“Sei que a ditadura salarial nos acaba empurrando para saídas individuais”…DA PREVENÇÃO DA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA 1

Enviado pelo COMBATENTE  em 29/10/2009 às 8:12

Caro Dr. Guerra !

A impetuosidade e a vontade de mudança dos mais jovens, motiva a manutenção desse estado de coisas. Os mais velhos que estão na cúpula, querem, tão somente, “passar os dias” e manterem-se em suas cadeiras, a qualquer custo, embora isso implique no futuro da Instituição.
Até hj não entendo como, uma meia dúzia de vovôs, conseguem manter debaixo da bota 35.000 PCs.
Sei que a ditadura salarial nos acaba empurrando para saidas indivíduais.
O tira não quer problema com o titular, que não quer problema com o seccional, que não quer problema com o diretor, e assim vai.
Tudo isso, somado à falta de liderança sindical verdadeira e comprometida somente com os interesses da classe, capaz de aglutinar toda a nossa idignação, favorece esse estado de coisas.

Obrigado, Dr. Guerra, pelo espaço.

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O comentário acima revela  o conflito de idéias e interesses que acabarão sepultando a Polícia Civil Paulista.  

Sim, sepultamento!

A morte por suicídio inconsciente, pois sabemos da nossa doença, mas rejeitamos o tratamento.

Refletindo lembrei-me de um pequeno livro contendo gigantescas idéias centrais , totalmente desprezadas pelos administradores policiais: os Delegados de Polícia.  

 Acerca da estigmatização, falta de motivação, omissão da hierarquia,  em singela obra, o  Delegado CIRO DE ARAÚJO MARTINS BONILHA,  identifica causas e aponta remédios.

Infelizmente, a cúpula não lê.

Infelizmente, as entidades de classe –   especialmente a ADPESP e SINDPESP – não se interessam pelo patrocínio de estudos, publicação e distribuição de livros como o aqui referenciado.

 Obra especificamente policial. Preferem difundir escritos ( nada originais )  sobre temas de direito e processo penal.

Ou, dependendo da ocasião, PATROCINAR E DISTRIBUIR LIVRO “SOBRE TERRORISMO VIRTUAL”, coincidentemente da autoria do próprio presidente , Sérgio Marcos Roque.

Doutor Ciro Bonilha –  salvo um parágrafo do prefácio – gostamos da essência da sua obra; gostariamos  fosse aprofundada, embora saibamos das intransponíveis dificuldades financeiras para um projeto de alcance restrito.

Permita-me uma sugestão para um futuro capítulo:  SAÚDE DO POLICIAL.

Exemplo: AQUELE TIPO CLÁSSICO DE FUNCIONÁRIO NEGATIVO NÃO É UM INFRATOR,  É UM DOENTE.

        “O distímico acredita que nada vai bem, mas também não faz nada para mudar o que julga estar errado. Por mais que se esforce, faz tudo por obrigação e não sente prazer em nada”, descreve a psiquiatra Fátima Vasconcelos, da Santa Casa da Misericórdia.

Recomendável para quem pensa ,  repensa e pratica as boas lições.

CORREGEDORIA PREVENTIVA

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