ÔÔÔ aqui em Salvador ÔÔÔ a cidade do axé, a cidade do terror… Controle, tudo sob controle …Controle Total 5

Controle Total
Camisa de Vênus

Levante, vá tomar café
É hora de trabalhar
E se quiser ligar o rádio
Tem música feita pra lhe sedar
ÔÔÔ aqui em Salvador ÔÔÔ a cidade do axé, a cidade do HORROR
Mentiras aqui e ali
Você tá cercado, você quer sair daqui
E na loja onde vendem juízo
Há sempre um guarda, há sempre um aviso ÔÔÔ aqui em Salvador ÔÔÔ a cidade do axé, a cidade do PAVOR
E o jovem, jovem executivo
Preso em seu apartamento
Ele jura que vai subir na vida
Tendo bom comportamento
ÔÔÔ aqui em Salvador ÔÔÔ a cidade do axé, a cidade do TERROR
Mas se quiser tentar,
Tem fitinhas do Bonfim, acarajé e abará
Essa é a grande senha: Oxum, Badauê e Zanzibar
Está tudo armado, para lhe imobilizar
Controle, tudo sob controle Pituba, Barris,
Controle, tudo sob controle Rio Vermelho, IAPI, e a Baixa do Bonfim
Itapoã, Graça e o Porto da Barra.
Tudo sob controle…

 FOLHA DE S. PAULO – CONTEÚDO LIVRE

O carnaval do governador

Janio de Freitas

Os feitos da violência na Bahia mostraram, em sua gratuidade na rua e irresponsabilidade no palácio, o mesmo espírito carnavalesco que, como sempre, há semanas invadiu Salvador por antecipação.

A quebra dos limites que levou aos saques e destruição de lojas, a outros roubos e violências, e mesmo a tantos crimes de morte, não foi causada diretamente pela greve da Polícia Militar. Veio da espontaneidade que tem o motivo único e simples de estar liberado. Para vestir o que quiser ou desvestir-se, cantar e dançar nas ruas, assaltar, encher-se de bebida ou de tóxicos, roubar e saquear, agarrarem-se uns aos outros, soltar-se para o sexo ou para o crime: o carnaval autêntico e o carnaval da violência permitidos pela mesma ausência de impedimentos.

A cota mais pesada de responsabilidade pelos distúrbios criminosos na Bahia cabe ao governador Jaques Wagner, o mais prestigiado por Dilma Rousseff. Não é imaginável que a greve da sua polícia o surpreendesse. Ainda que o fizesse, já no começo da semana estava concretizada e, portanto, evidente.

Logo se comprovava que o governador não adotou medidas preventivas. Não cuidou de sustar a eclosão da greve, não preparou o deslocamento de contingentes policiais discordantes do plano de greve, não se articulou com os comandos militares para eventualidades previsíveis, e não se coordenou com o governo federal para o auxílio da Força Nacional. Se fez alguma outra coisa útil, e de seu dever, não se sabe.

Diante disso, nem importa saber onde estava e o que fazia o governador enquanto a sua PM cuidava de deixar a capital do Estado desprovida de policiamento, como também outras áreas. A seu favor (se é), só o fato de que não esteve sozinho na omissão. Os secretários de Segurança e de Justiça, o comando da PM e várias assessorias o acompanharam na ausência de ação. Os fatos o atestam.

Efetivada a greve e iniciadas suas consequências sobre a população, o governo baiano tardou ainda dois dias, ou algumas horas menos, para adotar providências perceptíveis. Só na quinta-feira foi possível perceber algumas delas, sobretudo a pedida presença de militares nas ruas.

Greves de serviços públicos essenciais, em especial os chamados de saúde (a rigor, falta de) e os de segurança da população, sempre serão polêmicas. Não precisam, porém, ficar nesse limbo em que permanecem no Brasil. Entre direito, abuso, consequências públicas e particulares desrespeitadas pelo poder público, e outras muitas obscuridades artificiosas. Mas convenientes aos governantes e aos parlamentares, que assim escapam aos ônus eleitorais, em qualquer sentido, da posição definida.

Quando escrevo, as indicações do número de mortos continuavam contraditórias. Mais de 20, por certo. Em circunstâncias também mal definidas. Teriam ocorrido, todas, fossem diferentes a greve e o que se passou à sua volta no governo? Ora, isso não importa aos poderes públicos que têm mais o que fazer. E de preferência o que não fazer.

O salário que o PT da Bahia paga para Soldado PM : R$ 1.188,85; para tomar chicotada e ser chamado de burro de carroça por Jaques Wagner 18

O Governador da Bahia, Jaques Wagner,  durante pronunciamento no Palácio de Ondina, disse que os policiais militares  são semelhantes a burros de carroça, têm que trabalhar recebendo chicotadas, pois se assim não for, não comparecem ao local de trabalho, deixando a população insegura, é o que informa o site Correio do Estado Bahia, em matéria amplamente reproduzida em vários blogs no Estado.

Jaques Wagner disse ainda que soldado da Polícia Militar quer trabalhar pouco e ganhar bem mais que um oficial. Mas ressaltou o governador baiano que, enquanto ele administrar o Estado da Bahia, não vai permitir tamanha falta de respeito para com o povo.

“Burro de carroça, trabalha muito, e ganha quase nada, não tem direito de reclamar. Se um policial militar na Bahia, não ganha tão mal e não trabalha o suficiente, está reclamando de que e porque?. Perguntou o Governador da Bahia. Um PM na Bahia ganha bem no meu governo, pois antes não tinha bom salário. Já investir em novas viaturas e coletes a prova balistica. Eles querem mais o que?. Isso custa muito caro e a Bahia não está nadando em dinheiro”.

Jaques Wagner nas asas do tráfico 5

 

Com 22 anos de magistratura nas comarcas criminais da Bahia (e muitas passagens polêmicas), a juíza Olga Regina Guimarães lançará hoje um livro que promete trazer muita dor de cabeça para Jaques Wagner.

Batizado de O preço amargo da calúnia, o livro relata episódio ocorrido em 2002, quando Wagner, então candidato ao governo baiano, voou no avião do narcotraficante colombiano, Gustavo Duran Bautista, preso no Uruguai em 2007 com meia tonelada de cocaína.

Apesar de levantar a polêmica, o livro alivia a barra de Wagner quando Olga diz acreditar que o petista voou no jato sem saber que o dono era traficante. Gustavo se passava por um promissor fazendeiro no estado. Os adversários de Wagner estão vibrando com o livro.

Por Lauro Jardim

Os políticos sufocam os policiais porque vocês são os únicos a quem eles temem… 8

Enviado em 05/02/2012 as 21:46 – por CARLA

Dr. Guerra, boa noite!

Quero dizer que pela 1ª vez o Flit me fez encher os olhos de lágrimas. Não porque publicou um comentário meu, mas, por ler o título que deu ao meu comentário ao transformá-lo em post.

Policias precisam se unir e fazer essem vagabundos e larápios eleitos a terem ainda mais medo de vocês. Sufocam os policiais porque vocês são os únicos a quem eles temem. Os únicos que podem deflagar uma guerra e tomar tudo que eles mais amam: $$$$$$$!

POLICIAIS DO BRASIL, VCS VALEM MUITO! PRECISAM URGENTEMENTE COMPREENDER ISSO.

A POPULAÇÃO DE BEM,A MAIORIA, SEMPRE OS APOIA, O PROBLEMA É QUE O BRASILEIRO É ACOMODADO POR NATUREZA E NÃO COBRA DOS GOVERNANTES MAIS RESPEITO PARA COM VOCÊS.

ENTÃO, COBREMOS NÓS !

Padre Leonardo Boff escreve em defesa do direito dos policiais em greve por melhores vencimentos 22

04/02 às 23h11 – Atualizada hoje às 13h50

Onde está a insegurança e a segurança no Brasil

 

No Brasil não há crise de segurança para o sistema do capital, para as finanças, para os bancos, para os credores da dívida pública, para os poderosos que se cercam de seguranças privados.

Mas não há segurança para aqueles que são responsáveis pela segurança pública: os policiais militares. Pelo fato de não terem a segurança de um salário decente, de condições de trabalho adequadas e de trato digno por parte do poder público, se rebelam como aconteceu neste ano no Ceará e agora na Bahia.  Com os humilhantes salários que recebem, pouco mais de dois mínimos, que segurança podem dar a suas famílias que tem que pagar aluguel, escola, transporte, luz, água e alimentação?

A responsabilidade maior pela insegurança pública que se instalou em razão da greve dos policiais militares, com assassinatos e depredações, deve ser tributada principalmente ao poder público, que não soube ouvir e dialogar de verdade e não retoricamente, antecipando-se aos fatos lamentáveis.

Que diálogo e negociação são  possíveis e críveis quando se responde com a arma da violência, pondo militares contra militares? É uma estratégia da ignorância política e da prepotência, totalmente ineficaz porque agrava ainda mais o problema em vez de encaminhar uma solução. Por que não se aprova a PEC 300? Os governos federal e os estaduais se uniram para protelá-la e esvaziá-la.

Usem os 60 bilhões de reais, subtraídos do orçamento, para aumentar os salários deles, ao invés de dar segurança aos credores. O que conta mais, as pessoas ou os dinheiros ricos epulões? Esse dinheiro do povo é para servir ao povo, garantindo-lhe segurança confiável e respeitosa. Seguindo esta indicação do bom-senso, se acabam as rebeliões e os policiais terão a paz e o sossego necessários para desempenhar com sentido público e com honradez a sua alta e arriscada missão.

* Ecoteólogo e escritor

Randolfe: “Não resolveremos a crise na segurança pública criminalizando os policiais” 8

Randolfe: “Não resolveremos a crise na segurança pública criminalizando os policiais”

sex 03 fevereiro, 2012 | Autor: blogdorandolfe

O Senador Randolfe Rodrigues manifestou nesta sexta-feira (03) seu apoio aos policiais militares de todo o país que estão em mobilização constante por melhores condições de trabalho. No Ceará, Pará, Bahia e Espírito Santo, desde 2010, os policiais organizam manifestações para denunciar as péssimas condições em que trabalham. Neste ano alguns estados já paralisaram e outros podem aderir às manifestações a qualquer momento.

“Estamos assistindo a uma crise nas estruturas da segurança pública do Brasil uma das soluções para este problema passa pela valorização dos profissionais dessa área. Em especial com a aprovação da PEC 300. Não resolveremos essa crise criminalizando os policiais, e sim reconhecendo que eles ganham pouco e que o Estado precisa garantir a eles, melhores condições de trabalho e vida”, enfatizou Randolfe.

O PSOL também declarou todo o seu apoio aos policiais mobilizados pelo país e divulgou uma nota de solidariedade onde considera autoritária a postura dos governos estaduais, “que se juntam para reprimir os movimentos de greve”.  O PSOL afirma também “que os trabalhadores não devem pagar pela crise da segurança pública”.

Leia abaixo a nota do PSOL

Insatisfação nos quartéis é fruto da crise!

O ano de 2012 começou com a fortíssima greve unificada dos policiais militares e bombeiros do estado do Ceará, e se aprofunda com a deflagração da greve da PM no estado da Bahia. Além das mobilizações no Pará e Espírito Santo, possivelmente na próxima semana, os policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro também devem parar.

Ocorreu o despertar dos policiais para a luta por melhores salários e condições de trabalho.

A luta dos bombeiros no RJ deu exemplo de resistência.

A necessidade e a justeza desta luta se espelham na defesa do PSOL pela aprovação da PEC 300.

Há um conluio do governo federal e dos governos estaduais para impedir a aprovação de um piso nacional para policiais militares, e ao mesmo tempo, o governo Dilma anuncia corte de R$ 60 bilhões no orçamento 2012. Tudo isso para satisfazer os interesses dos credores da dívida pública.

É necessário afirmar que a crise nesta área afeta diretamente os mais pobres e, sua resolução, é dever dos governos estaduais e federal. Uma das principais medidas neste sentido é a aprovação da PEC 300, garantindo salários dignos aos trabalhadores, acompanhada de uma profunda reflexão sobre o atual modelo da segurança pública brasileira que hoje, infelizmente, criminaliza e persegue as maiorias excluídas como a população LGBTT, a juventude negra e o conjunto dos movimentos sociais em luta.

Denunciamos a postura autoritária dos governos estaduais, que se juntam para reprimir os movimentos de greve. Neste caso tal atitude unifica PSDB, PT e PMDB.

O PSOL é contra que os trabalhadores paguem pela crise. Continuamos batalhando pela auditoria da dívida pública e pelo fim do superávit primário.

O PSOL exige abertura imediata de negociações com grevistas da Bahia, do RJ e dos demais estados, a mais breve aprovação da PEC 300 e o fim da criminalização dos movimentos sociais!

Brasília, 03 de Fevereiro de 2012.

Direção Nacional do PSOL

Policiais militares da Bahia manterão a greve apesar das calúnias, prisões e coações impostas pelo governo petista…E a Polícia Federal ( sem moral ) – que ameaça greve semestralmente – irá se fazer em cima dos grevistas 9

Os policiais que fazem greve desde terça-feira passada na Bahia anunciaram neste domingo que manterão a paralisação para reivindicar melhorias salariais, apesar das calúnias, prisões e coações impostas pelo estado.

“CERVEJA E TRIO ELÉTRICO” ( “panem et circenses” ) – Claudia Leitte diz que ‘a Bahia está ferida’ por causa da greve da PM…( A Bahia está ferida porque escolhe políticos desprezíveis…O cidadão é o patrão, está sendo penalizado por conta do próprio egoísmo e negligência ) 11

Estou muito triste e preocupada com a greve de alguns setores da PM baiana. A Bahia está pagando um preço muito alto por tudo isso. Quando impedem o nosso ir e vir, quando cerceiam nossa liberdade e tiram a alegria que é uma marca em nosso povo, em nossa terra, algo de muito grave está acontecendo. A Bahia está ferida. Chega de radicalismo. Rogo às partes que busquem no entendimento a solução para esse impasse que tanto penaliza os baianos e os que nos visitam. Que Deus nos abençoe e proteja de todo mal.

Claudia Leitte

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Quer segurança,  mas não gasta uma linha para defender a Polícia.

É mais uma que acredita que policial deve trabalhar como escravo para garantir o “panem et circenses” do Partido dos Trabalhadores.

Trabalhar para que ela  –  e outros artistas preocupados com as “consequências”  da  greve –  continue enchendo seus cofres realizando shows patrocinados por orgãos públicos.  

Tropa de elite da Polícia Federal chega a Salvador para prender grevistas…PARTIDO DOS TRABALHADORES (ou ROUBADORES ?) NUNCA MAIS ! 12

Tropa de elite da Polícia Federal desembarca em Salvador

Por determinação do governo federal, 40 homens do Comando de Operações Táticas, a tropa de elite, da Polícia Federal (PF) desembarcaram, neste domingo, por volta do meio dia, na capital baiana para executar os mandados de prisão expedidos contra integrantes do movimento grevista da Polícia Militar. Os policiais federais especializados vieram de Brasília, numa aeronave própria da PF, que ficará à disposição para remoção dos detidos aos presídios federais. Além desses, outros 15 homens do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal na Bahia darão apoio às operações. Ainda na tarde deste domingo, às 14 horas, militares das Forças Especiais do Exército e da Brigada de Paraquedistas desembarcam na Base Aérea de Salvador, para reforçar ainda mais a segurança no estado. Os militares federais estão contando ainda com a participação de homens da Polícia Militar e da Polícia Civil para garantir a ordem e a paz.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que chegou ao estado neste sábado, colocou a disposição presídios federais de segurança máxima para encaminhar os policiais militares que tenham cometido algum crime durante a mobilização. Cardozo chegou acompanhado da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.Foi transportado para a Bahia, diz o ministrro, por determinação da presidente Dilma Rousseff, que decretou situação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o estado, o maior contingente de forças federais já utilizados em operações do gênero no país. “São mais de 3.000 homens das Forças Armadas para dar tranquilidade ao povo baiano e para fazer com que o estado de Direito prevaleça”, afirmou Cardozo. “Estando sob estado de Garantia de Lei e Ordem, qualquer depredação de equipamento configura crime federal. A Polícia Federal está orientada fazer com que as transgressões à lei sejam apuradas e punidas com o máximo rigor.”

Reginaldo Souza: Policiais Militares até quando serão desvalorizados? 4

Policiais Militares até quando serão desvalorizados?

 

O desrespeito ao cidadão trabalhador militar traz à tona neste país uma realidade de insatisfação e discordância no interior dos quartéis. Diuturnamente, policiais militares que deveriam garantir a segurança de seus cidadãos e autoridades não são respeitados e valorizados. A questão dos soldos baixos para soldados e policiais é histórica no Brasil. Da mesma forma o é o despreparo da categoria e a corrupção ali dentro.

 

Há algum tempo, as associações representativas de oficiais e praças das Policias Militares dos Estados, a exemplo da Bahia, vem alertando a sociedade sobre o clima de insatisfação generalizada que permeia toda a Corporação, sobretudo no desrespeito aos direitos deste profissional, materializados na PEC 300, a qual Governadores não tem dado a devida importância.

 

Na Bahia, a categoria reivindica o cumprimento da lei 7.145 de 1997, instituída há 14 anos cujos benefícios nunca foram pagos, a gratificação por atividade policial (chamada GAP 5), incorporação da gratificação ao salário, regulamentação do pagamento de auxílio acidente e adicionais de periculosidade e insalubridade.

 

Infelizmente, o governo do Partido dos Trabalhadores se recusa a acatar o que prevê a legislação, bem como os pleitos da categoria, o que inclui ainda o cumprimento da lei da anistia e a criação do código de ética e de uma comissão para discutir o plano de carreira dos PMs. Os policiais baianos recebem o salário base, equivalente ao salário mínimo e a GAP 3, que somam mensalmente cerca de R$ 2.300. Em toda a Bahia, há um contingente de 31.869 policiais. Na capital, esse número é de 10.712 e os demais são distribuídos nos demais 416 municípios. Até o momento 10 mil PMs aderiram à greve por tempo indeterminado em várias cidades.

 

Se por um lado, os policiais são proibidos de fazerem greve, por outro, o desrespeito as entidades representativas de classe por parte dos governos, acusando a associação dos policiais de “causar intranquilidade” na população, coloca em risco a disciplina e a sobrevivência.

 

O paradoxo é que, esses mesmos policiais, que hoje fazem sua paralisação, foram os mesmos que estiveram na linha de frente para fazer a reprimenda a outros movimentos reivindicatórios de outras categorias de trabalhadores e estudantes. Afirmam os policiais: “não somos favoráveis aos movimentos reivindicatórios, com paralisação das atividades, sem que antes sejam esgotados todos os canais de negociação”.

 

Reafirmam que as principais reivindicações são: criação de uma Mesa Permanente de Negociação, envolvendo os representantes das Associações de Oficiais e Praças; reajuste linear de 17,28% retroativo a abril de 2007; revisão no valor do Auxílio Alimentação; pagamento da diferença de GAP; implantação da GAP IV e V para policiais ativos, inativos e pensionistas; atualização do valor do Honorário de Ensino congelado há mais de uma década; pagamento da URV; mudanças no Plano de Carreira; Regime Próprio de Previdência, conforme dispõe a Constituição Federal – CF/88; implantação do Subsídio, conforme prevê o § 4º do art. 39 da CF/88; isonomia salarial entre os integrantes das Polícias Civil e Militar, de acordo com o que preceitua o art. 47 da Constituição do Estado da Bahia; e melhores condições de trabalho.

 

O que a população baiana espera deste Governo é ter um serviço de qualidade, com policiais em todas as cidades zona urbana, rural e periferias das cidades. Para isto é necessário a valorização e o reconhecimento do trabalho dos policiais militares; a abertura imediata de negociação (que não seja as denominadas mesas setoriais de tapeações) com os representantes das Associações que os representam.

 

Sabemos que o Estado da Bahia, assim como os demais, não irá superar ou minimizar os erros cometidos no desenvolvimento das ações a elas atribuídas (grande parte legitimadas pelo Estado) sem um investimento massivo e continuado na formação e manutenção dos recursos e equipamentos das policias.

 

Podemos perceber que esta se cultivando no imaginário popular a figura do militar como a pessoa do mal. A eles são atribuídas, torturas, mortes, assassinatos, roubos, seqüestros, golpes e abuso de poder. Perguntamos: Quantos morreram? Quantos vão morrer? Quantos quase morreram?  Na sociedade, assim como, na vida militar, a segurança do coletivo depende de cada membro. Em nosso país a instituição responsável pela segurança pública é a Polícia Militar.

 

Nossos políticos que em sua grande maioria não são dignos, sérios e nem éticos não querem uma Polícia (militar, civil e bombeiros) séria e digna.

 

Mas, em pleno século XXI na capital baiana e cidades do interior vivenciamos mais uma etapa do desrespeito ao cidadão trabalhador militar. Uma corporação centenária, uma das poucas instituições que está 24h no ar, em que muitos dos seus integrantes em situações extremas entregaram suas vidas para salvar outras vidas. Neste momento, os PMs ocupam as ruas, a Assembléia Legislativa para protestar, para demonstrar ao governo que para colocar a sua vida em risco os salários, as condições de trabalho e de relacionamento com o governo não são dignas.

 

Senhores coronéis e demais oficiais a qual se atribui a responsabilidade pela salvaguarda da história, dos legados das corporações, da segurança, da unidade e moral da tropa, demonstrem e testemunhem aos seus comandados a todos os componentes da base das corporações os SOLDADOS (do coronel ao recruta) o símbolo da honra e dignidade militar.

 

Perguntem aos seus comandados: Há Orgulho em ser Policial Militar? Demonstrem a cada membro da tropa que esta é uma profissão digna, que muitos deram a sua própria vida e continuam a fazê-lo para garantir a tranqüilidade e segurança de todos. Não permita que Policiais Militares e bombeiros se prestem a serem massa de manobra de alguns políticos hipócritas, que com suas promessas vãs os enganem propositalmente.

 

“O compromisso com a lei e com a ordem e a manutenção da paz e da segurança de toda sociedade dependerá de profissionais sérios, homens e mulheres de bem, pais e mães de família que sabem perfeitamente do seu papel e responsabilidade”.

 

Infelizmente, muitos comandantes, inclusive o próprio governador, se distanciaram das tropas, vivem nos gabinetes e já não servem de exemplo. Segurança pública é direito de todos e a população das cidades do interior está cansada de pagar a conta quando em períodos de carnaval e festas vê parte de seu efetivo deslocado para Salvador.

 

*Reginaldo de Souza Silva – Doutor em Educação Brasileira, professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

Email:reginaldoprof@yahoo.com.br

João Alkimin: Lá como cá! 19

Lá como cá!

A Presidente Dilma esteve em Cuba e ao tratar de Direitos Humanos, disse : “Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro“,  Sua Excelência está certa, pois vejamos:
Lá uma blogueira que denuncia as mazelas do Governo é virtualmente presa, não podendo deixar o país.
Cá o Delegado Conde Guerra é demitido por repercutir uma notícia dada em primeira mão pela Rede Globo de Televisão.
Lá um Policial não pode deter um membro importante do Governo, sob pena de sofrer represálias.
Cá o Delegado Frederico é demitido por haver abordado na porta do Distrito Policial onde estava de plantão, um Juiz de Direito alcoolizado.
Lá os julgamentos são um simulacro de Justiça.
Cá o Delegado Eugênio Pedro Bibiano é absolvido e não consegue sua reintegração.
Lá um cidadão faz greve de fome e morre na cadeia.
Cá uma senhora presidiária dá a luz e é algemada pelos pés e mãos.
Lá um Policial ou qualquer um do povo pode ser sumariamente preso ou proibido de trabalhar.
Cá o Delegado Carlos Andrade foi demitido sem que sequer seu processo crime houvesse sido iniciado.
Lá se usa a Policia para dissolver  manifestações públicas.
Cá se usa Policia Militar para invadir-se o Pinheirinho.
Lá o país é acusado de sistemática violação dos Direitos Humanos.
Cá o então Secretário de Administração Penitenciária Antonio Ferreira Pinto leva o Brasil as Cortes Internacionais, por haver em presídio paulista mantido os presos sem água, assistência médica e sem cobertura.
Alguns dirão : “Ora, mas são presos! Eles destruíram o presídio.” E eu respondo: De qualquer maneira, a responsabilidade é do Estado.
Lá a Polícia Política tudo pode.
Cá a Polícia Militar tudo pode.
Lá a Polícia Comum nada pode.
Cá a Polícia Civil nada pode.
Se um Polícia Civil fosse acusado de estupro, o que ocorreria? Com certeza já estaria preso e execrado em todos os jornais, com o Secretário concedendo entrevistas a todos os órgãos de Imprensa e prometendo uma dura punição.
No Pinheirinho há a acusação de que Policiais da ROTA estupraram duas adolescentes, dentro de um barraco e na própria viatura.Não sei se é verdade, ou mentira, somente o inquérito policial que deverá ser dirigido por um Delegado de Polícia de Carreira e investigado por Policiais Civis de Carreira, dirá a verdade, mas a candente defesa que o senhor Secretário fez da atuação da Polícia Militar chega a ser tocante.
Os Policiais Militares que foram flagrados por câmeras de vídeo se apropriando de cocaína, continuam em liberdade. Um Delegado de Polícia de Classe Especial foi acusado de desviar cocaína, ficou preso durante longo período e posteriormente foi absolvido. A culpa é da Justiça? Ou a culpa é de todos aqueles que tem um preconceito hediondo contra a Polícia Civil? Como se a mesma fosse a responsável por todos os males que corroem a Segurança Pública…
Portanto, não vejo grandes diferenças entre o Regime totalitário Cubano e o Regime Cínico e Divorciado dos Direitos dos Humanos como o Governo do Doutor Gegê, Ilustre Governador do Estado de São Paulo, que entregou completamente a Segurança Publica nas mãos do Secretário Ferreira Pinto.
Talvez o senhor Governador não tenha se apercebido de que dia-a-dia, hora-a-hora está se providenciando o desmantelamento da Polícia Civil, que hoje só sobrevive porque possui bandeira, hino e brasão. Pois omo Instituição já está morta, só falta ser enterrada. E seus Diretores nada vêem, nada sentem e se comportam como aqueles que participaram do baile   da Ilha Fiscal.
Tenho convicção que após o Governo Geraldinho, se tivermos um Governador que tenha interesse, levar-se-ão anos para que se consiga reerguer a Polícia Civil, volto a dizer que chegou a hora dos Policiais Civis se unirem, independentemente a qual carreira pertencem,pois são todos Policiais Civis e tenho convicção de que o Delegado de Polícia por ser Delegado não é mais importante que os integrantes das outras carreiras policiais, ou seja, os Operacionais.
E lembro que o Brasil é o único país do mundo que tem a figura do Delegado de Polícia, bacharel em Direito, em outros países e cito aqui os Estados Unidos, existe a carreira única, em que o Policial ingressa como Policial fardado e lá vai prestando concursos internos e ascendendo na carreira, podendo chegar inclusive a Chefe de Polícia, isso tanto na Polícia Municipal que como nome já diz, cuida do Município, como na Polícia do Xerife, que cuida do Condado, que para nós seria a grosso modo, a grande São Paulo. Mas também não podemos nos esquecer que quando o crime é mais grave ou de repercussão é cuidado pela Polícia Estadual, portanto lá temos inúmeras Policias, cada qual com sua atribuição mas não tem uma Polícia Militar que não se coaduna com o Regime Democrático de Direito.
Desafio aqui que se faça uma eleição entre a Tropa da Policia Militar para ver quantos prefeririam serem Policiais Civis e me refiro ao grosso da Tropa, não Oficiais.
Portanto,gostaria omo cidadão de ter uma Policia Civil unida e coesa, lutando por seus direitos e, deixando para brigar entre si após conseguirem seus direitos.
Antes que digam, realmente não sou Policial,mas não estou entrando em seara que só pode ser trilhada por Policiais, pois sou cidadão e dependendo da Policia, meu pai foi Delegado de Policia e tenho orgulho disso. O Desembargador Pedro Gagliardi foi Delegado de Policia e diz isso a todos carregado de orgulho e mais, como profissional da comunicação posso falar sobre qualquer assunto, as vezes errando, as vezes acertando,mas sempre imbuído de boa fé nas pessoas. E agora, que o Administrador do site Flit Paralisante disse em uma postagem que meus artigos são bem vindos, estou mais pimpão do que nunca e agradeço-lhe a gentileza e o espaço para poder continuar postando, pois embora tenha um programa de rádio semanal, entendo que a palavra escrita atinge um numero muito maior de pessoas.
João Alkimin