Justiça solta 4 policiais no caso dos caça-níqueis
A delegada Joana Darc de Oliveira, que estava detida havia dez dias sob a acusação de participar de um esquema de proteção à máfia dos caça-níqueis na cidade de São Paulo, foi solta por ordem da Justiça. Além dela, também foram libertados a perita criminal Anita de Paulo Ferreira, o investigador Belmiro Rondelli Junior e o sargento da Polícia Militar Ricardo Bachega.
‘Não há nada que prove a ligação da delegada com os caça-níqueis’, afirmou a advogada Luciana Brandão Grimailoff, que defende Joana. Ela disse ainda que são mentirosas as acusações contra a perita Anita, que foi detida sob a suspeita de fraudar laudos de máquinas caça-níqueis. ‘Ela nunca fez um laudo de máquinas caça-níqueis em sua vida. Esse é um fato incontestável’, afirmou a advogada.
Os acusados haviam sido presos pela Corregedoria da Polícia Civil. O Ministério Público Estadual (MPE) concordou com elas e pediu à Justiça que transformasse a prisão temporária de 10 dias do grupo em prisão preventiva, o que foi negado. O MPE ainda não apresentou denúncia contra os acusados.
O sargento é suspeito de explorar máquinas de caça-níquel e o investigador, de recolher propina. Ambos negam. A delegada é suspeita de avisar integrantes da máfia dos caça-níqueis de blitze da polícia. ‘Ela nunca conversou sobre fatos futuros, mas sempre sobre fatos pretéritos. Não há crime’, disse a advogada. O MPE pode recorrer da decisão da Justiça.