Bati um recorde na direção do Deinter-6 ficando seis anos no comando; esse teria sido o motivo da minha saída 24

“Fiquei surpreso com a saída”

Após seis anos no comando do Deinter-6, o delegado Waldomiro Bueno Filho deixa o cargo.

por Thales Mauá

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou a troca de comando de sete departamentos da Polícia Civil, entre eles o que abrange a Baixada Santista e Vale do Ribeira – Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6). Desde 2007, o comando era do delegado Waldomiro Bueno Filho, que foi substituído pelo delegado Aldo Galiano Júnior. O novo diretor deixou o Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) da Capital.
Segundo nota divulgada pela SSP, “as alterações nos comandos das principais diretorias fazem parte de um processo natural de renovação”.
Na tarde de ontem, Bueno Filho concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Litoral. O delegado completará, em junho, 45 anos atuando na polícia. Bastante emocionado, Bueno Filho se mostrou surpreso e insatisfeito com a saída.

Diário do Litoral – Como você recebe essa notícia? Waldomiro Bueno Filho – Foi uma surpresa porque vinha fazendo um belo trabalho. O governador (Geraldo Alckmin) tinha dito que contava comigo até o final do seu mandato. Mas estou feliz porque sei que estou saindo por excesso de competência. Ninguém fica no comando por muito tempo, ainda mais trabalhando na polícia.

DL – Qual seu sentimento com essa mudança? Bueno Filho – De coração, eu lamento sair daqui. Não pelo cargo, mas por conta dos policiais que trabalhei, que são homens dignos, comprometidos com a segurança pública e com a Baixada Santista. Mas, tudo bem, a gente compreende, a administração tem suas escolhas e estamos aí para cumprir nosso papel.

DL – Qual teria sido o motivo de sua saída? Bueno Filho – Eu bati um recorde na direção do Deinter-6 ficando seis anos no comando. Esse teria sido o motivo da minha saída.

DL – Como você analisa os seis anos de comando no Deinter-6? Bueno Filho – Nossa produtividade foi grande nesse tempo. Sazonalmente fazíamos operações. Prendemos mais de 5 mil criminosos nos seis anos. Quando eu cheguei aqui, encontrei um departamento com vários problemas e consegui sanar eles. Hoje, estamos com uma produtividade maravilhosa, com quase todos os casos de repercussão resolvidos. No meu comando implantamos a metodologia da recognição visuográfica, onde o policial é obrigado a ir até o local do crime. Isso aumentou o poder de esclarecimento dos casos.

DL – Você acha que deixou alguma aresta no comando? Bueno Filho – Sem dúvidas, tem pontos que precisam ser bem mais trabalhados. Um exemplo são as quadrilhas que atuam em Praia Grande, que conta com um número muito alto de roubos. Infelizmente, são bandidos que não são da região, complicando nosso trabalho. Mas sei que fiz um grande trabalho. Meu sonho na polícia era ter um lugar sem crimes de roubos e furtos, isso é com o tempo, com a própria legislação, que infelizmente atrapalha o trabalho da polícia. Nós criticamos porque gostamos do que fazemos. Nós queríamos leis perfeitas para manter o ladrão preso, para que o cidadão possa caminhar tranquilamente  na rua, andando com o vidro do carro aberto.

DL – Você conhece o novo diretor? Bueno Filho – Conheço, é um grande delegado, um parceiro, que vai dar continuidade ao nosso trabalho. É uma pessoa “super” afável, que não tem amor exacerbado ao cargo. É um homem que tem um ótimo relacionamento com seus funcionários.

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O delegado Waldomiro Bueno Filho deixa o comando do Deinter-6 (Foto: Arquivo/DL)

 

DL – Quais metas você tinha traçado para 2013? Bueno Filho – Tinha planos de neste ano realizar a reforma do Palácio da Polícia Civil, que é uma preocupação minha, a construção de um prédio no Valongo para abrigar o 1º Distrito Policial, viabilizar o barco que está para ser fornecido pela Petrobras, onde poderemos realizar diligências em locais de difícil acesso, além da reforma de algumas delegacias. Sei que o Aldo vai dar continuidade nesses projetos.

DL – Sabe qual será seu futuro? Bueno Filho – Ainda não sei, meu futuro ainda está indefinido. Não sei se vou assumir alguma seccional ou diretoria. Em um primeiro momento, sei que estarei à disposição da Delegacia Geral de Polícia.

DL- Você completa, em junho, 45 anos trabalhando na polícia. Qual sua análise nesse período? Bueno Filho – Eu já comandei por cinco anos São José do Rio Preto, um ano São José dos Campos e aqui. Uma das maiores realizações da minha vida foi ter trabalhado no Litoral, sou um homem realizado por isso, além de me sentir realizado por nesse período ter respeitado as pessoas, inclusive os ladrões que prendi. Na minha carreira, participei de diversos tiroteios, mas nunca dei um tapa no rosto de alguém, sequer levantei a mão para uma pessoa, isso é a coisa mais importante para mim.

http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/2775-fiquei-surpreso-com-a-saida

Um Comentário

  1. Pingback: ATAQUE DA MÍDIA NÃO ABALA. « FATOS & FOTOS

  2. DL – Quais metas você tinha traçado para 2013? Bueno Filho – Tinha planos de neste ano realizar a reforma do Palácio da Polícia Civil, que é uma preocupação minha, a construção de um prédio no Valongo para abrigar o 1º Distrito Policial, viabilizar o barco que está para ser fornecido pela Petrobras, onde poderemos realizar diligências em locais de difícil acesso, além da reforma de algumas delegacias. Sei que o Aldo vai dar continuidade nesses projetos.

    Em 2010 passei na frente do “Palácio da Polícia Civil” de Santos, um verdadeiro nojo, tal era o grau de degradação do prédio tanto que chamei à atenção da minha esposa, apontado as condições ridículas que se encontrava o prédio, agora vem o “excesso de competência” falar que depois de 6 (seis) anos não teve tempo de providenciar a reforma do prédio onde o próprio dava expediente, e ainda depende de “ganhar” de uma estatal um barco para dar condição de sei lá o que, sabe-se lá pra que, vá ser competente assim lá na casa do baralho.
    E depois vem um espertão dizer que a culpa da polícia civil estar na m… que se encontra é por conta de ações de tal operacional por conta do pensamento de outro operacional ou aquilo ou aquilo outro.
    Eu também vou profetizar a policial civil está nesta MERDA por conta de pessoas do tipo deste cidadão, que deu esta HILÁRIA entrevista, quase molhei as calças de tanto dar risada, aliado ao fato de, de um monte de dinossauro que são estão na ativa para se locupletar de alguma forma, e por única e exclusiva culpa e responsabilidade de todos os delegados gerais que o mantiveram, este cidadão, a frente deste departamento por tanto tempo, está ai os responsáveis pela situação degradante da polícia civil de toda a polícia civil.

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  3. Tem que trocar mesmo. O bicho tá pegando na baixada (não necessariamente por culpa do Dr. Bueno). Mas Santos é a terra do Covas, terra de eleitores tucanos. Tem que dar um jeito, pelo menos fazer alguma maquiagem, por que 2014 tá aí !

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  4. Preciso de uns aulas com o BUENO, o cara e bom mesmo, conseguiu ficar seis anos no vespeiro, tem que ser muito versado e inteligente caso contrário ja teria levado borduada. O BUENO vou fazer uma abaixo assinado pedindo vc na AcadepolL para ministrar curso de sobrevivência para o resto da policia ,não pode jogar fora toda esta experiência.

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  5. A justiça divina tarda mas não falha! Está sentindo o mesmo que meu marido sentiu quando foi injustamente transferido e perseguido por ele.

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  6. Sair de cabeça erguida, e mesmo um feito a ser comemorado, pois quando chega a hora de ir pro plantão numa destas criações magicas para servirmos de cartório pros PM, não consigo erguer a cabeça, por mais que me esforce ela não levanta, e vejo todos meus colegas na mesma situação, inclusive os Delpols todos cabisbaixos, impotentes, os únicos felizes e satisfeitos são os coordenadores e os Mikes. Realmente lastimável. Nem o pau sobe mais, viramos zumbis.

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  7. CARACAS , 45 ANOS DE SERVIÇO, E O SUJEITO NÃO QUER LARGAR A TETA, SE O NEGOCIO FOSSE RUIM , JÁ TINHA SAIDO A MUITO TEMPO. É QUE NEM POLITICO ,,, QUANTO MAIS TEMPO NO PODER MELHOR. DEVERIA EXISTIR UMA EXPULSÓRIA PARA O SUJEITO SAIR E DAR OPORTUNIDADE PARA OS DEMAIS SEREM PROMOVIDOS.

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  8. As ratazanas não se aposentam antes dos 70 anos mesmo, deve ser uma maravilha ficar tantos anos em cargos de confiança, deve render muita grana, caso contrário pediriam a aposentadoria.

    Secretário de segurança, acorda- tim tim tim tim, desse jeito não haverá mudanças na Polícia Civil paulista e continuará na mesmice, pois esses que estão sendo nomeados já foram no passado e nada melhorou, portanto é persistir nos erros. Coloque delegados que nunca foram porra nenhuma para ver se as coisas não mudam para melhor ! de preferência os Delegados mais jovens, pois os antigões já estão acostumados com as mesmices e não querem que a Polícia se modernize, eles preferem as comodidades do que os desafios. Não tenho nada contra idosos exercerem os cargos não, desde que seja competente e honestos, mas é interessante testar os mais jovens que além de possuírem mais vigores físicos, também tem a mente mais aberta e o desejo da modernização. Acredito que os Delegados mais idosos deveriam assumir funções mais leves e calmas.

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  9. “…Quando eu cheguei aqui, encontrei um departamento com vários problemas e conseguí sanar eles.” Sem comentários…………..

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  10. 11/01/2013 – De olho na Segurança Pública

    Na última quarta-feira (09), uma entrevista do Excelentíssimo Senhor Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Doutor Fernando Grella Vieira, publicada pela Agência Estado, nos fez refletir. Na opinião do secretário, “os policiais civis e militares paulistas” não ganham mal. “Não ganham mal, mas precisamos melhorar e todas as reivindicações que eu receber serão levadas ao governo”, prometeu Fernando Grella, completando que “salário é importante”.

    Muito inteligente sua declaração. Ao generalizar o termo “policiais civis”, o Senhor deixa escapar, de maior e mais acurada análise, a situação vivida pelos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, que ocupam a 25ª colocação no ranking salarial entre os 27 entes federados. Ainda, não se sente obrigado a justificar os motivos pelos quais, embora “não ganhando mal”, 23 dos 135 Delegados de Polícia nomeados em dezembro do ano passado, ou seja, há menos de um mês, não tomaram posse. Também se desonera de explicar a crescente e desenfreada debandada de colegas que migram para outras carreiras jurídicas ou para outros Estados, tais como os 25 dos 200 aprovados no concurso em agosto de 2012 fizeram antes mesmo de se apresentarem aos seus postos de trabalho.

    As desistências e as migrações destes Delegados contribuem para a notória desestruturação da classe que chefia toda Polícia Civil e se esquivar destas questões não é tão difícil. Difícil é explicar para o contribuinte que cada um dos participantes deste processo custa cerca de R$ 100 mil para os cofres públicos (leia-se, “nosso bolso”). Os futuros Delegados frequentam a Academia de Polícia de São Paulo, recebem treinamento, salário e, após séria e intensa investigação psicossocial que lhe confere certificação de idoneidade, se tornam aptos e preparados para cumprirem seus deveres. E assim, prontos, são entregues a outro Estado ou partem para outra carreira.

    É importante deixar consignado, por fim, que a presente manifestação trata de mera contextualização do tema, baseado no cenário político que envolve a carreira que orgulhosamente represento. Assim, é preciso observar com atenção e cautela as palavras lançadas, especialmente em momentos de crise. As dores das perdas e do descaso, e a insensibilidade no trato humano se misturam sem medida certa às tentativas de se justificar o injustificável.

    Dra. Marilda Pansonato Pinheiro
    Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

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  11. NOSSA !!!!!! A RESTRUTURAÇÃO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO ESTA A TODO VAPOR NÉ? TUDO TRANSCORRENDO CONFORME O SECRETARIO GRELA E DGP PROMETERAM, ESTOU MUITO ADMIRADO. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    ESTÃO SUBSTITUINDO OS DIRETORES DOS DEINTER……..ACHO QUE AGORA VAI RESOLVER OS PROBLEMAS, PORQUE ERA ISSO QUE ESTAVA AFUNDANDO A POLÍCIA CIVIL. ESTOU MUITO ADMIRADO DA CAPACIDADE DE DETECTAR ONDE ESTÃO OS PROBLEMAS. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  12. Na PM, um coronel passa obrigatoriamente para a inatividade após 5 anos. Isso “oxigena” a carreira e dá chance para que todos os oficiais cheguem ao topo.
    Já na Civil, é essa maldição…

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  13. OZO disse:
    12/01/2013 ÀS 14:34

    um pulicia revoltado

    “”AGENTE POLICIAL disse:””
    12/01/2013 ÀS 14:26
    As condições de trabalho são pessimas, competencia ñ vale nada, colegas com mais de 20 anos de trabalho estão no balcão do Decap, um desestimulo sem valorização e respeito ao profissional nunca chegaremos a lugar nenhum.

    SINDICATO UNICO JÁ !!!!!!!!!!

    mas tem remédio para curar os nervos

    amigo vc ja tomou seu blazec….hein

    ou então atravesse a rua da sua casa vai no boteco e toma um rg

    não fique pensando que os sindiacatos querem perder seu rico dinheiro , e os acordos politicos que são feitos nos bastidores esquece isso ….ja me conformei …tomei meu blazec …sem “pinto” de ser feliz… a desculpe agora “grelo ” de ser feliz… e aproveite … faca uma blazectomia tá bom valeu cara

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  14. 13/01/2013 – 03h00
    Verba de deputado abastece empresa do próprio assessor
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    LEANDRO COLON
    DE BRASÍLIA

    Uma parte do dinheiro das emendas orçamentárias do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), foi parar numa empresa de um assessor do gabinete do próprio deputado.

    Aluizio Dutra de Almeida trabalha com Henrique Alves na Câmara desde 1998, é tesoureiro do PMDB regional em Natal, presidido pelo deputado, e sócio da Bonacci Engenharia e Comércio Ltda.

    Outro lado: Alves nega irregularidade; assessor diz não ver conflito
    Deputado há 42 anos, o líder do PMDB é o candidato favorito para assumir a presidência da Câmara na eleição de fevereiro. Tem o apoio da base do governo, da presidente Dilma Rousseff e de partidos da oposição.

    A Folha identificou pelo menos três prefeituras do Rio Grande do Norte que contrataram a empresa do assessor de Henrique Alves nos últimos anos com recursos da cota do deputado no Orçamento da União, as chamadas “emendas parlamentares”.

    Sergio Lima – 28.mar.2012/Folhapress

    Favorito para comandar a Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, em discurso no plenário
    Na época da contratação, os prefeitos dessas cidades eram do PMDB.

    Funcionou assim: o deputado escolheu o destino do dinheiro público, o governo federal liberou o recurso, que voltou para a empresa do assessor lotado no gabinete.

    OBRAS

    Em 2009, por exemplo, o líder do PMDB destinou R$ 200 mil de suas emendas para a construção da praça da Criança na cidade de Campo Grande, a 265 km de Natal.

    Por escrito, ele pediu a liberação do dinheiro ao Ministério do Turismo, conforme ofício obtido pela reportagem. O convênio foi assinado e, no ano seguinte, a prefeitura usou o recurso para contratar a Bonacci Engenharia, do assessor de Henrique Alves. O prefeito Bibi de Nenca também é do PMDB.

    Do total do contrato, R$ 175 mil foram liberados pelo Ministério do Turismo nas gestões de Pedro Novais e Gastão Vieira, ministros indicados à presidente Dilma Rousseff pelo próprio Henrique Eduardo Alves dentro da bancada do PMDB na Câmara.

    A última parcela deste convênio, no valor de R$ 75,5 mil, saiu no ano passado. Segundo registros do governo, o contrato está com a prestação de contas atrasada.

    Em seu site, a Prefeitura de Campo Grande comemora a obra da praça, a ajuda de Henrique Alves e a iniciativa da Bonacci Engenharia em contratar mão de obra local.

    Também por meio de emendas do líder do PMDB, desta vez no Ministério das Cidades, os municípios de São Gonçalo do Amarante e Brejinho contrataram a Bonacci para obras em 2008.

    A Prefeitura de São Gonçalo, quarto município mais populoso do Estado, fez um contrato de R$ 192 mil com a empresa do assessor de Henrique Alves para pavimentação de ruas. Na época, o prefeito, Jarbas Cavalcanti, também era do PMDB.

    Para o mesmo tipo de serviço a Prefeitura de Brejinhos gastou R$ 137 mil com a Bonacci, num contrato assinado pelo prefeito João Batista Gonçalves, outro membro do PMDB, que comandou o município entre 2004 e 2012.

    Henrique Alves, 64 anos, é o deputado mais antigo em número de mandatos dentro da Câmara.

    Na eleição presidencial de 2002, chegou a ser indicado como vice na chapa do tucano José Serra.

    Ele perdeu a vaga em meio ao escândalo de que manteria contas em paraísos fiscais, segundo documentos que estariam anexados no processo de separação entre ele e sua ex-mulher.

    Alves foi substituído na chapa de Serra por Rita Camata (PMDB).

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  15. PROMETEU E NÃO CUMPRIU..hehehehehehehe FALA BONITO PARA ENGANAR OS ELEITORES hehehe

    20/12/2011
    Geraldo Alckmin afirmou: Agentes e carcereiros se tornarão investigadores até o fim de 2012 511
    por Flit Paralisante • Sem-categoria
    Polícia Civil não terá mais carcereiros até o fim de 2012

    Agentes se tornarão investigadores. Decisão anunciada pelo governador Geraldo Alckmin integra plano de fechar as prisões dos distritos policiais

    Bruno Huberman

    Alckmin: “Não ter presos em distritos traz uma vantagem na eficiência, na investigação, ou seja, em todo o trabalho do policial civil” (Eugênio Novaes/Governo de SP)

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta sexta-feira ( 16 /12) que será extinta, até o final de 2012, a figura do carcereiro na Polícia Civil.

    Segundo o governo, será o primeiro estado do país a acabar com a função. A medida faz parte da estratégia de Alckmin de zerar o número de presos nos distritos policiais. Atualmente, há por cerca de 6.500 presos em delegacias, segundo o governador. No início do próximo ano, informou, 2.000 mulheres detidas em carceragens civis serão transferidas para presídios. “Não ter presos em distritos traz uma vantagem na eficiência, na investigação, ou seja, em todo o trabalho do policial civil”, diz o governador.

    Até o final de 2012, 6.164 vagas estão previstas para serem abertas em dez novos presídios, segundo levantamento feito pelo site de VEJA a partir de dados oficiais da Secretaria de Administração Penintenciária (SAP). O custo estimado é de aproximadamente 370 milhões de reais. Hoje, estão em contrução 14 carcerargens no interior de São Paulo. As obras fazem parte do plano de expansão do sistema penitenciário paulista. Até 2014, 49 novas unidades devem ser erguidas a um investimento de 1,5 bilhão de reais. Ao todo, serão geradas 39.000 vagas. Neste ano foram inaugurados cinco novos presídios. De acordo com a assessoria da SAP, 173.457 pessoas estão em detenção provisória ou cumprindo pena em penitenciárias estaduais.

    Os carcereiros deverão passar por um curso de reciclagem para se tornarem investigadores.

    O secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirma que, por terem experiência policial, na prática, já estão aptos para desempenhar a nova função. Hoje, em torno de mil carcereiros trabalham em distritos de todo o estado.

    Alckmin e Pinto participaram, nesta sexta-feira, de uma cerimônia que oficializou a integração de 967 novos policias civis à corporação. O governador autorizou a abertura de um novo concurso público para a contratação de outros 500 agentes.

    A alteração faz parte de um processo de reformulação da corporação promovida pelo estado. Segundo ele, há cidades no interior que contam com apenas um investigador e um escrivão. E muitos desses profissionais estão para se aposentar. Além da integração de novos agentes e da extinção dos carcereiros, foi implantado um novo plano de carreira para os policiais civis e encurtado o período de treinamento dos novos agentes contratados. Agora, eles passarão por um treinamento de três meses e por um estágio de cinco semanas no distrito. Essa mudança, diz o secretário, não diminui a eficiência e a qualidade do policial e o torna apto mais rapidamente.

    Violência – O Mapa da Violência, divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Sangari, mostra que o estado de São Paulo diminuiu a sua taxa de homicídios. Em 2010, o número de mortes violentas foi de 13,9 para cada 100 mil – abaixo da média nacional, de 26,2. Em 1999, São Paulo era o quinto estado mais violento, com índice acima da média nacional: 44,1 a cada 100 mil habitantes contra 26,2 no Brasil.

    “Nós enfrentamos uma guerra em que todo dia temos que vencer uma batalha”, disse Alckmin. “Agora, graças ao nosso trabalho, estamos em outra curva descendente”. Segundo o levantamento dos ministérios da Saúde e da Justiça, São Paulo se tornou o terceiro estado menos violento do país – atrás de Santa Catarina e Piauí

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