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Policiais Civis, fiquemos espertos, pois na cidade onde moro, a Policia Militar, (oficiais) estão se municiando com vários documentos (RDO, tempo que a viatura PM fica no DP e outros), pois a intenção deles é municiar os Delegados Seccionais, Diretores e até o DGP com dados, pois como eles estão com o prestígio baixo, a intenção é colocar o máximo possível de policiais civis na Corregedoria, pois assim, fazendo os Policiais Civis responderem a Processo Administrativo, eles mostram ao novo secretário que eles ainda são os Policiais Ideais para o Governo investir. Tudo isso com o único intuito de acabar com a Policia Civil. Moro no interior e já conheceu alguns procedimentos em andamento, quem me falou isso foi um Soldado que tem irmão tenente, teria o irmão comentado com ele este absurdo. Vamos ficar espertos, não custa nada. Vamos parar de dar um jeitinho nas ocorrências que eles trazem ao DP, na grande maioria com abuso de autoridade. Relatem ao Delegado estes abusos, vamos mostrar a eles e ao Governador qual é a verdadeira policia.
Estão confirmadas as presenças, na Assembleia Geral, do nosso Deputado Federal Protógenes Queiroz e do Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores de São Paulo Luiz Gonçalves. Também estarão presentes vários representantes das entidades coirmãs do nosso Estado e de demais Estados da federação. Venha você também!
Por: Laura Capriglione : Chama o ladrão!
SÃO PAULO – É apavorante a resolução do secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, proibindo policiais de atender feridos em casos de tentativa de homicídio e latrocínio, de sequestro e de lesão corporal grave. Tem de chamar o Samu, diz a resolução, publicada nesta semana.
Diz-se que, assistidos por profissionais de saúde, os feridos serão mais bem atendidos –como se os PMs não aprendessem primeiros socorros na academia– e que, assim, se garantirá a preservação dos locais de crime para a realização de perícia e investigações.
Viu-se na TV em novembro do ano passado a cena chocante do sujeito vivo e sacudido que apareceu morto logo depois de topar com PMs num bairro pobre da capital. O governador Alckmin reconheceu que “houve execução de preso por parte de policial militar”.
Em 2012, foram ao menos 24 chacinas (80 mortos) na Grande São Paulo, só uma esclarecida. E 2013 começou mal, com sete homens assassinados por um grupo de mascarados. Testemunhas dizem que os matadores anunciaram-se gritando “Polícia!”.
Apenas policiais estão proibidos de socorrer. Eu posso. Você, leitor, pode. O dono da padaria pode. Mas, na periferia profunda da cidade, muitas vezes é apenas a PM que está lá para ajudar. E ela, agora, não pode mais. A mensagem que o governo dá é clara: a tropa está sob suspeita. Entrar em um carro da PM, sei lá… quem tem juízo não deveria fazê-lo.
Tem razão o deputado Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, ao dizer que, em vez de apertar os controles sobre a polícia, punindo os maus soldados, monitorando por áudio e vídeo a conduta deles (a tecnologia já permite inclusive acoplar uma microcâmera à boina do policial), o secretário optou por lançar a sombra da suspeita sobre toda a corporação. A população perde. Mas, convenhamos, se é ele quem desconfia, quem sou eu para confiar?
Arapongagem na Abin sem solução
13 Jan 2013
Servidor que espionava os próprios colegas na agência continua distante da punição.PF quer identificar os interessados nos dados e só deve concluir apuração em maio
JOÃO VALADARES
Mesmo diante da veemente cobrança pública feita em setembro do ano passado pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que ordenou absoluto rigor e celeridade na apuração do caso revelado pelo Correio de arapongagem na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal sequer concluiu a investigação. Na mesma ocasião, Cardozo ressaltou que a apuração em relação ao servidor da Abin que espionava informações dos próprios colegas era prioritária para o governo federal. A informação repassada na época indicava que todos os trabalhos seriam finalizados em um mês. “Isso é uma determinação de governo, ou seja, é uma situação que obviamente exige investigação com rapidez”, afirmou o ministro.
O pedido de urgência foi feito por intermédio do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general José Elito, ao qual a Abin está subordinada. “O próprio ministro pediu à Polícia Federal que tomasse todas as providências. Portanto, estamos fazendo dentro daquilo que a lei manda, mas investigando com o máximo rigor e velocidade”, explicou, na época, Cardozo. A assessoria de comunicação da Polícia Federal revelou, na quinta-feira, que o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal no fim do ano passado, no entanto, retornou com prorrogação de prazo de 120 dias. Agora, a PF afirma que os trabalhos só devem ser concluídos em maio. “A Polícia Federal irá focalizar seus esforços na identificação dos interessados nos dados, se próprios ou de terceiros”, diz o comunicado. O veículo, o celular e o computador usados pelo suspeito foram periciados.
No campo administrativo, os procedimentos investigativos também se arrastam sem solução. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ligado diretamente à Presidência da República, comunicou que o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em setembro, teve sua conclusão prorrogada. O novo prazo para o fim da investigação administrativa é 23 de janeiro. Enquanto durar o procedimento, o servidor permanece vinculado à Abin.
O espião foi preso no dia 14 de setembro do ano passado. Até ser descoberto, ele já havia conseguido “hackear” 238 senhas dos investigadores que trabalham em investigações estratégicas. Após as denúncias, a Polícia Federal montou uma operação e conseguiu prender o infiltrado em flagrante dentro de sua sala de trabalho na instituição. O episódio delicado, tratado de maneira sigilosa, expôs de maneira constrangedora a fragilidade da estrutura responsável por investigar, principalmente, ameaças potenciais ao chefe de Estado. Ele foi libertado um dia depois. A Justiça arbitrou fiança no valor de três salários mínimos e meio.
O infiltrado W.T.N. havia sido empossado recentemente na Abin e ainda estava em estágio probatório. O funcionário pode ser enquadrado por violação de sigilo funcional, crime previsto no Artigo 325 do Código Penal.
Correio Braziliense
12/01/2013-07h00
LUIS FLÁVIO SAPORI ESPECIAL PARA A FOLHA
Ainda é recorrente entre os gestores da segurança pública no Brasil acreditar que o trabalho de policiamento ostensivo é o mais decisivo no controle rotineiro da violência urbana.
A investigação policial, por sua vez, teria um status secundário, limitando-se a fundamentar o inquérito policial direcionado à instância judicial.
É um grave equívoco que tem comprometido seriamente a capacidade do poder público de enfrentar a criminalidade. A atividade de investigar homicídios, por exemplo, coletando e sistematizando as evidências de sua autoria e materialidade, é imprescindível ao controle do próprio crime.
Em primeiro lugar, porque quanto maior é a competência da polícia em elucidar o fato delituoso, menores são os patamares de impunidade, e à medida que a impunidade se mantém em baixos níveis, a incidência de homicídios tende a ser menor devido à incapacitação de homicidas, via aprisionamento dos mesmos.
Por outro lado, a investigação concentra um conjunto de informações muito valiosas acerca do fenômeno criminoso, desvelando os indivíduos e/ou grupos e suas respectivas técnicas de ação e motivações, que são responsáveis pela maior parte dos homicídios.
Se tais informações forem devidamente compartilhadas com a polícia ostensiva, incrementa-se em boa medida a capacidade de prevenção dos crimes contra a vida.
A redução da incidência de homicídios passa, necessariamente, pelo fortalecimento da investigação policial.
LUIS FLÁVIO SAPORI é sociólogo e coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC-MG
AFONSO BENITES DE SÃO PAULO
O DHPP, o departamento que investiga a maioria dos homicídios ocorridos na capital paulista e em parte da região metropolitana, atingiu em 2012 um de seus piores índices de esclarecimento de crimes desde 2001.
Apenas 29,5% dos delitos investigados pelo órgão (entre eles, homicídios, chacinas e desaparecimentos) foram solucionados. Dos 4.627 crimes, 1.364 tiveram a investigação concluída.
Os dados constam de pesquisa feita pelo órgão a pedido do Ministério Público.
A Folha obteve os dados entre 2001 e 2012. Nesse período, o ano com mais esclarecimentos foi o de 2005, quando atingiu a marca 65% de solucionamento. De lá para cá, a queda tem sido gradual, com exceção do ano de 2009.
A Secretaria da Segurança Pública, porém, afirma que não houve menos esclarecimentos, mas uma mudança no método de avaliação.
Entre os casos que deixaram de ser solucionados estão 23 das 24 chacinas ocorridas no ano passado na capital e na Grande São Paulo. O único caso que foi resolvido não teve a participação do DHPP, mas da Corregedoria da Polícia Militar, que prendeu seis PMs suspeitos de matarem três homens.
ANTIGO EXEMPLO
Com 32 delegados e quase 400 policiais, o DHPP é o maior departamento especializado em investigar homicídios do Brasil. Já chegou a ser considerado uma referência.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
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“Essa redução mostra que nos últimos anos a Polícia Civil foi muito desvalorizada. Sem investimento nela, é óbvio que os esclarecimentos vão cair”, afirmou a socióloga Samira Bueno, secretária-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Para o advogado Marcos Fuchs, diretor-adjunto da ONG Conectas Direitos Humanos, ao não punir um homicida, o Estado passa para o cidadão uma sensação de insegurança. “O criminoso vai achar que é fácil passar impune por um crime. Isto pode ser um estímulo para o aumento da criminalidade”, disse.
O baixo índice de esclarecimento de crimes foi um dos motivos da queda do diretor do DHPP, Jorge Carlos Carrasco. No dia 9, ele foi substituído pela delegada Elisabete Sato, que chegou com a missão de melhorar essa estatística.
Os dois delegados não foram encontrados para comentar o assunto.
Em 2012, o DHPP concentrou a maioria das apurações de mortes suspeitas da capital paulista. Neste ano, segundo o governo, a concentração de inquéritos será revista.
OUTRO LADO
A Secretaria da Segurança Pública contestou os dados e informou que não houve queda brusca no esclarecimento de crimes por parte do DHPP, mas sim uma mudança no método de análise dos dados.
Antes, diz, a identificação do autor já bastava para considerar o crime como esclarecido. Mas, desde 2011, a estatística passou a computar só casos com prisão de ao menos um autor do crime.
A secretaria informou que, assim, 37,7% dos crimes foram esclarecidos com a prisão de um suspeito, sendo que pouco mais de 50% tiveram a identificação do autor.
Quando o Ministério Público pediu os dados à pasta, essa mudança de metodologia não foi informada.
Dez novos diretores de departamento e 14 conselheiros da Polícia Civil tomaram posse de seus cargos na manhã desta sexta-feira (11), no Palácio da Polícia, à Rua Brigadeiro Tobias, 527, Luz. A cerimônia ocorreu durante a primeira reunião do Conselho da instituição, com as presenças do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira, do secretário adjunto Antonio Carlos da Ponte, e do delegado-geral Luiz Maurício Souza Blazeck.
A reunião marcou a instalação oficial do novo Conselho da Polícia Civil, com as assinaturas dos diretores da Delegacia Geral de Polícia Adjunta, da Academia de Polícia Civil (Acadepol), da Corregedoria Geral da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro), Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Polícia Judiciária do Interior de Ribeirão Preto (Deinter 3), de Polícia Judiciária do Interior de Santos (Deinter 6) e de Polícia Judiciária do Interior de Sorocaba (Deinter 7).
Além do delegado-geral adjunto, Valmir Eduardo Granucci, os conselheiros empossados foram os diretores dos departamentos: Domingos Paulo Neto (Decap), Nestor Sampaio Penteado Filho (Corregedoria), Elisabete Ferreira Sato Lei (DHPP), Paulo Afonso Bicudo (Demacro), Marco Antonio Desgualdo (Decade), Youssef Abou Chahin (DPPC), Marco Antônio Pereira Novaes de Paula Santos (Denarc), Mário Leite Barros Filho (Acadepol), Wagner Giudice (Deic), João Osinski Júnior (Deinter 3), Aldo Galiano Júnior (Deinter 6) e Julio Gustavo Vieira Guebert (Deinter 7).
Além do diretor do Decap e da Corregedoria que foram empossados no dia 12 de dezembro, os outros nove delegados assinaram o termo de posse, assim como Edison Giatti Lahoz, que responderá pelo expediente da Assistência Policial Civil do Gabinete do Secretário (APC/GS), até 24 de janeiro, em substituição ao delegado Nelson Rodrigues.
A cerimônia
Ao abrir a reunião, o presidente do Conselho, o delegado-geral Luiz Maurício Souza Blazeck, falou da nova visão de trabalho que procurará pôr em prática e, enfaticamente, sobre os valores que deverão permear a direção da Polícia Civil. Pediu a todos, inclusive, que fizessem um minuto de silêncio para reflexão sobre os rumos da instituição.
Grella agradeceu o convite para a reunião e discursou sobre o significado do Colegiado da Polícia Civil (o Conselho) e a importância da investigação para a paz pública. “Precisamos dar resposta à sociedade em termos de responsabilização e isso recai, evidentemente, sobre os ombros da Polícia Civil. Então quanto mais eficiente, quanto melhores e maiores os resultados, maior será a sensação de segurança, porque a população verá na sua polícia a atuação eficiente e a responsabilização daqueles que insistiram e insistem em transgredir as leis”, defendeu.
“Nós nos propusemos a fazer um trabalho e estamos encontrando incondicional apoio do dr. Blazeck. Não queremos simplesmente quantidade, queremos resultados e estamos dispostos a tomar decisões”, afirmou o secretário, que em seguida, pediu o apoio de todos os conselheiros para a diminuição dos índices de criminalidade. “Vamos procurar realizar este ano reuniões bimestrais para discutirmos os resultados, os índices criminais que mais interferem na questão da sensação de segurança, os índices operacionais. Vamos discutir e buscar soluções”, frisou.
O secretário adjunto também agradeceu o convite para a cerimônia, falou do histórico profissional dos conselheiros e das metas para um trabalho eficiente por parte da SSP. Ponte destacou ainda a questão do compromisso público que todos ali assumiam. “Polícia competente é aquela que está em consonância com os ditames do estado democrático de direito e tem a inteligência como a principal arma e, sobretudo, compromisso com a modificação social”, disse.
O delegado-geral falou da valorização e do reconhecimento da Polícia Civil por parte da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e fez, em nome do Conselho, uma homenagem aos dois secretários, oferecendo-lhes um broche da instituição.
As expectativas da Delegacia Geral quanto ao desempenho dos novos diretores foi ressaltada pelo por Granucci. “Vamos prestar bastante atenção não só na produtividade, como também no diálogo, na responsabilidade da transmissão das ocorrências”, disse, referindo-se ao comunicado rápido à DGP de fatos que precisem de providências mais enérgicas.
O delegado-geral adjunto prometeu agilizar ainda mais os trâmites de todos os expedientes e fazer um levantamento dos recursos materiais dos departamentos, ainda no começo deste ano.
As informações são do portal da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).
Atualizado em 11 de janeiro de 2013 às 13h26
Com 39 anos de trabalho na Polícia Civil, pela segunda vez na carreira o delegado Aldo Galiano Júnior, de 60 anos, assume a diretoria de um Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter). Dessa vez, Galiano Júnior terá a missão de comandar o Deinter-6, que abrange a Baixada Santista e Vale do Ribeiro. Ele já comandou o Deinter-7 (Sorocaba).
O novo diretor na Baixada, nascido em Espírito Santo do Pinhal, assume o cargo após a saída do delegado Waldomiro Bueno Filho, que ocupava o posto desde 2007. Antes de assumir o Deinter-6, Galiano Júnior estava no Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade) de São Paulo.
Na tarde de ontem, uma cerimônia de transmissão de cargo foi realizada no Palácio da Polícia Civil de Santos, no Centro. O evento, que contou com presença massiva de delegados titulares de delegacias e distritos da Região, marcou o início dos trabalhos.
Após a cerimônia, o novo diretor do Deinter-6 concedeu entrevista ao DL.
Diário do Litoral – Como o senhor pretende trabalhar? Galiano Júnior – Eu trabalho com o setor de inteligência, hoje não existe fazer polícia sem inteligência, sem saber utilizar os recursos. Quero trabalhar com a comunidade, ao lado das sociedades, como Rotary Club, Lions Club e Consegs. A gente quer humanizar a Polícia Civil novamente. Queremos resgatar a confiança que as pessoas tinham com a polícia. Temos que ter consciência que perdemos a credibilidade.
Diário do Litoral – Qual é o perfil de trabalho do senhor? Galiano Júnior – Eu sou operacional, gosto de ir para rua, colocar o uniforme e estar atuando. Trabalhei no Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), fundei o Grupo de Operações Especiais (GOE) em São Paulo. A minha satisfação pessoal é prender bandido, você se sente motivado fazendo isso. Você tem que se colocar no lugar das pessoas.
Diário do Litoral – O senhor conhece a Região? Galiano Júnior – Sim, frequento aqui semanalmente, tenho casa em Guarujá.
Diário do Litoral – Como o senhor vai combater o crime organizado? Galiano Júnior – Com inteligência, utilizando escutas, trabalhando com o Ministério Público e o Poder Judiciário. Quero acabar com o crime de roubo de cargas, ele abastece o crime organizado. Não vou permitir que ele se estabeleça de uma forma permanente na Baixada Santista.
Diário do Litoral – O senhor fará mudanças no quadro policial? Galiano Júnior – Com certeza irei fazer algumas alterações. São 39 anos de polícia, muitos acompanhado de uma equipe que esteve comigo em diversos momentos. Não é justo vir para um local onde posso desenvolver meu trabalho e não trazer eles. Você tem suas pessoas de confiança, que conhecem seu jeito de trabalhar. Ninguém chega longe sem uma equipe.
Diário do Litoral – Como elas serão feitas? Galiano Júnior – As mudanças serão feitas com seriedade e profissionalismo. Analisando estatísticas, vendo o que pessoal está produzindo ou deixando de produzir.
Diário do Litoral – O senhor já tem ideia das primeiras mudanças? Galiano Júnior – Estou trazendo o delegado Mauro Argachoff para trabalhar na inteligência, a delegada Gisele Boros Tobias para ser assistente. Também farei mudanças na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise). Vou trazer um delegado de São Paulo para trabalhar na Dise.
Diário do Litoral – O senhor pretende abrir novas delegacias na Região? Galiano Júnior – Aqui (Baixada Santista e Vale do Ribeira) está carente na área de homicídios. Pretendo criar um órgão específico para investigar esse tipo de crime. A investigação de homicídio exige dedicação. Vamos criar um suporte para o departamento. Homicídio, a cada dia que você não esclarece, ele fica mais complicado de solucionar. Pretendemos também criar um órgão de Meio Ambiente. Estamos em um polo da Serra do Mar, que tem uma reserva ecológica grande. Iremos trabalhar em conjunto com o Ministério Público e a Polícia Florestal.
Diário do Litoral – Como o senhor vê a importância da criação desse setor específico para homicídio? Galiano Júnior – Hoje é necessário ter esse setor, porque o delegado que assume um inquérito de homicídio tem diversos outros casos para cuidar. Se você cria um setor específico, o delegado especializado só terá um ou dois casos de homicídio para cuidar.
Diário do Litoral – O senhor assume o Deinter-6, em um momento que a morte do PM Marcelo Fukuhara não foi esclarecida. Como o senhor vê esse caso? Galiano Júnior – A vida particular do PM tem que ser levantada. Pelo jeito como foi a morte dele só pode ser vingança. É um caso que me chocou.
http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/2871-diretor-quer-setor-de-homicidios
“Se você agir sempre com dignidade, talvez não consiga mudar o mundo, mas será um canalha a menos.”
João Alkimin
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/
Disponível em: http://vp.virtualpaper.com.br/get.aspx?pid=2&eid=302&host=oestenoticias Acesso em: 10 jan. 2013
Disponível em: http://vp.virtualpaper.com.br/get.aspx?pid=2&eid=302&host=oestenoticias Acesso em: 10 jan. 2013
PAULO GODOY
O Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grela Vieira, disse ontem que a central de escutas montada dentro do Comando de Policiamento do Interior (CPI-8), em Presidente Prudente, não diz respeito à sua secretaria, mas ao Judiciário Paulista e o Ministério Público. Segundo ele, a central continuará em atividade, por se tratar de importante mecanismo de inteligência à disposição do Governo. O Tribunal de Justiça negou que seja responsável pela central. O MP não se pronunciou.
A vinda da cúpula da segurança do Estado a Prudente ocorre em meio às denúncias da existência e funcionamento da central de escutas da PM, conforme publicou com exclusividade o Oeste Notícias.
Vieira veio acompanhado do coronel Benedito Meira, Comandante Geral da PM, e do delegado Luiz Maurício Blazeck, delegado-geral da Polícia Civil, para um encontro inédito no interior do Estado, onde seriam debatidas estratégias de segurança pública focadas no planejamento, inteligência e atuação integrada entre as polícias. De Prudente, a cúpula seguiu para Bauru. O evento começou por volta das 10 horas, no auditório da Faculdades Integradas “Antonio Eufrásio de Toledo”.
A coletiva de imprensa foi dominada por dois assuntos: a resolução do Governo do Estado que proíbe policiais militares de prestar socorro a vítimas em estado grave e a central de escutas montada pela PM dentro do CPI.
Fernando Grella Vieira disse que não se pode falar em desmonte da central de escuta de Prudente, porque o aparato não próprio da Secretaria, mas do Tribunal de justiça.
“A escuta não é nossa, da Secretaria. A escuta decorre de procedimentos próprios da lei que tramitam pelo Judiciário com a intervenção do Ministério Público”, disse o secretário, defendendo o trabalho de investigação da Polícia Militar. “Aqui há um grande trabalho de investigação que resulta em um grande número de escutas, como acontece em outras regiões do Estado. Essas investigações prosseguem porque são providencias judiciais apreciadas, deferidas e controladas pelo juiz, com a intervenção do MP”.
O secretário afirmou que a quantidade de escutas diz respeito ao momento e ao assunto investigado. Com isso, situações mais sensíveis exigiriam um número maior de escutas “obtidos de acordo com a lei, em um processo legítimo”.
Quando perguntado se tinha cem por certeza de que cem por cento das escutas estavam amparadas legalmente, Vieira disse que enquanto não tiver nenhum caso concreto que indique o contrário, ele continuará pressupondo que as escutas de Prudente correm de forma legal, com ordem judicial.
Segundo ele, nenhuma evidência de que isso não esteja ocorrendo foi apresentada até agora. “Se isso acontecer não só eu como qualquer agente do Estado tem o poder e o dever de apurar”, disse, emendando que não pode e não tem acesso a nenhuma das quase 88 mil gravações feitas até agora.
Após a divulgação da existência e operação da central de monitoramento telefônico da PM em Prudente, pelo Oeste Notícias, a Associação de Delegados da Polícia Civil do Estado de São Paulo e a sua congênere na esfera federal entraram com protocolos pedindo a abertura de inquérito policial para apurar o funcionamento do aparato e as condições que ele atua.
Luiz Maurício Blazeck garantiu que o inquérito será aberto, atuando em duas frentes. Nas denúncias em que aparecer como investigado o ex-secretário de Segurança Pública Antonio Ferreira Pinto, a investigação caberá à Procuradoria de Justiça do Estado de São Paulo. Nos demais casos, o inquérito ficará a cargo da Polícia Civil.
Blazeck não informou de onde estão partindo os mandados judiciais que autorizem as escutas na central de Prudente. Disse apenas que envolve comarca da região.
Outro lado – A reportagem entrou em contato ontem com a Procuradoria de Justiça e com o Tribunal de Justiça do Estado com pedidos para que comentassem a afirmação do secretário Fernando Grella Vieira de que a central não é de responsabilidade do Governo do Estado, mas do Judiciário Paulista.
Até as 19 horas, o Ministério Público não havia se manifestado. Em nota, o TJ disse que o Poder Judiciário do Estado de São Paulo não mantém, nem administra nenhuma central de escuta telefônica, haja visto que não é sua função apurar infrações penais e sua autoria. “Toda e qualquer interceptação telefônica autorizada pelo Judiciário somente é deferida por decisão fundamentada, o que é objeto de comunicação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ)”, completou a nota.
Além dos emails enviados o Oeste Notícias esteve no Forum de Prudente procurando pelo diretor administrativo, juiz Antonio Roberto Sylla, para que comentasse as afirmações de Grella Vieira, mas a informação é que ele está de férias. Em seu lugar atua interinamente o juiz Luis Carlos Moreira, que se recusou a atender a reportagem.
Da mesma forma o Ministério Público foi procurado. O promotor Silvio Martins Barbato, que responde pela secretaria das promotorias criminais, também está em férias. Em seu lugar interinamente, responde o promotor Braz Dorival Costa, que disse não ter informação sobre o caso.
PMs estão proibidos de remover vítimas em estado grave
Outro assunto que consumiu boa parte da entrevista coletiva com a cúpula da segurança pública do Estado de São Paulo, em Presidente Prudente, foi a resolução do Governo Paulista, válida desde terça-feira (8), proibindo policiais militares de prestarem atendimento, ou remover vítimas em estado grave. A determinação abriu uma crise com os policiais militares, que se sentem atacados diretamente pelo governo, embora a justificativa oficial seja a de estabelecer protocolos padronizados de atendimento, cabendo ao PM envolvido com a ocorrência preservar a cena de eventual crime. “Nós preconizamos que, por meio dessa resolução, o policial não está obrigado a socorrer, mas a acionar o socorro para que um profissional venha ao local e preste o atendimento adequado, enquanto o policial preserve o local”, disse o secretário Fernando Grella Vieira. De acordo com o titular da pasta da Segurança, nas ocorrências de crimes graves, homicídios, em que haja ferimentos graves, decorrentes ou não do enfrentamento policial, a pessoa ou o corpo deverão ficar no local, aguardando atendimento especializado. Nas cidades em que não existam equipes de resgate ou atendimento médico de urgência, o policial está liberado para prestar o atendimento.
Outros pontos destacados na coletiva
Viaturas para a PM – De acordo com o coronel Benedito Meira, o final de 2013 encerrará o planejamento bienal em que a região deverá contar com 80 viaturas novas, investimento, segundo o comandante de R$ 2,7 milhões. Os veículos serão adquiridos e distribuídos por lotes a todas as cidades da região de Prudente.
Efetivo – Perto de 400 municípios paulistas dispõem de apenas um grupamento da polícia militar para garantir sua segurança, estrutura que hoje, não comporta mais que sete policiais – o que permite que apenas um policial trabalhe em cada turno.
Benedito Meira disse que há estudos em andamento que poderão elevar o efetivo dessas cidades para 11 policiais. Com isso, ao menos dois PMS conseguiriam trabalhar juntos em todos os horários do dia. Para poder colocar o plano em prática, seriam necessários pelo menos mais 1.500 novos soldados.
“A expectativa é que eu tenha alguma coisa formatada até o final do ano. Trabalhei muito tempo no interior e conheço bem a demanda”.
Polícia Amiga – Depois de dizer que pesquisas encomendadas pela Polícia Militar indicam insatisfação da população paulista com a atuação da PM, o coronel Meira chegou a dizer que uma de suas prioridades é transformar a imagem da corporação.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o comandante da PM afirmou que pretende com que o policial se aproxime mais do morador e da comunidade em que atua. “No interior isso já acontece, porque o policial está inserido na cidade, conhece os moradores. Mas em São Paulo é diferente”, disse. “A população precisa se sentir protegida pela polícia e isso se dá já na abordagem do policial, uma das maiores reclamações”. Benedito Meira não respondeu à pergunta se sua declaração e proposta tinham a ver com a alta taxa de letalidade da PM registrada em 2012.
Onda de violência – Apesar de ter tomado posse no auge da violência recente ocorrida em São Paulo, quando mais de cem policiais militares foram mortos em pouco mais de quatro meses Fernando Grella Vieira disse que o Estado não está perdendo a guerra contra a criminalidade.
“A sensação de segurança se trabalha com esclarecimento para a população e com a abertura dos dados e índices da criminalidade para a sociedade”, disse o secretário.
Para ele, o Rio de Janeiro tem índices de crime muito piores que os de São Paulo, “no entanto a sensação de segurança lá é maior. Ou seja, o morador do Rio de Janeiro está mais exposto à criminalidade que o de São Paulo, mas se sente mais seguro”.
Diário do Litoral – Como você recebe essa notícia? Waldomiro Bueno Filho – Foi uma surpresa porque vinha fazendo um belo trabalho. O governador (Geraldo Alckmin) tinha dito que contava comigo até o final do seu mandato. Mas estou feliz porque sei que estou saindo por excesso de competência. Ninguém fica no comando por muito tempo, ainda mais trabalhando na polícia.
DL – Qual seu sentimento com essa mudança? Bueno Filho – De coração, eu lamento sair daqui. Não pelo cargo, mas por conta dos policiais que trabalhei, que são homens dignos, comprometidos com a segurança pública e com a Baixada Santista. Mas, tudo bem, a gente compreende, a administração tem suas escolhas e estamos aí para cumprir nosso papel.
DL – Qual teria sido o motivo de sua saída? Bueno Filho – Eu bati um recorde na direção do Deinter-6 ficando seis anos no comando. Esse teria sido o motivo da minha saída.
DL – Como você analisa os seis anos de comando no Deinter-6? Bueno Filho – Nossa produtividade foi grande nesse tempo. Sazonalmente fazíamos operações. Prendemos mais de 5 mil criminosos nos seis anos. Quando eu cheguei aqui, encontrei um departamento com vários problemas e consegui sanar eles. Hoje, estamos com uma produtividade maravilhosa, com quase todos os casos de repercussão resolvidos. No meu comando implantamos a metodologia da recognição visuográfica, onde o policial é obrigado a ir até o local do crime. Isso aumentou o poder de esclarecimento dos casos.
DL – Você acha que deixou alguma aresta no comando? Bueno Filho – Sem dúvidas, tem pontos que precisam ser bem mais trabalhados. Um exemplo são as quadrilhas que atuam em Praia Grande, que conta com um número muito alto de roubos. Infelizmente, são bandidos que não são da região, complicando nosso trabalho. Mas sei que fiz um grande trabalho. Meu sonho na polícia era ter um lugar sem crimes de roubos e furtos, isso é com o tempo, com a própria legislação, que infelizmente atrapalha o trabalho da polícia. Nós criticamos porque gostamos do que fazemos. Nós queríamos leis perfeitas para manter o ladrão preso, para que o cidadão possa caminhar tranquilamente na rua, andando com o vidro do carro aberto.
DL – Você conhece o novo diretor? Bueno Filho – Conheço, é um grande delegado, um parceiro, que vai dar continuidade ao nosso trabalho. É uma pessoa “super” afável, que não tem amor exacerbado ao cargo. É um homem que tem um ótimo relacionamento com seus funcionários.
O delegado Waldomiro Bueno Filho deixa o comando do Deinter-6 (Foto: Arquivo/DL)
DL – Quais metas você tinha traçado para 2013? Bueno Filho – Tinha planos de neste ano realizar a reforma do Palácio da Polícia Civil, que é uma preocupação minha, a construção de um prédio no Valongo para abrigar o 1º Distrito Policial, viabilizar o barco que está para ser fornecido pela Petrobras, onde poderemos realizar diligências em locais de difícil acesso, além da reforma de algumas delegacias. Sei que o Aldo vai dar continuidade nesses projetos.
DL – Sabe qual será seu futuro? Bueno Filho – Ainda não sei, meu futuro ainda está indefinido. Não sei se vou assumir alguma seccional ou diretoria. Em um primeiro momento, sei que estarei à disposição da Delegacia Geral de Polícia.
DL- Você completa, em junho, 45 anos trabalhando na polícia. Qual sua análise nesse período? Bueno Filho – Eu já comandei por cinco anos São José do Rio Preto, um ano São José dos Campos e aqui. Uma das maiores realizações da minha vida foi ter trabalhado no Litoral, sou um homem realizado por isso, além de me sentir realizado por nesse período ter respeitado as pessoas, inclusive os ladrões que prendi. Na minha carreira, participei de diversos tiroteios, mas nunca dei um tapa no rosto de alguém, sequer levantei a mão para uma pessoa, isso é a coisa mais importante para mim.
http://www.diariodolitoral.com.br/conteudo/2775-fiquei-surpreso-com-a-saida
Dilma veta porte de arma para agentes e guardas prisionaisA presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei 87/2011 que previa o porte de arma, mesmo fora de serviço, a agentes e guardas prisionais, a integrantes das escoltas de presos e às guardas portuárias. O veto foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (10).
Na explicação do veto, dirigida ao presidente do Senado, José Sarney, a presidenta Dilma informa que foram ouvidos o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que se manifestaram contra o projeto. As duas áreas alegaram que, se sancionado, o projeto implicaria maior quantidade de armas de fogo em circulação, “na contramão da política nacional de combate à violência e em afronta ao Estatuto do Desarmamento”.
Na justificativa para o veto, foi ressaltada também “a existência da possibilidade de se requerer a autorização de porte para defesa pessoal, conforme a necessidade individual de cada agente”.
Fonte: Agência Brasil