Comissão aprova projeto que retira gastos com salários de policiais de limite da Lei de Responsabilidade Fiscal 48

Da Agência Câmara Notícias

img20130924211524765247MEDA Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (30) proposta que retira os gastos com salários de policiais militares e civis do limite de despesas com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00).

A medida, prevista pelo Projeto de Lei Complementar 276/13, do deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), tem o objetivo de eliminar obstáculos para o aumento salarial das categorias, já que muitos estados estão perto do limite fixado e, dessa forma, não podem conceder reajustes aos policiais.

O relator, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ressaltou que salários melhores levarão à contratação de melhores quadros para a corporação, o que resultará numa segurança pública de melhor qualidade. Por isso, ele defendeu a aprovação da proposta.

“A demanda na área de segurança pública é ainda mais intensa se levarmos em consideração que o Brasil irá sediar brevemente grandes eventos mundiais na área esportiva, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, exigindo ações adicionais na área de segurança publica”, ressaltou.

Tramitação
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser aprovada, precisa do voto favorável de 257 deputados em Plenário. As informações são da Agência Câmara Notícias.

Íntegra da proposta:

PLP-276/2013

[Foto: Divulgação/ Agência Câmara Notícias]

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Polícia Militar de São Paulo mata mais que toda a polícia dos EUA , diz tenente-coronel 26

04/11/2013 – 04h00

Revolta nas ruas reflete incapacidade do Estado na segurança, diz tenente-coronel

LAURA CAPRIGLIONE
MARLENE BERGAMO
FOLHA DE SÃO PAULO

O tenente-coronel Adilson Paes de Souza, 49, passou 28 anos na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Há um ano, apresentou dissertação de mestrado em direitos humanos na Universidade de São Paulo, elaborada sob orientação do jurista Celso Lafer. A experiência vivida “de dentro” somada ao ferramental acadêmico resultou em um diagnóstico sombrio: “O modelo de segurança existente não funciona mais”.

Na semana que vem, Paes de Souza, na reserva desde 2012, lançará o livro “O Guardião da Cidade -Reflexões sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares” (Escrituras, 222 páginas, R$ 35), em que expõe sua explicação para os repetidos casos de violações aos direitos humanos cometidos por PMs: “Soldados garantiram que o homicídio do marginal ainda é visto como uma importante arma de trabalho. Eles chegaram a declarar que se fossem impedidos de matar, ficariam sem condições de trabalho”.

Veja vídeo

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Folha – Qual a causa dos violentos protestos contra a atuação da PM, vistos recentemente em São Paulo e no Rio?
Adilson Paes de Souza – A sociedade, em grande parte, está dizendo: esse modelo que está aí não é eficiente. E está dizendo isso de uma maneira violenta. Ela não tem mais a quem recorrer. Não estou dizendo com isso que a violência seja um modo legítimo de responder à violência [policial], mas sim que esta talvez seja a única maneira de ela se sentir ouvida e notada.

Como um rapaz de boa índole sai da escola da Polícia Militar e transforma-se em um assassino de grupo de extermínio?
Entrevistei soldados envolvidos com grupos de extermínio. Eles não acreditam no sistema. Perguntam-se: Por que eu vou levar um sujeito preso para a Polícia Civil se eles serão soltos em seguida mediante o pagamento de propina? Eu me arrisco, levo para delegacia e ele é solto? Eles tomam a decisão de prender, acusar, sentenciar e matar.

Como esses policiais lidam com o assassinato?
O homicídio do marginal é visto como uma importante arma de trabalho. Eles chegaram a declarar que se fossem impedidos de matar, ficariam sem condições de trabalho. É a lógica da doutrina da Segurança Nacional, segundo a qual estamos lidando com inimigos. E o inimigo no campo de batalha você tem de aniquilar.

Como se chega a isso?
Eles disseram que antes da prisão eram tidos como exemplo de bons policiais. Linha de frente. “Eu era premiado como policial do mês. Ganhei medalha”, ouvi de um deles. E, de repente, estavam presos. Eles não entendiam.

O senhor está dizendo que eles recebiam incentivos para serem violentos?
Se não se falava abertamente “pode matar que eu seguro, eu acoberto”, havia o estímulo por vias indiretas, premiando o policial violento. Mas o governo não admite isso. Toda vez que acontece uma tragédia, e que isso é descoberto (hoje muito mais do que antes, porque todo mundo está gravando e filmando tudo), quando vaza e dá no “Fantástico”, por exemplo, a polícia diz que é uma “falha individual”.

E não é?
O problema é que temos muitas “falhas individuais”. Várias por dia. A partir do momento em que eu digo que é uma “falha individual”, estou admitindo que o sistema é perfeito. E isso gera um descrédito enorme na polícia. A sociedade diz: “Mais uma falha individual?” E a quem interessa o crescente descrédito da polícia? A gente perdeu o referencial histórico do que vem a ser autoridade.
Exercer a autoridade virou ser truculento, arbitrário, brutal. Isso é uma forma totalmente errada de traduzir o que significa a verdadeira autoridade. E o problema é que quando se sedimenta essa incompreensão da autoridade, entramos na fase do “todos contra todos”.

O que o senhor acha dos programas policiais vespertinos?
Longe de querer fazer censura à mídia, eles carecem de responsabilidade. Associam truculência e arbitrariedade com o exercício de autoridade. Eu queria que fôssemos capazes de ficar transparentes. E assim, transparentes, entrássemos nos quartéis. Em qual canal todas as televisões estão ligadas? Nos canais desses senhores. O efeito terapêutico dessas falas nos policiais militares é terrível. A ponto de a população temer a polícia e não respeitá-la.

Por que não se consegue resolver a crise da segurança pública? Bogotá, com problemas de guerrilha e narcotráfico parece ter solucionado o problema…
Porque falta vontade política. É um assunto que num primeiro momento não vai render muito voto, já que os resultados demoram um ou dois anos para aparecer. Agrava a situação o fato de mexer com lobbies poderosíssimos, como o lobby das empresas de segurança privada -quanto mais grave for a situação da segurança pública, mais eu faturo na segurança privada.

Muitas organizações sociais defendem a desmilitarização da PM. O que o senhor acha disso?
É um tema que provoca reações bem fortes. Os fatos comprovam que o modelo de segurança existente não funciona mais. Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que apenas três em cada cem inquéritos de crimes violentos resultam em condenação. De outro lado, a PM de São Paulo matou em cinco anos mais do que todas as forças policiais de segurança norte-americanas. Se eu tenho de um lado uma comprovada ineficiência e do outro lado uma comprovada brutalidade, eu tenho de mudar. Mas isso não pode ser feito pela mera subordinação da PM à Polícia Civil, como se esta fosse modelo de respeito aos direitos humanos.

O ministro Gilberto Carvalho disse que os “black blocs” têm de ser entendidos e ouvidos. Qual a sua opinião?
Eles têm de ser entendidos, sim. Não quer dizer que não devam ser reprimidos. Mas o que leva um grupo de pessoas a se reunir e praticar esse tipo de ato? Será que ao não prover os direitos sociais básicos previstos na Constituição o Estado também não auxiliou esses grupos a surgirem? Foi com esse tipo de diálogo que se avançou na Colômbia. E isso não é coisa de esquerda. Quem fez isso na Colômbia foi um governo de direita com forte apoio norte-americano. Eles viram que o modelo de repressão pura e simples não estava dando certo. Era morte para tudo quanto é lado. Quando se cansaram da mortandade, a solução começou a surgir.

Sabujo – A MESMA SOCIEDADE QUE CONDENA O POLICIAL LADRÃO É A QUE APLAUDE O FISCAL CORRUPTO! 21

Enviado em 04/11/2013 as 12:37 – Sabujo

A mesma sociedade que se deleita com a

execução do ladrão admira o carro do fiscal

corrupto

 

 

Postado em 03 nov 2013

porsche

Porsche apreendido em operação do MP

Algo que sempre me intrigou foi a exibição por funcionários públicos de um patrimônio incompatível com seu salário. Não só pelo patrimônio em si, mas pela desfaçatez de ostentá-lo, sem a mínima preocupação de que isso gerasse desconfiança.

Acontece em todos os níveis. É o secretário do município que assume o cargo com um carro popular e depois de poucos anos tem um de R$ 200 mil; é o delegado que coleciona veículos caros e que vai todo ano à Europa; é o fiscal que publica fotos de sua casa suntuosa nas redes sociais.

Um dos fiscais do município de São Paulo, preso no recente escândalo de corrupção envolvendo construtoras, tinha em sua garagem um Porsche amarelo, que está longe de ser um carro discreto e ainda mais longe de ter um valor compatível com sua renda. Essa não era uma questão que o preocupasse.

A despreocupação em esconder o patrimônio obtido pela corrupção revela, a meu ver, uma condescendência social com a corrupção, já que o funcionário não recebe nenhuma censura social, não passa nenhum constrangimento, apesar de ser gritante que seu padrão de vida é incompatível com seus vencimentos.

Na sociedade de consumo, o que vale é o reconhecimento que se tem com os bens que se ostenta. É como se isso invertesse a questão. Talvez a ostentação, mais que um sintoma de nossa tolerância, seja a causa da corrupção. Nossa sociedade de mercado leva as pessoas a procurarem a “distinção pelo consumo”, como diz o sociólogo Rogério Baptistini, e talvez seja a vontade de ter um carrão, uma casa suntuosa, um relógio caro, para distinguir-se da maioria, a causa da corrupção.

Como é possível que o patrimônio desses servidores aumente tanto em tão pouco tempo sem que eles tenham problemas com a Receita? O suposto esquema de corrupção das construtoras começou a ser investigado quando foram comparados os bens dos funcionários — a bagatela de R$ 80 milhões — com seus vencimentos. Isso indica uma obviedade: que o caminho da comparação do patrimônio do servidor com seu salário, com o uso da tecnologia, é um bom caminho para a investigação.

Por outro lado, parece evidente que nossa sociedade fica mais indignada com a espécie de crime cometido ordinariamente pela ralé do que o cometido pela elite. Claro que é mais fácil perceber a crueldade de um homicídio que a morte por falta de saneamento básico ou de um hospital público decente.

A realidade é que o direito penal é vocacionado para prender os autores dos crimes característicos da população pobre, ao passo que os delitos da elite são tratados de modo mais brando. Isso explica que os sarneys da política vivam reclamando leis mais severas e outros vivam aplaudindo as execuções feitas pela polícia. Claro, a lei penal e a polícia não são para eles.

A mesma sociedade que se deleita com a execução do latrocida é a que admira, senão inveja, o belo carro do fiscal corrupto.

Sobre o Autor

José Nabuco Filho é mestre em Direito Penal pela Unimep, professor de Direito Penal da Universidade São Judas Tadeu e quarto-zagueiro clássico. Seu email: j.nabucofilho@gmail.com

MAIS UM HÉROI – Sargento da PM morre metralhado por fuzil em Itupeva 32

 

Por  em 3 de novembro de 2013
A viatura da PM onde estavam os militares.

O sargento da Polícia Militar, Jorge de Melo Fernandes, 42 anos, que atuava no 4ª Pelotão de Polícia Militar de Itupeva, foi morto com 3 tiros de fuzil, disparados por marginais, na madrugada deste domingo, dia 3 de novembro.

Por volta das 3 horas, o policial estava a bordo da viatura I-11211, que era conduzida pelo soldado Allan. Os militares seguiam para o bairro do Guacuri, para atender a uma denúncia de veículos com pessoas suspeitas. Mas ao passarem pelo Jardim Brasil, em Itupeva, suspeitaram da presença de dois veículos, nas proximidades do caixa eletrônico de um mercado.

Os policiais consultaram as placas de um Renault Clio, porém, o cadastro apontava como ‘placa fria’, já que a numeração indicava um Monza vermelho, fato que levantou a suspeita dos militares. Já as placas da Montana estavam dobradas para cima, o que impediu sua anotação.

Os veículos passaram a ser acompanhados pela rodovia Mário Tonoli. Logo atrás, também no acompanhamento, estava uma segunda viatura, ocupada pelos soldados Muniz e J. Carlos, que prestavam apoio na ocorrência. O carro foi acompanhado por cerca de 4 quilômetros, pela rodovia Mário Tonoli (principal acesso à Indaiatuba) e, nas proximidades do bairro Santa Eliza passaram a empreender alta velocidade. A Montana estava à frente, seguida pelo Renault.

Segundo o motorista da viatura policial, em certo momento, os ocupantes da Montana deram um ‘cavalo de pau’ no veículo e, de posse de armas de grosso calibre dispararam vários tiros em direção da viatura.

“Foi tudo muito rápido. Eles deram um cavalo-de-pau e foram logo atirando contra a nossa viatura. Foram muitos tiros”, disse o policial militar que junto aos demais soldados chegaram a revidar aos disparos.

Três tiros atingiram o sargento, sendo dois no pescoço e um na cabeça. Por rádio, Allan pediu socorro ao colega, que havia sido baleado. Sem controle, a viatura subiu em um barranco e capotou na pista.

Policiais que ocupavam a viatura I-11207 também dispararam contra os criminosos. Um dos tiros perfurou o para-brisa. Os policiais acreditam que pelo menos um dos disparos tenham atingido um dos criminosos.

Logo após os disparos, o bando fugiu do local. Peritos do Instituto de Criminalística foram acionados para fazer a perícia na viatura e no local do homicídio.  Após ser necropsiado, o corpo do sargento Jorge será trasladado e sepultado na cidade de Barretos, onde morava com a mãe e um filho de 13 anos.

Policiais de cidades da região, como Indaiatuba e Jundiaí, também foram até o local dos fatos. Chocados com a cena, os militares demonstraram consternação com a morte do colega de farda. “Tenho mais de 10 danos de serviço militar e nunca imaginei que um dia iria ter minha farda manchada pelo sangue de um colega morto”, disse um dos soldados.

O delegado Titular de Itupeva, dr. Elias Ribeiro Evangelista Junior foi até o local e junto de sua equipe de policiais civis que já deram início às investigações. Segundo o delegado, já existem pistas que podem levar aos autores do crime.

O comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar do Interior, tenente-coronel Aloísio Alberto de Queiroz Júnior, esteve no local e lamentou o ocorrido. Ele disse que a Polícia Militar está solidária e vai prestar todo apoio à família da vítima. “O sargento Jorge era considerado um excelente militar, que honrava a farda, cumpria todas as suas obrigações”, disse.

Uma viatura do Corpo de Bombeiros de Itupeva foi utilizada para lavar a pista, que ficou marcada de óleo, destroços da viatura e sangue.

Colegas de farda tristes pelo ocorrido

“Ontem mesmo ele estava com a gente, muito feliz por ter comprado a motocicleta de seus sonhos e que estava muito feliz. Um homem íntegro e humilde, muito respeitado em Itupeva. Esse era o sargento Jorge, nosso grande amigo que infelizmente se foi”, disse o soldado Belasco, também do 4º Pelotão de Itupeva.
Nascido na cidade de Barretos, o sargento Jorge de Melo Fernandes está na Polícia Militar do Estado de São Paulo há quase duas décadas. Lotado no 4º Pelotão PM de Itupeva, atuava como sargento operacional. Em horário de folga, gostava de participar de atividades esportivas na cidade de Itupeva, principalmente futebol com amigos da PM e também da Guarda Municipal, no campo da chácara do Abobrinha, onde jogava todos os sábados.

FAL

O Fuzil Automático Leve, calibre 7,62, mais conhecido como FAL, é de dotação do Exército Brasileiro.  Com alcance de 3.500 metros, o FAL pode dar 700 tiros por minuto (caso a alimentação fosse contínua) e seu impacto tem capacidade de perfurar chapas de aço.

De excelente maneabilidade, é considerada uma arma soberba, só perdendo o título de melhor fuzil de assalto do mundo para os fuzis russos da série AK.

O FAL é superior aos famosos M-16A1 e A2 e AR-15, no que diz respeito a robustez. No Brasil, este fuzil é fabricado pela IMBEL (Indústria de Material Bélico) de Itajuba, recebendo a nomenclatura de Fz 7,62 M964. A Imbel fabrica também o Para-fal, uma adaptação com coronha rebativel mais curta, para uso de paraquedistas e policias, e tambem uma versão em calibre .22, para treinamento.

É uma arma muito utilizada por criminosos, dada sua alta mortalidade. No mercado negro, o FAL chega a ser vendido por até 30 mil reais.

Luiz Carlos Izzo e Anderson Breu

 

A rodovia Mário Tonoli permaneceu interditada por cerca de 2 horas, já que o local ficou preservado até que a perícia realizasse o exame de praxe.

PARTICIPAÇÃO DA FEIPOL SUDESTE NA REUNIÃO NO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES SOBRE O PLC 44/13(NU) 27

Pela primeira vez, o governo de São Paulo aceitou rever um projeto de lei da área de Segurança Publica, graças aos encaminhamentos do Líder do Governo, Deputado BARROS MUNHOZ ao governo de São Paulo, informando divergências entre o anúncio do Governo e o PLC 44/13 que foram levadas ao Deputado pelo presidente da FEIPOL SUDESTE Aparecido Lima de Carvalho (Kiko).

REUNIÃO NO PALÁCIO DOS BANDEIRANTES
A reunião aconteceu no Palácio dos Bandeirantes, na data de ontem 24/10/2013 e foi intermediada pelo Delegado Geral Dr. Mauricio de Souza Blazeck que de forma bastante competente e objetiva, se colocou como interlocutor das entidades de Classe quando necessário.
O secretario de Governo Dr. Julio Francisco Semeghini e sua equipe técnica, Dra. Cibele e o Secretario adjunto da casa civil, Dr. Mendes Junior sustentaram que os valores concedidos para o N.U. no PLC 44/13 foram calculados em cima do salário do executivo público que é de 3.389,00 (três mil trezentos e oitenta e nove reais), e não no salário base de Investigador e Escrivão de policia e ai chegaram aos valores que constam no projeto.
O Presidente da FEIPOL SUDESTE (Kiko) contrapôs este argumento dizendo que a lógica do governo na aplicação deste índice esta equivocada visto que não somos executivos e sim policiais civis e nosso risco de vida é permanente, portanto se for para comparar nosso nível universitário que seja comparado, com os das carreiras de nível universitária da pasta de segurança pública.
Também foi colocado na reunião, que o salário de nível universitário para o Detran é de 4.500,00 (quatro mil e quinhentos reais).
A FEIPOL SUDESTE e os Sindicatos Filiados sustentaram, que o governo não pode misturar á aplicação do índice de 7%, previsto no PLC 33/13 com o nível universitário, porque se assim o fizer, estará retirando a correção do índice inflacionário dos Investigadores e Escrivães de Policia.
Também foi amplamente esclarecido que amargarmos um salário menor que ao nível médio há mais de 20 anos, e portanto seria o correto primeiramente igualar o salário de nível superior ao nível médio, para depois aplicar os índices do nível universitário que seriam na ordem de 8,5 a 18 % em 2013 e de 15 a 25,7 % em 2014 sobre o salário base de Investigador e Escrivão de Policia, independente dos 7% previsto do PLC 33/13.
Finalizando o Secretario Dr. Julio Semeghini, comprometeu- se com as entidades de classe de trazer o projeto de volta para a Secretaria de Planejamento, para ser reavaliado e convocar nova reunião em uma semana ou até dez dias.
POSICIONAMENTO DA FEIPOL SUDESTE
Entendemos que a reunião foi altamente positiva, tanto no ponto de vista de esclarecimentos entre governo e entidades de classe, bem como no posicionamento do governo em trazer de volta o PLC 44/13 para ser reavaliado, já sabendo o posicionamento das entidades de classe. Também foi bastante positiva a presença e a intermediação do Delegado Geral de Policia Dr. Mauricio de Souza Blazeck que de forma competente e objetiva transmitiu ao secretario e sua equipe técnica, de forma institucional as expectativas das entidades de classe no que diz respeito ao N.U para as carreiras de Investigador e Escrivão de Policia

Brasil é o maior consumidor de crack do mundo 6

04/11/2013 06:30

Tráfico gringo e PCC disputam cracolândia

Brasil tem o maior consumo de crack do mundo e a oferta da droga nas ruas de São Paulo aumentou

DIÁRIO DE S.PAULO

Bruno Poletti/Diário SPPoliciais durante abordagem a usuários de crack na Rua Dino Bueno
Policiais durante abordagem a usuários de crack na Rua Dino Bueno
O diretor do Denarc ( Departamento Estadual de Investigações sobre o Narcotráfico), Marco Antonio de Paula Santos, afirmou que o volume de crack nas ruas de São Paulo aumentou e a classificação do brasileiro como o maior consumidor da droga em todo o mundo faz com que a cracolândia atraia traficantes estrangeiros e o PCC, facção paulista.
Em pouco menos de um mês de trabalho na região da Luz, em locais específicos conhecidos como cracolândia, policiais do departamento prenderam mais de 80 traficantes. “E do dia pra noite surge outro. A cracolândia hoje atrai interesse de traficantes internacionais e do PCC”, garantiu.
Entre os presos pelo Denarc na operação havia uma boliviana que trouxe pedra de 3 quilos de crack diretamente da Bolívia, pronta para o consumo. “Até então, sabíamos que pequenos laboratórios da periferia de São Paulo fabricavam a droga. Os traficantes estão pulando uma etapa e trazendo o material pronto pra consumo”, explicou.
Segundo a polícia, hoje, o Brasil é o maior consumidor de crack do mundo e o segundo em consumo de cocaína. “O crime organizado vem se estruturando há 20 anos.
Enquanto enxergarmos o tráfico apenas como crime, estaremos atrás deles. Quando entendermos que o tráfico de entorpecentes é um negócio, e extremamente lucrativo, aí podemos tentar algumas investidas grandes. Mas, o importante, é quebrar o sistema de lucro do crime organizado. É preciso que o judiciário compreenda a importância de se bloquear bens, e, comprovada origem ilícita, disponibilizá-los para venda e valor revertido para tratamentos de viciados.”

Polícia Militar falsificou pedido de exoneração de bombeiro preso ilegalmente e torturado sob falsa acusação de furto 12

PROCESSO SEM FIM

Ex-bombeiro recorre ao Senado contra conselheiro do CNMP

Por Marcos de Vasconcellos

A briga de um ex-bombeiro por sua aposentadoria se transformou em uma bola de neve no Judiciário Brasileiro, que vem rolando há 24 anos e já passou por todas as instâncias até chegar ao Supremo Tribunal Federal e, agora, ao Senado, na forma de uma representação criminal contra um conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público. O caso, de perfil holywoodiano, envolve roubo, prisões injustificadas, falsificação de documentos e queima de arquivo e uma sucessão de ações, todas com decisões desfavoráveis ao ex-bombeiro.

O ex-bombeiro tem usado de todos os meios processuais possíveis para resolver seu caso e já foi até apelidado de “zica” por funcionários da Justiça Militar, depois de ter representado contra juízes do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo que decidiram por arquivar seu caso. O burburinho é tamanho que, atualmente, seus passos são seguidos de perto: foi uma ligação anônima de um homem que se identificou apenas como policial e disse ter tido acesso grampos do telefone ex-bombeiro que alertou à revista Consultor Jurídico sobre o caso. Segundo o interlocutor anônimo, o homem que ele ouviu nas escutas telefônicas “está indo longe demais” e “envolvendo muita gente importante no processo”.

Com 62 anos, Maurício Vicente Silvério passa os dias folheando seus processos, um Código de Processo Civil comentado por Tehotonio Negrão e centenas de documentos — que enchem uma estante em sua oficina, na garagem de casa — e navegando na internet em busca de uma solução para seu problema.

Em 1989, ele foi exonerado da Polícia Militar “a pedido”. Perícias, porém, apontam que o documento no qual a corporação determina seu afastamento foi falsificado, para que parecesse que fora feito por iniciativa dele. É isso que ele quer que seja apurado pelo Ministério Público, mas o órgão já decidiu pelo arquivamento do caso por falta de provas de autoria. Sua luta na Justiça então começou a ser travada, para que o caso seja reinvestigado, e o promotor que decidiu pelo arquivamento, punido.

Exoneração “a pedido”
A história começou quando Silvério estava na corporação mas viu a rede de lanchonetes de sua mulher prosperar e precisar, cada vez mais, de seu apoio. Como ser bombeiro dava menos dinheiro do que o negócio privado, entrou com um pedido de exoneração. O responsável pela área, porém, aconselhou-o a cancelar o pedido e tirar três meses de férias e folgas acumuladas aos quais tinha direito.

Assim o fez e, ao fim do primeiro mês afastado, o bombeiro foi ao quartel para bater o ponto e poder tirar as férias seguintes. Surpresa: foi preso. A acusação foi que ele haveria furtado objetos de uma casa vizinha ao terreno no qual estava construindo sua casa de praia.

O furto havia acontecido mais de vinte dias antes da prisão de Silvério. Nos cinco dias em que ficou preso no quartel levou banhos involuntários de água fria, e lembra até hoje com vivacidade dos gritos que ouvia das outras celas — ele acredita que eram apenas para assustá-lo e fazê-lo confessar o crime.

Foi solto e exonerado da corporação “a pedido”, como se sua petição para ser exonerado, feita meses antes, não tivesse sido cancelada. Estranhou o fato, mas tinha algo mais importante para se preocupar: o processo criminal sobre o furto na casa do vizinho da casa de praia. A defesa consumiu suas preocupações, mas conseguiu ser absolvido.

Ao fim do processo criminal, encontrou o amigo e antigo responsável pela parte de documentação do Corpo de Bombeiros que lhe perguntou como ele havia sido exonerado, já que o pedido que ele fizera inicialmente havia sido cancelado para que ele usufruísse as folgas. Para ser exonerado depois de ter sido acusado do furto da casa, alertou o amigo, ele teria que ter passado por uma Junta Disciplinar. Coisa que não aconteceu, segundo Silvério.

Foi aí que o ex-bombeiro passou a investigar a própria saída da Polícia Militar. Encontrou nos arquivos da corporação o documento com o pedido de exoneração. Mas com data diferente da que ele havia apresentado no pedido inicial. Notou também que o papel utilizado não foi o almaço (com duas folhas) normalmente usado na corporação naquela época, mas uma folha única, utilizada frente e verso.

Corta e cola
Começou, então, a via-crucis judicial, onde ele busca sua reintegração à corporação, para que o período em que esteve exonerado com base em um documento que ele não reconhece se incorpore à sua aposentadoria.

Silvério deu início a uma incessante caçada por provas. Foi atrás dos registros do processo de exoneração e encontrou um livro de registros cheio de erros, como datas se repetindo, numeração pulando sem nenhum motivo e numerações que não condiziam com os protocolos de outros documentos.

Foi à corregedoria da PM informar o problema. Para ele, o que aconteceu foi uma queima de arquivo, literalmente. Os responsáveis por sua exoneração teriam destruído os próprios registros que comprovariam a duplicidade de documentos e falsificado um novo livro — cheio de erros — para que não fosse possível ver que dois processos de exoneração de Silvério haviam sido feitos, o segundo sem seu consentimento.

“Para legalizar o ato administrativo, falsificaram o livro de registro público ao prejuízo de 4.863 documentos. Sendo descobertos erros de duplicidade nos registros do livro, destruíram milhares de documentos e processos dos arquivos da instituição, impedindo provas contra o livro falso”, acusa o ex-bombeiro.

O laudo pericial produzido pela Procuradoria da Justiça Militar do estado de São Paulo aponta que o requerimento em questão “sofreu corte manual da extremidade superior e da lateral esquerda, e apresenta as margens superior e laterais produzidas manualmente à tinta de cor preta”. A perícia também aponta que um ponto final foi transformado em vírgula em uma segunda assentada na máquina de escrever, e novos dados foram acrescentados ao documento.

As marcas de corte no papel apontam, segundo perícia da Procuradoria da Justiça, que o pedido inicial e a assinatura de Silvério foram usados para a abertura de um novo processo de exoneração. A explicação para isso, diz o ex-bombeiro, é que ao notarem a falsidade das acusações de furto, que o levaram à prisão, acharam melhor exonerá-lo de uma vez, para evitar problemas dentro da corporação.

Apesar de o documento apontado como falso trazer as iniciais de quem o elaborou — “rtc/obp/rtm” —, o inquérito foi arquivado pela PM, por prescrição da ação penal e “falta de provas suficientes de autoria”, acusa Silvério. O promotor de Justiça responsável pelo caso manifestou-se pelo arquivamento, sustentando também que não haveria provas suficientes de autoria.

Para Silvério, houve obstrução da matéria criminal, não tendo o Ministério Público avaliado corretamente o laudo pericial e desconhecido a existência de materialidade e autoria da falsificação do documento.

Recursos no CNMP
Silvério foi então ao Conselho Nacional do Ministério Público com uma reclamação contra o promotor de Justiça, que foi arquivada por despacho do corregedor nacional. Houve recurso e teve início uma Reclamação Disciplinar, na qual foi intimado o Procurador-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, para contrarrazões.

Para o CNMP, após a manifestação do Ministério Público paulista, não restou caracterizado que o promotor “teria atuado de forma negligente em sua atuação profissional”. Assim, negou-se provimento ao pedido do ex-bombeiro. Ele, porém, entrou com Embargos de Declaração afirmando que o órgão não apresentou provas de que os fatos da denúncia foram devidamente apurados. Em fevereiro de 2010, porém, o conselho negou admissibilidade aos embargos.

Silvério foi mais longe e entrou com o pedido de Revisão, que, em julho de 2010, foi distribuído ao conselheiro Bruno Dantas, com quem ficou até o término de seu mandato. Foi, então, redistribuído para a conselheira Maria Ester Henrique Tavares, que devolveu o expediente para nova redistribuição, quando chegou à mesa do conselheiro Luiz Moreira Gomes Júnior. O Pedido de Revisão foi julgado, então, em março de 2012, tendo sua admissibilidade negada.

Foi aí que o caso do ex-bombeiro chegou às mãos do conselheiro Mario Bonsaglia (foto) — a quem Silvério hoje processa no Senado Federal —, em uma Reclamação para Preservação da Competência e da Autoridade das Decisões do Conselho. Documentos desentranhados do processo foram distribuídos como Pedido de Providência a Bonsaglia. O conselheiro determinou arquivamento da matéria, afirmando que o pedido era para rediscutir matéria já julgada e com decisão transitada em julgado no CNMP.

A decisão foi questionada com novo Recurso Interno, que foi recebido em junho de 2012, entrou na pauta em setembro do mesmo ano e foi julgado só em agosto de 2013, quando teve seu provimento negado. O ex-bombeiro afirma que o caso foi “retirado de pauta mais de 20 vezes”, mas o conselheiro Bonsaglia aponta que o caso simplesmente entrou em pauta e foi adiado automaticamente por estar no fim da fila, sendo julgado quando o estoque de casos à sua frente havia se esgotado.

Denúncia ao Senado
Agora, no Processo Constitucional de Responsabilidade Criminal no Senado, Silvério acusa Bonsaglia de ser omisso na apuração das acusações do crime de fraude documental, uma vez que, segundo o ex-bombeiro, o CNMP foi criado para exercer o controle do cumprimento dos deveres funcionais dos membros do Ministério Público. Ao pedir o arquivamento do processo em que Silvério pedia a apuração do crime que acusa, Bonsaglia estaria “protegendo a ilegalidade processual em benefício da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo ao afirmar que apurou devidamente os fatos”.

O ex-bombeiro alega que a Emenda Constitucional 45 estabeleceu a competência do Senado para processar e julgar os conselheiros do CNMP por crimes de responsabilidade. Ele acusa Bonsaglia de não cumprir sua função de apreciar a legalidade dos atos do Ministério Público, “podendo desconstituí-los, revê-los, ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei”, como afirma o artigo 130-A da Constituição.

O conselheiro do CNMP Mario Bonsaglia reconhece a competência constitucional do Senado para julgar membros do CNMP, bem como do Conselho Nacional de Justiça, mas afirma que o processo movido contra ele é despropositado, calunioso e sem fundamento. “Ele está descontente com o promotor do caso dele e entrou com reclamações no CNMP, todas foram arquivadas por unanimidade. Agora se virou contra mim”, reclama Bonsaglia.

As ações são movidas, segundo Bonsaglia, por um inconformismo que impede o ex-bombeiro de reconhecer seu insucesso ao reclamar do promotor. Silvério pede em todas as ações que sejam apresentadas as provas de que o Ministério Público apurou seu caso, mas Bonsaglia rebate que não cabe ao CNMP julgar a decisão tomada pelo promotor de um caso, mas puni-lo por demorar a agir ou por manter-se inerte. “Assim como o CNJ não pode abrir processo disciplinar por um juiz por discordar com o julgamento dele sobre a matéria, o CNMP não pode analisar o mérito das decisões de promotores”, afirma.

O conselheiro do CNMP diz que a atitude do ex-bombeiro de processá-lo é temerária e que estuda analisar a conduta dele e eventualmente formular uma representação criminal em face do ataque que está sofrendo. Ele explica que outros conselheiros também votaram pelo arquivamento do caso, em outras ações movidas por Silvério. “É uma obsessão”, diz Bonsaglia.

*Texto alterado às 17h56 do dia 1º de novembro de 2013 para correção

Finalmente um oficial da Polícia Militar culto e falando verdades 23

03/11/2013 – 20h00

Tenente-coronel da reserva critica formação em direitos humanos da PM

DE SÃO PAULO

O “TV Folha” conversou com o tenente-coronel da reserva Adilson Paes de Souza, autor do livro “O Guardião da Cidade: Reflexões Sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares” (selo Escrituras).

O livro é resultado de sua dissertação de mestrado e analisa o desenvolvimento da educação em direitos humanos no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Veja vídeo

oficialpm

Os advogados Yuri Ramos Cruz e Marcelo Cruz obtiveram no STF “habeas corpus” em favor de acusado de traficar LSD e ecstasy em Santos 28

Domingo, 03 de Novembro de 2013 – 08h15

Habeas corpus

STF revoga prisão de acusado de traficar LSD e ecstasy em Santos

Eduardo Velozo Fuccia

A gravidade do crime, bem como a existência de fortes indícios de materialidade e de autoria, por si só, não afastam a necessidade de se fundamentar a prisão preventiva. Com base nesse entendimento, o ministro Dias Toffoli, da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeuhabeas corpus a um acusado de tráfico de drogas sintéticas, em Santos, e ratificou a decisão do juiz que lhe concedera liberdade provisória.

“O ato constritivo não indicou elementos concretos e individualizados, aptos a demonstrar a necessidade da manutenção da custódia cautelar do ora paciente (réu em nome de quem foi impetrado o habeas corpus). (…) Destaco que as considerações a respeito da gravidade em abstrata do delito não dão azo (motivo) à manutenção da segregação nem lhe servem de justificativa”, destacou o ministro Toffoli.

Guilherme Villani, de 21 anos, foi preso por policiais do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), em 15 de agosto do ano passado, após supostamente receber de um desconhecido de moto cerca de 2 mil micropontos de LSD, vários comprimidos de ecstasy e tubos de lança-perfume. O flagrante ocorreu na esquina das avenidas Francisco Manoel e Dr. Cláudio Luiz da Costa, no Jabaquara.

Esses tipos de drogas costumam ser consumidos em baladas e a apreensão foi a maior de LSD realizada em 2012 pelo Denarc no Estado.

O jovem foi denunciado pelo Ministério Público e teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva. Porém, em 3 de setembro de 2012, o juiz Valdir Ricardo Lima Pompeo Marinho, da 2ª Vara Criminal de Santos, revogou a custódia cautelar do jovem.

Em sua decisão, o magistrado acolheu requerimento dos advogados Yuri Ramos Cruz e Marcelo Cruz, segundo os quais o acusado faz jus a responder ao processo solto por ser primário, possuir residência fixa na mesma comarca da ação penal e exercer atividade lícita. Eles ainda sustentaram que estão ausentes os pressupostos da prisão preventiva e inexistem impedimentos legais para a concessão do benefício.

A Lei de Drogas (nº 11.343/ 2006), em seu artigo 44, proíbe expressamente a liberdade provisória para o crime de tráfico. Porém, o STF reconheceu a inconstitucionalidade dessa regra no julgamento de outro habeas corpus, cujo relator foi o ministro Gilmar Mendes.

Além disso, foi revogada idêntica vedação da Lei 8.072/1990. Esta legislação se refere aos crimes hediondos e a eles equiparados, como o tráfico de drogas.

Promotoria

Inconformado com a decisão do juiz, o promotor Euver Rolim impetrou recurso. A 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acolheu a pretensão do representante do Ministério Público para revogar a liberdade provisória de Guilherme e decretar novamente a sua preventiva. A gravidade da conduta atribuída ao jovem fundamentou a decisão.

“Necessária a manutenção do acusado sob custódia estatal para proteção da incolumidade social e saúde pública, eis que tais fatores configuram fortes indícios de comercialização de enorme quantidade de entorpecentes”, frisou o acórdão.

Ainda conforme a decisão do TJ-SP, as drogas apreendidas são consumidas em festas raves e o réu “poderia atingir um sem-número de jovens, o que deve ser de pronto coibido”.

Os advogados, então, impetraram habeas corpus (HC) no STJ, mas o ministro Jorge Mussi o indeferiu liminarmente, por considerar que a defesa deveria ter interposto recurso especial.

Outro HC foi impetrado, desta vez ao STF, e o ministro Toffoli revogou a prisão por vislumbrar “constrangimento ilegal flagrante, perfeitamente sanável pela via do habeas corpus”.

Um pacto pela reforma da segurança pública 36

FOLHA DE S. PAULO – OPINIÃO

03 Nov 2013

Renato Sérgio de Lima e Claudio Beato*

Ganhos como a reversão do medo provocada pelas UPPs tendem a perder força, pois não são capazes, sozinhos, de modificar culturas anacrônicas

Segurança pública ainda é um tema tabu no Brasil. Avançamos na construção de discursos baseados em princípios de direitos humanos e de cidadania, mas ainda convivemos com um modelo em que a ausência de reformas estruturais obstrui –em termos práticos e políticos– a garantia da segurança pública verdadeiramente para todos.

Os dados publicados na edição 2013 do Anuário Brasileiro de Segurança Pública reforçam a sensação de que vivemos em uma sociedade fraturada e com medo; aflita diante da possibilidade cotidiana de ser vítima e refém do crime e da violência.

Não bastasse isso, nosso sistema de Justiça e segurança é ineficiente, paga mal aos policiais e convive com padrões operacionais inaceitáveis de letalidade e vitimização policial, com baixa taxa de esclarecimento de delitos. Sem falar nas precárias condições de encarceramento.

Não conseguimos oferecer serviços de qualidade, reduzir a insegurança e aumentar a confiança nas instituições, nem conseguimos mediar conflitos e conter atos violentos.

No plano da gestão, paradoxalmente, várias iniciativas têm sido tentadas: sistemas de informação, integração das polícias estaduais, modernização tecnológica, mudança no currículo de ensino policial.

Porém, são mudanças incompletas. Ganhos como a reversão do medo provocada pela implantação das UPPs, no Rio, tendem a perder força na medida em que não são capazes, sozinhos, de modificar culturas organizacionais anacrônicas.

As instituições policiais não experimentaram reformas significativas nas suas estruturas. O Congresso, há 25 anos, tem dificuldades para fazer avançar uma agenda de reformas imposta pela Constituição de 1988, que até hoje possui artigos sem regulação, abrindo margem para enormes zonas de insegurança jurídica.

Para a segurança pública, o efeito dessa postura pode ser constatado na não regulamentação do artigo 23, que trata das atribuições concorrentes entre os entes, ou do parágrafo sétimo do artigo 144, que dispõe sobre as atribuições das instituições encarregadas em prover segurança e ordem pública.

Ou seja, há uma enorme dificuldade de se assumir segurança pública como um tema prioritário. Ao contrário do jogo de empurra que tem sido travado, com União, Estados e municípios brigando para saber quem paga a conta e/ou quem manda em quem, segurança pública exige superarmos antagonismos e corporativismos e pactuarmos um projeto de uma nova polícia.

Isso significa que resultados de longo prazo só poderão ser obtidos mediante reformas estruturais que enfrentem temas sensíveis como a distribuição e a articulação de competências e a criação de mecanismos efetivos de cooperação, a reforma do modelo policial determinado pela Constituição e o estabelecimento de requisitos mínimos para as instituições no que diz respeito à formação dos profissionais, transparência e prestação de contas, uso da força e controle externo.

Tais iniciativas devem conduzir a discussão sobre o significado da necessária desmilitarização das estruturas policiais, com a adoção do ciclo completo de policiamento e a instituição de uma carreira única de polícia, que valorize o policial.

É necessário, também, consolidar o sistema de garantias processuais e oferecer adequadas condições de cumprimento de penas. Até porque não podemos deixar brechas para o crime organizado.

Estamos aqui propondo um pacto suprapartidário em defesa da democracia e da cidadania. Os autores deste artigo reconhecem que se encontram em diferentes posições do quadro político brasileiro. A nossa união objetiva reiterar que a reforma do modelo de segurança pública não pode ser mais adiada.

Se conseguirmos fazer isso, quem ganha são os policiais brasileiros e, sobretudo, ganha a sociedade.

RENATO SÉRGIO DE LIMA, 43, é membro do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

CLAUDIO BEATO, 56, é professor titular de sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais

*Também subscrevem este texto:

JOSÉ LUIZ RATTON, 46, é professor de sociologia e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco

LUIZ EDUARDO SOARES, 59, foi secretário nacional de Segurança Pública (governo Lula)

RODRIGO GHIRINGHELLI DE AZEVEDO, 45, é professor de ciências criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande Sul.

Brasil teve 50 mil homicídios em 2012… E São Paulo puxou o índice para cima 21

País teve 50 mil mortes em 2012, maior nº em 5 anos

03 Nov 2013

Estados do Norte e Nordeste lideram ranking de homicídios; crimes contra o patrimônio preocupam e encarceramento avança

Bruno Paes Manso do ESTADÃO.COM.BR

Se os números da economia formal brasileira mostram sinais de desaceleração, o submundo do crime permanece pujante. É o que mostram os dados da criminalidade enviados pelas Secretarias de Segurança das 27 unidades da federação para o Anuário Estatístico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No ano passado, os homicídios no Brasil cresceram 7,6% em relação a 2011.

Os dados completos do Anuário, encomendados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vão ser apresentados na terça-feira. O Estado obteve com exclusividade os números dos crimes e da situação do sistema carcerário.

O total de assassinatos é o maior da série histórica desde 2008. Houve 50.108 casos no Brasil em 2012, incluindo homicídios dolosos (47.136), assaltos seguidos de morte (1.810) e lesão corporal seguida de morte (1.162). O País registrou taxa de 25,8 homicídios por 100 mil habitantes. E São Paulo puxou o índice para cima .

Os Estados do Norte e Nordeste seguem liderando o ranking de homicídios no Brasil. Alagoas, com 61,8 casos por 100 mil habitantes, apesar de estar ±10 primeiro lugar no ranking, registrou redução de 14%. Pará subiu para a segunda colocação, com 44 por 100 mil, seguido por Ceará (42,5), Bahia (40,7) e Sergipe (40).

“O padrão de homicídios no Brasil é muito alto, assim como os outros crimes. Isso mostra como não conseguimos enfrentar o problema da criminalidade urbana. Mostra a necessidade urgente de reformas nas polícias, para melhorar as investigações e o policiamento ostensivo. E um assunto que precisa ser enfrentado com coragem ou o Brasil não vai conseguir reverter esse quadro”, afirma o sociólogo Renato Sérgio de Lima, do FBSP.

Patrimônio.

Os registros de crimes contra o patrimônio também são preocupantes. Os dados do anuário não permitem uma comparação com 2011. Mas, no ano passado, foram 566.793 casos de roubos, em que os ladrões levaram carros, atacaram bancos, cargas de caminhões, pedestres e casas. Em todo o território nacional, considerando só as ocorrências registradas nas delegacias, foram 1.574 casos de roubo por dia.

Mesmo no Norte e Nordeste há problemas de crimes contra o patrimônio. Amazonas desponta com 737 roubos de carros por 100 mil habitantes. Bahia fica em segundo lugar, com 435 por 100 mil.

A guerra contra os traficantes também revela a dimensão do comércio de entorpecentes. No ano passado, o Brasil registrou 122.921 ocorrências de tráfico, crescimento de 19% em relação ao ano anterior. Os estudiosos explicam que a apreensão de drogas mostra, sobretudo, a atuação policial no combate ao crime. A maioria dos casos foi registrada nos Estados de São Paulo (41.115) e Minas (24.272).

Encarceramento.

As lacunas no sistema de segurança nacional, no entanto, ficam evidentes ao se comparar a situação brasileira com a de outros países do mundo. Ao mesmo tempo em que encarcera demais, não parece conseguir diminuir as taxas de criminalidade. Segundo os dados do Anuário, o Brasil tem atualmente 515.482 presos, o que o coloca em quarto lugar no ranking daqueles com maior população prisional do mundo. Fica atrás apenas de Estados Unidos (2.239.751), China (1.640.000) e Rússia (681.600).

Por outro lado, o Brasil fica em 7.0 lugar entre os países mais violentos. As mais de 50 mil mortes por homicídios são duas vezes mais do que a média de baixas em um ano de guerra entre Rússia e Chechênia, por exemplo.

Dificuldades na Polícia Federal 21

ESTADÃO.COM.BR

03 Nov 2013

Fantasiados de bruxas e monstros, policiais federais realizaram na quinta-feira, em vários aeroportos do País, um protesto intitulado “Dia das Bruxas da PF”. A manifestação, segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais, tinha o objetivo de denunciar o “castigo” que o governo estaria impondo à Polícia Federal (PF) em razão de suas investigações anticorrupção. Pode haver aí algum exagero retórico, mas o fato é que a PF, no governo de Dilma Rousseff, está sofrendo acentuado corte de investimentos, e executa-se apenas uma fração de seu orçamento.

A contenção de recursos tem sido a norma, e os agentes da PF se queixam de que, em razão disso, o órgão está sucateado – com graves consequências para áreas sensíveis, como, por exemplo, o combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

Um levantamento feito pelo site Congresso em Foco constatou que os investimentos na PF caíram quatro vezes nos últimos dez anos. Em 2002, o último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, foram gastos R$ 81 milhões; no ano passado, Dilma destinou apenas R$ 20 milhões. O atual governo, aliás, é o responsável pela maior redução nesse período. O volume de recursos chegou a crescer na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, atingindo o pico de R$ 93 milhões em 2005.

Já o orçamento da PF, que saltou de R$ 1,5 bilhão para R$ 4,3 bilhões na última década, parou de crescer no governo Dilma. O orçamento de 2012 foi de R$ 5 bilhões, mas houve contingenciamento de R$ 700 milhões, segundo o estudo.

A direção da PF argumenta que o importante não é a execução do orçamento, mas o dinheiro empenhado. Por esse raciocínio, destinou-se à rubrica de investimentos na PF algo em torno de R$ 206 milhões. O problema é que foram executados apenas R$ 20 milhões. Entre o final do governo FHC e o início da administração Lula, até 5% do gasto total da PF era relacionado a investimentos. Com Dilma, o porcentual caiu a menos de 0,5% – o resto se destina a salários e a custeio.

Ainda que os recursos empenhados quase nunca coincidam com o dinheiro efetivamente gasto, o porcentual de investimentos na PF executados pelo atual governo é muito inferior à média dos últimos 10 anos, que chega a 33%.

Policiais federais disseram ao Congresso em Foco que, graças aos cortes constantes, são obrigados a apelar a diversos “jeitinhos”. Um deles é qualificar como “proteção de fronteira” operações que só remotamente envolvem algum país vizinho. O objetivo da manobra é aproveitar o fato de que o governo não contingencia recursos destinados à vigilância das fronteiras.

O corte atinge também o custeio e leva a situações constrangedoras. Os sindicatos dos agentes dizem que a PF não tem recursos para a manutenção de aeronaves que atuam no combate ao narcotráfico. Por isso, a polícia é obrigada a ceder seus aviões a outros órgãos, como o Ibama e a Polícia Rodoviária Federal, para livrar-se dos gastos. Quando precisa de alguma aeronave, a Pf tem de pedi-la emprestada – e tem de atrasar suas operações enquanto aguarda a resposta.

Outra reclamação dos policiais é a falta de pessoal, principalmente para apoio administrativo. Segundo a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, a escassez obriga a PF a tirar agentes de investigações e deslocá-los para a administração, enfraquecendo o trabalho de campo.

Delegados e agentes da PF se queixam de que essa situação tem afetado a qualidade de sua ação. Sindicalistas dizem que o setor de inteligência e a qualificação de profissionais estão comprometidos, enfraquecendo a PF no momento em que ela será especialmente exigida, por conta da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

O próprio governo admite que a época não é boa para relaxar a segurança, na qual a PF tem papel fundamental. A esse propósito, convém lembrar o que disse ao Congresso, há pouco mais de um ano, o diretor de contraterrorismo da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Alberto Sallaberry. Para ele, o Brasil encontra-se em situação de “vulnerabilidade sem precedentes”.

Acobertamento de crimes pela Polícia Militar leva Força Nacional a assumir IPMs 39

Em GO, Força Nacional assume inquéritos

03 Nov 2013

CRIMES ANTIGOS

Grupo de agentes tenta elucidar casos ocorridos entre 2001 e 2008, que, na maioria das vezes, envolvem PMs

ANDRÉ DE SOUZA

Enviado especial de O GLOBO

GOÂNIA – Marcelo Júnior Pereira tinha 19 anos quando foi morto, em 20 de julho de 2004, por policiais militares na periferia de Goiânia. Até duas semanas atrás, havia apenas a versão da PM de que o jovem teria disparado contra os policiais quando abordado. Somente nos últimos dias, mais de nove anos depois do assassinato, as testemunhas começaram a ser ouvidas e puderam dar uma nova versão: Marcelo estava desarmado e foi executado. O caso de Marcelo não é isolado em Goiás.

A aposentada Vilma Ribeiro de Araújo, de 56 anos, perdeu dois sobrinhos — os irmãos Divino Femandes Júnior e Ricardo Fernandes — em outubro do ano passado, em Caçu, no sul do estado. A polícia alegou que houve troca de tiros, mas a família nega e diz que houve uma execução. Dois amigos deles também foram mortos pela polícia na ocasião. A violência policial em Goiás raramente resulta em investigação e punição.

Em 1996, a legislação federal foi alterada para determinar que os crimes praticados por militar contra a vida de um civil devem ser julgados na Justiça comum. Isso significa que a investigação cabe à Policia Civil. Mas em Goiás, até 2005, a PM continuava responsável por apurar estes casos.

Em geral, a corporação deixava de ouvir testemunhas e não fazia perícias importantes para apurar os fatos. — Eles próprios (PMs) vinham fazendo as investigações, encaminhando-as para a Justiça Militar, e conduzindo-as conforme lhes convinham — afirmou o atual titular da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Alexandre Lourenço, responsável pelo parecer que levou a Secretaria de Segurança Pública de Goiás a transferir essas investigações da PM para a Polícia Civil. O assassinato de Marcelo foi um dos casos apurados inicialmente pela PM.

A morte dele está sendo investigada de fato apenas agora e faz parte dos cerca de 130 inquéritos sob responsabilidade de uma equipe de 34 policiais civis da Força Nacional. Eles foram enviados a Goiás para elucidar crimes antigos e trabalham sob a coordenação de Alexandre Lourenço. Com os novos testemunhos, o quadro ficou bem diferente do registrado pela PM.

Com ciúmes de uma mulher, Marcelo agrediu outro rapaz com um bastão de ferro. A polícia foi acionada e viaturas da Ronda Ostensiva Tático Metropolitana ( Rotam) o encontraram em um terreno próximo da sua casa. Ele foi levado para uma mata, onde teria sido executado. Marcelo era pobre, já tinha passagem pela polícia e morava na periferia de Goiânia. Na casa onde vivia, ainda mora a avó, que já está muito enferma. Segundo uma amiga da família, a “Rotam não vem para prender, a Rotam vem para matar”.

Em Goiás, há quase 3 mil inquéritos considerados sensíveis, em que é difícil produzir provas. Os cerca de 130 que já foram ou ainda serão enviados à Força Nacional fazem parte deste universo e tratam de crimes ocorridos entre 2001 e 2008. Boa parte desses casos envolvem agentes públicos, na maioria das vezes, PMs.

O foco da ação da Força Nacional não são os policiais militares, mas o resultado das investigações tem chegado a eles. Das 11 pessoas que tiveram algum tipo de pedido de prisão aceito depois da chegada da Força, nove são PMs. No caso das mortes ocorridas em Caçu, os dois sobrinhos de Vilma, de acordo com ela, traziam contrabando do Paraguai. Mas, diferentemente do que alegou a PM, não mexiam com drogas. — Eles não traziam drogas. Só traziam brinquedos, bermuda, roupa — diz a tia.

SINTELPOL REFORÇA A LUTA PELA VALORIZAÇÃO DA CARREIRA 242

Dando continuidade à campanha pela manutenção e valorização da
carreira de Agente de Telecomunicações Policial, a presidente do
SINTELPOL, Gildete Amaral dos Santos, esteve na parte da manhã
deste dia 31 de outubro, no gabinete do Secretário do Meio Ambiente,
Bruno Covas (PSDB) em companhia dos diretores Rosely Dionízio
Guido e Wilson Quiles Jr., o qual veio diretamente da cidade de Tupã,
interior paulista, para prestigiar o trabalho da presidente. Para o
secretário, a presidente do SINTELPOL entregou um ofício solicitando
sua interferência junto aos seus pares, na Assembleia Legislativa, no
sentido de que o Projeto de Lei Complementar nº 47/2013, de autoria
do deputado Carlão Pignatari/PSDB, seja colocado em votação, em
regime de urgência, e aprovado integralmente, sem emendas. O pedido
se deveu ao fato de o secretário estar comprometido com a categoria
desde o ano de 2010, quando, ainda como deputado estadual,
apresentou a Indicação 1229/2010, propondo a exigência do nível
universitário para o concurso de ingresso na carreira.
No início da noite, os representantes do SINTELPOL, desta feita na
companhia de diretoras da Associação dos Papiloscopistas Policiais
do Estado de São Paulo, estiveram reunidos com o Delegado Geral,
Luiz Mauricio Souza Blazeck, o qual por mais de uma hora discorreu
sobre a urgente necessidade de se efetuar uma criteriosa reestruturação
das carreiras policiais civis do Estado, afirmando que irá se reunir com
representantes de entidades de cada carreira para angariar subsídios
que o ajudará a formatar uma coerente proposta de reestruturação que
vise, sobretudo, o alinhamento de todas as carreiras, com definição
clara das atribuições de cada uma, sem, no entanto, sequer se cogitar
na extinção de qualquer carreira, segundo ele: “ O fundamental é focar
num projeto de reestruturação que trate da elevação do valor referencial
das carreiras e salários, com o realinhamento das diferenças entre as
classes. Vamos subir o nível da cada uma, sem falar em qualquer tipo
de extinção”, afirmou o DGP, ressaltando que pretende finalizar a
proposta a ser apresentada ao governador Geraldo Alckmin até o
próximo dia 15 de dezembro, com vistas aos necessários estudos e
tramitação do projeto, para votação prevista até o mês de maio de 2014.

CHUPA COROMÉ – O Ministério Público de São José dos Campos denuncia coronel que mandou baixar a porrada nos moradores de Pinheiro…( É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar ) 50

01/11/2013 – 00h33

Promotoria apresenta denúncia contra comandante da reintegração de posse do Pinheirinho

LUISA PESSOA
FOLHA DE SÃO PAULO

A Promotoria de Justiça de São José dos Campos apresentou nesta quinta-feira denúncia contra o coronel da Polícia Militar Manoel Messias Melo, que comandou a reintegração de posse da comunidade conhecida como Pinheirinho, na manhã do dia 22 de janeiro de 2012.

Para o promotor Laerte Levai, que assina a acusação judicial endereçada à 5ª Vara Criminal de São José dos Campos e baseada em laudos da Defensoria Pública, Melo incorreu em abuso de autoridade e expôs a vida ou a saúde de pessoas “a perigo direto e iminente”.

O documento obtido pela Folha retoma, em ordem cronológica, os acontecimentos que levaram à reintegração de posse do bairro, que abrigava cerca de 1.700 famílias.

Para a Promotoria, a ação da polícia –que mobilizou “dois mil homens armados com metralhadoras, cassetetes, elastômero, bombas de gás e equipamentos de spray pimenta”, além de “mais de duzentas viaturas, um carro blindado, dois helicópteros águia, quarenta cães e cem cavalos– foi feita de maneira truculenta, com o uso de bombas de gás e tiros de borracha, e nem mesmo resguardou crianças presentes no local, que presenciaram “seus próprios pais apanhando da polícia”.

Segundo o promotor, Melo se recusou a suspender o despejo dos moradores mesmo quando representantes da Justiça lhe apresentaram decisões liminares que suspendiam a execução da reintegração de posse. Parte desses representantes, segundo a denúncia, também foram recebidos com “bombas de gás e tiros de borracha disparados pelo pelotão de choque” e impedidos de ter acesso pessoal à base militar em que estava Mello durante a operação.

Para a Promotoria, “a ação militar de desocupação forçada do Pinheirinho provocou, desde o início até seu final, seguidas violações a direitos humanos”.

“A maneira como centenas de famílias (…) foram expulsas das moradias, acordadas de sobressalto ao final da madrugada, para abandonar seu humilde teto, seus bens móveis (ainda que modestos), seus animais de estimação, seus laços comunitários, suas memórias afetivas e sua identidade social, em pleno amanhecer de um domingo que se deveria consagrar à paz e ao descanso, revela com cores trágicas o quanto a ação do comando da Polícia Militar foi indevida, desastrosa e abusiva”, diz o documento.

manoel-messias-de-mello