a coagir as pessoas.

Memorizei a identificação do sargento Luiz e fui a uma delegacia próxima à minha casa. Quando contei ao delegado minha intenção de fazer um boletim de ocorrência, B.O., por ter sido espancado por um PM, ele alterou seu tom de voz. Falando alto e gesticulando fortemente, afirmou que um policial “não batia por nada” e perguntava repetidamente o que eu tinha feito.  “Nada, não fiz nada! Estava voltando para casa. Saí do metro Trianon-Masp, após assistir ao jogo com meus amigos, parei durante 5 minutos para ver a festa que o grupo fazia na calçada. Estava um pouco longe do grupo. Um cordão de policiais formou-se atrás de mim sem que eu percebesse. Quando virei meu corpo, já recebi os primeiros golpes. Não fiz nada”. Vítima, machucado e apavorado, tive que perguntar ao delegado se esse era o modo de tratar as vítimas em sua  delegacia. Afirmei que iria a outra D.P. fazer minha ocorrência, já que naquela não me sentia seguro. Somente, então, o delegado começou a tratar-me como vítima. Registrei a queixa, fiz exame de corpo de delito e aguardo que consigam identificar o sargento e meu agressor. Por sugestão do delegado, irei à corregedoria da polícia militar para fazer uma queixa.

Antropólogo, pesquisador da USP, venho acompanhando a violência, o prazer e a liberdade com que policiais, soldados e autoridades “competentes” restabelecem a “ordem” na Universidade, na avenida Paulista ou na Amazônia, onde realizo meu trabalho com um povo indígena. Espancar, ofender, perseguir, rir, ameaçar parecem ser modos cada vez mais rotineiros das autoridades que aplicam a coerção física do Estado em estudantes, torcedores, índios, professores, trabalhadores etc. O prazer que vi no rosto de meu agressor me aterrorizou. A dificuldade de identificar meu agressor — causada pela falta de distintivo, pela atitude do sargento que disse não conhecer seus soldados, pelo comportamento do delegado que insistiu que eu devia ter provocado ou pela dificuldade de saber de qual batalhão eram os PMs que atuavam na Paulista àquela hora — me assombra. O riso e o prazer de meu agressor iniciam-se no motivo banal da “Paulista que precisa dormir” e terminam na saciação do sadismo com que golpeava meu corpo que, naquele momento, por acaso — apenas por acaso —, era o corpo de um torcedor corintiano.

Juíza acusada de grampear telefone de ex-namorado tem habeas corpus negado 17

5 de Dezembro de 2011 – 9:16

A juíza recorreu ao STJ com a alegação de que a sessão de julgamento do órgão especial seria nula.//

Acusada de ordenar que o telefone do ex-namorado fosse grampeado, uma juíza estadual de São Paulo teve seu pedido de habeas corpus negado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A juíza pretendia anular a sessão do órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), ocorrida em setembro de 2008, que aceitou a denúncia e instaurou ação penal contra ela.
Narra a denúncia que a ré teve um relacionamento amoroso e, depois do rompimento, valendo-se das prerrogativas do cargo, oficiou à Telesp Celular e requisitou interceptação de telefone do ex-namorado, mesmo não havendo nenhuma ação criminal contra ele. Além disso, condenou o pai do ex-namorado em ação penal, sem declarar-se impedida para o caso e negando todos os benefícios legais ao réu.
De acordo com a denúncia, a juíza também teria tentado atingir o ex-namorado ao dar sentença em ação civil pública movida contra o pai dele, mesmo violando a regra constitucional da competência, pois ela própria havia afirmado que o processo competia à Justiça Federal – tudo por conta de “rancor e animosidade em razão do término do romance”.
Por fim, diz a denúncia que a juíza determinou a abertura de três inquéritos policiais contra o ex-namorado, pelos crimes de ameaça, tentativa de homicídio e tentativa de estupro, mesmo sabendo que tais eventos não tinham ocorrido. Segundo a denúncia, “em nenhum dos inquéritos houve o menor indício de veracidade das assertivas” feitas pela juíza contra seu ex.
A juíza foi denunciada pelo artigo 10 da Lei 9.296/96, que define como crime a escuta telefônica sem oordem judicial ou com objetivos diversos da ordem. Também foi acusada pelos crimes de falsidade ideológica, prevaricação e denunciação caluniosa (artigos 299, 319 e 339 do Código Penal). O órgão especial declarou que o crime de prevaricação já estava prescrito, porém recebeu o restante da denúncia.
A juíza recorreu ao STJ com a alegação de que a sessão de julgamento do órgão especial seria nula. Oito dos desembargadores que integraram o órgão já haviam votado pela punição da ré no processo administrativo instaurado na Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo – processo que determinou sua remoção compulsória.
Segundo ela, os desembargadores estariam impedidos de participar do julgamento por essa razão, com base do artigo 252, inciso III, do Código de Processo Penal (CPC).
O relator da matéria, ministro Jorge Mussi, concordou que o artigo 252 do CPC veda que um magistrado atue duas vezes no mesmo processo em diferentes graus de jurisdição. “Não se cuida, portanto, de atuação em esferas de naturezas distintas, a saber: a administrativa e a penal”, esclareceu. O relator disse que os julgamentos pela corregedoria e pelo órgão especial do TJSP, mesmo com a participação dos desembargadores em ambos, não ofendem o artigo do CPC.
Além disso, acrescentou o ministro Mussi, o artigo 252 lista taxativamente as hipóteses de impedimento dos magistrados. “Não se há de estender o conceito de jurisdição para abranger a esfera administrativa como vedação à atuação do mesmo magistrado em feitos de naturezas distintas, oriundas, contudo, dos mesmos fatos”, concluiu. A Quinta Turma acompanhou o entendimento do relator de forma unânime.
Fonte: Coordenadoria de Editoria e Imprensa – STJ

Morte de PMs fora de serviço cai 38% 13

4 de dezembro de 2011 |

FELIPE FRAZÃO

O número de mortes de policiais militares de folga na capital caiu 38% (entre janeiro e outubro), em relação ao mesmo período de 2010. Passou de 21 para 13. O Comando-Geral da Polícia Militar atribui a redução ao aumento do emprego de policiais na Operação Delegada da Prefeitura. Anteriormente, na folga, eles faziam “bico” como seguranças particulares, afirma a corporação.

O chamado “bico oficial” foi criado em novembro de 2009. Sob orientação do governo municipal e ganhando extra, policiais passaram a patrulhar zonas de comércio ambulante. Se comparados os dados de 2011 com os de 2009, a queda foi maior ainda: chegou a 60% (33 morreram entre janeiro e outubro de 2009).

As somas consideram apenas as mortes de policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPC). Mas a tendência também pode ser observada no balanço geral do Estado: foram 27 mortes até outubro ou 41% a menos que em 2010 (46). Se comparada com 2009, quando 61 morreram no período, a redução é de 56%.

O levantamento tem por base as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública publicadas no Diário Oficial do Estado. “Na Operação Delegada o policial trabalha protegido, fardado e com os companheiros. Ele deixou de morrer no ‘bico’. Foi uma forma de tirá-lo da atividade irregular”, disse o comandante-geral da PM, Álvaro Batista Camilo.

Camilo reconhece que nem todos os mortos em folga tinham emprego alternativo, mas diz que a maioria trabalhava para complementar a renda salarial – o que a PM desaprova.O capitão Emerson Massera explica que as mortes em folga estão associadas a serviços de escolta de valores, cargas, segurança em escolas e postos de gasolina. “O policial trabalha sozinho, não tem colete nem rádio e usa arma particular (menos potente), porque usar a da PM é infração grave.” Segundo Camilo, o patrulhamento reduziu em 60% o índice de criminalidade em zonas de comércio popular do centro, em ruas como a 25 de Março e a José Paulino.

A Prefeitura e a PM pretendem expandir ainda mais a Operação Delegada no ano que vem. As tropas estão nas 31 subprefeituras e empregam mais de 9 mil homens. Para isso, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) reservou R$ 150 milhões na proposta orçamentária enviada à Câmara Municipal. São R$ 50 milhões a mais que neste ano. Falta aprovar.

Desde maio, o foco da Operação Delegada é a área do Brás e da Feirinha da Madrugada, na região central. Ambulantes queimaram carros e fecharam ruas para pedir o fim da operação.

João Alkimin: A época que vivemos em perigo 34

A época que vivemos em perigo

 Li estarrecido e se alguma coisa ainda me assustasse, certamente a declaração do Deputado Campos Machado o teria feito. Sua Excelência informa que todos os Deputados da Assembléia Legislativa encontram-se com seus telefones monitorados e faz essa acusação diretamente ao Secretário Ferreira Pinto.

Ora senhores, monitoramento ilegal é grampo! Punido pelo Código Penal, portanto ou está se cometendo um crime contra os Deputados ou então o Poder Judiciário autorizou e, portanto pelo menos em tese suas Excelências estão cometendo atos ilegais.

Claro está então que o Deputado Campos Machado tem a obrigação parlamentar e moral de vir novamente a público e dizer claramente quem os está monitorando, se existe ordem legal, do que deriva essa ordem?

 Onde está sendo feito esse monitoramento?

Quem os está acompanhando?

Pois do contrário serão somente palavras ao vento.

Agora, se sua Excelência tem conhecimento dos fatos, tem a obrigação de comunicar ao Poder Judiciário ou ao Ministério Público o fato.

]Pois do contrário estará cometendo o crime de prevaricação.

Não é possível que um Deputado que é líder de partido, aliado do Governador tenha seu telefone monitorado e faça simplesmente um singelo pronunciamento, ainda mais em sendo além de Deputado, advogado, proprietário de grandes escritórios de advocacia, inclusive segundo suas próprias afirmações, com filiais no exterior.

Gostaria também que o Deputado Campos Machado na qualidade de um dos mais bem votados Deputados do Estado de São Paulo e, aliado de primeira hora do Governador Geraldo Alckimin, viesse a público e também como advogado, tomasse a defesa do Delegado Conde Guerra, vítima que é de uma inominável injustiça, por ter sido demitido da Policia Civil, por haver repercutido uma noticia dada pelo Jornal Nacional, caso não queira defender o Delegado, senhor Deputado, o faça pelo menos em nome da liberdade de imprensa que lhe deve ser tão cara.

E não se esqueça que inúmeras vezes foi defendido no Jornal Flit Paralisante, com coragem pelo Delegado Conde Guerra.

É no mínimo uma questão de lealdade e reciprocidade.

Vejo também hoje nos jornais, declarações do Procurador Geral de Justiça que o Ministério Público está adquirindo o famoso ‘guardião’ para monitorar telefones.

Causa-me espanto tendo em vista que o Ministério Público é parte nas ações penais e, cabe a Policia Civil a investigação.

Chegou a hora, ou melhor,já passou, que os Dirigentes da Policia Judiciária tomem uma posição em defesa da Instituição, mas parece que todos tem medo e vão cedendo cada vez mais suas prerrogativas, a continuar nesse passo a Policia Civil brevemente será simplesmente o braço armado do Ministério Público. Pois, Policia Judiciária há muito tempo não o é.

Abre vergonhosamente mão de suas prerrogativas, volto a afirmar, por absoluta incompetência e medo de seus dirigentes.

Onde iremos parar?

O Ministério Público quer investigar, mas investigação não é permanecer em gabinetes com ar condicionado e felpudos carpetes.

Investigação é passar noites sem dormir, é amassar barro, adentrar favelas e, quem faz isso são Investigadores, Carcereiros, Agentes Policiais, Delegados Operacionais e todos aqueles que em nome da sociedade colocam em risco sua vida.

Gosteria de ver o dia em que um Promotor de Justiça a bordo de uma viatura policial, portando uma metralhadora ou um fuzil, invadisse uma favela junto com Policiais Civis, mas certamente é mais fácil o inferno congelar.

Não tenho nada contra a Instituição Ministério Público, mas tenho tudo contra aqueles que querem invadir seara alheia.

A Policia Militar deve deter na rua, a Policia Civil investigar, o Ministério Público denunciar, o Advogado defender o acusado e o Poder Judiciário julgá-lo.

O que não concordo é o Ministério Público que é parte no processo investigar e, posteriormente denunciar.

Investigação cabe a Policia Civil e ponto final. Repito aqui o escrito pelo eminente Professor Doutor Jacintho Nelson de Miranda Coutinho “o cidadão acusado de um delito tem o direito constitucional de ser investigado por um Delegado de Policia de carreira.” .

Saliente-se que o eminente Professor foi também Promotor de Justiça Pública. Mudando um pouco de assunto, é aterrador a noticia veiculada pela nossa mídia de que a cada 30 horas uma pessoa morre vítima de roubo seguido de morte, onde está o Secretário de Segurança Pública que não vem a público desmentir ou confirmar tal fato?

Que politica de Segurança Pública nós temos hoje ?

Ora senhores, a Policia Militar não consegue sequer debelar a incidência de roubos no Morumbi, mesmo com viaturas novas e um grande efetivo. Portanto, alguma coisa de errado está ocorrendo.

Talvez nunca tenhamos vivido uma época tão perigosa quanto esta.

Até quando o Governador do Estado permitirá que tal descalabro continue?

Em uma empresa e, o Governo do Estado não passa de uma grande empresa, com a função precípua de garantir bem estar do cidadão, quando seus gerentes não vão bem, por qualquer motivo, são trocados.

Mas parece que qualquer troca repugna ao Governador, mesmo quando seus ex, futuros eleitores morrem como moscas nas mãos de bandidos.

Talvez esteja na hora de na próxima eleição mudarmos de Governador para um outro que se preocupe mais com o bem estar da população e trate melhor aquela que é o último baluarte daqueles que nada tem, a Policia Civil.

Pois lembro aqui que o Policial Civil principalmente as equipes de plantão da periferia são além de Policiais, assistentes sociais, educadores e conciliadores. Portanto, volto a repetir retornando ao inicio do texto, senhores Deputados, especialmente o Deputado Campos Machado, cabe a Vossa Excelência vir de imediato a público e esclarecer a história do monitoramento e se não quiser por qualquer motivo defender o Delegado Conde Guerra, defenda pelo menos a liberdade de imprensa, pois sem ela Vossa Excelência correria o risco de não se eleger.

JoJoão Alkimin é radialista – showtime.radio@hotmail.comRÁDIO

http://www.vejosaojose.com.br/joaoalkimin.htm

STF suspende normas que elevam idade para aposentadoria 12

Em julgamento conjunto, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) suspenderam liminarmente os efeitos dos dispositivos recentemente inseridos nas Constituições do Piauí e do Maranhão que elevaram de 70 para 75 anos a idade para aposentadoria de juízes estaduais e demais servidores públicos estaduais e municipais.

Por unanimidade de votos, os ministros concederam as liminares requeridas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4696 e 4698, de relatoria dos ministros Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa, respectivamente.

As liminares foram concedidas com efeitos ex tunc, ou seja, com eficácia retroativa. Apenas o ministro Marco Aurélio as concedia com efeitos ex nunc, o que quer dizer que a eficácia dos dispositivos só seria suspensa a partir do momento em que foi proferida a decisão. Tanto no caso da Constituição do Piauí quanto a do Maranhão, os dispositivos foram inseridos há pouco mais de um mês por meio de emendas constitucionais aprovadas pelas Assembleias Legislativas.

Piauí

Ao proferir seu voto na ADI 4696, que contesta dispositivo da Constituição piauiense, o ministro relator, Ricardo Lewandowski, salientou a flagrante inconstitucionalidade da norma, tendo em vista que a matéria encontra-se disposta no texto da Constituição Federal (artigo 40, parágrafo 1º, inciso II), que estabelece a aposentadoria compulsória do servidor público, incluindo-se os magistrados, aos 70 anos. Segundo o relator, tal norma é de “observância compulsória” por parte de estados e municípios e de “absorção obrigatória” pelas Constituições estaduais.

“De forma expressa e taxativa, esse comando legal estende-se aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Percebe-se, portanto, que o dispositivo constitucional disciplina, de forma global, o regime de previdência dos servidores públicos vinculados às três esferas da Federação”, salientou, acrescentando que “a Carta da República não deixou qualquer margem para atuação inovadora do legislador constituinte estadual.”

O ministro Lewandowski também salientou a ocorrência dos requisitos autorizadores da medida cautelar (plausibilidade do direito e perigo da demora) para suspender os efeitos da norma estadual. Para ele, a ADI tem “densa plausibilidade jurídica” e, com relação ao periculum in mora, o relator considerou “preocupante” o estado de insegurança jurídica em que se encontra a Administração Pública e o Poder Judiciário do Estado do Piauí.

“Com relação ao Poder Judiciário estadual, a permanência de magistrados com mais de 70 anos em pleno exercício jurisdicional poderá causar inúmeros questionamentos a respeito da validade das decisões judiciais por eles proferidas, das mais corriqueiras àquelas dotadas de maior repercussão. Além disso, o sistema de promoções na carreira também sofrerá impacto imediato”, enfatizou o relator.

Maranhão

O voto do ministro Joaquim Barbosa na ADI 4908, na qual a AMB questiona dispositivo semelhante inserido na Constituição do Maranhão, foi no mesmo sentido. “Vislumbro a plausibilidade do direito, especialmente por violação aos artigos 24, inciso XII, e 40, parágrafo 1º, inciso II, da Constituição Federal. Vejo também o risco na manutenção desses dispositivos impugnados, que podem gerar grave insegurança jurídica, na medida em que poderão ser invocados – tanto o dispositivo da Constituição maranhense quanto o da Constituição Federal – para justificar a aposentadoria ou a permanência no serviço público de servidores que deveriam estar submetidos a um mesmo estatuto jurídico”, salientou. As informações são portal do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu liminarmente os efeitos de dispositivos recentemente inseridos nas Constituições do Piauí e do Maranhão e que elevam, de 70 para 75 anos, a idade de aposentadoria de juízes estaduais e demais servidores públicos estaduais e municipais. A decisão unânime foi tomada no dia 1º de dezembro de 2011 no julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4696 e 4698, de relatoria dos ministros Ricardo Lewandowski e Joaquim Barbosa.

Fontes: Blog do Delegado e You Tube

Judiciário proíbe Guarda Municipal de Capivari de praticar atos próprios da atividade policial…( GM não é polícia ) 88

Guarda Municipal de Capivari não pode praticar atos próprios da atividade policial

        O juiz Cleber de Oliveira Sanches, da 1ª Vara Judicial de Capivari, julgou ontem (29) parcialmente procedente ação civil pública movida pelo Ministério Público, contra a Prefeitura de Capivari, referente à atuação da Guarda Municipal que, segundo a denúncia, realiza abordagens desmotivadas, perseguições para atender a finalidades particulares e pratica atos de violência física e psicológica, exercendo o papel que deveria ser da polícia militar. O MP alega também que o fato de os guardas civis municipais andarem armados afronta a Lei nº 10.826/03, pois Capivari tem menos de 50 mil habitantes. Diz, ainda, o Ministério Público em seu pedido que os guardas não têm treinamento técnico para o uso de armas e realizam abordagens a indivíduos de maneira desastrada e humilhante, especialmente contra a população mais carente.          Em sua decisão o magistrado afirma que, quanto ao porte de arma, a referida lei (com a redação dada pela Medida Provisória nº 157/03), “que restringiu o direito de porte de arma de fogo aos integrantes das guardas municipais com mais de 50 mil habitantes, não atendeu ao princípio da isonomia estabelecido pela Carta Magna. Ao atribuir a alguns municípios a faculdade de prover seus guardas municipais com armamento de fogo, vedando o mesmo direito a outros, a lei elegeu como critério desse tratamento diferenciado o número de habitantes de cada município”. O magistrado indeferiu assim o pedido.         Por outro lado, o magistrado determina que o município se abstenha, por meio de sua Guarda Municipal, de praticar atos próprios da atividade policial, como investigações, diligências para apuração de crimes, abordagens e revistas imotivadas e preventivas em pessoas, e a realização de blitz e batidas em residências e estabelecimentos comerciais. Além disso, que o município exerça fiscalização efetiva sobre a Guarda, com a criação de corregedoria própria e autônoma para a apuração de infrações disciplinares atribuídas aos servidores integrantes da corporação e institua uma ouvidoria, como órgão permanente, autônomo e independente, com competência para fiscalizar, investigar, auditorar e propor políticas de qualificação das atividades desenvolvidas por seus integrantes.

        Comunicação Social TJSP – RP (texto) /  AC (foto ilustrativa)         imprensatj@tjsp.jus.br

EXONERAÇÃO DE SECRETÁRIO-ADJUNTO 15

———- Mensagem encaminhada ———-
De:
 Data: 3 de dezembro de 2011 14:28
Assunto: EXONERAÇÃO DE SECRETÁRIO-ADJUNTO
 Para: dipol@flitparalisante.com
O SECRETÁRIOADJUNTO DE SEGURANÇA PÚBLICA MANTEVE A PALAVRA NO EPISÓDIO DA TRANSFERÊNCIA DA DELEGADA QUE INVESTIGAVA OS CRIMES DA ROTA  NO DHPP E PEDIU EXONERAÇÃO:

DIÁRIO OFICIAL – EXECUTIVO II – 01/12/2012

De 30/11/11

Exonerando,

nos termos do artigo 58, inciso I, § 1º, item 1,

da LC 180/78, a pedido e a partir de 01/12/11, Arnaldo Hossepian

Salles Lima Junior, RG 11.420.044, do cargo de Secretário

Adjunto, do SQC-I, do QSSP.