Era uma vez no DEGRAN, DERIN e DEREX 41

Enviado em 02/02/2014 as 17:16 – C.A.

Senhores

Em tempo distante, quando a Policia Civil era de fato e de justiça, Policia, quando a população não possuía outro recurso se não se socorrer em uma Delegacia (os mal falados tempos de linha dura), tínhamos atividades diferentes das atuais:
Em toda delegacia do DEGRAN, havia camisa de força, adivinhem para que? Não havia serviço de ambulância psiquiátrica então, caso a família fosse pobre e sem recursos, ou o doente muito violento, acionavam a PM e esta conduzia até o distrito, onde devidamente trajado com a “camisa de força”, aguardava a passagem do Bondão da Rua Prates, que ocorria normalmente nas madrugadas. Alguns certamente dirão “ISSO NÃO É SERVIÇO DE POLICIA”! Mas, por favor, um pouco de calma…
A maioria das desavenças entre casais, eram resolvidas com um “Chá de banco” ou de “corró” no valentão, ele com suas atitudes e comportamento decidia onde ficar. não é que não havia briga de casal, havia sim, mas, homicídio em virtude disso era raro! Lesão corporal, havia sim, mas, normalmente o agressor não reincidia, pois era recepcionado com as “honras da casa”
Havia a Delegacia de Vadiagem e a de Diversões Públicas….Produtos Controlados e por ai vai….
Novamente dirão, nada disso é competência da Policia Civil….mas….
Naquela época ladrão não se criava, não por falta de competência dele, mas por falta de espaço mesmo! Recordo-me do Presidio na Rua do Hipódromo, coisa terrível, comparando com uma masmorra, esta ultima ganharia algumas estrelas. Haviam rebeliões mil, todas sufocadas. Somente os que estiveram por lá, sabem do que estou falando. A rebelião era somente até a hora que os “Tiras” entravam, dali em diante a coisa ficava pequena.
Mas, os tempos são outros, os conceitos mudaram, embora as leis continuem as mesmas da década de 40, vieram algumas novas, que a inicio alguns pensavam que seria melhora no sistema, mas ledo engano, JAMAIS O PRESIDENTE GALO, NOMEARÁ COMO SECRETÁRIO DO GALINHEIRO A SENHORA RAPOSA!!!
Naquela época, tínhamos o respeito e a admiração de todos, (medo de alguns), não tínhamos dificuldades na obtenção de dados para investigação, era uma época que os serviços prestados, mesmo não sendo de atribuição nossa, eram relevantes, socorríamos as pessoas em suas angústias.
Podem escarnecer, EU FIZ UM PARTO NO INTERIOR DE MOTEL, já socorri baleados, esfaqueados….naqueles momentos, ou se fazia ou deixava morrer…
Por outro lado, não haviam os BOs…JONTEX, jamais vi um Delegado curvando-se a vontade de Miliciano ou outro qualquer. Não haviam viaturas novas, não havia computadores ou modernidades, tudo era papel e carbono, mas, UM PIOLHO NÃO SAIA DA INVESTIGAÇÃO SEM ASSINAR NO MINIMO 5 BRONCAS, todas com local e acareação. Nisso se baseia a investigação, AUTORIDADE, AUTONOMIA, CREDIBILIDADE, era um joguinho de dominó, mala entregando mala, e a coisa andava.
Hoje em dia, temos DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS, que casualmente, só defendem os oprimidos pela Policia, creio eu que o restante não seja humano.
Não procuro com este comentário, afirmar que antes era melhor, apenas tenho a intenção de mostrar como as coisas mudaram e para pior!
Reclusos dominam cadeias, criminosos governam nas ruas, fazendo valer a sua vontade.
E nisso onde estamos nós? Simples, aguardando pacientemente as determinações de quem possui o Poder para emaná-las, aguardando o nosso Legislativo Federal elaborar leis eficazes, aguardando nossa População ACORDAR!!!

é o que penso

C.A.

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Departamento das Delegacias Regionais de Polícia da Grande São Paulo – Degran;

Departamento das Delegacias Regionais de Polícia de São Paulo Interior –  Derin;

Departamento Regional de Polícia da Região de São Paulo Exterior – Derex ( Baixada Santista, Litoral Norte e Sul ).

O coronel José Vicente da Silva Filho, ex-comandante da Polícia Militar e ex-secretário nacional de Segurança ( PSDB ) , continua lançando perdigotos mentais contra a Polícia Civil: quanto não mente , romantiza! 52

Só 1 em cada 3 latrocínios é esclarecido pelos distritos policiais da capital

Índices foram obtidos com exclusividade pelo ‘Estado’ e são considerados baixos; menor média de elucidação de roubos seguidos de morte pertence ao Deic, com 12%

02 de fevereiro de 2014 | 2h 00
Lourival Sant’Anna – O Estado de S. Paulo – O Estado de S. Paulo

O Departamento de Investigações Criminais (Deic) esclareceu apenas 12% dos latrocínios – roubos seguidos de morte – que lhe foram encaminhados no Estado de São Paulo de janeiro a novembro do ano passado. Segundo dados obtidos com exclusividade pelo Estado, a taxa média de esclarecimento desse crime por todos os departamentos da Polícia Civil foi de 40%. O número é puxado para cima pelo melhor desempenho no interior.

Veja também:
link ‘Deram 30 dias para resolver, mas já foram 7 meses’
link Delegado diz que há mais jovens no crime
link Delegado propõe prazo para investigação

A taxa de esclarecimento de crimes é um segredo bem guardado pelas polícias brasileiras, porque dá a medida de sua ineficiência. O latrocínio é um crime relativamente raro, e de grande repercussão, o que o leva a ser mais investigado. O roubo, por exemplo, tem taxa de elucidação de apenas 3% no Estado. Os dados são fornecidos pela Polícia Civil, sem controle externo.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) teve desempenho melhor do que o Deic: 27%. A alçada sobre essa modalidade de crime foi transferida do DHPP para o Deic (especializado em crime organizado) em abril do ano passado. Ambos atuam mais na capital. No interior, as delegacias não especializadas ficam a cargo de quase todos os crimes, exceto entorpecentes. O Decap, que reúne as delegacias comuns da capital, esclareceu 30% dos latrocínios; o Demacro, que abrange os 38 municípios da Região Metropolitana, menos a capital, 31%.

Fora da Grande São Paulo, a única região que se saiu pior foi a de Santos: 22%. As taxas sobem no interior a partir de Piracicaba, com 53%, e chegam a 100% em Presidente Prudente e Araçatuba (veja infográfico).
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) anunciou na segunda-feira que foram registrados 385 latrocínios em todo o ano passado.

“Este é um daqueles números guardados a sete chaves pela SSP, pois em geral as nossas taxas de esclarecimento são bem baixas”, disse Túlio Kahn, ex-coordenador de Análise e Planejamento da secretaria, ao ver os dados obtidos pelo Estado.
“Infelizmente ainda é muito baixo e isso resulta da política de investigação cartorária, nos moldes do século 19”, definiu um ex-integrante da cúpula da Polícia Civil, que pediu para não ser identificado. “Hoje o inquérito passeia de viatura. Vai para o promotor e o juiz para pegar carimbo e volta para o armário, sem nenhuma providência. Se tenho três testemunhas de um homicídio, convoco uma para março, outra para abril e outra para maio. Assim, dou ares de que estou trabalhando para meu chefe perceber, e vou tocando minha vidinha.”

Inflados. Mesmo diante de índices tão baixos, o coronel José Vicente da Silva Filho, ex-comandante da Polícia Militar e ex-secretário nacional de Segurança, duvida. Ele explica que a Polícia Civil só deveria contabilizar como esclarecidos os crimes cujo autor não tenha sido preso em flagrante, já que esses casos não demandam investigação. Só em novembro, a PM fez 143 mil flagrantes ( Será ? ) . “Muitos desses podem estar contaminados pela prisão em flagrante. Não sabemos qual a porcentagem deles. É frequente que inflem.”

Além disso, “muitas vezes o esclarecimento é precário”, adverte José Vicente. “A polícia coloca em um relatório um palpite de que muito provavelmente foi fulano. Bate no MP (Ministério Público), que verifica a qualidade das evidências para incriminar suposto autor, e é comum retornar para novas diligências.” Geralmente, diz o coronel, “o entusiasmo do investigador não se confirma: faltam testemunhos, evidências”.

“Os disparates são tão grandes”, disse o coronel, analisando os números. “A referência de esclarecimento ainda é o DHPP, porque, apesar de já ter tido momentos melhores, é um grupo especializado em esclarecimento de morte.” Na visão dele, “tudo o que passa dos 27%” apurados pelo DHPP deve ser visto com cautela. “Acho exagerados os dados do interior.”

Tanto o coronel quanto o delegado consideram um erro a transferência do latrocínio do DHPP para o Deic. “Sempre foi da delegacia de homicídios, porque o humano é muito mais afetado do que o patrimônio”, disse o delegado. “O Deic tem de investigar crime organizado, não batedor de carteira que mata uma senhora em assalto mal feito no trânsito. Isso é para Homicídios.”O coronel diz que o DHPP desenvolveu uma coordenação com as delegacias comuns, que dão a primeira resposta, e capacitou os distritos com maior incidência de homicídios. “O delegado corre lá com a equipe, isola o local e interroga pessoas em volta do cadáver. Quanto mais tempo demora, piora a condição de esclarecimento.”

Argumento. O secretário Fernando Grella Vieira justificou a mudança. “O latrocínio é o roubo que não deu certo”, disse ele ao Estado. “Quem comete latrocínio não é o homicida. É o ladrão, que está aí para assaltar. Então é mais natural, está na linha de desdobramento do roubo.”

Felonia na polícia civil da União e polícias civis dos estados poderá resultar na total militarização dos órgãos policiais brasileiros 66

Crise entre delegados e agentes afeta trabalho da PF
Embate já prejudica a qualidade das operações de combate à corrupção e pode complicar segurança na Copa

Jailton de Carvalho (Email · Facebook · Twitter)

Publicado:1/02/14 – 21h00

BRASÍLIA – Num movimento sem precedente na história da Polícia Federal, agentes, escrivães e papiloscopistas estão se rebelando contra o suposto domínio dos delegados sobre a estrutura da instituição. Na guerra por cargos, salários e reforma da polícia, agentes estão se recusando abertamente a cumprir ordens de delegado para situações que vão do simples ato de dirigir um carro numa operação a produzir relatórios de inteligência de grandes investigações criminais.

Os atos de resistência contra o que chamam de feudo dos bacharéis vão além dos limites de uma simples rixa de corporações. Os embates entre os grupos, quase sempre pontuais, mas recorrentes, trincaram os pilares da disciplina em alguns setores e já estão afetando o número e a qualidade das operações de combate à corrupção. O clima é tão pesado que em alguns casos, policiais das categorias litigantes mal trocam cumprimentos.

As pequenas rebeliões, que se multiplicam em várias direções, podem complicar parte do esquema de segurança da Copa e repercutir até mesmo nas eleições presidenciais em outubro deste ano. Com a policia conflagrada, a presidente Dilma Rousseff teria dificuldade de apresentar a instituição como modelo de luta contra os desvios de verbas da administração pública como aconteceu durante as campanhas eleitorais de 2006 e 2010.

Numa reação também sem precedentes, delegados estão preparando um manual de procedimentos com regras detalhadas sobre obrigações de cada policial numa investigação. Segundo um dos responsáveis pela organização das normas, agentes, escrivães e papiloscopistas que saírem da linha depois da aprovação destas regras serão levados à temida Corregedoria-Geral, ao Ministério Público e ao Judiciário.

– É uma situação grave e irreversível. Não se trata apenas de uma questão corporativa. Trata-se de uma questão de interesse de toda sociedade brasileira, que é a modernização da polícia – afirma o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho.

O procurador acompanha de perto os embates cotidianos entre agentes e delegado. O trabalho da polícia sempre tem reflexo na atividade do Ministério Público. É a partir de indícios e provas obtidos nas investigações, quase sempre conduzidas pela polícia, que procuradores preparam as peças de acusação contra criminosos. A tensão entre delegados e agentes se estende também ao Instituto Nacional de Criminalística (INC). Peritos também reclamam do suposto exclusivismo dos delegados.

– As coisas estão se agravando. Delegados não cedem em ponto nenhum. Não vejo luz no fim do túnel – afirma um experiente perito.

As disputas de agentes, escrivães e papiloscopistas contra delegados são antigas, mas se tornaram ainda mais acirradas depois da fracassada greve dos policiais federais em 2012. Depois de 72 parados, agentes, escrivães e papiloscopistas voltaram ao trabalho sem os reajustes salarias reivindicados, mas decididos a esticar a corda até o limite da força. A partir de então, começaram a pipocar país afora os atos de desobediência explícita.

No Distrito Federal, um agente disse “não” quando a delegada Andreia Albuquerque, que estava à frente da Operação Miquéas, pediu um relatório analítico sobre escutas e movimentação financeira dos investigados. Segundo relato de um policial ao GLOBO, o agente disse que repassaria os dados brutos Andreia. Caberia a delegada, e não a ele, fazer os cruzamentos de informações e extrair as devidas conclusões sobre as supostas ligações de políticos com um famoso doleiro local.

Para se proteger contra eventuais punições, o agente se escudou na portaria 523/89, que estabelece as atribuições dos policiais. Na visão da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a portaria não inclui entre as tarefas de um agente a análise crítica de uma investigação. Pelo entendimento deles, se não está na lei, a ordem do delegado perderia a eficácia.

– Antes, agentes faziam relatório de inteligência (com cruzamento de dados) e os delegados assinavam. Hoje eles não fazem mais. Não aceitamos a apropriação (indevida) de propriedade imaterial. Hoje os agentes fazem a investigação, fazem a análise parcial dos dados. O relatório, com as conclusões finais, quem faz é o delegado – afirma Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal.

Em São Paulo, um dos atos de resistência teve desfecho trágico. Um grupo de 20 policiais de Ribeirão Preto e Bauru, especializados em ações contra o narcotráfico, se recusou a participar da interceptação de um avião que, depois de sair do Paraguai, pousaria numa fazenda em Bocaina carregado de armas e cocaína. Os policiais cruzaram os braços com o argumento de que não tinham fuzis potentes, visores noturnos e carros blindados para enfrentar os criminosos, conforme determina as normas de segurança.

A partir dali, um delegado recrutou às pressas agentes de outras cidades e correu até o local onde do desembarque das drogas. Segundo um dos agentes que se recusaram a participar da ação, os colegas foram surpreendidos pelos bandidos. Os criminosos fugiram com o carregamento de cocaína num carro e, numa troca de tiros, mataram um agente. A droga pertenceria à facção criminosa que domina os presídios paulistas e fatura alto com a rota da cocaína na região.

– Enquanto nós vamos lá (na linha de frente contra os criminosos), os delegados ficam nos gabinetes aguardando os resultados para darem entrevista. A revolta é geral – afirma um dos agentes que disseram “não” a ordem de interceptar o carregamento de cocaína.

Em Minas Gerais, agentes do serviço de inteligência suspenderam a análise de escutas telefônica da Operação Esopo, investigação sobre supostos desvios de dinheiro de ongs financiadas pelo Ministério do Trabalho. Depois do episódio, os chefes locais fizeram um convênio com as polícias Civil e Militar para cobrir serviços rejeitados pelos agentes federais. Em meio aos embates, a produção da Polícia Federal está longe de antigos recordes.

Segundo relatório divulgado recentemente pela Fenapef e não contestado pela direção-geral, o número de indiciamentos em investigações sobre peculato, concussão, emprego irregular de verba pública, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha caiu 86% em relação a 2007, quando a PF estava no auge das grandes operações de combate à corrupção. Para alguns policiais, o declínio é irreversível até que a paz interna seja restaurada.

Os agentes reivindicam 100% de reajuste salarial, ocupação de cargos estratégicos e a criação de uma carreira única dentro da PF aos moldes do FBI, a polícia federal americana. Um agente em início de carreira ganha salário de R$ 7,5 mil, menos da metade dos vencimentos de um delegado principiante, recebe R$ 15.374,64 por mês. Eles se sentem ultrajados ainda porque viram salários de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) dobrar nos últimos anos. Não faz muito tempo, os oficiais da Abin ganhavam bem menos que os federais.

A Fenapef afirma ainda que os delegados ocupam 95% dos cargos estratégicos de chefia em detrimento de agentes, escrivães, papiloscopistas e até de peritos. A polícia tem aproximadamente 1.700 delegados, 1.200 deles estariam em cargos de chefia. Para agentes, não delegados terem exclusividade sobre todos os setores da administração e não apenas nas áreas relacionadas aos inquéritos criminais. Citam como exemplo a Coordenação Geral de Tecnologia da Informação, chefiada por um delegado e não por um especialista em informática.

– Por que tem que ser delegado (a ocupar cargos de chefia) se isto não está na lei – afirma o vice-presidente da Fenapef Luís Boudens.

As reclamações dos agentes estão encontrando eco no Congresso Nacional. Dois projetos apresentados na Câmara e no Senado defendem a criação da carreira única dentro da PF, são as chamadas PEC do FBI. Pelas propostas, os agentes e delegados passariam a ser classificados como policiais federais e atuariam de acordo com a especialidade de cada um.

O presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro confirma que é forte a tensão entre agentes e delegados. Segundo ele, essas desavenças são antigas mas, agora, estão “potencializadas” . Ele entende que os agentes merecem reajuste salarial, mas não podem ocupar cargos estratégicos em uma instituição que é, de fato, dirigida por delegados. Diz também que a PEC do FBI melhoraria a vida dos agentes, mas seria um retrocesso para a polícia. O FBI também seria pontilhado por subdivisões internas de cargos e funções.

– O que a gente verifica é o seguinte : reconhecemos que as reivindicações salariais são justas, mas não se pode tolerar boicote – afirma Leôncio.

O presidente da ADPF afirma reconhece também que “há desmotivação profunda” entre os agentes e que,, mais cedo ou mais tarde, governo e administração da PF terão que encontrar uma solução definitiva para o problema. Recentemente a Fenapf recusou a oferta de um reajuste de 15,8% em duas parcelas oferecido pelo governo. A entidade só aceita reajuste de 100% para equipar a categoria com analistas da Abin, Banco Central e Receita Federal, entre outras.

Na última quarta-feira a Fenapef aprovou novo calendário de protestos com indicativos de greve nas próximas semanas. Procurada pelo GLOBO na última quinta-feira, a direção da Polícia Federal não respondeu às perguntas do jornal sobre o assunto.

Fonte http://oglobo.globo.com/pais/crise-entre-delegados-agentes-afeta-trabalho-da-pf-11476902#ixzz2sAu1g0uv

Veiculo furtado é apreendido e permanece 843 dias a disposição da polícia porque delegado da circunscrição do furto não instaurou inquérito…( A DGP deveria obrigar a instauração de inquéritos em todos os casos der furto e roubo de veículos ) 8

Aposentado espera 843 dias para recuperar veículo furtado em Bauru

Borracheiro alega que carro foi encontrado dois dias após o crime.
Polícia Civil admite ‘falha humana’ em notificação.

Ana Carolina LevoratoDo G1 Bauru e Marília 

Borracheiro esperou 843 dias para recuperar veículo furtado (Foto: Reprodução/TV TEM)
Borracheiro esperou 843 dias para recuperar veículo furtado (Foto: Reprodução/TV TEM)

Uma grande falha de comunicação resultou em um enorme prejuízo para um borracheiro aposentado de 78 anos. Desesperado atrás de um Santana 1991/92, Jonas Prado teve que esperar 843 dias para recuperar o automóvel que estava no pátio da polícia em Bauru (SP). O encontro poderia ser de alegria, mas revoltou o aposentado depois que ele descobriu que o veículo havia sido encontrado dois dias após o furto.

Ele conta que o veículo que utiliza no trabalho foi furtado no dia 20 de outubro de 2011 quando ladrões entraram na borracharia dele. “Os criminosos entraram pelo quintal do vizinho, arrombaram o alambrado e entraram pelo telhado da loja. Depois eles pegaram documentos e a chave do carro que estavam no escritório, estouraram o cadeado e saíram”, lembra Jonas em entrevista ao G1.

De acordo com informações da Polícia Militar, o carro foi encontrado na quadra 7 da Rua Ezequiel Ramos, com a chave no contato e ferramentas no porta-malas.  “Eu fiquei três anos aguardando por esse veículo, foram 843 dias. E não acredito que o carro estava no local onde a polícia falou. É muito perto da borracharia e não entendo como alguém ligou para denunciar que um carro havia sido encontrado naquelas condições às 5h, conforme relata o registro da polícia”, afirma Jonas.

Por ter esperado tanto tempo, a alegria do borracheiro se transformou em revolta. “Procurei esse Santana em todos os lugares. Só no pátio eu fui três vezes. Cheguei a procurar em desmanches e até subir em muro para encontrar esse carro. O investigador disse que não tinha entregado ainda porque não tinha laudo. Ou seja, não fiquei com feliz, fiquei com raiva da falta de organização da polícia”, comenta Jonas.

Borracheiro diz que não engoliu explicação da polícia (Foto: Reprodução/TV TEM)
Borracheiro diz que não ‘engoliu’ explicação da
polícia (Foto: Reprodução/TV TEM)

Prejuízo
O borracheiro chegou a fazer um boletim de ocorrência por furto. Outro registro foi feito pela polícia, mas o borracheiro alega que não recebeu nenhuma notificação. “Se eles tivessem me avisado eu estava com o carro dois dias depois do crime. E eu não mudei de telefone ou de endereço, nada. Faltou comunicação da polícia”.

Depois de recuperar o veículo, o aposentado pretende entrar com uma ação na procuradoria para entender o que realmente aconteceu. “Vou ajuizar uma ação na procuradoria. O que eles fizeram me trouxe muito prejuízo porque precisei financiar um carro para colocar no lugar dele e estou pagando juros altíssimos. Fiquei com raiva porque fiquei sem trabalhar, só quero entender o que realmente aconteceu”, ressalta Jonas.

Falha humana e burocracia
De acordo com o delegado coordenador da Central de Polícia Judiciária, Roberval Antônio Fabbro, houve falha humana no caso do borracheiro. “Realmente houve falha humana. A cópia de toda documentação já foi extraída e encaminhada para o delegado seccional para serem adotadas todas as providências administrativas pertinentes. Assim que a autoridade policial recebe a cópia do documento informando a localização do produto de crime, se esse veículo estiver em perfeitas condições de identificado, a primeira medida é acionar o proprietário”, explicou o delegado em entrevista ao TEM Notícias.

Em Bauru, pátios estão lotados com milhares de carros e motocicletas devido a irregularidades na documentação ou que foram furtados ou roubados e que acabaram localizados pela polícia. Cerca de dois mil automóveis aguardam a liberação para serem leiloados ou até devolvidos para antigos proprietários.

Pelo menos mais 15 carros que estão parados no pátio podem estar em situação semelhante a do borracheiro. O novo sistema integrado da polícia tem sido usado para eliminar essa falha de comunicação. “Existe aqui na CPJ um cartório específico onde a pessoa é chamada para fazer a retirada. Ou seja, criamos um mecanismo para evitar essa falta de comunicação”, afirma o delegado.

Ainda segundo o delegado Roberval Fabbro existe outro lado também. Apesar do contato, algumas pessoas não retiram o veículo porque acham que o valor não vale a pena. Mesmo assim elas são chamadas para fazer a entrega do bem. Na delegacia uma notificação é feita, e a pessoa recebe o veículo. Caso não compareça em até 90 dias o veículo vai a leilão.

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ESQUEMAS DE GUINCHO E PÁTIOS PARTICULARES

Outra patifaria que se faz com vítimas de furto e roubo de veículos: cobrança de guincho e diárias de pátio; em muitas localidades do interior  – como em Hortolândia anos atrás – para engordar o faturamento dos responsáveis por tais serviços, de funcionários da municipalidade e delegados de polícia.

E para a exigência da cobrança a vítima não é informada logo após ao encontro do veículo; assim o veículo é retirado do local pelo guincho e recolhido; tudo previamente “acertado” entre os prestadores de serviços, autoridades ,  policiais militares e GCMs.

Mais grave ainda: delegados titulares de muitas circunscrições – sob  falsos pretextos como desafogar os trabalhos das equipes de plantão –  impedem os plantonistas  de efetivarem a pronta restituição de veículos localizados; apenas com o objetivo de faturar comissão de guincho e pátio em detrimento do cidadão.

E quando os veículos e sucatas são levados à leilão é uma verdadeira festa em conluio com leiloeiros oficiais; tanto que , ao final desses procedimentos  o rédito ( receita e despesa ) é sempre negativo.