Caro Dr. Guerra !
A impetuosidade e a vontade de mudança dos mais jovens, motiva a manutenção desse estado de coisas. Os mais velhos que estão na cúpula, querem, tão somente, “passar os dias” e manterem-se em suas cadeiras, a qualquer custo, embora isso implique no futuro da Instituição.
Até hj não entendo como, uma meia dúzia de vovôs, conseguem manter debaixo da bota 35.000 PCs.
Sei que a ditadura salarial nos acaba empurrando para saidas indivíduais.
O tira não quer problema com o titular, que não quer problema com o seccional, que não quer problema com o diretor, e assim vai.
Tudo isso, somado à falta de liderança sindical verdadeira e comprometida somente com os interesses da classe, capaz de aglutinar toda a nossa idignação, favorece esse estado de coisas.
Obrigado, Dr. Guerra, pelo espaço.
______________________________________________
O comentário acima revela o conflito de idéias e interesses que acabarão sepultando a Polícia Civil Paulista.
Sim, sepultamento!
A morte por suicídio inconsciente, pois sabemos da nossa doença, mas rejeitamos o tratamento.
Refletindo lembrei-me de um pequeno livro contendo gigantescas idéias centrais , totalmente desprezadas pelos administradores policiais: os Delegados de Polícia.
Acerca da estigmatização, falta de motivação, omissão da hierarquia, em singela obra, o Delegado CIRO DE ARAÚJO MARTINS BONILHA, identifica causas e aponta remédios.
Infelizmente, a cúpula não lê.
Infelizmente, as entidades de classe – especialmente a ADPESP e SINDPESP – não se interessam pelo patrocínio de estudos, publicação e distribuição de livros como o aqui referenciado.
Obra especificamente policial. Preferem difundir escritos ( nada originais ) sobre temas de direito e processo penal.
Ou, dependendo da ocasião, PATROCINAR E DISTRIBUIR LIVRO “SOBRE TERRORISMO VIRTUAL”, coincidentemente da autoria do próprio presidente , Sérgio Marcos Roque.
Doutor Ciro Bonilha – salvo um parágrafo do prefácio – gostamos da essência da sua obra; gostariamos fosse aprofundada, embora saibamos das intransponíveis dificuldades financeiras para um projeto de alcance restrito.
Permita-me uma sugestão para um futuro capítulo: SAÚDE DO POLICIAL.
Exemplo: AQUELE TIPO CLÁSSICO DE FUNCIONÁRIO NEGATIVO NÃO É UM INFRATOR, É UM DOENTE.
“O distímico acredita que nada vai bem, mas também não faz nada para mudar o que julga estar errado. Por mais que se esforce, faz tudo por obrigação e não sente prazer em nada”, descreve a psiquiatra Fátima Vasconcelos, da Santa Casa da Misericórdia.
Recomendável para quem pensa , repensa e pratica as boas lições.

A saida é um sindicato único, unido, forte e atuante, sem compromisso com ninguém a não ser com a classe.
CurtirCurtir