JUSTIÇA DE MERDA – Delegado do Denarc não participou do esquema e não vazou informações…O MP É UMA AMEAÇA! 82

18/07/2013 – 20h07

Justiça manda soltar delegado do Denarc suspeito de vazar informação

LUCAS SAMPAIO
DE CAMPINAS

O delegado Clemente Castilhone Júnior, chefe do setor de inteligência do Denarc (departamento de narcóticos), teve o alvará de soltura expedido pela Justiça no fim da tarde desta quinta-feira (18). Até o início da noite, ele não havia sido solto.

Castilhone é apontado como suspeito por promotores do Gaeco –grupo da Promotoria que investiga crime organizado– de vazar informações de uma investigação do Ministério Público Estadual.

Segundo os promotores que comandam a investigação, policiais receberiam até R$ 660 mil por ano para informar e proteger criminosos ligados ao PCC em Campinas (a 93 km de São Paulo). Além de Castilhone, oito pessoas foram presas e outras quatro estão foragidas.

João Batista de Augusto Filho, advogado de Castilhone, considerou “drástica” a prisão de seu cliente. “Não havia fundamento para tanto.”

José Cláudio Tadeu Baglio, promotor de Justiça que investiga o caso, afirmou que a prisão foi “drástica, mas absolutamente necessária” para entender como o vazamento ocorreu. O promotor, no entanto, descartou a participação do delegado no esquema e também que o vazamento tenha sido proposital.

Castilhone é homem de confiança do diretor do Denarc e integrante do grupo de trabalho dos governos estadual e federal para combate ao crime organizado.

DEMAIS PRESOS

Entre os demais presos estão outro delegado do Denarc –Fábio Alcântara–, nove policiais ou ex-policiais do departamento e dois investigadores do 10º DP de Campinas.

Anteontem, Castilhone e Alcântara depuseram aos promotores do Gaeco em Campinas.

Além dos delegados, dois investigadores do 10º DP, Mark de Castro Pestana e Renato Peixeiro Pinto, foram levados para prestar depoimento mas não falaram.

Segundo Thiago Amaral Lorena de Mello, um dos advogados de Pestana e Pinto, o acesso às provas que resultaram na detenção de seus clientes foi liberado menos de um dia antes da oitiva e a defesa recomendou que os policiais não se pronunciassem porque não houve tempo para analisar o processo.

Dia 23: SEPESP realizará passeata rumo ao Palácio dos Bandeirantes 36

Enviado em 18/07/2013 as 12:50 – ESCRIVOTRIL

Os polícias civis, representados pelo SEPESP/CUT, voltam às ruas na próxima terça–feira, dia 23. O Sindicato está convocando toda categoria policial para participar da passeata rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede oficial do governo do Estado. A concentração será na Praça do Povo, próximo ao Jóquei Clube, às14h.
Este é o terceiro grande ato organizado pelo SEPESP em parceria com a CUT/SP, sindicatos e associações da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
O objetivo é pressionar o governador, Geraldo Alckmin (PSDB), a atender as reivindicações aprovadas na Assembleia da categoria policial realizada, no dia 4 de julho, na Galvão Bueno, na Liberdade. “Vamos mostrar a força da Polícia Civil e nos preparar para o início da greve, agendada para 1º de agosto”, afirma nota da diretoria do SEPESP.

Confira as principais reivindicações
•Pagamento do salário de nível superior aos Escrivães e Investigadores;
•Reestruturação das demais carreiras e sua devida e justa valorização, incluindo também os servidores das carreiras administrativas;
•Incorporação do ALE para ativos e inativos;
•Aposentadoria Especial com paridade e integralidade ( lei 51/85) ;
•Carreira jurídica e final do interstício de cinco anos na classe para todos os policiais;

Dr. Nestor, quando Vossa Excelência vai colocar na mídia a qualificação e foto dos Delegados (Seccional e Diretor de Departamento) que ligaram pro ganso que foi assassinado em Moema com carteira funcional, distintivos e uma 45 da Polícia Civil ? 40

Enviado em 17/07/2013 as 18:27 – FALCÃO

Dr. Nestor, Excelentíssimo Delegado da Corregedoria que mal lhe pergunte…Quando Vossa Senhoria vai colocar na mídia a qualificação e foto dos Delegados (Seccional e Diretor de Departamento) que ligaram pro ganso que foi assassinado em Moema com carteira funcional, distintivos e uma 45 da Polícia Civil)????? Já faz mais de um mês e ninguém fala mais sobre isso….

Ronaldo Tovani : O TRABALHO DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE O “POVÃO” TANTO GOSTA 43

Enviado em 17/07/2013 as 17:56 – Ronaldo TOVANI

EM PRIMEIRO LUGAR, OS PROMOTORES DE JUSTIÇA DE UM MODO GERAL E OS PROMOTORES DO GAECO EM PARTICULAR DEVERIAM, TAL COMO JUÍZES, “FALAR” SOMENTE NOS AUTOS.
EM SEGUNDO LUGAR, AQUILO QUE OS PROMOTORES DE UM MODO GERAL E OS PROMOTORES DO GAECO EM PARTICULAR FALAM DEVE SER ESCUTADO, EM SEGUIDA REDUZIDO À METADE (PORQUE A OUTRA METADE NORMALMENTE É EXAGERO), SENDO QUE DA METADE QUE SOBRA, DEVE SER DESCONTADA OUTRA METADE (QUE NORMALMENTE É DE INVERDADES), REDUZINDO-SE EM SEGUIDA A SOBRA À METADE (QUE É A PARTE DA PERSEGUIÇÃO).
POR FIM, O QUE SOBRAR DEVE SER SUBMETIDO AO CONTRADITÓRIO E, VIA DE REGRA, ACABA SOBRANDO NADA.
ESSE É O TRABALHO DO MINISTÉRIO PÚBLICO QUE O “POVÃO” TANTO GOSTA.

SIPESP – TODOS ESTÃO CONVOCADOS, para terça-feira – 23/07/2013 às 14:00 horas, no Parque do Povo, região do Jóquei Clube – Cidade Jardim, 113

Enviado em 17/07/2013 as 9:29 – Escrirevoltadopol

DR. GUERRA,
PELO AMOR DE DEUS COLOCA ISSO EM DESTAQUE, EM UM TÓPICO, SENÃO NINGUÉM FICA SABENDO.

SITE DO SIPESP:
Como estamos em Assembleia Geral Extraordinária Permanente, a partir de hoje – 15/07/2013, TODOS ESTÃO CONVOCADOS, para terça-feira – 23/07/2013 às 14:00 horas, no Parque do Povo, região do Jóquei Clube – Cidade Jardim, a comparecerem em grande número neste local. Que cada um traga mais dois colegas para fazermos uma enorme manifestação.

Obrigado

———————————

Enviado em 17/07/2013 as 17:21 – TIRA DO DECAP

O Governador ignora a Polícia

15 de julho de 2013 Notícias
Apesar de vários ofícios encaminhados, mobilizações e esforços de alguns políticos para o Governador nos receber, o mesmo mostra-se surdo e mudo a nós da Segurança.

Como estamos em Assembleia Geral Extraordinária Permanente, a partir de hoje – 15/07/2013, TODOS ESTÃO CONVOCADOS, para terça-feira – 23/07/2013 às 14:00 horas, no Parque do Povo, região do Jóquei Clube – Cidade Jardim, a comparecerem em grande número neste local. Que cada um traga mais dois colegas para fazermos uma enorme manifestação.

A contagem regressiva continua até o prazo – 31/07/2013, conforme Ofício e chamada em nosso site.

Presidente Rebouças

Escutas revelam PMs envolvidos com PCC 12

Enviado em 17/07/2013 as 10:03 – só santo na gloriosa

PUBLICA ESSA REPORTAGEM AE DR. GUERRA

http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000614649

Escutas revelam PMs envolvidos com PCC

Do Jornal da Band
pauta@band.com.br
Terça-feira, 16 de julho de 2013 – 19h53 Última atualização, 16/07/2013 – 21h24

O Ministério Público descobriu, em uma nova investigação, o envolvimento de policiais militares com o crime organizado em São Paulo. Escutas telefônicas mostram que em vez de defender a população, alguns homens da corporação cobram propina para proteger traficantes da facção PCC.

A Band teve acesso às escutas com exclusividade.

No início da gestão do Secretário de Segurança Pública de São Paulo Antônio Ferreira Pinto, em 2009, foi tomada uma decisão: centralizar as apurações sobre o PCC na Polícia Militar. Mas as polícias Federal e Civil continuaram investigando o tráfico. E em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça descobriram que policiais militares combinavam com os criminosos o recebimento de propina para proteger pontos de venda de drogas.

Escutas revelam a contabilidade do PCC em SP
PCC: líderes ganham direito a semiaberto
PCC: documentos levam polícia a líderes
Fundação Casa investiga denúncia da Band
Menores da Fundação Casa fazem reza do PCC

Em uma das gravações, o traficante se revolta porque apesar de pagar a propina tem problema com a PM.

Muitos dos policiais suspeitos de envolvimento com o PCC ainda trabalham normalmente. As provas contra eles se transformaram em relatórios de inteligência, arquivados com o aval da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Com a certeza da impunidade, aos agentes da Polícia Militar passaram a extorquir e executar traficantes. A facção revidou com uma guerra que matou mais de cem PMs no ano passado – a maioria sem envolvimento com o crime organizado.

O governo paulista disse que acompanhava os passos do PCC através de centrais de grampos instaladas dentro de quartéis da PM controladas por um coronel da reserva e um promotor de Justiça.

A principal estação de grampo estava direcionada para a penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde está a cúpula do PCC. Porém, ela não registrou negociações entre os chefes da facção dentro do presídio considerado de segurança máxima.

Procurada pela Band, a Secretaria de Segurança respondeu com uma nota em que diz não tolerar desvios de conduta e que vai apurar qualquer irregularidade envolvendo policiais.

CHEGA DE CUZÃO… O “corregedor” NESTOR SAMPAIO PENTEADO FILHO considera foragido quem nem sequer foi denunciado…PEDE PRA SAIR NESTOR, VOCÊ É UM FALSO “CULTOR” DO DIREITO! 119

NESTOR SAMPAIO PENTEADO FILHO

NESTOR SAMPAIO PENTEADO FILHO

http://www.ssp.sp.gov.br/noticia/lenoticia.aspx?id=31798

Terça-feira, 16/07/13 – 20:15

Corregedoria busca policiais investigados em operação

A Corregedoria Geral da Polícia Civil divulgou as fotos e a identidade dos seis policiais investigados em operação conjunta com o Ministério Público de São Paulo e que ainda não foram localizados. Eles são considerados foragidos.
Na operação, deflagrada nesta segunda-feira (15) em São Paulo e na região de Campinas, sete mandados de prisão foram cumpridos.
Os mandados foram expedidos pela Justiça de Campinas, em investigação envolvendo policiais e ex-policiais do Denarc (Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico).
A Corregedoria da Polícia Civil já adotou todas as providências legais cabíveis, instaurando procedimentos para apurar a conduta individual de cada policial envolvido na investigação.
A Polícia Civil de São Paulo não compactua com qualquer tipo de desvio ou prática de ilícito por parte dos policiais da instituição.
Quem tiver informações que possam ajudar a polícia a encontrar os foragidos pode ligar para o 181 – Disque Denúncia. O sigilo é total.

Policiais presos já tinham antecedentes na Corregedoria

A SSP-SP informou que os presos estão custodiados no prédio da Corregedoria da Polícia Civil, na capital. O chefe do órgão, Nestor Sampaio Penteado, declarou que deve ser aberto processo disciplinar e instaurado processo administrativo disciplinar contra eles –medidas que podem resultar em demissão do serviço público.

Questionado se os policiais alvo da operação já tinham antecedentes por infração disciplinar ou criminal na Corregedoria, Penteado admitiu que sim. “Alguns”, resumiu.

Sobre a prisão do número um da inteligência do Denarc, o corregedor disse que não faria “juízo de valor”, uma vez que o preso não fora julgado, tampouco o julgamento ainda “transitado em julgado”.

Fico imaginando a cena…( delegado corregedor bundão ao volante da viatura levando promotor pimpão a sua direita – Flit ) 33

Enviado em 16/07/2013 as 17:23 – RONALDO TOVANI

Fico imaginando a cena:
em um procedimento, sem forma nem figura e muito menos controle judicial, a que o MP denomina PIC, prisões e buscas e apreensões são requeridas e prontamente deferidas. Então, os respectivos mandados judiciais são expedidos e, pasmem, entregues aos promotores de Justiça do GAECO “para cumprimento”. E estes, na liderança, à frente de policiais de uma Corregedoria da Polícia Civil subestimada e subserviente, adentram à sede do DENARC – sem qualquer ciência prévia de seu diretor, um dos mais competentes, destacados e honrados delegados de Polícia de SP, Dr. Marco Antonio de Paula Santos – e passam a fazer as “prisões” e as “buscas e apreensões”, enquanto os policiais da Corregedoria – que equivocadamente acham que os promotores tudo podem – a tudo assistem calados.
As prisões e as buscas e apreensão são atos de rotina, meros cumprimentos de ordens judicias, e, portanto, tenham ou não como alvos pessoas comuns ou policiais, ou quaisquer outros, não devem causar surpresas.
A surpresa fica para o “poder” que o MP tem, e para o “poder” que ele acha, e todos acham, que ele tem. De um para o outro existe uma grande diferença e se focinheiras não forem colocadas logo, o que “pensam que é” passará a “ser o que é”….

A Corregedoria por meio de artifícios continua desrespeitando a própria carreira…Delegada de Santo André publica no Diário Oficial penalidade sigilosa passível de recurso…Vá pilotar fogão , Dnª Maria! 15

Enviado em 16/07/2013 as 14:28 – TBird

E a reserva do art. 76?

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA JUDICIÁRIA DA MACRO SÃO PAULO

Delegacia Seccional de Polícia de Santo André

Despacho do Delegada, de 15-7-2013

A Delegada de Polícia da Equipe Corregedora de Santo André, cumprindo determinação da 10ª Corregedoria Auxiliar Demacro, notifica os advogados: Daniel Leon Bialski OAB/SP nº 125.000 e Bruno Garcia Borragine – OAB/SP nº 298.533, que foi aplicada ao Delegado de Polícia Marco Antonio Nogueira nos autos da Sindicância Administrativa nº 17/12 da Divisão das Corregedorias Auxiliares a pena de advertência.

RESERVA

Artigo 71 A pena de advertência será aplicada verbalmente, no caso de falta de cumprimento dos deveres, ao infrator primário.

Parágrafo único A pena de advertência não acarreta perda de vencimentos ou de qualquer vantagem de ordem funcional, mas contará pontos negativos na avaliação de desempenho.

Artigo 76  – O ato que cominar pena ao policial civil mencionará, sempre, a disposição legal em que se fundamenta.

1º – Desse ato será dado conhecimento ao órgão do pessoal, para registro e publicidade, no prazo de 8 (oito) dias, desde que não se tenha revestido de reserva.

2º – As penas previstas nos incisos I a IV do artigo 67, quando aplicadas aos integrantes da carreira de Delegado de Polícia, revestir-se-ão sempre de reserva.

________________________________

De duas  as duas: MÁ- FÉ e BURRICE.

O interessado deveria ingressar com representação e ação cível para reparação de danos morais.

Anatomia de uma Renegada – O começo do Fim da Polícia Civil 24

capabismarck

Resumo

 

ANATOMIA de uma RENEGADA é um livro que expõe e comenta fatos esdrúxulos ocorridos na região conhecida como Vale do Paraíba, região esta que na Polícia Civil corresponde ao DEINTER 1 – Departamento de Polícia Judiciária do Interior 1 – incorporando-se aí também o Litoral Norte do Estado de São Paulo. O livro relata histórias policiais com ênfase na Polícia Civil paulista, desmoralizada, em descrédito, praticamente sem comando, sem estratégia, guiada pelas estatísticas político-politiqueiras que visam fingir que está tudo sob controle e as coisas funcionam.
…Apresenta “trairagens”, crimes, prevaricações, corrupção policial, novas e velhas mentiras muito bem arquitetadas. A obra expõe a logística do tráfico de drogas em cidades pequenas do interior paulista e como a velha Polícia Civil enfrenta ou finge que enfrenta o mesmo. Expõe o problemático organograma da Polícia Civil paulista, a realidade das Delegacias de Polícia do Vale do Paraíba e informa detalhadamente de uma maneira clara e cristalina que na Polícia Civil paulista os bravos e combativos servidores sofrem longa e forte manobra de cerco dos patifes, e desgraçadamente, em muitos casos, por fim, se misturam a eles. Pode ser um manual prático básico de patifaria, mas pode e deve ser também um forte despertador para cidadãos e autoridades honestas que ainda teimam em pensar e tem o desejo de um futuro, no mínimo, menos indigno e muito menos violento que o atual. Tanto ao mais cândido dos inocentes, quanto ao mais malicioso e experiente indivíduo e ao mais ardiloso e pernicioso corrupto, o livro a Anatomia de uma Renegada – O começo do Fim da Polícia Civil – é nitroglicerina pura!

 Bismarck Marinho Santos é tecnólogo em gestão empresarial, trabalhou por 10 anos como escrivão de polícia e exerceu suas funções em diversas cidades do interior de São Paulo e na capital. Há dois anos encontra-se afastado, exercendo função de técnico de hardware em uma loja de informática em Guaratinguetá/SP.

 

GAECO , JUIZ DE CAMPINAS e uma história certamente muito mal montada sobre anuidades e mensalinhos do DENARC da Capital 32

Policiais cobravam R$ 300 mil por ano de traficantes; Denarc terá mudanças

Sete agentes, entre eles dois delegados, foram presos por suposto envolvimento em esquema de vazamento de inquéritos. Outras 3 detenções ocorreram nas regiões de Ribeirão Preto e Campinas, onde escutas motivaram a denúncia

16 de julho de 2013 | 0h 02
Luciano Bottini Filho e Ricardo Brandt

Sete policiais civis foram detidos nesta segunda-feira, 15, na capital paulista e em Campinas, por envolvimento em um esquema de achaque a traficantes e vazamento de inquéritos – seis eram integrantes ou ex-funcionários do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). As denúncias apontam para pagamento de propina mensal de até R$ 30 mil. Após a operação, que incluiu a maior devassa no departamento desde 1987 e levou a outras três detenções, a Secretaria da Segurança destacou que o Denarc será reformulado.

Dois dos presos eram delegados do departamento: o supervisor da Unidade de Investigações (responsável pelo setor de inteligência), Clemente Castilhone Junior, e Fábio Amaral de Alcântara, da 3.ª Delegacia de Apoio. Foram expedidos 13 mandados de prisão contra policiais – 11 em São Paulo e 2 em Campinas, onde começou a investigação, com base em escutas de traficantes feitas a pedido do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

O promotor Amauri Silveira Júnior, do Gaeco de Campinas, disse que ” a ação de alguns policiais tornou impraticável o trabalho do Ministério Público” na região de Campinas. “Tentou-se forjar evidência, comprometer e constranger vítimas e testemunhas (…) Daí se pediu a prisão temporária.”

De acordo com ele, desde o começo das investigações houve vários vazamentos de informações. Mas não confirmou se o delegado Castilhone ou algum de seus subordinados diretos esteve envolvido no repasse de dados de inteligência policial para os criminosos. “Isso só a Justiça poderá dizer.” Afirmou, porém, que há indícios de mais policiais envolvidos – e novas investigações serão feitas.

Durante a operação, com apoio da Corregedoria de Polícia Civil, oito promotores ficaram quatro horas analisando documentos no Denarc, em busca de provas. Segundo a promotoria, agentes recebiam propina para passar informações ou retardar investigações. Entre os crimes investigados estão roubo, extorsão mediante sequestro, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e tortura.

De acordo com o delegado Maurício Blazeck, o Denarc vai passar por uma reestruturação, “não só por esse fato (a operação policial de ontem)”, mas por ser “um departamento com mais de 25 anos”. Uma das ideias seria o enxugamento de cargos. A Corregedoria não deu detalhes, mas relatou que alguns suspeitos já enfrentavam processos disciplinares ou ações penais, mas sem uma decisão definitiva.

O início

O inquérito foi aberto em outubro contra traficantes ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na região de Campinas. Segundo os promotores, uma mulher suspeita de tráfico serviu como testemunha do esquema. No entanto, a Promotoria obteve mais provas graças às gravações, quando foram descobertas conversas do sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, preso desde 2002, mas que ainda mandaria no tráfico.

Criminosos de Campinas, sob a chefia de Andinho, seriam obrigados a pagar anuidade de R$ 300 mil para os policiais civis acobertarem ações e darem informações, além de responder por mensalidades de até R$ 30 mil. A situação saiu de controle quando houve atraso no pagamento de propina e os policiais teriam cobrado dívidas até de parentes dos bandidos.

Como uma das ramificações da operação policial desta segunda-feira, houve a ocupação de favelas na cidade. Duas pessoas foram detidas: um adolescente e a mãe de um acusado de tráfico, após a polícia encontrar maconha em sua casa – outra pessoa foi detida em Serra. Um dos acusados teria conseguido escapar do cerco.

Prisão ‘arbitrária’

O advogado de Castilhone, João Batista Augusto Júnior, considera que a prisão do seu cliente foi arbitrária, mas ainda não tomou conhecimento do inquérito. Segundo familiares do delegado, o suspeito sabia das apurações, mas não imaginava que seria preso.

Castilhone é tido como braço direito do diretor do Denarc, Marco Antônio de Paula Santos. O chefe do órgão acompanhou as buscas da Promotoria na manhã de ontem, mas disse que o assunto só poderia ser comentado pela Corregedoria. “Eu não estava sabendo de nada.”

Os defensores dos outros acusados não foram encontrados para comentar o caso.

Por que policiais suspeitos nunca são tratados como são tratados executivos de empreiteiras e pessoas de nomeada 27

 

Rico não é processado criminalmente, se vê chamado a  integrar  relação jurídica.

Enquanto o acusado  pobre é compelido a cumprir um pretenso dever de colaborar com a justiça em busca da verdade material…Réu pobre que não prova sua inocência, culpado é.

Já o policial civil é sempre culpado. Ainda que absolvido quando demonstrado que nem sequer existiu o crime que lhe imputaram.  

A denúncia – petição inicial do órgão acusador –  em desfavor de rico é deduzida em 25 laudas, a defesa oferecida em 100  laudas; a sentença absolutória em 150.

Uma denúncia contra policial civil  vale como sentença condenatória. A culpa é sempre presumida.  

O policial civil é coisa! 

A denúncia feita contra o pobre é oferecida em poucas linhas, a defesa em poucas frases; a sentença em modelo padrão…TUDO CONFORME O PRINCÍPIO DA ECONOMIA ( a mãe da porcaria ).

Interessado rico, debate jurídico tão rico quanto…Réu pobre, instrução pobre.

O rico é “res sacra”; o pobre “um saco” ( em todos os sentidos, afora  “pancada” ).

Para os ricos: “justiça é a vontade constante e perpétua de dar a cada um o seu direito” ( Ulpiano ).

Para os pobres: é a má vontade em  dar a cada um a coisa que lhe é devida; quando dão é absolutamente meritória, ou seja,  em conformidade  aos serviços pelos quais pagou ( nada ou quase nada).

Exagero, alguns dirão!

O sagrado ”codex” manda dar a todos, indistintamente,  segurança processual, ou seja, a garantia de que os caminhos processuais são  acessíveis a qualquer um; sempre seguidos da mesma forma.

Verdade, né ?

___________________________________

Após prisões, delegado-geral da Polícia Civil anuncia reestruturação do Denarc

Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo

15/07/201316h47 > Atualizada 15/07/201317h46

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Maurício Blazek, anunciou na tarde desta segunda-feira (15) uma reestruturação no Denarc (Departamento de Narcóticos), órgão responsável pela investigação do tráfico de drogas no Estado.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva horas depois de uma operação para o cumprimento de 13 mandados de prisão contra policiais ligados ao órgão em São Paulo (11) e Campinas (dois) –entre os quais, o diretor técnico do Serviço de Inteligência e Informações do Denarc, Clemente Calvo Castilhone Junior.

Blazek admitiu que as prisões estão entre as motivações para a reestruturação, cujos procedimentos não foram detalhados, mas atribuiu a medida também à necessidade de “modernização” do Denarc, que tem 25 anos e pouco mais de 400 funcionários.

“Falei com o diretor do Denarc hoje no sentido de verificarmos a reestruturação e modernização do departamento. Foi criado há 25 anos e seus procedimentos e atribuições serão revistos, e não só diante desse fato”, afirmou.  “Há a necessidade de ajustes de estruturas e de filosofia de trabalho”, disse.

Segundo informações preliminares, investigadores e delegados são suspeitos de cobrar uma anuidade entre R$ 200 mil e R$ 300 mil dos traficantes do bairro São Fernando para facilitar o tráfico, além de uma mensalidade cujo valor ainda não foi divulgado. Alguns deles teriam ainda alertado os criminosos sobre operações da polícia.
A operação de hoje teve as investigações iniciadas em outubro do ano passado e foi realizada entre a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Campinas.

Até esta tarde, sete dos 13 mandados de prisão haviam sido cumpridos –dois em Campinas, e cinco na capital paulista.

“Vários outros policiais” são investigados, diz o Gaeco

Presente à entrevista pouco antes de sair para o que chamou de “nova etapa da operação”, o promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho afirmou haver indicativo “de que há vários outros policiais envolvidos” nas condutas investigadas, além dos 13 que são alvo de mandados de prisão temporária.

“Temos a necessidade de identificar muito rápido esses outros policiais, pois houve vários tipos de vazamento de informação [supostamente por policiais, durante a investigação de tráfico] desde que isso começou a ser apurado –não apenas por pessoas ligadas como estranhas aos fatos”, afirmou.

Indagado sobre as situações em que teriam se evidenciado os vazamentos feitos por policiais nas investigações do Gaeco e da polícia contra traficantes, o promotor não entrou em detalhes alegando necessidade de resguardar a operação, ainda em andamento.

“Mas as informações circularam de uma maneira rápida”, concluiu. “E forjar evidências e constranger vítimas e testemunhas justificam as medidas judiciais [prisões]”, disse.

Entre os crimes investigados contra os policiais, estão roubo, tortura, corrupção, formação de quadrilha armada e extorsão mediante sequestro.

“Porém, há que se inferir o que cada um fez para, na acusação formal, eles respondam pelo que fizeram. As medidas de hoje são de investigação e necessárias para a continuação do trabalho, mas há policiais que foram submetidos a elas que podem ter uma parcela de participação muito pequena, e outros, uma muito maior. Provavelmente nem todos continuarão custodiados”, disse o promotor.

Andinho

A investigação apontou que os policiais teriam elo com a quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, condenado a pelo menos 400 anos de cadeia por sequestros, homicídios e tráfico de dorgas. Ele está preso na Penitenciária de Presidente Venceslau (611 km de São Paulo) desde 2002.
Andinho também é suspeito da morte do prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT. Apesar de admitir sequestros e homicídios, ele nega ter assassinado o prefeito. O crime ocorreu em 10 de setembro de 2001.
Andinho seria um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital)

Baixada Santista ganha Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança Pública (Gamesp) 16

Gamesp

Região ganha gabinete de segurança pública

De A Tribuna On-line

Atualizada às 12h56

A resolução que cria oficialmente o Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança Pública (Gamesp) foi assinada na manhã desta segunda-feira pelo Secretário de Estado de Segurança Pública, Fernando Grella.  O evento ocorreu  na Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), na Vila Mathias.

Em conjunto com as polícias  Civil, Militar e Federal, o Gamesp terá a função de desenvolver ações de combate e prevenção ao crime de forma integrada. Além disso, deve criar medidas educativas e de prevenção, como programas socioculturais, esportivos e de lazer. “É um fórum permanente que terá reuniões periódicas, onde as questões e dificuldades serão debatidas, para definição das ações de segurança na área local”, explica o secretário.

Dentro de São Paulo, a Baixada Santista é o segundo centro a contar com o Gamesp. A região metropolitana de Campinas já desfruta do programa. O órgão foi criado após uma resolução assinada pelos secretários da Segurança e do Desenvolvimento Metropolitano do Estado, Edmur Mesquita.

Um dos resultados esperados com a vinda do Gamesp para a região é a implantação do Sistema Metropolitano de Videomonitoramento. “O sistema de monitoramento é uma grande ferramenta para auxiliar a política de segurança”, disse Grella.

A instalação de câmeras é estudada para os nove municípios da Baixada Santista e a sua operação ficará a cargo da Polícia Militar (PM). Na opinião do delegado e diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter- 6), cuja área vai de Bertioga até Barra do Turvo, Aldo Galiano Júnior, essa será uma colaboração essencial.

Aumento no efetivo

O secretário afirma que a expansão do efetivo policial é uma questão permanente. “A questão do efetivo é avaliada e reavaliada periodicamente, à medida em que as circunstâncias vão se colocando e os concursos de reposição dos cargos são concluídos”