DELEGADA VAGABA: MP arquiva inquérito contra vendedoras 1

Duas novas denúncias contra delegada

26/02/2010 – 00h00 (Outros – A Gazeta)

Depois da prisão de quatro funcionárias de uma loja de departamentos, neste mês, um comerciante e um empresário também fizeram denúncias contra a delegada Maria de Fátima Oliveira Gomes de Lima, afastada de suas funções, acusada de abuso de autoridade.

Ontem, um comerciante – dono de uma padaria, onde funciona um Banestes Mais Fácil – contou que ele e uma gerente do comércio passaram três dias na cadeia, ao receberem voz de prisão dada por delegada.

Tudo por causa de uma nota de R$ 10, que seria falsa. O fato aconteceu em 17 de julho de 2006, em Vila Velha. Mas, até hoje, o inquérito corre na Justiça. “Um cliente esteve no meu comércio e pagou uma conta, de manhã. Ele recebeu de troco, entre outras, uma nota de R$ 10, que disse ser falsa. O cliente registrou uma ocorrência na delegacia”, disse o comerciante.

À tarde, ele voltou ao estabelecimento falando sobre a nota, acompanhado da delegada. “Ela fechou a padaria e deu voz de prisão para mim e para a gerente. Ela me impediu de ligar para advogado e mandou o policial me algemar”. O proprietário passou três dias no Presídio de Novo Horizonte; e a gerente, no Presídio de Tucum.

Outra denúncia contra a delegada partiu do empresário do ramo de construção civil Rogério Oliveira Coutinho. No último dia 1º, dois policiais civis estiveram na empresa, pedindo documentos, alegando irregularidades.

“Eles se identificaram como policiais ambientais. Mas descobrimos que eles eram da Delegacia de Novo México e que, pagando, eles resolviam qualquer problema. Não pediram nada, mas falaram que, se a fiscalização fosse ali, seria pior. Fomos intimados a comparecer na delegacia, no dia 8. A delegada disse que poderia fazer o que ela quisesse”. O empresário entrou com representação na Corregedoria de Polícia Civil e denunciou o fato ao Ministério Público.

MP arquiva inquérito contra vendedoras
O inquérito contra as quatro funcionárias da Riachuelo, aberto pela delegada Maria de Fátima, foi arquivado pelo Ministério Público. O órgão estadual entendeu que as funcionárias não cometeram crime. Elas foram acusadas pela delegada de desobediência, de resistência à prisão e de desacato. Para o advogado da Riachuelo, Fabiano Cabral, realmente não houve crime. “A delegada não estava na loja como delegada, mas como consumidora. Além disso, ela pediu a troca de um produto 60 dias depois da compra, sem nota fiscal e sem etiqueta na mercadoria. Não fazer a troca de uma peça não pode ser enfrentado como um desacato”, defende o advogado. O arquivamento foi comunicado à Justiça que vai definir se as funcionárias vão ou não responder aos crimes que são acusadas.

Um Comentário

  1. Num outro comentário, num outro “post”, eu me ative ao caso concreto que, a princípio, honestamente, não me havia parecido desabonador à Delegada.

    Mas, a julgar por esses QRU´s aí, realmente, tudo leva a crer que ela seja, mesmo, “pinta brava”!

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