GOVERNO FILHO DA PUTA – Alckmin não percebe que deve demitir Ferreira Pinto, nomeando Secretário que crie força operacional ( civil e militar ) capaz de varrer o PCC 22

Enviado em 07/10/2012 as 12:20 – HOLERITE ZERO

1ºSgt FUKUHARA, otimo profissional, amigo de todos os policiais aqui da baixada santista, trabalhava na força tatica de Santos, foi para a adm devido derrubada de 3 vagabundos no morro a pouco tempo, nos bastidores do crime ele  estava na lista do pcc, sua cabeça estava a premio (alias todos nos estamos com a cabeça a premio) Governo filha da puta, comandantes de merda, policial linha de frente, morto covardemente com tiros de fuzil, PCC é lenda, folclore né?

Espero  q o governador, secretario e os demais comandantes omissos, bando de pau no cu, quando morrerem queimem  no inferno q nem os vagabundos do PCC, meus pesámes a famila do Marcelo.

Fiquem com DEUS amigos do Flit.

Mais uma noite, mais um PM assassinado em Santos…O PCC além de matar policiais agora mata quem presta socorro 52

Enviado em 07/10/2012 as 11:18 – ATENTO

Ponta da Praia

Dois homens, um deles PM, são assassinados em Santos

De A Tribuna On-line

O policial Marcelo Fukusharo, de 45 anos, e o segurança José Antonio Alves de Carvalho, de 53 anos, foram assassinados a tiros na noite deste sábado, na Rua Rei Alberto I, 331, na Ponta da Praia.

De acordo com o boletim de ocorrência, os dois homens foram baleados em frente a um buffet na Ponta da Praia.

Homens em um veículo Hyundai, de cor preta, atiraram contra o policial, que estava em frente ao estabelecimento.

A vítima caiu na calçada e foi socorrida por José Antonio Alves de Carvalho.

Na manhã deste domingo, policiais estavam em frente ao buffet na Ponta da Praia.

Vendo a vítima ser socorrida, o carro fez a conversão na rua, parou próximo ao corpo do policial e um homem encapuzado saiu de dentro do veículo, atirando novamente contra o oficial.

Como Antonio estava socorrendo a vítima, acabou sendo ferido.

As duas vítimas chegaram a ser socorridas e levadas ao pronto-socorro, mas não resistiram aos ferimentos e morreram.

O caso foi registrado no 1º DP de Santos.

Às vésperas das eleições delegado é demitido a bem do serviço público por ter emprestado veículo apreendido para candidato do PSDB em 2008 23

04/10/2012

Delegado é expulso da Polícia Civil por crime eleitoral

 

Celso Taira, que concorre a uma vaga para assumir uma das cadeiras da Câmara Municipal da Cidade de Itatinga perdeu seu cargo de delegado. A notificação de seu desligamento da Polícia Civil foi feita pelo delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto, depois de uma investigação feita pela Corregedoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

O interessante é que o fato que gerou a sentença que tirou Taira da Polícia Civil, aconteceu na campanha de 2008 quando exercia sua função de delegado e não nessa campanha de 2012 onde pediu seu afastamento para concorrer a vereança itatinguense.

Consta que o então delegado, em apoio a um candidato, permitiu que um carro que era produto de apreensão da polícia e usado em trabalhos investigativos para fazer campanas foi entregue para que fosse adesivado com propaganda eleitoral em 2008. Além disso, o veículo teve as placas adulteradas, para dificultar uma fiscalização.

A reportagem apurou que a denúncia dessa irregularidade cometida pelo delegado foi feita de maneira anônima, com muitas imagens da campanha eleitoral de 2008, com a utilização do carro. O caso foi investigado e correu em sigilo até que a decisão da Corregedoria fosse tomada tirando o cargo de delegado de Taira, sendo a decisão publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Pelo seu tempo de serviço na polícia ele poderia se aposentar daqui a três anos.

05/10/2012

Delegado exonerado vai entrar com ação de recurso

O delegado Celso Taira, ficou bastante abatido com a decisão de Corregedoria de Polícia Civil em tirar seu cargo sob acusação de crime eleitoral. Uma pessoa bastante ligada a ele encaminhou um comunicado à redação do jornal Acontece e, posteriormente, por telefone, alegando que Taira se sentiu prejudicado com a decisão da Corregedoria e irá recorrer. Disse que preferiria que seu nome não fosse divulgado, fornecendo todos os seus dados pessoais, mas deixou esse critério (identificação) para a redação decidir.

“Quem conhece o Dr. Taira como nós conhecemos sabe de sua idoneidade e caráter. A reportagem não errou, pois a matéria foi esclarecedora e colocou a realidade do ocorrido. Porém, o caso ainda cabe recurso. Ele apenas emprestou um carro velho apreendido que não estava sendo usado para fins políticos, mas acho que a falta não foi tão grave assim para lhe tirarem o cargo que defendeu com muita dignidade há 18 anos. Nesse tempo todo ele foi um profissional exemplar e honrado. Por um pequeno deslize julgaram um cidadão que serviu o Estado por anos e anos a fio”, destacou.

Ele ainda revelou que Celso Taira, candidato a vereador em Itatinga, deverá ter uma votação histórica. “Essa decisão da Corregedoria não vai abalar o trabalho que foi feito, mas ele está se sentindo injustiçado com a rigidez da punição e a população de Itatinga sabe quem ele é. Eu, pessoalmente, não vou dizer que foi certo a história do carro e ele também tem consciência disso, mas também não era pra tanto”, coloca.

Acredita que a punição foi muito severa e a ação de recurso vai poder esclarecer alguns pontos importantes. “Para mim todo cidadão é honesto até que se esgotem todos os recursos legais. As providencias estão sendo tomadas e continuo a acreditar que a justiça se fará”, concluiu.

A matéria

A notificação do desligamento de Celso Taira da Polícia Civil foi feita pelo delegado seccional de polícia, Antônio Soares da Costa Neto, depois de uma investigação feita pela Corregedoria da Secretaria Estadual de Segurança Pública. 0 fato que gerou a sentença e que acabou tirando Taira da Polícia Civil, aconteceu na campanha de 2008 quando exercia sua função de delegado e não nessa campanha onde concorre a vereança itatinguense.

Na ocasião dos fatos, o então delegado, em apoio a um candidato, permitiu que um carro que era produto de apreensão da polícia fosse entregue para ser adesivado com propaganda eleitoral. A denúncia contra o delegado foi feita de maneira anônima, com muitas imagens da campanha eleitoral de 2008. O caso foi investigado e correu em sigilo até que a decisão da Corregedoria fosse tomada tirando o cargo de delegado de Taira, sendo a decisão publicada esta semana no Diário Oficial do Estado (DOE).

Fonte: Acontece Botucatu

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Ele apenas emprestou um carro velho apreendido que não estava sendo usado para fins políticos, mas acho que a falta não foi tão grave assim para lhe tirarem o cargo que defendeu com muita dignidade há 18 anos. Nesse tempo todo ele foi um profissional exemplar e honrado. Por um pequeno deslize julgaram um cidadão que serviu o Estado por anos e anos a fio”, destacou.

De fato, há centenas de casos muito mais graves que simplesmente foram ENGAVETADOS.

ERA APENAS MAIS UM DOS NOSSOS – Investigador do Detran levou 17 tiros de metralhadora do crime organizado…Ninguém viu nada, ninguém soube nada ; ninguém quis saber ! 22

Relembrando a eficiência policial:

20/12/2001– 18h13 –

Investigador do Detran é assassinado em São Paulo

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da Folha Online
Claudio Aurora, investigador do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), foi assassinado em frente a sua casa, na manhã desta quinta-feira.
A polícia ainda não tem informações sobre como aconteceu o crime e não tem suspeitos. O investigador levou 17 tiros de metralhadora.
Aurora foi levado com vida para o Hospital Heliópolis, mas não resistiu e morreu.

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A vítima foi para além-túmulo como bandido ; ninguém do DHPP ou da CORREGEDORIA teve interesse em solucionar a morte de “mais um dos nossos”.

Executar policial: IMPUNIDADE QUASE CERTA!  

E no caso do Claudio Aurora – ex- DENARC –  provavelmente as 17 balas eram amigas.

Ingenuidade acreditar na eficiência e empenho do Governo em relação a apuração dos atuais  atentados sofridos por policiais militares e civis.

Há muito tempo, em São Paulo, conforme a notícia acima,  policiais estão sendo executados sem o obrigatório esclarecimento da autoria e motivação desses crimes.

Promotor diz que Baixada Santista vive ‘guerra civil’ 27

DO ENVIADO AO GUARUJÁ DE SÃO PAULO DO “AGORA”

O promotor Cássio Roberto Conserino, que investiga o crime organizado na Baixada Santista, diz que a região é palco de uma guerra civil entre criminosos e policiais.

Motoqueiros matam sete em menos de 20h no Guarujá (SP)

Segundo ele, há um grande acervo no Gaeco (grupo que investiga o crime organizado) com casos em que policiais foram atacados por bandidos vinculados à facção PCC e indícios de que policiais mataram civis em represália à morte de seus colegas.

“Não são casos isolados. Há indícios veementes de que os atentados foram praticados pela facção criminosa. Há uma guerra civil”, afirma.

O governo paulista diz não ser possível afirmar que os assassinatos de policiais militares estejam relacionados.

Sobre as mortes de sete pessoas no Guarujá, Conserino diz ser prematuro afirmar que é mais um caso de vingança por parte de policiais. “Podem ser os próprios criminosos atacando para colocar a culpa na polícia.”

Em 2010, houve um caso de um PM que foi indiciado por matar oito pessoas de forma semelhante logo após o assassinato de um colega.

De acordo com a Promotoria, desde então, o órgão passou a trabalhar em parceria com a Corregedoria da PM.

A Folha apurou com membros da cúpula da Segurança Pública que PMs disseram que, a cada policial morto, seis bandidos seriam assassinados em represália.

A partir dessa informação, setores de inteligência entraram em atenção para monitorar casos com mortes de civis em circunstâncias similares às do litoral.

EMBU DAS ARTES

Três jovens –de 16, 20 e 22 anos– foram baleados ontem por dois motoqueiros armados quando, segundo a polícia, usavam drogas em um terreno baldio em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

O crime foi na região onde trabalhava o policial militar Renato Ferreira da Silva Santos, 29, morto com um tiro no peito anteontem à noite em suposta tentativa de assalto. (ROGÉRIO PAGNAN, AFONSO BENITES, ANDRÉ CARAMANTE E LÉO ARCOVERDE)

Editoria de arte/Folhapress

Policial Civil assassinado em Juquitiba 38

Policial Civil e ex-marido da prefeita de Juquitiba é assassinado

Atualizado em:  5/10/2012 | Karen Santiago

O policial civil João Pires e também ex-marido da atual prefeita de Juquitiba, Cida Maschio foi morto por volta das 20h30 desta sexta-feira, dia 5 de outubro, no bairro Justino. Ele foi morto com aproximadamente seis tiros. Os disparos foram efetuados por dois criminosos em uma motocicleta. Ele fazia bico como segurança de um mercado.

De acordo com informações iniciais o policial estava indo guardar as compras no carro que fica no estacionamento ao lado do mercado, quando foi alvo dos disparos. Ele foi atingido e tentou correr para dentro do supermercado, mas caiu na calçada e recebeu mais tiros.

Os suspeitos conseguiram fugiram. O policial foi levado para o hospital de Juquitiba, mas não resistiu e morreu momentos depois de ser socorrido. O caso vai ser registrado na delegacia de Embu das Artes e a polícia deve investigar o crime.

PCC é folclore 32

05/10/2012-06h00

Há ‘folclore’ sobre facção, diz coronel da Polícia Militar

DE SÃO PAULO DO “AGORA”

O coronel da Polícia Militar Marcos Roberto Chaves da Silva, comandante do policiamento da capital, disse ontem que existe “folclore” nas informações sobre a facção PCC.

“Existe um pouco de folclore nisso, mas é claro que não descartamos a possibilidade de ações criminosas organizadas. Mas se dá muito mais valor ao que de fato é”, disse.

“Agora, é importante dizer que esse pessoal ligado a qualquer tipo de facção também recua diante da atuação da polícia. Sem dúvida, a PM, nos últimos meses tem feito trabalho pesado contra o tráfico de drogas. São toneladas de apreensões e isso atinge direto o crime organizado.”

O oficial segue o tom do discurso do governo paulista, de tentar minimizar o tamanho de poder da facção.

O próprio governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse, nesta semana, que “há muita lenda” sobre o crime organizado.

“Crime organizado, desorganizado, ele é enfrentado. Todo dia a polícia vai pra cima de bandido, todo dia os criminosos são presos.”

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, também já afirmou que os integrantes do PCC são em um número muito menor.

“A facção é bem menor do que dizem. Não chega a 30 ou 40 indivíduos que estão presos há muito tempo e se dedicam ao tráfico”, disse, anteontem o secretário.

MORTES DE PMs

Questionado sobre as mortes de PMs, o coronel afirmou que só as investigações vão mostrar a motivação.

“Não fiz nenhum estudo sobre isso, mas particularmente fica claro que eles querem se sobressair e manter o trabalho para obter lucro. O que falta é um controle de fronteiras para evitar a entrada das drogas.”

Procurado ontem, Ferreira Pinto não comentou, até o fechamento desta edição, a informação de haver uma ordem para matar policiais.

Colaborou GIBA BERGAMIM JR.

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Folclórica é a honestidade intelectual desse coronel Marcos Roberto Chaves da Silva…

Sob a lógica dos números: cada PM assassinado custa cerca de R$ 2.000.000,00 .

Já são mais de 70.

O Estado perde aquilo que investiu nas vítimas , perde pela pensão que pagará  aos familiares  dos falecidos e perde por gastos com novas contratações apenas para preenchimento dos claros decorrentes dessas baixas.

Prejuízo “pesado” o PCC vem impondo à sociedade.

Lenda é Secretário de Segurança Pública honesto e competente 20

05/10/2012-06h00

Major da PM vê risco de novos ‘esquadrões da morte’ em SP

DE SÃO PAULO

O deputado estadual Major Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da Polícia Militar de SP, diz que o governo não pode mais, por medo de desgaste político, dizer que é “lenda” o poderio da facção criminosa PCC e a ligação do bando com as mortes de PM.

A palavra “lenda” foi usada recentemente pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, ao comentar o a ação da facção criminosa.

Para o major, cresce um perigoso sentimento nas polícias de que as leis já não conseguem inibir a criminalidade e que os policiais podem querer “fazer justiça com as próprias mãos”. “Se nenhuma providência for tomada urgente, o medo é policial fazer justiça no caixa dois”, diz. (ROGÉRIO PAGNAN)

*

Folha – Documentos mostram que há uma ordem dada pelo PCC para matar policiais. Já são 75 PMs mortos este ano…

Olímpio Gomes (PDT) – Está mais que clara a premeditação e a execução de policiais. Será que esse novo documento do PCC é mais uma lenda, como dizem certas autoridades? Só que as lendas vêm se confirmando a cada dia. Não adianta querer tapar o sol com a peneira, dizer que é lenda, que é coisa de promotor mal intencionado, jornalismo tendencioso: são 75 PMs mortos. Mais um indicativo de que estão cumprindo o salve [ordem do PCC].

Como o senhor recebe essa notícia de mais uma morte?

Eu tenho muita responsabilidade em falar isso, mas é preocupante quando surge o sentimento de duvidar que o Estado democrático de direito e as leis conseguem impedir o crime e surgem pessoas com vontade de fazer justiça com as próprias mãos.

Eu tenho ido a velórios, falado com coronéis, delegados. É o mesmo sentimento: se nenhuma providência for tomada urgente, o medo é policial fazer justiça no caixa dois”. E alguns comandantes dizem pensar em adotar um “dane-se”.

Deixar que os policiais façam isso e até incentivar. “Caixa dois” no jargão é um policial fora de serviço sair matando marginais.

Se o coronel, se o delegado de classe especial tem esse sentimento no momento de dor e de angústia, imagine o soldado e o investigador, que se sentem abandonados?

Os policiais acham que as leis não funcionam mais?

No dia 15, vamos fazer uma audiência na Assembleia para iniciar a coleta de assinaturas e apresentar proposta de uma lei de iniciativa popular para tornar hediondos crimes praticados contra agentes da lei e aumentar as penas.

Isso existe em muito países e muitos Estados norte-americanos. Precisamos mudar a lei para que seja um impeditivo aos marginais. O sentimento é o de que as leis não protegem o cidadão de bem. E os homens da lei são os alvos preferenciais dos bandidos.

Mandamento do PCC : ” Vida se paga com vida, e sangue se paga com sangue.” 22

05/10/2012-06h30

Facção deu ordem a criminosos para assassinar policiais em SP

ROGÉRIO PAGNAN AFONSO BENITES DE SÃO PAULO JOSMAR JOZINO DO “AGORA”

Documentos em poder da polícia e do Ministério Público de São Paulo revelam que chefes da facção criminosa PCC deram ordens expressas para a matança de policiais e que desde 2011 se estruturam para esses ataques.

Um desses documentos, que funciona como espécie de ordem permanente para todos os integrantes, diz que policiais deverão ser assassinados toda vez que um criminoso for morto pela polícia.

“Se alguma vida for tirada pelos nossos inimigos, os integrantes do comando que estiverem cadastrados na quebrada do ocorrido deverão se unir e dar o mesmo tratamento. Vida se paga com vida, e sangue se paga com sangue.”

Essa ordem, que integra um processo na Justiça, foi apreendida em dezembro de 2011 na casa do suspeito de ser um dos principais chefes do bando na Baixada Santistas. Cópias foram apreendidas em outras regiões de SP.

Só neste ano ao menos 75 policiais militares foram mortos –de janeiro a setembro do ano passado, foram 38. A suspeita é a de que parte desses crimes foi cometida por ordem da facção.

Conforme a Folha revelou nesta semana, com base em cerca de 400 documentos apreendidos pela polícia e Promotoria, a facção tem 1.343 integrantes cadastrados em 123 cidades de SP.

O governo paulista diz que as informações são uma “lenda” e que o número de criminosos da facção não passa de 40, quase todos traficantes e presos há tempos (leia texto nesta página).

GUERRA

Nesses mesmos papéis há comunicados produzidos entre setembro e outubro de 2011 em que os criminosos discutem o que fazer com policiais civis de São Paulo.

Um membro da cúpula do PCC diz: “Não é hora de entrar em guerra com a [polícia] Civil, pois já estamos numa guerra com a militar, onde nós estamos perdendo vários malandros na covardia.”

E segue: “Vamos nos fortalecer, organizar nossa família, no setor financeiro, progresso [droga], depois a sintonia das quebradas. Quando estivermos prontos para reação, aí iremos para ação, com inteligência, sem chance de defesa pra eles.”

Nesses documentos aos quais a Folha teve acesso, os criminosos relatam uma série de baixas sofridas pela facção, várias atribuídas à Rota, a tropa de elite da PM.

“Estamos passando a pior fase. Tá a maior covardia dos vermes da ‘R’ [Rota]. Tão tirando a vida de vários malandros da hora. Tão chegando muito rápido e não estamos conseguindo descolar de onde estão vindo”, diz trecho de relatório assinado com Érick.

A Promotoria acredita tratar-se de Érick Machado Santos, o Rick, considerado um dos principais chefes da facção criminosa em liberdade.

Colaborou ANDRÉ CARAMANTE

New York Times destaca mortes de policiais paulistas 9

Enviado em 05/10/2012 as 0:48 – LINO

‘NYT’ destaca mortes de policiais no Estado

O aumento do número de mortes de policiais paulistas chamou a atenção até do New York Times. O jornal americano publicou ontem reportagem que cita o assassinato do soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) André Peres de Carvalho, de 40 anos, como um dos “mais de 70 policiais mortos neste ano em São Paulo”. Carvalho foi atingido com três tiros de fuzil ao sair de casa, no Butantã, na zona oeste de São Paulo. “A escala dos assassinatos deixou muitas pessoas assustadas. Para comparar, houve 56 mortes criminosas de agentes da lei em 2010 em todos os Estados Unidos”, ressalta a reportagem. O jornal afirma que o aumento repentino das mortes de policiais levantou temores de uma ressurgência do Primeiro Comando da Capital (PCC). “As autoridades tentaram reduzir o papel suspeito do grupo criminoso nos assassinatos”, mas “analistas de segurança e alguns integrantes da própria polícia caracterizaram as mortes como represálias da gangue”, explica o New York Times.

A HISTÓRIA ESCRITA NAS PAREDES – Parte II 13

2 – AS ETAPAS DA PERÍCIA

A dificuldade para realizar a perícia no P-9 começou na entrada: Quando chegamos ao distrito, o delegado do 9º. DP, Dr. Pepe, recebeu um “recado” e repassou ao perito: “os policiais que estão lá disseram para dispensar a perícia, porque é impossível entrar agora. Deve ficar para amanhã”. Mas estávamos absolutamente convencidos de que não voltaríamos sem fazer o exame. Respondemos, então, que não havia importância, iríamos até lá apenas para fazer umas fotos externas e descrever o ambiente de fora do P-9. A notícia, até então, é que havia oito mortos. Mas logo percebemos que o número deveria ser bem maior. Por fim, decidimos ir ao P-9, na viatura do delegado, perito e fotógrafo escondidos no banco de trás. Curiosidade: era o primeiro plantão do fotógrafo, recém-concursado, mas o fato de ser filho de antigo fotógrafo do IC ajudou muito as coisas, e ele teve um desempenho exemplar. Chegando à Casa de Detenção, fomos à Diretoria, onde se achavam reunidos vários oficiais, juízes, a Direção e o Chefe de Disciplina. Ali nos inteiramos do ocorrido (já falavam em 83 mortos) e garanti a todos que faria o exame pericial de qualquer forma, nos limites do possível. E todos por fim concordaram apesar da relutância de alguns oficiais, dizendo que poderia ser perigoso. “Recebemos RETP”, respondemos. E a perícia foi feita.

A perícia do Massacre do Carandiru foi realizada em três etapas: a primeira, no dia dos fatos, em 2 de outubro de 1992; a segunda, uma semana depois, em 9 de outubro e a terceira em 14 de outubro. Houve duas etapas intermediárias, em 4 e 7 de outubro, mas apenas serviram para ouvir relatos e preparar as próximas etapas, pois os demais pavimentos continuavam inacessíveis e no dia 7 houve um novo foco de revolta dos presos. Neste dia, o Diretor de Disciplina da Detenção mostrou-se horrorizado com o que havia acontecido e disse, com todas as letras, que não havia necessidade alguma daquela matança.

A primeira etapa foi cumprida no dia da ocorrência. E, embora não tivesse sido possível avançar além de parte do primeiro pavimento, foi a mais importante porque deu uma ideia geral do que havia acontecido ali. Observamos e fotografamos 89 cadáveres empilhados no primeiro pavimento, em dois saguões contíguos, andando pelas bordas, cuidando para não pisar nos cadávers. Como não calçávamos botas ou coturnos, o sangue que empoçava o local chegou às nossas canelas. O odor era infernal. Para quem já esteve em locais com um único cadáver, morto há mais de 3 horas, sabe do que falamos. Imagine-se 89 empilhados, mortos há mais de 8 horas! Como a energia do P-9 havia sido cortada, o exame foi feito sob a luz dos holofotes da PM ligados aos caminhões, que alcançavam apenas até este local. O restante do primeiro pavimento foi examinado à luz de lanternas, mas não houve condições de registrar em fotos os vestígios de tiro que existiam dentro das celas. O jeito foi interditar para nova perícia o P-9 (agendada a princípio para 4 de outubro). Os presos foram todos removidos para outros pavilhões até que a segunda etapa fosse realizada, o que só foi possível em 9 de outubro, quando a energia já havia sido religada e os presos sobreviventes reconduzidos a suas celas.

Durante a perícia, foram exibidos ao perito treze revólveres que teriam sido apreendidos com os presos, sendo sete com a numeração raspada, todas oxidadas e em mau estado de conservação. Na perícia feita pelo laboratório de Balística do IC, isto foi confirmado e as armas com numeração raspada não puderam ser identificadas. Até hoje não se conhece a origem de nenhuma destas armas. A Comissão Disciplinar da Detenção garante que jamais entrou arma no P-9, até por imposição dos próprios presos: quem ali tivesse uma arma de fogo, seria o rei do “pedaço” e faria o que quisesse.

Além das armas de fogo foram também exibidos inúmeros estiletes rudimentares apreendidos com os presos pela PM, além de armas improvisadas (“espadas” feitas de cantoneiras metálicas, canos, estiletes de alumínio, serras, serrotes, etc.). Não se sabe quando, onde e com quem foram tais armas apreendidas.

A esta altura, todos os presos sobreviventes estavam sentados, nus, com a cabeça entre as pernas no pátio do P-9, sob uma fria garoa. Esta etapa se encerrou com a recolha dos cadáveres nos caminhões azuis do presídio, levados cada um por dois presos nus, para encaminhamento ao IML. Aproveitamos para refazer a recontagem dos mortos, e concluímos por 89, depois de nos certificarmos que nenhum permaneceu no P-9 (entretanto, como explicamos abaixo, 13 cadáveres do quinto pavimento só foram recolhidos nos dias seguintes e não foram contados no dia). Nesta ocasião observamos que alguns policiais faziam fotos e filmagem. Indagados sobre o que fariam das gravações, disseram que era “praxe” da Corregedoria da PM documentar as grandes operações. Curiosamente, uma foto dos presos nus carregando cadáveres, feita pela PM, apareceu três dias depois num jornal de grande circulação.

Na segunda e terceira etapas foram examinadas todas as celas restantes do P-9. Pode-se dizer que foi feita quase uma reconstituição de local de crime, pois à medida que a equipe da perícia ia trabalhando, as Comissões de Presos e de Disciplina da Casa de Detenção iam narrando os fatos. Os que eram confirmados pelos vestígios, eram registrados, os demais eram rejeitados. Foi assim, por exemplo, que descobrimos que no dia 2, além dos 89 cadáveres empilhados, restaram 13 que foram mortos numa cela do quinto pavimento que não houve tempo de remover antes da chegada da perícia (talvez por isso tenha sido cortada a energia no dia) e mais 9 que haviam morrido a caminho do Pronto-Socorro. Mas o simples exame das paredes e do chão da cela 9513-E, comparado com o exame necroscópico de seus moradores feito pelo IML mostraram que aqueles 13 citados foram abatidos ajoelhados e de costas para a porta. Também foi constatado que, apesar das denúncias, nenhum preso foi “devorado” ou trucidado pelos cães da PM ou jogado nos poços dos elevadores desativados.

Todas as celas foram rigorosamente examinadas e o resultado de cada uma das análises foi descrito no laudo pericial. No caso de dúvida sobre o tipo de arma que teria produzido a cavidade de tiro na parede, material era colhido e analisado no laboratório do IC. Também assim se procedeu com as manchas de sangue ainda existentes (na época não existia o “luminol” ou similar). Dessa forma se provou que boa parte dos disparos partira de metralhadoras, alguns outros de “12” com projéteis múltiplos, alguns de pistolas e a maioria de revólveres.

Foi possível também provar, em conjunto com o IML, que no terceiro pavimento 75 presos foram executados dentro das celas, sendo que 68 morreram no local, no dia da invasão. No total, o saldo foi de 111 mortos e mais de 320 feridos que foram socorridos nos hospitais da Capital (este número de feridos foi informado pela Comissão Disciplinar da casa de Detenção). Não se sabe se alguns destes vieram a óbito posteriormente. A violência extrema praticada no terceiro pavimento era difícil explicar. Na invasão, o planejamento feito distribuía os pavimentos entre os diversos batalhões da PM, sendo que o terceiro, segundo informes da própria PM, coube à ROTA. Em seu relato, a Comissão de Presos informou que naquele pavimento a PM agiu diretamente contra inimigos previamente identificados, como se soubessem quem era quem e onde cada um morava. Na perícia constatou-se que, realmente, apenas algumas celas do terceiro pavimento foram metralhadas, como se estivessem previamente destinadas ao ataque, enquanto que muitas outras foram poupadas. Se não fossem estas 75 mortes do terceiro pavimento, talvez o caso não tivesse tido a repercussão que teve.

3 – AS CONCLUSÕES DA PERÍCIA

Em resumo, a perícia concluiu que:

a)      Em todas as celas, as trajetórias dos disparos indicavam atirador posicionado na soleira da porta apontando sua arma para os fundos ou laterais da cela;

b)      Não se observou quaisquer vestígios que denotassem reação dos presos, tais como vestígios de disparo na direção oposta aos descritos;

c)      Dadas as condições observadas pela perícia, pôde-se inferir que o objetivo principal da operação foi conduzir parte dos detentos à incapacitação imediata (ou seja, morte);

d)      O local foi violado antes da chegada da perícia, com a remoção dos cadáveres do local em que foram mortos e com a retirada de inúmeros estojos (cápsulas, no linguajar popular) vazios, notadamente de metralhadora (nenhum foi encontrado pela perícia).

Apesar desta violação, a perícia pode estabelecer as conclusões apresentadas porque, como sempre afirmamos, “a história estava escrita nas paredes”.

OBS: o Laudo, na íntegra, foi transcrito no livro de J. B. de Azevedo Marques, então Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

 Osvaldo Negrini Neto

Perito Criminal aposentado, autor do laudo do Massacre da Detenção.

João Alkimin – GRIMM: CONTOS DE FADAS, PERIGOS REAIS 12

GRIMM : CONTOS DE FADAS, PERIGOS REAIS.

Me apropriei do nome de uma série de televisão para iniciar o artigo, pois vendo a entrevista do Secretário  Ferreira Pinto, cheguei a conclusão de tal qual um dos atores da série vejo monstros onde não existem, não existem para os normais,mas nós que somos anormais, na concepção do Secretário, vemos monstros sim e eles existem.
O secretário diz que o PCC está dominado, que são só trinta ou quarenta indivíduos que estão presos  a muito tempo e se dedicam ao tráfico.
Ora senhor Secretário, talvez eu seja muito burro por não conseguir compreender o que V.Exa quer dizer, mas se estão presos, como pode se dedicar ao tráfico?
Alguma coisa de errado está acontecendo, ou o senhor não consegue se expressar, ou eu do alto da minha burrice não consigo entendê-lo, pois preso em presídio de segurança máxima traficar é a falência total do sistema penitenciário, da qual V. Exa foi Secretário.
Diferentemente do afirmado pelo Secretário, não é a imprensa que glamoriza o PCC e, o PCC não é  grife e não está sendo glorificado pela imprensa.
O senhor Secretário está chegando as raias do ridículo em querer de todas as maneiras negar o inegável, a existência do crime organizado.
Talvez o Secretário não se recorde mas já de há muitos anos temos crime organizado em nosso estado, se isso não ocorre porque alguns anos existia  O CERCO – Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado?
Por que se identifica o DEIC hoje como Departamento de Investigações do Crime Organizado?
Ora, se não existe crime organizado para que existe o DEIC?
Por quê policiais arriscam a vida diuturnamente?
Investigando o que não existe …
Na mesma entrevista sua Exa diz “É, a policia apreendeu, levou para o Ministério Público e eles não levaram a Corregedoria da Policia dados que demonstram o  comprometimento de policiais civis”.
Ora Secretário, a matéria faz menção a Policia Civil mas também a Policia Militar, porém quando se fala da Policia Militar, da qual o Secretário é originário, o mesmo se esquiva de qualquer comentário.
Porque tanto ódio da Policia Civil?
Talvez sua Exa. devesse procurar saber o que a todos nós intriga, como o Ministério Público teve acesso ao pendrive?
Ou o mesmo teria saído correndo de dentro de um Departamento da Policia Civil, ou quartel da Policia Militar e se atirado regateiro no colo de um Promotor?
Por outro lado, o Secretário ataca com veemência o Ministério Público.
O mesmo é Promotor de Justiça!
Porque então não se aposenta e abandona de vez a Instituição?
Parece que seu principal prazer é atacar a imprensa, a policia civil e o ministério público.
Como se as mesmas fossem responsáveis por todos os males e pela incompetência que assola a Segurança pública do Estado de São Paulo.
Lanço-lhe aqui um repto senhor Secretário, o PCC não existe então vá sem carro blindado e sem escolta a cidade Tiradentes, ao Campo dos Alemães em São José dos Campos, ao Parque Meia Lua em Jacareí, a Gurilândia em Taubaté, a Estrada que liga César de Souza a Santa Catarina em Mogi das Cruzes…
A partir dai passarei a acreditar em sua coragem e reconhecerei que o PCC realmente é invenção da imprensa.
Também acho que é mesmo bom dizermos que a facção criminosa não existe, pois afinal de contas, o cargo de Secretário não é vitalício e quando dele o senhor sair se quiser carro blindado terá que comprar e pagar, escolta somente de empresas de segurança e pagando, portanto não é bom irritar os marginais do PCC.
Afinal, se até Edgar Hoover desmentia a existência da máfica porque o senhor deveria dizer que o PCC existe mas que as forças de segurança estão atuando contra o mesmo?
Afinal de contas, somente morrem policiais e esses não são velados no palácio, nem merecem a rápida passagem do Secretário em seu velório.
Parece que hoje a segurança pública se especializou em negar a existência do PCC e demitir de maneira vergonhosa policiais civis, como o Delegado Conde Guerra e tantos outros.
Eu, de minha parte, continuo afirmando que o PCC é forte, atuante, perigoso e enquanto não formos para o confronto direto e aberto corremos risco de nos transformarmos, se é que já não somos em um Rio de Janeiro.
Estou cansado de ver ataques a imprensa.
Senhor Secretário  A IMPRENSA NÃO CRIA FATOS, ELA SIMPLESMENTE OS NOTICIA.
Com certeza porque nada é eterno, ainda teremos um Governador atuante e um Secretário de Segurança que tenha coragem de vir a público e dizer pela imprensa: “O crime organizado existe, mas a policia com o apoio deste Secretário, o está combatendo.”
João Alkimin

Bom discurso: “Nós, da Polícia Civil, não aceitamos inimigos conosco” 42

04/10/2012-06h00

Policial que comete crime é pior que bandido, diz delegado-geral

DE SÃO PAULO DO “AGORA”

O governador de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), e o delegado-geral Marcos Carneiro Lima, chefe da Polícia Civil paulista, disseram ontem a novos policiais civis que o Estado não tem nenhuma tolerância à corrupção policial.

“Quando um policial comete um crime, ele é pior que o bandido. O bandido não tem nada a perder. O policial tem. A primeira coisa que perde é o respeito dos próprios colegas. Nós, da Polícia Civil, não aceitamos inimigos conosco”, disse Lima.

O discurso foi feito durante a posse de 289 agentes de telecomunicação da Polícia Civil, em um evento no Palácio dos Bandeirantes.

Nesta semana, a Folha revelou que documentos atribuídos à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) apontam supostos pagamentos feitos por bandidos a policiais civis de SP.

Os documentos -espécie de “livro-caixa” da facção- apontam, ainda, que policiais militares se aliam a criminosos para cometer roubos.

No seu discurso, o delegado pediu aos novos policiais que não entristeçam as suas famílias por terem se envolvido em irregularidades.

Quando questionado pela Folha sobre a sua fala, o delegado-geral disse que reforçou o cuidado que os policiais devem ter para não caírem na “sedução dos criminosos”.

“No Brasil, há uma cultura da corrupção, que vem desde a época colonial. Mas é importante a sociedade cobrar essa mudança”, afirmou.

Já o governador foi mais sutil na mensagem, dizendo aos novos policiais que eles devem servir de exemplo para a população paulista.

“Exemplo de retidão, exemplo de atender bem as pessoas, de fazer bem feito o que é a nossa atividade.”

PCC

Tanto Alckmin quanto o delegado-geral afirmaram que a Corregedoria das polícias irá investigar todos os policiais que tiverem seus nomes envolvidos em acordos com a facção criminosa PCC.

“Se eu identificar suspeição contra qualquer policial que esteja em uma função estratégica, eu mando tirá-lo da função para que seja investigado”, disse Carneiro Lima.

Nos últimos seis anos, pelo menos 1.223 policiais civis e militares foram punidos por irregularidades diversas, entre elas, corrupção e tráfico de drogas. Os dados são da Ouvidoria da Polícia de São Paulo, que recebe denúncias contra policiais civis e militares. (AFONSO BENITES, ROGÉRIO PAGNAN E JOSMAR JOZINO)