
Vejam a prioridade do DGP e do deputado OLIM 7



A tradicional loja de roupas Toquinho Jeans, localizada no Centro de Santos (SP), na cara da sede do PALÁCIO DA POLÍCIA CIVIL foi alvo de ladrões pela quarta vez em 2025, resultando em graves danos ao telhado e prejuízos financeiros recorrentes.
Os criminosos roubaram calhas e peças de cobre, destruindo cerca de 80% do telhado na última invasão.
Laura Yamakawa, proprietária de 68 anos, relatou perdas acumuladas superiores a R$ 7,1 mil neste ano, principalmente com a reposição do toldo, furtado repetidas vezes.
Apesar de medidas de segurança, a loja segue vulnerável, com os criminosos acessando o telhado por árvores ou prédios vizinhos. O problema se estende ao entorno, incluindo as ruas João Pessoa e XV de Novembro.
Laura pretende registrar um boletim de ocorrência e acionar o seguro, mas as autoridades ainda não se pronunciaram.
Laura, R$ 7.100,00 ( sete mil e cem reais ) é dinheiro de pinga para aqueles que dão proteção cruzada para ferrolhos-biqueiras!
E se prepare para a 5ª ( quinta ) !
Não é meramente coisa de nóias : É CRIME MAIS DO QUE ORGANIZADO!

O Silêncio que Mata Duas Vezes
O assassinato de Ricardo Gonçalves Rocha, o Rochinha , jornalista e ex-vereador de São Vicente, está prestes a cair no abismo da prescrição.
Em 2005, dia 30 de março , sua vida foi brutalmente interrompida por balas que carregavam mais do que o chumbo ou aço que levavam: carregavam o peso da censura, da corrupção e do terror.
Foi executado, sob encomenda e paga, por policiais civis e militares funcionários de empresa de segurança!
Quase duas décadas depois, o crime permanece sem solução, e o que era para ser uma investigação em busca de justiça tornou-se mais um símbolo da indiferença institucional e da impunidade que assola o Brasil.
Rochinha não foi apenas morto.
Ele foi silenciado com o seu Jornal — e, pior, desonrado.
Seus inimigos políticos, incapazes de vencê-lo em debates ou na luta pela transparência, buscaram manchar sua honra , após sua morte.
Alegações infundadas, insinuações maldosas e campanhas de difamação foram usadas para desviar a atenção do verdadeiro crime: o assassinato de homem que ousou enfrentar os poderosos buscando melhorar a sua cidade.
Diga-se, poderosos na política , nos crimes em geral contra a Administração Pública e no tráfico de drogas.
A Prescrição: Um Golpe Final na Justiça
A prescrição do hediondo crime é iminente.
Quando isso acontecer, o Estado brasileiro , especificamente a Polícia Civil de São Paulo – que pouco fez – terá falhado não apenas com Rochinha e sua família, mas com toda a sociedade.
A mensagem clara: no Brasil, quem denuncia pode ser morto, e os culpados podem simplesmente esperar o tempo passar até que a lei os absolva por inércia.
O caso Rochinha é emblemático porque reúne todos os elementos que tornam crimes políticos tão difíceis de resolver no país:
A Desonra Após a Morte
Como não bastasse a violência física, Rochinha foi alvo de uma campanha de difamação após sua morte.
Seus inimigos políticos aproveitaram o vazio deixado por sua voz para construir narrativas falsas e enfraquecer seu legado.
Essa estratégia covarde é uma tática conhecida: matar honra da vítima para explicar ou minimizar o crime.
Essa desonra póstuma não afeta apenas Rochinha.
A herança será meu nome!
Ela é uma tentativa de silenciar todos aqueles que ousam desafiar estruturas corruptas e denunciar abusos de poder.
É um recado claro: quem fala demais não só perde a vida, mas também a dignidade aos olhos do público.
O Custo do Silêncio
O caso Rochinha expõe uma verdade dolorosa sobre o Brasil: crimes contra jornalistas e ativistas agredidos, vilipendiados e assassinados nunca são tratados com a seriedade que merecem.
A liberdade de expressão é garantida pela Constituição, mas na prática ela tem um preço alto — muitas vezes pago com sangue.
E quando o Estado falha em investigar e punir os responsáveis, ele se torna cúmplice desse ciclo de violência.
A prescrição do crime será mais do que uma derrota jurídica; será um golpe mortal na memória coletiva e na luta por justiça.
Será a consolidação de um sistema onde vidas podem ser eliminadas sem consequências reais para os prejudicados.
Conclusão: Não Deixar Morrer Duas Vezes
Rochinha foi morto porque incomodava.
Sua morte está prestes a ser esquecida porque ninguém se importou em lutar por ele — nem autoridades, nem muitos daqueles que poderiam ter mantido sua memória viva.
E a sua família foi intimidada!
Mas ainda há tempo para evitar essa segunda morte simbólica.
É preciso que a sociedade civil se mobilize para exigir
E respostas antes que seja tarde demais.
É preciso lembrar que crimes como esse – se levados aos Supremo Tribunal Federal – serão de repercussão geral , eles não atingem apenas a vítima direta; eles ferem toda a democracia ao calar vozes que lutam pela verdade.
Imprescritíveis!
Se deixarmos Rochinha cair no esquecimento, diremos aos assassinos — tanto os que puxaram o gatilho quanto os mandantes — que eles venceram.
Vamos contar às futuras gerações de jornalistas e ativistas que suas vidas valem menos do que os interesses daqueles que detêm o poder.
Não podemos permitir isso.
Justiça tardia ainda é justiça.
Mas a justiça negada é uma derrota irreparável para todos nós.
Que a memória de Rochinha não seja enterrada junto com as esperanças de justiça.
Prioridades Invertidas – Quando a Polícia Civil Ignora o que Realmente Aflige a População
Enquanto a apreensão de toneladas de cocaína destinadas ao tráfico internacional ocupa manchetes e gera discursos de combate ao crime, milhões de cidadãos seguem reféns de problemas cotidianos muito mais urgentes: a violência que assola todos os bairros, muito especialmente os periféricos, a falta de iluminação pública por furtos de cabos de cobre, o desmonte de infraestruturas essenciais e a sensação generalizada de impunidade.
O furto qualificado de fiação das casas, luz , internet, telefone , grades, portões, torneiras, relógios contadores de água e luz etc.
Não é todo mundo que pode pagar para a empresa de segurança do Delegado Geral , né ?
Enquanto o “DOUTOR” cuida dos abastados está dando uma de Nelson Piquet para o resto da população paulista.
A ineficiência do Estado em priorizar o que realmente afeta a população não é apenas uma falha operacional, mas uma escolha política que perpetua desigualdades e mina a confiança nas instituições.
Um defeito moral, diga-se!
O Teatro das Grandes Apreensões vs. a Realidade dos Pequenos Crimes
A recente apreensão de 2 mil quilos de cocaína pela Polícia Civil do DEINTER-6 , foi , sem dúvida, um feito relevante.
No entanto, celebrá-lo como “vitória” é ignorar o paradoxo gritante: enquanto órgão da Polícia Civil investe recursos em operações espetaculosas, falha em combater crimes que corroem o dia a dia das pessoas.
Faz o mai$ , não faz o meno$!
Como explicar que uma polícia local , não obstante o pomposo e poupudo nome – DEIC – consiga interceptar drogas destinadas ao exterior, mas seja incapaz de impedir que fios de cobre sejam arrancados de postes, deixando bairros inteiros no escuro?
Ou que metais roubados paralisem serviços imprescindíveis e ainda deixando supostos “nóias” aterrorizarem toda a população da Baixada Santista, atualmente obrigada a acorrentar até seus portões.
Essa disparidade revela uma lógica perversa: ações midiáticas garantem visibilidade política, enquanto problemas estruturais – como a receptação organizada – são negligenciados por exigirem trabalho contínuo, investimento em inteligência e enfrentamento de redes criminosas entranhadas na economia informal.
E perda de propinas, não é?
O Preço da Ineficiência e da Corrupção: Quem Paga a Conta?
A população paga, todos os dias, o preço dessa inversão de prioridades.
Sem políticas eficazes contra o comércio ilegal de metais, por exemplo:
Hospitais e Postos de Saúde – enfrentam falhas elétricas que colocam vidas em risco.
Escolas – têm aulas canceladas por falta de energia.
Empresas – perdem milhões com o aumento de seguros e reparos.
Moradores , especialmente os de periferias, não clientes do Delegado Geral , vivem sob a ameaça de violência de nóias e donos de bocas de fumo que operam impunemente.
Enquanto isso, o escambo de bens roubados em ferrolhos (comércios clandestinos) e bocas de fumo prospera, alimentado pela conivência de partes do setor privado, que compram materiais sem origem fiscalizada, e pela lentidão do poder público em regulamentar e fiscalizar.
A Raiz do Problema: Por que Nada Muda?
A resposta está na falta de vontade política para enfrentar interesses milionários arraigados.
A receptação de metais movimenta um mercado bilionário, beneficiando desde pequenos receptadores até grandes indústrias que “lavam” produtos roubados em suas cadeias de produção.
Combater isso exigiria:
Leis mais severas contra empresas que compram materiais sem documentação.
Investimento em tecnologia para rastrear a origem de metais.
Integração de dados entre polícias, concessionárias de serviços públicos e o setor industrial.
Combate à corrupção institucionalizada na Polícia Civil , com muito mais vigilância em setores como DEIC, DIG, DISE e outros especialistas em tungagem.
No entanto, projetos que propõem reestruturação e modernização da Polícia Civil , emperram no Governo e na ALESP.
O Círculo Vicioso da Desigualdade – SEM DISCURSO DE ESQUERDA
Há ainda um componente social cruel: em muitos casos, os próprios autores dos furtos são vítimas de exclusão.
Jovens sem oportunidades, desempregados e moradores de áreas sem infraestrutura básica são cooptados por redes criminosas, que os usam como “bucha” para atividades de risco.
Enquanto o Estado não oferecer alternativas reais – emprego, educação e acesso à justiça –, o crime continuará sendo um “empregador” perverso.
E seja de esquerda , centro ou direita: TODO POLÍTICO É TORTO!
É Hora de Repensar as Prioridades
Não se trata de desmerecer o combate ao narcotráfico, mas de exigir que o Estado deixe de tratar a segurança pública como um espetáculo de resultados imediatistas/midiatistas.
A verdadeira eficiência se mede pela capacidade de proteger o cidadão comum dos problemas que destroem sua qualidade de vida todos os dias.
Enquanto postes continuarem sendo desmontados por criminosos à luz do dia, enquanto famílias perderem acesso à água por furtos de tubulações e enquanto o medo imperar nas periferias, discursos sobre “guerra às drogas” soarão como hipocrisia.
A população clama por um Estado presente não apenas nas operações de impacto, mas naquilo que, de fato, determina se uma sociedade é funcional ou falida: a garantia do básico.
Chega de teatro. O que precisamos é de ação.
Última linha: que o GAECO e seus peritos verifiquem muito bem as duas toneladas de pó apreendidas pelo DEIC de SANTOS.
Alquimia: em vez de virar pó ( incinerados ) , podem virar dinheiro!

FAKEPOL NO DEINTER-6 – Entre Bytes e Bichos – A Dança das Apostas em Santos
Na orla de Santos, onde o cheiro de maresia se mistura ao aroma dos cafés de esquina, a Operação Faketech estourou como um traque em festa de bairro.
Computadores de última geração, criptomoedas e contas fantasmas – um cassino digital desmantelado pela Polícia Civil.
Palmas para a eficiência tecnológica!
Afinal, perseguir crimes digitais é como correr atrás de um trem-bala: exige velocidade, precisão e orçamento gordo.
Mas enquanto holofotes iluminam o ego de delegados, nas vielas do Centro ou nos fundos de lojas “de fachada”, o jogo do bicho continua passando, tranquilo, com seus donos em veículos BMW, novinhas a bordo e sorriso fácil.
Bingo clandestino?
Máquinas caça-níqueis?
Ah, esses são os vagalumes valorosos que insistem em piscar, mesmo após operações do GAECO ( A Polícia Civil não cuida de crimes de bagatela ).
É como matar barata: você esmaga uma, e outras dez surgem atrás do balcão do boteco.
Enquanto isso, a pergunta ecoa entre as ondas do mar e o tilintar das fichas: por que derrubamos castelos digitais com nomes pomposos como Faketech, mas não desmontamos as mesas de madeira rachada do jogo do bicho e derrubamos as portas dos escondidinhos dos caça-níqueis?
No DEINTER- 6 , com muito mais forças em Santos e arredores – Guarujá , São Vicente, Praia Grande –, o bicho não corre; ele desfila.
E não está sozinho: traz na coleira uma teia que vai do apostador casual ao agente público que prefere fechar os olhos e abrir as mãos .
Como filosofou um morador do Valongo, entre um gole de café e um suspiro: “Aqui, o bicho não é crime; é tradição.”
Tradição que enche bolsos, perpetua desigualdades na própria Polícia Civil e ri na cara da lei.
Verdadeiramente, competência é medida da capacidade de arrecadação ; nada tem a ver com qualidades como inteligência, conhecimento de gestão e habilidades de resolução de crimes.
Com efeito, os bingos e caça-níqueis são feridas que não cicatrizam.
Fecham-se dez casas hoje, vinte brotam amanhã. Nas duas últimas décadas o GAECO do Ministério Público apreendeu milhares na região do DEINTER-6.
E adivinhem?
O clique-claque das fichas ainda ecoa nas madrugadas, escondido atrás de portas trancadas e cortinas sujas.
Não esquecendo que os componentes eletrônicos voltavam às ruas depois do Instituto de Criminalística de Santos “acertar” por excelente valor a substituição dos íntegros por inservíveis .
A Dualidade do Combate ao Crime
O contraste é gritante:
Crimes digitais atraem holofotes midiáticos e exigem “expertise” em tecnologia ou um bom informante ( concorrente ).
Crimes analógicos sobrevivem na sombra da negligência e do “ah, mas sempre foi assim”.
Enquanto a Polícia Civil celebra vitórias high-tech – e só –, o crime de raiz continua firme, como um pé de manga em quintal abandonado.
Falta recurso?
Talvez para as delegacias de bairro.
Falta vontade política?
Basta olhar para os esquemas recentes denunciados pelo Ministério Público, onde até agentes públicos aparecem na lista de “amigos do bicho”.
Propostas para Mudar o Jogo
Se queremos virar a mesa (literalmente), algumas jogadas são urgentes:
Infiltração e inteligência: Agentes disfarçados de jogadores para mapear redes , estabelecimentos e pontos de apostas.
Parcerias interinstitucionais: Polícia Civil, Gaeco e PM num só time, algo utópico.
Transparência: Divulgar cada apreensão de máquina caça-níqueis, cada denúncia de bicho. Mostrar que o combate existe.
Educação: Campanhas para desconstruir o mito de que “jogar no bicho é folclore”. Folclore não lava dinheiro.
Justiça sem Ritmo Seletivo
Santos, cidade portal de riqueza do Brasil, não pode ser palco de uma guerra entre bytes e muitos bichos.
A Operação Faketech provou que a polícia – FAKEPOL – sabe dançar no ritmo da tecnologia.
Mas e o samba do crime tradicional, aquele que todo mundo conhece, mas ninguém admite ouvir?
Justiça não se faz só com holofotes ou nomes em inglês.
Ela exige luz persistente – aquela que invade até os porões onde o jogo do bicho dita as regras.
Que a batida seja firme, seja no mundo virtual ou no asfalto quente onde as fichas ainda rolam.
E enquanto houver um Flit paralisante, que seja usado não só nas baratas, mas especialmente nas ratazanas da corrupção.
Afinal, como diria o mesmo morador do Valongo:
“Aqui, até o passarinho sabe que jogo ilegal não é jogo…É golpe!”

Estádios de futebol, Carnaval, marcas de luxo e até o condomínio de mansões mais caro de São Paulo estão na lista de clientes de uma empresa de segurança privada ligada ao delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, e seus familiares.
Uma reportagem publicada pelo Metrópoles revela que uma empresa de segurança privada, a A2 Segurança e Vigilância, vinculada ao delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur José Dian, presta serviços milionários para clientes de alto padrão, incluindo o condomínio Fazenda Boa Vista Village, em Porto Feliz (SP), onde residem bilionários e banqueiros. O contrato com esse condomínio é de R$ 7,4 milhões, abrangendo serviços como central de monitoramento, rondas motorizadas e 82 vigilantes participantes 24 horas.
A empresa em questão foi originalmente fundada por familiares do delegado-geral Dian. Sua mãe, Rosalia Dian, era sócia formal da A2DPS Segurança e Vigilância até 2017, quando transferiu integralmente suas costas para Elizabeth Cássia Iaquelli, então gerente administrativa da empresa. Elizabeth possui patrimônio modesto: um apartamento financiado pela Cohab em São Paulo.
Elizabeth também é sociedade minoritária (com apenas R$ 1 em capital social) de Artur Dian na empresa Roca Consultoria em Negócios Empresariais. Nessa sociedade, o delegado-geral detém praticamente a totalidade do capital social (R$ 4.999). Ambas as empresas (A2DP Gestão Empresarial e Roca Consultoria) estão ativas perante a Receita Federal desde suas fundações.
Apesar das conexões indiretas evidenciadas pela reportagem, Artur Dian negou categoricamente vínculo societário com a A2 Segurança e Vigilância. Por meio da Secretaria de Segurança Pública, afirmou que jamais teve participação nessa empresa específica. Alegou ainda que as outras empresas (A2DP Gestão Empresarial e Roca Consultoria) estão inativas desde 2008 e 2020 respectivamente, e que nunca houve relação comercial entre elas.
A A2 Segurança também negou qualquer vínculo atual ou passado com Artur Dian, destacando que Elizabeth adquiriu integralmente as cotas da empresa em 2017 cumprindo exigências legais e regulatórias. Já a associação de moradores do condomínio Fazenda Boa Vista não respondeu diretamente às perguntas sobre as negociações com a empresa.
O caso ganha relevância ao envolver um alto dirigente policial em atividades e contratos milionários com clientes influentes, levantando questões sobre potenciais conflitos de interesse na atuação pública do delegado-geral Artur José Dian.
A Resistência ao Progresso na Segurança Pública

O delegado aposentado Francisco Paula Leão, egresso da Polícia Militar e genitor de um Coronel da PM, em sua análise recente ( publicação anterior ) , apresentando uma visão corporativista tenta preservar o “status quo” das Polícias Civil e Militar, enquanto critica o avanço das Guardas Municipais.
Seu texto, contudo, reflete uma resistência ao progresso e ignora as demandas reais da sociedade por um sistema de segurança pública mais eficiente e adaptado às necessidades locais.
O Avanço das Guardas Municipais: Uma Resposta à Ineficiência
O crescimento das Guardas Municipais não deveria ser encarado como uma ameaça às polícias estaduais, mas como uma resposta natural à ineficiência histórica dessas instituições em lidar com questões locais de segurança.
As Guardas Municipais têm demonstrado agilidade e proximidade com a população urbana, ocupando espaços deixados vagos pelas forças tradicionais.
Esse movimento não é usurpação; é evolução.
Miopia Institucional ou Resistência à Modernização?
Leão acusa as Polícias Civis de miopia institucional por ignorarem o avanço das Guardas Municipais.
No entanto, a verdadeira cegueira está na resistência ao progresso.
O modelo centralizado e arcaico das polícias estaduais já não atende às complexidades do mundo atual.
A descentralização da segurança pública, com maior protagonismo municipal, é uma tendência inevitável que garante respostas mais rápidas e eficazes às demandas locais.
Corporativismo Mafioso : Preservação de Feudos Institucionais
O texto de Leão transparece um corporativismo que busca proteger privilégios institucionais em detrimento do interesse público.
Em vez de reconhecer os benefícios da diversificação no sistema de segurança, ele opta por atacar o crescimento das Guardas Municipais.
Essa postura lembra um “corporativismo mafioso”, onde a preservação do poder é colocada acima da eficiência e da transparência.
Ignorando as Falhas das Polícias Estaduais
Curiosamente, o autor não aborda as falhas estruturais e operacionais das Polícias Civil e Militar, como a baixa resolutividade de crimes, lentidão nos processos investigativos , falta de integração com outras forças; sem esquecer da corrupção e brutalidade institucionalizadas nas duas polícias estaduais.
Essas deficiências são fatores que impulsionam a busca por alternativas como as Guardas Municipais.
Ignorar esses problemas é fechar os olhos para os motivos reais que levam à expansão das forças municipais.
A Constituição e o STF: Um Novo Marco na Segurança Pública
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirma que o policiamento ostensivo não é exclusividade das Polícias Militares; do mesmo modo que a investigação nunca foi privativa das Polícias Civis, reforça a legitimidade do crescimento das Guardas Municipais no campo da segurança pública.
Essa interpretação constitucional deve ser vista como um incentivo à colaboração entre forças locais e estaduais, promovendo um sistema mais integrado e eficiente.
Conclusão: Segurança Pública Deve Servir à Sociedade
A postura expressa por Francisco Leão reflete uma visão vetusta, retrógrada e corporativista que tenta frear o avanço natural das Guardas Municipais no Brasil.
Em vez de resistir a essa evolução, as Polícias Civil e Militar deveriam buscar modernizar suas práticas e colaborar para um sistema integrado que beneficie toda a população.
Segurança pública não é sobre preservar poderes institucionais; é sobre proteger pessoas.
Resistir ao progresso é retrocesso — e quem perde é a sociedade.
Transcrição Completa do Texto
Francisco Leao – Delpol Apos
Miopia Institucional da Polícia Civil e da Polícia Militar: Ainda Há Tempo para Acordar?
As Polícias Civis assistem, como espectadoras, à disputa entre as Guardas Municipais e as Polícias Militares. Parte de seus integrantes, imersos em uma rivalidade histórica, desejaria ver uma PM enfraquecida.
São desejos imaturos e perigosos, reflexo de um ódio institucional cultivado há décadas nos cursos de formação e nas academias. Mas essa miopia cobrará seu preço. Em breve, pode vir o arrependimento por terem ignorado o crescimento silencioso de uma nova força policial à margem da Constituição Federal.
As Guardas Municipais não querem apenas proteger os próprios municipais, seus patrimônios e escolas, ou efetuar rondas escolares. Querem ser ROTA, GARRA, GOE, GATE, DENARC, DEIC e tudo mais que remeta a uma tropa de elite.
Enquanto isso, a Polícia Civil, sem um plano estratégico nacional, perdeu atribuições essenciais:
Nos seminários das Guardas, policiais americanos demonstraram como funcionam os modelos municipais dos EUA, inspirando os guardas a sonharem mais alto. O discurso já mudou: falam em inspetores e comissários de polícia nos grandes municípios e xerifes nos menores. Estão aprendendo a se conectar diretamente a promotores e juízes, preparando terreno para futuras conquistas.
O primeiro passo? Apresentar diretamente crimes de trânsito à Justiça. Depois, virão a requisição de perícias, o registro de ocorrências, os conselhos municipais de segurança e, inevitavelmente, as funções de Polícia Judiciária através do comissariado. O STF já deu o recado: a apuração criminal não é exclusividade das PCs.
O movimento de expansão do poder municipal não se limita às Guardas. Os Bombeiros Municipais seguem a mesma lógica. Eles não querem crescer apenas para atender ocorrências e salvar vidas. Buscam poder de fiscalização, autuação e interdição de edificações. Querem assumir a análise de projetos, realizar vistorias e se tornar autoridades expedidoras de alvarás e licenças.
A lógica é clara: aumentar influência, obter mais poder e, pouco a pouco, ocupar espaços historicamente pertencentes às forças de segurança estaduais.
E a Polícia Civil? Comemora ingenuamente a criação das polícias municipais? Sem perceber que pode estar assinando sua própria sentença de irrelevância.
Será que ainda há tempo para acordar? Ou a miopia institucional nos levará a um futuro em que delegados serão apenas burocratas de luxo, enquanto outros tomam para si o verdadeiro trabalho de polícia?
A resposta precisa ser dada agora. Pelo Senhor Delegado Geral, pelo Conselho e pelas Associações de Classe.
Lembrem-se: os mais antigos viveram aquela época em que a antiga Guarda Civil mantinha uma Subinspetoria nos Distritos.
Os guardas faziam o trabalho de recepção, atuavam como escrivães e, às vezes, até ajudavam na investigação.
Aquele tempo passou.
Francisco Paula Leão
Cadeira 17


O Governo do Ceará lançou edital para concurso público, abrindo espaço para 100 vagas para o cargo de delegado da Polícia Civil do Ceará (PCCE). A remuneração inicial oferecida é de R$ 22.165,53, com jornada de trabalho de 30 horas semanais.
Distribuição das vagas:
Além das vagas imediatas, há formação de cadastro reserva com mais 200 vagas, sendo:
Requisitos obrigatórios:
Inscrições:
As inscrições serão abertas entre os dias 28 de março e 11 de abril, através do site do Cebraspe.
Fases do concurso:
O concurso será realizado em seis etapas:
O governador Elmano de Freitas destacou que o concurso é fundamental para fortalecer a Polícia Civil no combate ao crime organizado no estado. O delegado-geral da PCCE, Marcio Gutierrez, ressaltou ainda que a instituição passa por uma reestruturação aprovada pela Assembleia Legislativa, com novas delegações e departamentos, aumentando a capacidade investigativa e operacional da corporação.
Além do Cebraspe e da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Ceará participará ativamente em todas as fases do certo.
Enquanto por aqui “um certo pessoal” vive lambendo o pau do Tarcísio ; agradecidos pelo “maior” aumento de todos os tempos…kkk

Dedicatória à Coragem na Defesa de Perseguidos e Causas Impopulares
Aos que se dedicam a enfrentar as adversidades da justiça com coragem e independência, esta homenagem é para vocês.
Em especial, o advogado Daniel Bialski – um irmão depois da adversidade – cuja disposição em defender aqueles que são perseguidos e marginalizados exemplifica o verdadeiro espírito da advocacia: a luta pela equidade e pelo respeito aos direitos fundamentais.
Defender pessoas prejulgadas, como o subscritor ( Roberto Conde Guerra ) exige não apenas conhecimento técnico, mas um compromisso inabalável com os princípios do devido processo legal e da ampla defesa.
“Pro bono”, gratuitamente e contra tudo e contra todos!
É preciso resistir à pressão do clamor público, à sede de relatórios e às narrativas preconceituosas que muitas vezes obscurecem a verdade.
Bialski demonstra que a justiça não pode ser refém de opiniões populares ou de ações arbitrárias; ela deve ser guiada pela imparcialidade e pela busca por soluções justas.
Sua atuação também se estende desde imigrantes judeus e hispânicos, grupos historicamente perseguidos e frequentemente excluídos.
Ao defender essas pessoas tão iguais quanto nós , filhos do Criador, ele reafirma a importância de enxergar além das fronteiras culturais e sociais, promovendo valores universais de dignidade humana e de inclusão.
Reafirma , também , todas as religiosidades .
Deus é uno!
A liberdade de todos!
Que sua coragem inspire outros profissionais do Direito a abraçarem causas difíceis, impopulares ou controversas.
Que sua dedicação seja um lembrete constante de que a verdadeira justiça só é alcançada quando todos, independentemente de sua origem ou circunstância, têm o direito de serem ouvidos e defendidos.
Esta dedicatória, um tanto quanto pessoal , celebra não apenas um advogado, mas todos aqueles que escolhem lutar contra as injustiças do mundo com determinação e ética.
Mas muito mais, respeito à advocacia e aos sigilos entre cliente e o profissional.
Inadmissível, um suspeito ser tratado como condenado pela excelência do seu advogado.
Muito pior: empregar contrato de honorários como prova.
Que suas ações continuem sendo um farol de esperança para os perseguidos e uma prova de que o poder da defesa pode transformar vidas.
Últimas linhas: que ninguém empregue seu nome em desfavor do investigado ou réu.
O amanhã ao Criador pertence, mas pode ser que ninguém queira falar por nós !
Os Bialski, sempre falaram e falarão independentemente de moedas, pão; sempre será muito mais por compaixão …
Hilel e Jesus , eles seguem !

Era uma vez, num sub- reino tropical chamado São Paulo , onde os Delegados de Polícia e Oficiais da Polícia Militar ( e outros ) viviam um curioso dilema existencial.
Apesar de serem servidores públicos, pagos pelo suor do proletariado, muitos deles se consideravam herdeiros da alta burguesia.
Não era raro vê-los desfilando em seus carros reluzentes, ostentando relógios caros e falando com a pompa de quem controla o destino das massas.
Tudo fruto de butim!
Embora digam em defesa própria: herança de família ( pais pobres ou de empresários falidos ) .
Mas será que eles realmente sabiam onde estavam no fluxograma social?
No início do dia, lá estava o Delegado, sentado em sua sala climatizada, imaginando-se um burguês.
Com aquele sorriso franco do Silvio Santos!
“Meu cargo me traz poder político?”, perguntava a si mesmo enquanto assinava um boletim de ocorrência.
A resposta, claro, era negativa.
Afinal, o verdadeiro burguês não precisa lidar com a burocracia estatal; ele a controla.
Mas o Delegado não foi vencido. “Sou herdeiro e vivo de renda?”, insistia, ignorando que seu salário dependia do orçamento público aprovado pelo mesmo proletariado que ele tanto desprezava.
Herdeiro do cargo , já que , em muitos casos , tal como uma empresa, pai deixa cargo para o filho.
Exemplos vivos não faltam!
Do outro lado da cidade, o Oficial da PM faz sua ronda em um bairro nobre.
“Posso viver sem trabalhar?”, refletia enquanto ajustava a farda impecável.
Mas bastava lembrar do desconto no contracheque para perceber que não era bem assim.
Sem a folha de pagamento do governo, sua vida confortável viraria pó.
Ainda assim, ele mantinha o sonho: “Talvez eu seja pequeno burguês”, pensado enquanto estacionava ao lado de um condomínio luxuoso… que ele jamais poderia comprar.
E assim segue o delírio coletivo da burguesia policial .
Eles ignoraram , ignoram e sempre ignorarão que estão mais próximos do proletariado do que dos donos do capital.
Afinal, dependem do trabalho diário – ou da roubalheira – para manter suas vidas desconfortáveis ou ansiosas (será que ladrão vive despreocupado ) e tinham pouco ou nenhum poder político real.
Mas admito que para isso, uma nova consciência , seria como trocar a farda ( ou terno e gravata ) por uma camisa de operário — algo impensável para quem se imagina acima da plebe.
No final das contas, os Delegados e Oficiais da PM eram apenas peças na engrenagem estatal: trabalhadores formais , vez ou outra , com atualizações salariais e benefícios garantidos (quando comparados aos precarizados).
Mas a fantasia persistia, alimentada por títulos pomposos e uma posição que os faria sentir especiais.
Talvez fosse o momento de alguém pendurar o fluxograma social na parede das delegacias , das companhias e dos batalhões .
Quem sabe assim, eles finalmente entenderão que não são burgueses nem donos do poder — são apenas proletários com cargos públicos.
E enquanto isso não acontece, seguimos rindo dessa tragicomédia brasileira, onde até quem depende do contracheque estatal acredita ser parte da elite econômica.
Última linha: Em casa de prostituição todo pobre , no dia do pagamento, se sente Ministro da Zona!
Mas sempre puxando o saco do cafetão!