QUADRILHA DE DELINQUENTES: A apreciação do vídeo pode incorrer na internação dos menores, que têm idade entre 16 e 17 anos, recolhendo-os novamente à Fundação Casa. 10

Sexta-feira, 19 de novembro de 2010 – 13h23       Última atualização, 19/11/2010 – 13h33

MP pede imagens que flagraram agressão de jovens na Av. Paulista

 

Helton Simões Gomes

cidades@eband.com.br

O Ministério Público requisitou na quinta-feira as imagens de câmeras de segurança da Avenida Paulista, em São Paulo, que flagraram o momento em que cinco garotos agrediram um jovem com uma lâmpada fluorescente no último domingo. A suspeita é que o ato de violência tenha sido motivado por homofobia.

O promotor da segunda Vara da Infância e Juventude, Tales Cezar de Oliveira, disse que as imagens serão analisadas ainda na tarde desta sexta-feira, 19, pelo responsável pelo caso, o titular da primeira Vara da Infância e Juventude, Oswaldo Barberis Júnior.

“Serão analisadas as agressões, a dinâmica dos fatos, gotejando com isso que veremos nas imagens com aquilo que foi dito nos autos”, explicou o promotor ao eBand como se dará o procedimento. “As imagens vão nos dar um retrato fiel do que acontecer”, comentou.

As imagens mostram os cinco jovens, entre eles quatro menores de idades, caminhando pela calçada da Paulista. Depois de cruzar com um grupo de três rapazes, um deles, que levava duas lâmpadas fluorescentes, volta e faz agride o estudante Luiz Alberto duas vezes. Um no rosto e outra nas costas. “As imagens mostram uma agressão gratuita. Mas elas não têm áudio, então não dá para saber se foi por homofobia. Elas não dão condições para saber se houve ou não”, disse.

A apreciação do vídeo pode incorrer na internação dos menores, que têm idade entre 16 e 17 anos, recolhendo-os novamente à Fundação Casa. No domingo, eles foram apreendidos pela Polícia Militar e levados ao 5º Distrito Policial, no Cambuci. De lá foram levados para fundação, onde passaram a noite à espera da oitiva com o promotor do caso e um juiz.

Eles foram liberados para aguardar o processo em liberdade. Se condenados, podem sofrer punição que vai desde uma advertência até internação na Fundação Casa por até 3 anos. O quinto jovem envolvido, de 19 anos, chegou a ser preso e vai ser indiciado por lesão corporal gravíssima.

O caso

Denunciados por um radialista, de 34 anos, que presenciou as agressões na altura do número 700 da avenida, próximo à TV Gazeta, os cinco foram detidos na esquina da Paulista com a Alameda Campinas.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), as agressões começaram por volta das 3h quando um lavrador, de 18 anos, foi atacado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, uma travessa da Paulista. O grupo dos cinco rapazes se aproximou e, sem dizer nenhuma palavra, começou o espancamento. A carteira, blusa e o celular do jovem foram roubados. Ele compareceu à delegacia no início da tarde para registrar ocorrência de roubo e reconheceu os suspeitos.

A onda de violência continuou em um ponto de táxi já na Paulista, onde o grupo agrediu, em torno das 6h30, com socos na cabeça e chutes um estudante, de 19 anos, e um fotógrafo, de 20, que conseguiu se refugiar numa estação de metrô.

Depois disso, atacaram na cabeça com duas lâmpadas fluorescentes estudante Luis Alberto, de 23 anos. Ele e o fotógrafo foram atendidos no Hospital do Servidor Público. O outro estudante foi socorrido no Hospital Oswaldo Cruz

Um Comentário

  1. Justiça Brasileira. Dois pesos, duas medidas. Com certeza não serão submetidos aos mesmos rigores dos pretos, pobres e prostitutas. A eles foi aplicada a rigorosa medida sócio educativa de irem para casa com a mamãe e o papai que são ricos, brancos e poderosos.Em casa vão refletir sobre o que fizeram e planejar melhor as agressões descabidas que desejam praticar. Para a outra casa, a Fundação Casa, só pretinho, pobre, favelado e meninas em estado de abandono que se prostituem para manter o vício do crack. Se fosse para refazer a letra, o saudoso poeta escreveria:Que merda de país é esse.

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  2. Pois é.
    Um dos jovens, conforme já divulgado pela imprensa seria o tal GAETANO MASSETTI.
    Seu pai, conforme matéria do Estadão de novembro de 2009 é o tal CARLOS MASSETTI.
    Espero que nossa Justiça afira bem a conduta desse jovem e conceda a ele o que a lei brasileira prevê.

    ”Meu vizinho, mafioso siciliano?”
    Tido como ‘perigoso criminoso’, Carlos Massetti volta para sua casa na Bela Vista e jura ter sido confundido
    08 de novembro de 2009 | 0h 00
    Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli – O Estadao de S.Paulo
    A Veloso Guerra é uma rua paulistana ridiculamente pequena, duzentos metros de extensão, nem quatro metros de largura e exatos 26 sobrados com jeitão de interior. Enquanto a vida corre apressada nas outras vias do bairro da Bela Vista, centro da capital, ela mal vê carros no seu dia a dia – apenas os veículos dos próprios moradores, claro, além de um ou outro que corta caminho por ali e atrapalha o barulho dos passarinhos. Não é de se estranhar então que os vizinhos na Veloso Guerra – que se conhecem e se encontram mais do que muita família por aí que só se vê no Natal – tenham estranhado uma reportagem que saiu nos jornais em 23 de maio deste ano.

    “O chefe mafioso Leonardo Badalamenti, de 49 anos, foi preso anteontem pela Interpol na Rua Veloso Guerra, no bairro da Bela Vista, centro de São Paulo. Filho de Gaetano Badalamenti, o poderoso Dom Tano, do clã de Cinisi, na Sicília, Leonardo estava escondido no Brasil havia 15 anos. Usava a identidade de Carlos Massetti, se dizia brasileiro e comerciante, mas controlava o esquema montado pela Máfia para tentar aplicar golpe bilionário no mercado financeiro internacional.”

    Mafioso? Siciliano? Golpe bilionário? Veloso Guerra?

    “Mas, como assim, ele é um amor de pessoa!”, disse ao Estado uma moradora na noite da prisão. “Isso parece mais coisa de filme.” Passado o choque inicial e todas as dúvidas que surgiram de imediato, o espanto dos moradores da rua só aumentou no mês passado, quando o morador do número 59 saiu da carceragem no CDP de Pinheiros e voltou para casa. Afinal, quem estava certo, os jornais ou o sempre educado e simpático vizinho? Era Carlos Massetti ou Leonardo Badalamenti? Definitivamente, são muitas reviravoltas para uma ruazinha tão pequena e pacata.

    “Eu sou Carlos Massetti, nasci no Brasil, minha família é do centro da Itália e eu não tenho nada a ver com Máfia”, continua afirmando o morador, que conversou com a reportagem na última quarta-feira na porta de sua casa na Veloso Guerra. “Minha prisão foi revogada. Não existia extradição, não tem grampo com a minha voz, nada. Tudo o que eles tinham era uma foto antiga desse tal de Leonardo Badalamenti, e falaram que eu era parecido. Nem digital tinha para comparar. Se eu fosse pedir indenização disso aí…”

    O pedido de prisão contra Massetti chegou ao Brasil em 19 de maio. Dois dias depois, o Supremo Tribunal Federal expediu o “mandado de prisão para efeito de extradição”. A ordem foi cumprida por uma equipe de policiais federais a serviço da Interpol. Mas vencido o prazo de 40 dias para que o governo italiano formalizasse o pedido de extradição, apresentando as provas contra o suposto mafioso, o Ministério da Justiça foi comunicado sobre a desistência do processo. E sem nenhum elemento que justificasse a prisão, restou ao juiz decretar sua soltura.

    Carlos Massetti ainda assim continua uma incógnita. Tem pouco menos de 1,70 metro da altura, é forte e bronzeado, tem olhos verdes bem claros, entradas já acentuadas na testa, é sócio do Palmeiras e parece figurante de algum filme de Federico Fellini. Ao mesmo tempo que nega ser italiano, ele não tem familiares no Brasil e fala com um sotaque extremamente carregado (“falo cinco idiomas, é por isso”, alega). Enquanto afirma não ter ligações com a Máfia, batizou seu filho de Gaetano Massetti, o mesmíssimo nome do seu suposto pai mafioso. E mesmo que jure de pés juntos nunca ter ido à Sicília, “nem mesmo para férias”, ostenta em sua mão direita um grande anel com o símbolo da “Trinacria” (de forma triangular, a Sicília tinha na antiguidade o nome de Trinacria, que significa “três pontos” e é representado por uma figura com a cabeça da Medusa com três pernas).

    “Trinacria? Que Trinacria? Não, não…”, disse Massetti, escondendo a face do anel, ao ser questionado pela reportagem.

    FALSIDADE IDEOLÓGICA

    Para muitos vizinhos do número 59, Carlos Massetti está falando a verdade. “Ele foi injustiçado, sempre ficamos do lado dele”, diz o advogado Daniel Simoncello, que mora a três casas de distância. Sete moradores do local chegaram até mesmo a testemunhar a seu favor – depois de Massetti se explicar e prometer que está falando a verdade, poucos agora tocam no assunto. A vida, assim, vai aos poucos voltando ao normal.

    “Você pode imaginar o choque que foi, meu filho é adolescente, ficou mal no colégio”, diz Massetti. “Fora que tive vários problemas, trabalhava com comércio exterior e perdi 99% dos contatos. Mas isso vai passar, vou ganhar esse processo. Não podem me culpar por ser parecido com outra pessoa, por falar com sotaque. O Maluf deveria estar preso então, ele fala com sotaque. A própria delegada do meu caso tem sobrenome “Zucca”, italiano, mas ela é japonesa. Então tem de prender também, ela tem de explicar isso.”

    Caçado como um perigoso mafioso siciliano, Massetti responde agora apenas à acusação de falsidade ideológica. As provas? Fotos antigas e um laudo de impressões digitais que, segundo o advogado dele, é inconclusivo. Mesmo que a Polícia Federal consiga provar que Massetti é, na verdade, Leonardo Badalamenti, ele dificilmente voltará para a cadeia. Além de ser um crime de menor potencial ofensivo, o réu tem a seu favor os requisitos básicos como residência fixa, bons antecedentes, profissão…

    “É um artigo muito leve, mesmo se eu fosse condenado não seria preso. Se tivessem prendido o cara certo, não soltavam assim, tão rápido. Eu até faria exame de DNA para provar que sou eu mesmo, para entrar com indenização. Mas não vou mais tocar nisso, quero viver minha vida em paz”, diz Massetti, gesticulando como um bom descendente de italiano e exibindo novamente o seu bonito anel da Trinacria.

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  4. Essas imagens mostradas agora calaram a boca de muita gente e dos pais desses monstrinhos, hem???
    E agora seus imbecis? o que dirão? Que os moleques só estavam brincando com a lâmpada fluorescente????
    Os endereços deles estão aí….que tal uma passeata bem colorida na rua em que moram essas “bichinhas de leite” enrustidas???????

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  5. Concordo com a Soraia Bosta, isso não passou de uma briguinha de adolescentes, inclusive foi a vítima que começou a confusão, dando uma testada na lampada florecente de estimação do boyzinho.

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  6. Já disse antes, eu acho que eles queriam acabar com a “concorrencia”. Um bando de” machos” caçando assunto naquela hora só poderia dar nisso. Queria ver eles pagando de fodão na jaula, dando o rabo lá dentro e dormindo no boi, ainda as famílias sustentando todo o X num CDP da vida. Também se , já que são fortes e lutadores, pegassem uns trombadinhas…rsrsrsrs… Cana neles, tipo de gente que não pode ficar à vontade por aí, vai se pega um de nós´, aí dá-lhe 121….fuiiiii!!!!!!!

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  7. Depois das imagens da agressao, cade a dona Soraia Costa, e a função do Ministério Público não é promover a justiça, então cade o M.P., ou justiça é só contra os dispossuídos?

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