“ABRIGADOS NO PERIGOSO MANTO DA IMPUNIDADE”: SIM, NECESSITAMOS NESTE E NO OUTRO MUNDO ( chamado “mundo virtual ” ), DE FILTROS QUE NOS LIVREM DESSAS PESSOAS QUE ESGANIÇAM, FALAM, ESCREVEM, PENSAM E GANHAM MUITO DINHEIRO COM A BUNDA, PEITORAL E COXAS…”SÃO TARSO DE CASTRO”, PORRA!…CARALHO, ATÉ A CLAUDIA LEITE ESCREVE NA FOLHA! 24

LOIRAS PELADAS SOFREM PRURIDOS DE PUDOR

TENDÊNCIAS/DEBATES

Internet, liberdade e responsabilidade

CLAUDIA LEITTE

Precisamos de uma legislação célere como a própria internet, capaz de responsabilizar e punir com o rigor da Justiça os que dela fazem mau uso 

Passo o ano inteiro viajando e, por meio da internet, consigo me manter atualizada e ter domínio da minha vida, ainda que eu esteja distante. Acesso as câmeras de segurança da minha casa em Salvador pelo notebook, leio livros, jornais e faço pesquisas.

Até onde fama seja sinônimo de reputação, conceito, renome, celebridade, sou uma mulher famosa, mas também sou esposa e mãe, e a internet me ajuda nessa conciliação. É admissível que “preconceituem” minha carreira, muito embora não faça mistério algum em torno da minha vida pessoal, pois sou uma pessoa pública.

Acho graça da criatividade alheia quando afirmam que eu fiz abdominoplastia minutos depois de uma cesárea e por ouvir alguém dizer que pensou que eu havia tomado morfina para aguentar cantar no Carnaval 29 dias depois de dar à luz Davi.

E tudo isso se propaga pela internet como se verdade fosse, sem critérios, sem me darem ouvidos. Eu entendo que é mais difícil aceitar que eu lutei com o corpo e com a mente para estar lá em cima porque tenho amor ao que faço e respeito pelos que precisam do meu trabalho. Mas é justo querer fazer de uma ilação uma verdade?

Conceituar sobre teses sem qualquer fundamento, expondo a vida alheia a tamanho escárnio?

Quantos crimes contra a honra, a história, a família ou a memória, de anônimos ou não, são cometidos todos os dias na internet?

Quantos se valem de uma rede tão valiosa para nossos dias para arquitetar o mal e por meio dela disseminar todo tipo de leviandade, abrigados no perigoso manto da impunidade?

Se o que aconteceu comigo mereceu alguma repercussão por eu ser uma figura pública, quantos anônimos e menos afortunados passam pelo mesmo drama sem ter a quem recorrer? Ou encontram caminhos tão tortuosos a percorrer que desistem pelo meio, deixando mais um crime impune?

Presumo que esse conceito antecipado sobre o “fantástico mundo da fama”, associado à ociosidade e ao desrespeito, tenha levado alguém a colocar fotografias minhas num site que financia descaradamente o tráfico de mulheres.

Alguém que não acha que sou gente, que não se lembra que, apesar da suas liberdades de expressão e de escolha, sou filha, esposa e mãe de alguém.

Leis existem, ao menos no papel, mas precisamos de uma legislação célere como a própria internet, capaz de responsabilizar e punir com o rigor da Justiça aqueles que dela fazem mau uso.

E por ser mãe e também cidadã, eu desejo que no mundo virtual existam filtros o mais rápido possível. Enquanto isso não acontece, vou educar meu filho ensinando-lhe que “somos todos iguais, braços dados ou não” e que isso se estende à internet, essa terra de cegos, sem nomes ou imagens.

Também vou aconselhá-lo a ler Saramago: “Dói-me o mundo, não me conformo com o que os homens fazem aos homens”.

CLAUDIA CRISTINA LEITE INÁCIO PEDREIRA, ou Claudia Leitte, 30, é cantora.

_______________________________________________

Respeitando-se a condição da pessoa humana,  mulher, filha, mãe e esposa, posso dizer o seguinte:

Dnª Claudia, a Srª deveria envergonhar-se de subscrever um texto vagabundo elaborado a várias bundas;  alguma de advogado, inclusive. Dissimuladamente defendendo a criação de instrumento de censura , policiamento e repressão da liberdade de manifestação e expressão.

Motivo: a Internet não lhe aproveita financeiramente; tampouco aos dependentes do “seu trabalho”.

De lembrar: o Casseta e Planeta a ridiculariza semanalmente; certamente muito lhe incomoda, mas é melhor não mexer com eles e com a Rede Globo, né ? No mínimo, se não for banida do plim-plim, o jaba quadruplicará. 

 A Internet disponibiliza sua imagem e arte para centenas de milhares de brasileiros que lhe  apreciam “gratuitamente”.  Certo?

Então veja pelo lado bom, lá  a senhora, não ganha, mas também  não paga nada para ser vista e ouvida. 

Com efeito, “perigoso manto da impunidade” é juridiquês de bacharel em Direito que, muito mais do que a lei e livros, venera sim “um instrumento que sempre dá a  mesma nota: Ra-tá-tá-tá

Ora, abrigada pelo mundo da impunidade vive Vossa Senhoria que  –  nem sequer demonstrando um mínimo de autocensura artística, posto disseminar um lixo musical nauseanbundo –  gralha , balançando  a bunda e os peitos, adornos que apenas potencializam a sua mediocridade.

A Srª  não passa de uma  “streepe” de  bunda grande  e com  banda de apoio barulhenta.

O seu babado é velho; com certeza não é de Salvador…

É de São Gonçalo ( sua terra natal ).

E as loiras não são; nunca foram burras…

Burras são as falsificadas ( oxigenadas ).

 

CLAUDIA LEITE ANTES DA FAMA FAZ PROVA DE QUE MINHA MULHER NÃO É FEIA, TÃO-SÓ MAL REMUNERADA

 

FOLHA OFICIAL DE SÃO PAULO: Violência recua em SP no 2º trimestre 16

Violência recua em SP no 2º trimestre

Casos de homicídios intencionais e de latrocínios (roubo seguido de morte) caíram 10 e 22%, respectivamente

Dados serão divulgados até o dia 31 de julho; governo deve atribuir queda à melhora na atividade econômica

DE SÃO PAULO

 

Após dois trimestres seguidos de alta no número de homicídios em São Paulo, a criminalidade caiu no Estado no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2009.

Segundo a Folha apurou, dois dos crimes que mais assustam a população, o homicídio doloso (intencional) e o latrocínio (roubo seguido de morte), tiveram queda de 10% e 22%, respectivamente.

Também caíram furto, roubo, furto e roubo de veículos, roubo de carga e a bancos. Ações policiais envolvendo suspeitos de tráfico de drogas cresceram 11%.

Os dados completos, que ainda incluem sequestro e tentativa de homicídio, serão divulgados pelo governo paulista até o dia 31.

Tanto nos homicídios dolosos quanto nos latrocínios, as reduções se referem ao total de casos, não ao total de vítimas. Existem homicídios e latrocínios nos quais duas ou mais vítimas morrem.

Na cidade de São Paulo, a queda nos homicídios dolosos, ainda segundo a Folha apurou, foi ainda maior que no Estado: 12,6%.

No total, a capital paulista registrou 284 casos de homicídio nos meses de abril, maio e junho deste ano. Já em todo o Estado, foram 1.054 no mesmo período.

Mas, se comparados os primeiros semestres de 2009 e de 2010, houve aumento de 5% nos homicídios na capital e queda de 2% no Estado.

Apesar da queda, os números ainda impressionam.

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), a taxa de homicídio é “epidêmica” quando supera dez assassinatos por 100 mil habitantes. A avaliação dos últimos 12 meses no Estado aponta taxa de 10,71, para uma população de 42.173.043 habitantes, segundo a Fundação Seade.

As estatísticas no 2º trimestre deste ano serão as últimas a serem divulgadas pelo Estado antes das eleições de outubro -o ex-governador José Serra (PSDB) é candidato a presidente.

A Folha apurou que o governo deverá atribuir a queda à alta do emprego e da atividade econômica no país.

 

CHACINAS AUMENTARAM

Na contramão da tendência de queda da violência, conforme revelou a Folha dia no 23, estão as chacinas (atentado em que três ou mais pessoas são mortas).

Em 2009, 51 pessoas foram mortas em 16 chacinas no Estado. Neste ano, ao menos até a noite de ontem, são 53 vítimas em 13 chacinas, de acordo com levantamento feito pela reportagem.

Previdência Social publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa n.º 1, que prevê a concessão da aposentadoria especial para os servidores públicos da União, Estados, Municípios e Distrito Federal:servidores da saúde, delegados e investigadores da Polícia Civil, funcionários do Ministério da Agricultura e oficiais de justiça, entre outros 13

Previdência regulamenta aposentadoria de servidor

Edna Simão, Felipe Recondo / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

 

Forçado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal vai conceder aposentadoria especial aos servidores públicos que trabalhem em funções de risco de saúde e de integridade física. Ontem o Ministério da Previdência Social publicou no Diário Oficial da União a Instrução Normativa n.º 1, que prevê a concessão do benefício especial para os servidores públicos da União, Estados, Municípios e Distrito Federal.

Essas regras valem para servidores que conseguiram no STF o chamado mandado de injunção, usado para garantir um direito negado por omissão do poder público, nesse caso por falta de regulamentação da Constituição. A regra de concessão de aposentadorias especiais aos servidores vai vigorar até que o Projeto de Lei Complementar n.º 555/2010, do Executivo, seja aprovado pelo Congresso.

A Instrução Normativa do Ministério da Previdência estende ao servidor público um benefício que já é concedido aos trabalhadores das empresas privadas, que recebem pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em 2005, a Emenda Constitucional n.º 47 alterou o parágrafo 4.º do artigo 40 da Constituição e passou a prever a aposentadoria especial também aos servidores. O problema é que a falta de regulamentação levou o STF a ser bombardeado com mandados de injunção. Segundo alguns ministros do STF, esses processos passaram a representar uma das maiores demandas ao tribunal. Já asseguraram o direito servidores da saúde, delegados e investigadores da Polícia Civil, funcionários do Ministério da Agricultura e oficiais de justiça, entre outros.

SECRETARIA DE POLÍTICAS

DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA N

o- 1, DE 22 DE JULHO DE 2010Estabelece instruções para o reconhecimento

do tempo de serviço público exercido

sob condições especiais que prejudiquem a

saúde ou a integridade física pelos regimes

próprios de previdência social para fins de

concessão de aposentadoria especial aos

servidores públicos amparados por Mandado

de Injunção.

O SECRETÁRIO DE POLÍTICAS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL,

no uso das atribuições que lhe conferem o art. 7º, IV, X e XV

do Anexo I do Decreto nº 7.078, de 26 de janeiro de 2010 e o art. 1º,

IV, X e XVII do Anexo IV da Portaria MPS nº 173, de 02 de junho

de 2008, resolve:

Art. 1o O tempo de serviço público exercido sob condições

especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física será reconhecido

pelos regimes próprios de previdência social da União, dos Estados,

do Distrito Federal e dos Municípios, nos termos desta Instrução

Normativa, nos casos em que o servidor público esteja amparado por

ordem concedida, em Mandado de Injunção, pelo Supremo Tribunal

Federal.

Art. 2o A caracterização e a comprovação do tempo de

atividade sob condições especiais obedecerão ao disposto na legislação

em vigor na época do exercício das atribuições do servidor

público.

§ 1º O reconhecimento de tempo de serviço público exercido

sob condições especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física

pelos regimes próprios dependerá de comprovação do exercício de

atribuições do cargo público de modo permanente, não ocasional nem

intermitente, nessas condições.

§ 2º Não será admitida a comprovação de tempo de serviço

público sob condições especiais por meio de prova exclusivamente

testemunhal ou com base no mero recebimento de adicional de insalubridade

ou equivalente.

Art. 3o Até 28 de abril de 1995, data anterior à vigência da

Lei no 9.032, o enquadramento de atividade especial admitirá os

seguintes critérios:

I – por cargo público cujas atribuições sejam análogas às

atividades profissionais das categorias presumidamente sujeitas a condições

especiais, consoante as ocupações/grupos profissionais agrupados

sob o código 2.0.0 do Quadro anexo ao Decreto no 53.831, de

25 de março de 1964, e sob o código 2.0.0 do Anexo II do Regulamento

dos Benefícios da Previdência Social, aprovado pelo Decreto

no 83.080, de 24 de janeiro de 1979; ou

II – por exposição a agentes nocivos no exercício de atribuições

do cargo público, em condições análogas às que permitem

enquadrar as atividades profissionais como perigosas, insalubres ou

penosas, conforme a classificação em função da exposição aos referidos

agentes, agrupados sob o código 1.0.0 do Quadro anexo ao

Decreto no 53.831, de 1964 e sob o código 1.0.0 do Anexo I do

Regulamento dos Benefícios da Previdência Social, aprovado pelo

Decreto no 83.080, de 1979.

Art. 4o De 29 de abril de 1995 até 5 de março de 1997, o

enquadramento de atividade especial somente admitirá o critério inscrito

no inciso II do art. 3o desta Instrução Normativa.

Art. 5o De 6 de março de 1997 até 6 de maio de 1999, o

enquadramento de atividade especial observará a relação dos agentes

nocivos prejudiciais à saúde ou à integridade física que consta do

aprovado pelo Decreto no 2.172, de 5 de março de 1997.

Art. 6o A partir de 7 de maio de 1999, o enquadramento de

atividade especial observará a relação dos agentes nocivos prejudiciais

à saúde ou à integridade física que consta do Anexo IV do

Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto no 3.048,

de 6 de maio de 1999.

Art. 7º O procedimento de reconhecimento de tempo de

atividade especial pelo órgão competente da União, dos Estados, do

Distrito Federal e dos Municípios, incluídas as suas autarquias e

fundações, deverá ser instruído com os seguintes documentos:

I – formulário de informações sobre atividades exercidas em

condições especiais;

II – Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho –

LTCAT, observado o disposto no art. 9o, ou os documentos aceitos

em substituição àquele, consoante o art.10;

III – parecer da perícia médica, em relação ao enquadramento

por exposição a agentes nocivos, na forma do art.11.

Art. 8o O formulário de informações sobre atividades exercidas

em condições especiais de que trata o inciso I do art. 7º é o

modelo de documento instituído para o regime geral de previdência

social, segundo seu período de vigência, sob as siglas SB-40, DISESBE

5235, DSS-8030 ou DIRBEN 8030, que serão aceitos, quando

emitidos até 31 de dezembro de 2003, e o Perfil Profissiográfico

Previdenciário – PPP, que é o formulário exigido a partir de 1o de

janeiro de 2004.

Parágrafo único. O formulário será emitido pelo órgão ou

entidade responsável pelos assentamentos funcionais do servidor público

no correspondente período de exercício das atribuições do cargo.

Art. 9o O LTCAT será expedido por médico do trabalho ou

engenheiro de segurança do trabalho que integre, de preferência, o

quadro funcional da Administração Pública responsável pelo levantamento

ambiental, podendo esse encargo ser atribuído a terceiro que

comprove o mesmo requisito de habilitação técnica.

§ 1o O enquadramento de atividade especial por exposição

ao agente físico ruído, em qualquer época da prestação do labor,

exige laudo técnico pericial.

§ 2o Em relação aos demais agentes nocivos, o laudo técnico

pericial será obrigatório para os períodos laborados a partir de 14 de

outubro de 1996, data de publicação da Medida Provisória no 1.523,

posteriormente convertida na Lei no 9.528, de 10 de dezembro de

1997.

§ 3o É admitido o laudo técnico emitido em data anterior ou

posterior ao exercício da atividade do servidor, se não houve alteração

no ambiente de trabalho ou em sua organização, desde que haja

ratificação, nesse sentido, pelo responsável técnico a que se refere o

caput.

§ 4º Não serão aceitos:

I – laudo relativo a atividade diversa, salvo quando efetuada

no mesmo órgão público;

II – laudo relativo a órgão público ou equipamento diversos,

ainda que as funções sejam similares;

III – laudo realizado em localidade diversa daquela em que

houve o exercício da atividade;

Art. 10. Poderão ser aceitos em substituição ao LTCAT, ou

ainda de forma complementar a este, os seguintes documentos:

I – laudos técnico-periciais emitidos por determinação da

Justiça do Trabalho, em ações trabalhistas, acordos ou dissídios coletivos;

II – laudos emitidos pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo

de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro);

III – laudos emitidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego

– MTE, ou, ainda, pelas Delegacias Regionais do Trabalho – DRT;

IV – laudos individuais acompanhados de:

a) autorização escrita do órgão administrativo competente, se

o levantamento ambiental ficar a cargo de responsável técnico não

integrante do quadro funcional da respectiva Administração;

b) cópia do documento de habilitação profissional do engenheiro

de segurança do trabalho ou médico do trabalho, indicando

sua especialidade;

c) nome e identificação do servidor da Administração responsável

pelo acompanhamento do levantamento ambiental, quando a

emissão do laudo ficar a cargo de profissional não pertencente ao

quadro efetivo dos funcionários;

d) data e local da realização da perícia.

V – demonstrações ambientais constantes dos seguintes documentos:

a) Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;

b) Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR;

c) Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na

Indústria da Construção – PCMAT;

d) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional –

PCMSO.

Art. 11. A análise para a caracterização e o enquadramento

do exercício de atribuições com efetiva exposição a agentes nocivos

prejudiciais à saúde ou à integridade física será de responsabilidade

de Perito Médico que integre, de preferência, o quadro funcional da

Administração Pública do ente concessor, mediante a adoção dos

seguintes procedimentos:

I – análise do formulário e laudo técnico ou demais demonstrações

ambientais referidas no inciso V do art.10;

II – a seu critério, inspeção de ambientes de trabalho com

vistas à rerratificação das informações contidas nas demonstrações

ambientais;

III – emissão de parecer médico-pericial conclusivo, descrevendo

o enquadramento por agente nocivo, indicando a codificação

contida na legislação específica e o correspondente período de

atividade.

Art. 12. Considera-se especial a atividade exercida com exposição

a ruído quando a exposição ao ruído tiver sido superior a :

I – 80 decibéis (dB), até 5 de março de 1997;

II – 90 dB, a partir de 6 março de 1997 até 18 de novembro

de 2003; e

III – 85 dB, a partir de 19 de novembro de 2003.

Parágrafo único. O enquadramento a que se refere o inciso

III, será efetuado quando o Nível de Exposição Normalizado – NEN

se situar acima de oitenta e cinco decibéis ou for ultrapassada a dose

unitária, observados:

a) os limites de tolerância definidos no Quadro Anexo I da

NR-15 do MTE;

b) as metodologias e os procedimentos definidos na Norma

de Higiene Ocupacional – NHO-01 da Fundacentro.

Art. 13. Consideram-se tempo de serviço sob condições especiais,

para os fins desta Instrução Normativa, desde que o servidor

estivesse exercendo atividade considerada especial ao tempo das seguintes

ocorrências:

I – períodos de descanso determinados pela legislação do

regime estatutário respectivo, inclusive férias;

II – licença/afastamento por motivo de acidente, doença profissional

ou doença do trabalho;

III – aposentadoria por invalidez acidentária;

IV – licença gestante, adotante e paternidade;

V – ausência por motivo de doação de sangue, alistamento

como eleitor, participação em júri, casamento e falecimento de pessoa

da família;

Art. 14. No cálculo e no reajustamento dos proventos de

aposentadoria especial aplica-se o disposto nos §§ 2º, 3º, 8º e 17, do

art. 40, da Constituição Federal.

Art. 15. O responsável por informações falsas, no todo ou

em parte, inserida nos documentos a que se referem os arts. 7º e 8º,

responderá pela prática dos crimes previstos nos artigos 297 e 299 do

Código Penal.

Art. 16. Aplicam-se as disposições da Instrução Normativa

INSS/PRES no 20, de 11 de outubro de 2007, para o reconhecimento

do tempo de serviço exercido sob condições especiais que prejudiquem

a saúde ou a integridade física e concessão da respectiva

aposentadoria, nos casos omissos desta Instrução Normativa, no que

couber, até que por outra forma se disciplinem as regras previstas no

inciso III, do § 4º, do art. 40 da Constituição federal.

Art. 17. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de

sua publicação.

FERNANDO RODRIGUES SILVA

INVESTIGADOR NILDO ROBERTO ARAUJO ROLLO MORREU DURANTE TREINAMENTO POR OMISSÃO CRIMINOSA 11

27.jul.2010     Redação
Investigador morre em treinamento na Academia

Foto: Arquivo

FORMAÇÃO Os treinamentos são realizados na Academia da Polícia Civil, no Parque das Varinhas

O investigador Nildo Roberto Araujo Rollo, de 43 anos, morreu por volta das 14 horas do último sábado, de ataque cardíaco, durante um treinamento no campus II da Academia de Polícia Civil de São Paulo (Acadepol), “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”, localizado na Estrada do Chinês, km 2, no Parque das Varinhas, Jundiapeba, em Mogi das Cruzes.

Segundo testemunhas que também teriam participado do treinamento, a morte ocorreu por falta de atendimento, porque não havia ambulância ou desfibrilador disponível para atendimento no local.

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que Rollo passava por um curso de capacitação para manuseio de armamento no local, quando teve um mau súbito e desmaiou. “No mesmo momento, ele recebeu socorro por alunos que eram médicos da própria academia, porém não conseguiram reanimá-lo. O helicópeto Pelicano o levou ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, porém o policial não resistiu”, descreve. O policial civil era casado com a delegada-assistente do Departamento de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro), Flávia Rollo, responsável pela prisão do ex-jogador de futebol Janken Evangelista, acusado de assassinar a mulher a facadas em 2009. O casal tem um filho de 4 anos.

Rollo atuava na Unidade de Inteligência Policial (UIP) do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que investiga crimes contra saúde pública e desvios de verba do estado, dentre outros.

O enterro do investigador ocorreu na tarde do último domingo no cemitério de Iguape, cidade a 200 km da Capital.

Segundo especialistas de segurança, o procedimento padrão para treinamentos envolvendo policiais, quando há uso de armamento, explosivos ou gás, é sempre ter uma ambulância no local, o que não teria ocorrido no último sábado. Testemunhas que realizam o treinamento junto com a vítima contaram que ele desmaiou e, de imediato, recebeu os primeiro socorros por médicos e alunos da própria academia. Contudo, eles não conseguiram reanimá-lo.

O campus II da Academia da Polícia Civil foi inaugurado em agosto de 2009 no Parque das Varinhas, no Distrito de Jundiapeba. A área é resultado do investimento de R$ 4,7 milhões da Secretaria de Estado da Segurança Pública. No local, são realizados todos os treinamentos práticos para os policiais civis – em formação ou em fase de reciclagem -, num total de 97 cursos complementares, como de tiros e de direção defensiva, para o qual será construída uma pista específica.

CAFE-TINARIA CURVINHA…VIXIT, NUMA CURVINHA CERCA DE 40 METROS DA MINHA JANELA TEM UMA PENSÃO SÓ PARA MOÇAS BARULHENTAS!…MUDAREI DE CALÇADA, POIS SAPO-DA PRAIA QUE COAXA EM RIBEIRA ALHEIA TOMA FISGA 3

Caro Dr. Guerra, quanto a informação sobre o prostíbulo denominado Fazendinha, estabelecido no município de Monte Mor, este é conhecido nacional e internacionalmente, segundo fontes bem frequentado, além de empresários, jogadores de futebol, tem suites especiais para Juízes e Promotores, mas, em Hortolandia, uma casa bem menos glamurosa está se tornando tradicional, apesar da mudança de nome na fachada a famigerada “Boate Curvinha” hoje “Café…” permanece afrontando os defensores dos bons costumes e, para alguns letrados, até o Código Penal, naquela casa vários crimes já ocorreram, inclusive contra policiais, qdo. um escrivão de polícia ali foi vítima de homicídio, mas, estranhamente, as Autoridades não interpretam os arts. 227 a 229 do CP com o mesmo rigor que aplicam na persecução de outros crimes. Assim as moçoilas seguem obtendo o seu suado ganha pão, mas o rufião, digo, patrão está muito bem, obrigado.

A MUDANÇA – “DE VOLTA PARA A CASA” – DO TUMA JÚNIOR…SÓ R$ 15.000,00 DE AJUDA, COITADO! 7

Tuma Júnior recebe ajuda para mudança de volta para SP

26 de julho de 2010 | 21h 03

VANNILDO MENDES – Agência Estado

Demitido há mais de um mês do cargo de secretário nacional de Justiça, por suspeita de envolvimento com o contrabandista chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, o delegado Romeu Tuma Júnior, da Polícia Civil de São Paulo, recebeu uma ajuda de R$ 11,2 mil para levar a mudança de volta para a casa. 

O depósito caiu na conta do ex-secretário em 16 de julho, conforme documento de ordem bancária que acaba de ser lançado no Sistema de Administração Financeira da União (Siafi). Prevista na lei 8.112/90 (Estatuto do Servidor Público), a ajuda é concedida a servidores convidados pelo governo, a cada eleição, para ocupar cargos comissionados fora do seu Estado de origem, a maioria em Brasília. 

O auxílio é para compensar despesas com mudança de domicílio, incluindo passagens e o transporte da mobília. O mesmo benefício é concedido quando o servidor é demitido. Mas, se ele pedir exoneração, não tem direito. Pago também a militares transferidos de um Estado a outro, o benefício tem sido alvo de denúncias e sindicâncias sobre irregularidades na sua concessão. 

O Ministério esclareceu hoje, por meio da assessoria de imprensa, que o benefício é um direito previsto em lei e vale para todos. Mas lembra que há condicionantes e Tuma pode ter de restituir o dinheiro se não atender às exigências. Uma delas é a de se apresentar à repartição de origem em 30 dias. Ele não abriu mão também de R$ 2,8 mil de auxílio moradia a que servidores têm direito nos 30 dias posteriores ao afastamento. 

A descoberta dos pagamentos a Tuma foi feita pela ONG Contas Abertas, ao analisar o aumento recorde das despesas da União com ajuda a servidores nos últimos anos. Em 2009, os gastos somaram R$ 56,3 milhões, mais de 25% acima dos R$ 43,2 milhões pagos no ano anterior. Este ano, já foram desembolsados mais de R$ 31 milhões. 

Histórico 

Alvo de uma série de reportagens publicadas no jornal O Estado de S.Paulo sobre suas relações com Paulo Li, o ex-secretário responde à acusações por improbidade administrativa, tráfico de influência e formação de quadrilha, junto à Comissão de Ética da Presidência da República e à Polícia Federal. 

Assessores do governo insistiram para que Tuma Júnior pedisse demissão, mas ele resistiu, porque considerava que o gesto significaria confissão de culpa. Ele acabou sendo demitido pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, em 14 de junho. 

Em três transportadoras ouvidas pelo jornal, o valor de uma mudança de Brasília a São Paulo, para uma família de classe média, varia de R$ 4,5 mil a R$ 5,8 mil em caminhão médio, e de R$ 6 mil a R$ 6,4 mil se a bagagem exigir um caminhão grande. O preço inclui desmontagem dos móveis, embalagem de toda a carga – inclusive vidros e produtos frágeis – e remontagem de cada peça no destino.

TUITANDO: toda folga grande chove na praia…Chuchu, leva a praia até Indaiatuba ? Eita locar bão, Campinas e região, todo dia é dia de Sol…E toda madrugada é fresquinha! 3

Ah, o frescor noturno  nada tem com a propalada  frescura Campineira!

Aliás, apesar de o Quércia ser de Campinas,  posso afirmar que aqui  na Baixada há muito  mais frescos…

Vejam que gozado:

– Como sou muito respeitador, fiel  e recatado, demorei 3 anos para perceber o grande número de  harmoniosas  moças que , como eu, residem na praia, mas prestam serviços no campo… 

Verdadeiramente, Hortolândia, embora sediando extraordinário parque industrial, ainda mantém muitas das peculiaridades campestres: grandes planícies que outrora formavam imensas fazendas.

Mas as tais moças trabalham em local ainda mais campesino; até no nome:

Fazendinha!

É certo que  achava estranho, rotineiramente, ver jovens de 20 a 40 anos,  portando dois ou três celulares ( como certos policiais ). E de modo quase ritual, no interior do Cometa, trocarem suas lindas botinhas cano extra longo,  por sandálias ou tênis.

Depois de muito refletir deduzi: as botinhas são equipamento de trabalho…

Muitas cobras, ora!  

Por conclusão,  a necessidade de buscarem tão cansativo e perigoso  trabalho naquelas plagas campineiras seria sintoma da migração  dos veados do campo para a praia? 

Veados descem competindo por alimento; as vacas sobem desacompanhadas dos respectivos bois. 

Vixit, dia 13 último, completei 3 anos seguindo as bichas do Cometa!

Uma bicha vai, uma bicha passa; outra bicha vem…

PERITA FILHA ÚNICA DE UM DELEGADO RENOMADO “Diz que aprendeu com a experiência do dia a dia, pois não encontrou informação em livro nenhum”…REALMENTE , ANTANHO DELEGADOS – ASSIM COMO O PAI DA ILUSTRE PERITA – NÃO PODERIAM ESCREVER LIVROS SOBRE CRIMINALÍSTICA E MÉTODOS EMPREGADOS NA INVESTIGAÇÃO DE CRIMES DOLOSOS SEM AUTORIZAÇÃO DA SANTA SÉ PARA A PUBLICAÇÃO – REVISTA, AMPLIADA E ATUALIZADA – DO “LIBER SENTENTIARUM INQUISITIONIS”…O MANUAL DE “TORTURA” E “CONFISCO DE BENS” DE TORTURADOS PARA QUITAÇÃO DE SERVIÇOS MINISTRADOS PELOS SEUS INQUISITORES…PODEM CRER: HISTORICAMENTE TORTURADOR SEMPRE FOI MUITO BEM REMUNERADO 42

Mulheres da lei

Elas chegam à cena de um crime prontas para desvendar todos os mistérios e fazer com que prevaleça a justiça

24 de julho de 2010 | 16h 00

Cristiana Vieira

Jane e Telma. Detalhes ajudam a desvendar diversos casos de homicídio. Foto: Felipe Rau/AE

Ninguém imagina por onde já andaram a delegada, a perita e a fotógrafa da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo. Ao lado de uma especializada e competente equipe, já desvendaram os mais escabrosos crimes. São mulheres com mais de uma década de experiência de trabalho na área criminal, e com envolvimento em situações duras e desafiadoras.

Perder o sono durante uma investigação não é novidade. Contam que lhes causa repulsa, por exemplo, ter de encarar um homem que se diz pai e estupra a filha de 2 anos. Por vezes, saem de si. “Dá vontade de matar. Fico abalada em ter de olhar para o autor, bem ali na minha frente”, desabafa a perita Jane Pacheco, chefe do setor de perícia da DHPP.

Batalhadoras e corajosas, lutaram contra o pré-conceito para chegarem onde estão. “Era eu e a Elisabete Sato entre 60 homens”, recorda-se Jane, referindo-se à delegada de polícia divisionária de homicídio da DHPP. Jane Pacheco é uma pianista que se formou em Biologia e Direito, e estudou sapateado. É casada há 25 anos com um coronel da PM, e mãe de um advogado de 23 e de uma farmacêutica de 21 anos.

Quem a vê tão bela, de unhas e lábios pintados, cabelo bem escovado e carregando um celular enfeitado com cristais, não imagina que foi a primeira perita criminal, profissão que a obriga a sair em busca de provas que apontem o autor de um homicídio. Apesar disso, não gosta de armas de fogo nem mexe em animal morto, pois sente pena. E sente aflição com agulhas. “Sou louca para aplicar botox, mas só se for com anestesia geral”, brinca.

Aos 21 anos, prestou concurso e, aos 22, já estava na rua. Como é filha única de um delegado renomado, diz que as pessoas pensavam que ela só queria se encostar. Olhava e pensava consigo: “coitados, não sabem quem eu sou.” Foram anos de batalha até chegar à chefia do setor de perícia da DHPP. Quando começou na profissão, não havia mulheres fazendo esse trabalho na rua.

Diz que aprendeu com a experiência do dia a dia, pois não encontrou informação em livro nenhum. Adquiriu a fama de “zica”, pois os crimes de repercussão acontecem sempre no seu plantão, mas, para ela, isso é sorte. Enfrentou desde o caso da morte do governador do Acre, Edmundo Pinto, em 1992, até o recente assassinato da advogada Mércia. Ainda, a morte do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, e dos garotos da Praia Grande; a queda do avião da Transbrasil; o crime de Suzane Von Richthofen.

Na entrada da sua sala, uma placa passa o recado: “no stress!”. Mas muito criminoso já cruzou aquela porta para ser interrogado por ela. Também é lá dentro que reúne sua equipe para desvendar os crimes. “O perito monta o quebra-cabeça. E quando uma peça não se encaixa, o acusado que achar que consegue blefar vai ter de provar a verdade. Na reconstituição é difícil mentir”, explica.

A perícia é a prova técnica. Mesmo quando o criminoso é confesso, é necessário fazê-la, para que não haja mal entendido durante um futuro interrogatório ou diante do juiz. O difícil é não se envolver emocionalmente. “Respiro fundo e faço”, diz. Apesar de tudo, Jane nunca pensou em desistir. “Sou muito realizada. Não poderia ter feito outra coisa na vida.”

Olhos de lince. Ela nasceu para ser policial. É daquelas que tem faro e paixão pelo que faz. Herdou do pai a vocação para a fotografia, sonha em ocupar a cadeira de delegada, mas se diz realizada com o trabalho que exerce hoje. A fotógrafa Telma Rocha formou-se em Magistério, mas justamente no dia da colação de grau, quando pegou o diploma, viu seu nome na primeira linha da lista de aprovados do concurso para fotógrafos da polícia. Deu adeus aos ex-futuros-alunos e entrou para o grupo de perícia da DHPP. Fez o curso preparatório da Academia de Polícia e, mais tarde, matriculou-se no curso de Direito.

Poderia ter sido fotógrafa de trânsito (acidentes), de patrimônio (roubos), de laboratório (peças que serão examinadas) ou de vistorias, mas escolheu o crime contra a pessoa. “Gosto de olhar na cara do suspeito, participar do interrogatório, tentar descobrir o autor, fazer diligência, abordagem e, principalmente, dirigir a viatura”, descreve. “Sou fotógrafa, dou palpite, e sou polícia.”

Com as fotos, pode montar a cena e a história do crime, para que o juiz seja “transportado” para o local do homicídio. As imagens também são importantes para o trabalho do desenhista, que geralmente monta um storyboard baseado no laudo técnico. Mas quando tem as fotos em mãos, não fica nenhuma peça fora do lugar. “É uma prova a mais”, resume.

Telma é a primeira a entrar na cena do crime e a última a sair. Fotografa todos os acessos, fechaduras, arrombamentos. Foi dela a foto que incriminou o “maníaco do parque”, a qual mostrava uma mordida no corpo de uma das vítimas. A partir disso, o acusado foi levado a uma perita dentária, que fez o molde de sua boca e traçou a arcada dentária daquela mordida. Até então, ele negava qualquer participação nos crimes.

Elisabete. Delegada não mede esforços quando se prepara para impor a lei. Foto: Felipe Rau/AE

Delegada tintureira. Quando era vivo, o pai da delegada de polícia divisionária de homicídio, Elisabete Sato, tinha uma lavanderia. Certa vez, ela, filha única que sempre o ajudava com as entregas, saiu para atender uma cliente. Quando a dona da casa abriu a porta, levou um susto: “Você não é a delegada que apareceu ontem no Fantástico?”, indagou. Sim, um dia após mostrar seu rosto em rede nacional, lá estava ela de volta à rotina de filha dedicada. Hoje, só guarda as lembranças. Desde que os pais faleceram, vai ao cemitério todo domingo para levar flores.

“O que sou hoje devo a Maria Cândida Sato, que saiu da miséria de Alfenas, em Minas Gerais, para trabalhar em casa de família, onde só podia comer resto de comida”, conta, enquanto as lágrimas correm pelo seu rosto alvo.

Elisabete é formada em Biologia e ingressou na Polícia Civil do Estado de São Paulo em 1976. Foi escriturária, investigadora e se apaixonou por investigação de homicídios. Voltou à faculdade para cursar Direito, pois queria ser delegada. “Foi um sacrifício, chegava em casa meia-noite e meia, e antes das sete horas, já estava de pé”, lembra. Em 1989, tornou-se delegada de carreira.

Para resumir seu extenso currículo, foi delegada da primeira Delegacia de Defesa da Mulher. Na DHPP, foi titular da delegacia de lesões corporais e tentativa de homicídio, chefiou o grupo especial de investigações sobre crimes contra a criança e adolescente, e foi delegada divisionária de proteção à pessoa. Depois foi convidada para trabalhar no Denarc, quando quatro delegados mal haviam esquentado a cadeira. Até que o secretário de segurança chegou à conclusão de que uma mulher poderia dar certo.

Hoje, como delegada divisionária, chefia cinco delegacias especializadas em homicídios, latrocínios e lesões corporais dolosas. Os colegas de trabalho contam que já viram muitos parentes de vítimas se consolarem no ombro de Elisabete. E ela corresponde.

É justamente o fato de não conseguir ficar insensível a um crime o que a impulsiona a descobrir seu autor.

Mui estimado Doutor Phermentum Purulentus, Vossa Excelência foi sublime…Phermentum Pustulentos Purulentus , tu serás, de agora em diante, denominado irmão “AAZARAÇÃO”…SERÁS HONRADO COMO REI ENTRE REIS…RECEBA OS TESOUROS QUE TE DOU 16

PM/07/25 às 15:55 – phermentum purulentus

Esse discurso sobre a “Importância da Defensoria Pública” como função essencial à justiça, e como consequência óbvia defende a melhoria salarial de seus profissionais é tão corporativista quanto os discursos de melhoria salarial das polícias ou quanto à importância do Ministério Público – e por isso seus altos salários – para o implemento dos direitos difusos, coletivos estritos, jus puniendi e outras baboseiras mais.

Nada se resolverá com uma defensoria forte – a não ser o padrão de vida de seus integrantes.

A Amazônia não ficou menos desmatada com os 20 anos de hegemonia, independência funcional e altos salários dos promotores e procuradores.

A Polícia Federal, mesmo com o bom padrão remuneratório de seus integrantes, não conseguiu e não conseguirá diminuir o tráfico internacional de drogas, de pessoas, de contrabando que reina nas fronteiras.

Todos esses discursos – essencialmente egoísticos, diga-se de passagem – tem a única função de promover as instituições jurídicas e policiais e seus integrantes.

É claro que todas essas instituições são importantes quando consideradas em cotejo, mas sem estrelismo de quaisquer delas.

Pra quê serve um promotor rico que baseará sua acusação em um inquérito mal feito por um delegado pobre e corrupto que já traçou todo o caminho de uma acusação possível beneficiando a quem lhe pagou?

Pra que serve um delegado rico se a informação de um flagrante, por exemplo, vem toda contaminada por policiais militares corruptos e violentos que intrujaram a droga no desafeto de um traficante amigo que lhes pagou.

Pra que defensor público com bons salários se uma grande parte de seus clientes provém de uma casta de miseráveis que dão graças a Deus em ingressar no sistema prisional para ter ao menos um auxílio reclusão e alimentação gratuita? E a outra parte da bandidagem não precisa de seus serviços pois fazem parte de organizações criminosas que vão dar apoio jurídico ao bandido até melhor do que o seria prestado pela Defensoria Pública bem remunerada?

Outro dia eu estava no plantão noturno quando a PM me trouxe ocorrência de máquinas caça-niqueis – dezenas de máquinas – e o meu tira, que conhecia o advogado dos contraventores me disse que se eu ouvisse somente duas pessoas já orientadas que estavam jogando e fizesse apenas um B.O. me pagaria um “café” – gíria policial para propina. O advogado, bem relacionado com a cúpula da polícia, no MP e do Judiciário, inclusive formado por uma renomada faculdade de direito havia me confidenciado que a ocorrência apenas me foi trazida pela PM porque o contraventor bam-bam-bam havia se “esquecido” de pagar para a PM.

Ouvi a todos em TC – aproximadamente 30 pessoas que jogavam – apreendi as máquinas, cuja “sangria” foi apreendida, em torno de 5000 reais, ouvi o contraventor laranja – porque nunca iriam me apresentar o verdadeiro!

A pesar de ter feito meu trabalho da forma mais invejável possível, de não ter me submetido ao desaforado “café” do nobre advogado, senti que absolutamente nada do que fiz tem real importância diante das possibilidades dessa gente se “safar” em outras instâncias, porque, infelizmente, e sem qualquer exagero, pelo menos metade da população brasileira sobrevive graças ao crime organizado e à corrupção. Qual a solução?

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Mui estimado Doutor Phermentum Purulentus, Vossa Excelência foi sublime…

Os acima referidos órgãos prestadores de serviços públicos contaram e contam, como porta vozes dessa retórica benemerente aos párias “brasilis”, “MISSIONÁRIOS” em total entrega aos interesses coletivos, máxime dos excluídos.

Os miseráveis do mundo são merecedores de Oficiais Militares,  Defensores Públicos, Promotores Públicos e Magistrados, grandes autoridades nesta terra postas, regiamente subsidiadas para celestial júbilo, POIS PARA TAIS SANTIFICADOS – COMO PRESENTANTES DA DIVINDADE – OS MELHORES E MAIS RICOS ADORNOS, AROMAS E SEDAS; TAMBÉM OS MAIS RICOS PALÁCIOS, MANÁ, INIGUALÁVEIS VINHOS E AROMAS…

AS MAIS HARMONICAS E FACEIRAS PARCERIAS, INCLUSIVE.

A gosto!

De todas as terras, de todas as cores; de todos os sabores… 

Deram-se ao mundo tal como nós, benedictus fundadores e construtores da SANTA MADRE IGREJA SATÂNICA TROPICALIENTE.

Certamente, nós, os seguidores de Satã, nada fazemos, só, por amor ao próximo.

DE VER SE QUE TODO O NOSSO AMOR AO PRÓXIMO – E AMOR COM AS NOSSAS MAIS PRÓXIMAS – DEPENDENTE É DA MAIOR GLÓRIA E EXPANSIONISMO DA NOSSA SANTA IGREJA SATÂNICA…

Da qual – humildemente – fomos auto-aclamamos ,  durante um soprar do divino espirito,    “REI DE TODOS OS PROFETAS”.

Phermentum Pustulentos Purulentus , tu serás, de agora em diante, denominado irmão AAZARAÇÃO.  Que nossos irmãos israelitas não se ofendam  por soar  algo como Aarão. Há diferenças; breves semelhnaças, idem. Por tal Aazaração, um irmão de Moshe azarado.

O Aazaração cuidará de todos os demais sacerdotes; de tudo darei a ti e a sua descendência. A décima parte meu irmão…

A décima parte das minhas terras; a décima parte dos meus tesouros…

Mas lembre-se: NÃO COMANDARÁS MEUS ARMADOS GUERREIROS…

Sob a minha constância, meus guerreiros,  cuidarão de ti e da sua descendência…

Decretarei a morte daquele que te ofereceu UM CAFÉ…

Ora, quantos pés de café correspodem  ao dízimo do  CAFEZAL DO BARÃO DO CAFÉ?

Tu cuidarás de ser a minha boca: TRATANDO-SE DE ÉDITOS DIVINAMENTE INSPIRADOS…

E SEMPRE SEVEROS COMO OS SACRIFÍCIOS E OFERANDAS “EX LEX”…

JURAMENTO DAS BOAS NOVAS:

SÓ DA MINHA BOCA OUVIRÃO AS BOAS NOVAS; no mínimo, a cada sesquicentenário.

Salvo as proclamações de feriados e festividades, sempre rotineiras posto agradar-me da alegria do populacho…Também, da arrecadação “ex lex”.

Lembre-se: DAREI-TE O DÉCIMO DE TUDO QUE TROUXERES PARA A NOSSA MADRE IGREJA SATÂNICA…

Para que sejas fiel a mim, eu mero servo DO SAGRADO TEMPLO DE NOSSO MESTRE…

De tudo te ofertarei um pouco…

Ah, MENOS AS MULHERES!

Posto sacerdote não poder, sob pena de morte eterna, delas experimentar impurezas.

Assim, sua descendência será uma legião de sobrinhos…

Alimentarás, educarás e guardará meus filhos como se teus fossem…

Pois sempre estarei muito ocupado te dando outros sobrinhos.

MEUS FILHOS POR TI SERÃO DISCIPLINADOS SOBRE O SEGUINTE:

Ficarão desobrigados de torcer pelo Santos F.C.

Também, por mim, ficarão desobrigados de PRATICAR RELIGIÃO E CULTUAR O CRIADOR…

Aliás, nem precisarão acreditar n’ El, de sagrado e inviolável nome…

Posto, em’ EL qualquer mandrião, velhaco, salteador, assassino, CRÊ EXISTIR…

MELHOR SERÁ AOS MEUS FILHOS JAMAIS CREREM…

MUITO MELHOR SERÁ SEMPRE TEMEREM…

E PRINCIPALMENTE…

EL’ SEMPRE OBEDECEREM…

Lembrem-se de minha mais sábia lição: FAÇAM AQUILO QUE MANDO NUNCA AQUILO QUE FIZ; AQUILO QUE AGORA FAÇO OU FAREI PIONEIRAMENTE…

Com efeito, ninguém necessita comer merda para saber que é ruim; para tal serve a experiência deste Mestre.

Assim, filhos meus: COBREM DINHEIRO PARA EXERCER PROFISSÃO…

PARA PRESTAR DETERMINADO SERVIÇO…

DETERMINADA OBRA!

Sabendo que: SE POR TALENTO NATURAL, VOCAÇÃO ESCOLHEREM PRESTAR SERVIÇOS AOS POBRES…

DE REMEDIADOS JAMAIS PASSARÃO…

Muito provavelmente morrerão tão pobres quanto a clientela…

Talvez, morto por um deles durante uma “cobrança” há muito atrasada.

E nunca, mais nunca, acreditem naquilo que denominam INSTITUIÇÕES…

Elas não existem; e aquelas que acham que existem – como escreveu um sábio General de meu exército – de nome Paulus Domingos, filho de filho do Paulus Domingos velho, TODAS AS INSTITUIÇÕES PASSARÃO…

Nunca existiu Instituição eterna

Delas só o humano é perene.  

Mais ou menos assim, escreveu o General prefaciando livro distribuído pela templária ordem: Ação.Lealdade.União. Obra de autoria do agora Legislador Régis de Oliveira; em autoria com um dos meus Coronéis da nobre família Barros Leite.

Sob o sol vi de tudo; nada haverá de novidade…

Sob o sol só matéria existe…

Há três tipos humanos: O TRABALHADOR…

O PREDADOR…

E O PARASITA.

Os últimos são os santificados presentantes dessas Instituições devotadas às causas e direitos dos demais membros da cidade; especialmente os  ditos excluídos.

As “instituições” abundantes em assasssinos que por lema , emblema ou reforço psicológico tipo circuncisão, escrevem em seus papéis mentiras tais como:  NÓS SOMOS COMPROMISSADOS COM  A VIDA E COM OS DIREITOS DA PESSOA HUMANA…DOS POBRES…DOS PETROS…DOS MOTOBOYS E PRINCIPALMENTE OS SEMPRE EXCLUÍDOS FAVELADOS.  

Que deverão permanecer todo o sempre excluídos para MAIOR GLÓRIA E RECEITA  DA INSTITUIÇÃO.

Para não ser de todo injusto: DEFENSOR DE POBRE EM DELEGACIA CONTINUA SENDO UM TIPO DE DELEGADO  QUASE EXTINTO: titulado como “veadus filigranus juridicus”…

Não colabora com a produção prisional da chefia, muito menos da PM.

Defensor de pobre em Juízo: SEMPRE FOI O BOM JUIZ…

E só o bom Juiz; nenhum outro tipo de sacerdote público.

Mas é de se ver que  QUANDO UM BOM JUIZ É OBRIGADO A DEFENDER O POBRE, o coitado já sofreu nas garras de tudo quando foi sacerdote compromissado com os direitos coletivos, especialmente dos mais fracos.

DIREITOS ALHEIOS QUE BUSCAM MONOPOLIZAR E ADMINISTRAR SEGUNDO A LÓGICA DITADA PELO PESSOAL DESEJO…

DESEJO DE PODER E RIQUEZA…

Ambição!

Por fim, todos os excluídos  orientados pelos mais humanos e abnegados Sacerdotes, obedientementente, em vez do DP, vão procurar a tal AJG,  PROCOM,  PEQUENAS CAUSAS, mas quando lá chegam logo outro Sacerdote dispara : cadê, o BO da Delegacia?

Cadê o BO do Delegado?

Ah, não fez!

Então retorna depois com o papel, pois sem BO do Delegado o Juiz indefere por não existir prova pré-constituida.

Não entendeu?  Bem,  o Juiz precisa de um documento para se cobrir! Assim o  Delegado deve abrir um BO de “esbulho possessório de autoria desconhecida”, depois  pode voltar aqui;  então a Defensoria abrirá ação de reintegração…Entende? Não! Não tem um local para dormir? Já tentou na Prefeitura? Já; nada conseguiu!

Olha minha Senhora o único modo é orar para  o Delegado  não querer ter o trabalho de mandar alguém fazer o BO.

Vai lá,  depois das 17h00, ela  já estará no bar em frente ao DP …

Eu garanto:  rapidinho   o Delegado vai achar uma VTR que arrombará  a porta e lhe reintegrará a casa. 

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           AINDA NÃO TERMINEI A “CRIAÇÃO ACIMA” …HÁ VÁRIOS ERROS

ENGANO: HÁ DELEGADOS EM NÚMERO MUITO ACIMA DO NECESSÁRIO E COMPATÍVEL COM CARGO QUE DEVERIA PRIMAR PELA EXCELÊNCIA DE SEUS MEMBROS E CONSEQUENTE REMUNERAÇÃO…HÁ MUITO VAGABUNDO, MUITOS IGNORANTES E POUCOS EFETIVAMENTE PRESIDINDO ATOS DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL…O NOSSO QUADRO DEVERIA SER REDUZIDO A METADE, AS CIRCUNSCRIÇÕES CENTRALIZADAS EM AMPLAS INSTALAÇÕES, TAL COMO NO PODER JUDICIÁRIO…CRIANDO-SE PLANTÕES UNIFICADOS… 22

Cidade
Polícia Civil defasada  

Faltam delegados Presidente da Associação dos Delegados diz que todo o Estado está com falta de delegados 

 

 

ANA CRISTINA ANDRADE
Da Gazeta de Piracicaba
ana.andrade@gazetadepiracicaba.com.br

Piracicaba tem 12 delegados na área operacional, contando distritos e delegacias especializadas, quando deveria ter no mínimo o dobro para dar conta dos 377 mil habitantes (segundo dados da Fundação Seade), atender flagrantes e tocar inquéritos, além de substituir outros delegados em licença ou férias.

Para se ter ideia, segundo apurou a Gazeta, dos sete distritos policiais o único que tem dois delegados é o 2º DP, que fica no Nova América. O restante tem apenas um.

Na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) são dois, na de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) apenas um, como também é na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Já no Deinter (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) são quatro. Na Seccional também há quatro delegados.

“Na Corregedoria são cinco para tomarem conta de apenas dois mil funcionários, enquanto que o restante, dependendo do local em que está, é responsável por um bairro inteiro que vai de 5 mil a mais de 50 mil habitantes”, disse um delegado que preferiu não se identificar.

Ainda de acordo com pesquisa feita pela Gazeta com a categoria, cidades como Saltinho, Águas de São Pedro e Santa Maria da Serra não têm delegados. Quem responde por Águas é o titular de São Pedro. Saltinho é atendida pelo profissional de Rio das Pedras e Santa Maria da Serra está há anos sob responsabilidade do delegado de Charqueada. Se há flagrantes nestas cidades, eles deixam o que estão fazendo e vão atender. Dependendo da ocorrência, dura o dia todo.

Segundo Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo), o Estado mais rico da nação, que é o de São Paulo, é o que paga o menor salário para os delegados.

“Por isso, temos policiais civis desmotivados e vivendo num regime de escravidão porque não podem reclamar. Quem sofre com isso é a população, que não encontra serviço de qualidade”, afirma.

Segundo ela, o Estado inteiro tem defasagem de 31% no número de delegados. “É uma defasagem assustadora. Dos 180 delegados que ingressaram na Polícia Civil no ano passado, 20 já abandonaram o cargo e foram em busca de outras profissões”.

Em Piracicaba, há quem tenha um segundo trabalho para poder garantir o sustento da família.

“Um oficial de justiça ganha o salário igual ao de um delegado. Isso não significa desmerecer o trabalho do oficial. Ele merece, mas acontece que o salário dos delegados deveria ser maior”, disse outro profissional.

VENCIMENTOS. De acordo com Marilda Pinheiro, um delegado do Estado de São Paulo recebe inicialmente, líquido, R$ 3,6 mil. “No Paraná, ultrapassa os R$ 7 mil. Em Brasília (DF), está em torno de R$ 15 mil”, declarou.

Do jeito que está a situação, segundo a presidente, “com gente entrando nas delegacias para assaltar e guardas metropolitanos ou funcionários de despachantes sendo levados para trabalhar nas unidades policiais, a tendência é piorar, porque a prestação de serviço não é ideal, os colegas estão se aposentando e cada vez mais a sociedade vai pagar o preço por não ter o serviço que merece”, destacou.

“O que estamos assistindo é a incompetência do Estado, com uma polícia que não tem condições de investigar por estar desmotivada e trabalhando dobrado, há grande sensação de impunidade porque não se chega facilmente à autoria dos crimes e o cidadão continua a delinquir”, afirmou.

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Os governantes paulistas são péssimos políticos em questões de segurança pública e, no geral, em relação à valorização das carreiras funcionais sem grande poderio político e PODER INSTITUCIONAL.

Aquelas como – no tocante a grande poder de influência no Poder Executivo e Legislativo – as carreiras de Promotor de Justiça, Procurador do Estado, Agentes Tributários estaduais, atualmente, ganham MUITO ALÉM DO QUE MERECEM… SUBSÍDIOS PARA FICAR MILIONÁRIO.

Ora, todo Juiz, todo Promotor, sabe que ganha muito além do que merece; considerando-se o custo de vida no Brasil.

A razão:

GANHAM MUITO E MUITO BEM, NÃO PELA IMPORTÂNCIA  DAQUILO QUE FAZEM, MAS, E PRECIPUAMENTE, PELO “REDUZIDO NÚMERO” DE MEMBROS. 

São tais como ASTROS e ESTRELAS… Como se fossem raras virtuoses; NÃO SÃO!

Alguns, a minoria, são naturalmente talentosos; o resto é habilidoso, organizado, metódico em relação ao estudo… Intelectualmente: A MAIORIA É LIMITADA; disso serem tão conservadores, pois toda inovação demanda algum esforço intelectual. Assim, melhor continuarmos fazendo aquilo para qual fomos exercitados

Mas em continuidade:

SE O MUNDO FOSSE DE OURO, A HUMANIDADE SE MATARIA POR UM POUCO DE BARRO.

Entre ativos e aposentados de ambas as carreiras: há cerca de quatro Delegados para cada Promotor ou Juiz de Direito.

Entre ativos, aposentados e reservistas: SÃO 15.000 OFICIAIS para cerca de 5.000 Delegados  

E a Polícia Civil, ainda, gosta de FAZER FORNADAS de Delegados; por única motivação: O CARDEALATO QUE SE APOSENTA POR IMPLEMENTO DA INVALIDEZ PRESUMIDA (aos 70 anos) cultiva a lógica de que QUANTO MAIS DELEGADOS, MAIS DIFÍCIL SE TORNA A EXTINÇÃO DA CARREIRA.

Eles, pelo quase nada que fazem, recebem BONS VENCIMENTOS… E  seguem felizes; talvez muitos seguirão felizes até aos 75 anos, quiçá, 80 anos.

O resto? Deixa prá lá!

Ora, as carreiras jurídicas, na atualidade, são compostas por medíocres, mas na magistratura, no MP, ingressam em pequenos bocados… Assim, até conseguem – depois de algum tempo – aprender a trabalhar.

Aqui de fornada, ficamos burros imitando burros.

E a maioria bobalhão, medroso e –  salvo quem já era policial – loucos por UMA PROFISSÃO MELHOR…

UMA COISA BOA DE VERDADE. 

Profissão boa de verdade, cansei de ouvir tal frase.

Jovem de mediana inteligência DEIXE DE SER OTÁRIO, a nossa Carreira alcançou o TOPO SALARIAL.

 

E quanto mais se infla o quadro, mais vazio nossos bolsos.

 

A POLÍCIA CIVIL TEM MUITA GORDURA ACUMULADA  ( NO ROSTO E NA PAPADA, BEM PERTINHO DA BOCA ).

O POLICIAL MORREU NA NOVA ACADEMIA; ONDE ESTAVA A TAL MÉDICA QUE EXIBE NA CINTURINHA DE PILÃO UMA CALIBRE 9mm? 42

AM/07/25 às 0:01 – LOUCO EM CUBATÃO

Dr GUERRA, COMENTE POR FAVOR, A CERCA DA ACADEMIA DE POLICIA EXALTADA PELA SWAT, INSTALADA EM MOGI DAS CRUZES, ANEXO II AONDE NO DIA DE HOJE 24/07, FALECEU UM COLEGA DE TRABALHO, NO CURSO MINISTRADO POR ESTA UNIDADE II DE MOGI DAS CRUZES/SP, ONDE NÃO HAVIA ALGUNS REQUISITOS BÁSICOS PARA O PRONTO SOCORRO DO ALUNO, HAVIA UMA AMBULÂNCIA ESTACIONADA BEM LONGE DO LOCAL DO CURSO AONDE ERAM MANUSEADA ARMAS, E CONSEQUENTEMENTE PROVÁVEL LOCAL DE RISCOS DE ACIDENTES, ENTRETANTO A MESMA DEVERIA ESTAR DE PRONTIDÃO NAS BAIAS DE PRATICAS DE TIRO, NAO HÁ BANCOS, BEBEDOURO, COMUNICAÇÃO “TELEFONE” E NEM ILUMNAÇÃO NECESSÁRIA PARA QUALQUER PROCEDIMENTO EMERGENCIAL.
NA OCORRENCIA DE FATOS TIPICOS E ATIPICOS NOS CURSOS MINISTRADOS POR ESTA ACADEMIA, FICAMOS EM TERMOS “À PROPRIA” SORTE, ME REFIRO A TENTATIVA DE SOCORRO PRESTADO A COLEGA, QUE INFELIZMENTE NAQUELE LOCAL “ERMO” VEIO A FALECER……

“Brigadiano mata motoqueiro: TIRO NAS COSTAS” – PAULO DE TARSO, O JORNALISTA 4

 06 de fevereiro de 1979 na capa do jornal O Nacional – Passo Fundo – RS

“Brigadiano mata motoqueiro: TIRO NAS COSTAS”

Um fato grave que bem dá conta da violência, da irresponsabilidade e da falta de equilíbrio emocional que domina certas pessoas, encarregadas de mantera ordem, “proteger” a população e que por isso mesmo, tem sempre uma arma
carregada na cintura, não para matar, mas para dar ao povo esta proteção, foi o que aconteceu com o menino CLODOALDO TEIXEIRA, residente na ruaAntônio Araújo, 170, esquina da Lava Pés.

Ele foi morto com um tiro de revólver, acionado por um soldado PM, que juntamente com outros policiais militares, estava numa viatura da Brigada Militar, e que perseguia a vítima.
Segundo uma das versões correntes da cidade, prestada por um dos advogados da família da vítima, o menor, depois de um acidente de pequena monta com um PM, sempre seguindo no percurso da firma Honda até sua casa, na rua Lava Pés com Antonio Araújo, foi perseguido por uma patrulha da brigada militar, quando vindo da Av. Brasil, Clodoaldo, tripulando uma moto Honda, entrou na rua Lava Pés, já próximo de sua casa, foi acertado por um disparo fatal, a uns 30 metros de sua casa, caindo do veículo mortamente ferido. Enquanto os PMs afastavam-se
rapidamente do local, o pai da vítima, Sr. Nelson Teixeira, socorria a vítima que já chegou sem vida no Hospital da Cidade.
REVOLTA
Desde de que se confirmou a notícia do menino Clodoaldo Teixeira, a cidade ficou em grande agitação. Os motoqueiros da cidade, os quais conheciam muito bem a vítima, rumaram todos para o Instituto Médico legal e depois para a Delegacia de Polícia, onde já se encontravam em número de cem aproximadamente, com suas motos e seus gritos de protesto e revolta, afastaram se da polícia quando souberam que o oficial do dia da BM, solicitado pela políciacivil a apresentar os PMs envolvidos na ocorrência, disse que estava “pensando” no assunto. Por volta das 21h o trânsito, no centro da cidade, estava completamente tumultuado, com um número ainda maior de motoqueiros,
fazendo uma passeata de protesto, portanto, inclusive, nas motos fitas pretas.

BERTOL, S.

 

Tarso de Castro: editor de O Pasquim. Passo Fundo: UPF Editora, 2001.