Estranhamente além de não apurar as graves acusações envolvendo a alta cúpula da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, nenhum procedimento foi aberto para descobrir quem são as fontes de outros jornalistas.
João Alkimin: E agora Secretário? 31
O Secretário de Segurança Ferreira Pinto e o Governador Geraldo Alckmin insistem em dizer que não existe Organização Criminosa, conhecida por PCC em São Paulo.
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
MILK NEWS TV – “BANCO DE HORAS DOBRA SALÁRIO DE POLICIAIS”! 26
GAECO de Santos obteve a condenação de delegado de polícia por corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro 51
Justiça de Bertioga condena ex-seccional de Santos por corrupção e lavagem de dinheiro
Fernando R. Jorge – do SPJ
Notícias do MP – 21/10/12- atualizado às 13:32
Investigações sobre envolvimento de policial começaram após acusações feitas por outro delegado
Após cinco anos de tramitação, o Dr. RODRIGO DE MOURA JACOB, Juiz de Direito de Bertioga , condenou, na segunda-feira, 15, o ex- delegado seccional de Santos, Elpídio Laércio Ferrarezi, por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e corrupção passiva.
A soma das penas alcança 10 anos de reclusão, multa , perda do cargo e de uma mansão em favor da União.
Acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis na Baixada Santista, Ferrarezi pediu exoneração do cargo de seccional em outubro de 2007.
Na época o promotor do Grupo de Atuação Especial e Regional Contra o Crime Organizado (Gaerco), Cássio Roberto Conserino, apresentou a denúncia ao Fórum de Bertioga porque há uma mansão naquela cidade, na Riviera de São Lourenço; que foi avaliada em R$ 1.200.000,00, pertencente à filha do delegado.
Durante o processo, que foi truncado por uma uma série de recursos interpostos pela defesa, o Ministério Público provou que a acusada seria “testa de ferro” do pai; que teria comprado o terreno e construído a casa para lavar o dinheiro ganho com um esquema que mantinha funcionando bingos ilegais na região e outras vantagens ilícitas auferidas como funcionário público.
Além do delegado e sua filha outras três pessoas foram condenadas por falsidade ideológica; é que elas assinaram contratos para esconder a verdadeira identidade da proprietária do imóvel.
Investigações envolvendo policiais civis da Baixada por recebimento de propinas dos donos dos bingos começaram em junho de 2007, após denúncias feitas por meio do blog Flit Paralisante, mantido pelo então delegado Roberto Conde Guerra.
A Corregedoria da Polícia Civil nada apurou em relação à corrupção.
Entretanto o delegado denunciante , depois de removido para a região de Piracicaba, sofreu dezenas de processos e acabou expulso da Polícia por decreto do governador Geraldo Alckmin.
Uma outra filha do delegado é casada com o prefeito eleito de Santos, o deputado e secretário estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).
Ferrarezi só foi denunciado e agora condenado porque teve o nome investigado mais incisivamente pelo GAECO de Santos.
Na esfera administrativa foi absolvido.
O Juiz , na sentença de 80 folhas, fundamenta sua decisão nas provas materiais: contratos falsificados, depósitos bancários em dinheiro sem origem, declarações de imposto de renda e, principalmente, no depoimento da testemunha Conde Guerra.
Sustentando, em relação à retratação feita em outro processo, que “a testemunha se viu acuada” : “ A declaração de Conde Guerra é mais um indício forte de que realmente Elpídio cometera os crimes narrados no blog, pois, não tem sentido acreditar numa retratação desse porte sem uma justificativa no mínimo razoável, a não ser algum fato nebuloso que não foi aclarado ou até mesmo o perdão que Elpídio deu a Conde Guerra na ação privada após a apresentação da declaração.”
Os réus poderão recorrer em liberdade.
A íntegra da sentença foi publicada no DOJ desta sexta-feira, 19 de outubro.
Antonio F.P. já tem a solução 64
Atento : Pergunto? Tem Rota para o estado inteiro? Gov começou a perder a linha, Baixada, Capital e Interior. Qual o efetivo da Rota que os aspones informou a ele?
Não tem. Mas o governo já encontrou uma solução para isso. Vão trocar os bonés por boinas pretas e azuis. Pronto. ROTA e Corregedoria da PM para o Estado inteiro. E vão continuar o monologo. Governador dizendo que não tem medo e secretario dizendo que isso é lenda.
André caraMente 31
O jornalista André Caramante é popularmente conhecido, em especial nos meios policiais, como André CaraMENTE. E não sem razão! O rapaz é de uma imaginação admirável. Ainda recentemente, Inclusive, ele foi condenado pela Justiça por ofender a honra do delegado de Polícia Luís Augusto Castilho Storni, publicando mentiras a respeito desse honrado policial civil. Agora, certamente temeroso em perder o emprego, em decorrência de sua incompetência, que desaguou nessa condenação e em desprestígio para a “Folha”, condenada juntamente com o jornalista, ele vem inventando essa, de que estaria sendo ameaçado pelo coronel Telhada e até por mim. Que bobagem! Eu não costumo resolver minhas pendengas no braço. Fazia isso quando ainda era adolescente, mas hoje já sou avô, com muito orgulho. E quanto ao coronel Telhada, não tenho autorização para falar por ele, mas o conheço e o estimo há muitos anos, desde quando ingressei, primeiro na carreira de delegado de Polícia, depois promotor de Justiça e finalmente juiz de Direito, cargo no qual me aposentei, e posso assegurar, sem medo de errar, que se o ex-comandante da ROTA quisesse aplicar um “corretivo” nesse “menino medroso”, ele já o teria feito, e de nada adiantaria a “Folha” esconder o rapaz em baixo de sua saia, que aliás é curta. Um fato, porém, é certo. Não são as reportagens por esse jornalista publicadas que aborrecem; são as mentiras que ele publica, mesmo sabendo que são mentiras. E não vou me surpreender – muito menos vou chorar – se algum dos ofendidos decidir ir à forra… (a) Ronaldo TOVANI
Após onda de crimes, comércio fecha as portas em Ribeirão Preto (SP) 46
20/10/2012-15h12
DE RIBEIRÃO PRETO
Com medo de novos ataque e em “luto” pelas mortes ocorridas nesta sexta-feira (19), comerciantes da zona norte de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) não abriram as portas neste sábado (20).
Os crimes aconteceram durante a tarde desta sexta-feira nos bairros Quintino Facci 2, Ipiranga e Avelino Palma.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, em visita a Ribeirão, na manhã deste sábado, disse que a não abertura das lojas foi “uma iniciativa própria” dos donos dos estabelecimentos.
“Isso não aconteceu porque a polícia recomendou ou porque os criminosos tenham dado algum tipo de ordem nesse sentido”, afirmou Ferreira Pinto.
Um outro atentado aconteceu durante a madrugada. Uma base da PM (Polícia Militar) foi alvo de tiros –ninguém ficou ferido– durante a noite, também na região norte da cidade.
Na manhã deste sábado, bases da Polícia Militar tiveram a segurança reforçada. Cavaletes foram espalhados nas proximidades dos prédios para evitar a aproximação de veículos suspeitos, por exemplo. (ARARIPE CASTILHO)
Caos em Ribeirão Preto 31
Sábado, 20 de Outubro de 2012 – 14h29 ( Atualizado em 20/10/2012 – 16h48 )
Base da Polícia Militar é atacada a tiros
A cidade registrou ontem (19), 14 pessoas baleadas, das quais cinco morreram
FolhaPress
A onda de violência que atinge Ribeirão Preto desde a última semana teve novo capítulo hoje (20), com o ataque a uma base da PM (Polícia Militar).
A base policial do bairro Quintino Facci, na zona Norte da cidade, foi alvo de tiros. Ninguém se feriu na ação.
A cidade registrou ontem (19), 14 pessoas baleadas, das quais cinco morreram.
Entre o último domingo e terça-feira, quatro criminosos foram mortos e dois PMs se feriram na cidade.
Após os ataques, na manhã deste sábado, bases da Polícia Militar tiveram a segurança reforçada na cidade.
Cavaletes foram espalhados nas proximidades dos prédios para evitar a aproximação de veículos suspeitos, por exemplo.
Por causa da situação, o governo do Estado não descarta enviar policiais da Rota (grupo de elite da PM paulista) para coibir a violência no município. “No momento não vemos necessidade [de enviar a Rota], mas, se for preciso, isso será feito”, afirmou o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.
149 criminosos envolvidos nos ataques a PMs neste ano já foram identificados; 103 já estão presos e 18 foram mortos…( Em qual Estado? ) 94
Ordem é polícia na rua e criminoso na cadeia, diz Alckmin sobre ataques à PM
DE SÃO PAULO
O governador Geraldo Alckmin disse nesta sexta-feira (19) que não vai retroceder nenhum milímetro no combate ao crime organizado e classificou de “ação intimidatória” os ataques a PMs ocorridos nos últimos meses no Estado de São Paulo. De janeiro até agora, 85 policiais foram assassinados.
Alckmin afirmou que a determinação à corporação é “polícia nas ruas e criminoso na cadeia”. Segundo o governador, 149 criminosos envolvidos nos ataques a PMs neste ano já foram identificados. Destes, 103 já estão presos e 18 foram mortos em confronto com policiais.
O governador participou nesta manhã da formatura de 849 novos sargentos no Tatuapé, na zona leste da cidade.
MAIS DOIS CASOS
Ontem, um policial militar e um bombeiro reformado foram mortos a tiros no centro e na zona leste respectivamente.
Por volta das 22h30, um policial à paisana foi morto a tiros dentro de um bar na avenida Nove de Julho, na região do Anhangabaú, no centro. Segundo a PM, um homem entrou no bar e disparou vários tiros contra o policial e fugiu em um carro. Uma pessoa que estava no local ficou ferida.
Na zona leste, um bombeiro reformado foi assassinado no Conjunto Habitacional Padre José de Anchieta, por volta das 20h30. De acordo com a PM, os assassinos dispararam vários tiros e atropelaram o bombeiro. (OLÍVIA FLORÊNCIA)
Mais um dia, mais dois PMs emboscados e executados enquanto o Governador faz campanha eleitoral 57
19/10/2012
Dois policiais militares são mortos em São Paulo
MARTHA ALVES DE SÃO PAULO
Dois policiais militares foram mortos a tiros na noite de quinta-feira (18) no centro e na zona leste de São Paulo. Nenhum foi suspeito preso.
Por volta das 22h30, um policial à paisana foi morto a tiros dentro de um bar na avenida Nove de Julho, na região do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Segundo a PM, um homem entrou no bar e disparou vários tiros contra o policial e fugiu em um carro. Uma pessoa que estava no local ficou ferida.
O policial foi levado ao pronto-socorro do Hospital Nove de Julho, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O caso foi registrado no 77º Distrito Policial, em Santa Cecília.
Um policial militar reformado foi morto a tiros na rua Maurici Moura, no Conjunto Habitacional Padre José de Anchieta, zona leste de São Paulo, por volta das 20h30.
De acordo com a PM, os assassinos dispararam vários tiros e atropelaram o policial. Ele foi levado ao pronto-socorro do Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O caso foi registrado no 65 Distrito Policial, em Artur Alvim.
SP tem cinco casos de ataques a PMs em 24h; um morre…( O Secretário impotente diante do “Crime” continua tomando Dreher ) 48
São Paulo – Um policial militar de folga foi morto, por volta das 23h desta quinta-feira (18), em um bar na altura do número 82 da Avenida 9 de Julho, região central de São Paulo. No mesmo horário, um soldado foi baleado e atropelado por criminosos em Artur Alvim, na zona leste. Em pouco mais de 24 horas, houve cinco ataques a policiais na Grande São Paulo.
No caso da 9 de Julho, dois homens desceram de um veículo Tucson e efetuaram vários disparos no bar. Além do PM, outro cliente do local foi baleado, na coxa, mas não corre risco de morrer. Até a 1h desta sexta-feira, a vítima havia sido identificada só como sargento Souza, lotado no 13º Batalhão da Polícia Militar. O militar chegou a ser socorrido, mas morreu antes de chegar ao hospital. O caso foi registrado no 77º DP.
Na zona leste, um soldado da PM, sem identidade divulgada, foi atacado por criminosos em um Gol prata na Rua Maurici Moura, altura do 129. O agente reformado foi atingido no abdome, virilha e perna. Na sequência, os bandidos passaram com o carro por cima de suas pernas. Ele foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital Santa Marcelina e não corre risco de morrer. No local do crime, foram recolhidas cápsulas de pistola calibre 9 mm. O caso foi registrado no 65º DP.
Outro ataque, no caso a um policial militar rodoviário aposentado, de 54 anos, havia sido registrado às 19h30 desta quarta-feira (17), na Vila Maria, zona norte da capital paulista. Ele estava com a mulher e a filha de 6 anos quando foi surpreendido por bandidos, na frente da casa do sogro. “É você mesmo”, disse um dos atiradores. Ferido no braço e no pé, o policial foi levado para um hospital e não corre risco de morrer.

Roubos
Quase no mesmo horário, em Mauá, na Grande São Paulo, o soldado da PM Anderson da Silva, de 30 anos, foi baleado por bandidos que assaltavam uma padaria na Rua Caetano Aletto, no Jardim Itapark Velho. O policial, que trabalha na 3ª Companhia do 6º Batalhão da PM, estava de folga quando percebeu a chegada dos três assaltantes.
Silva foi baleado em uma das pernas e nas costas. O soldado foi encaminhado ao pronto-socorro do Hospital Mário Covas, onde permanecia internado e fora de perigo.
Na manhã desta quinta-feira (18), outra ação criminosa ocorreu às 6h na Estrada Tadae Takagi, no bairro Cooperativa, em São Bernardo do Campo. O cabo da Rota Danilo Domingo da Silva estava em sua moto quando foi abordado por dois bandidos em outra moto. Os criminosos anunciaram um roubo e o policial reagiu.
O cabo Danilo foi atingido por um tiro no braço e dois no abdome. De acordo com informações da PM, ele passou por cirurgia e teve o rim retirado. Apesar disso, não corria risco de morrer. No tiroteio, dois assaltantes foram baleados – um morreu
SEPESP e SIPESP convidam todos os policiais civis para encontro com Fernando Haddad 227
Prezados colegas
O SEPESP e SIPESP convidam todos os policiais civis para participarem da reunião com o candidato a prefeitura de São Paulo Fernando Haddad. O evento será realizado no dia 24/10 quarta-feira) auditório do SIPESP, Rua Casper Líbero, 58 , 7 Andar, às 15:30h. O candidato apresentará seu plano de governo e ouvirá as propostas da categoria policial. Pedimos a presença de todos. Um forte abraço. Heber Souza – Secretário Geral
Na Baixada Santista, PMs revelam desmotivação para caça ao PCC…”(bandido) deu R$ 130 mil para o promotor e foi para a rua” 61
18 de outubro de 2012 • 08h13
DASSLER MARQUES
Direto de Santos
Nas noites de terça e quarta-feira da última semana, a onda de violência que provocou 18 mortes em cinco dias, na Baixada Santista, atingiu seu auge. Não do ponto de vista estatístico, mas pela sensação de terror que se espalhou com direito a toque de recolher informal. Há oito dias, escolas de Santos dispensaram os alunos do período noturno antes do horário habitual, cooperativas de táxi sugeriram fim do serviço aos motoristas e até viaturas da Rota orientaram a população para permanecer em casa. Tudo por conta da guerra informal e nada silenciosa entre policiais militares e integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC. Colegas defendem PM morto e confirmam recompensa de R$ 500 mil do PCC Veja os ataques a PMs e ônibus incendiados em SP Homicídios, estupros e roubos crescem em SP em 2012 Quatro policiais militares ouvidos pelo Terra, que por receio de represálias preferiram não se identificar, relatam desmotivação e falta de respaldo do Estado na caça aos criminosos muito bem organizados. Dois deles, soldados que participam de operações na caça ao tráfico, revelam medo pelo que pode gerar a morte de um bandido ao próprio policial. “O povo tem que saber como funciona. Hoje para trabalhar é ‘embaçado’. Se o ladrão for conceituado no crime, houver uma ocorrência com troca de tiros e eu matar o cara, no mês seguinte vão me buscar em casa. O crime tem dinheiro e não tem rotina. O PM honesto não tem dinheiro e tem rotina”, descreve um dos soldados. Colega de farda, um outro soldado relata situação recente que um companheiro vivenciou. “O bandido foi pego em flagrante e ofereceu R$ 100 mil ao policial em meia hora, mas ele não aceitou, ‘hoje não é seu dia’, disse para o cara. Depois, ele (bandido) deu R$ 130 mil para o promotor e foi para a rua. E aí ele vai atrás de quem? Vai atrás do policial que prendeu e não tem proteção”, critica. Os dois soldados lembram da morte do sargento Marcelo Fukuhara, que foi assassinado a tiros de fuzil na Ponta da Praia, em Santos, na madrugada do último dia 7. “É tudo muito organizado. Os caras tinham um carro IX35 (da marca Hyundai) e com certeza é quente, não é roubado. Não vão colocar dois fuzis e quatro caras dentro de um carro roubado. É carro quente, do crime. Hoje os bandidos têm naipe de playboy (rico). E se ele quiser te pegar, é questão de tempo”, diz um dos PMs. PCC oferece respaldo a filiados O quadro provoca desmotivação nos policiais, asseguram. A medida emergencial adotada pelo Governo do Estado, além de colocar policiais administrativos na rua, foi reduzir a folga da corporação no início do mês. Um dos soldados entrevistados conta ter trabalhado 12 horas, por 10 dias consecutivos. Boa parte dos assassinatos a homens de farda ocorre quando não estão a serviço. “Na verdade, isso (revogar folgas) protege os vagabundos, porque os policiais de folga vão atrás de vingança com os bandidos. Se quer me proteger, me dá segurança. Como vou trabalhar 10 dias sem folga com atitude e energia? Não dá”, afirma. “Do que adianta fazer bloqueio de trânsito para pegar carro de trabalhador? Se fosse para fechar a biqueira da favela fazendo operação, todos os dias e por 12 horas, eu ficaria com gosto. Até três meses se fosse preciso.” De acordo com os PMs, a sensação dos bandidos junto ao PCC é totalmente oposta à que os policiais têm em relação ao Estado. “Eles pagam R$ 600 por mês (para o PCC) pelo status. E se forem presos ou morrerem, têm advogado e auxílio para a família. Você viu o que a mulher do sargento (Marcelo Fukuhara) falou? Que ninguém procurou ela”, compara um dos soldados, com um atestado: “sabe quem mais perde com isso? É a população.”
PCC mandou assassinar um delegado e quatro investigadores 38
PCC mandou assassinar oito policiais em Taubaté
Uma denúncia encaminhada à Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo comprova ameaças contra a vida de oito policiais em Taubaté, cujas execuções teriam sido determinadas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). O VALE teve acesso ao ofício nº 5651 da ouvidoria, protocolado em 20 de julho, encaminhado ao Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) em 10 de setembro e repassado à Seccional de Taubaté em 11 de setembro. A denúncia indica que lideranças da facção criminosa teriam apontado como alvos preferenciais um delegado e quatro investigadores da Polícia Civil, além de três policiais militares do 5º BPMI (Batalhão da Polícia Militar do Interior), de Taubaté. A ordem teria partido de dentro da P-1 (Penitenciária Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra) de Tremembé, por meio de uma carta, e seria destinada ao líder do tráfico de drogas no bairro Água Quente, Luan Richard de Souza, 19 anos, preso em 23 de julho em uma operação da PM. Ele cumpre pena por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte), roubos e tráfico.
Ataque. Além de matar ‘um por um’, a facção ainda determinava ‘atear fogo em um ônibus na Avenida Amador Bueno da Veiga’, no dia 4 de julho — o que não aconteceu. Um dos policiais citados na carta disse que, no início, teve receio pelos familiares, mas que muitos criminosos aproveitam de denúncias anônimas e da imprensa para se fortalecerem no meio. “Luan dizia que mandava na área, que era xerife. O bandido cresce e se torna respeitado devido às divulgações sobre ele. Se não falar nada, ele continua sendo um nada. Já peguei muito peixe grande no Água Quente, Esplanada, Parque Aeroporto, entre outros, e vou continuar fazendo. A polícia está atrapalhando a facção.” Os policiais não descartam que ainda possa acontecer algo na região. “A baixada Santista está em guerra, em 2006 vivemos isso ainda pior. Tudo é possível, mas ainda sob controle”, disse o policial. A Secretaria de Segurança Pública confirmou o recebimento da denúncia e o encaminhamento do ofício à Polícia Civil, mas não detalhou as investigações sobre o caso. O comando da PM em Taubaté não comentou o assunto.
Delegado relembra ano de 2006 Taubaté
Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados, George Melão, ameaças e ataques como os que estão acontecendo atualmente podem ser comparados aos taques do PCC, em 2006. “É semelhante, mas agora está acontecendo de maneira espaçada. A verdade é que os criminosos aproveitam de um período para levantar informações dos policiais e familiares, deixando-os cada vez mais vulneráveis”, disse. Melão afirma que o Estado não assume o poder da facção para não demonstrar que está fracassando e deixar a população em pânico. Até ontem, 84 policiais militares, 16 agentes e 4 policiais civis foram mortos. “Esses números deixam mais que claro o quanto as facções estão perseguindo os agentes da lei. Todos agentes estão correndo risco de vida e o Estado não está preparado”, afirmou.
João Alkimin: INCOERÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DA SEGURANÇA PÚBLICA 17
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/


