RITA LEE ABSOLVIDA – Funcionário público vítima de desacato – crime contra a Administração – não possui direito a reparação por danos morais 37

Rita Lee é absolvida em processo movido por PMs em Sergipe

Cantora se envolveu em discussão em show na Grande Aracaju, em 2012. Ela ainda responde a outro processo por danos morais.

Do G1 SE

Rita Lee tenta fazer acordo com os policiais de Sergipe, mas eles recusam receber R$ 40 mil, cada um (Foto: Marina Fontenele/G1 SE)
Cantora compareceu a audiência em novembro na capital sergipana  (Foto: Marina Fontenele/G1 SE)

A cantora Rita Lee foi absolvida do processo por danos morais impetrado por 35 policiais militares de Sergipe em virtude da discussão em que a cantora se envolveu com alguns militares durante um show realizado  na Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju, em janeiro do ano passado .

A sentença foi proferida pelo juiz Alexandre Lins, do 7ª Juizado Especial Cível. Segundo ele, o agente público envolvido no evento não tem direito a ser compensado financeiramente pelo acontecido, pois deve estar peprarado para passar por esse tipo de situação.

Ainda de acordo com a sentença, o juiz não quis dizer com a decisão que exista o direito de ofender agentes públicos, sejam policiais, juízes ou parlamentares. Mesmo porque, o desacato é um crime e seu autor está sujeito à prisão. No entanto, apesar do ocorrido, os policiais envolvidos no evento não têm o direito de serem compensados financeiramente.

Segundo a sentença, na ocasião a cantora se reportou a um grupo de policiais e por isso não houve injúria pessoal, pois  a honra dos servidores não foi atingida, mas sim a imagem da polícia enquanto corporação  e do próprio Estado.
O presidente da Associação dos Militares de Sergipe, sargento Edgard Menezes falou sobre o resultado da sentença.” Recebemos a notícia com surpresa. Vamos respeitar a decisão jucial, mas não concordamos e vamos recorrer até a última instância. Discordamos principalmente quanto ao que o juíz diz que o militar tem que lidar com os desabores num treço da sentença. A justiça não compreendeu a situação como um ato de descato, e ao nosso ver os policiais foram humilhados e atingidos na sua honra pessoal. Mas,  tiveram o controle psicólogico e não deram voz de prisão à cantora para não gerar uma situação de confusão com o púbico. Sem contar que ela fez apologia às drogas. Entendemos que essa decisão da justiça pode abrir precedentes para outros casos no futuro”.

Rita Lee responde ainda a processos na área cível por danos morais, em que os militares pedem indenização de R$ 24 mil.
O advogado Edmilson Júnior, representante de cinco policiais militares, disse que por enquanto não vai se pronunciar sobre o caso, mas adiantou que vai entrar com recurso. Outros sete militares optaram por entrar com o processo contra a cantora na  justiça comum.

O caso já está na fase de análise do juiz para posteriormente divulgar a sentença. “Estou confiante que temos boas chances de a decisão ser favorável aos PMs”, disse o advogado Allan Almeida de Oliveira.

A cantora foi detida no dia 29 de janeiro do ano passado sob acusação de desacato a policiais que faziam a segurança do seu show, no Verão Sergipe, na Barra dos Coqueiros, na Grande Aracaju. Na ocasião, ela foi levada para a Delegacia Plantonista e liberada em seguida

POR QUE SERÁ QUE O FLIT TEM DADO ÊNFASE A VÁRIOS TÓPICOS QUE FOGEM AOS NOSSOS ANSEIOS ? 28

Enviado em 26/02/2013 as 6:17 – Sem Choro…………….

PORQUE SERÁ QUE O FLIT TEM DADO ÊNFASE A VÁRIOS TÓPICOS QUE FOGEM AOS NOSSOS ANSEIOS ?

LOGO, QUANDO TEMOS UM POSSÍVEL  PROJETO A SER ENCAMINHADO À ALESP. ASSIM COMO OCORREU COM A COMUNIDADE DO ORKUT, COM 14.000 MEMBROS, QUE FOI ABANDONADA EM MEIO AO CRESCIMENTO DE UM SÓ DESEJO DE MUDANÇAS.

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Ora, porque muitos reclamam , mas poucos colaboram encaminhando  material.

PRIMEIRO MUNDO – Policiais civis de Franca já solucionaram 89 % dos homicídios ocorridos em 2012 30

25/02/2013-06h12

De cada 10 homicídios na região de Ribeirão Preto, 4 aguardam solução

JOÃO ALBERTO PEDRINI DE RIBEIRÃO PRETO

Dados da Polícia Civil apontam que de cada dez casos de homicídios ocorridos no ano passado nas maiores cidades da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), em média quatro continuam sem esclarecimento.

Levantamento feito pela Folha mostra que, juntas, Ribeirão, Franca, São Carlos e Araraquara tiveram 150 homicídios em 2012, dos quais 88 foram solucionados –taxa de esclarecimento de 58%.

O total de casos não corresponde ao número de pessoas mortas, já que num ataque pode haver mais vítimas.

Especialistas em segurança pública dizem que a média de homicídios esclarecidos na região é superior à brasileira, mas ainda está abaixo do ideal.

Nas quatro cidades, a situação é pior em Ribeirão Preto e Araraquara, onde os casos elucidados giram em torno de 50%.

O titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão, Paulo Henrique Martins de Castro, diz que muitas mortes ocorrem em confrontos entre traficantes, o que dificulta a apuração.

“Ninguém dá informação, por medo. Dessa forma, não conseguimos chegar ao autor, juntar provas e o caso não é esclarecido”, afirma.

Em Araraquara, o delegado da DIG, Elton Negrini, admite que o índice de esclarecimento deveria ser maior, mas diz que os crimes em aberto continuam sendo investigados.

“Em alguns casos não achamos testemunhas. Quando alguém vê alguma coisa, não fala, por temer represália”, afirma Negrini.

O delegado seccional de São Carlos, Luís Antônio Rodrigues, considera que o índice de esclarecimentos na cidade (65%) é acima do patamar de muitos municípios do mesmo porte, mas afirma que a Polícia Civil não está satisfeita com o quadro.

“Índice bom é 100% [de esclarecimentos], mas alguns casos são complexos, como os crimes motivados por acerto de contas entre bandidos.”

Em crimes desse tipo, de acordo com Rodrigues, testemunhas não querem se envolver e, com isso, não colaboram com as investigações.

Entre os casos não solucionados estão duas chacinas, uma em São Carlos com sete mortos e outra em Araraquara, com cinco.

ÍNDICE MAIS ALTO

Já em Franca, há um índice mais alto de elucidações: 89%. Dos 18 casos de homicídios ocorridos na cidade em 2012, 16 foram solucionados.

O delegado da DIG, Márcio Garcia Murari, credita a elevada taxa ao bom trabalho da sua equipe de investigação.

Ele afirma que, quando ocorre um assassinato, os investigadores são imediatamente acionados. “São profissionais experientes”, diz.

Os números citados no levantamento feito nos quatro municípios não incluem os latrocínios, que são casos de roubos seguidos de morte.

25/02/201306h12

Especialistas dizem que taxa de solução de homicídios precisa crescer

DE RIBEIRÃO PRETO

Especialistas afirmam que a taxa de esclarecimento de homicídios na região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) é superior à do Brasil, mas ainda está abaixo do ideal –em países europeus e nos EUA, passa de 90%.

Luiz Antônio Machado, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (estadual do Rio), diz que no Brasil a cada dez homicídios, apenas dois são esclarecidos.

“O sistema de investigação é lento e ruim”, diz.

O sociólogo e coordenador do núcleo de violência da Unesp de Araraquara, José dos Reis Santos Filho, diz que a polícia deve ser melhor estruturada.

“A região de Ribeirão não pode se contentar com 60%, deve batalhar para esclarecer 100%”, afirma.

Pelo sexto mês seguido é registrado aumento no número de homicídios dolosos em São Paulo 10

25/02/2013-18h07

Nº de homicídios aumenta 16,6% no mês de janeiro em São Paulo

DE SÃO PAULO

Atualizado às 19h02.

A capital paulista registrou um aumento de 16,6% no número de homicídios dolosos — aqueles com intenção de matar– em janeiro deste ano. Foram 98 crimes desse tipo contra 84 ocorrências no mesmo período do ano passado.

Esse é o sexto mês seguido em que é registrado aumento no número de homicídios dolosos na cidade de São Paulo. Após uma queda de 13,2% em julho do ano passado, a capital teve apenas aumentos na taxa nos meses seguintes.

Em janeiro deste ano, apesar de ter aumentado o total de casos de homicídios, o número de vítimas caiu. Ao todo, foram 109 mortes registradas em decorrência de homicídios dolosos no primeiro mês deste ano, sendo que em janeiro de 2012 foram 92 mortes desse tipo.

Os casos de latrocínio também aumentaram, segundo balanço divulgado hoje pela SSP (Secretaria de Segurança Pública). Em janeiro deste ano foram registrados 15 roubos seguidos de morte, contra sete do mesmo período de 2012, um aumento de 114,2%.

Os registros de estupros também aumentaram. No primeiro mês de 2013, foram registrados 269 casos de violência sexual, contra 218 no mesmo período do ano passado. O número representa um acréscimo de 23,3%.

No caso dos roubos, os roubos e furtos também cresceram na capital paulista no mês passado. No caso dos roubos de veículos o aumento foi de 10% e dos roubos a banco foi de 42,8%. Já os roubos de carga caíram 2,3%. Já os furtos de veículos cresceram 16,7%. Outros tipos de furtos registraram aumento de 13,79%.

ESTADO

Os dados do Estado também apontam aumento no número de homicídios dolosos. Ocorreram em todo mês de janeiro de 2013 um total de 416 crimes desse tipo –16,9% a mais do que os 356 casos que tinham sido registrados no mesmo mês no ano passado.

No caso do número de vítimas, também houve crescimento. Foram 455 em janeiro deste ano contra os 386 de 2012. O que corresponde a um crescimento de 17,8%.


Doce abuso! 20

25/02/2013 – Adpesp ajuíza ação para retirada imediata de todos os Delegados de DETRANS e CIRETRANS

ADPESPDeolho
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), através do seu departamento Jurídico, ajuizou Ação Civil Pública, com pedido de liminar, para que sejam suspensas as nomeações dos Delegados de Polícia para os quadros do DETRAN, CIRETRAN’s e Seções de Trânsito. A ação da entidade também exige que os profissionais que já estejam lotados retornem imediatamente aos seus cargos e funções originais como de direito, determinadas pela Constituição. O pedido tramita na 12ª Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo.
A ação tem como fundamento o desvio de função caracterizado pelas nomeações de Delegados de Polícia para o exercício de atribuições junto a esses órgãos, considerando a inexistência que qualquer normativa legal que lhes atribua tal incumbência, ainda mais despida da remuneração respectiva e compatível com o acréscimo de competências.
“Com esta medida, a Adpesp pretende fazer cessar o abuso praticado contra toda a classe, que sofre com o trabalho exaustivo e de grande responsabilidade realizado naqueles órgãos de trânsito, que lhe é arbitrariamente imposto, na maioria das vezes cumulada com suas funções originárias, sem qualquer acréscimo em sua remuneração, como se não nos bastasse amargar o 25º lugar no ranking salarial entre os 27 entes federados”, declara a presidente Marilda Pansonato Pinheiro.
Em um momento como esse, de crise na Segurança Pública, os profissionais da classe, treinados para investigar, presidir Inquéritos e acompanhar os atos de Polícia Judiciária, não deveriam estar desempenhando funções burocráticas e administrativas no Detran, considerando o fato de o órgão ter sido transformado em autarquia e, no momento, estar vinculado à Secretaria do Planejamento.
Ao invés de investigar, prender e oferecer Justiça imediata como primeiro garantidor de direitos, o Delegado de Polícia passa os dias assinando papeis e CNHs, avaliando infrações administrativas, atendendo público e desempenhando outras tarefas que não condizem com suas reais funções, enquanto os crimes ficam insolúveis e a sociedade desamparada. Para agravar ainda mais a situação, a grande maioria dos Delegados cumulam Delegacias e não recebem nada por isso. Trata-se de um verdadeiro trabalho escravo que contribui a um locupletamento ilícito para o Estado. E, mais uma vez, quem paga conta?

Demora da perícia em acidente que matou cinco pessoas em Itabirito ainda provoca mal-estar entre Polícia Civil de MInas Gerais e Polícia Rodoviária Federal 20

Demora da perícia em acidente que matou cinco pessoas em Itabirito ainda provoca mal-estar entre PC e PRF.

Publicação: 24/02/2013 00:12 Atualização: 24/02/2013 07:13
Guilherme Paranaiba

“Foram quase sete horas para vencer um trecho em que normalmente não se demora mais de duas”, conta o carregador Waldir Cesar de Paula Lopes, de 40 anos, que estava em uma van na quarta-feira de Cinzas, voltando de Entre Rios de Minas, Região Central, para a capital, quando foi surpreendido por um engarrafamento de quase 20 quilômetros na BR-040. Ele ficou preso com a família por causa de um acidente em Itabirito que matou cinco pessoas. Segundo Waldir, o trânsito ficou lento desde Congonhas e causou um transtorno fora do comum aos motoristas que usaram a rodovia na volta do carnaval.
O acidente ocorreu às 7h15, a perícia chegou ao local às 11h42 e a pista só foi reaberta às 14h. As quase sete horas de interrupção do trânsito revoltaram os motoristas, e até agora, a demora não foi devidamente esclarecida. A Polícia Civil, responsável pela perícia, atribuiu o atraso a uma falha de comunicação. De acordo com as explicações oficiais, a informação inicial sobre o acidente que chegou aos peritos foi de que o fato teria ocorrido em Nova Lima, cidade atendida pela perícia da capital. Porém, o perito que saiu do Instituto de Criminalística não encontrou nada e retornou a BH. “Quando foi ratificado o local, o perito de Ouro Preto foi chamado e o mesmo que tinha ido para Nova Lima foi designado pela chefia para retornar e atender a ocorrência”, diz o chefe da Divisão de Perícias da Polícia Civil, André Gomes.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contesta a versão dos peritos e diz que a comunicação sobre o acidente foi feita pela equipe que chegou ao local por volta das 7h40 e que os bombeiros e outras autoridades chegaram sem problemas ao trecho. A PRF informa que o aviso oficial à Central de Operações da Polícia Civil (Cepolc) foi dado às 7h40, mas a perícia afirma que só foi chamada às 9h53.
Segundo a assessoria de imprensa na Polícia Civil, o desastre da BR-040 motivou uma reunião interna, comandada pelo delegado chefe da instituição, Cylton Brandão da Mata. O objetivo foi apurar o que aconteceu na manhã do dia 13 de fevereiro para melhorar a atuação em caso de necessidade da perícia e qualificar as informações. Ainda de acordo com a assessoria, o chefe da Polícia Civil deixou claro que o helicóptero da corporação está a serviço de todas as demandas necessárias e deve ser usado em casos como esse. Para isso, um gestor operacional da Cepolc será designado.
DIFICULDADES

Problemas relacionadas à perícia são mais evidentes em trechos das estradas que não são atendidos por Belo Horizonte, como foi o caso de Itabirito. O certo seria deslocar um perito de Ouro Preto, mas os erros na comunicação fizeram com que o trabalho partisse da capital. Em outras cidades a situação é semelhante, como em Nova União, Sabará, Ribeirão das Neves, Esmeraldas, Betim, Igarapé, Juatuba, entre outras na Grande BH que têm trechos de estradas federais. Nesses casos, em todas as regionais que têm peritos, exceto BH, apenas um funcionário trabalha em um plantão de 12 horas, atendendo qualquer tipo de ocorrência que demande perícia, como homicídio, crime contra o patrimônio, acidente de trânsito, entre outras.
A reportagem ouviu vários peritos, que trabalham tanto na capital quanto no interior, e registrou opiniões diferentes sobre o fato. Diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais, Experidião Porto trabalha na regional de Bom Despacho, Centro-Oeste, atendendo 22 municípios. “Temos um raio de atuação de 600km e trabalhamos sempre sozinhos, dirigindo uma viatura com problemas mecânicos e 180 mil km rodados. Como vou chegar a um acidente na BR-262 se estou atendendo uma descoberta de cadáver em uma cidade distante?”, diz ele.
O perito André Gomes faz plantão no setor de crimes contra o patrimônio em BH, além de coordenar as equipes. Ele já trabalhou nas regionais de Santa Luzia, Contagem e Betim e confirma as informações de que apenas um perito atua no plantão, sozinho e com veículos em mau estado de conservação. Porém, garante que a quantidade de funcionários de plantão é suficiente. “Já trabalhei dessa forma e garanto que dá para atender a demanda. Situações de exceção ocorrem, mas não podemos pautar nossos quadros pelas exceções. Já tivemos casos em que o perito avisou a chefia que não daria tempo de chegar ao local de uma ocorrência e o chefe se deslocou para fazer a perícia”, garante ele.
Apesar de ter certeza que o plantão dá conta do recado, o chefe da Divisão de Perícias da PC afirma que há problemas principalmente no expediente, em regionais como Betim. Para tentar melhorar esse quadro, começam em 18 de março as inscrições para o concurso de perito da Polícia Civil, com 95 vagas. “É claro que pontualmente vamos solucionar problemas em plantões, mas a maior parte dos concursados vai reforçar o expediente”, informa André Gomes. A expectativa é de que os novos peritos comecem a trabalhar no fim de 2013, depois de passarem por curso na Academia de Polícia (Acadepol).


Os donos da rodovia

O barulho das rodas no asfalto dá a impressão de estar em uma arquibancada assistindo uma corrida de Fórmula 1. Se fosse para enquadrar esses veículos em alguma competição, o mais lógico seria a Fórmula Truck, já que os caminhões de minério é que são os protagonistas da BR-040, especialmente no trecho entre Congonhas e Itabirito, na Região Central, Nova Lima, na região metropolitana, e Belo Horizonte. A maioria trafega pela rodovia sem lona de proteção, o que contribui para manter a sinalização suja e aumenta o risco de pedradas nos vidros dos carros pequenos ou nos motoqueiros. Em cinco minutos que a reportagem do EM ficou na entrada do Viaduto Márcio Alves Martins, substituto do antigo Viaduto das Almas, foram 13 caminhões, sendo 11 sem lona e dois com uma rede protetora que não barra a passagem da poeira. Chega a espantar a velocidade em que circulam os veículos pesados da mineração que seguem no sentido BH. Apesar de a descida impor respeito, o que se percebe é uma confiança excessiva nos freios, já que os motoristas não se preocupam em conter os pesos pesados e chegam a invadir o acostamento para aproveitar a curva antes do viaduto.
Morador da capital, o conselheiro fiscal do Condomínio Retiro do Chalé, em Brumadinho, na Grande BH, Eugênio Botelho, reclama da forma como os condutores dirigem os caminhões. “Esses veículos de minério trafegam como se fossem loucos e falta iluminação em alguns trechos da BR-040, piorando ainda mais a situação durante a noite. Essa é a rotina diária nas proximidades do Retiro do Chalé”, afirma. O executivo comercial Fábio de Carvalho, de 43 anos, chama a atenção para o estrago feito pelos caminhões na pista da direita da BR-040. “Como o asfalto já está completamente desgastado, eles acabam andando em alta velocidade pela pista da esquerda, contribuindo para piorar a situação do outro lado e aumentando a insegurança dos demais motoristas de carros menores”, diz.
O empresário Ailton Faria, de 52, reclama dos caminhões de minério, pois já trocou três vezes o para-brisa da caminhonete que precisa dirigir diariamente na BR-040 por Lafaiete, Congonhas e Itabirito. “Quando eles circulam sem lona, é cada pedrada que bate no vidro que a gente assusta”, diz ele.
AUTUAÇÕES FREQUENTES Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os caminhões de minério têm sido autuados com frequência por duas razões. Uma é pela ausência da proteção que barra o minério nas caçambas além da falta de lavagem dos veículos antes de saírem das minas. A outra é o excesso de peso, confirmado pela comparação entre a nota fiscal e a capacidade dos caminhões e também por meio das balanças particulares.
Ainda segundo a PRF, quando uma empresa é recorrente em uma infração, os dados são encaminhados ao Ministério Público Federal para providências jurídicas. Atualmente se arrasta na Justiça uma ação civil pública movida pelo MPF para obrigar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a instalar balanças na rodovia, entre BH e Congonhas.
Já o Ministério Público estadual, tem autuado diretamente três grandes mineradoras. Em junho do ano passado o órgão entrou com ação de cobrança de R$ 9,6 milhões somando as três, depois que a Justiça estabeleceu regras para circulação de caminhões de minério e as empresas descumpriram. A Justiça de Congonhas deu parecer favorável à ação de cobrança do MP, definindo o bloqueio eletrônico do valor pedido. Mas as empresas entraram com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que entendeu ser cabível a multa, só que apenas ao fim do processo. O MP tem respondido aos agravos, mas aguarda julgamento do mérito da decisão do TJ, que se deu em caráter liminar a favor das empresas.

Enquanto isso…
…obras não saem do papel

Veja no vídeo abaixo o arriscado trabalho do Perito Criminal em local de acidente de trânsito.
Postado por às 17:49

O edital de licitação que previa a restauração dos 130 quilômetros da BR-040 entre Ouro Preto e Ressaquinha, na Região Central de Minas, foi cancelado em virtude das inúmeras questões levantadas pelas empresas interessadas. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) lançou um pregão eletrônico para fazer o mesmo serviço, com data de abertura em 4 de março. As empresas interessadas participam do pregão e no mesmo dia já é possível saber quem foi o vencedor, aquele que ofereceu menor preço. Já o leilão da BR-040, entre a divisa de Minas com Goiás e Juiz de Fora, na Zona da Mata, antes previsto para 26 de janeiro, foi adiado sem novo cronograma. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que analisa de forma mais profunda questões levantadas pelos interessados.

Blog do  Experidião.
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IMAGEM DESGASTADA – A “Fiel ” torcida conquista mais um título para o Corinthians: TIME DO MAL! 39

Enviado em 25/02/2013 as 1:47 por TIME DO MAL

O advogado vai ter um trabalho árduo para conseguir provar a CULPA do seu cliente nesse caso.

Só no Brasil atual, onde mentiras são forçosamente aceitas como verdades, a frase acima não é surreal.

Experimentem levantar o RDO do citado Cleuter Barreto Barros, em julho de 2011.

O sujeito foi levado até a Central de Flagrantes, juntamente com outros fascínoras, porque estava atirando pedras sobre veículo que passavam na Marginal do Tietê. Um empresário teve os vidros quebrados, parou e acionou a PM, que deteve esse imbecil e seus comparsas, levando-os até o Plantão.

As pessoas que passavam com seus veículos pelo local, entre uma e duas horas da madrugada, em frente à sede da Gaviões da Fiel, não portavam bandeiras de clubes rivais, não gritavam nada, tampouco eram torcedores de futebol. Simplesmente precisavam passar por aquela via pública, quando tiveram seus veículo atingidos por pedras de tamanhos diversos, atirados pelo Cleuter e seus coleguinhas da Gaviões.

O que tem isso a ver com as prisões lá na Bolívia ?

Quase nada, a não ser o fato que ele e seus coleguinhas de facção criminosa, estavam treinando para ASSASSINAR alguém, assim como conseguiram concretizar com o menino Kevin em Oruro.

Por sorte, uma das pedras atiradas naquela madrugada, não atingiu a cabeça de um bebê no colo da mãe, no banco de passageiros de algum veículo que por ali passasse, quem sabe a caminho de um hospital, farmácia ou de volta ao lar.

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Para o Delegado licenciado, atual presidente do TIME DO MAL, a morte do menino Kevin foi um “caso fortuito”.

Não foi não, Dr. Mario Gobbi.

O marginal Cleuter Barreto Barros, já treinava em julho de 2011, basta o senhor consultar os arquivos criminais da sua própria instituição…se é que pretende voltar à ela, depois de assumir o comando do Bando de Criminosos.

Ah…ia me esquecendo, o seu Curíntia não tem nada a ver com o ato criminoso do assassino, não é ?

Só gostaria de saber onde é que essa gentalha arrumar dinheiro para viajar até o Japão, onde passaram cerca de 20 dias, voltar ao Brasil, arrumar dinheiro e licença dos patrões para ir até a Bolívia, onde ficaram sem trabalhar por mais uma semana e depois já estavam com outra viajem engatilhada para Tijuana, na fronteira do México dom os EUA nas próximas semanas. Sem falar na compra desses sinalizadores assassinos, que custam em média, R$ 120,00 cada um.

Dr, Mário Gobbi, o senhor poderia ter um gesto de grandeza e ensinar a gente, que trabalha o ano inteiro sem feriados, Natal, Carnaval, em períodos noturnos, recebendo essa merréca de salário e com RETP miserável, como é que se faz para conseguir viajar o ano inteiro pelo mundo, com patrões tão condescendentes e compreensíveis, com dinheiro recebido unicamente pelo labor cotidiano dessa gente que dignifica o nosso povo ?

Cúpula da Secretaria de Segurança e Polícia Civil são coniventes com a corrupção no DENARC por defenderem a sistemática da prevenção e prorrogação de “competência” do órgão…Prender no interior e arrastar a formalização dos autos para a Capital é indício da roubalheira; ainda mais deixando investigador direcionar a lavratura dos flagrantes 21

Domingo, 24 de fevereiro de 2013 – 13h44

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Mansão no Guarujá

Policial preso com cocaína é investigado em homicídios

Eduardo Velozo Fuccia

A mansão com piscina em um condomínio de luxo em Guarujá, onde um colombiano e um argentino foram mortos a tiros em circunstâncias bastante nebulosas, em 26 de novembro de 2011, era frequentada naquela época pelo policial Alexandre Cassimiro Lages, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Na sexta-feira retrasada (15/2), o agente foi preso acusado de desviar 308 quilos de cocaína apreendidos por esse setor especializado da Polícia Civil paulista. Mas o vínculo entre o investigador, a mansão da Baixada Santista e Bernardo Castaño Estrada, o colombiano morto, não param por aí. Em 8 de outubro de 2011, 49 dias antes de o estrangeiro ser assassinado, ele serviu como testemunha de um flagrante de tráfico de drogas do Denarc, do qual participou Lages, em um posto de combustíveis no Km 67 da Rodovia Anhanguera, em Jundiaí. Nessa ocasião foram apreendidos 101 quilos de cocaína, sendo presos dois brasileiros e dois bolivianos.

Créditos: Rogério Soares

Mansão no Jardim Acapulco, onde dois traficantes foram assassinados

O processo sobre o flagrante realizado no posto de beira de estrada tramitou pela 1ª Vara Federal de Jundiaí. Os quatro réus foram condenados por tráfico internacional a 7 anos de reclusão cada um. Eles recorreram, mas lhes foi negada a possibilidade aguardar soltos ao julgamento do recurso, distribuído à 5ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região. Todos os acusados pleiteiam a absolvição, atribuindo a propriedade da droga exclusivamente ao colombiano ligado ao investigador Lages. Os bolivianos Miguel Mendez Chavez e Alex Mauricio Perrogon Vieira chegaram ao Brasil dois dias antes de serem presos. Eles disseram que vieram ao País para tratar da compra de uma máquina agrícola com os brasileiros Ary Flávio Swenson Hernandes e Luís Antônio Niedo. Porém, o que mais deixa a história intrigante, fazendo-a lembrar enredo de filmes de organizações mafiosas, é o fato de os estrangeiros terem se hospedado na casa alugada por Bernardo, no Jardim Acapulco, em Guarujá. Chavez disse que fora “enganado” pelo colombiano, que inclusive lhe ocultou o verdadeiro nome, identificando-se como “Henrique”. Ary e Luís Antônio, por sua vez, argumentaram que não poderiam ser condenados apenas com base nos “testemunhos mentirosos” de policiais, principalmente devido ao vínculo entre o investigador Lages e Bernardo. Por fim, a dupla brasileira classificou a operação do Denarc de “mero estratagema ardiloso”, conforme ficou enfatizado na sentença. O juiz federal substituto José Tarcísio Januário reconheceu em sua decisão “eventual interesse espúrio do citado investigador (Lages)” e a suposta condição de informante do colombiano ou até mesmo de dono da cocaína apreendida. No entanto, condenou mesmo assim os dois bolivianos e os dois brasileiros sob o fundamento de que “o fato de não ter sido preso algum dos coautores de um determinado delito não invalida a prisão dos outros”. O advogado Eugênio Malavasi, que não atuou no processo e foi constituído por Chavez para interpor o recurso de apelação ao TRF, diverge do ponto de vista do juiz. “As suspeitas de uma relação promíscua entre a pretensa testemunha Bernardo e o investigador do Denarc contaminaram a prova. Com a posterior prisão do policial, ficaram ainda mais evidenciados os indícios de que o flagrante contra o meu cliente foi forjado”. Leia a matéria completa na edição deste domingo de A Tribuna.

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Em certos casos – quando a coisa acabou dando em cadeia ( para policiais )  – verificou-se que os delegados  responsáveis apenas compareceram para  assinar a papelada ( e abrir a gaveta ). 

Ninguém vê nada, ninguém sabe de nada…Todos apunhalados pelas costas.

Com efeito, o Denarc faz a apreensão e – em vez de apresentar na Delegacia local – transporta a droga e objetos relacionados para a sede do DENARC, local para o qual também são conduzidos os traficantes e “testemunhas”.

Poderíamos evitar  desvios simplesmente cumprindo a regra processual: os policiais do DENARC  sempre cientificarão, previamente, a autoridade local; para quem se fará a apresentação de todo o material apreendido e à autoridade local caberá a lavratura do auto de flagrante e demais documentos.
Apenas para exemplificar: não faz sentido se prender alguém em Ribeirão Preto e apresentá-lo na Capital, lavrando-se o auto de flagrante que deverá, em seguida, ser remetido para Ribeirão Preto, local em que o flagranciado será denunciado e processado.
Entretanto o Poder Judiciário vê mera irregularidade no deslocamento da lavratura do auto de flagrante.
E “experts” defendem a prorrogação de competência dos Departamentos Estaduais; um grande absurdo.
O DENARC pode ter competência para investigar e operar em todo o Estado, mas a formalização da apreensão e da prisão pelo flagrante cabe, apenas, ao Delegado do local da prisão ou mera apreensão da droga.
A quebra das normas torna tudo suspeito, facilitando-se os “acertamentos” dentro do Departamento; a subtração e, conseqüente, substituição e revenda da droga.

Lixo autoritário – FIM AO MILITARISMO NAS POLÍCIAS E BOMBEIROS : Não estou aqui propondo uma revolução, uma manifestação nem muito menos uma greve, odeio ser militar, mas somos, e tudo podemos propor e resolver com o regulamento, com leis e com normas que estão à disposição de todos 9

Bombeiros espionam Facebook e e-mails para prender militares que criticaram a corporação

 Leslie Leitão, do Rio de Janeiro
Justiça Militar quer saber como mensagens privadas foram parar com a Corregedoria do Corpo de Bombeiros. Grupo de 19 enfermeiros passou quatro dias em detenção
Na última segunda-feira, um grupo de 20 bombeiros militares do Rio de Janeiro foi surpreendido com ordens de prisão. Todos são enfermeiros da corporação, encarregados, por exemplo, de socorrer vítimas de acidentes nas estradas.
O erro que motivou a punição: todos debatiam, pelo Facebook e por e-mail, questões consideradas internas dos quartéis. Os 20 passaram quatro dias detidos em vários batalhões e foram libertados na quinta-feira, por força de uma liminar expedida pela Justiça Militar, assinada pela juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, concedendo habeas corpus ao grupo.
A decisão da juíza, em face do pedido do advogado Carlos Azeredo, que representou um dos bombeiros, virou o feitiço contra o feiticeiro. Para a magistrada, as provas apresentadas pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros para embasar as prisões foram colhidas de forma ilegal, pois os e-mails, as páginas de Facebook e todas as mensagens trocadas pelo grupo são privados, não passíveis de monitoração pela instituição militar.
Diz a juíza, em seu despacho: “O ilustríssimo corregedor interno da corporação determina a instauração da sindicância para apurar conduta dos militares envolvidos, visto que os mesmos postaram comentários inadequados em rede social, bem como através de e-mail, tornando público comentários que concorrem para o desprestígio da corporação’, tudo sem mencionar como foram obtidos tais comentários e conteúdos de e-mails”.
A juíza ainda faz uma observação: “Ressalte-se, o e-mail em tela não pertence à corporação, não se trata de e-mail funcional, mas sim privado, pertencente ao Hotmail. Sequer no relatório da Sindicâncias encontra-se demonstrado como foram acessados o grupo fechado no Facebook e os e-mails (…)”.
A página em questão, denominada GSE CBMERJ – sigla de Grupo de Salvamento e Emergência – Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro – foi criada com alguns cuidados. Entre eles o de deixar claro que o objetivo da iniciativa não era o de comandar greves ou ‘amotinar’ militares – um zelo para evitar que a iniciativa fosse confundida com o movimento grevista que resultou na prisão e na expulsão de bombeiros do Rio e da Bahia, em 2011.
Uma cópia desses e-mails foi anexada ao processo.
Na mensagem do dia 6 de setembro de 2012, a cabo Viviane Ferreira Carvalho, escrevendo para os colegas, diz o seguinte: “Não estou aqui propondo uma revolução, uma manifestação nem muito menos uma greve, odeio ser militar, mas somos, e tudo podemos propor e resolver com o regulamento, com leis e com normas que estão à disposição de todos”.
A bola, agora, está com a corregedoria. A juíza afirma, ainda, que o corregedor “deverá explicitar, especificamente, o modo como foram acessados o grupo fechado da rede social Facebook e a conta de e-mail pertencente a Viviane Ferreira Carvalho”.
Em resposta à reportagem do site de VEJA, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro respondeu que as prisões foram decididas pois “surgiram indícios do cometimento de condutas irregulares por parte dos militares. Diante dos indícios, foi instaurado procedimento apuratório em que ficou configurado o cometimento das seguintes transgressões disciplinares: proferir ofensas contra o comandante de suas unidades através de grupo de rede social virtual; e disparar correspondência eletrônica incitando quebra na cadeia de comando e desrespeito do comando de suas unidades.
A corporação não explica como a corregedoria teve acesso às mensagens pessoais e ao grupo fechado do Facebook. “Este esclarecimento será feito à Auditoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro”, limita-se a informar a assessoria dos bombeiros. (Veja).

Uma imagens diz mais que mil palavras

Governo ( FEDERAL) quer revolução de conceito na área de segurança para a Copa 23

 Por Almir Leite- estadao.com.br

Complexo e caro, o plano tem como objetivo deixar um legado de tecnologia e de pessoal

SÃO PAULO – Uma revolução no conceito e, por consequência, na execução de ações na área de segurança de grandes eventos. A ambiciosa meta do governo federal tem como carro-chefe a Copa do Mundo de 2014, passando pela Copa das Confederações deste ano. Também contempla a Jornada Mundial da Juventude (este ano, no Rio) e a Olimpíada de 2016. O futebol, no entanto, foi a força motriz da iniciativa, que resultou na criação de um Plano Estratégico Nacional para a área.

Dinheiro parece não faltar. A previsão de gastos com segurança para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo começou em R$ 1,17 bilhão e já chegou em R$ 1,879 bilhão, de acordo com a última versão da Matriz de Responsabilidades, com dados relativos ao mês de dezembro passado. O custo da Copa já bateu na casa dos R$ 26,5 bilhões e a expectativa é de que, no final, chegue aos R$ 33 bilhões.

O plano de segurança é complexo. São iniciativas como aprimoramento do controle de fronteiras, portos e aeroportos, ações antiterrorismo, vigilância e proteção não só nos estádios como em locais de grande concentração de pessoas, proteção ao turista, entre outros.

Nas arenas, o método de segurança vai mudar em relação ao que o torcedor brasileiro conhece. Haverá polícia, mas a segurança básica será função de agentes privados (leia arte abaixo).

AÇÕES INTEGRADAS

Outra iniciativa é a integração das forças de segurança (polícias militar, federal, guardas civis municipais, Forças Armadas, Corpo de Bombeiros, etc…) Para isso, estão sendo criados 14 Centros de Comando e Controle, 12 regionais e dois nacionais, que ficarão em Brasília e no Rio, este para backup das informações.

“Temos de integrar todas as forças e estamos fazendo isso nas 12 sedes da Copa”, disse o comandante da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), criada em agosto de 2011 no âmbito do Ministério da Justiça. “Não é possível o plano ter sucesso sem essa integração. “Acreditamos que essa é uma boa forma de trabalhar para deixar um legado para o cidadão brasileiro, pois estamos criando uma cultura de atuação conjunta.”

O governo promete investir forte na aquisição de equipamentos de última geração, no treinamento de pessoal e no intercâmbio com agentes especializados em segurança de grandes eventos de vários países. Algumas compras já foram realizadas.

Os Centros de Comando farão, de acordo com o plano, a integração dos sistemas computadorizados, dos bancos de dados dos 12 estados-sede, dos órgãos federais e da Interpol, e os sistemas de radiocomunicação.

Por meio desses centros, as informações de todas as sedes estarão disponíveis em tempo real, o que permitirá respostas rápidas. Em caso de tumulto em uma fan fest, por exemplo, se for necessário reforço policial, ele será providenciado imediatamente.

NAS ARENAS

Além dos centros de responsabilidade do governo federal, haverá os que ficarão a cargo do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. Em cada estádio está prevista uma sala de monitoramento, que será dividida por membros de vários órgãos envolvidos com a segurança. “O Comitê Organizador tem um Centro de Controle que vai monitorar todos os procedimentos de sua responsabilidade e passar as informações diretamente para o governo”, disse o gerente-geral de segurança do COL, José Hilário Medeiros.

Ele explica, porém, que o comitê terá o monitoramento de todas as ações, independentemente do governo. Ao COL cabe cuidar da segurança interna dos estádios com atribuições como a contratação de agentes e treinamentos para que passem por cursos para trabalhar com o público.

Se tudo der certo, e todas as iniciativas forem de fato implantadas – e depois mantidas -, a segurança no Brasil entrará em nova fase. Pelo menos a relacionada especificamente com os grandes eventos, uma vez que os índices de violência urbana continuam alarmantes

LARANJINHA DA FIEL – Corinthians patrocina um adolescente para que se declare “único culpado” pela morte do adolescente boliviano 28

24/02/2013-13h56

Adolescente que assumirá culpa por morte levou sinalizadores do Brasil

MARCEL RIZZO DE SÃO PAULO

Um adolescente, 17, vai informar nesta segunda-feira na Vara de Infância e Juventude de Guarulhos que disparou acidentalmente o sinalizador que matou Kevin Espada, 14, torcedor boliviano do San José.

Autor de disparo a ser apresentado pela Gaviões pode pegar até 25 anos de prisão

O artefato atingiu o olho direito de Espada, durante a partida entre San José e Corinthians, realizada na quarta-feira em Oruro.

Filiado à torcida uniformizada Gaviões da Fiel desde outubro de 2010, o garoto mora em Guarulhos. Ele vai contar que embarcou em um dos quatro ônibus da caravana de organizadas para a Bolívia com seis sinalizadores –não está claro se todos navais, como o que atingiu Espada.

San José x Corinthians – Libertadores

Alguns dos sinalizadores comprados eram apenas fumaças que produzem luzes. No Brasil, artefatos como este são proibidos desde 2010 em estádios, quando foi acrescentado no texto no Estatuto do Torcedor. Por isso torcedores aproveitam para usar os artefatos em jogos fora do Brasil.

Na Bolívia também há a proibição, mas a aposta dos torcedores era que a revista seria menos rigorosa.

Outro ponto que será abordado pelo garoto para tentar mostrar que o tiro foi acidental é que, logo depois de ter disparado, ele precisou deixar o local com medo de represália dos próprios corintianos. Pelo menos três deles, também membros de organizadas, alegaram quase terem sido atingidos pelo sinalizador.

O argumento do advogado do menor, Ricardo Cabral, será de que a possibilidade de ter atingido pessoas próximas a ele mostra que não direcionava o sinalizador para a torcida adversária.

A mãe do adolescente soube na quinta-feira que o filho chegaria ao Brasil no sábado e que contaria que disparou o sinalizador. Os ônibus da caravana tiveram problema com quebra e demora para atravessar território boliviano porque, segundo relatos, houve hostilidade quando eram identificados como corintianos devido à morte de Espada.

Doze pessoas estão com prisão preventiva decretada na Bolívia e serão indiciados pela morte de Espada por assassinato. Dois como autores do disparo (Cleuter Barreto Barros, 24, e Leandro silva Oliveira, conhecido como Soldado, 21), e outros dez como cúmplices.

Entre os dez “cúmplices” está Tadeu Macedo de Andrade, 30, que é um dos principais dirigentes da Gaviões da Fiel atualmente e candidato informal à presidência, em eleição que deve acontecer em 2014 –ele foi o mais votado na eleição do Conselho Deliberativo, em 2012, e cuida do departamento financeiro da organizada.

A Folha apurou que há o temor na torcida que de o garoto que vai se entregar seja tratado como “laranja” para que Tadeu e outros integrantes da torcida voltem ao Brasil –a polícia e o Ministério Público boliviano já informaram que as investigações devem durar seis meses.

Há um vídeo, que segundo o advogado mostra sem dúvidas que o menor foi o responsável pelo tiro.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress


24/02/201307h37

Torcedor do Corinthians preso tinha sinalizador igual ao de crime

RAFAEL REIS DE SÃO PAULO

A polícia boliviana encontrou com um dos 12 torcedores do Corinthians presos em Oruro desde a quarta-feira um sinalizador com marca, modelo e série iguais ao que matou o adolescente Kevin Douglas Beltrán Espada, 14.

Autor de disparo a ser apresentado pela Gaviões pode pegar até 25 anos de prisão Adolescente que assumirá responsabilidade por morte levou sinalizadores do Brasil

A Folha teve acesso a parte do inquérito da delegada Abigail Saba que mostra que Cleuter Barreto Barros, 24, portava três sinalizadores, um deles do modelo Rocket Parachute Flare Signal HGS40-30000, que atingiu o jovem torcedor do San José.

Barros é um dos dois corintianos indiciados como autores do homicídio ocorrido durante o jogo de estreia do time paulista na Libertadores.

O outro é Leandro Silva de Oliveira, 21. Ele é conhecido como Soldado e também carregava um “artefato pirotécnico”, mas de outro modelo.

Apesar de apenas Barros e Oliveira serem apontados pelo inquérito como possíveis autores do disparo, os 12 brasileiros vão responder por homicídio. A perícia aponta os outros dez como cúmplices e facilitadores do assassinato.

“As investigações preliminares estabelecem que os acusados cooperaram com a ação, já que existem gravações em vídeo de canais televisivos, e também testemunhos, que os acusados, imediatamente após o disparo, balançam as bandeiras para ocultar o tiro e os restos do projétil”, diz o inquérito.

O teor do documento complica a defesa dos corintianos, que dizem ser inocentes e que o verdadeiro autor do disparo já está no Brasil.

O relatório implica ainda uma chance maior de os acusados responderem por homicídio doloso (com intenção de matar), cuja pena vai de cinco a 20 anos de prisão.

“Um grupo de brasileiros que assistia à partida, de forma premeditada e com intenção de causar dano, dispara de forma direta um artefato explosivo contra o menor Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, causando-lhe a morte”, diz trecho do inquérito, que foi publicado ontem pelo Globoesporte.com.

O corpo de Kevin foi enterrado ontem em Cochabamba.

Os dois torcedores apontados como possíveis autores do disparo têm ligação estreita com a Gaviões da Fiel, principal organizada corintiana.

O perfil de Barros no Facebook traz várias menções à facção. Já Oliveira é, segundo fontes ouvidas pela Folha, integrante do grupo.

Via assessoria de imprensa, a Gaviões se recusou a informar se os torcedores são sócios da organizada.

Os 12 corintianos, nem todos vinculado a facções uniformizadas, tiveram a prisão preventiva decretada anteontem e podem ficar por até seis meses nesta situação para não abandonarem o país.

Eles já foram submetidos a testes para detecção de pólvora em suas mãos e roupas e prestaram depoimento.

Polícia investiga elo entre prisão de policiais e mortes em Guarujá 10

24/02/2013 08h17 – Atualizado em 24/02/2013 08h17

Policiais escoltavam carro com cocaína quando foram presos. Morte de dois estrangeiros no litoral pode ter ligação com os policiais.

Do G1 Santos

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo investiga a relação entre a prisão de policiais no último fim de semana, na região de Sorocaba, interior do Estado, e duas mortes que aconteceram em 2011 dentro de um condomínio de luxo, em Guarujá, no litoral de São Paulo. O ponto em comum das duas histórias é a presença do policial Alexandre Cassemiro Lages, agente do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc). Ele é um dos presos no  dia 16 de fevereiro, na rodovia Castelo Branco, que liga São Paulo ao interior do estado.
Segundo a Polícia Federal, que fez a prisão, Alexandre e mais dois policiais faziam a escolta de dois carros onde traficantes levavam 133 quilos de cocaína. O destino da droga seria a cidade de São Paulo. “No decorrer da investigação nós descobrimos que havia então, por parte desses policiais, desses traficantes internacionais e de traficantes daqui da região um certo esquema de apreensão parcial de droga. E parte dessa droga era distribuída nas regiões aqui vizinhas”, afirma o delegado chefe da Polícia Federal de Sorocaba, Roberto Boreli Zuzi.
No carro de Alexandre, a Polícia Federal encontrou também seis malas cheias de reais, euros e dólares. E mais de 300 quilos de cocaína.Segundo a investigação, os policiais desviavam parte da droga que era apreendida e revendiam para outros traficantes. A corregedoria da Policia Civil investiga se este mesmo esquema teria causado a morte de um argentino e um colombiano há pouco mais de um ano, em um condomínio de luxo em Guarujá.
O crime foi na noite do dia 26 de novembro de 2011. Os dois estrangeiros foram encontrados mortos depois de uma troca de tiros na mansão que fica no Jardim Acapulco, em Guarujá. O primeiro a chegar no dia do crime foi Alexandre, um dos policiais presos. Na época, ele justificou em depoimento que foi ao local porque o colombiano morto era seu informante. Além dos dois mortos, estavam na mansão outros dois argentinos que são suspeitos pelo crime e estão foragidos até o momento. Para a polícia, todos participavam de uma reunião para negociar a venda de cocaína.

RONALDO TOVANI – o desembargador PEDRO GAGLIARDI vem sendo fustigado pelo Ministério Público, em particular pelo GAECO e grupo(s) do gênero, porque em sua brilhante carreira de magistrado ele jamais se curvou aos caprichos “ministeriais” 8

 

De há muito o desembargador PEDRO GAGLIARDI vem sendo fustigado pelo Ministério Público, em particular pelo GAECO e grupo(s) do gênero, porque em sua brilhante carreira de magistrado ele jamais se curvou aos caprichos “ministeriais” e muito menos se acovardou frente a pressões, partissem de onde e de quem partissem.

E com essa forma de atuar – corajosa, idônea e intelectualmente correta – PEDRO GAGLIARDI coibiu muitos abusos e arbitrariedades praticados por membros do GAECO. E apenas para ficar em um exemplo, foi ele quem concedeu liminar em habeas corpus impetrado em favor de dois delegados e três investigadores do Denarc injusta, ilegal e arbitrariamente processados e presos em ação penal proposta por membros do GAECO – dentre os quais o promotor Arthur Lemos Pinto, hoje no GEDEC – perante a 31.ª Vara Criminal.

O engraçado é que as denúncias desse tipo oferecidas por promotores do GAECO, do GEDEC, ou “assemelados”, sempre são assinadas por três, quatro, ou até mais promotores, com o claro propósito de querer impressionar o juiz da causa, de que estão “correndo perigo”, “sofrendo ameças” etc.

No caso em questão, o juiz é o Dr. Rodolfo Pellizari, que não se impressiona com essas bobagens do Ministério Público e não tem medo de cara feia, muito menos de promotor de justiça.

E o final será certamente JUSTO, com a absolvição do desembargador e, consequentemente, com uma bela ação de indenização por danos morais por ele movida; não contra o Estado (como normalmente acontece), mas sim contra o Estado e contra as pessoas físicas desses promotores, tal como será proposta ação indenizatória pelos mencionados policiais, processados e já absolvidos por “inexistência de provas” pela 31.ª Vara Criminal, em r. sentença confirmada por unanimidade pelo E. Tribunal.

O ilustre e destemido radialista JOÃO ALKIMIN foi o primeiro a sair bravamente em defesa do amigo PEDRO GAGLIARDI, e acima de tudo em defesa do magistrado que merece e precisa ser respeitado, e agora se vê acompanhado de diversos outros profissionais independentes e corajosos, como é o caso do Dr. Daniel Bialski, voz de peso na advocacia paulista.

Nessas descabeladas investidas que esses “tipos” de promotores costumam fazer, mormente contra seus desafetos, fatos importantíssimos por vezes são escamoteados do público, que em última analise é quem paga o salário desses servidores.

Dentre os policiais civis a que me referi como processados, presos, julgados e absolvidos por “inexistência total de provas”, havia um, chamado Ismar, que quando de seu interrogatório na fase de investigação promovida pelo GAECO, “peitou” o promotor encarregado daquele procedimento.

Com a absolvição, Ismar, obviamente, tal qual, talvez, agora o desembargador PEDRO GAGLIARDI, ficou na “linha de tiro” do mencionado promotor, o qual, meses depois, em outro procedimento instaurado contra esse mesmo policial civil, “instigou” de tal maneira a mulher do policial, em depoimento prestado por esta e colhido ao arrepio da lei, que ela, uma jovem de pouco mais de 30 anos de idade, ao depois, certamente arrependida do que fizera contra o marido, “instigada” e “incentivada” que fora, atirou-se do 15.º andar do prédio em que vivia, levando consigo, para a morte, o filhinho do casal, de 6 anos de idade.

E por acaso alguém está investigando a atitude desse promotor?…

RONALDO TOVANI

JUSTIÇA ACIMA DE TUDO – O desembargador Pedro Luiz Ricardo Gagliardi combina o melhor dos mundos: é afável, pragmático e seu modo de pensar saúda ideias à frente do tempo 6

desembargadorgagliardiApós 41 anos de atividades como magistrado, em janeiro de 2011, por força da aposentadoria aos 70 anos de idade, o desembargador Pedro Luiz Ricardo Gagliardi deixou o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e também a diretoria da Escola Paulista da Magistratura.

Entrevista exclusiva com o Dr. Pedro em dezembro de 2010, publicada pela revista CONSULEX, edição 335.

Pode-se afirmar que a personalidade do desembargador Pedro Luiz Ricardo Gagliardi combina o melhor dos mundos: é afável, pragmática e seu modo de pensar saúda ideias à frente do tempo.

“Nas decisões que tomo no dia a dia, torço o nariz toda vez que a norma está ultrapassada. O dever funcional faz com que me submeta ao que determina a lei. Já minha mente, deixo-a livre para buscar novas possibilidades. Trazer o futuro para o presente é algo que sempre me fascinou”, revela o presidente da 15ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Não por acaso os Juizados Especiais Cíveis e Criminais viraram mais que uma causa em sua vida. Explica-se.

Cerca de três décadas atrás, o desembargador Pedro Gagliardi empenhou muito esforço para que a proposta dessa justiça mais rápida (que foi alvo, na época, de muita polêmica entre nossos operadores do direito), saísse do campo das ideias para a realidade. Missão cumprida. O instituto ganhou autorização legal em 1988, na Constituição Federal. Tempos depois, Gagliardi integrou a comissão que elaborou a minuta da Lei nº 9.099/95, que regulamentou os juizados especiais. Estes acontecimentos somados à participação ativa na introdução da informática no TJSP, ainda nos anos 70, são episódios que ele se orgulha de ter em sua biografia.

Filho de advogado – começou a trabalhar aos 12 anos no escritório do pai -, o desembargador Pedro Gagliardi hoje acumula o cargo de diretor da Escola Paulista da Magistratura para o biênio 2010/2012. Ele fica muito à vontade no ambiente acadêmico, pois sempre teve vocação para os estudos e a curiosidade por várias áreas de conhecimento. Além de mestre e doutor em Direito Penal, formou-se em Sociologia, Literatura Francesa, Administração Pública e Engenharia de Sistemas. Nesta entrevista exclusiva à Consulex, concedida à repórter especial Simone Silva Jardim, ele expõe seus pontos de vista e faz propostas como a de um novo sistema de seleção para os quadros da magistratura brasileira.

A Escola Paulista da Magistratura realiza a iniciação funcional dos que ingressam na magistratura, além de promover cursos para atualização e promoção dos juizes de primeiro grau. Na condição de diretor da EPM, que contribuição o senhor acredita que uma instituição desse gênero pode dar à sociedade?

Desembargador PEDRO LUIZ RICARDO GAGLIARDI – O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Viana Santos, costuma dizer que a EPM é o braço intelectual do Judiciário paulista. Nessa perspectiva, cabe às escolas da magistratura se anteciparem ao tempo e aos anseios da população. Penso que um dos papéis fundamentais da EPM é ajudar a formar os novos magistrados não apenas como técnicos jurídicos, mas fazer com que cada juiz assuma a postura de um servidor público de visão ampla e humanista sobre os desafios de nossa realidade social. Também sou a favor da abertura dos cursos da EPM para qualquer interessado, e não apenas aos operadores do direito, pois muitas das respostas aos problemas de nossa sociedade não estão no mundo do direito. É preciso o debate fora dos “guetos”.

Há ramos do Direito que merecem mais atenção na EPM?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – Em nossa escola temos um foco muito forte nos novos ramos do Direito, como o ambiental, e as discussões em torno da Ética. Também temos grande atenção às questões sociais, como violência urbana e invasão de terras. Hoje sabemos que a violência não tem relação direta com a distribuição de riqueza, haja vista que em paises de outros continentes, com renda per capita menor e grau de pobreza infinitamente maior que o Brasil, os índices de criminalidade são sensivelmente inferiores aos nossos. Há que se notar que, em 1200, São Tomás de Aquino, na Suma Teológica, fazia o seguinte raciocínio, válido até hoje: ele dizia que 10% das pessoas não cometem crime por convicção e por suas qualidades pessoais; outros 10% cometem crime mesmo que haja punição. Os restantes 80% não cometem crime porque não querem ser punidos. Para este contingente é que se justifica a existência e os fundamentos do Direito Penal. Mas precisamos tratar o crime com mais realismo. No Brasil, sabemos que mais da metade dos delitos cometidos, como furto e roubo, são praticados por menores. E nós, hipocritamente, aplicamos a punição somente a partir dos dezoito anos.

Como o senhor avalia o sistema brasileiro de seleção de juizes?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – Alguns paises, e a Inglaterra é um bom exemplo, recrutam para juizes pessoas que exerceram outras profissões, mas que têm características adequadas para a magistratura. Lá não há concursos como aqui para selecionar jovens recém-graduados em Direito. A praxe também é convidar advogados de certo nível para assumir a função de juiz. Acho que esta solução é muito boa. O sistema brasileiro recruta juizes. Nosso exame técnico-jurídico é muito rigoroso, mas acaba criando um paradoxo: para poder passar no concurso, o candidato precisa ficar alheio ao mundo, “redomado” nos livros. É claro que ele não vai aprender o que é a vida real, pois não tem tempo para, por exemplo, fazer um trabalho voluntário de relevância para conhecer os problemas de sua comunidade. Eu mesmo, quando era jovem e estudava Direito, fiz questão de fazer um trabalho social em uma antiga favela de São Paulo. Também fui presidente da Maçonaria de São Paulo. Esta entidade faz o maior trabalho de voluntariado do mundo. Na minha opinião, esse contato direto com as populações carentes e seus problemas cotidianos é fundamental para o bom exercício de muitas profissões e carreiras, e a magistratura está entre elas. A família brasileira não tem tradição de mandar os filhos trabalharem de forma caridosa para os outros. È uma lacuna lamentável, pois o ato de dar traz, em troca, algo de maior valor: a informação sobre como o mundo funciona de verdade. As pessoas precisam parar para refletir. O fato é que em pleno século 21 o brasileiro ainda tem a mentalidade típica do imigrante europeu do século passado, que guardava os filhos dentro de casa por causa do medo que viveu de ter membros da família recrutados à força para lutar nas guerras. Neste contexto, explica-se porque para a maioria das famílias brasileiras o que importa é o mundo da porta para dentro de casa. O pior é que essa herança cultural acaba sendo levada para o exercício de cargos públicos. Desta forma nossa sociedade tem dificuldades para evoluir.

O senhor tem uma formação acadêmica multidisciplinar. Isto faz diferença no exercício da magistratura?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – Penso que sim. Minha formação é em Sociologia, mas outras ciências também cumpririam a contento este papel, como a Psicologia, a Filosofia, entre outras. Essas formações de foco humanista ajudam o juiz a se relacionar melhor com pessoas de todos os meios: os servidores da sua vara ou câmara, advogados, promotores, entre outros. È bom que se diga que, hoje, a falta de capacidade de se relacionar é o ponto nevrálgico, em diferentes graus, não apenas nos que ingressam na magistratura, mas também entre juizes em exercício funcional há mais tempo.

Há quem defenda que os juizes precisam ter as competências de um gestor. O que o senhor pensa disso?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – O magistrado precisa ter consciência de que também é um administrador que precisa ter a capacidade de lidar com as pessoas, de saber ouvir, de liderar e não apenas mandar. A justiça é uma grande aspiração dos povos, especialmente nesses nossos tempos de acirramento de conflitos. A justiça é um importante componente da qualidade de vida. Um povo que não tem justiça vive mal. Os juizes recém-empossados, que seguem para comarcas pequenas, também precisam usar de razão e sensibilidade para lidar com as disputas de interesses locais. Não podem se permitir uma conduta pessoal antipática ou descortês, que só serviria para acirrar os conflitos que eles têm por missão pacificar. O problema é que nosso sistema recruta juizes praticamente recém-formados. Como ele vai ter a experiência necessária não só de trato pessoal como para julgar se o sistema de seleção o apartou dos problemas da vida real? Na maior parte do tempo, o magistrado não julga problemas de alta indagação jurídica, mas questões concretas e simples do dia a dia, desde conflitos entre vizinhos a pequenos furtos. O que vejo com frequência é que as decisões dadas em primeira instância para esses casos são maravilhosos tratados de direito que, infelizmente, carecem da necessária simplicidade para que as partes sintam que a Justiça está ali ao seu lado, como simbolicamente percebemos naquele bater de martelo do juiz nos filmes americanos. Aliás, nos EUA, em um único dia, um juiz decide olho no olho inúmeras demandas. Não há processos longos, a Justiça é feita com a rapidez que o cidadão espera. È possível recorrer das decisões, mas é preciso fazer depósito e atender outras condições que inibem quem apenas quer protelar o cumprimento de uma decisão judicial.

O senhor propõe alguma alternativa ao nosso atual sistema de seleção de juizes?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – Sou da opinião que temos que mudar o sistema na seguinte direção: vamos aproveitar profissionais longamente testados em suas respectivas carreiras, pessoas que deram certo como psicólogos, delegados, sociólogos, professores universitários, assistentes sociais, entre outros, e desde que também tenham formação em Direito. Em comum, essas pessoas teriam de apresentar uma trajetória de vida correta. Isso se traduz em não terem feito corpo mole no trabalho, não terem cedido à corrupção, respeitar aqueles com os quais convivem. Pessoas com esse perfil são de fundamental importância na magistratura. Afinal, quem chega para falar com um juiz já está fragilizado com o problema que está passando. Nesse contexto, fica claro que nenhum juiz pode ter uma postura de desrespeito, de arrogância, de intimidação. O juiz tem de ser receptivo, com uma boa capacidade de fazer com que a parte se abra com ele para que então possa captar aquilo que é importante para uma decisão equilibrada. Acredito que justiça se faz fundamentalmente com base no bom-senso, sendo suficiente o conhecimento básico dos princípios do direito e das normas aplicáveis aos casos concretos. Não podemos perder de vista que no Direito Romano, mais de dois mil anos atrás, havia esta separação entre pretores, que faziam parte da comunidade e decidiam os seus conflitos do dia a dia, e os juizes.  Só os casos de alta indagação eram decididos por um juiz. No mundo contemporâneo, a verdade é que 90% dos casos submetidos ao Poder Judiciário exigem, acima de tudo, muita experiência de vida e sensibilidade. Por isso sou árduo defensor de que precisamos trazer para a magistratura pessoas de outras áreas, com muita saúde mental e física, pois o trabalho do juiz é também braçal e de produtividade.

O senhor está completando quatro décadas na magistratura paulista, mas desde os tempos de acadêmico de Direito  defendia os mecanismos de conciliação de conflitos. Por quê?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – No Brasil, a conciliação é a única saída que temos para enfrentar a grandeza dos nossos desafios. Em 1985, quando eu lecionava Direito Penal na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a PUC, ao lado do amigo e hoje desembargador, Marco Antonio Marques da Silva [da 6ª. Câmara Criminal do TJSP], que dava as aulas de Direito Processual Penal, já defendíamos esse caminho que, na época, não tinha autorização constitucional. Tivemos tanta sorte que, em 1987, sob os auspícios da Assembléia Constituinte, conseguimos que introduzissem na Carta Magna, no artigo 98, inciso 1, a previsão legal para os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, instâncias a cargo de magistrados togados ou de leigos, com competência para julgar, mediante o procedimento oral e sumaríssimo, a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. Mais tarde, em 1995, participamos da elaboração da minuta da Lei 9099, que regulamentou o dispositivo constitucional. Nossa ideia era desafogar a Justiça com os institutos da conciliação, da mediação e da arbitragem. Por meio da arbitragem, por exemplo, grandes bancos, que podem arcar com os honorários de um árbitro, profissional altamente capacitada na questão que é alvo da demanda, conseguiriam fora do Judiciário obter uma decisão final mais rápida e com chances maiores de acerto. A demora em processos grandes desse tipo é muito mais onerosa para as partes. Nas pequenas causas, nossa proposta era trazer profissionais com muita vivência prática, bom-senso, honestidade e conhecimento jurídico básico para dar decisões sobre conflitos simples do cotidiano. Tínhamos em mente formar um quadro remunerado e semelhante ao que se tinha no direito romano, com a figura do pretor. Mas, na época, nossas associações de classe diziam que o caminho que tínhamos proposto era muito perigoso, pois enfraqueceria e esvaziaria o Judiciário. Somou-se a isso o espírito corporativo de certos advogados que não queriam ver o cliente resolvendo seu problema sem pagar pedágio. A verdade é que, até hoje, não conseguimos fazer com que essa justiça alternativa deslanchasse no Brasil. Se, desde a regulamentação, a conciliação tivesse se desenvolvido a contento, teríamos na atualidade um outro Judiciário, sem morosidade, com um quadro enxuto de servidores concentrado em resolver demandas realmente importantes.

Varas e câmaras especializadas também podem ajudar a mudar as distorções de nossa Justiça?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – Esta é outra medida que defendo. Hoje não se consegue imaginar uma medicina que não seja especializada, uma engenharia que não seja especializada. Por que seria diferente com a Justiça? Em razão do enorme número de crimes cometidos, defendo a criação de varas e câmaras especializadas em tóxicos. Crimes que serão julgados por júri popular e causas do interesse dos idosos, contingente que tem crescido bastante no país, também merecem varas e câmaras especializadas, que têm o mérito de proferirem decisões mais rápidas e com grande grau de acerto uma vez que seus servidores têm conhecimento profundo sobre a matéria. Outra consequência positiva das varas e câmaras especializadas se daria na jurisprudência, que seria mais uniforme. Isto daria mais segurança a advogados e clientes, pois o fenômeno da loteria jurisprudencial, decisões completamente diferentes para casos semelhantes que vemos hoje em nossos tribunais, só desnorteia as partes e faz perder de vista o papel do magistrado, que é o de pacificar os conflitos sociais e não o de ganhar os holofotes da mídia. Costumo dizer que o bom juiz é o que passa despercebido.

Como o senhor vê a relação entre juizes e a mídia?

Desembargador PEDRO GAGLIARDI – A análise que faço é que juizes e jornalistas têm praticamente a mesma vocação. São pessoas que querem dar a última palavra sobre tudo. È interessante que a qualidade do serviço é muito parecida. O grande elã do jornalista, e do juiz também, é dizer para as pessoas que as coisas são desta forma e não de outra. Neste ponto, o jornalista também experimenta o sentimento de aflição do magistrado: noticia velha não tem serventia, perde a razão de ser à semelhança de uma decisão judicial tardia, que também é uma forma de injustiça.

jornalista Simone Silva Jardim