No Rio Grande do Sul, cerca de 2.000 policias, segundo o Servipol (Sindicato dos Servidores da Polícia Civil) do Estado, percorreram ruas de Porto Alegre para entregar uma pauta de reivindicações ao governo gaúcho.
A caminhada entre o Palácio da Polícia e o Palácio Piratini, sede do governo, durou quase duas horas.Segundo Allan Mendonça, presidente do Servipol, a categoria reivindica reajuste salarial. “Queremos o mesmo índice de reajuste que será dado aos delegados”, disse.
De acordo com o presidente da entidade, o salário inicial de um policial civil no Estado é de R$ 1.200.
A categoria também quer aposentadoria especial. Depois de entregue a carta, os policias aguardam um posicionamento do governo.
Eles não pretendem entrar em greve.
Em Minas Gerais, policiais civis paralisaram as atividades das 8h às 12h.
A adesão foi de quase 100% na Zona da Mata, no Norte do Estado e no Triângulo Mineiro, segundo Valério Valente, do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil local.
Em Belo Horizonte, 60% das delegacias pararam durante a manhã e a diretoria do sindicato se concentrou em frente ao Palácio da Liberdade.
Os policiais mineiros pararam de acordo com o previsto em convenção do último dia 25, para repudiar “as agressões cometidas contra policiais de São Paulo”.
Segundo Valente, que também é vice-presidente da Feipol (Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Sul/Sudeste), Curitiba (PR) também houve uma passeata e outra está prevista para a região de Londrina hoje.
No Rio Grande do Norte, segundo a Feipol Nordeste, os policiais da região metropolitana de Natal também cruzaram os braços das 8h às 12h.
Apenas flagrantes foram atendidos.”Paramos para repudiar o tratamento do governo paulista contra policiais e em defesa da lei orgânica nacional para a categoria”, disse Vilma Marinho, da Feipol Nordeste.