PM-RJ é suspeita de matar bandido e desová-lo em SP 10

terça-feira, 13 de março de 2012 8:09

Agência Estado

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A polícia paulista investiga a possível participação de policiais militares do Rio na execução de bandidos naquele Estado e, posteriormente, na desova dos corpos no litoral norte de São Paulo. Nos últimos dois meses, seis corpos foram desovados na região – cinco em Ubatuba. O sexto corpo foi desovado em Paraty.

 

O caso está sendo investigado pela Seccional de São Sebastião. A polícia apura informações de que os PMs fluminenses teriam participação na execução e desova dos cadáveres. O primeiro caso aconteceu em 11 de fevereiro. Quatro corpos foram encontrados empilhados dentro de um Peugeot branco, no km 7 da Rodovia Rio-Santos, ao norte de Ubatuba, no limite com Paraty.

 

De acordo com a polícia, os corpos não tinham ferimentos a tiros. “Eles morreram por asfixia. Possivelmente tiveram suas cabeças envoltas em sacos plásticos”, disse o delegado seccional Múcio Alvarenga, que investiga o caso. Dos quatro mortos, três tinham passagens pela polícia, sendo um fugitivo do sistema carcerário fluminense.

 

O segundo caso foi 14 dias depois. Um rapaz de 21 anos foi encontrado morto também no km 7 da Rio-Santos, nas mesmas circunstâncias. O terceiro caso envolvendo desova aconteceu em Paraty, na semana passada, mas para a polícia, os executores iam depositar o corpo em uma estrada de terra na cidade paulista de Cunha, que faz divisa com o Rio. Após ser acionada, a Polícia Civil de Cunha descobriu que o corpo ainda estava no território de Paraty. A Polícia Civil do Rio divulgou ontem que foi informada dos casos, mas a investigação corre em sigilo.

Tribunal entre a cruz e o consolo 15

Tempos apocalípticos

(*) Paulo Brossard –

Minha filha Magda me advertiu de que estamos a viver tempos do Apocalipse sem nos darmos conta; semana passada, certifiquei-me do acerto da sua observação, ao ler a notícia de que o douto Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado, atendendo postulação de ONG representante de opção sexual minoritária, em decisão administrativa, unânime, resolvera determinar a retirada de crucifixos porventura existentes em prédios do Poder Judiciário estadual, decisão essa que seria homologada pelo Tribunal. Seria este “o caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de Estado laico” e da separação entre Igreja e Estado.

Tenho para mim tratar-se de um equívoco, pois desde a adoção da República o Estado é laico e a separação entre Igreja e Estado não é novidade da Constituição de 1988, data de 7 de janeiro de 1890, Decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.

É hora de voltar ao assunto. Disse há pouco que estava a ocorrer um engano. A meu juízo, os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.

Em todas as salas onde existe a figura de Cristo, é sempre como o injustiçado que aparece, e nunca em outra postura, fosse nas bodas de Caná, entre os sacerdotes no templo, ou com seus discípulos na ceia que Leonardo Da Vinci imortalizou. No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”… e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”.  Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.

Não é tudo. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Faz mais de 60 anos que frequento o Tribunal gaúcho, dele recebi a distinção de fazer-me uma vez seu advogado perante o STF, e em seu seio encontrei juízes notáveis. Um deles chamava-se Isaac Soibelman Melzer. Não era cristão e, ao que sei, o crucifixo não o impediu de ser o modelar juiz que foi e que me apraz lembrar em homenagem à sua memória. Outrossim, não sei se a retirada do crucifixo vai melhorar o quilate de algum dos menos bons.

Por derradeiro, confesso que me surpreende a circunstância de ter sido uma ONG de lésbicas que tenha obtido a escarninha medida em causa. A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de “Deus” do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites

(*) Advogado, jurista e professor, o gaúcho Paulo Brossard foi eleito senador da República em 1974 pelo antigo MDB. Ex-ministro da Justiça,foi ministro do Supremo Tribunal Federal (1989-1994).

Fonte: http://ucho.info/tempos-apocalipticos

LADRÃO NÃO FAZ GREVE!…Comando da Polícia Militar – a maioria dos oficiais são vagabundos e corruptos – expulsa 13 bombeiros grevistas 23

 http://celprpaul.blogspot.com/

NOTA OFICIAL 
Seg, 12 de Março de 2012 22:18
NOTA OFICIAL
O Comando-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) informou na tarde desta segunda-feira (12.03) que 13 bombeiros envolvidos no movimento grevista serão excluídos da corporação.
A análise dos relatórios referentes aos Conselhos de Disciplina aos quais os militares foram submetidos foi concluída e, de acordo com nota publicada nesta tarde no Boletim Interno do CBMERJ, eles foram considerados ‘culpados por articulação em manifestações de caráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de Bombeiro-militar’.
O Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, concede nesta terça-feira (13.03), às 10h, no Auditório do Quartel Central (Pça da República, 45 – Centro do Rio), entrevista coletiva sobre o tema.
Abaixo, segue a lista com os nomes dos 13 bombeiros excluídos da corporação:
1 – CB BM Alexandre Salvador de Azevedo
2 – CB BM Paulo Roberto Noronha dos Santos Junior
3 – CB BM Andrei Carlos Azevedo dos Santos
4 – CB BM Adhemar de Queiroz Balthar Junior
5 – CB BM Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos
6 – 3º SGT BM Heraldo Correia Vieira
7 – 3º SGT BM Alexandre Gomes Matias
8 – 3o SGT BM Wallace Rodrigues Chaves
9 – 3º SGT BM Harrua Leal Ayres
10 – 3o SGT BM André Manoel Pontes Matos
11 – 2º SGT BM Daniel Alves dos Santos
12 – 2º SGT BM Paulo Edson de Campos do Nascimento
13 – Subtenente BM Valdelei Duarte
2) SITE G1:
12/03/2012 19h20 – Atualizado em 12/03/2012 19h20
Corpo de Bombeiros do RJ expulsa 13 militares por movimento grevista.
Entre eles está o cabo Benevenuto Daciolo, considerado um dos líderes.
Militares chegaram a ser presos preventivamente por liderarem movimento.
O comando-geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) informou, na noite desta segunda-feira (12), que 13 bombeiros envolvidos no movimento grevista, em fevereiro deste ano, serão excluídos da corporação. Entre os militares expulsos está o cabo Benevenuto Daciolo, considerado um dos líderes do movimento.
De acordo com nota publicada nesta tarde no Boletim Interno da corporação, eles foram considerados “culpados por articulação em manifestações de caráter político-partidário, nas quais incitaram ostensivamente a tropa à prática de ilícitos de natureza disciplinar e penal militar, além da adoção de conduta incompatível com a missão de Bombeiro-militar”.
Os militares chegaram a ser presos preventivamente por liderarem a paralisação das categorias, aprovada em assembleia na Cinelândia, no Centro da cidade, na noite do dia 9 de fevereiro, por duas mil pessoas. Juntas, as categorias somam 70 mil pessoas. A paralisação foi suspensa quatro dias depois em assembleia na Lapa, também no Centro, com cerca de cem pessoas.
Comento:
O próximo passo: os advogados dos Bombeiros Militares expulsos ingressarão com recursos contra a decisão do Comandante Geral.
Vale lembrar que os Bombeiros expulsos fazem parte do grupo de mobilizados que conseguiu recentemente devolver para o CBMERJ a Secretaria Estadual de Defesa Civil; que  conseguiu que o governo estadual antecipasse várias parcelas do reajuste concedido, bem como, conseguiu a concessão de um auxílio para o transporte.
Vale lembrar ainda que os BMs e os PMs que estão lutando por melhores salários são os que integram as bandas boas das referidas corporações, pois os da banda podre não estão nem aí para os salários famélicos que recebem. Por derradeiro, vale lembrar que esses Bombeiros juntos salvaram milhares de cidadãos nas praias, nos rios, nos lagos, nos acidentes de trânsito, nas enchentes, nos incêndios, nos desabamentos, nos deslizamentos, e em outras catástrofes.
Tenho certeza que o poder judiciário irá rever as expulsões. O RIO ESTÁ DE LUTO!
Juntos Somos Fortes!

Morte por envenenamento: 10 gramas por litro de sangue 4

São Paulo

Ministério Público investiga morte de presidente do Tribunal de Justiça de SP

 

G1

 

Créditos: Divulgação/TJ-SP

Presidente do TJ-SP, que morreu nesta madrugada


O Ministério Público vai investigar a morte do desembargador Antonio Carlos Viana Santos, que era presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo quando morreu, em 26 de janeiro de 2011.
A promotora Soraia Simões Munhoz informou nesta segunda-feira que vai solicitar pareceres de legistas e toxicologistas para avaliar se é possível uma pessoa ingerir a quantidade de álcool apontada necropsia, que foi de 10 gramas por litro de sangue.
Viana Santos assumiu a presidência do TJ em janeiro de 2010 e deveria permanecer no cargo por dois anos. O desembargador, que nasceu em Sorocaba, no interior de São Paulo, ingressou na magistratura em 1968. Ele trabalhou como juiz nas comarcas de São Luiz do Paraitinga, Oswaldo Cruz, Presidente Prudente, Taubaté e São Paulo. Foi promovido a juiz do extinto Tribunal de Alçada Criminal em 1983 e passou ao cargo de desembargador em 1988.
Um dia após a morte do desembargador, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, afirmou que a polícia investigaria o caso por cautela devido ao cargo exercido pelo desembargador, que era chefe do Poder Judiciário do estado.
“Aparentemente, a morte foi por causas naturais, mas, para que não haja especulação e a polícia não seja acusada de inércia, nós vamos investigar”, afirmou Carneiro na época. Segundo o delegado-geral, o médico da família não divulgou a causa da morte do magistrado. O caso corre atualmente em segredo de Justiça.

 

Aposentado do Estado pode conseguir até 12 revisões 5

12/03/2012

Cristiane Gercina e Thâmara Kaoru do Agora

Os servidores do governo do Estado de SP que estão aposentados podem pedir na Justiça ao menos 12 revisões. Nove delas são direcionadas aos trabalhadores dos setores da educação, da saúde, da segurança e administrativo.

Outras três, como é o caso dos extras da URV, do recálculo da sexta-parte e do recálculo do quinquênios, podem ser pedidas por todos os funcionários públicos.

Segundo a advogada especialista em direito do servidor, Magadar Rosália Costa Briguet, as ações que envolvem o recálculo dos quinquênios e da sexta-parte são as mais comuns e beneficiam mais servidores, tanto aposentados quanto da ativa.

“O problema é que há divergências sobre o cálculo dos benefícios: se eles devem ser feitos sobre o salário-base ou sobre o salário total.

De acordo com ela, o Estatuto do Servidor Público diz que os valores devem ser calculados sobre o salário-base enquanto a Constituição Estadual fala que o cálculo é sobre todo o vencimento.

INVESTIGADOR DO DENARC ENSINA COMO FALAR AOS JOVENS SOBRE OS RISCOS DAS DROGAS 32

Com recursos lúdicos, linguagem didática e bom humor, o investigador de polícia Alexandre Prado Avilez apresentou no Programa “FAMÍLIA”  – programa da TV NET Cidade, entrevistador Dr. Claudio Amâncio, especialista em dependência química –  um resumo do que a experiência de quase 25 anos na Polícia Civil lhe ensinou sobre como agir para impedir que jovens tornem-se usuários de drogas.

Especialista em prevenção, área na qual se dedica há 20 anos, Avilez integra a Divisão de Prevenção e Educação do DENARC-SP (Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos).

  • O trabalho do Investigador Avilez é motivo de orgulho para toda a Polícia Civil.

AVISO DE PAUTA – 12/03/2012 – O governador Geraldo Alckmin estará em Bauru na segunda-feira, dia 12 18

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Assessoria de Comunicação
Data: 11 de março de 2012 18:29
Assunto: AVISO DE PAUTA – 12/03/2012 –
Agenda do governador Geraldo Alckmin
Para:
Caso não consiga visualizar, clique aqui
Domingo, 11 de Março de 2012

Agenda do governador Geraldo Alckmin para segunda-feira, 12 de março

O governador Geraldo Alckmin estará em Bauru na segunda-feira, dia 12, acompanhando o início das obras de duplicação e melhorias na Rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225).

 

Ainda em Bauru, o governador participa da assinatura de termos de adesão do Programa Creche Escola entre a Secretaria de Desenvolvimento Social e municípios das regiões de Araraquara, Bauru e Marília.

 

Às 13h, em Reginópolis, Alckmin entregará casas construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

Evento: Início das obras de duplicação na rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225)
Data: Segunda-feira, 12 de março de 2012
Horário: 10h
Local: SP 225 – Rodovia João Baptista Cabral Rennó, km 237+500m (sentido Jaú) -Bauru/SP
Evento: Assinatura de termos de adesão ao Programa Creche Escola
Data: Segunda-feira, 12 de março de 2012
Horário: 11h
Local: Faculdades Integradas de Bauru (FIB) – Rua José Santiago, 16-50 – Bairro Jardim Ferraz – Bauru/SP
Evento: Entrega de casas da CDHU
Data: Segunda-feira, 12 de março de 2012
Horário: 13h
Local: Rua Eduardo Benvindo de Campos, 100 – Jardim Monte Alegre – Reginópolis/SP
Assessoria de Imprensa

(11) 2193-8520

www.saopaulo.sp.gov.br

Governo do Estado de São Paulo

MP pede raio-x da polícia de Taubaté à corregedoria 40

March 11, 2012 – 03:01

MP pede raio-x da polícia de Taubaté à corregedoria

Rogério Marques

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Objetivo é verificar a qualidade das investigações realizadas e a estrutura à disposição da Polícia Civil

Luara Leimig Taubaté
Com os índices de violência, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública cada vez mais altos em Taubaté, o Ministério Público da cidade está em alerta. Esta semana, o órgão vai protocolar um pedido na Corregedoria da Polícia Judiciária, solicitando o repasse de informações sobre a situação da Polícia Civil de Taubaté, a qualidade de investigação e levantamento de casos de homicídios e de roubos esclarecidos. O documento, elaborado pela promotoria criminal, deve servir de ponto de partida para uma cobrança mais intensa nos próximos meses de resultados, para tentar reverter a situação da violência em Taubaté. A cidade, que é considerada a capital da violência do Vale do Paraíba, registrou em todo o ano passado oficialmente 61 assassinatos. Somente nos dois primeiros meses deste ao, outros 12 casos foram registrados. Segundo o O VALE apurou, a lista de questionamentos e pedidos de documentos exige que seja informado ao MP, o número de todos os inquéritos policiais instaurados dos casos de homicídios e qual a situação de investigação de cada um.
Estrutura. Os promotores estão solicitando também, o nome de delegados, número de funcionários e equipamentos das delegacias especializadas, DIG e Dise de Taubaté. O objetivo é verificar se a quantidade é suficiente para a demanda.
PM. No mesmo documento a promotoria solicita que sejam informadas pelo comando da Polícia Militar, quais as políticas de enfrentamento que estão sendo adotadas ou serão traçadas contra os crimes de roubo e de homicídios. Para o especialista em segurança pública, Edson Bimbi, que é delegado aposentado, a cobrança do MP é positiva e deve ser permanente. “O Vale do Paraíba tem sido mal sucedido na luta para combater a violência e os reflexos estão ocorrendo. Diante deste cenário, o MP que exerce controle externo da Polícia Civil deve fazer esta fiscalização e controle”, disse. Ainda de acordo com o especialista, o esclarecimento de crimes, responsabilidade da Polícia Civil, é fundamental no combate à criminalidade, porque diminuiu a sensação de impunidade e o estímulo a novos delitos. “É preciso um ataque de todos à violência, uma ação conjunta para baixar os índices, e a iniciativa do MP é oportuna.”, afirmou.
SSP. A Secretaria de Segurança Pública, responsável pelas polícias Civil e Militar, não comentou o caso.

SAIBA MAIS
Estatísticas Em 2011 Taubaté registrou oficialmente, 61 homicídios dolosos. Este ano já são 12 mortos. Já os casos de roubo, chegaram a 1.244 no ano passado e outros 58 em janeiro de 2012
Ação Diante dos números, que vêm provocando discussões e anúncios de ações de combate pelas polícias desde 2009, o Ministério Público da cidade decidiu analisar toda a situação do trabalho da polícia na cidade
Raio-x O MP quer um raio-x de toda a situação de crimes e da polícia

Violência bate recordes anuais Taubaté
A violência em Taubaté tem batido recordes anualmente, desde 2009. Considerada a capital da violência no Vale do Paraíba, no ano passado foram 61 vítimas de homicídios oficialmente registradas em 58 ocorrências, no site da SSP (Secretaria de Segurança Pública), mas o saldo geral de vítimas é de 72. Estes outros onze casos seriam de baleados que morreram horas ou dias depois do registro inicial como tentativa de homicídio. O saldo é o maior dos últimos 10 anos.
Região. Em toda a região, que engloba 39 cidades, foram 412 execuções em 2011. Os números da violência provocaram esta semana a ‘queda’ do diretor do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior). Na próxima quarta-feira, o atual diretor Márcio Dutra deixa o comando da Polícia Civil na região e João Barbosa Filho assume.

CASO GRAZIELLY – POLÍCIA SUSPEITA, NEGLIGÊNCIA E AS COISAS ESTRANHAS. 18

by Arthurius Maximus

Visão Panorâmica

O desfecho do inquérito policial sobre a morte da menina Grazielly Lames, morta por um menor pilotando um Jet-Ski em Bertioga – litoral paulista – pode ser considerado a síntese da incompetência policial que assola o Brasil ou a mais perversa obra da corrupção policial.

Ao encerrar o inquérito sem indiciar ninguém pela morte da menina, o delegado responsável pela apuração do caso acabou dando razão aos que o criticavam desde o início dos trabalhos. Acusado de fingir desconhecer o paradeiro da família do menor autor do crime, facilmente encontrada pela imprensa, e de portar-se de forma estranha durante toda investigação – dispensando testemunhas e omitindo detalhes importantes do caso – seu fechamento com “chave de ouro” ao não indiciar ninguém, quando “no melhor dos cenários” os pais ou o empresário dono do jet-ski deveriam ser responsabilizados pelas ações do menor.

É patente, até pelo depoimento da madrinha do menor, que os pais pecaram por omissão ao não se importarem com as ações inconsequentes de seu filho. Além disso, dando um péssimo exemplo ao filho e mostrando total desumanidade, fugiram sem prestar socorro a pobre criança vitimada. Mentiram, esconderam provas, fugiram do local e pressionaram empregados do condomínio a não se manifestarem sobre o caso. Só essas ações já seriam suficientes para imputar-lhes, pelo menos, a acusação de homicídio culposo – onde a sua negligência, imprudência ou imperícia resulta em morte de alguém. Afinal, suas ações concorreram diretamente para a morte da pobre Grazielly.

Seja por pura incompetência, por preguiça ou por inescrupulosa corrupção; a decisão do delegado responsável foi execrável, uma afronta à família da vítima e a cada cidadão desse país. Pois, se espera da polícia investigativa um mínimo de empenho ao apurar a morte de uma criança. Chegamos a um ponto em nosso país em que sequer esperamos imparcialidade ou igualdade de tratamento para todos nós. Nos acostumamos a ver casos envolvendo celebridades, autoridades ou pessoas de poder aquisitivo elevado sendo resolvidos rapidamente e tendo seus criminosos punidos. Mas, ainda tínhamos a tênue esperança de que a morte de uma criança fosse maior do que a preguiça, a corrupção ou mesmo o descaso de um policial incompetente.

Ainda bem que a ação adotada pelo governo paulista foi de uma retidão extrema ao desautorizar o inquérito feito em Bertioga e remetê-lo para uma instância superior para que fosse refeito. Ao ordenar que a investigação passasse para as mãos da Delegacia Seccional de Santos o governo paulista envia a mensagem que esperávamos. Não toleraremos negligência na apuração desta morte.

Só esperamos que o delegado de Santos também não se deixe influenciar pelos fartos recursos financeiros da família do menor e muito menos permita que as “coisas estranhas” que ocorreram durante apuração dos fatos em Bertioga se repitam.

Mesmo que o inquérito não resulte em prisão, afinal o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente – protege o menor e o torna livre de qualquer punição. A punição dos pais, ainda que apenas com pena alternativa, é de fundamental importância para que compreendam o erro que cometeram com seu filho e a perversidade de suas ações em relação à pequena Grazielly. Em um país com leis melhores; filho e pais estariam em maus lençóis. Mas, por aqui, sabemos que a família de Grasielly terá sorte se conseguir alguma indenização pela morte da menina.

Apesar de compreender que nenhum dinheiro do mundo compensará ou aliviará a dor que a família da menina sente hoje (e sentirá por muito tempo), a punição pecuniária, para pessoas como os pais desse menor, é sempre dolorida e tem grande caráter punitivo. Pois, quem usa seus recursos para burlar a lei e encobrir seus erros não pode dar mesmo valor a mais nada que não seja o dinheiro.

E você leitor, o que pensa disso?

NO AMBIENTE POLICIAL A LEI É SEMPRE APLICADA EQUIVOCADAMENTE…DELEGADOS , OFICIAIS, POLICIAIS EM GERAL NÃO SÃO OPERADORES DO DIREITO! 14

Enviado em 10/03/2012 as 16:53 – CARLA

Essa repressão de Oficiais e chefes do Executivo contra os policiais SÓ “GANHARÁ

CONTROLE” por meio de tomada de ações combativas:  advogados PARTICULARES

(nada de sindicato: “pão e carne” no mesmo lugar? Vela para Deus e para o Diabo no

mesmo altar?) Policiais militando (sentido político e jurídico) e representatividade

“PARTICULAR”.

Reclamar sem levantar as mangas da camisa não dá! Tem que fazer pressão. Muitas

pessoas de forma isolada ou em pequenos grupos agem em defesa de policiais, a troca

de informações tem feito os grupos crescerem e interagirem. Hoje em dia dificilmente não

sabemos que determinado policial sofreu ameaça de punição por motivos esdrúxulos.

Um deles: porque foi cantar/tocar no em Brasília em favor da PEC 300. Descobri em um

blog de deputado que é ex policial, passei a informação aqui em S.Paulo e chegamos na

identidade do policial QUE JAMAIS PODERÁ SER PUNIDO POR ESSE ATO!

QUEM DEVE ANALISAR, APLICAR, INTERPRETAR LEIS SÃO OS OPERADORES DO

DIREITO, OFICIAIS E PRAÇAS NÃO SÃO OPERADORES DO DIREITO!

O AMBIENTE MILITAR É O ÚNICO LUGAR ONDE LEIS SÃO APLICADAS, “SEMPRE” DE

FORMA EQUIVOCADA, E POR NÃO OPERADORES DO DIREITO, ISSO É UMA

BLASFÊMIA!

MAS OS CARAS SE SUPERAM E CONSEGUEM SER PIORES, PUNIÇÃO POR EVOCAÇÃO

DO EXECUTIVO: o governador/secretário chama para si o jus puniendi somente para dar

resposta política a “x”, “y”, “z”.

Acordem os que forem de bem! Acordem advogados, policiais, familiares, sociedade….

acordem!

__________________________

Carla, somos obrigados a ampliar seu testemunho.

A lei é corrompida em quaisquer ambientes policiais.

Polícia é polícia; jurista é jurista!

Antonio Ferreira Pinto recusou medidas de proteção a autoridades de Guarujá…Ricardo Joaquim de Oliveira foi escrivão da Polícia Civil 24

Sábado, 10 de março de 2012 – 12h04

Marcado para morrer

Ex-secretário de Guarujá vinha recebendo ameaças de morte

Sandro Thadeu

A prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), e o ex-secretário executivo de Coordenação Governamental, Ricardo Joaquim de Oliveira (PPL), assassinado na noite de quinta-feira, estavam recebendo ameaças de morte desde o fim do ano passado.
Por esse motivo, ambos já haviam solicitado formalmente à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) uma proteção especial. No entanto, o pedido foi negado, segundo informações de uma fonte da área política muito influente na Cidade, obtidas com exclusividade por A Tribuna.
“Quando estive pessoalmente com ambos, há cerca de 40 dias, eles disseram que o secretário de Segurança Pública (Antonio Ferreira Pinto) subestimou o pedido. O Estado alegou que não tinha condição de colocar uma proteção permanente para esta finalidade”, diz essa fonte, que pede anonimato.
Diante da recusa da SSP, Maria Antonieta e Joaquim receberam a recomendação para a contratação imediata de uma empresa de segurança privada para protegê-los 24 horas.
Em paralelo, foi sugerido que os dois pedissem o auxílio ao Ministério da Justiça. “Desde o início dos rumores de ameaças, falei que elas não poderiam ser ignoradas, devido ao histórico de execuções por motivos políticos em Guarujá. Uma parte da Cidade já tinha conhecimento disso”, frisou.
Conforme apurado por A Tribuna, o ex-homem forte da atual Administração teria sofrido uma ameaça de sequestro, em dezembro passado.
Em janeiro deste ano, Joaquim chegou a procurar um delegado da Cidade para fazer BO, devido às ameaças de morte que recebia. Porém, não seguiu com a ideia. “Infelizmente, o recuo foi um grande erro”, lamentou uma pessoa que era muito próxima à vítima.

Créditos: Rogério Soares

Ex-secretário pediu proteção à Secretaria de Segurança Pública, que negou o apelo

Confirmação
Durante a cobertura jornalística sobre o assassinato do ex-secretário de Governo e ex-presidente municipal do PPL, era comum personalidades e políticos se manifestarem sem serem identificadas, o que demonstra o clima de insegurança que predomina na Cidade e o temor por represálias.
O presidente do diretório estadual do PPL, Miguel Manso, classifica o assassinato como um ato “covarde”. “Todo mês o Joaquim recebia ameaças. Amigos vinham dizer que a morte dele já estava encomendada. Foi um crime bárbaro, motivado por aqueles que pretendem um conluio entre os interesses pessoais e o Poder Público”.
Representantes da legenda também desmentiram os boatos de que Joaquim pretendia sair candidato a prefeito.
Na verdade, estava sendo negociada a participação dele como vice de Maria Antonieta, que disputará a reeleição. A atual secretária municipal de Educação, Priscilla Bonini, é o nome mais cotado para ser vice e foi alvo de críticas recentes de Joaquim.
Manso explica ainda que a sigla pretende fazer parte do arco de alianças de apoio à reeleição da atual prefeita na campanha deste ano.
Resposta A Prefeitura de Guarujá informou que não iria se manifestar sobre o pedido de proteção especial feito ao Estado. A chefe do Executivo estava desde segunda-feira nos Estados Unidos, onde participava de um curso de Gestão e Governança Pública e chega somente hoje ao Brasil.
Após fazer uma reunião com a equipe, Maria Antonieta deverá conceder entrevista coletiva à imprensa amanhã ou na segunda-feira. A assessoria da Administração explicou ainda que já solicitou ao Governo do Estado uma reunião para impedir que crimes políticos cometidos na Cidade fiquem impunes.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança diz que precisa de mais detalhes sobre o pedido da prefeita, de proteção. Como a data e a forma da solicitação.

VIVEMOS NUM FAROESTE!!! / Milk News Tv prog. 89—MAIS UM POLÍTICO É ASSASSINADO NO GUARUJÁ.EX-HOMEM FORTE DA PREFEITA ANTONIETA EXECUTADO COM 5 TIROS…POLÍTICA E SEGURANÇA PÚBLICA NAS MÃOS DO CRIME ORGANIZADO 9

JOÃO LEITE NETO COMENTA E ANALISA:
*ESTATÍSTICAS DE VIOLÊNCIA ASSUSTAM E MASCARAM A REALIDADE.
*MAIS UM POLÍTICO É ASSASSINADO NO GUARUJÁ.EX-HOMEM FORTE DA PREFEITA ANTONIETA EXECUTADO COM 5 TIROS.
*MAS ….PARA OS HOMENS MAIS RICOS DO MUNDO… TUDO VAI MUITO BEM!!!

O POVO DE HORTOLÂNDIA QUER SABER: Antonio Eribelto Piva Júnior e José Eduardo Cury foram condenados por cobrarem propina de uma empresa de guincho de Hortolândia entre 1992 e 1995….Cury foi vereador filiado ao PSDB 12

SP: 3 delegados são condenados por cobrança de propina 09 de março de 2012 14h37 atualizado às 15h26 

Rose Mary de Souza

Direto de Campinas

Três delegados da região de Campinas foram condenados nesta quinta-feira por cobrança de vantagens indevidas quando exerciam seus cargos nas cidades de Hortolândia e Campinas, no interior de São Paulo. Antonio Eribelto Piva Júnior e José Eduardo Cury foram denunciados por cobrarem propina de uma empresa de guincho de Hortolândia entre 1992 e 1995. Alexandre Gomes Nogueira era acusado de cobrar dinheiro para seguir com uma investigação.

Conforme a decisão judicial, Piva Júnior foi condenado a sete anos e meio em regime fechado, e Cury, a cinco anos em regime fechado. Já Nogueira pegou pena de quatro anos em regime aberto. As condenações são em primeira instância e cabe recurso.

Segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas, Piva Júnior e Cury eram acusados de cobrar uma porcentagem da empresa que fazia o serviço de guincho em Hortolândia. Na época, eles atuavam como delegados da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) na cidade. O repasse era pago semanalmente e dividido entre os dois policiais.

Na outra condenação, Nogueira foi acusado de pedir dinheiro para investigar um furto em um estabelecimento comercial. Ele foi flagrado quando recebia parte do pagamento da vítima.

 A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que os delegados respondiam processos administrativos e que outras medidas serão adotadas após a conclusão destes processos.

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Justiça condena três delegados da Região Metropolitana de Campinas

Três delegados, sendo dois de Campinas e um de Hortolândia, foram condenados pela Justiça por tirar vantagens dos cargos que exerciam. José Eduardo Cury e Antonio Eribelto Piva Júnior vão cumprir a pena em regime fechado, enquanto Alexandre Gomes Nogueira foi condenado a regime aberto.Os dois primeiros foram investigados pelo Gaeco (Grupo de Operação Especial Contra o Crime Organizado) porque, entre os anos de 1992 e 1995, exigiam 35% sobre os valores arrecadados com o serviço de guincho em Hortolândia. Júnior era o delegado titular, na época, enquanto Cury tinha o cargo de investigador.De acordo com os promotores do Gaeco, os 35% eram pagos toda semana pelo do dono do pátio. Ainda no primeiro ano, os condenados pediram pagamento de R$ 30 mil de uma vez, e em 1993, outro pagamento ainda maior, de R$ 100 mil. Os delegados diziam que esse pagamento era parte do esquema.Com a condenação, Piva Júnior deve ficar na cadeia por sete anos e seis meses. Ele está afastado do cargo desde o ano passado, quando foi acusado de pedir dinheiro aos camelôs no Centro de Campinas para amenizar na fiscalização.Além disso, seu nome foi citado no escândalo da Sanasa, que culimou com a cassação dos prefeitos Hélio de Oliveira Santos (PDT) e Demétrio Vilagra (PT). Já Cury foi condenado a cinco anos, também em regime fechado.

MAIS UM

Alexandre Gomes Nogueira foi condenado a quatro anos em regime aberto porque, em 2009, quando era o delegado titular do 9º DP (Distrito Policial) de Campinas, pediu a uma vítima R$ 6 mil para investigar um roubo a um estabelecimento comercial. Ele chegou a ser preso em flagrante com o dinheiro nas mãos, mas recorria em liberdade.

OUTRO LADO

O delegado José Eduardo Cury foi procurado em seu celular, mas a chamada caiu na caixa postal e ele não retornou ao recado. Júnior foi procurado em seu rádio, mas também não atendeu às ligações. O advogado de Nogueira, Ralph Tortima Stettinger Filho, não retornou à mensagem deixada na caixa postal do celular.

Fonte: jornal todo dia

Só bicho escroto é que vai ter: “Caveiras” que pararam em greve são afastados do Bope até o fim da carreira 55

 

Após se recusar a sair do quartel, toda a Companhia Bravo é punida com afastamento, perde a farda preta e gratificação de R$ 1.500

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro                    | 09/03/2012 13:59

 

Foto: Agência OGlobo

Bope apreende armas na Rocinha, durante a ocupação em novembro

A PM afastou do Bope, até o fim da carreira, os 51 integrantes de sua Companhia Bravo, por terem se rebelado e se recusado a cumprir ordem de ir ao Quartel-General, aderindo à paralisação dos policiais militares, em 10 de fevereiro. A Bravo é uma das quatro companhias operacionais da unidade de elite da corporação, que atualmente tem cerca de 400 homens.

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Foto: Agência EstadoAmpliar

Soldados do Bope seguram bandeira do Brasil no alto do Morro da Mangueira

Todos os policiais transferidos do Bope vão perder a gratificação da unidade, de R$ 1.500 e – o pior, na opinião dos “caveiras” – ficarão fora do Bope até o fim da carreira, como exemplo para a tropa. As transferências aconteceram em três diferentes boletins internos. Foram afastados quatro subtenentes, 18 sargentos, 17 cabos e 12 soldados.

“O pior castigo é não poder ser mais do Bope. Nunca mais. Foi uma grave quebra de confiança e de lealdade, primeira palavra da canção do Bope”, afirmou um alto oficial da PM familiarizado com a situação. “No Bope, missão dada é missão cumprida. O policial do Bope não pode se negar a cumprir missão”, completou.

O afastamento eterno da unidade de operações especiais – uma espécie de “irmandade”, com seus códigos próprios e camaradagem – é visto como um exílio dentro da corporação.

O Bope e o Choque são as tropas de reserva do Comando-Geral da PM e, portanto, consideradas unidades de confiança da chefia. No caso da greve, eram as duas unidades designadas pelo plano de contingência da corporação para compensar a eventual paralisação coletiva – foi o que ocorreu no dia seguinte. Assim, a perda de controle desses dois batalhões estratégicos poderia representar o êxito do movimento grevista.

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Sanção dura, “exílio” tem intenção de servir como exemplo à tropa

 

Foto: Raphael Gomide

Policiais do Bope fazem patrulhamento na principal via da Rocinha

A recusa à ordem do chefe de Estado-Maior Operacional e ex-comandante do Bope, coronel Pinheiro Neto, de se apresentar ao QG, foi considerada pela PM um ato de insubordinação, daí a punição dura.

Como o Bope é referência para os policiais, qualquer ação de seus membros tem grande repercussão sobre os colegas. A intenção é que a sanção sirva como exemplo para todos os policiais e para os oficiais jovens, a fim de desencorajar novas ações grevistas.

A determinação foi passada à equipe de plantão pelo comando da unidade, na noite em que PMs e bombeiros estavam reunidos na Cinelândia para declarar greve, que se iniciaria à meia-noite. A companhia se recusou a sair do quartel, em Laranjeiras.

De acordo com os policiais, eles não concordavam em reprimir os colegas de farda, pleiteando aumento salarial.

Eles justificam que queriam evitar afrontar os outros PMs e parecer estar contra eles e provocar, talvez, confusão.

Duas horas de discussões em tom duro, gritos e ameaças de punição

Foram necessárias duas horas de discussões intensas no batalhão entre os oficiais do comando da unidade e a companhia Bravo, em tom duro, com gritos de lado a lado e ameaças de punição até que a equipe aceitasse sair e ir até o QG.

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Foto: AEAmpliar

Bope no Morro São João

Como punição, quase a metade desses PMs foi remanejada para lugares distantes da capital, onde atuavam, indo para Campos dos Goytacazes (a 284km do Rio) e Macaé (a 188km do Rio).

Para o comando da PM e do Bope, esse episódio vai ficar marcado negativamente na história da unidade, assim como o caso do ônibus 174, quando, após horas de negociação, a refém Geisa Firmo Gonçalves foi morta, após um atirador do Bope errar os disparos contra o seqüestrador, Sandro Nascimento. Preso sem ter sido baleado, Sandro acabou morto por policiais do Bope, por asfixia, dentro do camburão que o levava preso.

Perder uma equipe experiente, cortando na própria carne, está sendo traumático para o Bope. Os PMs afastados tinham anos de Bope e estiveram envolvidos em praticamente todas as grandes ações da unidade de elite. A ideia da PM é que “ninguém é insubstituível” e que se for necessário desmontar o Bope, isso será feito.

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Foto: Raphael GomideAmpliar

Cabo do Bope, com a farda camuflada que substituirá a preta, em operações diurnas

 

Mais de 170 PMs de Volta Redonda, que se aquartelaram, são transferidos para a Baixada

O comando da corporação também transferiu mais de 170 policiais de Volta Redonda que se aquartelaram durante a paralisação, recusando-se a sair da unidade. Além do Bope, foi o mais problemático caso durante a crise, resolvida com o endurecimento do regulamento militar, ameaças de expulsão sumária e de prisão.

Policiais do Bope e do Choque precisaram ser enviados a Volta Redonda para assumir os postos de policiamento ostensivo na cidade