Policiais usam redes sociais para unificar estratégias de protesto 9

Policiais usam redes sociais para unificar estratégias de protesto

FELIPE BÄCHTOLD

DE PORTO ALEGRE

 

Redes sociais e blogs viraram ferramentas fundamentais na organização dos protestos de PMs pelo país.

Como a categoria é proibida de manter sindicatos, ela usa perfis no Twitter e no Facebook e comunidades no Orkut para fazer o trabalho de unificação.

No site de uma associação baiana de PMs, os participantes agendam reuniões e até sugerem que pneus de carros policiais sejam esvaziados -em Salvador, PMs chegaram a furar pneus de ônibus.

Um dos comentários diz: “Convocação: todos os PMs têm que se dirigir às suas Companhias Independentes, só os covardes não vão.”

Um site mantido por um soldado do Espírito Santo prega uma “greve nacional” para pressionar o governo pela aprovação no Congresso da PEC 300, que cria um piso federal para a categoria.

O deputado estadual de Santa Catarina Sargento Amauri Soares (PDT), dirigente da Associação Nacional de Praças, lembra que em uma revolta de policiais no Estado, há três anos, o site da entidade local chegou a ser tirado do ar pela Justiça.

“Hoje, o presidente da associação coloca uma notinha no Twitter e o Estado inteiro lê em segundos”, afirmou o parlamentar capixaba.

Um sargento da PM da Bahia acampado na Assembleia do Estado afirma que o movimento não teria resistido nem um dia sequer sem o “mundo da internet”.

O movimento dos PMs baianos usou as redes para oferecer contrapontos às informações do governo e anunciar suas reivindicações.

O soldado Pedro Queiroz, que participou das paralisações no Ceará em janeiro, disse que a militância virtual pode estimular uma sequência de protestos pelo país.

“Como há uma integração, talvez os companheiros de uns Estados vejam como é a articulação e se inspirem em copiar”, afirmou Queiroz.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/24673-policiais-usam-redes-sociais-para-unificar-estrategias-de-protesto.shtml

Um Comentário

  1. Isto e por que somos a 6 economia do mundo, e como pode haver tanta briga para dar um misero aumento para a Policia, e não e so na Bahia nao, aqui em SAO PAULO a policia teve 150 reais de aumento com uma inflação no decorrer de 16 anos, analisem.
    Ainda te m gente que acha errado, aqui em Sao Paulo foi pacifica e eles cagaram pra a gente, parece que não ha outra saída senão apelar desta forma.

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  2. DESANIMADO. não seja um crítico excessivo. Veja que o governo de são paulo, na sua totalidade comandado pelo pt retirou toda a polícia do fundo do poço e fez com que, no estado mais rico da federação, policiais acupassem o primeiro lugar em termos de salários e condições de trabalho. Isto deve-se, e não se pode furtar de dizer, a todos os líderes que comandaram as negociações e forma brilhante. Parabéns a toda liderança policial deste estado que poupou os policiais sem levá-los a uma greve.

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  3. Dr. Guerra, obrigada por partilhar CONTEÚDO FECHADO DE ÁREA RESERVADA APENAS PARA ASSINANTES da Folha de S.Paulo.

    Essa conduta da Folha de S.Paulo demonstra claramente como a mesma manipula as informações e faz de conta que é isenta disponibilizando assunto tão massificado como redes sociais no Brasil em área restrita a assinantes.

    Os assinantes são uma parcela mínima da população paulistana, que faz parte da elite branca. Logo, os principais interessados e envolvidos não matéria não terão (foi proposital) acesso ao texto e não terão a confirmação de que tudo poderão usando as redes.

    Pau nesse Grupo Folha de S.Paulo!

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  4. Carla, seguem outras materias – da área reservada aos assinantes, a respeito da greve; observe aquelas sobre o “aquartelamento” e “distanciamento do PSDB” : Governo vê riscos de crise da PM se alastrar para 6 Estados

    RJ, PA, PR, AL, ES e RS são casos ‘explosivos’, segundo serviço de inteligência

    Movimento de policiais também preocupa no DF; iniciada há oito dias, paralisação na Bahia chega a impasse
    DE BRASÍLIA
    DE SALVADOR
    DO RIO

    O governo federal vê risco elevado da greve da PM baiana se alastrar para mais seis Estados. O Rio é considerado o mais crítico de todos eles, inclusive pelo temor de haver cenas violentas às vésperas do Carnaval, daqui a dez dias.

    Além do Rio, onde a polícia decide amanhã se para ou não, o serviço de inteligência do Palácio do Planalto classifica como “Estados explosivos” Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

    O acompanhamento começou após os conflitos se agravarem em Salvador, onde a greve dos PMs foi decretada na terça da semana passada.

    O governo federal monitora ainda o Distrito Federal, que ontem registrou protesto de apoio aos PMs da Bahia.

    “Se não tiver aumento, não terá segurança no Carnaval. Se está ruim em Brasília, imagina em outros Estados?”, disse o sargento Edvaldo Farias, da Associação dos Oficiais Administrativos da PM. O piso brasiliense, de R$ 4.000, é o maior do país. Na Bahia, por exemplo, ele é de R$ 2.173,87.

    A presidente Dilma Rousseff foi comunicada na sexta de que o levante baiano fazia parte de uma articulação nacional para pressionar o governo a apoiar, no Congresso, a aprovação da PEC 300.

    A proposta de emenda constitucional estabelece um piso salarial para bombeiros e PMs. O problema é que, por limitações de verba, nem Estados nem a União estão dispostos a bancar a medida.

    Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiu adiar para amanhã, mesmo dia em que os policiais do Estado decidirão ou não pela greve, a votação da proposta do governo estadual de reajuste para as polícias.

    Há representantes de policiais fluminenses em Salvador. A ideia é verificar as ações do governo federal, além de conversar com líderes do movimento e com os policiais que não aderiram a ele.

    IMPASSE

    A greve da Bahia chegou a um impasse. O líder do movimento, Marco Prisco, diz que as reivindicações salariais estão “bem encaminhadas”.

    O problema, afirma, está no pedido de prisão dos líderes do movimento, decretado pela Justiça. Na lista dos procurados, ele diz que ninguém retornará ao trabalho sem que haja uma anistia geral.

    Já não há mais mulheres e crianças dentro da Assembleia baiana, onde os grevistas se amotinam. A luz foi restabelecida no local ontem.

    Apesar do aparente distensionamento, a tentativa frustrada de acordo levou ontem manifestantes à rampa da Assembleia para gritar em coro: “Ôôô, o Carnaval acabou!”

    Caso reabre debate sobre legalidade de greve

    Maioria dos advogados entende que, pela Constituição do país, policiais estão proibidos de paralisar atividades

    Existem, no entanto, linhas de interpretação que veem uma brecha na legislação brasileira que legitima movimento
    VAGUINALDO MARINHEIRO
    DE SÃO PAULO

    Diante da ameaça de que a greve da PM da Bahia se espalhe para outros Estados, cresce a discussão sobre se a Constituição permite ou não que esses profissionais paralisem os seus serviços.

    A maioria dos advogados entende que não. O artigo 142 da Constituição, parágrafo 3º, inciso 4º, diz claramente que “ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”.

    A questão é que alguns interpretam que o artigo é específico para os membros das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica). Isso porque o capítulo em que se encontra o artigo 142 se chama “Das Forças Armadas”.

    Mas um artigo anterior, o 42, que dispõe sobre os “militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”, afirma o seguinte: “Os membros das PMs e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios”.

    Na sequência, o texto afirma: aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios as disposições do artigo 142, parágrafos 2º e 3º. Ou seja, que a greve é proibida.

    Alguns advogados, no entanto, contra-argumentam com o artigo 37, sobre os servidores públicos, que diz em seu parágrafo 8º que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”, o que nunca aconteceu.

    INEXATO

    Como o direito está longe de ser uma ciência exata, a discussão pode se arrastar por um longo tempo.

    Mas o Supremo Tribunal Federal decidiu em novembro do ano passado que é um grande argumento para aqueles que defendem a inconstitucionalidade da greve.

    Ao julgar um pedido de liminar para a suspensão da greve dos policiais civis do Distrito Federal, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, entendeu que mesmo os membros da Polícia Civil não podem fazer paralisações.

    Os argumentos do presidente do STF são dois:

    1- O direito à greve dos servidores públicos não é absoluto. Ele não vale no caso de policiais, que são “incumbidos de zelar por valores incontornáveis da subsistência de um Estado: segurança pública e incolumidade das pessoas e dos bens”;

    2- Nos serviços públicos desenvolvidos por grupos armados como a Polícia Civil, “as atividades realizadas por seus agentes são análogas às dos militares, em relação às quais a Constituição proíbe expressamente a greve”.

    Isso significa que, para Peluso, militar das Forças Armadas, policial militar ou civil, todos estão fora do direito de greve.

    Numa discussão anterior no próprio Supremo, em maio de 2009, também sobre greve de policiais civis, os ministros Eros Grau, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Peluso defenderam a inconstitucionalidade de greves no setor de segurança, por ser este “essencial na proteção dos direitos fundamentais do cidadão em geral”.

    Grau, relator do caso, citou as Constituições de Itália, França e Espanha, que expressamente vetam greves de seus policiais.

    Tucanos tentam manter distância de líder grevista
    DE SÃO PAULO
    DE BRASÍLIA

    O deputado Antônio Imbassahy, pré-candidato à Prefeitura de Salvador, buscou distanciar o PSDB de Marco Prisco. Ele disse que, embora filiado, o líder grevista tem postura “completamente independente” dos tucanos do Estado.

    Imbassahy defendeu diálogo e o fim da paralisação e criticou o que chamou de posição de enfrentamento tanto de Prisco quanto do governador Jaques Wagner (PT).

    “Prisco procurou o partido com a proposta de se filiar para defender a categoria dos PMs. Daí para cá, a gente não teve nenhum contato”, disse Imbassahy.

    O deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA) afirma que a prioridade no momento na Bahia é dar fim à greve. “Radicalização não ajuda em nada no momento.”

    PMs ‘em serviço’ ficam dentro de quartéis

    Para fugir de punições, policiais que não aderiram à greve na Bahia até vão para unidades, mas não fazem patrulha

    Parte do comércio do Periperi não funcionou porque comerciantes receberam panfleto que ordenavam fechamento
    GRACILIANO ROCHA
    DE SALVADOR
    FÁBIO GUIBU
    ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR

    A cem metros de uma rua onde o comércio fechou as portas por medo de arrastão, pelo menos dez policiais militares conversavam à sombra de uma árvore ou assistiam a uma novela vespertina no quartel do bairro de Paripe, na periferia de Salvador.

    Para fugir de punições administrativas, os PMs que não aderiram oficialmente à greve até vão para as suas unidades, mas não realizam atividades de policiamento.

    O aquartelamento foi constatado pela Folha em algumas das favelas e bairros mais violentos da capital baiana durante todo o dia de ontem.

    VITRINE?

    A prática abrange, inclusive, as bases comunitárias de segurança -uma das vitrines do governador Jaques Wagner (PT) na área periférica-, inspiradas no modelo de polícia pacificadora do Rio.

    Por volta das 15h30 de ontem, 12 policiais e três carros estavam parados em frente à base de Fazenda Coutos. Pouco antes, o terror se instalou no bairro com o assalto e um arrastão em um mercado.

    No Nordeste de Amaralina, conjunto de favelas e bairros populares, a Folha encontrou cerca de dez soldados aquartelados e um guincho recolhendo um carro de polícia com os pneus furados dentro de uma base da PM.

    MEDO DE EXPULSÃO

    Na favela do Calabar, os três carros que faziam o patrulhamento na área estavam parados em frente à base.

    Alguns policiais militares disseram que estão aquartelados porque poderiam ser expulsos se aderissem à greve durante o estágio probatório.

    Moradores e policiais contaram que nos últimos dias traficantes voltaram a operar nos pontos de drogas de onde haviam sido expulsos no ano passado, quando foi instalada a base do Calabar.

    Para ficar nos quarteis, PMs também alegam risco de sair sem garantia de reforço em caso de confronto.

    A Folha ouviu relatos de policiais estacionando carros de polícia em ruas secundárias. Quando recebem chamadas pelo rádio, respondem o código “alfa 18”, que significa, no jargão da PM baiana, que estão de prontidão, mas não irão atender ocorrências.

    Ontem, parte do comércio do Periperi não funcionou porque comerciantes receberam um panfleto que ordenava que fechassem as portas.

    Lojistas atribuem a autoria a policiais militares em greve.

    Militares do Exército foram ao local para patrulhar as ruas e ouviram que até garis foram impedidos de trabalhar.

    OUTRO LADO

    O comando da PM admite o aquartelamento. Ainda segundo o comando, a corporação vai apurar se há “corpo mole” na rádio-patrulha.

    O chefe da base de Fazenda Coutos, tenente Alã Carlos, negou o aquartelamento e disse que três suspeitos de envolvimento em arrastões foram presos pela PM.

    Colaboraram Moacyr Lopes Júnior, enviado a Salvador, e Luiza Bandeira, de São Paulo

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  5. Dr. Guerra, por questão de segurança não posso falar muito, mas, tem gente em Salvador que está envolvida na operação e NÃO ESTÁ TENDO DIMENSÃO DO QUE ESTÁ OCORRENDO LÁ e DE COMO A MÍDIA DE S. PAULO ESTÁ ABORDANDO OU DEIXANDO DE ABORDAR O ASSUNTO.
    ________________

    Dr. Guerra, quis sugerir ao Senhor a música AUTORIDADES, do antigo Capital Inicial, música que deveria ser um hino em qualquer manifestação pública, mas não achei no blog endereço para mandar. Tomo a liberdade de postar aqui para que avalie se vale a pena virar um post.

    Obrigada.
    _____________
    Autoridades (link http://www.youtube.com/watch?v=qIQdHRf3WXc )

    Capital Inicial (Qdo prestava!)

    (Refrão)
    Vou denunciar autoridades incompetentes
    Eu vou denunciar autoridades incompetentes

    (2x)
    Eu quero antes te dizer
    Ninguém sabe o que pode te acontecer

    (Refrão)

    Ameaça aos privilégios
    Você será detido e encostado na parede
    É a ordem no progresso
    Um jogo imoral
    Que não mede consequências

    (2x)
    Autoridades incompetentes
    Acham que vocês não passam de fantoches
    Bonecos para brincar
    Bonecos para brincar
    Autoridades incompetentes
    Sabem que vocês estão em fila
    E a fila não incomoda
    A fila não incomoda
    A fila não incomoda.

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  6. CARLA. NÃO SE PREOCUPE NÃO. O SENADOR ALOISIO NUNES (PSDB-SÃO PAULO) JÁ ESTÁ CUIDANDO DISSO. LEIA O PROJETO DE LEI QUE FARÁ TRAMITAR NO SENADO FEDERAL. SE TRANSFORMAR EM LEI, A POLÍCIA(ESPECIFICAMENTE ) VERÁ SEPULTADO QUALQUER MOVIMENTO GREVISTA.

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  7. aparecido loureiro jannone :DESANIMADO. não seja um crítico excessivo. Veja que o governo de são paulo, na sua totalidade comandado pelo pt retirou toda a polícia do fundo do poço e fez com que, no estado mais rico da federação, policiais acupassem o primeiro lugar em termos de salários e condições de trabalho. Isto deve-se, e não se pode furtar de dizer, a todos os líderes que comandaram as negociações e forma brilhante. Parabéns a toda liderança policial deste estado que poupou os policiais sem levá-los a uma greve.

    Agora te pergunto, vc sendo policial e ganhando o que estamos ganhando hoje em dia na Policia com tanta responsabilidade que temos, correndo riscos, consegue viver bem com este salario, e o que e pior trabalho em uma Central de Flagrante da Oeste e estamos com os quadros reduzidos desde o iniciou do projeto.
    Este governo tem feito muita coisa pela gente, mais falta muito pra melhorar, adoro ser policial, trabalho e muito, não faço coisa errada faço bico para complementar, e ainda nao consegui entender por que nosso cargo de nivel superior te salarios menores que 5 cargos dentro de nossa instituiçao.
    Por que nao pagar melhor a Policia ?

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  8. Hoje o jornal nacional noticiou em tom de denúncia a participação de lideres do movimento grevista na Bahia, em atos de vandalismo ocorridos, em escutas autorizadas pela justiça. Eu fiquei estarrecido, pois greves existem em todas as categorias em um Estado Democrático de Direito, e elas acontecem o tempo todo. Um bom exemplo é a greve dos bancários. Nunca vi ninguém forçar ou apresentar nenhuma escuta telefônica de nenhum líder sindical de classe alguma. Esta perseguição é somente contra policiais. Fico me perguntando: Será que essa imprensa é manipulada devido a continuidade da concessão, que pode está sendo decidida pela politicagem? Não encontro outra explicação!

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  9. Vamos gastar um dinheirinho e contratar um MARQUETEIRO
    Alguém que nos conduza à opiniao publica (favorável, claro)!!

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