” Que legal, os caras tem refeição de graça , dormem no local e voltam pras ruas pra fumarem crack. Os Traficantes agradecem pelo governo cuidar bem de seus clientes” – Wagner 5

/10/2012

Centro municipal para viciado em crack está às moscas

Rafael Italiani do Agora

Criado para oferecer tratamento a dependentes químicos, principalmente viciados em crack, o Complexo Prates, na cracolândia (região central), está subutilizado. Segundo funcionários, cerca de 200 pessoas são atendidas diariamente no local, inaugurado em março com o objetivo de receber 1.200 por dia.

Sobram médicos, agentes de saúde, assistentes sociais e seguranças.

Enquanto o espaço de convivência que oferece serviços como sala de leitura, computadores e esportes está vazio, o centro de acolhida para adultos tem as 110 vagas preenchidas.

Elas garantem quatro refeições diárias e um local para dormir e tomar banho para os usuários.

Para isso, eles têm de comprovar que estão fazendo o tratamento no complexo ou em outro serviço público.

Durante o dia, os viciados podem sair. Com isso, muitos vão para as ruas consumir crack e voltam ao complexo para jantar, dormir e continuar o tratamento.

Resposta

A Secretaria Municipal da Assistência Social afirma que o objetivo do Complexo Prates é ampliar a qualidade do atendimento e facilitar a aceitação e adesão ao tratamento de saúde e de dependência química.

A prefeitura, que não revelou a quantidade de atendimentos diários a usuários de drogas, afirmou que “ninguém é obrigado a aceitar ou permanecer” no tratamento.

Também não foi comentado o fato de que os dependentes químicos mesmo em tratamento continuam usando entorpecentes.

Segundo a prefeitura, desde a inauguração do local, a AMA e o Caps-AD, juntos, fizeram 21 mil atendimentos.

A Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania afirmou que as ações de combate ao tráfico de drogas e de assistência aos dependentes químicos continuam intensificadas na Luz.

Segundo a pasta, “os resultados obtidos até o momento estão dentro do esperado”.

Editorial do Jornal O Estado de S. Paulo – Rotina Macabra 12

O combate ao crime organizado no Estado de São Paulo com base no “mata-mata”  já chegou a um ponto intolerável. Há meses, os paulistas estão assistindo a uma  rotina macabra. O mais recente episódio ocorreu entre a noite de terça e a tarde  de quarta-feira desta semana, quando pelo menos 12 pessoas foram mortas a tiros  na Grande São Paulo, 7 das quais assassinadas pouco depois de um policial  militar (PM) ter sido morto em Taboão da Serra. Policiais da região disseram ao  Estado que a ação foi uma vingança pela morte do PM. Antes disso, na Baixada  Santista, uma onda de violência deixou 13 mortos em cinco dias, também após o  assassinato de dois policiais.

Esses números mostram que as autoridades de segurança pública não têm sido  capazes de conduzir investigações que levem à captura dos responsáveis pelos  atentados contra os policiais. Já são 79 soldados mortos neste ano, e os PMs,  por medo de serem surpreendidos pelos criminosos, escondem a farda e andam em  comboio quando voltam para casa. Ao mesmo tempo, o governo não parece enérgico o  bastante para desestimular a ação dos justiceiros, para quem não interessam  coisas civilizadas como o Estado de Direito.

A resposta do governo foi anunciar uma operação com 15 mil PMs no Estado e a  realização de um cerco na Baixada e na região metropolitana. “A PM quer  demonstrar que está respondendo aos picos de incidências criminais”, disse o  comandante da PM, coronel Roberval França. Ele negou que esteja em curso uma  guerra entre a PM e o PCC, principal organização criminosa do Estado. Para  França, trata-se somente de uma “série de delitos”.

A reação da PM está em linha com a versão recorrente do governo segundo a  qual o fôlego do PCC está no fim. O secretário de Segurança Pública do Estado,  Antonio Ferreira Pinto, negou que as mortes na Baixada tenham relação com o PCC  e chegou a dizer que parte da imprensa “glamouriza” o grupo, “o que só traz  desassossego à população”. Segundo Ferreira Pinto, o PCC se resume a “30 ou 40  indivíduos que estão presos há muito tempo e se dedicam ao tráfico”. Documentos  do Ministério Público, porém, mostram que a facção tem mais de 1.300 criminosos  em 123 cidades paulistas.

Atuando desde 1993, o PCC só teve sua existência reconhecida no ano 2000,  pelo então governador Mário Covas, de modo que o grupo teve bastante tempo para  desenvolver-se sem ser incomodado. E esse poder logo viria a se manifestar: em  2001, o PCC paralisou 30 presídios paulistas, demonstrando alto grau de  articulação, que só seria possível num ambiente de ausência do Estado. O impacto  dessa exibição de força foi tal que gerou a implantação do Regime Disciplinar  Diferenciado, para isolar os líderes das facções nos presídios. Em novembro de  2002, o governo já se sentia à vontade para declarar, pela voz do delegado  responsável pelo combate ao crime organizado, que o PCC havia sido  “desmantelado” – e ainda brincou: “Se o PCC tinha uma boca cheia de dentes,  agora tem um dentinho aqui, outro ali”. Apenas quatro anos mais tarde, esse PCC  “banguela” promoveu uma onda de terror inédita em São Paulo, matando dezenas de  policiais e impondo toque de recolher em bairros da periferia.

É de fato prudente não exagerar o poder do inimigo, e o esforço do governo  para não demonstrar fraqueza ante o PCC é estrategicamente correto. No entanto,  ao minimizar o alcance do grupo, querendo fazer crer que se trata apenas de um  punhado de traficantes, as autoridades atentam contra as evidências e manifestam  em seu discurso uma tal desconexão com a realidade que, ao fim e ao cabo, os  cidadãos ficam sem saber se poderão voltar a se sentir seguros.

Para conter a ofensiva do crime organizado, as autoridades do Estado fariam  melhor se deixassem de lado o discurso sobre a fragilidade do PCC, que a  realidade teima em desmentir, e começassem a investir de fato na inteligência  para identificar os autores intelectuais dessa onda de crimes contra policiais.  Outra solução, bem menos trabalhosa, é fechar os olhos e deixar que vingadores  façam o “serviço”. Mas aí sairemos do campo da segurança pública e entraremos no  da barbárie.

 

Operação do Deinter- 6 prende 209 pessoas; 121 em flagrante e 88 procurados 62

Polícia reforça segurança e detém mais de 200 em SP

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Às vésperas do feriado de Nossa Senhora Aparecida, a Polícia Civil aumentou o efetivo de homens na rua e prendeu 121 pessoas na Baixada Santista nesta quinta-feira (11). A operação do Deinter-6 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior – 6) visa conter a série de assassinatos que ocorre em cidades de todo o Estado, principalmente no litoral paulista desde a última semana.

A operação foi realizada em 24 cidades da Baixada Santista, Litoral Sul e Vale do Ribeira. Das 544 pessoas abordadas, 121 foram presas em flagrante. Também foram elaborados 12 termos circunstanciados, para ocorrências menos graves e 12 adolescentes foram apreendidos.

A Polícia Civil afirmou que outras 88 pessoas procuradas pela Justiça foram presas em mandados de prisão e de busca e apreensão. A maioria foi encontrada na área da Delegacia Seccional de Santos. Também foram apreendidos 3,48 kg de drogas, quatro armas de fogo irregulares e sete veículos durante a operação.

Fonte: UOL

Governo precisa proteger policiais, diz ex-secretário 62

11/10/2012-06h06

DE SÃO PAULO

O advogado Hédio Silva Jr., secretário estadual de Justiça de SP durante os ataques do PCC em 2006, afirma que os criminosos que atuam hoje se mostram mais organizados do que há seis anos. (GIBA BERGAMIM JR.)*

Folha – Existe uma guerra entre o PCC e a polícia? Hédio Silva Jr. – Há indícios fortes de ação orquestrada contra PMs. Há circunstância específica, os PMs estão quase sempre fora de serviço. O governo precisa dar resposta à altura para proteger seus policiais, com esquema de proteção. Mas sem tolerar brutalidade e abuso nessa resposta.

As mortes de civis podem ser revanche de PMs? Não é possível dizer isso de maneira categórica sem ser leviano. Mas a hipótese não pode ser descartada.

O governo minimiza o PCC? Você não empreende ações dessas se não há capacidade de organização.

Essa associação criminosa tem poder de articulação e hierarquia, e não se pode subestimar isso. Não há improviso nem voluntarismo, há ação coordenada. Em 2006 havia ações orquestradas, mas as de hoje me parecem mais organizadas. Há uma distribuição regional que não parece aleatória.

Polícia põe escolta para PMs ameaçados em São Paulo…( Carona ida e volta para o trabalho ) 41

11/10/2012 – 06h07

ROGÉRIO PAGNAN AFONSO BENITES DE SÃO PAULO JOSMAR JOZINO DO “AGORA”

A crise na segurança de São Paulo chegou ao ponto de obrigar policiais militares, que deveriam proteger a sociedade, a buscar escoltas da própria polícia após ameaças de morte.

Outros policiais, por conta própria, estão saindo de suas casas, mudando rotinas ou se trancando em suas residências como prisioneiros.

Neste ano, ao menos 66 PMs da ativa e 17 da reserva foram mortos no Estado.

Entre os PMs que recebiam escolta de colegas estava o sargento Marcos Fukuhara, morto no domingo em Santos.

Pouco antes, os policiais da escolta tinham deixado Fukuhara em casa e advertido para que ele não saísse. Mas o PM decidiu passear com seu cão. Acabou morto em frente ao buffet da mulher dele.

Editoria de Arte/Folhapress

“Ele se sentiu seguro e achou que nada fosse acontecer. Por isso, dispensou a escolta”, disse o comandante da PM na Baixada Santista, coronel Marcelo Prado.

Conforme Prado, já houve outros casos em que PMs precisaram ser escoltados.

Um policial ouvido pela Folha disse que teve de se trancar em casa, com sua família, após receber ameaças de traficantes de São Bernardo do Campo, no ABC.

“Antes, o bandido cometia crime e fugia para se esconder. Hoje, a situação se inverteu. Nós deixamos o trabalho e nos escondemos dentro de casa”, afirmou um soldado que pediu anonimato.

“Os bandidos estão dando prêmios para quem matar um policial. Se forem presos, têm assistência jurídica. A que ponto chegamos?”

Outro policial relatou que foi obrigado a se mudar.

“Mudei de cidade após os bandidos irem até a porta da minha casa quatro vezes. Muitos outros policiais que conheço estão deixando suas casas, sempre às pressas”, disse o investigador da Polícia Civil, que atua na Grande São Paulo.

Setores de inteligência das polícias descobriram que, desde o fim de semana passado, bandidos da facção criminosa PCC estão catalogando quem são os policiais que moram nas regiões próximas aos pontos de venda de drogas. O objetivo é matá-los caso algum criminoso da quadrilha seja assassinado.

Na última sexta-feira, a Folha revelou que documentos da facção criminosa que estão em poder da polícia e do Ministério Público mostram que os chefes do PCC ordenaram os ataques aos policiais.

PROGRAMA

Comandantes de batalhões da PM ouvidos pela Folha afirmaram que, nos próximos dias, o governo deve lançar um programa de proteção ao policial com o objetivo de reduzir o número de PMs vítimas de violência.

A informação foi negada pela Secretaria da Segurança.

Anteontem, entretanto, o comandante da PM no Estado, coronel Roberval França, afirmou que os PMs estão recebendo orientações de como agir em seus momentos de folga para que também não se tornem vítimas.

Dos 66 policiais militares mortos neste ano, só 3 estavam trabalhando. Os demais estavam fora do serviço.

SANTOS: Missa em homenagem a todos os policiais mortos e pela alma do Sgt Fukuhara, dia 14 às 17 horas 62

Enviado em 11/10/2012 as 12:50 – 14 – 10 – 2012

Dr. Guerra, Por favor, divulgue nesse respeitado blog,(em post separado)  a justa homenagem a todos os policiais mortos, na pessoa do Sgt Fukuhara. A idéia é todos assistirem a missa a ser realizada às 17:00 horas, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Av. Bartomoleu de Gusmão, 114 – Santos – SP, Fone:(13) 3236-8155 Fax:(13) 3271-3884. Próximo ao canal 6, ao Batalhão que ele trabalhava e ao local do covarde assassinato. Ao final uma caminhada para mostrar quantas pessoas de bem não querem que o mal vença.

tem uma foto legal aqui https://www.facebook.com/andreunisantos – fã Viver Em Santos

ATO PÚBLICO 67

FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUDESTE FEIPOL/SE

Ato Público e Ecumênico dos Policiais Civis de São Paulo dia 16 de Outubro de 2012 às 14 horas na Praça da Sé em São Paulo.
(4º Aniversário do confronto no Palácio dos Bandeirantes)
A Feipol/Se com apoio da Nova Central dos Trabalhadores estará promovendo Ato Público e Ecumênico no dia 16/10/12 na Praça da Sé em São Paulo, onde será discutido a pauta de reivindicação da categoria, discussão e composição dos membros da comissão de negociação junto ao Governo Estadual. Convidamos todos Policiais Civis do Estado de São Paulo para participarem do Ato Público e Ecumênico e da formação da pauta de reivindicações.
Todas as entidades de classe estão convidadas para participarem do evento e formação da pauta.

Att,
Aparecido Lima de Carvalho (Kiko)
Presidente Feipol/Se

O que a Secretaria de Segurança Pública quer esconder ? 15

O Ministério Público de São Paulo anexou no inquérito que apura possível improbidade administrativa envolvendo integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança Pública um requerimento feito pelo jornalista Sandro Barboza ao Gabinete do Secretário de Segurança Pública.
Pela lei de acesso à informação a Secretaria deveria ter respondido a vários dos quesitos. Mas não o fez, como mostra o despacho do Gabinete do Secretário publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 08/08/2012.
Agora, o funcionário que não forneceu as informações passou a ser investigado também. Vejamos o que o Sandro Barboza pediu e a Secretaria de Segurança Pública não respondeu, mesmo sendo obrigada pela lei.

Eu, Sandro Barboza de Araujo, portador do RG XXXXXXXXXXXXXX, jornalista, venho por meio desta e com base na Lei  12.527/2011 e no decreto que regulamenta a mesma assinado pelo governador Geraldo Alckmin, solicitar as seguintes informações:

Nos dias 27, 28, 29 e 30 de março a Band exibiu uma série de reportagens sobre os relatórios de inteligência do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que mostram crimes que estariam sendo praticados por Policiais Militares e que podem estar sendo acobertados pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar.

     Diante disso, gostaríamos de saber:

     1 – Na resposta dada em nota pela Secretaria de Segurança Pública vocês afirmaram que se os relatórios são consistentes, se transformam em inquérito, caso contrário, não. Os relatórios apresentados nas reportagens foram considerados consistentes ou inconsistentes?

     2 – Se inconsistentes, gostaríamos de saber os números dos inquéritos em que as denúncias foram apuradas? Quem era o delegado responsável por cada uma delas? O nome do Promotor de Justiça que solicitou o arquivamento dos inquéritos? Em que vara criminal isso ocorreu? O nome do juiz que concordou e determinou os arquivamentos?

     3 – Agora, após a exibição das reportagens, foi aberto algum inquérito a respeito das denúncias? O coronel da reserva, Paulo Telhada, o filho dele, o tenente Rafael Telhada, algum policial do Décimo Sexto Batalhão estão sendo investigados pela Corregedoria da Polícia Militar? Respondem a algum processo administrativo?

     4 – Há algum inquérito aberto contra o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, na Corregedoria?

     5 – Há algum inquérito ou processo administrativo abertos contra os delegados Jorge Carlos Carrasco ou Marcos Carneiro na Corregedoria da Polícia Civil?

     6 – O Décimo Terceiro Distrito Policial abriu um inquérito contra os jornalistas Sandro Barboza, Fernando Mitre e Fábio Pannunzio por crimes contra a honra. O delegado responsável pelo inquérito oficiou as Corregedorias das Policiais Civil e Militar por considerar grave as denúncias existentes nas reportagens e nos relatórios de inteligência. Quais as providências tomadas pelas duas Corregedorias? Foi aberto algum inquérito? Foi aberto algum processo administrativo?

     7 – Algum policial foi afastado após as denúncias?

     8 – Há algum outro relatório de inteligência denunciando possíveis crimes cometidos por policiais que viraram apenas arquivos, sem que os inquéritos policiais tenham sido abertos?

     9 – Policiais Civis que investigavam os supostos crimes cometidos por policiais militares foram mortos ou ameaçados de morte. Algum inquérito foi aberto para apurar isso? Alguém já foi indiciado?

     10 – O Secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, gostaria de gravar entrevista para falar sobre os assuntos acima?

Quero saber também:

Nome, RG e local de trabalho dos Delegados de Classe Especial de São Paulo.

Quantidade de delegados de classe especial em atividade hoje no estado.

Quantidade de cargos que deveriam ser ocupados por delegados de classe especial.

O número de delegados de classe especial existente em São Paulo é suficiente para suprir os cargos existentes?

Nome, RG e local de trabalho dos delegados de primeira classe que estão atuando como delegados de classe especial. Quanto eles recebem por isso e quanto isso custa a mais para o governo?

O motivo de delegados de primeira classe estarem ocupando cargos destinados a delegados de classe especial?

Todas os questionamentos feitos acima estão aguardando resposta desde o dia 07 de maio. As questões foram enviadas para a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Segurança Pública. Quem ficou responsável de responder tais perguntas na assessoria e até agora não o fez?

Qual é a função dessa pessoa?

Por que não respondeu até o momento?

Quantas pessoas trabalham na assessoria, horário de trabalho de cada uma delas, qual o salário que cada uma recebe?

Quanto custa por mês e por ano a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública?

Quantos funcionários da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo são concursados?

Quando foi realizado o último concurso para o preenchimento de vagas na assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo?

Qual é o critério para a escolha do chefe da assessoria e de cada um dos funcionários da assessoria?

No dia 12 de julho de 2012 o Secretário Antônio Ferreira Pinto em entrevista coletiva afirmou que os oito assassinatos ocorridos em Osasco aconteceram em “biqueiras”, conhecidos pontos de tráfico de drogas. Que o que ocorreu é uma guerra entre traficantes.

Diante destas afirmações gostaria de saber:

Se os pontos de tráfico de drogas são conhecidos qual o endereço deles?

O endereço onde ocorreu cada um dos homicídios?

Nestes endereços onde ocorreram os homicídios, quantas apreensões de drogas foram realizadas nos últimos seis meses nestes locais? Quantidade de drogas apreendida? Que tipo de droga foi apreendida? Nome dos traficantes presos? Número de cada inquérito ou auto de prisão em flagrante de cada um deles?

Quem são os policiais responsáveis pelo patrulhamento e também pela investigação nos endereços onde ocorreram os homicídios?

Quem eram os policiais que sabiam que nestes endereços onde o secretário afirmou serem pontos de tráfico de drogas havia este tipo de crime?

Quem são os traficantes que atuam nestes pontos?

Quem foi preso traficando nestes pontos nos últimos seis meses?

Números dos inquéritos e delegados responsáveis por investigação de tráfico de drogas nos endereços onde ocorreram as mortes conforme disse o secretário?

Se não houver inquérito e apreensões de drogas nestes pontos, gostaria de saber de onde vem a informação do secretário que os locais são biqueiras. Conhecidos pontos de tráfico de drogas? E se não houver inquéritos abertos até o momento, quais as providências tomadas pelas Corregedorias? Quantos e quais os nomes dos policiais indiciados por prevaricação por saber da existência dos pontos de tráfico de drogas e não ter tomado providências?

E finalizando: em fevereiro do ano passado, mostramos o caso de uma escrivã que foi despida a força no 25º Distrito Policial.

O parecer da Corregedoria da Polícia Civil é pela expulsão de um dos delegados envolvidos (Eduardo Henrique de Carvalho Filho) e absolvição dos demais. O documento está nas mãos do Secretário Antônio Ferreira Pinto desde o final de maio. Que providência foi tomada? Data precisa em que o Secretário Antônio Ferreira Pinto recebeu o parecer da Corregedoria da Polícia Civil? Qual o prazo legal para que ele envie o documento com sua decisão para o governador Geraldo Alckmin? Por que até o momento todos os delegados e investigadores continuam trabalhando normalmente?

Após a prisão da escrivã Vanessa Frederico Soller Lopes feita pela Corregedoria, em quanto tempo ela foi expulsa da Polícia Civil de São Paulo?

Aguardo as respostas no prazo legal previsto em lei

São Paulo, 13 de Julho de 2012

Sandro Barboza de Araujo

Vamos ao despacho do Diário Oficial do Estado de São Paulo:

Despacho da Chefe de Gabinete, de 08-08-2012

Processo: Prot. Geral GS 8160/2012

Interessado: Sandro Barboza de Araujo

Assunto: Informações nos termos do Decreto Estadual 58.052/12 e da Lei Federal 12.527/11 ? Lei de acesso à informação.

O pedido protocolizado busca acessar informações baseadas em premissas não agasalhadas pelos bancos de dados ou documentos produzidos ou acumulados por esta Secretaria de Estado da Segurança Pública, consoante dispõe o art. 7º, incisos II e V, da Lei Federal 12.527/11. Não se refere a dados objetivos e tem a pretensão de acessar informações pessoais que guardam caráter sigiloso, desta forma, Indefiro o pedido formulado pelo interessado nos termos do inciso IV do artigo 32 do mesmo diploma legal.

HIPOCRISIA É CUM NÓIS: Governo manda investigar ameaças contra repórter cometidas por coronel nomeado por José Serra…( Cadê a representação ao Ministério Público ? ) 15

Governo manda Polícia Militar apurar ameaças a repórter

Matéria de André Caramante sobre ex-chefe da Rota gerou onda de ameaças contra a família do jornalista. Coronel Telhada nega ter incitado manifestações contra o profissional

Agência Estado | 10/10/2012 10:58:37

A Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania do governo estadual enviou nesta terça-feira (9) um ofício ao jornal  Folha de S.Paulo  oferecendo a possibilidade de o jornalista André Caramante, alvo de ameaças nas últimas semanas, ingressar no Programa Estadual de Proteção à Testemunha (Provita).

Segundo o secretário da Casa Civil, Sidney Beraldo, o governo também determinou a instalação de um inquérito policial militar para apurar as ameaças, assim como cobrou a atuação da Corregedoria da PM no caso.

As ameaças ao jornalista começaram em julho, após a publicação de uma matéria de sua autoria com o título “Ex-chefe da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) vira político e prega a violência no Facebook”. A matéria relatava como os suspeitos de terem cometido crimes eram tratados de forma desrespeitosa na página pessoal do ex-comandante da Rota, Paulo Adriano Telhada, eleito vereador pelo PSDB.

Em resposta, o coronel acusou Caramante de ser “notório defensor de bandidos” e incentivou seus seguidores a encaminharem ao jornal manifestações de protesto contra o repórter. Desde então, as ameaças não pararam. No começo de setembro, a situação ficou ainda mais grave quando a família do jornalista passou a ser ameaçada.

Na semana passada, o site da Revista Imprensa publicou que o repórter tinha deixado o País, informação que vinha sendo mantida em sigilo. O jornalista continua trabalhando, mesmo fora do dia a dia da redação. Procurado pela reportagem, Caramante preferiu não se manifestar.

“O coronel (Paulo Adriano) Telhada foi infeliz em suas declarações. As afirmações não são compatíveis com o que defende o governo de São Paulo, compromissado com a liberdade de imprensa e com os direitos humanos”, disse Beraldo, lembrando que as afirmações do coronel foram feitas quando ele já havia entrado na reserva.

O jornalista Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de S. Paulo, não confirmou se o jornal pretende aceitar a oferta do Provita. Por meio de nota, Dávila afirmou que, “diferentemente do que vem sendo informado, o jornalista André Caramante não foi afastado de suas funções. O repórter continua cobrindo a área de segurança pública para a Folha, como antes. Além disso, o jornal adotou todas as providências que o repórter julgou necessárias para preservar sua segurança”.

Telhada se pronunciou por meio de nota. Ele afirmou: “Em relação ao jornalista André Caramante, apenas relatei minha indignação contra matéria que dizia em manchete que eu ‘pregava a violência no Facebook’”. Ele disse ainda que não pretendeu “que a reação dos leitores à matéria ultrapassasse os limites da democrática discordância”.

“Defendo a liberdade constitucional de imprensa tanto quanto o meu direito constitucional de livre expressão de pensamento. Assim, não incitei, como jamais concordaria com ameaças de qualquer sorte a qualquer jornalista”, escreveu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2012-10-10/governo-manda-policia-militar-apurar-ameacas-a-reporter.html

Qual é a sua opinião sobre a Rota? Ela deveria acabar? 59

 

Caramante

Não só a Rota, mas toda a Polícia Militar.

A PM tem uma estrutura que desconhece meritocracia e privilegia uma variação do nepotismo.

Policiais dos escalões mais baixos são usados como degrau para filhos de oficiais que estão no topo da pirâmide.

É como se o filho do coronel fosse, desde sempre, o coronel de amanhã, e o filho do praça já nascesse sabendo que jamais será oficial.

Há exceções que o governo pode vir a bradar, claro, mas a regra é mais ou menos essa.

Quantos oficiais foram mortos pelo PCC?

Nenhum.

É óbvio que não tem de morrer nem o official, nem o praça.

Mas, hoje, só morre aquele trabalhador que está na linha de frente e também vive na periferia de São Paulo.

Só 3 – Fiquem tranquilos: TRABALHEM SEM DESCANSO ATÉ A MORTE ( nunca se aposentem )…Os PMs da Reserva para esse governo de bosta deixaram de ser Polícia ! 16

10/10/201206h00

Só 3 dos 66 PMs mortos em SP no ano estavam em serviço

DE SÃO PAULO DO “AGORA”

Policiais de folga são as principais vítimas de criminosos que tentam intimidar agentes de segurança do Estado de São Paulo. Dos 66 PMs que estavam na ativa e foram mortos neste ano –até anteontem–, 63 estavam fora do horário de serviço.

O número de PMs de folga mortos é o maior dos últimos sete anos. Supera até mesmo o ano de 2006, quando, até o final de outubro, 61 foram assassinados.

Naquele ano, a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) orquestrou rebeliões nos presídios paulistas e ataques contra policiais militares.

Na relação das vítimas que estavam de folga neste ano estão dois tipos de policiais.

Um é aquele que fazia bico de segurança, como o soldado Hélio Miguel Gomes de Barros, 36, morto anteontem com 15 tiros num posto de combustíveis de Taboão da Serra, Grande São Paulo.

O outro é o do policial que estava realmente de folga. Foi o caso do sargento Marcelo Fukuhara, 45, fuzilado enquanto passeava com seu cão, no domingo, em Santos.

As informações detalhadas sobre policiais mortos neste ano foram obtidas pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os dados do Comando da Polícia Militar mostram ainda que 17 policiais já aposentados foram assassinados, o que eleva o número de PMs mortos para 83.

NOVA FRENTE

O fato de os policiais inativos se tornarem alvo é uma das novas frentes de ação da facção, conforme a polícia.

Para especialistas, há dois fatores que facilitam a ação dos assassinos. Um é que, na folga, o PM costuma estar sozinho e sem colete à prova de balas. O outro é que ele fica menos atento a ataques.

Segundo a reportagem apurou com quatro comandantes de batalhões da PM da Grande São Paulo, outro fator que favorece o ataque aos policiais de folga são supostos pagamentos de recompensas por parte do PCC ou o abatimento de dívidas.

Em um dos casos investigados, o assassino de um policial obteve o perdão do débito de R$ 50 mil com a facção.

Para o analista criminal Guaracy Mingardi, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há fortes indícios de que as mortes dos PMs tenham sido uma retaliação do crime organizado.

O comandante da PM, Roberval França, disse que essa é só uma das hipóteses investigadas. No ano, conforme França, 147 suspeitos de atacarem PMs foram identificados; destes, 102 foram presos e 17, mortos. (AFONSO BENITES, ROGÉRIO PAGNAN E JOSMAR JOZINO)

Editoria de Arte/Folhapress


A política de segurança pública em São Paulo está falida; o liquidante: Antonio F.P. 19

Se você tem dúvida de quem está mandando nas ruas de São Paulo, basta conferir mais esta reportagem da Band: os ladrões estão agindo bem ao lado do Comando da Polícia Militar e da Rota? E o que a PM faz? Nada! A pergunta que fica é: incompetência ou conivência? Afinal, não conseguem nem cuidar do próprio quintal? E a Polícia Civil também não conseguiu, até agora, identificar quem são os criminosos. A política de segurança pública em São Paulo está falida:


Em apenas dois meses, oito restaurantes foram roubados. As principais notícias do Brasil e do Mundo você acompanha de segunda a sábado no Jornal da Band, às 19h20. Este vídeo também pode ser visto no portal band.com.br ou no Canal da Band aqui no Youtube.

Reportagem de Sandro Barboza
Edição de Márcio Strumiello
Imagens de Josenildo Tavares