NOVA DIRETORIA DO DEIC PRENDE QUADRILHA DE LADRÕES DE CARGA QUE ATUAVA NA 25 DE MARÇO 11

17/08/09 – 21h12 – Atualizado em 17/08/09 – 23h38

Polícia prende ladrões de carga em São Paulo

A ação policial parou o Centro de São Paulo. O bando preso ataca os caminhões que abastecem mais de 2,5 mil lojas da Rua 25 de Março.

Uma operação policial parou nesta segunda-feira o Centro de São Paulo. Os agentes se misturaram à multidão para prender ladrões de carga.

O bando ataca os caminhões que abastecem mais de 2,5 mil lojas da Rua 25 de Março. A reportagem é de César Galvão, William Santos e Robinson Cerântula.

Varredores de rua, eletricistas, entregadores. São policiais disfarçados, à procura de uma quadrilha que rouba cargas na principal região de comércio de São Paulo. Durante duas semanas, nós gravamos a ação de bandidos na Rua 25 de Março.

O carro cheio de mercadorias logo desperta a atenção dos ladrões. Um deles esconde a ferramenta, usada nos arrombamentos. São várias tentativas. Um caminhão é atacado por um bando. Mesmo em movimento, um dos ladrões consegue pegar uma caixa e se afasta rapidamente.

A quadrilha observa uma caminhonete estacionada cheia de roupas. Assim que o motorista sai, a borracha da janela é puxada. Sem o vidro, começa o saque. Pacotes de camisetas são arrancados. Uma peça cai e é dada de presente ao passageiro do ônibus. A ação dura 12 minutos e só é interrompida quando a polícia passa por perto.

A tranquilidade é tanta, que eles agem sem parar o almoço. Ao voltar, o motorista fica perdido, pede ajuda, mas já é tarde demais. Os ataques continuam. Em um caso, o alarme dispara, mas os ladrões não se intimidam. Pegam várias caixas de sapatos e ainda empurram um ajudante. “Nunca podemos reagir. A gente não sabe se eles estão armados”, disse o ajudante Alex dos Santos.

Como se ninguém estivesse vendo, outro vidro é arrombado. A porta, aberta. E a carga de secadores de cabelo desaparece no meio da multidão. Ações como esta já foram mostradas no Jornal Nacional no ano passado. Alguns assaltantes chegaram a ser presos, mas lá estavam eles, no mesmo lugar.

Os ladrões agem na região da 25 de Março há pelo menos dois anos. Começaram roubando entregadores com carrinhos de mão. Mas, como eles passaram a usar segurança, as quadrilhas começaram a saquear vans e caminhões. As mercadorias roubadas são trazidas para depósitos clandestinos e negociadas ali mesmo.

Nesta segunda, o roubo de um carregamento de cigarros deu início à ação policial. Praça cercada, várias prisões ao mesmo tempo, e 35 pessoas foram algemadas. E lá estava o homem acusado como chefe do bando. “São todos atuados pior formação de quadrilha e roubo consumado”, disse o delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

Quem estava no Centro de São Paulo, parou para verem as 35 pessoas serem levadas de ônibus para a delegacia.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1270511-10406,00-POLICIA+PRENDE+LADROES+DE+CARGA+EM+SP.html

VERBA RESERVADA…MALHÃO, IMAGINA! 10

Enviado por GENERAL PATTON em 17/08/2009 às 11:44

17/08/2009 – 10h01
MP apura desvio de verba de operações sigilosas em SP
São Paulo – Dinheiro da verba de operações sigilosas da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi desviado e usado para pagar contas pessoais dos chefes de gabinete. A acusação é a de que o rombo atingiu R$ 2,26 milhões na gestão Saulo Abreu Filho (2002-2006) e R$ 700 mil, no período em que Ronaldo Bretas Marzagão dirigiu a pasta (2007 a 2009). Despesas da secretaria teriam sido cobertas com notas frias e até uma reforma fictícia no prédio justificou o desvio do dinheiro. O caso está sob apuração dos promotores de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público Estadual (MPE).

A nova investigação sobre o suposto desvio da verba começou quando o oficial administrativo Carlos Jorge Santana, o Jorginho, procurou a Assessoria Militar da secretaria. Dizia ter graves denúncias a fazer sobre desvio de recursos. Funcionário da pasta desde 1979, Jorginho afirmava ter provas de tudo e pedia para ser ouvido pelo secretário Antônio Ferreira Pinto, que assumiu o cargo em março. Trazia cópias de 333 cheques, com os quais sacara o dinheiro supostamente desviado, e das despesas particulares dos chefes de gabinete que ele dizia ter pago – cumprindo ordens – com o dinheiro da secretaria.

Em sigilo, Jorginho foi ouvido em 14 de maio pelo secretário e pelo capitão da Polícia Militar (PM) João Carlos Chaves. “Contei o que sabia”, disse Jorginho. Seu depoimento começa com a suposta descoberta, em fevereiro de 2008, feita por Marzagão, de que o chefe de gabinete, Tadeu Sérgio Pinto de Carvalho, guardaria irregularmente dinheiro num cofre na secretaria. Marzagão, disse Jorginho, mandou que Tadeu abrisse o cofre na frente de testemunhas e achou R$ 127 mil, que ele determinou que fossem recolhidos aos cofres públicos.

Carvalho, que deixou o cargo em março de 2008, alegou que o dinheiro era sobra da verba de operações policiais. O que ele não explicou foi a razão de ter informado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que havia gasto todo a verba do segundo semestre de 2007. Na verdade, R$ 98 mil daquele período estavam, segundo o chefe, entre os R$ 127 mil do cofre. Uma apuração foi aberta pela Corregedoria Geral da Administração. Jorginho foi ouvido.

O depoimento dele na Corregedoria foi lacônico. Pouco depois, a investigação ali foi arquivada. Só agora ele contou que “foi chamado pelo coronel Valério (João Cláudio Valério, que se tornou chefe de gabinete, substituindo Carvalho), que disse: “Vou lhe pedir uma gentileza: não fale nada que respingue no doutor Ronaldo Marzagão, porque se você falar poderá sobrar para ele”.” O funcionário deu outros detalhes. “Por diversas vezes, ao entregar os valores sacados mensalmente ao doutor Tadeu (Carvalho), este separava determinadas quantias e determinava ao declarante que com elas pagasse contas particulares, entre elas despesas de energia elétrica, carnês de faculdade e outras contas”. Na gestão de Carvalho, ele sacou R$ 700 mil.

Segundo Jorginho, ele dava o dinheiro ao chefe de gabinete. Ele apresentou cópias de 75 cheques e de 24 recibos de quantias supostamente entregues ao chefe. Segundo o funcionário, em uma conversa, Carvalho admitiu que o que fazia era “irregular” e lhe revelou que cumpria “ordens” de Lauro Malheiros Neto, então secretário adjunto. Malheiros nega. Ele deixou a secretaria em maio de 2008 em meio a acusações de beneficiar o investigador Augusto Pena, que em delação premiada o acusou de montar um esquema de venda de cargos na polícia e de sentenças de absolvição em processos de policiais corruptos.

Logo em seguida, Jorginho passou a contar que também “essa sistemática de saques indevidos era posta em prática em larga escala” na época em que Luiz Hélio da Silva Franco foi chefe de gabinete da secretaria (2002-2006, gestão de Saulo). Tudo sem que o dinheiro sacado (R$ 2,2 milhões) fosse usado “para despesas de operações policiais ou despesas de serviços de manutenção do prédio”.

Defesa

Tadeu Sérgio Pinto de Carvalho e Luiz Hélio da Silva França, ex-chefes de gabinete da Secretaria da Segurança, negaram as acusações feitas por Jorginho, de desvio de cerca de R$ 3 milhões da verba de operações policiais do gabinete. “São mentiras e calúnias”, afirmou Luiz Hélio. Ele contou que tinha conhecimento do depoimento de Jorginho. Disse que contratou advogado e ia tomar providências e apresentar defesa. Luiz Hélio anunciou que vai processar por danos morais o oficial administrativo. Ele chegou a ser nomeado em 13 de julho para um cargo na Corregedoria Geral da Administração do Estado, um ato do governador José Serra. Luiz Hélio nem chegou a assumir. Em 22 de julho, o próprio governador tornou sem efeito a nomeação.

Carvalho disse que não tinha conhecimento das acusações de Jorginho e do depoimento de Marlene. Negou que tivesse usado dinheiro público para pagar contas pessoais. “Imagina!”, exclamou. Funcionário público de carreira, ele disse que todo o episódio do dinheiro no cofre já foi investigado pela Corregedoria Geral da Administração, que chegou à conclusão de que não houve irregularidade. Disse ainda que prestou todas as informações ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), que aprovou tudo.

Sobre para quem ele entregava o dinheiro da verba, Carvalho afirmou que só prestará esse esclarecimento caso seja chamado para depor. “Como é verba do gabinete, é preciso que se ouça o secretário (Marzagão)”, afirmou. As demais pessoas, segundo ele, “eram meros instrumentos”. “O secretário é que é responsável, pois essa verba era para operações policiais do gabinete”, afirmou. Carvalho não quis falar sobre a suposta conversa relatada por Jorginho em que ele teria dito obedecer ordens do então secretário adjunto Lauro Malheiros Neto para sacar a verba. Mas negou qualquer tipo de irregularidade. “Imagina!”, exclamou novamente.

O computador onde estariam supostas provas do uso indevido da verba, segundo ele, foi entregue a uma coronel da PM, para que fosse examinado e nada foi achado. Por fim, ele disse que pediu exoneração do cargo. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o ex-secretário adjunto Lauro Malheiros Neto, disse que seu cliente nega peremptoriamente qualquer participação no uso de verba secreta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

HARE BABA, ESTOU NA LISTA DO EXPURGO! 10

ABADIA  –  A Corregedoria investiga a participação de outras pessoas. “Policiais das 14 carreiras e de qualquer classe vão ser responsabilizados pelos seus atos: escrivão, carcereiro, delegado, agente, quem quer seja. Nós vamos expurgar quem não merece estar no nosso convívio”, afirmou o delegado titular da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria, Caetano Paulo Filho. 
Expurgar: livrar do que é nocivo ou imoral.

ENTENDO, LEMBRANDO ASSIM A REDE GLOBO ACERCA DA FUGA DE PAULO REINON DE AGUIAR 3

Enviado pelo CORUJA em 15/08/2009 às 18:57

Olá, Conde!!! Agora só falta a corregedoria esclarecer a fuga do Paulo Reinon do CDP-Belém II. Policiais atuaram na fuga do comparsa do Abadia. Ahhh…..sim…só vai esclarecer se a GLOBO ficar sabendo….e se for matéria de capa……entendi!!!!

01/03/2008- 08h23

Com escolta falsa, preso foge de prisão pela porta da frente

da Folha de S.Paulo

A polícia vai investigar a fuga de um presidiário pela porta da frente de uma unidade do Centro de Detenção Provisória do Belém 2 (zona leste), escoltado por criminosos que se passaram por policiais civis e enganaram o sistema de segurança.

O Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado) convocará agentes penitenciários e funcionários para depor sobre a fuga de Paulo Reinon Vieira de Aguiar no dia 11 de janeiro –percebida apenas 45 dias depois.

Aguiar foi preso por suspeita de tráfico de drogas em março de 2007 por policiais do Denarc (Departamento de Narcóticos). Para resgatá-lo em janeiro, dois criminosos se passaram por investigadores do Denarc com os nomes falsos de Carlos Eduardo Gonçalves e Eduardo de Oliveira.

Eles conseguiram entrar no complexo do Belém usando um carro de polícia clonado e portando dois documentos: um ofício de retirada de preso e uma ordem de saída. O primeiro estava assinado por um delegado chamado João Jorge Rangel Morando, que pertenceria à delegacia Diap, do Denarc. No entanto, o suposto delegado e mesmo a delegacia não existem, segundo a polícia.

O ofício dizia ainda que os dois falsos policiais deveriam retirar Aguiar do CDP e levá-lo para o Denarc, onde permaneceria por cinco dias para ser interrogado.

O outro documento era uma falsa autorização judicial para a saída do preso do CDP. A ordem dizia que a escolta de Aguiar até o Denarc havia sido autorizada pela juíza Ariane de Fátima Alves Dias, do Decrim (Departamento de Execuções Criminais). Porém, essa juíza trabalha em outro setor, o Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária).

Segundo o Tribunal de Justiça, a juíza confirmou que a ordem foi forjada e abriu um inquérito e um processo administrativo para apurar o caso.

“Eles estacionaram o carro ao lado do semi-aberto, dentro do complexo, e foram buscar o preso. Acho que os agentes que cuidaram da liberação eram um pouco inexperientes e, além disso, o documento falso estava muito bem feito”, disse um agente penitenciário do Belém 2 que pediu para não ter o nome revelado.

Uma vez com Aguiar dentro do carro clonado, os falsos policiais não tiveram problemas em deixar o CDP e desaparecer.

Os funcionários do CDP só perceberam a fuga quando procuraram o preso, no dia 27 de fevereiro, para notificá-lo de uma audiência na Justiça.

Colaboração

Para tentar identificar os responsáveis pelo erro, policiais da 3ª delegacia do Patrimônio do Deic devem ouvir funcionários do CDP que estavam de plantão no dia da fuga. O Deic investiga se a fuga contou com a colaboração de alguém que trabalha na unidade prisional.

A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) se limitou a divulgar por meio de sua assessoria de imprensa que “está tomando todas as providências para apurar a fuga”.

Aguiar havia sido preso no dia 13 de março de 2007 no aeroporto de Congonhas. Policiais do Denarc haviam descoberto que ele viajaria à capital paulista para resolver um problema de sua quadrilha em relação ao armazenamento de drogas em Itapecerica da Serra.

Ele foi preso quando desembarcou e levou os policiais a uma casa onde funcionava um laboratório de drogas.

No local foram encontrados cerca de 800 quilos de cocaína e os suspeitos Emerson Alves Amorim, 29, José Eduardo Peccora de Oliveira, 28 e Rogério Edson da Silva, 24, que foram presos

A CORREGEDORIA MOSTRA SERVIÇO NO CASO ABADIA 9

15/08/09 – 15h39 – Atualizado em 15/08/09 – 17h13

Investigadores são presos acusados de extorquir dinheiro de grupo de Abadia

Policiais trabalhavam em delegacias de SP e de Diadema.
Outros três policiais suspeitos seguem foragidos, segundo delegado.

Marcelo Mora Do G1, em São Paulo

Policiais foram presos acusados de extorquir dinheiro de grupo do traficante Juan Carlos Abadia .

Dois investigadores foram presos neste sábado (15) pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo acusados de extorquir dinheiro de integrantes da quadrilha do traficante colombiano Juan Carlos Abadia, preso em 2007 no interior de São Paulo. Segundo o titular da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria, Paulo Caetano Filho, foram expedidos nesta sexta-feira (14) seis mandados de busca e prisão, sendo que dois desses mandados eram para um único policial.

Desta forma, outros três policiais suspeitos ainda estão foragidos. De acordo com Caetano Filho, foram instaurados quatro inquéritos na Corregedoria para apurar o envolvimento de policiais nos crimes de extorsão, extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha.  

Os  fatos só vieram à tona após a prisão de Abadia (em agosto de 2007). As investigações começaram no dia 16 de agosto de 2007, mas os fatos são referentes ao primeiro de 2006. Todos os policiais que estiveram envolvidos, independentemente da classe, estão sendo investigados. Os maus policiais serão expurgados”, disse Caetano Filho, durante entrevista coletiva na tarde deste sábado.

 

Abadia foi extraditado para os Estados Unidos na madrugada de 22 de agosto de 2008. Ele foi retirado do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e será levado para uma unidade prisional nos Estados Unidos. No Brasil, o traficante colombiano foi acusado de lavagem de dinheiro, uso de documento falso, formação de quadrilha e corrupção ativa.

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15/08/200916h11

Polícia Civil prende dois investigadores acusados de extorsão no caso Abadía

GUILHERME REED
Colaboração para a Folha Online

A Corregedoria da Polícia Civil de são Paulo anunciou neste sábado que dois policiais civis foram presos na sexta-feira (14) acusados de participarem de um esquema de extorsão a pessoas próximas ao traficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, preso nos Estados Unidos.

De acordo com Caetano Paulo Filho, delegado da Divisão de Crimes Funcionais da Polícia Civil, havia mandado de prisão para outros três policiais da corporação, mas eles não foram encontrados pela polícia em seus endereços e já são considerados foragidos.

Christian Renner de Godoi e Thiago Luís Bandeira, ambos de 33 anos, eram investigadores e trabalhavam, respectivamente, na 41º DP (Vila Rica) e na Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo) de Santo André (Grande São Paulo).

Segundo o delegado Paulo Filho, no primeiro semestre de 2006, Godoi e Bandeira extorquiram cerca de R$ 400 mil de um laranja –acusado de lavagem de dinheiro– e de um motorista de Abadía. Uma caminhonete e uma moto também teriam sido objeto de extorsão.

Os acusados afirmam que não tiveram participação no esquema de extorsão.

Até o momento, 20 pessoas foram indiciadas por extorsão, extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha. Dentre elas, 17 são policiais e 3 são pessoas que se passavam por policiais que, na linguagem da polícia, recebem o nome de “gansos”. O delegado afirmou que, quase 36 pessoas estão sendo investigadas ou já foram indiciadas

Ao menos 20 pessoas já foram indiciadas nos inquéritos, sendo 17 policiais e três supostos informantes da polícia, os chamados “gansos”.

Segundo Caetano Filho, um dos investigadores presos é acusado de sequestrar o piloto de Abadia e exigir uma moto como resgate. O outro policial preso é acusado de extorquir dinheiro de um “laranja” que fazia lavagem de dinheiro para o traficante. Além de R$ 400 mil em espécie, ele ainda exigiu um carro. Na época, um trabalhava no 41º Distrito Policial, na Vila Rica, na Zona Sul de São Paulo, e o outro em Diadema, no ABC.

O delegado divisionário disse que os policiais negaram os crimes ao serem presos. Os policiais suspeitos ficarão detidos na carcerageram da própria Corregedoria.

BENINHA ERA UM RAPAZ LEGAL COM MUITOS AMIGOS NA PC E NO PCC…JÁ ESCLARECERAM ? 7

Sexta-Feira, 7 de Novembro de 2008, 08:33

Dono de auto-escola é assassinado na Vila Nova

Da Redação

 

EDUARDO VELOZO FUCCIA

A ausência de discussão, os inúmeros tiros em partes vitais do corpo e a fuga dos criminosos somente após a certeza da consumação do homicídio não deixam dúvidas. A morte do dono de auto-escola Benavenor Teobaldo da Silva Neto, de 36 anos, foi uma execução sumária. Conhecido por Beninha, ele foi assassinado dentro de seu estabelecimento, às 21h30 de quarta-feira, em Cubatão.  

A hipótese de latrocínio está descartada. Além de nada ter sido roubado, em nenhum momentoos dois homens que invadiram a Auto Moto Escola Benetton, na Avenida Martins Fontes, 420, na Vila Nova, demonstraram intenção de assaltá-la. Ao contrário, deixaram claro o objetivo de eliminar a vítima, que nas últimas eleições disputou uma vaga à Câmara Municipal de Cubatão.

“Não vislumbramos motivação política, porque a campanha de Beninha transcorreu sem qualquer incidente, pelo que pudemos apurar. Verificamos se o homicídio está relacionado à sua atividade profissional ou à sua vida particular. E a população pode nos auxiliar passando informações anônimas para o telefone 3361-4046, do 3º DP de Cubatão”, declarou o delegado Armando Prado Lyra Neto.

ATÉ MAIS TARDE

O crime ocorreu em um horário em que normalmente a auto-escola já está fechada. Porém, na quarta-feira, Beninha permaneceu até mais tarde no local porque pretendia atender um cliente. Essa informação foi prestada pela mulher da vítima, que também se encontrava no estabelecimento, mas foi poupada pelos atiradores.

Segundo a mulher, os criminosos usavam capacetes e abriram a porta de aço, que estava apenas abaixada. Ela e o marido estavam se preparando para ir embora, porque o cliente que era aguardado por Beninha já havia sido atendido e saído. Ambos os criminosos portavam armas de fogo, supostamente pistolas, sendo uma niquelada e a outra preta.

Decididos, os desconhecidos não hesitaram e dispararam diversas vezes. Beninha foi atingido na cabeça, no peito, na parte lateral do tórax, no pescoço, nas costas, no braço e no antebraço. Próximo a uma máquina xerocopiadora, não teve a menor possibilidade de defesa e morreu no local.

CONFERÊNCIA

Cessada a artilharia, os matadores saíram da Benetton, mas um deles retornou logo em seguida. Quis conferir se a vítima estava morta e ainda atirou mais duas vezes com ela caída no chão. Depois, escapou em definitivo com o comparsa.

A mulher de Beninha não viu como os criminosos fugiram, mas pessoas afirmaram que eles estavam em uma moto Honda Twister prata, de placa não-anotada. Peritos criminais arrecadaram no local cinco cápsulas deflagradas de pistola calibre 380, além de um projétil que caiu do corpo quando ele era removido.

Em sinal de luto, várias auto-escolas de Cubatão fecharam ontem e a maioria de seus donos e funcionários acompanharam o velório e o sepultamento de Beninha, à tarde, no cemitério municipal. Apesar de não ter sido eleita vereador, a vítima teve uma votação considerada razoável para o número de candidatos e eleitores da cidade.

DOIS POLICIAIS MILITARES E UM EX-POLICIAL SEQUESTRAM , MATAM E CARBONIZAM 12

sexta-feira, 14 de agosto de 2009, 21:23

 

Polícia prende quadrilha que sequestrou e matou comerciante de Ribeirão Pires

Fabiana Chiachiri
Do Diário do Grande ABC

A polícia identificou e prendeu parte da quadrilha que sequestrou e matou o comerciante Roberto Baldi, 57 anos, de Ribeirão Pires. Ele foi rendido no dia 24 de junho quando saía de casa com destino a um de seus postos de combustíveis.

Entre os acusados do crime estão os policiais militares Fábio Luiz Barbosa Gaudêncio, 29 anos, e Josyvane Santos Silva, 24. Também foram identificados Anderson Moreira, 31, Janete Barros da Silva, 37, e Luiz Tadeu dos Santos, 32, o Neguinho, que estão presos e aguardam julgamento. Além deles, são procurados Erisnaldo Souza Reis, 27, o Naldo, e Vitor Antonio Duarte, 22, que já tiveram a prisão decretada.

O primeiro contato com a família de Baldi foi feito às 11h do mesmo dia em que ele foi sequestrado. Enquanto estava na delegacia para registrar o boletim de ocorrência de desaparecimento, o irmão do comerciante, N.B., 59 anos, atendeu uma ligação que partiu do celular da própria vítima. O interlocutor disse que se tratava de um sequestro e exigiu R$ 1,5 milhão para que libertasse Baldi.

Ainda no dia 24 de junho, a família recebeu mais três ligações. As equipes de investigadores das DAS (Delegacias Antissequestro) de Santo André e São Bernardo começaram a trabalhar em conjunto nas investigações. “A princípio, imaginava-se que a vítima havia sido arrebatada em São Caetano. Três dias depois, entramos na investigação. Descobrimos que o comerciante havia sido pego na garagem de casa, pois encontramos vestígios como cordas e fitas isolantes”, explicou o delegado da Antissequestro de Santo André, Alberto José Mesquita.

No dia 25, os sequestradores fizeram mais três ligações para o irmão da vítima. Em todos os contatos, uma voz masculina negociava o valor do resgate. Nos dias seguintes, outras cinco ligações foram feitas e o valor do resgate diminuiu para R$ 1 milhão.

Desesperado com a situação, o irmão do comerciante pediu uma prova de vida para começar a levantar o valor. A confirmação de que Baldi estava vivo veio no domingo, dia 28. Por volta das 11h, uma voz feminina passou a negociar com a família e deixou a vítima falar com seu irmão.

Resgate – Na segunda-feira, dia 29, os sequestradores aceitaram o valor de R$ 280 mil para que o comerciante fosse libertado. O irmão de Baldi deveria deixar uma mochila com o dinheiro próximo ao Shopping Santa Cruz, no bairro Jabaquara, em São Paulo, pela madrugada.

Seguindo orientações dos criminosos, o irmão da vítima foi até o local combinado. Os sequestradores, no entanto, mudaram de idéia e orientaram que ele seguisse pela Avenida Armando Arruda Pereira, divisa com Diadema, próximo à rodovia dos Imigrantes.

No percurso, havia um bloqueio da Polícia Militar. “O irmão da vítima ficou 40 minutos com o sequestrador passando orientações. Avisou que havia um bloqueio, mas o criminoso mandou seguir. Ele foi parado, mas o policial somente perguntou se estava tudo bem. Não pediu documento do carro, nem mandou descer”, contou Mesquita.

Depois de jogar a mochila com o dinheiro dentro do Parque do Estado – local combinado com os criminosos – o irmão de Baldi atravessou a passarela e aguardou que o comerciante fosse libertado. Os sequestradores disseram que dentro de cinco horas a vítima estaria livre, o que não aconteceu.

Corpo – Na manhã do dia 30, policiais militares de São Paulo localizaram um corpo carbonizado em um terreno baldio da Avenida Presidente Wilson, no bairro Ipiranga, próximo de onde as ligações partiram. O corpo seguiu para o IML (Instituto Médico Legal) de São Paulo, mas não foi constado que era do comerciante.

A confirmação de que a vítima ainda poderia estar viva veio no dia seguinte. “A mãe de uma jovem foi até o IML e disse que sua filha havia morrido naquela região. Como o corpo estava muito queimado, o legista pensou que era de uma mulher. Depois, descobriu-se que na realidade o corpo era do sexo masculino. Não temos dúvidas de que se trata do comerciante, mas o laudo definitivo só sairá na próxima semana”, afirmou o delegado.

Investigação – O crime começou a ser esclarecido após a polícia descobrir que algumas das ligações para os sequestradores partiram do celular do policial militar Fábio Luiz Barbosa Gaudêncio e de sua esposa, Josyvane. Uma testemunha confirmou que o número era do soldado e a equipe de investigadores de São Bernardo resolveu prender o casal.

Lotado em um batalhão do Jabaquara, o casal foi preso na noite do dia 29 de junho no apartamento onde moravam na Rua Silva Bueno, próximo a um dos postos de combustíveis do comerciante. Com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, a equipe de São Bernardo seguiu para o endereço.

No local, o tenente bateu na porta, mas Gaudêncio se negou a abrir. Os policiais, com mandado de busca e apreensão, arrombaram a porta do apartamento e prenderam Josyvane e Gaudêncio. Na seccional de São Bernardo, o casal disse que não tinha envolvimento com o sequestro e se negou a dar declarações.

Mesmo depois da prisão do casal, a polícia continuou as investigações e descobriu que o ex-policial militar Anderson Moreira, que fazia segurança no posto de combustível de Baldi, tinha envolvimento com receptação de carga. Os policiais foram até o estabelecimento, na última sexta-feira, e prenderam Moreira. Ele confessou que havia comprado algumas mercadorias roubadas e estavam em sua casa, no Jardim Guarará, em Santo André.

No mesmo dia, a polícia localizou Janete Barros da Silva, ex-gerente do posto de Baldi, que havia sido demitida do estabelecimento em 2008 após sair em licença-maternidade. O marido de Janete, que também compareceu à delegacia, confirmou que sua mulher estava envolvida no sequestro do comerciante. “Ele disse que ouviu as conversas sobre o sequestro entre ela e Moreira. Sabia que Baldi havia sido sequestrado, que a família tinha pago o resgate e que a vítima estava morta. Também confirmou que o assassino era Moreira”, falou o delegado.

Em seu depoimento, Janete confirmou parcialmente a versão do marido. Disse que conhecia Moreira e que ele estaria lhe aliciando para saber sobre a vida de Baldi, já que ela trabalhou com o comerciante por dois anos. “Ela confessou que passou todos os dados, soube do crime, mas não recebeu parte do resgate”, explicou Mesquita.

Planejamento – Moreira forneceu todos os detalhes do sequestro para a polícia. Disse que o crime começou a ser pensado no início deste ano e que o principal motivo seria vingança, já que Baldi teria costume de maltratar seus funcionários.

De acordo com o depoimento de Moreira, no dia 23 de junho, ele e Erisnaldo Souza Reis, o Naldo, foram até Ribeirão Pires para render o comerciante. Como ainda não tinham um local para servir de cativeiro, desistiram de sequestrá-lo naquele dia.

Moreira, então, ligou para Gaudêncio, ex-colega de farda, e pediu que ele arrumasse um cativeiro, pois estariam com uma vítima de sequestro. Na mesma noite, se encontraram com Luiz Tadeu dos Santos, o Neguinho, e marcaram para conhecer sua casa. No entanto, o local não era apropriado para servir de cativeiro e os criminosos entraram em contato com Vitor Antonio Duarte.

Naldo, Neguinho e Moreira, então, decidiram que a casa de Duarte serviria como cativeiro. “O problema que eles encontraram é que o sequestro deveria ser resolvido em cinco dias, pois a mãe de Duarte chegaria de viajem”, afirmou o delegado.

Durante os sete dias que ficou em poder dos sequestradores, o comerciante ficou em dois cativeiros diferentes. O primeiro foi a casa de Duarte na Rua Julia Gachido, no Jabaquara. Na madrugada do dia 28 de junho, Baldi foi levado para a casa de Neguinho, na Rua Carmine Di Gênio, próximo ao primeiro cativeiro.

Morte – Na mesma noite em que os sequestradores pegaram o resgate, decidiram matar o comerciante. Os criminosos seguiram para o cativeiro e começaram a discutir quem seria o responsável em atirar em Baldi. De acordo com o depoimento de Moreira, a vítima teria reconhecido sua voz e implorado para não morrer. “Moreira confirmou que atirou duas vezes no peito do comerciante. Depois, com a ajuda de Naldo, o colocou no porta-malas de um Palio azul, compraram gasolina e o levaram até um terreno baldio. No local, colocaram o corpo da vítima dentre de seis pneus e atearam fogo”, explicou o delegado.

FONTE: SETE CIDADES 

HOMENAGEM AO DOUTOR AQUILES REIS VASCONCELOS – “DIA SIM, DIA NAO, OS LIXEIROS PASSAM NA SUA CASA E RETIRAM UM BOCADO DE LIXO, QUE VOCE COLOCOU LÁ. E POR CAUSA DISSO, ELE NÃO FICA PENSANDO QUE, NA SUA CASA, SÓ VIVEM PESSOAS PORCAS! 5

DO ANJO Nº 13

CARO FUTURO COLEGA CAETANO,

VOCE JÁ TEM UM BOM CAMINHO ANDADO, PRÁ SER POLÍCIA, SENDO DAS MADRUGAS E LENDO O FLIT, NÉ?

ESTEJA CERTO DE UMA COISA, AMIGO, A NOSSA PC, TEM MUITO TRASTE, DENTRE ELES, NOJENTOS RESQUÍCIOS DA DITADURA E, EM NÚMERO MUITO MAIOR DO QUE ELES, DE GENTE QUE ENTRA PRÁ POLÍCIA, PRÁ SE DAR BEM, ENTENDE?

GENTE QUE, EM ALGUM MOMENTO, OUVIU FALAR DE UMA – COMO DIZ O AMIGO CAIPIRAPOR – “LENDA” POLICIAL, NA QUAL, TERÍAMOS OUVIDO DE UM GOVERNADOR A PÉROLA: “VOCES QUEREM AUMENTO PRÁ QUE, TEM ARMA E DISTINTIVO.”

POIS É! TEM UM MONTE DE NEGUINHO QUE ACREDITOU…

EM CONTRAPARTIDA (OU É CONTRA-PARTIDA? REPARA NÃO, COM ESSA HISTÓRIA DE NOVA NORMA, JÁ NAO SEI COMO DEVO ESCREVER ALGUMAS PALAVRAS), NOSSA MORIBUNDA PC, TAMBÉM POSSUI, EM SEUS QUADROS, GRANDES PESSOAS, MUITAS DAS QUAIS, VOCE ENCONTRA POR AQUI. INFELIZMENTE, ALGUNS LIXOS TAMBÉM, MAS, ESTES, SÓ PRÁ TUMULTUAR (VIDE O IDIOTA DELEGADO REVOLTADO).

NA PC ESTÃO MINHA VIDA, MEUS AMIGOS E O MEU AMOR, TAMBÉM MUITAS DE MINHAS ALEGRIAS E VITÓRIAS E MINHAS MAIORES DERROTAS…

A PC TEM HOMENS COMO O DR GUERRA, QUE TEM A CORAGEM (QUE EU NÃO TENHO) DE, DE CARA LIMPA, DIZER TUDO O QUE PENSA E MOSTRAR O PODRE E TAMBEM O BOM DA POLÍCIA E DE MANTER ESSE MARAVILHOSO ESPAÇO, ONDE PODEMOS CHORAR NOSSAS MÁGOAS, NOS DIVERTIR PRÁ BURRO E TER O PRAZDER DE DAR AS BOAS VINDAS A VOCE!

TEM MUITO TERAPEUTA, QUE TÁ PERDENDO A CLIENTELA POR CULPA DO FLIT! RSRSRS

TEM HOMENS, COMO O DELTA UNO, O FLÁVIO (QUE TAMBÉM É CORAJOSO PRÁ BURRO E MANTÉM UM MARAVILHO BLOG – O INVESTIGADOR DE POLÍCIA – PASSE POR LÁ), O LIGEIRINHO (OUTRO MALUCO, QUE MANTÉM UM EXECELENTE BLOG), O CAIPIRAPOR, O DARTANHAN, O LUIZINHO, O EX-VOCACIONADO E OS MUITOS ANONIMOS QUE, APESAR DE ESTAREM HÁ ANOS, SENDO MALTRATADOS PELO PATRAO, DEIXAM TRANSPARECER, EM CADA FRASE, O AMOR QUE AINDA TEM PELA PC. E QUE, TAMBÉM, NOS DÃO GRANDES E IMPORTANTES LIÇOES, DE POLÍCIA E DE VIDA!

NOSSA PC TEM GENTE BOA PRÁ CARAMBA! GENTE CORAJOSA QUE, EM TEMPOS DIFÍCEIS, SE MANTÉM UNIDA E PRONTA PRÁ ENFRENTAR O QUE FOI PRECISO. TORÇO PARA QUE VOCE, COMO EU, TENHA O PRAZER DE TRABALHAR COM UMA EQUIPE, QUE VIRE SUA SEGUNDA FAMÍLIA. GENTE QUE TE ENCHE TANTO QUE, VOCE FICA ARRANJANDO CHURRASQUINHOS, NAS FOLGAS E FÉRIAS, SÓ PRÁ TE-LOS POR PERTO!

VOCE VAI TER CHEFES RUINS, AQUI, COMO OS TERIA EM QUALQUER OUTRO LUGAR, ONDE FOSSE TRABALHAR, MAS TAMBÉM, ENCONTRARÁ CHEFES E DELEGADOS, COM OS QUAIS TERÁ ENORME PRAZER EM TRABALHAR. GENTE QUE, POR AMOR A POLÍCIA, FARÁ QUESTÃO DE DIVIDIR COM VOCE, SEUS CONHECIMENTOS E SUAS EXPERIENCIAS, PRÁ TORNAR SUA VIDA MAIS FÁCIL!

FAÇA QUESTAO DE, POR UM BOM TEMPO, TRABALHAR EM UM PLANTAO. É LÁ QUE VOCE TERÁ LIÇOES DE CLÍNICA GERAL, PRA PODER SABER COMO TRABALHAR EM QUALQUER SITUAÇAO E COM QUALQUER TIPO DE PESSOA. E, PRINCIPALMENTE, NÃO SE ESQUEÇA DE MANTER SEMPRE VIVO EM VOCE, UM PROFUNDO RESPEITO PELA SOCIEDADE EM GERAL. PORQUE, ESCOLHENDO SER UM POLICIAL, É PRA ELA QUE VOCE VAI TER QUE TRABALHAR E DEDICAR SUA VIDA PROFISSIONAL! E TENHA, COM ESSE RESPEITO, MUITO CUIDADO, PORQUE VOCE VAI TRABALHAR, COM A ESCÓRIA DA SOCIEDADE E, NO INÍCIO, AS VEZES, FICA FÁCIL, CONFUNDIR AS COISAS… NOSSO TRABALHO E PARECIDO COM O DO LIXEIRO, TIRAMOS O LIXO, PRÁ TORNAR A VIDA DAS PESSOAS MAIS FÁCIL E, EM RESPEITO A ELAS.

ASSIM, QUANDO SE SENTIR ZANGADO COM TODO MUNDO – VOU APROVEITAR ESTE ESPAÇO, PRA DIVIDIR COM VOCE, UMA GRANDE LICAO, QUE RECEBI DE UM GRANDE DELEGADO DE POLÍCIA, COM O QUAL TRABALHEI E APRENDI MUUUUITO – DR AQUILES REIS VASCONCELOS – DIA SIM, DIA NAO, OS LIXEIROS PASSAM NA SUA CASA E RETIRAM UM BOCADO DE LIXO, QUE VOCE COLOCOU LÁ. E POR CAUSA DISSO, ELE NÃO FICA PENSANDO QUE, NA SUA CASA, SÓ VIVEM PESSOAS PORCAS!

VIXE! ESCREVI DEMAIS – MAL DA PROFISSAO – SÓ PRA TE DIZER O SEGUINTE: SEJA BEM VINDO, A MINHA GRANDE FAMÍLIA!

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ANJO NR 13

Cheguei até o Blog por intermédio do Google e fiquei muito contente por ter lembrado do meu pai “Dr. Aquiles Reis Vasconcelos” com todo carinho e respeito. Ele realmente amava ser policial e tenho certeza que fez o melhor.

Atenciosamente,

Daniel Alexandre Ferreira Xavier Vasconcelos
Filho do Dr. Aquiles Reis Vasconcelos

POPULAÇÃO RECLAMA DO SAC DO DOUTOR PACÍFICO E PEDE PARA ELE AJUDAR NO PLANTÃO ELABORANDO BO…TC e FLAGRANTE 31

Quarta-Feira, 22 de Julho de 2009 

Delegado institui ”SAC” no 4º DP

População pode reclamar de serviço

Camilla Haddad, SÃO PAULO

Se o policial de plantão for mal-humorado ou se a demora para registrar o boletim de ocorrência causar nervosismo, a vítima vai poder se queixar com o delegado titular do 4º Distrito Policial, na Consolação, João Gilberto Pacífico. O delegado instalou um banner na sala de espera com o número do seu telefone. A ideia é que a população reclame e sugira melhorias para o atendimento.

“Queremos estreitar os laços e criar um relacionamento de amizade, além de um bom serviço”, afirma Pacífico. Atualmente, a espera para registrar boletim de ocorrência leva de duas a três horas, principalmente porque só há nas delegacias um escrivão de plantão. “Um BO leva 40 minutos”, diz. “Se chegarem dez pessoas, a espera é de três horas e isso gera queixa da população.”

Por dia, são elaborados cerca de 50 boletins de ocorrência. O problema, segundo o delegado, é que parte das vítimas acaba indo ao DP para registrar furtos, perdas de documentos e desaparecimento de pessoas, problemas que podem ser notificados pela delegacia eletrônica, na internet.

Pacífico, que assumiu o distrito policial recentemente, diz ter recebido diversas reclamações sobre a demora no atendimento e serviço inadequado. Essa iniciativa, que começa hoje, segundo o delegado, faz parte de uma série de inovações no 4º DP. Ele pretende pregar nas paredes um aviso sobre como registrar queixas pela internet (www.policiacivil.sp.gov.br e www.ssp.sp.gov.br).

UM “CASO” PARA MAD E BÉQUINHA…NEM PCC, NEM MÁFIAS: O MANDANTE FOI O “CELSO DANIEL” 9

Investigador de Santo André-SP é morto com 12 tiros

vai encarar

vai encarar

 

AE – Agencia Estado

SÃO PAULO – O policial civil Ramiro Diniz Júnior, de 44 anos, foi executado na frente da mulher e dos dois filhos no Dia dos Pais, em Santo André, no ABC, região metropolitana de São Paulo. O crime aconteceu domingo à tarde, quando o policial chegava em seu açougue. Ele foi morto com 12 tiros de fuzil. O caso pode estar relacionado com a máfia dos caça-níqueis e bingos, além de outros dois assassinatos ocorridos neste ano na mesma cidade.

Diniz Júnior, que há dois anos era chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), havia estacionado seu carro na frente do açougue quando foi surpreendido por um homem vestido de roupa e touca ninja pretas, armado com um fuzil calibre 5,56 milímetros. Três comparsas estavam com o assassino. No veículo do investigador estavam a mulher e os filhos do casal. O assassino se aproximou e sem dizer nada atirou várias vezes. O policial morreu na hora. A mulher e as crianças não se machucaram. Um cliente do açougue ficou ferido em um dos pés com o estilhaço das balas. Os bandidos fugiram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

43% da população concorda com a frase “bandido bom é bandido morto” 5

PM mata 56,5% mais no Estado de SP, diz secretaria

No 2º trimestre deste ano, foram 155 mortes; no mesmo período de 2008, corporação fez 99 vítimas

Fernanda Aranda, O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O número de mortes cometidas por policiais militares no Estado de São Paulo cresceu 56,5% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Proporcionalmente, o aumento da resistência seguida de morte – classificação oficial das ocorrências – foi o maior entre todas as modalidades criminais mapeadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), uma vez que homicídios, roubos e latrocínios tiveram altas de 11%, 18,8% e 36,5%, respectivamente.  

Em abril, maio e junho do ano passado, 99 pessoas foram mortas por policiais, quantidade que subiu para 155 no mesmo intervalo dos mesmos meses deste ano. O avanço, lembra o Comando da PM, está em um contexto de aumento geral da criminalidade paulista ,mas essa não seria a principal razão para a escalada dos índices, segundo o presidente da Comissão de Justiça e Segurança Pública do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim), Renato De Vitto. 

“Só as estatísticas são frágeis para atestarmos se cada óbito foi, de fato, legítima defesa do policial”, opina. “Eu avalio que esse aumento de mortes tem mais relação com a estratégia policial de combater crimes, da cultura de agir mais letal.”

Além da questão cultural, o ouvidor das Polícias Civil e Militar do Estado, Luiz Gonzaga Dantas, que recebe e apura denúncias sobre supostos abusos da violência, disse acreditar que o aumento de mortes cometidas por policiais é resultado da forma como os casos são tratados pela própria corporação. “Chegam a nossas mãos muitos boletins de ocorrência que são registrados como crime contra o patrimônio, crimes contra administração pública e o evento morte de um suspeito não é notificado”, afirma. “Isso faz com que as mortes cometidas por policiais não sejam investigadas como deveriam, o que resulta em impunidade de um policial que pode ter cometido abuso.” 

Um dos casos que está sendo investigado pela ouvidoria é referente a dois adolescentes de Santo André, no ABC paulista, que foram mortos em junho deste ano. O caso foi registrado como crimes contra o patrimônio e resistência, uma vez que a polícia afirma que eles estavam em atitude suspeita para roubo de veículos. Os dois jovens – depois de mortos foi apurado que tinham 15 e de 16 anos – supostamente entraram em confronto com policiais que não estavam em viaturas caracterizadas. Um deles teria disparado contra os PMs, mas os dois tiros falharam. Ele, então, foi atingido e morreu no local. O outro rapaz, diz o BO, tentou fugir a pé, disparou contra os policiais, e morreu também. 

O número de PMs mortos em serviço também subiu na comparação entre o 2º trimestre deste ano com o de 2008, de 4 casos para 9 (25% de acréscimo). O saldo dos confrontos, no entanto, termina com, em média, um policial morto para cada 17,2 civis assassinados por um tiro disparado por um policial paulista. 

Atualmente, 9% do total de homicídios (contando os assassinatos com intenção de matar e os mortos por policiais) estão concentrados nas mãos de PMs. A situação paulista, que já foi muito pior no início dos anos 1990 – quando 1.200 pessoas eram mortas por ano pela polícia – é melhor do que a do Rio: os policiais fluminenses são responsáveis por 18% das mortes. 

“Além das atitudes dos policiais, é preciso responsabilizar por essa situação o discurso das autoridades, de alguns secretários de segurança, que incitam a violência e valorizam a atitude do policial truculento”, diz Jorge Dias, coordenador de Estudos e Pesquisas em Ordem Pública, Polícia e Direitos Humanos da Universidade Estadual do Rio. “A sociedade também legitima essa violência, apoia esses atos.” Pesquisa feita em dezembro de 2008 pela Secretaria de Direitos Humanos, do governo federal, mostrou que 43% da população concorda com a frase “bandido bom é bandido morto”.

O que a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) tem a ver com ciência? 8

+Marcelo Leite

A ciência do PCC


Nós, jornalistas, precisamos conversar menos com policiais e políticos


O que a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) tem a ver com ciência? Nada, à primeira vista. A ciência é que tem algo a dizer sobre o PCC.
Questiona-se com frequência por que o jornalismo científico não trata das ciências humanas, privilegiando as naturais. Embora a delimitação reforce uma noção estreita e determinista de ciência, ela faz sentido do ponto de vista prático. Humanidades e ciências naturais são de fato universos separados, tanto na academia quanto no imaginário social.
Algo os mantém em contato, entretanto: o valor da informação empírica como critério do conhecimento seguro. Na esfera dos fatos e processos sociais, onde não há muito lugar para experimentos, ela pode ser obtida por meio de observação, pesquisas de opinião, cruzamentos estatísticos ou entrevistas, por exemplo.
Foi o que fez a socióloga Camila Nunes Dias com o PCC. Após entrevistar dezenas de “irmãos” (integrantes), a doutoranda da USP reconstituiu o esquema de funcionamento da organização. O trabalho, apresentado ao 14º Congresso Brasileiro de Sociologia no final de julho, ajuda a entender o enigma da redução da violência no Estado de São Paulo nesta década.
Apesar de ter voltado a crescer no primeiro semestre de 2009, o número de homicídios vinha caindo desde 1999. Em 2000 eram 15 por dia na capital paulista; hoje são 3,5. Há muita discussão, e pouca conclusão, sobre as causas do fenômeno.
O governo do Estado de São Paulo atribui a queda à sua intervenção, claro. A polícia está mais aparelhada. Mais mandados de prisão são executados. Novas prisões foram construídas, passando de 62 para 147. Agora que a criminalidade voltou a subir, porém, o governo culpa a crise econômica…
Outra explicação plausível para a diminuição vem da demografia. Há na população paulista, proporcionalmente, cada vez menos jovens do sexo masculino. Desse contingente sai a maioria dos militantes do crime.
Segundo análise de João M.P. de Mello e Alexandre Schneider na revista acadêmica “Coleção Segurança com Cidadania”, a demografia explica 70% da variação. “Um aumento de 1% na proporção de jovens entre 15 e 24 anos causa um aumento de 3,27% nos homicídios”, calcularam.
Mais provável é que a redução resulte de uma mistura dos dois fatores, ação do Estado e demografia. Há uma terceira possibilidade, porém, mais perturbadora: o PCC pode ser responsável por parte dessa redução.
Camila Nunes Dias constatou que o “Partido” se encontra hoje estruturado de maneira empresarial e com domínio completo sobre os presídios paulistas. Cada um deles é gerenciado pelo “piloto”, que se reporta à cúpula de 18 líderes. Fora das prisões, seus representantes são os “torres”, com jurisdição sobre cada área de código DDD do Estado de São Paulo.
Não foi só o número de homicídios que recuou, mas também o de rebeliões e assassinatos dentro das penitenciárias. A violência aberta tornou-se contraproducente para os negócios do PCC e hoje vigora mais como “ultima ratio”, medida excepcional. Para matar, todo irmão precisa de autorização da direção do Partido.
Para o bem e para o mal, o PCC racionalizou-se, mostram as ciências humanas. Se quisermos entender melhor o que está acontecendo, nós jornalistas precisamos conversar menos com policiais e políticos e mais com politólogos, sociólogos e antropólogos -além de presos e criminosos, como fez Camila Nunes Dias.

fonte: UOL 

MANIFESTOS DE 13 DE AGOSTO 10

Ato Marca 1 ano de greve de policiais
   
   Um ato nas proximidades da Delegacia Seccional de Bauru, hoje, lembra o aniversário de um ano da paralisação dos policiais civis do Estado. A categoria permaneceu em greve durante 65 dias ininterruptos em Bauru e região. Policiais civis irão manifestar o sentimento de luto por não terem suas reivindicações atendidas. A paralisação foi suspensa no dia 14 de novembro, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) considerar a greve ilegal.
   Delegados, escrivães e investigadores irão se reunir às 12h, em frente ao Plantão Policial, para lembrar que as reivindicações da categoria ainda não foram atendidas. “A greve está suspensa e, inicialmente, não pretendemos retomá-Ia. Mas a luta por nossos direitos continua até o governo se sensibilizar e nos atender”, afirma Edson Cardia, delegado regional, do Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo (Sindpesp).
   Entre as reivindicações, os policiais civis pediam aumento salarial de 15% em 2008 e reajustes de 12% nos dois anos seguintes. A Assembléia Legislativa concedeu aumento salarial de 6,5%. Os deputados também aprovaram a extinção da quinta classe na Polícia Civil, a de remuneração mais baixa entre as carreiras. Além disso, ficou definida aposentadoria especial aos 30 anos de trabalho, em vez dos atuais 35 anos, para quem ingressou até 2003 e tenha 20 anos de atividade policial.
   Márcio Cunha, delegado regional do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), destaca que não há nada para se comemorar. “Tivemos alguns benefícios, mas foi muito pouco. Os policiais do Interior continuam ganhando menos que os colegas da Capital. O plano de aposentadoria especial não saiu conforme havíamos proposto na mesa de negociações. ”
   Por isso, Cunha afirmou que a manifestação vai relembrar que há muito o que pleitear. “Vamos relembrar o pontapé inicial que foi dado na porta do plantão”, diz.
   A delegada Marilda Pinheiro, que faz parte do conselho de representação da Associação dos Delegados de Polícia, avalia que a manifestação será um momento de reflexão. “Continuamos buscando o resgate da dignidade e respeito ao policial civil, para a melhoria do atendimento à população e para que os policiais consigam dar conta de suas atribuições”, diz.
   Para Marilda, a paralisação do ano passado ainda repercute. “Houve um despertar. Estávamos um tanto letárgicos. Mas hoje, há uma nova Polícia Civil. A partir do movimento, acendeu um espírito de luta entre os policiais, para cobrar o respeito que merecem”, .afirma. (LL)

fonte: Jornal A Cidade de Bauru

VERDADE…GREVE, SINDICATOS, VOTO UNIVERSAL, DEMOCRACIA REPUBLICANA E O EXERCÍCIO DE TODOS OS DIREITOS FUNDAMENTAIS SÃO MALÉFICOS…AO PAREDÃO! 21

Greve não traz beneficio a nenhuma das partes, principalmente a sociedade” – THIAGO LOPES DAMACENO, Delegado Sindical do SIPESP.

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Tal regra , como toda regra,  deve comportar a exceção:  greve só é  benéfica aos sindicatos e  líderes grevistas…

Até o  Lula – hoje –  deve concordar com as palavras do nosso “delegado sindical” ( “sic” ); talvez a fonte de inspiração de sublime constatação.

Assim,   apenas  nos resta cultivar fé…

SEM PAGAMENTO DE DÍZIMOS.

PARTIDO VERDE OU PARTIDO VENDE-SE? 3

Deputado rompe com o PV, ataca o Governo Serra e alerta Marina: “Você não merece esse engodo” 11/08/2009 

O deputado estadual Major Olimpio, de São Paulo, acaba de romper com o PV. Em entrevista ao Brasília Confidencial, ele afirma que o PV abre mão até de seus projetos ambientais em nome de um “apoio cego” à aliança PSDB-DEM. Rebelado desde o início do mandato, em 2006, Major Olímpio aponta o fisiologismo do partido e a censura que o PV impôs a suas denúncias contra o Governo José Serra (PSDB). Para a senadora Marina Silva (PT), que pode fazer o caminho contrário, aderindo ao PV para concorrer à Presidência da República, ele manda um recado: “Você não merece esse engodo”.

    Policial militar por 29 anos, eleito em 2006 pelo PV com 52.386 votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado fez um acordo com o partido e ficou com o mandato, depois de alegar justa causa para deixar a legenda. PT, PDT, PSOL e PTB estão sondando o deputado, que adianta: “Não vou simplesmente trocar de cela”.

 

BRASÍLIA CONFIDENCIAL. O senhor deixou o PV ou foi o PV que o deixou?

MAJOR OLIMPIO – Eu deixei o PV. Entrei com uma ação na Justiça, inclusive, alegando justa causa. Depois, recentemente, eles me procuraram para um acordo. Fiquei com o mandato e retirei a ação.

 BC – O que o senhor alegou nessa ação?

MAJOR OLIMPIO – Até as censuras e discriminações que sofri. Para você ter uma idéia, eu fui proibido de fala em nome do partido. Fui excluído da vice-liderança… O caso é que, nas eleições passadas, o PV teve candidato próprio em São Paulo e, portanto, não compunha a base de apoio do José Serra (PSDB). Então, legal e moralmente, não há nenhum compromisso do PV com esse governo.

BC –O senhor faz oposição isolada ao governador Serra. Como isso começou?

MAJOR OLIMPIO – Eu não poderia jamais, como filho de servidor, como policial durante 29 anos em São Paulo, me prostrar diante desse desmonte, desse absurdo que o governador tem feito no serviço público, na polícia. Eu não me elegi para me prostrar diante do governador. O PV fez isso em troca de um cargo, de uma Secretaria de Assistência Social. E em troca de duas secretarias do aliado de Serra, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Eu descobri que a candidatura do PV foi um jogo de cena. Eu entrei nessa porque nunca tive muita habilidade política, nessa política de cartas marcadas. Em minha vida, eu passei 29 anos na polícia, correndo atrás de bandidos. Eu não soube entender que era tudo uma grande armação. Foi uma campanha armada para que eles se jogassem depois nos braços de Serra e Kassab.

BC – Como o senhor percebeu isso?

MAJOR OLIMPIO – Logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais. É uma obediência cega ao Serra. Chega ao absurdo, ao desrespeito absoluto ao eleitor. Eles (os deputados do PV) nem comparecem muito às sessões. Por causa do meu comportamento, fui destituído da condição de vice-líder e nem podia mais falar pelo partido nas sessões. Eu virei um deputado zumbi. CPIs, então, nem pensar. A coisa que eu mais aprendi na minha carreira policial foi investigar bandidos. Mas nunca vi uma CPI nessa Assembleia de São Paulo. Até meus projetos o PV mandou que eu retirasse. Um deles, por exemplo, previa melhorias nas condições salariais dos policiais, que é o meu setor eleitoral. Queriam me destruir no meu segmento.

BC – O senhor propôs uma CPI para investigar o Governo Serra?

MAJOR OLIMPIO – Sim, em 2007. Vou falar disso porque tenho informações fidedignas. As tropas me informam de tudo e eu documento. Mas não consegui assinaturas suficientes para uma CPI.  O fato é que os helicópteros da Polícia Militar viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador. Para você ter uma idéia, houve um sábado (em 2007) que o Goldman (Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo) pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um “táxi-aéreo do governo”, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão. E isso ainda acontece nesse governo. As madames, mulheres dos usuários desse “serviço”, reclamaram então que nos helicópteros havia fuzis e elas não gostavam dos fuzis no seu táxi-aéro. Mandaram tirar; e a PM teve que retirar. Olha, isso é o fim do mundo. Fico revoltado, porque esses helicópteros devem servir para as ações policiais, não para transportar madames nem gente que quer passear com o cachorrinho em Campos do Jordão, nos sábados ensolarados. Mas o PV me mandou calar a boca.

BC – E o senhor não denunciou de outra forma?

MAJOR OLÍMPIO – Sim, pedi a CPI e também denunciei o caso à Procuradoria da Justiça do Estado de São Paulo. Sabe qual foi o resultado? O parecer foi de que esse uso dos helicópteros pelo governo é legítimo. Mesmo com as aeronaves de socorro. Então, o governador pode tudo.

BC – Houve alguma outra situação em que o senhor ficou indignado?

MAJOR OLIMPIO – Muitas. Quando houve a inundação no Maranhão, São Paulo mandou 30 bombeiros para lá. Eles foram enviados em um avião da FAB. Ajudaram e tal. Na volta, não tinha mais como eles voltarem no avião da FAB. Sabe o que o governo paulista fez? Nada. Os 30 bombeiros passaram três dias molhados, feridos, cansados,  no aeroporto do Maranhão. O governo paulista não queria pagar passagens para os 30 bombeiros voltarem para suas casas, depois dessa missão autorizada. No último dia 3 eu fiz essa denúncia no Plenário. Sabe como eles voltaram? Nós, policiais, pagamos as passagens para os colegas com um fundo nosso mesmo, que mantemos para garantir café e bolachinhas nos quartéis. Nós, policiais, pegamos desse dinheiro e pagamos as passagens para os colegas. Na volta, eles nos contaram que não receberam sequer as diárias pelos dias que passaram lá, ajudando a salvar vidas. Como é que eu, um policial por 29 anos, posso apoiar esse governador?

BC – O senhor já decidiu seu futuro político? Vai se filiar a um partido de oposição?

MAJOR OLIMPIO – Olha, por enquanto, só tenho duas certezas: nunca mais o PV nem o PSDB e seus apoiadores. Eu não posso sair de uma cela para entrar em outra cela. Tenho até o dia 30 de setembro para decidir. Fui convidado pelo PT, PSOL, PDT, PTB. Eu me dou muito bem com o PTB, por exemplo, mas eles também apóiam o Serra.  Então, eu vou avaliar isso muito bem, porque agora o mandato é meu, não do PV.

 BC – Nesse momento em que o senhor rompe com o PV, a senadora Marina Silva (PT) avalia a sua adesão ao partido para garantir uma bandeira ambiental para disputar a Presidência da República. O senhor daria algum recado à senadora?

MAJOR OLIMPIO – Muito claramente: Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo.