CASO VERDEGRANA DE PINDAMONHANGABA 3

10/08/2011 – 23h10

MP propõe ação contra prefeito de Pindamonhangaba (SP) e cunhado de Alckmin por fraude em merenda

Bruno Monteiro
Especial para o UOL Notícias
Em Pindamonhangaba (SP)

O Ministério Público de Pindamonhangaba (151 km de São Paulo) propôs na última segunda-feira (8) uma ação civil pública contra 19 pessoas, entre elas o prefeito da cidade, João Salgado Ribeiro (PPS), e Paulo Ribeiro, cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) –que é nascido e tem propriedades na cidade.

Segundo a Promotoria, haveria fraude no contrato da merenda escolar firmado com a empresa Verdurama para atender cerca de 30 mil alunos da rede municipal de ensino. Em caso de condenação na ação, os envolvidos no esquema terão que devolver ao erário público R$ 30 milhões. Este é o valor do contrato da Verdurama com a prefeitura, além de multa. O montante total da ação é de R$ 792 milhões.

Um inquérito civil foi instaurado em 2007 na cidade para investigar o caso. O MP de São Paulo começou a investigar a empresa após ouvir relato de testemunhas sobre supostos pagamentos de propinas para a obtenção e manutenção de contratos em cerca de 30 cidades do Brasil. Em depoimento à Promotoria, o ex-sócio da empresa, Genivaldo Santos, disse que pagava propinas. De acordo com ele, a média era de 10% para a manutenção do contrato e o montante arrecadado com o esquema de corrupção chegou a R$ 70 milhões por ano.

Em uma busca e apreensão na casa de um dos sócios de uma empresa ligada à Verdurama foi apreendida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) uma planilha que continha nomes de cidades onde a empresa tinha contrato e a respectiva porcentagem da propina paga para a manutenção do esquema de corrupção. Em Pindamonhangaba a “taxa” estabelecida seria de 10%, sendo que a Verdurama repassaria, de acordo com o documento apreendido pelo MP, R$ 44,5 mil todo mês a integrantes do governo de João Salgado Ribeiro.

No ano passado, o próprio prefeito foi chamado para depor e prestar esclarecimentos ao Ministério Público. Após depoimento, vários secretários e funcionários de segundo escalão foram exonerados, inclusive o secretário de Finanças, Sílvio Serrano, e o então diretor de licitações, Marcelo Santos.

Uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) também foi criada na Câmara Municipal para investigar as supostas irregularidades.

Cunhado de Alckmin  envolvido

O cunhado do governador Geraldo Alckmin – irmão da primeira-dama Lu Alckmin– é citado na ação. Paulo Ribeiro, que também é investigado pelo MP da capital, é apontado pelo órgão como controlador da CR Empreendimentos e Participações, empresa que, junto com a Gwry Empreendimentos e Participações –que seria de Silvio Serrano– seriam as destinatárias do dinheiro arrecadado no esquema, ainda segundo o MP.

Outro lado

O prefeito de Pindamonhangaba, João Ribeiro, declarou que só irá se pronunciar após ser notificado da ação. A empresa Verdurama nega as irregularidades, assim como todos os outros envolvidos citados.

Um Comentário

  1. SMJ, O GOVERNO NÃO ESTA PREOCUPADO COM A SAUDE PUBLICA.

    SERÁ QUE SE PREOCUPA COMA SEGURANÇA PUBLICA?

    Greve é em benefício do HC, diz médico-assistente
    Movimento expôs deterioração do hospital, afirma grevistas

    10/08/2011 – 15:50

    EPTV.com – Fabiana Assis

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    A greve dos médicos-assistentes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que já dura 43 dias, é em benefício do próprio hospital, diz o comando da paralisação. Segundo o médico Ulysses Strogoff de Matos, a situação da categoria reflete a deterioração da situação do HC.

    “A nossa greve repercute porque a falta de um médico já faz diferença no atendimento do HC. A situação vem se prolongando há muito tempo, os pedidos de demissão dos médicos continuam. Há uma ação do MP exigindo a realização de cirurgias porque não há anestesistas, mas como fazer se não há profissional? Há concurso aberto para médicos e não aparecem candidatos por conta do salário. Estamos defendendo o HC como um serviço de qualidade”, afirma.

    Os médicos pedem equiparação com os colegas de profissão de outros hospitais estaduais. Atualmente, o salário de um profissional do HC é de R$ 2,1 mil, enquanto os que trabalham no Hospital Estadual e na Casa Mater ganham R$ 6,2 mil.

    Na última sexta-feira (5), o secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri, afirmou que não irá atender a reivindicação dos médicos-assistentes do HC, mas os grevistas afirmam que a paralisação irá continuar. “Não temos outra alternativa, a situação está declinando”, afirmou.

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