IMBROGLIONE E VEADAGENS AO ESTILO CAMPINEIRO DE SE FAZER POLÍCIA 1

“O mais estranho é que em entrevista à TV Record, o delegado-pizzaiolo disse que o caso NUNCA será esclarecido. Isto com menos de um mês de investigações! No mínimo estranha esta declaração. Pelo menos, ele poderia disfarçar um pouco o que está acontecendo…

http://blogdoimbroglione.wordpress.com/2010/01/13/a-ordem-veio-de-cima-e-para-este-inquerito-terminar-em-pizza/

publicado em 12/01/2010 às 21h26:

Mulher é suspeita de encomendar morte de enteada

Empresária foi encontrada morta em seu apartamento, no interior de São Paulo

Da TV Record

A polícia está investigando uma mulher suspeita de ter encomendado a morte da própria enteada. A empresária Kátia Badinger iria assumir os negócios da família quando foi encontrada morta dentro se seu apartamento em Indaiatuba, interior de São Paulo.

A cena indicava que Kátia havia se enforcado, no entanto, a polícia descobriu que o local do crime havia sido forjado para parecer suicídio. As investigações apontaram a empregada da empresária como principal suspeita. Maria José foi presa em uma fazenda próxima a fronteira com o Paraguai, onde estava escondida.

Em seu depoimento, Maria afirmou que o crime foi encomendado pela madrasta de Kátia. A doméstica, que tinha a chave do apartamento da vítima, deixou a porta aberta para que dois homens entrassem e matassem a empresária. Após deixar a casa, ela afirma ter visto a madrasta ao lado do ex-namorado de Kátia do outro lado da rua.

A polícia, no entanto, admite que o crime pode ficar impune. Segundo o delegado responsável pelo caso, é possível que exista um segundo autor e pode ser que a polícia nunca chegue a ele.

Entenda o caso assistindo a matéria completa:

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/mulher-e-acusada-de-encomendar-morte-de-enteada-20100112.html

VERBA RESERVADA, NÃO VAI FEDER! COMISSÃO “AVERIGUATÓRIA”: UM CAPITÃO, UM ESCRIVÃO e UMA “EXECUTIVA PÚBLICA” (que cargo é esse? ) Resposta

13/01/2010 at 8:40  ( colaboração MANOEL e T-BIRD )

Segurança Pública
GABINETE DO SECRETÁRIO
Portaria CG-2, de 12-1-2010
Instaura Procedimento Averiguatório Preliminar
Considerando as conclusões do relatório elaborado pelo
Grupo de Análise de Prestação de Contas da Corregedoria Geral
da Administração, nos autos do Processo CGA nº 029/2008,
onde ficou detectada a prática de irregulares na gestão de verba
reservada por órgão desta Secretaria de Estado e em atendimento
à recomendação de que tais fatos precisam ser investigados,
apurando-se eventuais irregularidades cometidas por funcionários,
assim como a sua correspondente responsabilidade, acaso
existentes prejuízos ao erário público;
A Chefe de Gabinete da Secretaria da Segurança Pública,
nos termos do artigo 264 da Lei Estadual nº 10.261, de
28./10/1968, com as alterações introduzidas pela Lei Complementar
nº 942, de 06/06/2003 – Estatuto dos Funcionários
Públicos Civis do Estado de São Paulo Instaura o Presente
Procedimento Averiguatório Preliminar, nos seguintes termos:
Artigo 1º- O presente procedimento destina-se à apuração
dos fatos noticiados nos trabalhos da correição realizados pelo
Grupo de Análise de Prestação de Contas da Corregedoria Geral
da Administração, nos autos do Processo CGA nº 029/2008
sobre as despesas realizadas pelo regime de adiantamento
com Cartão de Pagamento, conforme cópias das prestações de
contas de adiantamentos, em nome de José Antonio de Lima
e de Mariângela França Godinho, no que tange a prática de
irregularidades na gestão de verba reservada por órgão desta
Secretaria de Estado;
Artigo 2º – Fica designada Comissão para apresentar relatório
no prazo de 30 dias, integrada pelos seguintes servidores:
Capitão PM Carlos Alberto Regulle Junior, RG 20.140.688;
Walter Scigo, Escrivão de Polícia, RG 15.830.641 e
Joyce Luziara Correa, Executiva Pública, RG 34.888.529-5
.
Artigo 3º – Esta Portaria entra em vigor a partir desta data.
DOE. I de 13-01-2010.

_______________________________

Os três averiguarão rigorosamente que nenhum ex-Secretário, nenhum Coronel, nenhum Delegado Classe Especial, malversaram a verba reservada.

Aposto  –   querendo perder – que o RELATÓRIO SERÁ ATESTADO DE HONESTIDADE.

ATENÇÃO DOUTORA MARILDA: DEIXEMOS DE OLHAR SÓ PARA O NOSSO UMBIGO…VERIFIQUEMOS AS CONDIÇÕES OFERECIDAS AOS COLEGAS ESCRIVÃES, INVESTIGADORES E POLICIAIS DE TODAS AS CARREIRAS EVENTUALMENTE ESCALADOS PARA O “INFERNO NA PRAIA” 13

:: OPERAçãO VERãO

A nova Diretoria da ADPESP formou uma comissão com o objetivo de averiguar as condições oferecidas aos colegas designados para “Temporada de Verão”. Nas próximas semanas um grupo de Diretores seguirá até o litoral paulista com esse objetivo. Caso o colega já se encontre em operação entre em contato com a Comissão pelo mail operacaoverao@adpesp.com.br a fim de nos fornecer mais informações.

POSSE DA MARILDA NA ADPESP 53

ABAIXO, O DISCURSO DE POSSE.

DEUS NÃO ME CONCEDEU O DOM DA ORATÓRIA… INVEJO AQUELES QUE CONSEGUEM TRADUZIR SENTIMENTOS EM PALAVRAS… MAS VOU TENTAR … 

INICIALMENTE, NÃO PODERIA DEIXAR DE AGRADECER A PRESENÇA DO DD. DELEGADO GERAL DE POLÍCIA, DR. DOMINGOS PAULO NETO, NESSE MOMENTO BASTANTE EXPRESSIVO PARA TODOS NÓS. 

TAMBÉM AGRADECER E CUMPRIMENTAR A COMISSÃO ELEITORAL NA PESSOA DO DR. EMERENCIANO DINI, PELA LISURA, ÉTICA E COMPETÊNCIA COM QUE CONDUZIU TODO PROCESSO ELETIVO. 

AOS COLEGAS QUE PARTICIPARAM DA DISPUTA, PARABENIZAR PELO RESPEITO AOS DEMAIS ADVERSÁRIOS IDEOLÓGICOS. 

AO DR. DÉCIO BAILÃO DA SILVA, “PAI” DO GRUPO DELPOL PC QUE CONTA HOJE COM CERCA DE MIL DELEGADOS DE POLÍCIA DE TODO ESTADO DE SÃO PAULO, UM ESPECIAL AGRADECIMENTO POR NOS POSSIBILITAR ESTAR AQUI HOJE. 

E A TODOS OS MEUS AMIGOS, DELEGADOS E DELEGADAS DE POLÍCIA QUE COM MUITO CARINHO RECEBEMOS HOJE NA NOSSA CASA, AGRADECENDO A PRESENÇA. 

AOS AMIGOS QUE NÃO PUDERAM ESTAR AQUI DE CORPO PRESENTE, MAS QUE CERTAMENTE ESTÃO DE ALMA E CORAÇÃO, OBRIGADA. 

ESSA FOI, SEM DÚVIDA, A MAIOR E MAIS DEMOCRÁTICA ELEIÇÃO DE TODOS OS TEMPOS E SE INICIOU PELO ENCONTRO DE DELEGADOS E DELEGADAS DE POLÍCIA QUE OUSARAM SONHAR COM UMA HISTÓRIA DIFERENTE. 

DESDE QUE INGRESSEI NA POLÍCIA CIVIL, OUVIA ALGUMAS FRASES QUE ACABARAM POR SE INCORPORAR NAS NOSSAS VIDAS, COMO SE FOSSEM VERDADES ABSOLUTAS, TAIS COMO “ A POLÍCIA CIVIL É ASSIM MESMO…. A POLÍCIA NUNCA VAI MUDAR… A POLÍCIA SEMPRE FOI ASSIM…”

E FATOS COTIDIANOS ACABAVAM CORROBORANDO COM ESSA AFIRMAÇÃO, MINANDO A RESISTÊNCIA POR MUDANÇAS, ENFRAQUECENDO NOSSAS ESPERANÇAS, DESESTIMULANDO A BUSCA PELO FAZER DIFERENTE… 

UM DIA, UM GRUPO…. COLEGAS QUE, ASSIM COMO NÓS, QUERIA ESCREVER SUA PRÓPRIA HISTÓRIA… JÁ NÃO ESTÁVAMOS SOZINHOS… 

MOVIMENTO PAREDISTA… AQUELE DESACREDITADO, INICIALMENTE IGNORADO, QUE FOI TOMANDO FORMA, CRESCENDO, GANHANDO ADEPTOS E EXPLODINDO COMO UM PEDIDO DE SOCORRO… 

A POLÍCIA CIVIL JÁ NÃO ERA A MESMA… SOUBEMOS QUE PODÍAMOS FAZER DIFERENTE… E FIZEMOS. 

ACORDOS FORAM ELENCADOS, PROPOSTAS FORAM APRESENTADAS E A GREVE ACABOU, MAS O MOVIMENTO E A BUSCA PELO RESGATE DA NOSSA DIGNIDADE DEIXARAM AINDA MAIS ACESA A CHAMA  DA UNIÃO, DA VONTADE DE LUTAR POR DIAS MELHORES. 

A ELEIÇÃO ROMPEU PARADIGMAS TRAZENDO A NOVA DIRETORIA COMPOSTA POR COMPONENTES DE TODAS AS CHAPAS, FORMANDO UMA NOVA ADPESP NO RUMO CERTO POR ERGA OMNES… 

AGORA CHEGOU O MOMENTO DE JUNTOS ENFRENTARMOS OS DESAFIOS QUE SÃO MUITOS E ROMPER COM O TEMOR INSPIRADO PELO AUTORITARISMO…  

SOMOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO, O MAIS RICO DA FEDERAÇÃO E O QUE PIOR REMUNERA SEUS POLICIAIS. 

É HORA DE RESGATARMOS NOSSA DIGNIDADE E DE TERMOS RECONHECIDO NOSSO VALOR, RECEBENDO SALÁRIOS QUE POSSAM SATISFAZER, MINIMAMENTE, NOSSAS NECESSIDADES PARA QUE TENHAMOS A NECESSÁRIA E INDISPENSÁVEL TRANQUILIDADE PARA PRESTAR AO CIDADÃO, SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE… AFINAL , É ELE O NOSSO PATRÃO. 

É HORA DE MOSTRAR PARA TODA A SOCIEDADE A RELEVÂNCIA DO NOSSO TRABALHO E A IMPORTÂNCIA DA SUA PARTICIPAÇÃO EFETIVA NA JUSTA REIVINDICAÇÃO POR SEGURANÇA. 

É HORA DE NEGOCIAR, DE SE CUMPRIR ACORDOS COM PRAZOS DETERMINADOS E DE RECIPROCIDADE NOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS, VISANDO SEMPRE O ATENDIMENTO E O MERECIDO RESPEITOAOS NOSSOS USUÁRIOS. 

É HORA DE ESQUECER AS PROMESSAS, CUMPRIDAS OU NÃO, E DE ESTABELECER O DIÁLOGO FRANCO, ABERTO, TRANSPARENTE E VERDADEIRO, ONDE SEJAMOS OUVIDOS E SAIBAMOS OUVIR, DESARMADOS DE RANCORES. 

É HORA DE  HONRAR COMPROMISSOS MUTUAMENTE ASSUMIDOS E DE SEPULTAR O PASSADO, VOLTANDO OS OLHOS PARA UM NOVO FUTURO, ONDE, MESMO CHEGANDO DEVAGAR, CHEGAREMOS TODOS JUNTOS. 

É HORA DE TODOS TEREM VEZ E VOZ, ONDE AS OPINIÕES SERÃO  

OUVIDAS, REGISTRADAS E PERCEBIDAS COM SABEDORIA E DELICADEZA PARA SERVIREM DE SUPORTE NAS DECISÕES TOMADAS COM CORAGEM SEM PERDER A DOÇURA. 

É HORA DE SOMAR ESFORÇOS… ADPESP E SINDPESP DEVEM ESTREITAR CADA VEZ MAIS OS LAÇOS DE AMIZADE, COOPERAÇÃO E COMPROMISSO COM A CLASSE JÁ QUE TEMOS OS MESMOS OBJETIVOS, RESPEITANDO, SEMPRE, AS ATRIBUIÇÕES DE CADA UMA DESSAS ENTIDADES E COLOCANDO ACIMA DE QUALQUER VAIDADE PESSOAL, O INTERESSE DAQUELES QUE REPRESENTAMOS.   

É HORA DE DESENHARMOS NOVAS AÇÕES POIS QUEM TEM SEMPRE  AS MESMAS ATITUDES, TERÁ SEMPRE AS MESMAS RESPOSTAS…. 

QUE DEUS NOS PROTEJA E GUARDE A TODOS.  MUITO OBRIGADA!

ENTREVISTA DA DRA. MARILDA, NO ESTADÃO 1

Segunda-Feira, 11 de Janeiro de 2010 | Versão Impressa

Representante dos policiais quer resgatar dignidade

Eleição quebra duas tradições: antecessores eram homens e apadrinhados pela Secretaria de Segurança

Bruno Tavares

Primeira mulher a chefiar a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) em 60 anos de história, Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro toma posse hoje evocando o mesmo slogan repetido durante a greve da categoria, em 2008: “Queremos resgatar nossa dignidade”. Não é por acaso. Aos 54 anos, casada e mãe de três filhos, a delegada de Bauru despontou como liderança em meio a uma das mais conturbadas paralisações da Polícia Civil paulista. A eleição dela contraria a tradição da Adpesp, de escolher para a presidência candidatos apadrinhados pelo delegado-geral ou pelo secretário da Segurança Pública. Ao contrário de seus antecessores, Marilda é 3ª classe, a mais baixa na hierarquia da polícia.

A eleição da sra. é resultado da liderança que exerceu durante a greve da categoria?

Não acho que eu seja merecedora desse rótulo, de líder da greve. O pouco que conseguimos foi resultado da nossa união. Talvez eu tenha me destacado por ter organizado o movimento no interior, só isso. Seria injusto assumir o resultado para mim.

Quais as propostas para o biênio?

São 16 itens. Queremos coisas básicas, como profissionalizar o papel da associação, sem qualquer crítica aos meus antecessores. Queremos negociar com a Secretaria da Segurança Pública. Se as portas não se abrirem, não descarto novo movimento (grevista). Queremos resgatar nossa dignidade.

A imagem da Polícia Civil esteve associada a escândalos de corrupção. Como mudar isso?

Esses casos são esporádicos. Não vou entrar no mérito de nenhum deles. Mas posso garantir que nossa instituição não é formada por corruptos. O que não é bom acaba sempre aparecendo mais. Precisamos mostrar o lado positivo, os trabalhos de inteligência, a ética, o respeito. Não é mudar a imagem, mas mostrar o que a polícia tem de bom.

A instituição viveu fase de inépcia e letargia, como chegou a apontar o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto?

É difícil fazer essa avaliação. Se a polícia esteve letárgica ou inepta é preciso ver a raiz do problema.

Concorda com a subordinação da corregedoria ao secretário?

Se a corregedoria é da polícia, ela deve estar subordinada à polícia, no caso, ao nosso delegado-geral. Mas essa mudança é muito recente, não tenho elementos ou dados para dizer se melhorou. Como sou uma delegada do interior, tive até agora pouco contato com o secretário e posso dizer que ainda não consegui captar o motivo pelo qual a subordinação da corregedoria foi transferida para seu gabinete. Não posso ser leviana e nem irresponsável de dizer que é medida é ruim. Não somos radicais, mas queremos rever muitas coisas.

O que, por exemplo?

O salário. Está abaixo do que precisamos e do que merecemos.

Não será mais difícil discutir salário em ano eleitoral?

Espero que não. As coisas podem ser resolvidas ou pelo menos encaminhadas se houver vontade política. Queremos diálogo e respeito. As mudanças são importantes não só para nós, como categoria, mas para toda a sociedade.

Não há uma diferença muito grande entre o perfil do policial do interior e da capital?

Fomos eleitos para representar os delegados do Estado de São Paulo. Para quem representa a classe, essa diferença deixa de existir. Vamos ver quais são as necessidades do policial da capital e do interior.

A categoria está desunida?

Não, de forma alguma. Essa última eleição mostrou maturidade política grande. Nossa administração terá componentes das três chapas, o que mostra que estamos todos do mesmo lado.

LEI DO DEPUTADO PEDRO “BIN LADEN” TOBIAS DE AGUIAR 12

ROBERTO, VEJA A LEI PARA MINGUAR NOSSA GREVE FUTURA,
DE INICIATIVA DO DEPUTADO LIBANÊS DE BAURU.

COLEGAS, VEJAM A LEI 13.725/09, PROMUlGADA PELO GOVERNADOR SERRA
SETEMBRO DE 2009 .
A INICIATIVA FOI DO DEPUTADO PEDRO TOBIAS, CERTAMENTE ENCOMENDADA
POR ALGUÉM, HAJA VISTA QUE ESSE DEPUTADO SÓ GOSTA DE SE DEDICAR
A ASSUNTOS RELACIONADOS A CONSTRUÇÕES DE RODOVIAS.

-A referida Lei alcança “os funcionários públicos da adm.direta,indireta,
fundacional e autárquica.
Em caso de paralisação, os equipamentos deverão ser entregues ao
superior imediato, que não tenha aderido ao movimento.Caso seja
constatado o descumprimento dessa lei, o servidor público será
demitido e se o superior não instaurar processo disciplinar, este
responderá legalmente por omissão”.

-Alguém saberia esclarecer o que seriam os ” equipamentos” que
devem ser entregues ao chefe imediato ??

-Será que algum funcionário público ainda terá coragem de votar nesse
deputado que pretende se reeleger ???

BJS.

JOANA

Falta de segurança faz moradores espalharem faixas de alerta em SP 11

Furtos e assaltos acontecem principalmente durante fim de semana.
Porteiro diz que já perdeu a conta de quantos crimes testemunhou.

Paulo Toledo Piza Do G1, em São Paulo

Foto: Paulo Toledo Piza/G1

Faixa aconselha motorista a não abandonar pertences dentro de veículo (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

saiba mais

  • Polícia prende suspeita de integrar quadrilha que furtou R$ 27 milhões
  • Cinco são presos após tentativa de assalto a posto de gasolina em SP
  • PM de São Paulo dá dicas de como evitar assaltos
  • Jovem morto ao defender irmã de assalto é enterrado em SP
  • Família é feita refém durante assalto a casa na Zona Sul de SP

  • Assustados com o grande número de assaltos e furtos na porta do prédio em que vivem, moradores de um condomínio no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, instalaram na semana passada quatro faixas alertando sobre os crimes. Procurada, a Polícia Militar não havia respondido os questionamentos do G1 até a publicação desta reportagem.

    Com mensagens como “Não deixe pertences no carro ao estacionar” e “Basta de roubos e assaltos”, o objetivo, segundo moradores, é alertar quem passa pela Avenida Francisco de Paula Quintanilha Ribeiro. A via é muito visada por assaltantes e ladrões a pé e em motocicletas.

    A ação acontece geralmente no período noturno, principalmente nos fins de semana, quando são realizadas festas e churrascos nos prédios da avenida. “Os carros são estacionados na rua e os bandidos aproveitam para arrombar e levar o que tiver dentro”, afirmou o porteiro do Condomínio Emilia Romagna César Brasileiro, de 40 anos. “Não pode esquecer um palito de fósforo dentro do carro que os ladrões levam”, brincou.

    Ele já perdeu a conta de quantos furtos testemunhou nos três anos em que trabalha na região. “Eles aproveitam que a avenida é quieta e fica perto da estação de metrô [Jabaquara] para pegar e sair correndo.”
    O porteiro diz acreditar que o protesto dos moradores incomodou os ladrões. Dias após as faixas serem instaladas, um grupo passou em frente ao condomínio e retirou uma delas. “Quando eles retiraram, fui perguntar o que eles queriam e me disseram: ‘O que você tem com isso?’”, afirmou Brasileiro. Por precaução, ele decidiu voltar a sua guarita.

    Os furtos e roubos na região não são novidade, segundo o vendedor de pastéis Juliano Pinto Figueira, de 36 anos. Desde que começou a vender os quitutes em uma das travessas da avenida, a Rua Cruz das Almas, há 15 anos, Figueira sempre ouviu falar de assaltos e outros crimes. Mesmo assim, deixava sua Kombi estacionada na Francisco de Paula. No ano passado, porém, teve seu veículo arrombado e o CD player, furtado. “Agora, só deixo a Kombi num estacionamento pago”, afirmou.

    Assaltos

    Foto: Paulo Toledo Piza/G1 Foto: Paulo Toledo Piza/G1

    Faixa pede ‘Policiamento urgente’ em frente a prédio no Jabaquara (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

    Além dos furtos de veículos, a região é conhecida também por conta dos assaltos. Um taxista que não quis se identificar contou ao G1 que só no ano passado ajudou três mulheres assaltadas. “Elas chegaram em prantos dizendo que tiveram as bolsas roubadas”, contou.

    Outro motorista que também pediu anonimato disse que foi roubado três vezes nos últimos dois meses. “Levaram dinheiro, celular e relógio.” Antes de os assaltantes irem embora, ameaçaram o taxista: “Me disseram que se eu fizesse BO [boletim de ocorrência], iriam me pegar no ponto onde trabalho.”

    O temor de represálias faz com que muitas pessoas deixem de registrar os crimes dos quais são vítimas. Apesar disso, a polícia afirma que quem é assaltado, furtado ou sofre algum tipo de agressão deve procurar uma delegacia próxima. A definição de como o policiamento ostensivo deve ser feito tem como base o número de crimes relatados em determinada região. Com a ausência de registros, algumas vezes regiões muito violentas acabam tendo um policiamento aquém do necessário.

    Procurada pelo G1, a Secretaria da Segurança Pública informou que as informações relacionadas à criminalidade em regiões específicas são confidenciais, de uso restrito às forças policiais

    Prostituta é multada em US$ 820 mil por sonegação fiscal na Polônia, diz jornal Resposta

    Valor equivale a cerca de R$ 1,43 milhão.
    Ela afirmou às autoridades que tinha ‘clientes muito generosos’.

     Da Reuters, em Varsóvia

    O departamento fiscal da Polônia cobrou uma multa de 2,3 milhões de zlotys (820 mil dólares ou R$ 1,43 milhão) de uma mulher desempregada que deixou de pagar impostos sobre uma renda de ao menos 13,7 milhões de zlotys que segundo ela, arrecadou como prostituta.
    A mulher disse à secretaria da cidade de Katowice, no sul do país, que tinha clientes muito “generosos”, segundo informações do site gazeta.pl, ligado ao jornal diário local

    “Gazeta Wyborcza” nesta terça-feira (12).
    Um dos clientes pagou 5 milhões de zlotys no período entre 1997 e 2002, teria dito a mulher.
    O site não deu mais detalhes. ( fonte G 1 ) 

    PARA UM NOVO CANGAÇO , NOVAS VOLANTES! 4

    Fantástico mostra a atuação dos novos cangaceiros

    Criminosos atuaram nessa semana em Pedra Branca (CE).
    Cangaceiro preso explica como atacar carros fortes.

    Do G1, com informações do Fantástico

    A atuação de quadrilhas de ladrões fortemente armadas em pequenas cidades do interior do Brasil, como aconteceu nesta semana durante o roubo simultâneo a dois bancos em Pedra Branca (CE), vem sendo comparada aos tempos de Lampião, o rei do Cangaço. O Fantástico ouviu policiais e um professor da Universidade de Brasília que vêm semelhanças nos atos dos atuais criminosos com o velho cangaço.

    Veja o site do Fantástico

    Os atuais criminosos sempre agem fortemente armadas e têm como alvo principal as pequenas cidades do interior onde a segurança pública é muito frágil.

    Em Pedra Branca, sertão do Ceará, esta semana, bandidos armados com fuzis tomaram as ruas, fizeram reféns e assaltaram dois bancos ao mesmo tempo. “Muito medo, muito medo porque eu nunca tinha visto nem arma, o tanto que eu vi”, disse o aposentado Chico Miguel.

    “Eles costumam chegar de surpresa, dominam a força policial local e partem para a ação, voltada para as agências bancárias daquela cidade”, explica o delegado Wanderson da Silva. Só esta semana, além do assalto em Pedra Branca, os novos cangaceiros atacaram em Canarana (MT) e Santa Bárbara (BA). São várias quadrilhas que atuam da mesma forma. Escolhem cidades com cerca de 20 mil habitantes e segurança frágil. Chegam com artilharia pesada, capaz de derrubar até um avião. A polícia não tem como reagir.

    “Geralmente, o armamento é terceirizado de outras quadrilhas, e eles atuam de uma forma muito bem coordenada, como se fosse uma ação empresarial. Planejam, organizam, têm foco”, aponta o sociólogo da Universidade de Brasília, Antônio Flávio Testa.

    O sociólogo compara a tática de cercar e saquear cidades do interior com a ação dos antigos cangaceiros, liderados por Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião. Nas décadas de 1920 e 1930, Lampião e seu bando eram rebeldes com motivações políticas, mas que também roubavam, matavam e violentavam mulheres. “Eles levavam de fato o terrorismo”, diz Testa.

    Os cangaceiros do século 21 também espalham o medo. Nova Mutum (MT) viveu um dia de pânico em fevereiro do ano passado, como mostrou a reportagem do Fantástico. Cerca de 60 pessoas que estavam no banco foram usadas como escudo humano. É mais uma característica desse tipo de assalto. “As ações desse grupo causam um grande trauma às localidades em que atuam”, diz o procurador de Justiça de Minas Gerais André Ubaldino.

    O Fantástico foi a Pedra Branca, município a 260 quilômetros de Fortaleza. Durante a ação, os assaltantes praticamente fecharam a cidade durante uma hora. Ninguém entrava e ninguém saía. O comércio teve que baixar as portas. “Com medo de levar um tiro, né? Baixamos as portas e ficamos trancados aqui dentro”, lembra o vendedor Lucas Barros.

    Na terça-feira (5) era dia de pagamento. Os bancos estavam lotados. Imagens de um cinegrafista amador mostram um dos 15 assaltantes, de capuz e fuzil, cercado de reféns. Enquanto a agência era roubada, e as pessoas mantidas reféns, parte da quadrilha agia na mesma rua, a poucos metros dali. Os ladrões roubaram os dois bancos da cidade, ao mesmo tempo.

    “Eu achava que tinha chegado a minha hora, que não tinha mais jeito”, conta a professora de educação física Eliane de Abreu. Ao todo, 19 pessoas ficaram sob a mira dos bandidos, como reféns. A professora foi uma delas: “Eles já entraram anunciando o assalto, que todo mundo deitasse no chão”. Ela tentou fugir. Mas logo foi recapturada. “Eu lembrava primeiro de Deus e depois da minha filha”, conta.

    Foram mais de 50 tiros, dizem os moradores. Pedra Branca só tem nove policiais, somando civis e militares. Ninguém quis dar entrevista. “A polícia não tem arma para lutar com uns bandidos daqueles”, destaca o aposentado Chico Miguel.

    As quadrilhas têm usado nos assaltos metralhadoras e fuzis .50, que entrariam pela Bolívia e pelo Paraguai. Foi uma arma do mesmo calibre que derrubou o helicóptero da Polícia Militar no Rio de Janeiro, há três meses.

    Cangaceiro

    Cláudio Alves da Costa, preso mês passado, é um dos novos cangaceiros suspeitos de trazer esse tipo de armamento. Com tamanho poder de fogo, eles também estão se especializando em outro tipo de ataque.

    “Em nossas investigações, em conjunto com a Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais, ficou evidenciado que quadrilheiros atuam no roubo aos carros-fortes aqui no estado, e também em outros estados da federação”, avisa o delegado Wanderson da Silva. Minas Gerais já prendeu 52 cangaceiros nos últimos cinco anos. Entre eles, João Ferreira Lima, um homem que diz ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ele matou o senador Olavo Pires, de Rondônia, há 20 anos.

    Com frieza, o bandido revela como atirava em carros-fortes: “Primeiro dá um tiro no motor, na frente do motor, e fura o motor para ele parar. Depois você mira e dá no canto do vidro. Não mira no meio do vidro, porque quando você mira no meio do vidro pega no peito do motorista. Então, você acerta em cima para ele saber que perfurou, para ele ter a ciência que perfurou. Enquanto para, aí o pessoal desce, vai lá e manda abrir”, revela.

    A polícia prendeu João Ferreira Lima em fevereiro do ano passado, em Tocantins. No carro, uma metralhadora antiaérea e munição. Ele planejava roubar uma tonelada de ouro na Venezuela. Foi condenado a 113 anos de prisão por roubo, sequestro e assassinato. Em 2009, os novos cangaceiros agiram em onze estados, principalmente no Maranhão, e roubaram pelo menos R$ 5 milhões.

    “Eles crescem porque o mercado é potencialmente muito rico. No Brasil, que é um país que tem 5564 cidades, você tem milhares de cidades que têm dificuldades operacionais, principalmente no que se refere à segurança pública”, afirma o sociólogo.

    Em Pedra Branca, os criminosos levaram cerca de R$ 500 mil, de acordo com a polícia. Duas pessoas ficaram feridas e dois suspeitos foram presos. Os aposentados estão desde terça-feira sem receber o dinheiro do mês. As agências só reabrem nesta segunda-feira.

    “Eu moro a 49 quilômetros e agora eu fico parado aqui, até segunda-feira. Sei nem se tem segunda-feira, né?”, reclama o aposentado Evaristo Pereira. A paz da cidade de 42 mil habitantes deu lugar ao medo. “Estou assustada com tudo, tomando remédio.Tão cedo não vou ao banco. Não sei se eu tenho coragem”, diz a professora de educação física Eliane de Abreu.

    Almanaques das carreiras policiais civis 6

    Forwarded message
    From: Flávio Lapa Claro <flavio>
    Date: 2010/1/11
    Subject: Almanaques das carreiras policiais civis
    To: dipol, ligeirinho59, josende, mulhernapolicia

    Solicito divulgarem nos seus blogs, se possível, um site que montei para consultas das listas de classificação das carreiras policiais civis (almanaques). Creio ser de interesse de todos os policiais civis do estado.

    Por enquanto constam do banco de dados os almanaques das carreiras:

    Investigador de Polícia – atualizado até 5/1/2010;
    Agente Policial – atualizado até 8/1/2010;
    Delegado de Polícia – atualizado até 31/12/2009.

    Assim que forem publicados, no DO, os almanaques das outras carreiras, ou atualizações, complementarei o banco de dados em conformidade com as informações publicadas.

    A url para o site é http://www.investigadordepolicia.blog.br/almanaques.

    Agradeço a divulgação.

    Abraços
    Flávio Lapa Claro
    Investigador de Polícia

    Extra! Extra! Casoy era do CCC e humilha garis 10

    Dr. Flit:

    Borys Casoy foi flagrado no jornal da Band humilhando garis que desejavam feliz ano novo, num ato claro de preconceito social (vide blog Imbriglioni). Comportamento nazista justificado pela sua participação no CCC (comando de caça aos comuna), conforme matéria garimpada na extinta O Cruzeiro de 1968 por Cloacanews, está imperdível. Isto é uma vergonha!

    abços, Zé Francisco.

    http://cloacanews.blogspot.com/2010/01/exclusivo-boris-casoy-e-o-comando-do.html

    GOZADO! TODO DELEGADO GERAL DE OUTROS ESTADOS TOCA NA NEURALGIA POLICIAL: “SALÁRIO”!…EM SAMPA DELEGADO GERAL FALA EM SACERDÓCIO 17

    Allan Turnowski: ‘Melhora de salário para ser exclusivo’

    POR MARIA INEZ MAGALHÃES

    Rio – A guerra da Polícia Civil este ano é contra um inimigo desarmado, que não está na lista dos mais perigosos do Rio e que há anos a instituição tenta combater, mas sem sucesso: o bico. Há oito meses à frente da Chefia de Polícia Civil, Allan Turnowski elegeu o fim do segundo emprego do policial como sua meta para 2010, e já prepara uma nova escala para que um número maior de agentes possa trabalhar todos os dias.

    A primeira turma a estrear a nova forma de atuação da instituição será a de 460 inspetores. Eles começam a trabalhar em fevereiro. “Eles não fazem o bico, por isso dá para colocá-los para trabalhar todos os dias. Vamos provar que essa escala é possível”, afirmou Turnowski, garantindo que um planejamento para toda a Polícia Civil já está em elaboração. “Não posso simplesmente tirar o trabalho externo. Preciso pagar por isso. A gente está trabalhando duro para isso”, assegurou ele, que fez um balanço de sua gestão e contou ainda quais são seus outros planos para 2010, quando poderá deixar o cargo. Perguntado sobre a marca que quer deixar de sua administração, disse: “Quero que o policial tenha orgulho de dizer que é policial civil. Se conseguir isso, já estou satisfeito”.

    O DIA: Qual a meta da Polícia Civil para 2010?

    Allan Turnowski: – É a compra do bico. A mudança de escala, a exclusividade dos policiais na função policial. E para isso, a gente tem que conseguir pagar esse dinheiro que ele faz fora, para não faltar o leite que ele já conta, o colégio e o plano de saúde que ele já paga. O governador (Sergio Cabral) já deu aumento. A meta é essa: melhora de salário para ser exclusivo. Assim dá para praticamente sobreviver com os policiais que temos hoje.

    Mas como isso será feito?

    Está sendo estudado. A gente está trabalhando duro nisso. Hoje, a gente trabalha com 80% do efetivo no plantão, e 20% no expediente. A ideia é inverter isso. É colocar 70% dos policiais para trabalhar todos os dias, e 30% no plantão. Não é simplesmente só colocar o policial para trabalhar todos os dias. É um projeto maior. É mostrar ao policial a importância disso. A Polícia Federal, o Ministério Pública, o Judiciário trabalham assim. Se a gente quer falar que é polícia judiciária, tem que trabalhar no mesmo ritmo deles. Só que isso demanda uma série de questões estratégicas.

    Acabaram de entrar na Polícia Civil 460 inspetores. O senhor disse que eles já vão trabalhar na nova escala. Por que só eles?

    Porque eles ainda não fazem o bico e, por isso, dá para colocá-los para trabalhar todos os dias. Eles vão passar a trabalhar nos inquéritos todos os dias e não a cada três dias como acontece com a escala atual. E, por meio deles, vamos provar que essa nova escala é possível. Será uma espécie de laboratório. Investimos muito na formação desses novos policiais, principalmente no que diz respeito ao trabalho de investigação.

    O senhor dividiu a chefia de Polícia Civil em operacional e administrativa. O que isso melhorou na prática para o trabalho da polícia?

    Com a subchefia operacional, as operações passaram a ter padrão. É necessário que se levante a quadrilha toda, que se busque o dinheiro dessa quadrilha e não só a prisão. E mais que isso: a juntada de provas para a condenação daquela quadrilha. Isso deu uma qualidade muito maior à nossa investigação. Na subchefia administrativa, criamos o escritório de projetos e ela passou a ver tudo o que a ponta precisa. Muitas vezes querem dar o dinheiro, mas você não sabe como comprar. Para o ano que vem, teremos investimentos de R$ 100 milhões, fora o que vem da Secretaria de Segurança. Agora, a operacional diz o que precisa e a administrativa, compra.

    A Operação Família S/A prendeu parentes do chefe do tráfico na Tijuca, Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, atacando o crime de modo diferente do habitual. Será uma nova forma de agir daqui para frente?

    Sim. A operação no Borel não teve tiro. Se você olhar os índices da Tijuca, eles têm caído. Esse tipo de ação, em primeiro lugar, resgata o temor do traficante da ação policial. Então, não adianta comprar mais armas e mais drogas e fazer o enfrentamento com a polícia. A polícia agora está buscando o dinheiro do financiamento da compra da arma, da compra da droga. Isso (tráfico) é um negócio. Você tem o dinheiro que abastece o negócio. Vamos dizer que é o capital de giro. Com a venda da arma e da droga, você tem o lucro. A gente sempre atacou o capital de giro. Hoje está atacando o lucro. O que eles (parentes dos traficantes) compram, o que eles se beneficiam do dinheiro do tráfico.

    Há outras investigações desse porte?

    Sim, e maiores que essa que vão atingir barões do tráfico do Rio de Janeiro. Mas para que isso seja rotina, a gente deslocou boa parte do nosso orçamento para a inteligência. Estamos investindo em tecnologia para infiltração entre os investigados, para a compra de um software que faça a leitura das informações sobre as investigações de lavagem de dinheiro. Ganhamos o laboratório de lavagem de dinheiro e estamos qualificando nossos policiais. Esse software é extremamente sofisticado e faz em cinco minutos cruzamento de dados que manualmente demoraria um ano. Hoje isso é feito manualmente, com pesquisa. O policial busca um por um. Aí o portal (site que vai compartilhar, parcialmente, os bancos de dados da PM, Polícia Civil, Secretaria de Administração Penitenciária e Detran) também vai ter a sua função. Temos um banco de dados poderosíssimo e vamos passar a ter ferramentas para fazer investigações poderosíssimas.

    A Divisão de Homicídios, que será inaugurada este mês, também está prometendo essas investigações poderosíssimas. Mas o índice de elucidação de homicídios com identificação do autor no Rio, segundo dados do Instituto de Segurança Pública de 2007, é de 9%. Esse percentual vai aumentar em quanto com a divisão?

    Trabalhamos sempre para atingir 100% das elucidações dos crimes, mas nem sempre dá, por uma série de fatores. A diferença da divisão para as outras delegacias é que ela terá todos os profissionais, peritos, agentes e delegados, juntos na investigação desde a chegada ao local de crime até a conclusão do inquérito. Ter uma equipe completa atuando junto às chances de colocar o assassino na cadeia são grandes.

    Ao assumir a chefia, o senhor priorizou o combate às milícias. Em 2008, foram presos 78 milicianos. Este ano, 252. Como alavancou esses números?

    Hoje criou-se uma cultura de combate à milícia. Quando a Polícia Civil escolheu milícia como prioridade, conseguiu institucionalizar o problema e trazer outras instituições como o MP (Ministério Público) e o Judiciário, que estão do nosso lado. Tenho certeza de que hoje o miliciano sabe exatamente o peso da mão do estado.

    É mais difícil combater a milícia ou o tráfico?

    O que se tinha era uma habilidade maior para investigar o tráfico. As pessoas já sabiam fazer a investigação do tráfico e acabava que essas eram as únicas investigações feitas.

    Outra novidade da sua gestão é a Coordenadoria de Controle de Presos, comandada pelo delegado Orlando Zaccone. Mas a custódia de detentos pela Polícia Civil, que hoje ainda cuida de cerca de 4 mil presos, é inconstitucional. Essa é uma questão discutida há tempos, mas que nunca foi resolvida.

    Quando cheguei aqui, a delegacia da Pavuna (onde também há presos) não sabia o que acontecia na Baixada (que tem delegacias com carceragens), a Polinter também não. A gente não tinha uma real noção do que era a carceragem na Polícia Civil. Quantos presos a gente tinha, qual tipo de preso (a que facção pertencia). Com a criação da coordenadoria, ela passou a controlar essas informações. Hoje, as carceragens da Polícia Civil estão organizadas, mas estamos organizando algo que não é nosso. Para a Polícia Civil, melhorar também tem que largar isso (custódia de presos). Hoje, a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) fala com uma pessoa (Zaccone). Antes, tinha que falar com 11 carcereiros-chefes. Mas até o fim do ano, teremos todas as delegacias legais e as carceragens na Polícia Civil vão acabar.

    Uma semana depois de assumir a Chefia de Polícia, o senhor prendeu Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, o criminoso mais procurado do estado na ocasião. Prisões fora do Rio e no Paraguai também foram feitas.

    O Batman foi uma questão de persistência. Ficamos dias onde ele estava até pegá-lo. Ele gravou um vídeo falando sobre a milícia que deixou a sociedade perplexa. Foi um deboche, uma afronta ao estado e não podíamos permitir aquilo. E as prisões fora do Rio também são um novo modelo de ação. Vamos atacar não só o varejo, mas o atacado. Prendemos ainda quadrilhas envolvidas em outros crimes, como os fraudadores do RioCard e de ingressos. Com a padronização das investigações, a gente começa a ensinar a investigar da maneira que a gente entende que é correta, que é buscando sempre o caminho do dinheiro. Segue o dinheiro que você encontra o principal criminoso.

    Os índices de criminalidade caíram onde há Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). O que isso representa para a Polícia Civil?

    Agora as comunidades vão funcionar como bairro. Cabe à Polícia Civil trabalhar a favela da mesma forma que o bairro. A delegacia do bairro vai atender a UPP como atende o asfalto. Aí você vai integrar o asfalto à favela. Essa é a nossa visão: valorizar o policiamento ostensivo e, dentro desse contexto, o trabalho de investigação vai ser feito de forma integrada. É a solução perfeita.

    Mas não é comum as duas polícias atuarem juntas.

    A 32ª DP (Jacarepaguá) fez uma investigação na Cidade de Deus — Operação Fórceps, que prendeu traficantes no início do mês — e, na hora de executar, chamamos a PM. Foi uma parceria sem dar um tiro, coisa inédita. Se estão dominando aquele local e vem dando certo, por que não chamar para a parceria?

    Nessa gestão, a cúpula da segurança passou a ter metas a cumprir. A produtividade na Polícia Civil continuará a ser cobrada?

    Vai continuar. Quando você tem um plano de metas, é a Secretaria de Segurança Pública vislumbrando o estado como um todo. Isso aí é uma organização fundamental para ter em 2010 um resultado mais expressivo ainda. Estou com meu menor índice de roubo e furto de automóveis dos últimos 12 anos e com o dobro da frota: tinha 2 milhões de carros e agora tenho 4 milhões. Baixamos todos os índices. É sorte? Não, é trabalho, é planejamento.

    Mas a Polícia Civil ainda tem problemas. Qual o principal deles?

    O corporativismo. Vou fortalecer a corregedoria. Há policiais envolvidos em extorsões, milícias. Este ano de 2010 vai ter policial civil prendendo policial civil. Pode acreditar.

    Vocês já estão se preparando para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016?

    Sim. Já fechamos vários convênios com cursos aqui e fora do Brasil. Vamos mandar nosso policiais para o exterior e vamos trazer pessoas de fora também para ajudar os policiais nessa preparação. Se conseguir implantar a nova escala de trabalho, ainda vou instituir o curso de inglês e espanhol para os policiais.

    O governo Sergio Cabral, teoricamente, termina ano que vem e, consequentemente, o senhor deixará esse cargo. Que marca o senhor quer deixar da gestão Allan Turnowski?

    Quero que o policial tenha orgulho de dizer que é policial civil. Que um filho possa dizer que o pai é policial civil. Se conseguir isso, já estou satisfeito.

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    Alguém saberia explicar o porquê de os nossos Delegados Gerais e  “CARDEAIS” ,  nunca tratarem a  questão salarial como o principal problema da Polícia Civil…

    Ora, será que Delegado Geral  Bandeirante acha que todos nós  ganhamos de R$ 25.000,00 a  R$ 250.000,00,  por mês?

    ENTREVISTA COM A DELEGADA MARILDA APARECIDA PANSONATO PINHEIRO…PRIMEIRA MULHER ELEITA PRESIDENTA DA ADPESP 2

    10/01/2010 at 1:29  ( redator chefe JOW )

    09/01/2010

    Para delegada de Bauru, policial civil precisa ser valorizado

    Tisa Moraes

    Primeira mulher eleita para a presidência da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), a delegada Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro, de Bauru, assume o cargo na próxima segunda-feira com uma série de desafios. Como representante de aproximadamente 4 mil delegados em todo o território paulista, ela pretende abraçar a cobrança da categoria por reposição salarial e condições de trabalho para aumentar os níveis de satisfação da Polícia Civil e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.

    Em sua gestão durante o biênio 2010/2011, a nova presidente também pretende estabelecer um canal de comunicação mais próximo com a imprensa, a população, governo estadual, demais polícias e Poder Judiciário. Para assumir o posto, a atual delegada assistente do 4º Distrito Policial de Bauru se afastará do cargo pelos próximos dois anos, prorrogáveis pelo mesmo período, caso ela seja reeleita em 2012.

    Além dela, o bauruense Abel Fernando Paes Barros Cortez foi eleito como tesoureiro geral e também deverá se afastar do cargo de delegado assistente da Seccional de Bauru. Na primeira chapa com representantes do Interior a assumir a diretoria da Adpesp também estão um profissional de Marília e outro de Franca.

    Confira abaixo os principais trechos da entrevista que Marilda concedeu ao JC.

    JC – Como a senhora avalia, hoje, o nível de satisfação dos delegados do Estado?

    Marilda – Fica mais fácil falar da insatisfação. São Paulo é o Estado mais rico da Federação, com uma arrecadação de tributos bastante significativa. Mas o salário dos policiais civis continua sendo um dos menores do Brasil e nossas condições de trabalho deixam muito a desejar, já que há um déficit de funcionários muito grande. Essa insatisfação não é só dos delegados, mas da Polícia Civil como um todo.

    JC – E existe alguma meta da nova gestão da Adpesp para mudar esse cenário?

    Marilda – Nós queremos oportunidade de diálogo e também obter respostas para as nossas reivindicações. O que temos observado é que muitos acordos acabam não saindo do planejamento. As promessas de melhoria no plano de carreira dos profissionais, por exemplo, só ficaram na expectativa. Vamos negociar e cobrar do governo para que as coisas realmente aconteçam.

    JC – De que forma essa desvalorização reflete no atendimento à sociedade?

    Marilda – Esse processo ocorre há um certo tempo. Nossos salários estão defasados e as condições de trabalho, cada vez piores. Essa falta de reconhecimento acaba refletindo no trabalho que a gente presta. Por mais boa vontade que o profissional tenha, ele não consegue fazer milagre. No Plantão Policial, por exemplo, a insuficiência de escrivãos faz com que a população espere por muito mais tempo do que deveria para ser atendida. Nas unidades especializadas, a falta de investigadores provoca uma dificuldade imensa no trabalho de investigação. O policial civil coloca sua vida em risco durante 24 horas diárias e, infelizmente, é muito mal remunerado.

    JC – No seu ponto de vista, é isso que faz com que a população ainda tenha uma imagem negativa da categoria?

    Marilda – A Polícia Civil trabalha tanto que não teve a preocupação de mostrar o que estava fazendo. O delegado está sempre assoberbado, acumulando funções, com uma responsabilidade enorme. Em algumas cidades pequenas, dá para dizer que o profissional trabalha em regime de escravidão e, mesmo assim, continua ganhando mal. Então, talvez o fato de não termos esclarecido a sociedade tenha levado a essa imagem que não corresponde à realidade.

    JC – Como a delegada que é estudante de relações públicas, pretende aprimorar a comunicação da polícia com as demais esferas sociais?

    Marilda – Com certeza. Muitos usuários nem sabem fazer a distinção entre Polícia Civil e Polícia Militar. Queremos estabelecer um canal de comunicação mais organizado com a imprensa, público interno e externo, entidades, órgãos públicos e privados.

    JC – Acredita que, diante das dificuldades, o delegado por vocação é um profissional em extinção?

    Marilda – Muito pelo contrário. Os concursos para delegado de polícia estão cada vez mais difíceis e, quem passa, poderia passar em seleções para ingressar em qualquer outra carreira. O que tem ocorrido, infelizmente, é que muitos delegados estão indo trabalhar em outros Estados em razão da baixa remuneração de São Paulo. E temos perdido profissionais do mais alto gabarito por causa disso.

    JC – Falando em perder profissionais, existe a possibilidade de um dia a senhora voltar a trabalhar dentro de delegacias?

    Marilda – Eu sempre trabalhei para a polícia e, a partir de segunda-feira, vou trabalhar pela polícia. O enfoque muda e acho que é algo definitivo, acredito que seja um caminho sem volta. Mas sempre estarei em Bauru, porque minhas raízes permanecem aqui.

    POSSE DA NOVA DIRETORIA DA ADPESP 4

    :: Posse da nova Diretoria

    A ADPESP convida seus associados para cerimônia de posse da Diretoria eleita para o Biênio 2010/2011. O evento será realizado no próximo dia 11, no auditório da entidade, na Av. Ipiranga, 919, 9º andar, às 10h.

    Veja a seguir o nome e o cargo dos colegas que serão empossados.

    Diretoria Executiva

    Presidente: Marilda Aparecida Pansonato Pinheiro
    1º Vice-Presidente: Sergio Marcos Roque
    2º Vice-Presidente Levino Manoel Ribeiro
    Secretário Geral: Alan Bazalha Lopes
    1º Secretário: Gabriel Caputo Junior
    2º Secretário: Roberta Franco Silva
    Tesoureiro Geral: Abel Fernando Paes Barros Cortez
    1º Tesoureiro: Sidney Antonio Carli
    2º Tesoureiro: Bárbara Lisboa Travassos
    1º Diretor Ass. Jurídica: Saulo de Carvalho Palhares Beira
    2º Diretor Ass. Jurídica: Mário Celso Ribeiro Senne
    1º Orador: Edson Cárdia
    2º Orador: Mário Rui Aidar Franco

    Conselho Fiscal Efetivos
    Gislaine Doraide Ribeiro
    Cleber Pinha Alonso
    Milton Rodrigues Montemor
    Fábio de Oliveira Martins Pierry
    Luiz Antonio Correia da Silva
    Cleber Henrique Martins de Oliveira
    Celso Marques Caldeira
    Ernani Ronaldo Giannico Braga
    José Maria Coutinho Florenzano

    Conselho Fiscal Suplentes
    Paulo Roberto Boberg Barongeno
    Marco Antonio de Oliveira
    Eduardo Iasco Pereira
    Diogo Dias Zamut Júnior
    Vânia Idalira Záccaro de Oliveira
    Gervásio Favaro
    Marcelo Alves Firmino
    Deidiene Fialho Costa
    Deyse Brasil

    Conselho de Ética
    Roberto Maurício Genofre
    Carlos Noel de Mello
    Aparecido Capello
    Rejani Borro Ortiz Tiritan
    Maurício Correali