O Jornal “Estadão” revela a intestina podridão da Polícia Militar que teria no Comando Geral uma mina de ouro e poder para o oficialato disposto a qualquer coisa por uma boca “mais rica” ( merecem prêmio ISO 9001 em qualidade de corrupção ) 13

Alckmin, Kassab e comando da PM não sabiam de início de ação na cracolândia

Ocupação que deveria ocorrer em fevereiro, após inauguração de centro de atendimento, foi antecipada após decisão do segundo escalão 07 de janeiro de 2012

  MARCELO GODOY – O Estado de S.Paulo

A Operação Cracolândia foi precipitada por uma decisão do segundo escalão da Polícia Militar (PM) e do governo do Estado. Há dois meses, a ação era planejada na cúpula. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e as cúpulas da Segurança Pública, Assistência Social e Saúde das duas esferas de governo estavam acertando tudo para que o trabalho começasse em fevereiro, depois da abertura de um centro de atendimento com capacidade para 1,2 mil usuários de drogas na Rua Prates, no Bom Retiro.

Eles queriam evitar, por exemplo, que os dependentes se espalhassem pela cidade depois do cerco à cracolândia. Outro objetivo era evitar que a operação focasse apenas políticas de segurança pública, ampliando-a para as pastas sociais.

Até que na segunda-feira houve uma reunião de segundo escalão, na qual Luís Alberto Chaves de Oliveira, o Laco, coordenador de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Estado da Justiça, disse ao coronel Pedro Borges, comandante da região central de São Paulo, que o governador queria a operação. O coronel disse que poderia fazê-la de imediato, pois tinha acabado de receber 60 homens da escola de soldados.

Assim, na manhã de terça-feira, ele pôs o time em campo sem nem sequer avisar o Comando-Geral da PM, o governador e a Prefeitura.

E acabou criando um mal-estar entre os dois governos.

No primeiro momento, só a PM participou.

A Prefeitura achou que a Segurança Pública queria aparecer sozinha.

Kassab conversou com o governo estadual e ouviu as explicações.

O próprio coronel teve de se explicar com o Comando.

A cúpula da Segurança queria saber por que ele havia feito a operação sem informar ninguém.

Ainda na terça de manhã, quando a operação começou, o governador questionou o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo.

Nenhum deles sabia de nada.

 Já com os policiais na rua, a Prefeitura convocou equipes de limpeza e de assistência social e a PM teve de dar continuidade à operação que só estava prevista para fevereiro.

Reunião.

Ontem, o Comando da PM foi convocado para uma reunião de emergência no Palácio dos Bandeirantes. Alckmin queria explicações do comando. Embora estivesse no QG quando todos foram convocados, o coronel Alvaro Camilo não foi ao palácio.

Estiveram na reunião os coronéis Danilo Antão Fernandes (subcomandante-geral) e Marcos Roberto Chaves (comandante do Policiamento da Capital), além do coronel Pedro Borges. A reunião começou tensa, mas terminou sem nenhuma demissão. A história do mal-entendido com Laco prevaleceu.

Entre os coronéis da PM, no entanto, a atuação de Borges tem outra explicação. ( CAGUETAGEM VELADA )

Muitos acham que ela está relacionada à mudança obrigatória do Comando-Geral, que ocorrerá em maio.

Borges teria antecipado a operação pensando no posto de comandante-geral.

Só não esperava reação dos outros envolvidos.

Camilo ficou irritado – viu na atitude do subordinado uma ameaça a seu relacionamento com Kassab – 30 dos 31 subprefeitos de São Paulo são coronéis da PM. ( ENTENDA-SE: perder uma dessas bocas na prefeitura )

O prefeito preferia que a operação fosse deflagrada após 4 de fevereiro, quando planeja inaugurar o galpão que receberia as pessoas que seriam retiradas da cracolândia.

Ao ver a ação da PM, ele considerou que foi como se ela tivesse “resolvido o problema”. À Prefeitura, coube então o papel de inoperante. Ontem, novas explicações foram dadas a Kassab para tentar apaziguá-lo. E a ação nas ruas continua em meio a cotoveladas entre os chefes.

Questionado pelo Estado, o governo do Estado negou precipitação. Segundo assessores do governador, Alckmin havia dado chancela para que PM e Coordenadoria de Políticas sobre Drogas escolhessem o momento adequado de pôr a tropa na rua. Mas não negou que ele desconhecia a data de início. Segundo a assessoria, não há mal-estar no governo e na relação com Kassab.

O coronel Borges afirma que tomou a decisão porque no começo de janeiro, quando parte dos paulistanos viaja, caem taxas de crimes e diminui o trânsito, o que libera o efetivo de policiais para operações de grande vulto. Ele afirma ter tomado a decisão “em acordo com demais pastas de Prefeitura e Estado”. “Mas não sei se a Prefeitura ou o governador foram consultados”, disse.

O comandante da PM, Álvaro Camilo, que oficialmente só voltaria de férias na próxima semana, confirmou que não sabia da data da ação. E disse que o chefe do centro tinha autonomia para decidir. Já Luís Alberto Chaves de Oliveira está viajando e não deu entrevista. No governo, há a tentativa de afinar o discurso de que, independentemente do que ocorreu, o que importa é que daqui para frente todos trabalharão juntos. / COLABOROU BRUNO PAES MANSO

Um Comentário

  1. Operação Bandeirante

    Há os que apoiavam com entusiasmo a repressão do povo de São Paulo e outros que contribuíem a contragosto, sob pressão.

    Será que querem instalar uma nova Operação Bandeirante (OBAN) financiada por alguns empresários em especial os donos de construturas e de Concessionária de Rodovias

    Sem vínculos formais, ou legais,a OBAN era em essência uma formação paramilitar de ação direta e violenta à margem da lei, o que lhe dava agilidade e brutal eficácia.

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  2. Agora ferrou!!! A polícia precisa de autorização de comandante, prefeito e governador pra agir. Precisa esperar a inauguração de centro de atendimento, como se o viciado aceitasse ir numa boa para lá.
    Até lá, o consumo e a venda da droga na cracolândia tá liberado. O cidadão de bem que se dane e procure outro caminho alternativo para transitar pela região.

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  3. Boa Tarde!

    Senhoras e Senhores.

    São pouquíssimos holofotes para muitos candidatos. Este tema muito embora já tenha sido amplamente debatido e discutido, ainda assim insistem em vender a mesma mercadoria.

    Dá impressão que estes vendedores não possuem um mínimo de criatividade. Se este produto fosse “peixe” pelo tempo, com certeza já estaria fedido e ninguém conseguiria ficar perto.

    Caronte.

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  4. FALA QUE É MENTIRA

    OUVI DIZER QUE O PADRINHO TATARANETINHO

    LANÇOU A CANDIDATURA DO
    BEBELO VEREADOR PARA O MUNÍCIPIO DE SÃO PAULO ????

    O DO TECIDO ??? A FICÇÃO ESTADO NAS MÃOS DO CRIME ???

    QUE SHOWWWWWWWW DE DEMONIOCRACIA E CAPETALISMO !!!! VAMOS EMBORA . . .

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  5. Netinho quer Belo como candidato a vereador
    Pagodeiro, que nasceu em São Paulo, mas mora no Rio, filiou-se ao PC do B paulista em setembro Redação
    Pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PC do B nas eleições de outubro, o vereador Netinho quer deixar um discípulo na Câmara Municipal. Para isso, ele pretende lançar o cantor Belo a vereador. Nascido em São Paulo, Belo fez fama no Rio ao lançar o chamado “pagode romântico”. Ele mudou seu título eleitoral para a capital paulista e se filiou ao PC do B paulista em 30 de setembro de 2011, segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Para a Justiça Eleitoral, Belo está apto para disputar as eleições daqui a dez meses.
    Muito mais do que manter a bancada dos pagodeiros na Câmara, Netinho pretende com Belo repetir o efeito Tiririca, ou seja, transformar o cantor num grande puxador de votos para aumentar o número de vereadores do PC do B, assim como aconteceu com o palhaço que em 2010 foi eleito o deputado federal com a maior votação do país.
    Além da música, Netinho e Belo têm em comum também os problemas com a Justiça. O primeiro já foi processado por bater na mulher e numa aeromoça. Já Belo foi condenado em 2003 a oito anos de prisão por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas. Em agosto de 2008, ele conseguiu a liberdade condicional.
    Belo vai se juntar a outros famosos na busca por uma cadeira no Legislativo paulistano. Também sonham com a candidatura o ex-jogador Dinei, o cantor Moacyr Franco e o filho do ex-governador Mário Covas, o advogado Mário Covas Neto, o Zuzinha, este também investigado pelo Ministério Público por suspeita de envolvimento em contratos superfaturados da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) de São Paulo.

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