“Tarcinismo: austeridade para o funcionalismo trabalhador , pernas abertas para as castas , para concessionárias e grileiros”…Tudo em acordo com a advocacia pública estadual 16

O governo Tarcísio de Freitas transformou a exceção em regra ao privilegiar soluções extrajudiciais generosas quando os beneficiados são grandes grupos econômicos.

Nas concessões de rodovias, a ARTESP reconheceu administrativamente mais de dois bilhões de reais em “reequilíbrios” pós‑pandemia, sem que as concessionárias precisassem bater às portas do Judiciário ou comprovar cabalmente suas perdas.

Ao mesmo tempo, o governo paulista aprovou o PL 410/2025 e outras normas que permitem a venda de até 720 mil hectares de terras devolutas – ocupadas irregularmente por grileiros há décadas – com descontos de até 90% sobre o valor de mercado, legalizando a preço de capim seco propriedades avaliadas em bilhões.

Escancarando  a  lógica perversa da direita torta: nega sistematicamente direitos líquidos e certos de contribuintes , de hipossuficientes e  de servidores públicos; especialmente os de segurança pública “sem-estrelas” , empurrando cidadãos e funcionários de baixo escalão para calvários judiciais, enquanto –  “graciosamente “ – abre a torneira do Erário e as pernas – para concessões bilionárias em favor de grandes grupos privados em plena temporada eleitoral.

Meu nariz defeituoso sente  fedor de corrupção administrativa !

Um peso , duas medidas…

A mensagem política é cristalina: para quem veste avental , colete ou farda sem estrelas , anos de espera, perícias, e mais perícias, apelações , agravos e embargos; para quem controla praças de pedágio, basta uma “canetada técnica” de um parecerista de prateleira torta da biblioteca para transformar alegações discutíveis de “desequilíbrio” em crédito gordo a ser pago com dinheiro público. 

A crueldade institucionalizada contra os policiais

Policiais estaduais convivem com uma rotina de judicialização para obter o óbvio: férias , licenças-prêmio , adicionais, promoções, pagamentos de diárias incorporação de gratificações e aposentadorias na respectiva classe no momento do cumprimento dos requisitos constitucionais .  

A Fazenda, amparada por pareceres de ocasião, recusa administrativamente direitos evidentes, força a propositura de ações, recorre de sentenças favoráveis aos autores , posterga precatórios e transfere integralmente para o servidor o custo emocional e financeiro da litigância. 

O recado institucional é devastador: o Estado que exige honestidade , disciplina, risco de vida e disponibilidade integral é o mesmo que se esconde atrás de filigranas para não cumprir a própria lei quando se trata de remunerar com justiça quem o sustenta nas ruas. 

Enquanto policiais são obrigados a percorrer anos de litigância para receber direitos cristalinos, fazendeiros condenados por desmatamento e grandes latifundiários obtêm títulos de propriedade praticamente de graça, numa reforma agrária às avessas que drena patrimônio público para quem menos precisa e menos contribui.

O “privilégio” das concessionárias  e das castas de grileiros de terras públicas

Quando o assunto são concessionárias de rodovias, a postura se inverte: aquilo que, para o policial, exige trânsito em julgado, para grandes empresas vira “direito adquirido” reconhecido sem burocracia, sem o contraditório real da sociedade. 

Em nome de um alegado “reequilíbrio econômico‑financeiro” supostamente causado pela pandemia, o governo se dispõe a reconhecer mais de dois bilhões de reais em favor de grupos que exploram pedágios caros, contratos recheados de garantias e retornos acima da média. 

Não há fila de precatórios, não há anos de espera nem ansiedade para saber se “o judiciário vai confirmar”; há notas técnicas benevolentes, reuniões fechadas, termos aditivos e a pressa típica de quem sabe que ano eleitoral é a janela perfeita para premiar aliados econômicos. 

E para grileiro de terra pública , quando não indeniza pelas benfeitorias , vende a terra a preço de lama.

A engenharia retórica dos advogados do governo 

Os mesmos advogados públicos e pareceristas que tratam pleitos de policiais como “tese controvertida” ou “impacto fiscal excessivo” são pródigos em criatividade para fabricar fundamentos a favor de concessionárias e outros grupos de poder e seus apadrinhados. 

Para o servidor sem dinheiro no banco e sem parentes importantes , invoca-se o a legalidade , o interesse público acima do particular , “rigor orçamentário”, a “necessidade de respeito ao teto de gastos”, a “impossibilidade de reconhecimento administrativo sem trânsito em julgado”, mesmo diante de direitos que saltam aos olhos da mais básica hermenêutica. 

Para as empresas, o discurso muda: a pandemia vira cláusula mágica para justificar “perdas” que nunca são cotejadas com a redução de custos e de investimentos; a “segurança jurídica” passa a ser escudo para blindar lucros; o “equilíbrio contratual” serve como passaporte para extrair bilhões do Tesouro. 

O Tarcinismo da oportunidade eleitoral 

O tempo  das compensações não é detalhe técnico: concentrar reconhecimento de créditos bilionários às vésperas de eleição revela prioridade política, não apenas “gestão de contratos”. 

Para não dizer coisa pior !

Enquanto policiais seguem atolados em ações individuais e coletivas, contando centavos para pagar advogados, peritos e custear recursos, o governo organiza um pacote robusto de benesses a conglomerados que há décadas drenam renda de usuários de rodovias. 

Em pleno debate sobre custo de vida, desigualdade e falta de investimento em serviços essenciais, o governo escolhe premiar setores que jamais experimentaram o desamparo que atinge as bases da sociedade.

É uma escolha imoral, antes de tudo. 

Captura do Estado e desprezo pelo cidadão paulista

Quando o governo é duro com contribuintes , com servidores  , com policiais e generoso com concessionárias, não se está diante de mera “opção técnica”, mas de um desenho de poder: o Estado capturado por interesses privados sofisticados, que dispõem de bancadas, lobbies e escritórios influentes, contra uma base de servidores fragmentada e vulnerável. 

A advocacia pública, em vez de atuar como defensora impessoal do interesse público, degrada-se em filtro seletivo: implacável com o pequeno, complacente com o grande; formalista com o servidor público da administração direta ,  mas empática e criativa com os grupos de poder , como as empresas que exploram as nossas estradas.

O resultado é devastador para a legitimidade das instituições: policiais aprendem que o direito escrito nada vale sem poder de lobby ou do repasse de propina  ; a população percebe que paga, em pedágio e impostos, pela combinação perfeita entre insensibilidade social e submissão a grupos econômicos. 

Esse contraste – cidadão e servidor  na fila do Fórum  para ter o básico, esbulhadores , empreiteiros e concessionárias no tapete vermelho para receber bilhões em ano eleitoral – é a síntese de um governo que usa a austeridade como chicote para a base e a “técnica” como disfarce para a transferência de riqueza ao topo.

Um Comentário

  1. Olha, eu não estou nem ai para pedágio ou dança das cadeiras que irá ocorrrer dentro em breve na instituição. Eu só quero saber de manter minhas prerrogativas de Investigador e ficar de boa. Quero que o Tarcisio e o Nico congelem essa idéia idiota de transformar todos em Investigadores. A investigação é só nossa e eu não irei tocar Inquérito. Isso é Coisa de Escrivão, não irei dirigir viatura, pois tem o Agente Policial pra isso e por fim. Não é pq o Brasil inteiro está fazendo que aqui em SP precisa ser feito. Somos adorados por muitos seccionais e diretores e é a nossa cartilha que precisa ser seguida

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    • A questão nem é essa. O problema é fazer trampo de duas ou mais carreiras e ganhar como uma.

      no minimo , deveria dobrar o salário do restopol. É so me pagar um salário de 15 mil líquido q eu faço um flagrante, viro chave na cadeia e mando email para outro dp tranquilo

      mas para aqueles que tem vergonha da propria carreira, vão se sentir super homem se identificando como investigador de polícia hehehe. É o sonho de muito enrustido q eu conheço

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  2. Cópia Sipesp

    Delegado estraga festa de confraternização :

    Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (SIPESP) manifesta repúdio às agressões físicas atribuídas a um delegado da Polícia Civil durante uma confraternização envolvendo policiais da Delegacia Central do município.

    De acordo com relatos de policiais civis que preferiram não se identificar, o episódio ocorreu durante uma festa realizada na cidade de Arujá, apesar de os servidores pertencerem à delegacia central do município. O encontro teria sido convocado pelo então delegado titular em Itaquaquecetuba.

    Segundo os relatos, o que deveria ser um momento de confraternização terminou em violência. Os policiais afirmam que o delegado teria ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e, em seguida, agredido dois colegas: um deles com socos no abdômen e outro com tapas no rosto. A situação gerou indignação generalizada entre os presentes, inclusive entre aqueles que não foram diretamente agredidos.

    Ainda conforme os policiais, diante da gravidade dos fatos, houve mobilização dos servidores para discutir a possibilidade de solicitar a chamada “recolha” — procedimento interno que expressa a recusa em continuar trabalhando sob a chefia do delegado envolvido, alegando quebra de confiança e ambiente de trabalho insustentável.

    Para o SIPESP, qualquer ato de violência, especialmente praticado por ocupantes de cargos de chefia, é absolutamente incompatível com a função pública e com os princípios que regem a Polícia Civil. O Sindicato destaca que relações hierárquicas devem ser pautadas pelo respeito, profissionalismo e responsabilidade, jamais pelo abuso de poder ou agressões físicas.

    O SIPESP defende a apuração rigorosa dos fatos, com garantia do contraditório e da ampla defesa, mas ressalta que episódios como este não podem ser tratados como algo trivial. Caso confirmadas as agressões, o sindicato entende que as medidas administrativas e disciplinares cabíveis devem ser adotadas com a máxima urgência.

    O Sindicato e sua diretoria reafirmam o compromisso com a defesa da dignidade, da integridade física e psicológica dos policiais civis, especialmente dos operacionais que atuam diariamente sob forte pressão, e permanecem atentos ao andamento do caso.

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  3. Investigador Ultrapassado!

    Investigações da DEA, CIA, FBI e POLÍCIAS do mundo Dirige, faz Custódia de Preso pra Interrogatório, Manda e Recebe emails e telefonemas para obter informações, e o senhor desfragmenta toda informação, por isso que muitas vezes o policial investigador é desinformado

    Cara ultrapassado vive no século XX, 1950, se não for o pior sistema de justiça investigativa é o pior.

    Ainda quer ganhar mais?

    Só pode reclamar de salário que faz… Tem moral pra cobrar e jogar na cara.!

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  4. O Tarcísio mau caráter que é só está seguindo, a risca, a cartinha do PSDBOSTA, nenhuma novidade!

    Para piorar ele, inclusive, está contando com ajuda de muitos delegados (as) da Polícia Servil, para PHODER os policiais civis!

    Neste ano teremos eleição, a escolha será entre um FDP e um Grande FDP, para sentar na cadeira de governador.

    No mais estou esperando o pizzaiolo, olha que o sonho de consumo de muitos polícias civis e ver um delegado na cadeira de secretário de segurança, fazer alguma coisa que preste, já que falar merda ele é ótimo!

    Pois bem, temos um “delegado” como secretário que phorra ele fez em favor da instituição, e melhor em prol das carreiras?

    Só não pode dizer que ele NÃO teve tempo, aí é de PHODER a inteligência alheia!

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  5. A Polícia Civil é o espelho dos policiais que a representam; como esse aí, ou seja, um lixo.

    obs: Deve ter entrado no último concurso.

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      • Desde nunca Burraldo. Já sentiu o golpe de novo! Né boquinha de leite. Essa portaria é feita para super policiais iguais ao senhor que é um vagabundo.

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  6. De Governador, Secretário, DGP e por ai vai eu não espero nada até porque eles só estão preocupados com seus próprios interesses e pouco se importam com a instituição e muito menos com seus integrantes. Nas próximas eleições vão tentar a reeleição ou algum cargo político de modo a não perder a condição de vida fácil . Enfim essa gente não vale nada!!!

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