STJ: Justiça de SP deve julgar pedido de delegado acusado de integrar Máfia do Detran Por: Superior Tribunal de Justiça
Data de Publicação: 22 de janeiro de 2001
O vice-presidente do STJ, no exercício da presidência, ministro Nilson Naves, negou seguimento ao mandado de segurança em favor do delegado de polícia Antônio Carlos Bueno Torres. Acusado de envolvimento no escândalo da chamada Máfia do Detran de São Paulo, Torres teve os sigilos bancário e fiscal quebrados e pretendia conseguir a suspensão da remessa das informações ao Departamento de Inquéritos Policiais, até que o TJSP julgue a legalidade da quebra dos sigilos.
O nome do delegado foi ligado ao escândalo quando o Ministério Público paulista recebeu uma carta anônima, em 1999.
A denúncia acusava o então chefe do setor de renovação de carteira de motorista, José Augusto de Barros Puppim, do crime de corrupção passiva desde 1996.
A mesma denúncia atribuiu ao delegado Torres e seu assistente, Antônio Carvalho Neto, um acerto com um despachante.
O Ministério Público abriu inquérito policial e requereu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os citados na carta anônima, no período de 1996 a 1999.
Torres entrou com ação alegando total descabimento da medida, principalmente pelo lapso temporal envolvendo o requerimento do Ministério Público quebra do sigilo de 1996 a 1999 – , uma vez que assumiu a divisão do Detran apenas em fevereiro de 1999.
O delegado também afirma que no depoimento de testemunhas e envolvidos, seu nome não teria sido mencionado em momento algum.
Com seu pedido de liminar para impedir o fornecimento das informações negado pelo TJSP, o delegado entrou com um mandado de segurança no STJ.
Em sua decisão, o ministro Nilson Naves esclarece que o STJ não tem competência para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de outros tribunais ou dos respectivos órgãos.
Sendo assim, o ministro negou seguimento ao processo e determinou sua remessa ao TJSP.
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16/01/2010
Polícia investiga fraude no Detran
Folha de S.Paulo
A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público Estadual investigam o envolvimento de quatro delegados que trabalharam no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) na contratação, sem licitação, de ao menos 13 empresas responsáveis pelo sistema de registro de veículos e de formação de motoristas.
A suspeita é de que os delegados Antonio Carlos Bueno Torres, Gilson Cezar Pereira da Silveira, José Brandini Júnior e o hoje aposentado José Francisco Leigo tinham ligações com as empresas que colhem dados repassados por autoescolas e despachantes de todo o Estado para o Detran.
Para usar os sistemas, autoescolas e despachantes pagam taxas às empresas provedoras dos sistemas chamados Gever (para veículos) e Gefor (para condutores). A investigação não sabe até hoje quanto nem para onde foi o dinheiro arrecadado pelas empresas.
Os dois sistemas foram implantados entre 2001 e 2002, quando os quatro delegados estiveram à frente do Detran.
Gever e Gefor são ferramentas digitais obrigatórias para a transmissão de dados colhidos por autoescolas e despachantes do Estado para a base de registros de veículos e condutores do Detran, gerida pela Prodesp (órgão de processamento de dados do Estado). O sistema é considerado falho e com brechas para fraude. Ele está sendo substituído pelo governo.
Resposta
O delegado Antonio Carlos Bueno Torres negou que fosse investigado. Informado pela reportagem sobre o inquérito, interrompeu a conversa e disse: “vá cuidar da sua vida!”
O delegado José Brandini Júnior está em férias, segundo informaram colegas. Os outros dois delegados investigados foram localizados, mas não quiseram falar. A Prodesp não se manifestou.
CASO GENRO DO TUMA JR.
PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de ‘genro’
05 de junho de 2010 | 0h 01
Ligações mostram que delegado ficou irritado quando soube que namorado da filha não foi aprovado em concurso para escrivão da Polícia Civil
Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo
Ao ouvir a cobrança do chefe, o assessor afirma que voltou à pessoa que havia procurado inicialmente para transmitir o pedido: “Eu falei inclusive hoje de novo com ele, com o moço lá, e ele… ele falou que ia falar com o cara.” Por fim, Mello atalha: “Agora, se tem essa possibilidade do recurso, depois eu entro em contato com ele, já me dá uma cópia aí eu levo pra ele de novo.”
A pessoa com quem Mello disse ter conversado, de acordo com os relatórios da Polícia Federal, é o delegado Antônio Carlos Bueno Torres, atualmente lotado no Denarc.
No contato, duas horas antes do diálogo com Tuma, Mello cobrou do delegado: “Escuta, você lembra que eu fui te visitar e o Leocádio (segundo a PF, Leocádio é como o assessor se refere a Tuma) pediu pra eu te passar o nome de uma pessoa?”. “Positivo”, responde Torres. “Então, ele chegou (…) de viagem hoje cedo e me cobrou isso aí, falou que não virou lá o negócio, né, e pediu pra ligar pra você pra perguntar o que aconteceu (…) Depois você liga pra ele lá, hein.”
O delegado Torres de pronto lembra do pedido – “P., era do futuro genro dele” – e afirma ter repassado a demanda para um certo Adilson, que a PF ser o delegado Adilson Vieira Pinto, diretor da Academia de Polícia de São Paulo. “Pô, falei direto com o Adilson, que é o diretor lá. Eu vou tentar reconstituir aí”, diz o delegado. “Então, ele vai te cobrar aí”, afirma o assessor. O delegado promete empenho: “C…, eu vou correr atrás aí…”
nos termos do artigo 40, §§ 1º e 4º, II, da CF/88, combinado
com o artigo 3º da LC.1062/08 e à vista do que consta no
Processo DGP-3211/87, ANTONIO CARLOS BUENO TORRES, RG
9.496.417, Delegado de Polícia de Classe Especial, Pad. V, do
SQC-III, do QSSP.



































