” OU A RADIOGRAFIA DA SEGURANÇA PÚBLICA NO ESTADO”
Sinceramente pensei que perseguições, demissões políticas só ocorressem na Polícia Civil como fizeram com o Delegado Conde Guerra, mas vi que estava redondamente enganado. Ao ler o caso do Policial Militar que denunciou peculato praticado por uma Tenente Coronel, por sinal subcomandante do presídio do Barro Branco e verificando que o mesmo responde a conselho de disciplina por haver denunciado que Policiais Militares presos eram retirados do presídio militar para realizar reparos na casa da subcomandante fiquei mais uma vez estarrecido. Ora, o Policial age com dignidade e é punido. Quem tem que ser punido é o comandante, a subcomandante, o oficial de dia e todos aqueles que ou sabiam do ilícito e prevaricaram ou não sabiam e são incompetentes.
Causou-me também espanto a declaração do Cabo Wilson, diretor há muitos anos, diga-se de passagem, da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, digo que é diretor há muitos anos, pois sucedeu ao Soldado Walfrido e se eternizou no cargo dizendo singelamente que espera justiça, eu como cidadão espero muito mais de uma associação de classe, defesa corajosa e denodada de seus associados e não média com oficiais superiores ou com quem quer que seja, pois afinal de contas quem mantém essa associação é a contribuição mensal de soldados, cabos e sargentos, sem eles ela não existiria e parece-me que os associados estão abandonados.
Agora o Delegado Conde Guerra tem um companheiro de infortúnio, o Delegado punido por repercutir notícia e o Policial Militar por denunciar um crime, parabéns a administração superior das duas Policias.
Já na Polícia Civil as coisas também vão de mal a pior, pois um Delegado de Polícia ao chegar a sua casa viu que a mesma estava sendo forçada por marginais, ao invés de prendê-los, pois presumo que de acordo com a Lei Orgânica da Polícia Civil estivesse armado, deixou que fossem embora e posteriormente foi ao Distrito da área pedir ao colega que investigasse o fato; provavelmente não satisfeito com as providências tomadas pelo colega dirigiu-se ao Diretor do DECAP que adotou uma medida dura e enérgica, removeu o Titular do Distrito para outro departamento.
Ora senhores, estamos chegando ao cúmulo da barbárie onde Delegados são afastados ao alvedrio do Diretor, não que o Diretor não tenha direito ou competência para remover quem não é de seu agrado, mas certamente deve haver motivo justo ou justificado, pois do contrário é medida de arbítrio, sem amparo legal que pode e deve ser reparado por medida judicial.
Prestem atenção ao descalabro e ao desprezo que o Ministério Público e o Poder Judiciário demonstram hoje pela Polícia Civil quando emitem ordem de busca e apreensão para a Polícia Militar, estou me referindo ao caso do cantor sertanejo em que a pedido do Ministério Público o Magistrado concedeu mandado de busca e apreensão para a Polícia Militar, é o fim dos tempos, daqui a algum tempo se a administração da Polícia Civil não se tomar de brios o que eu particularmente acho difícil, pois ninguém quer perder as sinecuras do poder certamente inquéritos serão tocados pela Polícia Militar como acontecia na época do regime militar, onde tudo era feito no DOI-CODI da Rua Tutóia, esquina com Tomas Carvalhal e posteriormente o serviço cartorário era feito no DOPS por esse motivo papagaio comia milho e periquito levava fama e a Polícia Civil paga até hoje um alto preço por essas atitudes.
Naquela época senhores o sofrimento passava pela Av. Liberdade e terminava no Paraíso.
Enquanto aqueles que comandam a Polícia Civil não acordarem, não fizerem valer as prerrogativas da Polícia Civil as coisas continuaram indo de mal a pior e espero não estar aqui para ver o fim da Polícia Civil do Estado de São Paulo que se avizinha rapidamente.
João Alkimin é radialista – http://www.showtimeradio.com.br/











