PL para valorizar a carreira policial no Estado, prevê a incorporação total do Adicional de Local de Exercício (ALE) aos salários dos policiais militares, civis, técnicos científicos e agentes de escolta e segurança da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). 98

Governo de SP

Nesta quinta-feira, 20, o governador Geraldo Alckmin anunciou no Palácio dos Bandeirantes o projeto de lei (PL) que será encaminhado na próxima quarta-feira à Assembleia Legislativa. O PL prevê, dentre várias modificações para valorizar a carreira policial no Estado, a incorporação total do Adicional de Local de Exercício (ALE) aos salários dos policiais militares, civis, técnicos científicos e agentes de escolta e segurança da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Com a extinção do adicional, o benefício é o aumento no salário-base. A previsão é que a medida passe a valer a partir de 1º de março de 2013, quando a porcentagem referente a 2014 já será adiantada e incorporada aos salários dos policiais.

O anúncio estabelece, primeiro, a antecipação do pagamento da ALE. “Quando foi aprovada a lei, em 2010, foi estabelecida a incorporação da ALE por cinco anos, 20% ao ano. Então, essa de 2014 nós estamos antecipando para 2013″, esclareceu o governador. Ainda segundo Alckmin, serão 285 mil policiais beneficiados, incluindo aposentados, inativos e pensionistas. “É um esforço muito grande do governo porque nós tivemos um crescimento muito pequeno da economia este ano. Teremos um impacto anual de R$ 1,4 bilhão, mas é uma medida de grande estímulo e fortalecimento da carreira policial.”

Gratificação elevada ao teto

Os valores incorporados serão os do ALE II – gratificação mais alta dada aos servidores que atuam na área de segurança, paga aos policiais que atuam em municípios com mais de 500 mil habitantes. Assim, policiais que recebem o ALE I terão gratificação elevada ao teto. A medida de valorização permitirá ganhos de até 16,48% aos policiais, conforme o tempo de serviço.

Também de acordo com o PL, o benefício será incorporado da seguinte maneira: 50% no salário-base dos policiais e a outra metade agregada ao RETP (Regime Especial de Trabalho Policial). A Gratificação por Atividade de Escola e Vigilância (GAEV), paga aos servidores da secretaria de Administração Penitenciária, será incorporada da mesma forma. Os aposentados e pensionistas que teriam o ALE incorporado até 2015 também serão beneficiados com a medida e passarão a receber o valor integral a partir de março. As informações são do portal do Governo do Estado de São Paulo.

Arrumaram uma maneira de descontar do ALE a contribuição previdenciária. E chamam de aumento!!!! 79

Institui Grupo de Trabalho com o fim de desenvolver estudos e apresentar propostas visando o aperfeiçoamento da sistemática e a reformulação da legislação relativa à incidência da contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de Adicional de Local de Exercício – ALE, aos servidores públicos civis e militares

O Secretário-Chefe da Casa Civil, na qualidade de Presidente do Comitê de Qualidade da Gestão Pública,

resolve:

Artigo 1º – Fica instituído, junto ao Comitê de Qualidade da Gestão Pública, Grupo de Trabalho incumbido de desenvolver estudos e apresentar propostas visando o aperfeiçoamento da sistemática e a reformulação da legislação relativa à incidência da contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de Adicional de Local de Exercício – ALE, aos servidores públicos civis e militares.

Artigo 2º – O Grupo de Trabalho será composto dos seguintes membros, representantes dos órgãos e entidade a seguir relacionados:

I – 1 da Casa Civil, que exercerá a coordenação dos trabalhos;

II – 1 da Secretaria de Gestão Pública;

III – 2 da Secretaria da Fazenda, sendo 1 da São Paulo Previdência – SPPREV;

IV – 1 da Secretaria da Segurança Pública;

V – 1 da Procuradoria Geral do Estado.

Parágrafo único – Os membros do Grupo de Trabalho serão designados pelo Secretário-Chefe da Casa Civil.

Artigo 3º – O Grupo de Trabalho poderá:

I – solicitar aos órgãos ou entidades da administração estadual as informações necessárias à consecução de suas atividades;

II – convocar servidores que, por seus conhecimentos e experiências profissionais, possam contribuir com os trabalhos a serem desempenhados.

Artigo 4º – O Grupo de Trabalho deverá apresentar ao Comitê de Qualidade da Gestão Pública o relatório de conclusão dos trabalhos no prazo de 90 dias, contados a partir da data da publicação desta resolução.

Artigo 5º – Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Proposta que deverá ser anunciada pelo Governo não atende aos interesses dos Delegados 61

A Diretoria da Adpesp foi convidada, nesta quarta-feira (19/12), a comparecer no Palácio dos Bandeirantes para tomar conhecimento da proposta a ser apresentada pelo Governo do Estado para a “recomposição salarial” a todos os integrantes da Segurança Pública, incluindo-se os Delegados de Polícia. Ao tomar conhecimento do conteúdo da proposta, anteriormente  apresentada como “presente de final de ano”, a presidente da Associação, Marilda Pansonato Pinheiro, mostrou seu descontentamento e não entrou mérito da questão. Para ela, a proposta não atende os interesses dos Delegados. “É subestimar a nossa inteligência”, declarou.

Pinheiro explica que os “benefícios” anunciados se tratam de direitos, objeto de ações já finalizadas ou em trâmite, inclusive com reconhecimento pelo Poder Judiciário do direito apresentado pelo governo do Estado como uma grande conquista. Na ocasião, um novo convite foi feito à Diretoria para que participasse do anuncio oficial, que será realizado nesta quinta-feira (20/12) no Palácio dos Bandeirantes, mas a presidente declinou e não irá participar.

A Associação classifica a proposta como “presente de grego”. Por isso, reitera a importância da participação de todos os seus associados na reunião marcada para o dia 8 de janeiro, a partir das 19h30, no auditório da sede. Neste dia, serão finalizadas as estratégias para a campanha publicitária que deve iniciar-se no dia 14 de janeiro, conforme decidido em AGE. O mote será: a verdadeira situação da Segurança Pública no Estado e o caos vivido pela sociedade.

Conheça as propostas que deverão ser anunciadas:

– A partir de março de 2013, existirá apenas um Adicional de Local de Exercício, ou seja, apenas o nível II – nos valores hoje pagos, beneficiando os policiais que trabalham em cidades com menos de 500000 habitantes.

– O Governo antecipará o Adicional de Local de Exercício na totalidade em março de 2013. “Ou seja, antecipa-se uma parcela, beneficiando os aposentados, pois a última parcela seria incorporada apenas em 2014”

– O Governo irá incorporar o Adicional de local de Exercício, na seguinte forma: 50% (cinqüenta por cento no salário base) e 50% no RETP, o que beneficiaria os policiais com mais adicionais e sexta-parte.

João Alkimin: SOMOS OS CULPADOS 18

SOMOS OS CULPADOS

André Caramante, solerte jornalista é obrigado a nos anos de democracia em que vivemos, se exilar com a família para se proteger da insanidade de alguns.
Fábio Panunzzio, é obrigado a tirar seu blog do ar pois não suportava mais os processos a que era submetido.
Sandro Barbosa, juntamente com Fernando Mitre e o mesmo Panunzzio são processados criminalmente.
João Leite Neto, excepcional e corajoso repórter, sofre inúmeras pressões para poder manter com coragem e determinação seu site no ar.
Conde Guerra é demitido por repercutir notícia.
Eu, eu não me incluo nessa lista, tomei dois tiros, fui processado, tive meus telefones interceptados, mas continuo, graças a coagem daqueles que estão juntos comigo fazendo rádio. E graças ao destemor, ou talvez loucura do Delegado Conde Guerra e de Ricardo Faria, escrevendo nesses jornais eletrônicos.
Portanto, somos nós os culpados pela sensação de insegurança, pelos salários indignos que são pagos aos policiais civis e militares, pela morte de inúmeros policiais, pelo descalabro que se instaurou na Segurança Pública do Estado. Somos os culpados por dizermos, escrevermos aquilo que pensamos e, aquilo que é a realidade do Estado de São Paulo ontem. Um DESgoverno do Dr. Geraldo Alckimin, uma INsegurança Pública do ex Secretário Ferreira Pinto, uma letargia do Poder Judiciário em decidir as causas e não vejo mudanças a vista.
Um novo Secretário assumiu, um novo Delegado Geral assumiu e o que mudou para os policiais e para a Segurança Pública? Nada, absolutamente nada. Cargos continuam sendo distribuídos politicamente, policiais civis continuam tendo que trabalhar em locais insalubres e hediondos em plantões desumanos, com falta de  policiais, para um investigador, escrivão e qualquer outra carreira ganhar menos e, ganhando  menos que um motorista de ônibus de São José dos Campos, não que um motorista não corra perigo,é só ver o número de ônibus incendiado em São Paulo,mas entendo que o policial tem o direito de ter um salário digno, afinal, o mesmo porta uma arma cujo porte lhe é outorgado pela sociedade, para que a defenda. E é a mesma sociedade que lhe vira as costas e não se une para exigir do DESgoverno Geraldo Alckimin que valorize a policia.
Aceitar-se como alguns dizem, que toda policia é corrupta, é balela! E se for, então estamos perdidos, pois a policia é o extrato da sociedade e não podemos nos esquecer de que para cada corrupto, existe pelo menos um corruptor.
Ataques a imprensa como faz o vereador e ex tenente coronel PM Lucinda Telhada, é vergonhoso.
Ninguém sai de seu país por livre e espontânea vontade e quando volta, isso é um ato de coragem! Pois queiram ou não, gostem ou não, aceitem ou não, André Caramante corre risco de vida sim.
Espero que o atual Secretário tome as providências para proteção do repórter, embora ache que irá fazer, me preocupa a demora pois, desde que tomou posse ainda não disse a que veio. Afinal, o DEIC continua parado e com todos os motivos do mundo, porque quem não tem proteção ou pelo menos solidariedade do próprio Diretor,não deve trabalhar. O DENARC, bom, esse parece que já não existe mais, há muito tempo não leio sobre uma grande apreensão de drogas, talvez falte comando. O DHPP que era um dos melhores Departamentos da Policia Civil foi desmantelado. O DECAP sobre o comando do Delegado Toledo, agora defenestrado, criou plantões que chegavam a ser imorais, bem como as tais centrais de flagrante que nada mais eram que cartórios para a policia militar. O DEMACRO é só ir em cidades do alto tietê para ver como se encontra.
Portanto, nem o Secretário, nem o Delegado Geral, até agora disseram a que vieram. Não o conheço,mas dizem que dr. Blazek é um bom homem, um homem sério, honrado, digno e de bom coração, mas no momento não é disso que precisamos. Precisamos de alguém com coragem, que dê a cara a tapa e coloque os homens certos no lugar certo, sem compadrio e sem ingerências políticas, pois não adianta ficar visitando departamentos, porque quem desconhece o que está  acontecendo, não pode assumir cargos de chefia.
Desejo a todos um Natal pleno de alegrias e realizações e, que tenham acima de tudo coragem e não percam a esperança. Dias melhores virão, disso não tenho nenhuma dúvida.

João Alkimin
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102ª morte de policial militar no Estado de São Paulo: sargento aposentado Orivaldo Silva dos Santos, executado a tiros no dia 18/12, em São Vicente 26

Sargento aposentado da PM é morto em São Vicente

O sargento reformado da Polícia Militar Orivaldo Silva dos Santos, 53, foi morto com seis tiros anteontem em São Vicente (a 65 km de São Paulo). Ele estava em frente à casa onde trabalhava como segurança, no Parque Bitaru, quando foi abordado por dois homens armados. Foi rendido e obrigado a entrar na casa, de alto padrão; em seguida sofreu diversos ferimentos por armas de fogo. Testemunhas acreditam que  Santos foi vítima de execução premeditada. Os criminosos fugiram levando arma e telefone da vítima.

Acórdão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça ordenando a reintegração do delegado de polícia Marcelo Luis Alves de Freitas – Mandado de Segurança impetrado pela advogada Dra. Tania Lis Tizzoni Nogueira 5

Em mandado de segurança impetrado em face de decreto do governador Geraldo Alckmin, a advogada Dra. Tania Lis Tizzoni Nogueira, sustentando oralmente as razões do remédio constitucional perante o Órgão Especial do Tribunal de Justiça, obteve – por votação unânime – A REINTEGRAÇÃO do delegado de polícia Marcelo Luis Alves de Freitas.

doc_6416833.pdfNo caso dos autos, sobremaneira

impressionado pela brilhante sustentação oral da doutora

Tânia Lis Tizzoni Nogueira, impôs-me a dúvida que o retirasse

de pauta.

De início, afasta-se a tese de mérito, que

inclui a ausência de proporcionalidade, razoabilidade ou

mesmo de isonomia, tendo em vista que a solução apresentada

neste voto parte da premissa de que o impetrante, atualmente

delegado respeitado pelos lidadores do Direito e pai de dois

filhos adolescentes, tenha compreendido – mesmo porque com

este remédio constitucional pede tratamento não dispensado

aos cidadãos (incluindo um menor) – que os fatos narrados são

graves e que não honram a carreira que integra. Considerar os

fatos dos autos como insuficientes para a demissão nos levaria

ao desafio criativo de imaginar o que deveria fazer um delegado

para merecer a pena máxima.

Prejudicadas, ainda, as teses de

irregularidades no procedimento, tendo em vista que não se

vislumbrou prejuízo para a ampla defesa do impetrante, e que

perdem razão ante o reconhecimento da prescrição.

O impetrante nasceu em 1972 e

ingressou na carreira jovem, tendo 23 anos quando ocorreram

os fatos justificadores da demissão…

CAETANO LAGRASTA

RELATOR

 

João Alkimin fez boletim de ocorrência e requereu instauração de inquérito buscando apuração de grampo ilegal realizado por ordem da Secretaria de Segurança 22

Conforme havia dito, fiz o boletim de ocorrência e já requeri a instauração de inquérito policial. O nome de algumas pessoas foram apagados para protegê-los e para que não sofram pressão.Autorizo a publicação.

João Alkimin

Vereador eleito pelo PSDB sugere que repórter da Folha deixou o Brasil porque é rico 10

telha

Redação Comunique-se

 

Fora do País por três meses, o repórter da Folha de S. Paulo, André Caramante, divulgou na noite de domingo, 16, que estava de volta à capital paulista. Ele deixou o Brasil com a alegação de que estava sendo ameaçados por policiais militares – o que teria começado após a matéria em que ressaltava que o ex-coronel da Rota, Telhada, pregava o ódio por meio da internet. Eleito vereador pelo PSDB, o militar sugeriu nesta segunda-feira, 17, que o jornalista só ficou o trimestre fora porque desfruta de boas condições financeiras.

Telhada criticou André Caramante

O político tucano ainda ressaltou que nunca ameaçou Caramante e ironizou a volta do funcionário da Folha ao Brasil. “Não bastasse a mentira publicada com referência a minha pessoa, o mesmo indivíduo disse que saiu do país, pois estava com medo de morrer junto com a família, indo para Europa. Agora sou surpreendido com a notícia anexa, onde o mesmo volta ‘corajosamente’ para enfrentar a vida, com o dever de trabalhar pela informação”, afirmou Telhada, em post publicado em sua página no começo da noite desta segunda. A mensagem recebeu apoio de internautas que pediram para o repórter ser agredido.
Telhada ainda mencionou que o jornalista produz mentiras a seu respeito e deu a entender que, em sua análise, Caramante promove a hipocrisia. O ex-coronel da Rota citou que apesar de ele ter sido ameaçado durante as décadas de profissão na Polícia Militar nunca “viajou” para fora do Brasil devido às suas condições financeiras e que viu o mesmo acontecer com colegas de profissão. Ele também criticou parte da imprensa ao relatar que “nenhum desses jornais sensacionalistas” reportou o atentado que sofreu em 2010. “Sofro ameaças reais de morte todos os dias e mesmo hoje, um ano após estar aposentado, as ameaças ainda continuam”.

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Doutor, cada vez mais me convenço que nós os vitimados e perseguidos somos os grandes fdps, incluindo o Sandro, o Pannunzio, o Caramante, o João Alckimin, o João Leite e outros bravios gladiadores arrancado à fórceps da promíscua mãe incestuosa PC e fadados à errância no umbral funcional e social… olha as mentiras destrelhando e afogando o telhado de vidro alheio…

Ele afirmou que ninguém nunca falou sobre o atentado que diz ter sofrido.
Olha a ironia: O Andre Caramante foi o primeiro a divulgar isso, no online, em 2010.
31/07/2010 – 15h11

Tenente-coronel da Rota sofre atentado, se finge de morto e reage em SP

ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

O tenente-coronel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), Paulo Telhada, sofreu um atentado na manhã deste sábado na zona norte de São Paulo.

Segundo informações preliminares, Telhada saía de casa, na região da Vila Penteado, quando homens passaram em um carro e começaram a atirar. O militar se fingiu de morto e não foi atingido. Em seguida, ele reagiu e atirou nos criminosos.

Ninguém foi detido. Não há informações se os disparos atingiram os suspeitos. Ainda não há detalhes sobre o crime. O policiamento foi reforçado na região. O caso foi registrado no 72º DP (Vila Penteado).

No dia seguinte, um domingo, a Folha postou isso no impresso:

São Paulo, domingo, 01 de agosto de 2010
cotidiano em cima da hora
Comandante da Rota sofre atentado na zona nortePaulo Telhada saía de casa quando um homem atirou de dentro de um Corsa
Foram disparados pelo menos dez tiros, mas o militar não foi atingido; ele disse que anotou o final da placa do carro

ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

NÁDIA GUERLENDA CABRAL COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tenente-coronel Paulo Telhada, sofreu um atentado na manhã de ontem, em frente à sua casa, na zona norte de São Paulo. Dois homens passavam num carro quando um deles começou a atirar. O comandante não se feriu. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 72º DP (Vila Penteado), Telhada saía de casa por volta das 11h em sua caminhonete Pajero, na Vila Marina, quando um Corsa cinza parou em frente. O homem no banco do passageiro abriu o vidro e começou a atirar com uma pistola. Foram disparados, segundo a polícia, pelo menos dez tiros. O tenente-coronel se abaixou dentro do carro e não foi atingido. O veículo de um vizinho foi baleado. Para o comandante, o atentado foi um “recado do crime organizado para tentar mostrar aos políticos e às forças de segurança pública que ninguém está seguro”. Ele, porém, não soube especificar quem teria atirado. Telhada afirmou ter conseguido anotar o final da placa do Corsa (o número 80): “Nós vamos atrás”. Até a conclusão da edição, ninguém havia sido preso. A Rota é uma espécie de tropa de elite da PM de São Paulo. Telhada comanda o grupo desde maio de 2009. Sua primeira passagem pela Rota foi entre o final dos anos 80 e o início dos 90.

Assembleia reajusta salário do governador de SP 50

Fernando Gallo e Julia Duailibi | Agência Estado

A Assembleia Legislativa aprovou na última segunda-feira (17) reajuste de 10,3% no salário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), elevando-o dos atuais R$ 18.725 para R$ 20.662. O acumulado da inflação, medida pelo IPCA, desde o último aumento recebido pelo governador, são os mesmos 10,3%. A elevação, se sancionada pelo governador, provocará efeito cascata nas contas do Estado porque o salário de Alckmin é o teto do funcionalismo estadual.

Caso seja sancionada, a medida passa a valer a partir de janeiro – Alckmin tem 15 dias para decidir sobre a sanção. A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora da Casa no dia 12 e contou com o aval da bancada governista na Assembleia, que segue a orientação da Casa Civil. Tramitou em regime de urgência.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a medida foi negociada pelo então chefe da pasta, Sidney Beraldo, com o presidente da Assembleia, Barros Munhoz (PSDB). De acordo com parlamentares, um estudo foi feito pela Casa Civil para embasar o projeto. O governo, no entanto, nega ter se envolvido no tema. Também não informou qual o impacto da decisão no orçamento estadual, alegando que análises serão feitas a partir de agora.

Em nota, o governo do Estado afirmou que o projeto “chegou à Casa Civil nesta terça-feira (18) e foi encaminhado para as secretarias de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Fazenda e Gestão Pública, que emitirão pareceres para subsidiar a decisão pela sanção ou pelo veto”. A Assembleia não se pronunciou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Delegada que desafiou o PCC é rebaixada 33

Enviado em 19/12/2012 as 6:38 – ESCRILUDIDA

Portaria publicada no Diário Oficial, em 27 de novembro, mostra que autoridade policial foi punida

Adriane Souza

Desde que protestou contra  o ex-secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, e desafiou a fação criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital),  a delegada de Sorocaba – que optou por não se identificar – tem sofrido represálias. A maior delas foi levada a público pelo Diário Oficial do Estado, em  27 de novembro. Nele,  a publicação torna oficial a perda da titularidade do distrito gerenciado por ela.

O comando da unidade foi então passado para o delegado assistente. O BOM DIA procurou pela delegada que se mostrou muito chateada com o fato, mas preferiu não se pronunciar oficialmente.

Já o delegado responsável pelo Sindicato dos Delegados do Estado de São Paulo, George Melão, disse que vai prestar todo o apoio necessário à colega. “Irei agendar uma reunião com o delegado-geral, Luiz Maurício Souza Blazeck, para discutir o caso, além do de outros profissionais que também estão sofrendo com a pressão da corregedoria”, afirma.

Na semana passada, o sindicalista já havia se reunido com o delegado-geral, mas para tratar de outras questões.

Para George Melão, a atitude de retirar a titularidade da delegada sorocabana é incorreta. “Para começar, ela não se identificou oficialmente e segundo como podem puni-la sem antes realizar uma avaliação profunda da conduta tomada pela profissional?”, questiona.

O sindicato irá entrar em contato com a delegada sorocabana para avaliar as próximas ações a serem tomadas. “Não iremos permitir que ela seja prejudicada pela administração, pois não faltou com a verdade em sua manifestação”, finaliza o  sindicalista.

Protesto vai parar na internet e causa comoção Na era da internet, o protesto da delegada de Sorocaba ganhou destaque nas redes sociais. Em 15 de novembro, o  BOM DIA publicou, com exclusividade, a manifestação solitária da autoridade que saiu pelas ruas demonstrando  indignação contra a postura do ex-secretário de Segurança Pública perante a onda de mortes que atingiu São Paulo e trouxe medo e insegurança para todo o Estado.

Com a divulgação da reportagem on-line, o protesto ganhou as redes sociais. Alguns membros da Polícia Civil da cidade – de forma implícita – mostraram apoio à causa, enquanto outros criticaram severamente a sua exposição àfacção criminosa e ao comando do então secretário da Segurança.

Já nas redes sociais, pouquíssimas pessoas questionaram a postura da profissional. As demais pessoas apoiaram o protesto e a consideraram forte por assumir publicamente o que pensava sobre todo o trabalho de Antônio Ferreira Pinto.

Algumas palavras/ “Corajosa e destemida. São essas pessoas que fazem a diferença”, diz Rosi Pereira. Já Rosângela Angel questiona os direitos de cada cidadão: “Basta de ser brasileiro bonzinho, temos de colocar nossos direitos em prática. Temos o direito de exigir nossos direitos. Chega, queremos nossa polícia bem paga, queremos nossos bravos policiais sendo condecorados e não sendo presos por matar um bandido. Queremos nossos diretos, já!”

Os milhares de comentários e compartilhamentos estão no Facebook e em sites de notícia do país.

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/40173/Delegada+que+desafiou+o+PCC+e+rebaixada

REUNIÃO DE ENTIDADES DE CLASSE COM DELEGADO GERAL: Incorporação do ALE e ALE II para todas as cidades 886

CARO DOUTOR GUERRA, GOSTARIA QUE POSTASSE ESTA INFORMAÇÃO, QUE É DE INTERESSE DA CLASSE NO BLOG……OBRIGADO
ABRAÇOS E UM FELIZ NATAL……..

Sindicato dos Policiais Civis da Região de Sorocaba – SINPOL

CNPJ: 60.112.224/0001-17

REUNIÃO DE ENTIDADES DE CLASSE  COM DELEGADO GERAL

O SINPOL SOROCABA, juntamente com as demais entidades de classe, participou no dia de hoje (19.12.2012) da 3ª  Reunião  com o Delegado Geral Dr. Maurício Blazeck, e foram  informados de que o Governo chamará as Entidade, ainda esse mês, para anunciar a incorporação do ALE, 50% no salário Base e 50% no RETP  e também a extinção do ALE I, ficando apenas o ALE II (de maior de valor) – das cidades com população igual ou superior a 500.000 habitantes – de acordo com as carreiras –  a partir de 1º de março/2013, extensivo para ativos inativos e pensionistas.

Com essa medida o Governo pretende corrigir distorções dos cálculos na folha de pagamento dos policiais civis, fato esse que vem gerando milhares de ações judiciais.

Essa correção não impede a continuidade das reivindicações pontuais.

Aguardem maiores detalhes em breve.

                                                                                            Atenciosamente.

                                                                                                                                                            Maria Aparecida de Queiróz Almeida

                                                                            Presidente do SINPOL

Adpesp e ADPF repudiam suspeita de grampos ilegais feitos por coronel da Polícia Militar 313

Enviado em 17/12/2012 as 21:21 – BRITO SATURADO

A Associação dos Delegados de Polícia Federal e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, por meio de nota conjunta, repudiam a suposta instalação de grampos ilegais praticada pela Polícia Militar. A central montada em Presidente Pudente (interior de SP), recém-desativada, monitorava 500 linhas não só do crime organizado, mas de policiais e de jornalistas.  A preocupação é que haja mais centrais de espionagem e que inocentes com telefones interceptados tenham morrido durante a guerra entre a PM e o PCC na capital.

O caso veio à tona com reportagem do jornal Oeste Notícias e Folha de S.Paulo desta sexta-feira (14/12).  Estarrecidos, os Delegados resolveram protocolar, na Delegacia Geral de Polícia, requerimento de Instauração de Inquérito Polícia para que se apurem supostas irregularidades. De acordo com os jornais, as escutas eram feitas pelo coronel Homero de Almeida Sobrinho, a mando do ex-secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira. A central funcionava numa sala disponibilizada pela SSP dentro do Comando de Policiamento do Interior (CPI), de Prudente, onde nem mesmo o comando da região tinha acesso. Há contradições, ainda, sobre as funções do coronel.

Leia íntegra da nota conjunta

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) e a Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), com o objetivo de repudiar a prática ilegal de grampos, veem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

Um dos princípios mais caros do Estado Democrático de Direito é o do devido processo legal, insculpido no artigo 5º, LIV da Constituição Federal. É ele a garantia que todos possuem de apenas ter sua liberdade, seus bens ou sua privacidade atingidos pelo Estado se houver pleno respeito à lei e as formalidades previstas.

Os fatos apresentados pela imprensa demonstram claramente a usurpação de função pública, vez que cabe à Polícia Civil o exercício da função de Polícia Judiciária, e não à Polícia Militar que ao realizar uma atividade que não lhe compete escapa aos rígidos e eficazes meios de controle que existem sobre as polícias civis e federal. Por atingir profundamente a esfera de intimidade do investigado, seus familiares e amigos que de forma reflexa acabam com seus diálogos, dramas e segredos pessoais interceptados, são impostos limites a este meio de prova. Um deles é o rígido controle judicial e o uso exclusivo como forma subsidiária de coleta de provas em investigação de crimes punidos com reclusão. A falta ou deficiência do controle judicial ou o uso que não seja para investigação criminal torna qualquer prova ou ação policial decorrente ilegítima, abusiva e criminosa.

Sobretudo quando se suspeita que informações colhidas em interceptações clandestinas possam ter sido usadas em ações militares com resultados trágicos onde sequer foram referidas.

Eis um dos riscos da investigação criminal secretamente produzida, sem controle judicial ou externo. Num verdadeiro Estado Democrático de Direito os fins jamais justificam os meios e tampouco se toleram políticas de segurança pública que atropelam normas constitucionais e violam direitos humanos fundamentais. Nesse contexto, a mera possibilidade de existência de uma ou mais centrais secretas ou clandestinas dedicadas à interceptação telefônica, situadas em repartições militares e operadas por agentes públicos que não detém atribuição para investigar crimes comuns, se entremostra inadmissível e revela uma intolerável violação aos direitos humanos consignados na Constituição Federal e na Convenção Interamericana de Direitos Humanos que não devem ser tolerados sob pena do Brasil ser novamente condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por idêntico incidente.

ADPESP e ADPF se posicionam ao lado da sociedade civil e aguardam que o Governo do Estado de São Paulo retome sua trajetória de defesa dos direitos humanos fundamentais e respeito à Constituição Federal. Mais que isso, aguardam que de uma vez por todas interrompa a política sectária de esvaziamento das atribuições e recursos da Polícia Civil e de incentivo ou tolerância às recorrentes, e geralmente desastrosas, violações do rol de competências da Polícia Civil pela Polícia Militar

Prisões administradas por empresas privadas 108

Uma parceria que tenta melhorar a vida atrás das grades

16 Dez 2012

Complexo penitenciário em Minas será o primeiro do país a funcionar por meio de PPP

Gilberto Scofield Jr.

Enviado especial

Cadeia particular

Ribeirão das Neves (MG) A 45 minutos do Centro de Belo Horizonte, no município de Ribeirão das Neves, cerca de 1.600 operários trabalham freneticamente em três turnos, sete dias por semana, na construção de um complexo penitenciário de 2.500 metros quadrados com cinco presídios (três de regime fechado e dois de semiaberto) e capacidade para abrigar 3.040 presos em celas para um, quatro e seis pessoas. O primeiro prédio, de regime fechado, com capacidade para 608 presos, será inaugurado em janeiro e lembra um presídio de segurança máxima, com seu aspecto de fortaleza, sistemas digitalizados de observação e controle de portas e celas, além de um aparelho para escanear o corpo inteiro, no estilo dos aeroportos americanos, capaz de mostrar objetos nos lugares mais impensáveis do corpo humano.

Ribeirão das Neves, cidade-dormitório da Grande BH, é conhecida entre os moradores da região como Ribeirão das Trevas, por servir de local para outros cinco presídios mineiros. A penitenciária nova poderia ser mais uma na geografia carcerária da cidade, não fosse um detalhe: trata-se da primeira Parceria Público-Privada (PPP) de penitenciária a ser inaugurada no país. A discussão das PPPs nos presídios se aprofunda no momento em que o Brasil convive com um déficit de cerca de 170 mil vagas e condições degradantes no sistema penitenciário. O próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que as prisões brasileiras são medievais e que preferia a morte a cumprir pena em uma delas.

O investimento na construção do complexo de Ribeirão das Neves, de R$ 280 milhões, foi bancado pelo consórcio GPA, que ganhou a licitação com o governo de Minas em 2009 e será responsável pela administração de tudo nos presídios (onde trabalharão 800 funcionários privados), com exceção do acompanhamento da execução penal dos presos (a cargo de 300 servidores). E por 27 anos, o que faz muita gente considerar o projeto, na prática, a privatização dos presídios brasileiros.

– Temos 129 presídios com 46 mil presos, além de 140 cadeias públicas da Polícia Civil com sete mil presos, o que totaliza 53 mil encarcerados. Não temos como administrar isso com eficiência porque o serviço público é burocrático e demorado. É praticamente impossível demitir um funcionário público que comete um abuso contra um preso. Além disso, não há recursos para a construção de presídios porque os custos são elevados, na base de R$ 40 mil por vaga. Decidimos criar uma PPP que deixasse nas mãos da iniciativa privada a construção e a administração do presídio enquanto tomamos conta da obrigação constitucional de administrar a execução da pena – afirma Rômulo de Carvalho Ferraz, secretário de Defesa Social de Minas.

– O projeto é revolucionário – diz Marcos Siqueira, gerente-executivo do Programa de PPPs de Minas Gerais. – Criamos uma solução para o problema da eficiência na gestão do sistema carcerário: investir, gastar melhor e ressocializar o preso, tudo sob supervisão do Estado. Não há privatização. O que estamos fazendo é contratar de forma inteligente.

O contrato entre o governo e o consórcio GPA – formado pelas empresas CCI Construções, grupo Tejofran/Power Segurança, construtoras Augusto Veloso e NF Motta, e Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap) – estabelece 380 indicadores que vão avaliar a prestação do serviço, como qualidade de alimentos e roupas, atendimento médico, horas gastas com educação e terapia ocupacional, e participação em oficinas de trabalho, entre outros. Cada presídio possui capacidade para abrigar seis oficinas diferentes de trabalho, que serão criadas a partir de parcerias entre governo e empresas privadas.

As atribuições são divididas. Serviços de execução penal, como monitoramento, sanções disciplinares, movimentação de presos, escoltas, intervenções especiais e vigilância de muralhas, serão desempenhados pelos funcionários do governo. Todo o resto será gerenciado pelos funcionários da GPA, que não trabalharão armados e receberão a partir de R$ 1.300 por mês. Os sistemas de vigilância são eletrônicos, auxiliados por 1.240 câmeras e portas automáticas que lembram presídios de segurança máxima.

– A diferença de um modelo de PPP para um modelo de cogestão, como os que existem atualmente, é que o contrato entre o estado e a empresa é rigoroso e focado no preso – diz Rodrigo Gaiga, diretor do consórcio GPA e coordenador do complexo pelo grupo. – É um divisor de águas para o sistema prisional porque traz um elemento de gestão transformador. Se não cumprirmos os indicadores, que serão fiscalizados pela empresa independentemente de auditoria Accenture, receberemos penalidades financeiras, então, é do interesse de todos que tudo funcione da melhor maneira possível e que os materiais usados na construção dos presídios sejam os melhores, porque precisam durar muito.

Pelo contrato, o complexo de Ribeirão das Neves não poderá abrigar mais do que as vagas disponíveis, evitando o problema da superpopulação carcerária, tão comum nos presídios brasileiros. Cada preso vai custar ao governo mineiro cerca de R$ 2.700 por mês, acima do custo de cerca de R$ 2.000 dos presos nas penitenciárias do estado de Minas. Não há estatísticas oficiais sobre o custo de um preso no Brasil; os números variam de cerca de R$ 2.000 a R$ 7.000, dependendo da fonte, e se o valor inclui ou não o gasto com a construção do presídio em si.

O complexo de Ribeirão das Neves e o de Itaquitinga, a cerca de 60 quilômetros de Recife, em Pernambuco – construído e administrado pelo consórcio Reintegra Brasil, das baianas Socializa Empreendimentos e Serviços de Manutenção e Advance Participações e Construções, e em fase final de construção -, serão as primeiras PPPs de presídio a funcionar no Brasil. É uma terceira via aos modelos existentes hoje: o dos presídios administrados pelo Estado (ainda que com serviços terceirizados, como cozinha ou manutenção predial) e os presídios administrados com a iniciativa privada em contratos de cogestão. As principais diferenças entre PPPs e presídios administrados em sistema de cogestão estão na construção do presídio, a cargo do grupo privado no caso das PPPs; no tempo dos contratos, bem mais curtos nos casos de cogestão (até cinco anos, em média); e na sofisticação dos contratos de gestão (mais rigorosos e com metas mais definidas, nos casos das PPPs).

A despeito da discussão a respeito da conveniência de entregar nas mãos da iniciativa privada o destino e a ressocialização de milhares de presos, a privatização de presídios ganhou força a partir da onda neoliberal que enxugou o Estado a partir da década de 80 em vários países, em particular EUA e Inglaterra, governados por conservadores como Ronald Reagan e Margaret Thatcher, respectivamente. Diferentes graus de participação da iniciativa privada são constatados em países tão diferentes quanto Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Israel, França, Alemanha, Chile, Brasil, México, Irlanda, Bulgária e Hong Kong, entre outros. O exemplo mais radical encontra-se nos EUA, onde não apenas a administração do presídio como a execução penal estão nas mãos de empresas privadas, com destaque para as gigantes Corrections Corporation of America (CCA) e o GEO Group.

Especialistas divergem sobre eficácia do modelo

16 Dez 2012

Brasil já tem 26 prisões administradas por empresas privadas

Gilberto Scofield Jr

São Paulo – A inauguração das duas primeiras Parcerias Público-Privadas (PPPs) de presídios no Brasil reacendeu o debate sobre os limites da participação da iniciativa privada no sistema penitenciário, o que já é uma realidade no país. Há hoje no Brasil 26 prisões em seis estados – Bahia, Sergipe, Santa Catarina, Espírito Santo, Tocantins e Amazonas – que são administradas por sete empresas privadas em contratos de cogestão. Com a entrada em funcionamento das PPPs, serão 19.428 presos cujas rotinas estarão sob o cuidado de empresas como Reviver Administração Penitenciária, Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), Montesinos, Auxílio, Socializa, Horizonte e Humanizari, além dos consórcios vencedores de contratos de PPP em Minas e Pernambuco. Todos empregam cerca de cinco mil pessoas.

O número de presos em presídios privados equivale a 3,5% do total de 549.577 que formava a população carcerária no Brasil em junho deste ano, segundo dados do Ministério da Justiça. O primeiro presídio a ser privatizado foi a Penitenciária Industrial de Guarapuava, no Paraná, em 1999, uma iniciativa do então governador Jaime Lerner. O governo federal mantém silêncio sobre o tema e não dispõe de indicadores comparativos entre presídios públicos e privados, mas o potencial de crescimento das privatizações já mobiliza defensores e críticos no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais. Uma das principais críticas que se faz à privatização dos presídios é o conflito ético-filosófico-criminal da prática: como uma instituição que tem como objetivo básico o lucro pode cuidar do processo de execução penal de um ser humano, sua privação de liberdade, e bancar sem mesquinharia o seu processo de ressocialização?

– Sou contra a prática, apesar do estado lastimável dos presídios públicos no Brasil – diz Carlos Weis, coordenador do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo e ex-membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. – Vejo um potencial grande de corrupção, como políticos que são cooptados por indústrias de armamentos e que podem ser cooptados por empresas de administração de presídios. Além disso, quando o sistema prisional vira um negócio, há uma tendência de endurecimento da legislação para aumentar a população carcerária, o que vai no sentido contrário do que estão fazendo países mais desenvolvidos, de estabelecer punições alternativas ao encarceramento.

– Há uma ideia firmada de que o Estado não sabe administrar nada, o que é uma falácia. A prerrogativa da garantia da segurança é do Estado pela Constituição, então, não se pode colocar o sistema prisional, que faz parte disto, em mãos privadas – diz Alessandra Teixeira, presidente da Comissão de Sistema Prisional do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais.

– Não há indicadores que provem que os índices de ressocialização no país sejam maiores entre presos que vêm de presídios administrados pela iniciativa privada. – afirma a socióloga Julita Lemgruber, ex-diretora do Departamento do Sistema Penitenciário. – A privatização aumenta a sensação de que o problema do crime está sendo resolvido e diminui o ímpeto das autoridades de pensarem alternativas para melhorar o sistema de ressocialização e prevenção do crime.

– Há registros de torturas e maus-tratos de presos em unidades administradas pela iniciativa privada. Em alguns, pela lógica de maximizar o lucro, presos possuem dois minutos para tomar banho, já que a ideia é economizar água o máximo possível – diz o advogado José de Jesus Filho, assessor jurídico da Pastoral Carcerária.

Custo alto em presídios federais

Os argumentos a favor da privatização também são muitos. Em primeiro lugar, ponderam os defensores, o estado lastimável das prisões brasileiras, superlotadas e palco de abusos variados contra os direitos humanos mais básicos, evidenciam a incapacidade do Estado de lidar com o problema. E o cenário só tende a piorar com a pressão da sociedade por penas mais severas – incluindo o encarceramento – para crimes de todos os tipos.

– O custo dos presos nas penitenciárias administradas pela iniciativa privada varia em torno de R$ 3 mil, enquanto os presídios federais gastam entre R$ 4 mil e R$ 7 mil por preso, incluindo o custo da construção dos presídios. Os índices de reincidência no crime, entre presos advindos das penitenciárias públicas, é em torno de 60%, enquanto entre as penitenciárias administradas pela iniciativa privada a taxa cai para cerca de 15% – diz Odair Conceição, sócio da Reviver e presidente da Associação Brasileira das Empresas Especializadas na Prestação de Serviços a Presídios.

– O sistema prisional se tornou um desastre na recuperação de presos no Brasil. No mundo, os indicadores são relativos, mas os melhores casos são vistos em presídios administrados pela iniciativa privada. A resistência ao modelo é basicamente ideológica, mas a gente não pode esquecer que o Estado está no controle da execução e fiscaliza o agente penitenciário privado – diz Luiz Flávio D”Urso, presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados (OAB-SP).

Empresas são proibidas de aplicar punições

16 Dez 2012

Contratos incluem multas, indenizações e rescisão em caso de abusos

A questão da constitucionalidade das PPPs no sistema carcerário e a repressão a abusos de autoridade é abordada pelo advogado Fabio Ostermann, membro do Instituto de Estudos Empresariais e gerente de relações institucionais da ONG pró-privatização Ordem Livre:

– É a função jurisdicional que é um exclusividade do Estado e a administração penitenciária não toca nisso. O Estado delega à empresa atribuições ligadas à função material da execução penal, como alimentação, limpeza, vestuário, segurança interna etc. Serviços que são indispensáveis numa penitenciária, mas que nada têm a ver com o monopólio estatal sobre o poder de “dizer o direito”, indelegável e inafastável. Este permanece nas mãos do Estado, por meio do Poder Judiciário e do ministério público, além obviamente, do legislador. Outro ponto polêmico é a segurança interna das penitenciárias, pois alguns afirmam que o Estado estaria delegando seu monopólio sobre a coerção física. Como a empresa cuida somente da custódia dos presos, não podendo aplicar qualquer forma de punição ilegal, essa tende a ser uma outra vantagem: a empresa tem incentivos claros para coibir abusos de seus funcionários sobre os detentos, já que ela pode ter perdas sérias, como multa, rescisão contratual ou mesmo indenização ao preso e sua família.

– As penitenciárias privadas podem administrar melhor que o Estado em várias situações, de reposição de materiais a gerência de funcionários. Na iniciativa privada, se ocorre um abuso de poder dentro da penitenciária, o funcionário é imediatamente afastado e, se o abuso for provado, será demitido. No Estado, há empecilhos ao afastamento e demissão de carcereiros que claramente violam direitos – diz Denise Magalhães, diretora do Instituto Nacional de Administração Prisional.

O que não significa que a solução seja infalível. Em alguns dos 26 presídios administrados pela inciativa privada há mais presos que vagas. São 13.282 presos para 11.227 vagas (uma taxa de ocupação de 118%), mas Odair Conceição explica que são excessos temporários:

– São presos que o Estado pede que guardemos por conta de uma obra numa outra penitenciária ou em delegacias. Os contratos que regem a cogestão são mais flexíveis do que os que regem as PPPs, que não aceitam excesso. Não se pode dizer que os presídios privados são a solução de todo o sistema carcerário nacional, mas eles são claramente e de longe muito melhores que os complexos estatais, verdadeiros depósitos desumanos de gente – diz ele.

 Fonte: O GLOBO