D.O.E 30/11/2011, PODER EXECUTIVO SEÇÃO I- PAG 19.
ACESSE: www.imprensaoficial.com.br
POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DELEGACIA GERAL DE POLÍCIA DR. MAURÍCIO GUIMARÃES PEREIRA
Enviado em 30/11/2011 as 23:51 – DelporPoliciais rodoviários atuavam em 5 cidades da região de Franca; inquérito militar apura denúncias
EPTV – vídeo
A corregedoria da PM (Polícia Militar) prendeu, em Franca, 17 policiais rodoviários, nesta quarta-feira (30), suspeitos de fazer parte de um esquema de recebimento de propina. As prisões ocorreram na Base Rodoviária.
Os policiais atuavam em Franca, Brodowski, Pedregulho, Ituverava e Igarapava. Segundo as investigações, eles receberiam uma porcentagem do valor pago por cada carro guinchado e encaminhado ao pátio de veículos de Ituverava.
Desde abril, o pátio da cidade recebe os veículos retidos por documentação irregular ou por falta de manutenção.
Segundo informações não oficiais, o esquema teria sido descoberto depois de uma denúncia e interceptação de escutas telefônicas. De acordo com a PM, os policiais foram levados à capital e devem ficar pelo menos cinco dias na sede da corregedoria, até a apuração dos fatos.
Em nota, a corregedoria informou que já está em andamento um inquérito policial militar para apurar as denúncias. Segundo a PM, outros policiais vão ser remanejados para as bases da polícia rodoviária da região.
CRIME ORGANIZADO:A PONTA DO ICEBERG PODE ESTAR NO GUARUJÁ
O que há por trás das mortes de um colombiano e um argentino dentro de um condomínio de luxo no Guarujá?João Leite Neto volta a seus tempos de repórter investigativo e tenta decifar esse mistério.
“Ele precisará de um tratamento cirúrgico para implante. Ele teve que ficar internado”, contou.
“Esmurrou a traição alguém mais fraco fisicamente; a vítima não esperava e nem tinha como se defender do ataque”, disseram as testemunhas.O Seccional não explicou a razão de o policial não sofrer prisão em flagrante.
29/11/2011 – 12:08
Um delegado-plantonista foi agredido por um investigador dentro da Delegacia Seccional de Limeira na noite de segunda-feira (28). O investigador Marco Antonio Correa é investigado em uma sindicância da Polícia Civil após dar entrevista à EPTV no sábado (26) sobre a entrega irregular de alimento aos presos suspeitos de participarem de esquema de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e sonegação fiscal. Entre os denunciados pelo Ministério Público estão a primeira-dama de Limeira, Constância Félix, e os dois filhos, Maurício e Murilo Félix.
No fim de semana, o investigador Marco Antonio Correa disse que a entrega de alimentos no sábado nos dois locais onde estava detido o grupo era privilégio apenas para os envolvidos no caso da primeira-dama de Limeira, e que recebeu a informação de um escrivão que a ordem teria partido do delegado seccional. “Eu disse para o carcereiro que isso era revoltante, porque para as pessoas humildes a determinação é de não receber nada”, afirmou o agente. No sábado, o delegado seccional José Henrique Ventura alegou que a entrega era permitida, o que no meio policial é conhecido como “jumbo”, mas mudou de opinião nesta segunda-feira (28).
De acordo com o investigador, ele vem sofrendo represálias após o anúncio da abertura da sindicância. Segundo Marco Antonio Correa (foto ao lado), ele discutiu com o delegado-plantonista, identificado como Marcelo pelo investigador, porque recebeu ordens para buscar lanche em outro bairro da cidade. O investigador se negou a fazer o serviço, porque, segundo ele, isso “não é trabalho dele”. Em seguida, recebeu uma ligação de que a esposa dele passou mal e que estava no hospital. Ele então pediu ao delegado-plantonista para buscar a mulher com uma viatura da polícia, porque estava de moto. O pedido foi negado, mas o seccional autorizou a ida do investigador, que retornou uma hora depois para a delegacia.
Marco Antonio Correa questionou a postura do delegado-plantonista e houve discussão. Eles entraram em luta corporal e o delegado-plantonista foi atingido no rosto com um soco. do investigador. “Quebrei mesmo. E quebro. E vou responder por isso, mas nenhum delegado me faz de ‘trouxa'”, disse Correa.
O delegado seccional de Limeira não foi encontrado na manhã desta terça-feira (29) para comentar o assunto e dizer se os envolvidos no caso serão punidos, mas em entrevista na noite de segunda-feira (28) José Henrique Ventura informou que a sindicância seria aberta nesta terça.

| terça-feira, 29 de Novembro de 2011 | 09:00 |
O grupo de hackersLulzsec Portugal acedeu ilegalmente aos computadores do Ministério da Administração Interna (MAI) e roubou informação pessoal de 107 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), divulgando-os publicamente e ameaçando publicar os dados de todos os agentes da PSP.
O ataque surge em resposta à violência policial a que se assistiu durante o protesto em frente ao Parlamento no dia 24, avança o jornal Público.
Os dados publicados dos 107 agentes, de três esquadras de Lisboa, incluem nomes, postos, números de identificação, locais de trabalho e cargos desempenhados, números de telefone e contactos de e-mail, tendo o grupo começado a divulgar as informações no domingo à noite.
Esta segunda-feira de manhã vários agentes contactados pela publicação ainda não sabiam do ataque à Rede Nacional de Segurança de Segurança Interna, que inclui também dados pessoais de outras forças como a GNR e os bombeiros, também tuteladas pelo MAI.
«Em resposta às detenções e violência sobre civis desarmados iremos divulgar os dados de todos os agentes da PSP, esquadra a esquadra, indivíduo a indivíduo, a começar pela esquadra de Chelas», lê-se no texto divulgado pelo grupo Lulzsec Portugal.
No entender do presidente da Associação Sindical dos Oficiais da Polícia (ASOP), Hélder Andrade, estas alegações justificam «pedir esclarecimentos à Direcção Nacional [da PSP]».
«O que posso adiantar é que esse pedido de esclarecimentos já está a ser encaminhado e que a Direcção Nacional, tendo sabido desde ontem [domingo] à noite do que se passava, terá pedido a todo o efectivo para ter especiais cuidados na abordagem deste problema», sublinhou Hélder Andrade.
A informação revelada pelo grupo de hackersé relativa a agentes da 14.ª esquadra, na Via Principal de Peões, da 16.ª esquadra, na Avenida João Paulo II, Zon
O grupo de hackers LulzSec Portugal, responsável pela divulgação de dados de agentes da PSP, está a convidar outros hackers portugueses a juntarem-se em ataques informáticos e de divulgação de dados, numa operação que deverá arrancar já no próximo dia 1 de Dezembro.
Num texto publicado esta terça-feira, avança o diário Público, o LulzSec Portugal anuncia que pretende juntar-se ao Anonymous Portugal (ambos inspirados nos grupos internacionais homónimos) para dar início ao que chamam a operação #AntiSecPT (mais uma vez, inspirada numa operação semelhante a nível internacional).
Ao mesmo tempo, os autores do texto publicado no site TigaLeaks, que tem vindo a divulgar informação sobre este género de acções no nosso País, incitam os «auto-didatas, e hackers a espalharem pelo nosso país, assinando anonimamente em nome do movimento #AntiSecPT, em defacements [alterações a sites], ataques DDOS [ataques que visam tornar um site inacessível] e leaks [fugas de informação], que exponham online a corrupção».
A mensagem agora divulgada encoraja ainda acções fora da Internet, nomeadamente, através de «graffitis pelas paredes, pela música, por vídeos e textos» o divulgar do apelo ao «combate à corrupção em nome do movimento #AntiSecPT».
a J, e da 38.ª esquadra, na Rua Ricardo Ornelas, Lote 378 R/C A, Zona 1, em Chelas.
Fonte: Diário Digital
Mortes da Rota na mira da Ouvidoria da PM de São PauloWilliam Cardoso
SÃO PAULO – A Rota, tropa de elite da Polícia Militar, está na mira da Ouvidoria da Polícia. O aumento no número de mortos em confrontos envolvendo integrantes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar – 63% em cinco anos – despertou a atenção do ouvidor Luiz Gonzaga Dantas, que promete acompanhar de perto a atuação do 1.º Batalhão de Policiamento de Choque. Entre segunda-feira e ontem, foram mais duas mortes. Em uma delas, a família diz que houve execução.
O crescimento de 63% nas resistências seguidas de morte (homicídio cometido por policial em suposto confronto) se dá na comparação entre os nove primeiros meses de 2007 e o mesmo período deste ano. “A Ouvidoria está atenta ao desempenho da Rota. Nos últimos anos, teve uma crescente no número de resistências. É preciso propor ações de controle.”
Segundo o ouvidor, o policial deve agir dentro da legalidade. “A função primeira da polícia não é matar ninguém. Usar a arma é o último recurso. O PM é agente público, a função é difícil, mas não significa que pode atirar primeiro e perguntar depois.”
Há uma semana, a Rota é comandada pelo tenente-coronel Salvador Modesto Madia, acusado pela morte de 74 presos no massacre do Carandiru, em 1992. Cada um dos detentos mortos recebeu em média 4,5 tiros. Nenhum policial morreu. Ele recorre da acusação e diz que não houve execução. O ouvidor também promete acompanhar o trabalho do novo comandante.
Suspeita. Um dos casos mais recentes envolve o vendedor Caio Bruno Paiva, de 25 anos. Ele foi morto por um soldado da Rota às 22h50 de anteontem no Itaim Paulista, zona leste. O policial, de folga, disse que Paiva era integrante do grupo que assaltou sua mulher poucos minutos antes. Ele alegou que foi sozinho atrás dos bandidos, com quem trocou tiros, atingindo o rapaz. Outros dois teriam fugido e a mulher do policial reconheceu o segurança como um dos ladrões.
“O que a gente percebeu é que as testemunhas que foram ouvidas no 50.º DP (Itaim Paulista) concordaram com a versão dada pelo policial”, disse o capitão Rogério Santos, porta-voz da Rota. A vítima tinha registro criminal por tráfico de drogas e roubo.
A família de Paiva, porém, falou que o PM chegou atirando e o rapaz ainda implorou para não ser morto. Havia câmera em um condomínio na frente do local onde o vendedor foi baleado, mas a síndica disse à polícia que o equipamento estava “inoperante”. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.
Não foi a única morte envolvendo a Rota nesta semana. Quatro horas depois da morte no Itaim Paulista, um homem foi morto na Rua Carijós, em Perdizes, zona oeste. Segundo a polícia, ele roubou um Citroën, fugiu e atirou contra os PMs, antes de ser baleado. A mulher que o acompanhava foi presa.
A PM diz que houve um grande investimento na Rota nos últimos anos e, por isso, a unidade está cada vez mais atuante, o que aumenta o risco de confrontos. A corporação ressalta também que investe em equipamentos e técnicas menos letais e afirma que abre investigação sobre todas as ocorrências com morte.
Um motorista flagrou um policial militar cobrando propina no posto da Operação Manzuá, na BR-230, próximo a cidade de Bayeux. Ele foi parado porque a placa do veículo estava presa de forma errada. Ao invés do PM aplicar a infração devida, ele resolveu pedir dinheiro. O vídeo foi divulgado com exclusividade neste sábado (26) pelo programa Correio Verdade, da TV Correio.
Em determinado momento, o PM diz que já cabia notificação, mas o motorista não precisava se preocupar porque ele não queria o prejudicar. E pergunta: – ‘Como tu vai fazer para ajudar a gente?’ O motorista, então, diz que não tem dinheiro porque tem medo de ser assaltado. Não conformado porque não havia conseguido a propina, o oficial diz que mora no Rio Grande do Norte e que vem à Paraíba trabalhar e pede para o jovem colocar combustível no carro dele.
fonte:
http://www.serido190.com/blog/policial-potiguar-flagrado-cobrando-propina-na-famosa-mazua-na-paraiba
Em mais um capítulo de nossa luta contra a censura, velada, existente neste país, o “Blog do Paulinho” está de volta, 24 horas após ser brutalmente retirado do ar.
Voltamos ao nosso bom e velho “WordPress”, local em que sempre fomos muito bem acolhidos.
Diferentemente do que estava ocorrendo, alguns meses atrás, o acesso está liberado para todo o Brasil, sem restrição.
Continuaremos, apesar disso, a lutar judicialmente para jogar por terra a decisão judicial que prejudicou não apenas este espaço, mas também o direito daqueles que se informam por aqui.
Peço, aos seguidores e amigos, que espalhem nosso novo endereço, http://blogdopaulinho.wordpress.com, em suas redes sociais, e-mails, etc.
Em breve, outros domínios, que possuímos, também redirecionarão o leitor ao nosso endereço, somando-se como alternativas a mais de acesso ao conteúdo.
A luta é dura, sem dúvida.
Porém, muito mais para eles, do que para nós todos.
Diferente de alguns tribunais, onde se ganha a vida com maior facilidade, o trabalho continua por aqui.
Sejam todos bem vindos !
Em tempo: Durante o dia, formatações no layout estarão sendo realizadas. Além da inserção de arquivos antigos, do outro endereço. Pedimos desculpas por eventuais transtornos.

28 de novembro de 2011
Alberto Dualib e Mané da Carne
Analisando alguns documentos, enviados a este espaço, percebo que o prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Dr. Jorge Abissamra, terá problemas para exigir de seus moradores que continuem pagando impostos.
Seu assessor direto, Manoel Ramos Evangelista, vulgo “Mané da Carne”, conhecido no Corinthians por assessorar, também, o presidente Andres Sanches, além de responder a diversos processos por sonegação fiscal, tentou, juridicamente, impedir a própria cobrança.
Entrou com pedido de prescrição, negado pela Justiça.
Exemplo terrível para a população, que é obrigada a quitar suas pendências, enquanto o homem mais próximo do Prefeito, não honra com as suas.
Para piorar, Mané da Carne, dono de frigoríficos, empresário de jogadores de futebol, solicitou justiça gratuita em seus processos.
Confira abaixo a relação de dívidas cobradas judicialmente, e não quitadas, até o momento, pelo assessor da Prefeitura.
Processo 11776/2009
R$ 7.226,22
Processo 7368/2009
R$ 459,74
Processo 8122/2008
R$ 40.198,95
Processo 1474/2006
R$ 73.897,56
Não é a primeira vez que o hábito de não pagar contas levou Mané da Carne a ficar em situação constrangedora em sua própria cidade.
Recentemente foi executado pelo banco HSBC.
Processo 1292/2006
R$ 51.093,15
São situações, como as relatadas acima, que demonstram o nível de gente que ocupa cargos nas Prefeituras de nosso País, sem credibilidade, muito menos idoneidade moral para estarem onde estão.
Explicam também, claramente, os motivos do desespero no semblante de Mané, arriscado que está, dependendo do resultado do próximo pleito corinthiano, de ser banido do Parque São Jorge, perdendo, assim, sua principal fonte de renda.
Em tempo: Entre as “qualidades” do atual Prefeito de Ferraz, além da indicação de Mané da Carne, está a promessa de apoiar politicamente o “ilibado” Marcelinho Carioca.
Cadê os “LEÕES” da DOP da nossa(?) dinâmica(?) Corregedoria vinculada ao gabinete do Secretário???
Meia dúzia de moleques baderneiros de “boutique” resolvem “se pegar” na frente de um Departamento inteiro, e, após um escrivão ser apedrejado, ainda é necessária a presença da PM???????????
Que fiasco, hein, Corró?!
Imagens impressionantes de uma briga entre grupos de punks e skinheads, na região central de São Paulo. A confusão terminou em frente ao prédio da Corregedoria Geral da Polícia Civil, com um escrivão ferido.
Terça-feira, 29 de novembro de 2011 – 06h56
Quadrilha
Naldinho volta ao banco dos réus acusado de tráfico
Eduardo Velozo Fuccia – A TRIBUNA DE SANTOS
Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho , e mais dez pessoas acusadas de integrar a quadrilha que ele supostamente comandava, entre as quais o ex-goleiro Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, ocupam de novo o banco dos réus. Radicado na Baixada Santista, o bando manteria laços comerciais com a facção criminosa carioca Comando Vermelho (CV).
A juíza Suzana Pereira da Silva recebeu, na semana passada, denúncia da promotora Ana Maria Frigério Molinari. Segundo a representante do Ministério Público (MP), o grupo é acusado de tráfico, associação para o tráfico, guarda de objetos destinados à produção de substância entorpecente e posse de armas de fogo e munições de usos permitido e restrito.
Naldinho foi preso após Denarc monitorar contatos telefônicos dele
Originariamente, o processo foi ajuizado em 2005, na 1ª Vara Criminal de Praia Grande, em decorrência da Operação Indra, desencadeada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Porém, em sua primeira versão, a ação penal não prosperou porque o Superior Tribunal de Justiça (STJ) a anulou em decorrência da inobservân-cia de regras processuais.
A 6ª Turma do STJ concedeu habeas corpus impetrado pelo advogado santista Eduardo Elias. Defensor do corréu Nicolau Aun Júnior, Elias sustentou que a ação penal deveria ser anulada desde o início, porque o juiz Edegar de Sousa Castro recebeu a denúncia do MP sem que desse aos acusados a oportunidade de apresentar defesa preliminar, conforme determina a lei.
O julgamento do habeas corpus foi em 9 de setembro de 2008 e dele participaram os ministros Og Fernandes (relator), Nilson Naves (presidente), Paulo Galotti, Maria Tereza de Assis Moura e Jane Silva. O procurador da República Eugênio José Guilherme de Aragão se manifestou favorável à pretensão da defesa. A decisão foi unânime.
Com a decisão do STJ, nova denúncia foi formulada pelo MP e, antes de recebê-la ou rejeitá-la, a Justiça de Praia Grande abriu prazo aos acusados para a apresentação de defesa preliminar. O atual titular da 1ª Vara Criminal do município é o juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, mas ele se declarou incompetente.
Filho do ministro Antonio Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Vinicius alegou não poder avaliar o caso porque, antes da anulação, o pai dele examinou naquela corte de Brasília >habeas corpus referente ao mesmo processo. Com isso, coube à juíza auxiliar Suzana Pereira da Silva apreciar a pertinência ou não da denúncia, confrontando-a com as defesas preliminares.
“Recebo a denúncia contra os réus (…), pois as defesas preliminares apresentadas não trouxeram argumentos capazes de desconstituir, pelo menos por ora, os elementos probatórios carreados aos autos, estando presentes, assim, a prova de materialidade e os indícios de autoria”, decidiu a magistrada.
Laboratório de refino de cocaína, no sitio do Naldinho
Escutas mostram funções de cada um
Por meio de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, o Denarc apurou as atividades ilícitas de >Naldinho e o envolvimento dos demais acusados com o seu bando. Essas provas, principalmente, serviram de base para o MP definir a participação de cada réu na organização.
Edinho, Nicolau Aun Júnior e Clóvis Ribeiro, mais conhecido por Nai, conforme a promotora Ana Molinari, tinham funções de destaque no bando. Ao receber a denúncia, a juíza destacou essas atribuições, frisando que tais acusados, de acordo com o MP, “são a parte financeira da quadrilha”.
Na decisão que recebeu a denúncia, a juíza ainda detalhou a atuação desses réus. “Administravam investimentos da quadrilha em negócios de fachada para a legalização do numerário resultante da comercialização de droga adquirida e mantida pelos seus integrantes”.
Maurício Louzada Ghelardi, o Soldado; Ademir Carlos de Oliveira, o Pezão; Fernando Viana da Silva, o Plim; Klaus da Conceição Júnior, o Gapul, e Sílvio José Moreira Vasconcellos, o Sílvio Cabeç, tinham a incumbência de abastecer pontos de tráfico da Baixada Santista e do Rio de Janeiro.
Favela da Rocinha, Complexo do Alemão e Morro do Turano são citados pelo MP como comunidades cariocas nas quais o bando de Naldinho distribuía entorpecentes. Os demais acusados são Maria de Lourdes Eugênio de Souza e o seu filho, André Eugênio Brandão de Souza.
Arsenal na chácara
Tomar conta de uma chácara de Naldinho no município de Ribeirão Pires (SP), na região do ABC, era a atribuição de Maria de Lourdes e André. Nessa propriedade, em 14 de junho de 2005, policiais civis apreenderam 245,6 quilos de cocaína, além de maconha, ecstasy e anfetaminas.
As drogas estavam escondidas em um compartimento subterrâneo e secreto, cujo acesso se dava por uma passagem existente sob o fogão. No local ainda havia 137 quilos de lidocaína, 322 quilos de manitol, 50 quilos de sulfato de magnésio, cinco submetralhadoras, outras armas de fogo e centenas de munições, inclusive de fuzil.
Suspeitos estão soltos
A maioria dos acusados de integrar o bando de Naldinho , incluindo o cabeça, foi presa em flagrante por equipes do Denarc, em 6 de junho de 2005. Porém, com o passar do tempo, sem que houvesse sentença, a alardeada Operação Indra ficou enfraquecida, e os acusados foram sendo soltos graças a habeas corpus.
Naldinho, Plim e Sílvio Cabeça estão desaparecidos. Você acredita que eles estejam vivos?
Os seis últimos remanescentes presos, entre os quais Naldinho, conquistaram a liberdade em 11 de abril de 2008, cinco meses antes de o STJ anular a ação penal. Em sua versão original, o processo tinha 12 réus. Agora, um deles (Maurício Ramos Barbosa, o Quésio) não está no rol de denunciados porque a ação penal já estava desmembrada em relação a ele desde aquela época.
Companheiro da ré Maria de Lourdes, Quésio também é acusado de tomar conta da chácara de Ribeirão Pires e não chegou a ser preso naquela oportunidade, permanecendo até hoje em local ignorado. Atualmente, como não houve flagrante e nem pedido de prisão preventiva contra os acusados, todos responderão ao processo em liberdade.
Naldinho sumiu misteriosamente em 29 de dezembro de 2008. Menos de um mês depois, em 27 de janeiro de 2009, Plim Sílvio Cabeça também desapareceram em circunstâncias misteriosas. Oficialmente, os três estão vivos, razão pela qual foram denunciados. Mas, nos meios policiais, comenta-se que eles foram eliminados por rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Pouco antes de a quadrilha de Naldinho ser desarticulada pelo Denarc, ela perdeu integrantes durante guerra deflagrada pelo PCC. A disputa por pontos de tráfico na Baixada Santista controlados por Naldinho foi o motivo da ação da facção criminosa, que atualmente praticamente monopoliza a venda de drogas não apenas no Litoral, como também em outras regiões do Estado.
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A promotora Ana Maria Frigerio Molinari, que à época ficou responsável pelo caso, chegou a dizer que Edinho havia cometido um “crime pernicioso” e que seu envolvimento com o tráfico de drogas era intenso. No despacho, ela relatou que a prisão era legal e o flagrante, correto. Ele não classificava o ex-jogador como um simples usuário de drogas. A promotora disse que Edinho era um risco à ordem pública e que, por isso, não deveria ser solto.

Em guerra com o governo paulista desde que viu derrotado projeto de sua autoria que retira da Segurança Pública a Corregedoria da Polícia Civil, o deputado estadual Campos Machado (PTB) disparou contra o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e chamou de “desmedido e criminoso” o sistema de grampos telefônicos praticado no Estado.
“Todos ficaram receosos, senhor secretário de Segurança Pública, receosos do seu poder. Ou alguém tem alguma dúvida sobre o grampeamento que existe em todo o Estado de São Paulo? Que deputado desta Casa pode falar sem receio que não tem seu telefone sob escuta?”, indagou Campos em discurso feito no plenário da Assembleia Legislativa na última quarta-feira. “Que venha um deputado a esta tribuna e diga: ?Meu telefone não tem nenhuma censura?. Quero um só. Se vier esse deputado temos de encaminhá-lo para a escola infantil de Americana, onde seu neto estuda, tamanha a ingenuidade”, continuou.
O deputado reclamou da falta de informações oficiais sobre o processo que envolve as escutas e disse que fará um questionamento oficial ao governo. “São elaborados ofícios informando a Corregedoria (da Polícia Civil), o Ministério Público e o Tribunal de Justiça de que foram solicitados esses grampos, e para por aí”, sustentou. “Não se sabe quanto tempo continua nem qual é o destino dado às conversas ouvidas. É por isso que nos próximos dias faremos um requerimento, para que sejamos informados do resultado desse grampeamento desmedido e criminoso”. A Secretaria de Segurança não se manifestou sobre o caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Governo garante carreira jurídica a delegados
O texto final do Projeto de Emenda à Constituição do Estado do Maranhão foi fechado neste sábado (26) e apresentado à cúpula da Polícia Civil no mesmo dia. Nesta segunda-feira (28), vai ser encaminhado à Assembléia Legislativa.
Acompanhados do secretário de Segurança, Aluísio Mendes, estiveram na reunião de apresentação do texto final da PEC a delegada-geral da Polícia Civil do Maranhão, Teresa Cristina Rezende; delegado-geral adjunto, Marcos Moreira Afonso Júnior; Superintendente de Polícia da Capital, Sebastião Uchoa; superintendente estadual de Investigações Criminais, Augusto Barros Neto; e secretário Adjunto de Segurança Pública, Laércio Costa.
O secretário Aluísio Mendes destacou que a inserção dos delegados de polícia na carreira jurídica do estado é um ato de reconhecimento da governadora Roseana Sarney (PMDB). Disse, ainda, que a PEC não implica em um novo aumento salarial e nem qualquer tipo de isonomia a outras carreiras jurídicas.
“Trata-se de um reconhecimento há tempos sonhado pela categoria”, destacou. Já integram a carreira jurídica do Estado os procuradores e os defensores públicos.
http://www.jornalpequeno.com.br/2011/11/28/governo-garante-carreira-juridica-a-delegados-178449.htm