Mulher é Presa por Levar Marido a “Tribunal do Crime” em Santos 1

Ação coordenada do DHPP e DIG de Santos resulta na prisão de mulher acusada de planejar e executar, com extrema crueldade, o assassinato do ex-marido após falsa acusação.

Prisão Preventiva Cumprida Após Investigação Minuciosa

Na manhã desta segunda-feira (7), equipes da Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Delegacia de Investigações Gerais – 1ª DIG – DEIC – DEINTER 6, de Santos, deram cumprimento a mandado de prisão preventiva contra M.A.B.O., de 46 anos.

Ela é apontada como mentora do assassinato do ex-marido, D.D.P.N., ocorrido em setembro de 2021, nas proximidades do mangue da Ilha de Caraguatá, no Jardim Casqueiro em Cubatão, local conhecido como palco de “tribunais do crime”.

O crime foi praticado dias depois de tê-lo acusado falsamente de estuprar a própria filha.

A vítima foi encontrada amarrada com cordas, apresentando sinais de espancamento e múltiplos ferimentos por disparos de arma de fogo.

Pelas apurações preliminares, o comerciante foi sequestrado à luz do dia, na área do 5º DP de Santos.

D.D.P.N. foi dominado por indivíduos armados e obrigado a entrar em um automóvel.

Em seguida, conforme conclusão da perícia, foi transportado por barco até o local da tortura e execução.

Segundo as investigações, dias antes, a acusada compareceu à delegacia e registrou um boletim de ocorrência relatando que o ex-marido teria abusado da filha do casal, então adolescente.

A denúncia, posteriormente comprovada como falsa, teria servido para desmoralizar a vítima e como “justificação” do homicídio.

Investigadores apuraram que, em seguida, a própria acusada fez exposição escandalosa da suposta violência sexual que estaria sendo praticada reiteradamente pelo pai.

Segundo propalado pela acusada, o crime teria sido praticado por pessoas desconhecidas, possivelmente por ‘revolta e descrédito na lei’.

Crime Premeditado e Execução Brutal

De acordo com o inquérito, a mulher articulou, em concurso de pessoas, o sequestro e o assassinato do ex-marido, que foi submetido a tortura e executado com múltiplos disparos de arma de fogo, nos moldes do chamado “tribunal do crime”.

O crime teria sido motivado por questões financeiras, incluindo empréstimos bancários feitos em nome da acusada e cobranças de dívidas familiares.

A investigação revelou indícios robustos de autoria e materialidade, fundamentando o pedido de prisão preventiva, expedido pela 3ª Vara Cumulativa de Cubatão.

O mandado foi cumprido sem resistência na residência da acusada, que foi encaminhada à cadeia pública feminina, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Reconhecimento à Polícia Civil

A atuação conjunta das equipes do DHPP e da DIG de Santos foi fundamental para o desfecho do caso, demonstrando dedicação, paciência, eficiência e comprometimento no combate a crimes de extrema gravidade.

O trabalho investigativo minucioso permitiu elucidar a trama criminosa, garantir a responsabilização dos envolvidos e reforçar a confiança da sociedade nas instituições de segurança pública.

Aspectos Legais

A indiciada responderá por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, meio cruel, tortura e participação em organização criminosa, conforme previsto no artigo 121, §2º, do Código Penal e artigo 2º, §2º, da Lei 12.850/2013.

A prisão foi determinada por Juiz da Comarca de Cubatão, acatando manifestação do Ministério Público em concordância com fatos e fundamentos narrados na representação do delegado de polícia do DHPP de Santos.

O caso revela uma complexa trama envolvendo falsas acusações, conflitos familiares e motivação financeira, resultando em homicídio qualificado com crueldade.

O uso da falsa denúncia como instrumento para viabilizar o crime demonstra premeditação e intenção de violentar a vítima – e sua família – em múltiplos aspectos: físico, moral e patrimonial.

Segundo o inquérito, também, chamou atenção o fato de a mulher prontamente providenciar a abertura de inventário passando a reivindicar bens e até pensão por parte da avó.

A análise dos documentos oficiais reforça a gravidade dos fatos e a necessidade de decretação e manutenção da prisão preventiva para assegurar a instrução criminal e a aplicação da lei penal, sendo sua necessidade reavaliada periodicamente pelo Judiciário, conforme determina a legislação vigente.

São Paulo Precisa de um Governador Paulista que Una a Coragem de Davi e a Sabedoria de Salomão…Basta aos dizimadores  ungidos pelos dizimistas 5

O mais recente assassinato de um trabalhador inocente praticado por um policial militar –   que vítima de tentativa de assalto foi buscar vingança pela afronta seguido pela farsa  de encobrir o  homicídio qualificado que acabou  registrado por um delegado, talvez defensor de indultos ,  sob a classificação de “culposo”, – escancara uma ferida aberta na sociedade paulista: a ausência de liderança comprometida com a justiça e a dignidade humana.

Pouco  importa o fato de o PM não estar fardado; da situação de vítima ele demonstrou o que é e faz em sua rotina:   alguém que atira pelas costas e em qualquer preto.   

Depois, na Delegacia,  mente deslavadamente e  tenta assassinar a honra da sua vítima.  

Um trabalhador , preto , pobre , periférico e com vocação a presbítero.

Enquanto isto os assaltantes devem estar agradecendo a Deus…

Sim, bandido  também acredita e reza!

O episódio não é um caso isolado – é sintoma de um governo militarizado e intoxicado pela ideologia da “lei da bala” –  que prefere a violência gratuita seguida de  omissão fraudulenta ;  a conivência à responsabilidade legal e política , o discurso mentiroso à ação efetiva.

Em vez  de síntese de  Abrão e Moises temos uma simbiose que deu origem  a outra espécie de líder : o  enganador!

Enquanto famílias choram seus mortos e a população clama por respostas, o governador de São Paulo se esconde atrás de palavras piedosas, mas não demonstra a coragem de Davi para enfrentar o mafioso corporativismo  policial, tampouco a sabedoria de Salomão para julgar com justiça.

O que São Paulo precisa é de um líder paulista – ou que aqui tenha domicílio , família e trabalho há décadas – que una moderação , bravura e discernimento, capaz de romper o ciclo de impunidade que transforma policiais em  assassinos de trabalhadores.   

E as  vítimas ( em geral ) –  verdadeiros “homens de Deus” – em estatísticas.

Davi: O Governador que Enfrenta os Gigantes da Impunidade

Davi, o jovem pastor que derrotou Golias, tornou-se símbolo de coragem diante do impossível.

Um governador à altura desse exemplo deveria:

  • Desmantelar o mafioso corporativismo policial que protege criminosos fardados ou não e impede a responsabilização efetiva.
  • Exigir a punição não só do executor, mas também de todos os envolvidos na fraude do flagrante, ou seja, uma infelicidade do “meganha” nervoso que se tivesse a sorte de matar os ladrões pelas costas ganharia elogios . Deu azar: atirou na cabeça – sem capacete –  do preto errado !
  • Enfrentar as milícias e grupos de extermínio dentro do Estado, mesmo que isso custe capital político. Lembrando que, dias atrás, o Dr. Fábio Pinheiro – o Caipira – afirmou que há diversos grupos de policiais militares que atual como matadores de aluguel.  

No entanto, o que se vê é um governo que trata a violência policial como “caso isolado diário ” ou “fora do serviço”  e permite que a máquina estatal distorça a justiça para proteger seus próprios agentes.

A ausência de enfrentamento ao corporativismo alimenta o ciclo de impunidade e desmoraliza as instituições.

E pior: comprando com grandes recursos  e privilégios a omissão do MP, Defensoria Pública , da PGE e , logicamente, a himenal  complacência do nosso abastado – e por vezes abestalhado – Poder Judiciário.

Salomão: O Governador que Julga com Justiça, sem Conivência

Salomão, reconhecido por sua sabedoria e senso de justiça, não hesitava em cortar pela raiz a mentira e a injustiça. Inspirado por esse exemplo, um governador sábio , além de ter repulsa pela violência gratuita ,  deveria:

  • Rejeitar e cobrar punição das fraudes e a reclassificação de homicídios dolosos como “culposos” para beneficiar policiais envolvidos em assassinatos. Vejam o vexame para as instituições diante das filmagens reveladas globalmente de mais esse covarde assassinato.
  • Garantir investigações independentes,  especialmente , sem interferência da cúpula da PM e do Secretário de Segurança.
  • Investir em formação , qualificação  e prevenção, priorizando políticas públicas que reduzam a violência sem recorrer à truculência e ao armamento desenfreado.

O atual governo, entretanto, age como os Romanos  e falsos profetas: utiliza a lei para proteger os poderosos e abandona os trabalhadores à própria sorte, perpetuando a injustiça e a insegurança.

Ou Mudamos o Governo, ou a Barbárie Continuará

São Paulo não precisa de um governador que apenas se finja de crente e de pacificador ,  enquanto legisla metendo a mão no bolso do contribuinte e aniquilando os direitos do  funcionalismo público mais humilde .

Precisa de um líder que lute como Davi e julgue como Salomão.

Enquanto isso não acontecer,  policiais corretos e trabalhadores pacíficos  – filhos de Deus – continuarão sendo mortos.

E processos  seguirão sendo arquivados sem apuração de autoria ou fraudados em nome do corporativismo mafioso dessa polícia que nunca está presente – sequer para a proteção  preventiva dos seus membros nas atividades cotidianas como cidadãos comuns .

Aparecer depois do fato e para garantir a versão defensiva do irmão de armas serve apenas para desmoralizar o governo.    

Chega de governantes que investem  mais em armas , equipamentos e viaturas do que na qualidade da seleção , formação , qualificação continuada e dignidade funcional e salarial dos funcionários que carregam o fardo peso dos serviços e atividades da administração direta.

É urgente um líder que não hesite em cortar a mentira pela raiz – mesmo que isso exija reformar profundamente o sistema de segurança pública.

Por um governo de coragem e sabedoria.

Por um São Paulo onde a segurança e  justiça não sejam promessas  ,  palavras vazias em discursos de eventos ,  mas prática cotidiana.