SAIBA TUDO SOBRE A FOBIA DE GERSON DE PASSIONE… 9

Produto Direto da Ditadura
Com Alckmim é assim

Breve história de um direitista

Natural de Pindamonhangaba, no interior paulista, Geraldo Alckmin sempre conviveu com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco. Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, que na época havia sido convertido num dos centros da direita fascista.
Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, ele respondeu: “Mas meu pai é da UDN”, talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura. Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito – 1.147 votos (cerca de 10% do total).
Um bajulador da ditadura militar
Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB local nesta época, outros fatores interferiram na sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, tinha acabado de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. “Ele transferiu prestígio para o sobrinho”, diz Rodrigues. A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. “Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]’, diz Andrade”.
Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterrou uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici. Segundo o jornalista, Alckmin sempre se manteve “afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar… O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura, fato corroborado por relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram”.
Seguidor da seita Opus Dei
Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua da cidade com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista.
Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986). Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta. Em 1994, Mário Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua truculência, coube-lhe presidir o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização.
Centralizador e a “turma de Pinda”
As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade, gerando muitas suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para a prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar. Com a morte de Covas, em março de 2001, assumiu o governo e mudou toda a sua equipe, causando desconforto até em setores do PSDB. Em 2002, ele foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.
Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo foi nomear, para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, o delegado Aparecido Laerte Calandra – também conhecido pela alcunha de “capitão Ubirajara”, que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura. Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade – a chamada “turma de Pinda”.
Criminalização dos movimentos sociais
Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Ele se gabava das ações “enérgicas” de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas. Não é para menos que declarou apoio à prisão dos líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação de assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no interior do estado.
Durante seu governo, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas. Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões.
A linguagem da violência
Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Alckmin sabotou os fóruns de participação da sociedade criados no governo Lula, como o Conselho das Cidades. Avesso ao diálogo, a única linguagem do ex-governador foi a da repressão dura e crua. Isto explica a sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que transformou o estado num grande presídio – em 2006, eram 124 mil detentos para 95 mil vagas.
Segundo relatório oficial, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários da Febem, deixando 6.500 menores em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos seus quatro anos de governo, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin a condenação formal da Corte Internacional da OEA.
A submissão dos poderes
Contando com forte blindagem da mídia, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, infestando-o de tucanos, e garantiu uma maioria servil no Poder Legislativo. Através de um artifício legal do período da ditadura militar, ele abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa – destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.
Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete “O retrocesso de São Paulo no governo tucano”, Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. “Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade… Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo”.
 

José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo: DEMONSTRANDO POLIDA TRUCULÊNCIA DEFENDEU – MINIMIZANDO – MENSALÃO DO “DEM”; BAIXOU O NÍVEL ACUSANDO A “TURMA DA DILMA” DE CRIMINOSOS 26

01/09/2010 00h27 – Atualizado em 01/09/2010 00h27

Candidato do PSDB é o segundo de série com presidenciáveis.

Do G1, em São Paulo

José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo
José Serra é entrevistado pelo Jornal da Globo
(Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo)

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, foi entrevistado na edição desta terça-feira (31) do Jornal da Globo pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo.

Christiane Pelajo: Boa noite, candidato. Seja bem-vindo.

William Waack: Boa noite.

Christiane Pelajo: O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que que deu errado, candidato?

José Serra: Olha, pesquisa é uma coisa que fotografa o momento, fotografa um instante, não é um filme, né? A campanha eleitoral de verdade está acelerando agora porque nós estamos no último mês de campanha de fato. É aí que as pessoas vão fazer a sua cabeça. Pesquisa é fotografia do instante como em outros instantes eu estava na frente, outros instantes estava atrás. O fundamental agora é trabalhar para mostrar para as pessoas quais são as nossas propostas, as nossas ideias pro Brasil. E eu estou muito confiante, Christiane, porque eu… Já é a minha nona campanha. Eu nunca vi pessoas na rua tão afetivas, tão engajadas, tão esperançosas de que a gente possa vencer e eu estou confiante em que isso vai acontecer.

William Waack: Parece que essas pessoas às quais o senhor se refere estão mais confiantes que aliás muitos dos seus colegas de coligação. Muitos não têm aparecido com o senhor na campanha. O que que está acontecendo?

José Serra: Não, olha, qualquer lugar que eu vá no Brasil inteiro sempre tem um pessoal que está batalhando ao meu lado. Isso é no Brasil inteiro. Cada um está fazendo sua campanha…

William Waack: Eu digo candidatos a governador. Alguns, parece que preferiram aparecer sozinhos, sem fazer menção à sua candidatura.

José Serra: Não, olha, inclusive, não é permitido a um candidato a governador, a um candidato ao senador, ao Senado, promover uma candidatura nacional. Você tem o risco de perder o tempo de televisão por um equívoco dessa natureza. É muito limitado o que candidatos locais podem fazer, em função, na TV, no horário eleitoral, em função da campanha nacional.

Christiane Pelajo: Alguns analistas dizem que a campanha do senhor nem parece de oposição. O senhor chegou a colocar uma foto sua ao lado do presidente Lula, exibir isso na televisão. Qual é, afinal, a bandeira da oposição?

José Serra: Não, não teve nada a ver com coisa de ser oposição. O que dizia lá era outra coisa. É que o Lula tinha uma história como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, era uma pessoa desconhecida – não tinha disputado eleição, não tinha uma história realmente conhecida, não era uma pessoa conhecida, experimentada na política como é o Lula, como sou eu. Foi só isso, isso está longe de ser qualquer espécie de agrado, é apenas uma constatação.

Christiane Pelajo: Mas por que então, candidato, os partidos de oposição – DEM e PSDB – hesitaram tanto em fazer oposição?

José Serra: Porque o Lula, veja, uma coisa é o que se fez quanto no Congresso. É que o PSDB tem um estilo que não é o de jogar no quanto pior, melhor, quando está na oposição. Trabalha pelo Brasil. Se tem alguma coisa do governo que presta, o partido apoia, não faz aquela oposição, sabe, de terra arrasada. Isso não é feito. Logo, às vezes isso é confundido com suavidade na oposição. Na verdade, a oposição não pode jogar contra o Brasil. Quem tinha experiência do quanto pior melhor é o PT. O PT não permitiu votar a favor de Tancredo Neves quando ele se elegeu, não homologou ou, vamos dizer assim, foi contra a atual Constituição, foi contra o Plano Real, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votou contra o Fundef, que era mais dinheiro pras… para a educação nas regiões mais pobres do Brasil. Enfim, votou contra tudo na linha do quanto pior melhor quando era oposição. O PSDB no governo do PT não fez a mesma coisa…

William Waack: Candidato…

José Serra: Então isso às vezes é confundido com tibieza, com fraqueza da oposição. Não, é espírito público.

William Waack: Candidato, é evidente que nós estamos discutindo aqui as suas táticas eleitorais.

José Serra: Uhum….

William Waack: As três primeiras perguntas foram em relação a isso. Aparentemente ela não está funcionando. Isso que o senhor disse de suavidade e tibieza aparentemente é o que está sendo passado para o público…

José Serra: Não, não da campanha. Eu estava dizendo suavidade e tibieza porque ela falou do PSDB no governo, durante o governo, nos anos anteriores. Agora nós estamos…

William Waack: Ela falou em fazer oposição…

José Serra: Agora nós estamos em uma campanha eleitoral. A campanha eleitoral, para mim, não é algo para você ficar estrebuchando, para ficar, sabe, espumando. É para ir apresentando, pouco a pouco, as ideias. É apresentar aquilo que foi feito, sem mistificação, porque as coisas que estão apresentando que eu fiz, eu fiz de verdade. No caso, por exemplo, da candidata do PT, atribuem a ela coisas, inclusive, que ela não tem nada a ver, porque é uma coisa que está sendo construída. É ir mostrando… E eu tenho plena confiança de que essa campanha na TV, mais outras coisas, porque campanha não se resume a televisão, vai nos levar, William, a uma virada e à vitória. Eu estou convencido disso, sinceramente, e eu raciocínio nesses termos.

William Waack: Eu tenho mais uma pergunta sobre problemas na sua campanha. No inquérito do Mensalão do DEM de Brasília, por exemplo. A Polícia Federal…

José Serra: Olha, William…

William Waack: Posso, só posso completar a pergunta?

José Serra: Sim.

William Waack: A Polícia Federal chama o ex-governador de chefe de uma organização criminosa. Ele pertenceu ao DEM, um partido tradicionalmente aliado ao PSDB, como todas as pessoas interessadas em política sabem. Nós podemos assumir que isso prejudicou a sua campanha?

José Serra: Eu acho que não. Mas de… Já que você tocou no assunto criminoso, deixa eu tocar noutro assunto. Hoje veio a público um fato criminoso. Qual foi? O sigilo fiscal da minha filha foi quebrado num ato criminoso, no ano passado, para efeito de exploração política. Até porque blogs sujos da campanha do PT, que eles usam muito isso, já estavam pondo dados do ano passado. Não porque tenha algum problema, ela é ficha limpa, não tinha problema nenhum, mas eles começaram a pôr já naquela época. Ela até me disse: “olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda”, perfeitamente declarado, não houve… nunca caiu na malha nem nada parecido. Então este é um ato criminoso. Já há vários que tiveram seus sigilos quebrados para efeito político-eleitoral. E outros terão sido por outros motivos. Mas neste caso é claríssimo. E é um jogo, ao meu ver, sujo, é um jogo baixo. Aliás, utilizar filho dos outros para ganhar eleição eu só me lembrava do Collor ter feito isso com o Lula, lembra? O Collor utilizou uma filha do Lula, a turma do Collor montou essa história para ganhar do Lula em 89. E o Collor ganhou. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando milha filha, que não faz política, que é uma mãe de três crianças pequenas, que trabalha muito para criar as crianças juntas, para poder viver… Meter nesse jogo político sujo para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória. Eu não tenho nenhuma… nenhum problema nesse sentido. A Dilma, aliás, está repetindo aquilo que o Collor fez e mais, agora o Collor está do lado dela. Quem sabe talvez ele tenha transferido a tecnologia.

William Waack: Candidato, a Receita está dizendo em Brasília que essa quebra de sigilo foi feita a pedido da sua filha…

José Serra: É mentira, mentira descarada. Mentira descarada. E agora, você sabe, esse pessoal mente, eles são profissionais da mentira. Então são profissionais da mentira. Eles já… Mentem e dizem qualquer coisa. Tem que provar isso.

Christiane Pelajo: Candidato, vamos voltar à pergunta anterior do William…

José Serra: Vamos voltar…

Christiane Pelajo: Sobre o mensalão do DEM…

José Serra: Mas eu, eu… Eu achei importante fazer esse esclarecimento, porque esse assunto está circulando, entrou assunto de criminoso… Criminosos são esses que estão usando a campanha, estão usando questões, atacando família, para efeito de colher dividendos eleitorais. Inútil, inútil. Porque estão trabalhando em cima de gente ficha limpa. Mas esses gestos são criminosos. Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições. Imagina o que fariam se ganhassem. Ainda bem que a minha expectativa é de eu ganhar.

Christiane Pelajo: Em relação ao mensalão do DEM, a pergunta que eu fiz para o senhor?

José Serra: Olha, o mensalão do DEM teve menos volume de toda maneira do que o mensalão do PT, menos gente. Segundo, teve uma diferença: o pessoal do mensalão foi expulso. É… o mensalão do DEM… foram todos mandados embora do DEM. No caso do PT, continuam mandando, como o José Dirceu. O José Dirceu é um dos comandantes da campanha da Dilma, cogitado inclusive para fazer parte do governo dela, e era o chefe… Aliás, de toda aquela quadrilha de 37, 38 pessoas que foram denunciadas pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, ele era o chefe de tudo. E está aí, da mesma maneira que outros estão se candidatando, fazendo etc. Então foi, praticamente, só o Delúbio saiu depois de muito tempo. E, ainda, digamos assim, tem proximidade muito grande. No do DEM, pelo menos, foi todo mundo mandado embora e mais ainda, tinha um volume, um alcance, muito menor.

William Waack: Vamos seguir adiante com perguntas…

José Serra: Vamos.

William Waack:  Um pouco mais conceituais…

José Serra: Claro, vamos lá.

William Waack: Falamos bastante da política diária. Por exemplo, o governo do qual o senhor fez parte… Aliás, não só o governo federal, mas na… Está na tradição do PSDB uma, uma visão de privatização de, de… De ativos estatais que viraram alvo do PT. E sumiu da propaganda tucana. O PSDB hoje tem vergonha das privatizações?

José Serra: Não, é porque não tem privatização no caminho. Não tem privatização. A… O caso…

William Waack: Não tem nada mais para privatizar?

José Serra: Não. O caso mais bem sucedido de privatização no Brasil foi telecomunicações, que o Lula já elogiou, que a Dilma já elogiou, que todo mundo elogia. Porque uma coisa é quando eles fazem campanha e outras é quando estão trabalhando. Foi altamente elogiada. Não fosse aquilo que foi feito pelo governo Fernando Henrique, não teria tanto celular e tanto telefone no Brasil. Eu declarava, Imposto de Renda, o telefone no Imposto de Renda, porque era uma raridade, lembra? Valia uma fortuna.

Christiane Pelajo: Quer dizer, num eventual governo do senhor, o senhor não privatizaria nada?

José Serra: Aquela… Não tem o que privatizar no horizonte. Agora, o Lula, o governo Lula privatizou dois bancos mais. Não refez nada do que tinha antes. Eles usam isso como campanha eleitoral. Agora, eles fizeram um tipo de privatização. Sabe qual é? De entregar, por exemplo, os Correios, que era uma empresa eficiente, para grupos políticos que ficam lá montando negócios. É um escândalo atrás do outro. Ou seja, usam o correio para fins privados. Eu, no governo, vou usar o correio para fins públicos. Essa privatização que tem hoje no Brasil, ela é muito pior do que qualquer outra, porque você tem uma Petrobras, você entrega a diretoria disso, a diretoria daquilo, para tal político ou para tal grupo de políticos, né, que vão aproveitar a Petrobras ou para fazer negócios ou para favorecer os amigos e tudo mais. Isto se espalhou por toda a administração. Que que eu vou fazer? Eu vou desprivatizar, nesse sentido, toda a administração pública, inclusive as empresas. O que é público vai continuar público e não sendo usado por políticos num loteamento. Veja, isso aí não tem nada a ver…

William Waack: Posso… Posso pedir sua licença? É que nós estamos chegando na metade da entrevista e temos mais dez minutos logo depois do intervalo. Fique aqui conosco por favor, nós voltamos daqui a um instante. Até já.

 

2º bloco

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Christiane Pelajo: A gente volta agora nossa entrevista com o candidato do PSDB, José Serra. Nós temos nove minutos a partir de agora, candidato. Candidato, o senhor diz que o câmbio – como está – com o dólar muito barato é prejudicial à economia porque as exportações brasileiras dessa forma perdem competitividade. Mas como é possível fazer isso sem mexer no câmbio flutuante e livre, que é uma conquista que deve ser preservada?

José Serra: Sem dúvida nenhuma. Eu acho que é uma conquista que deve ser preservada. Agora, tem o seguinte, hoje, do jeito que tá, nós não conseguimos vender lá fora e mais ainda: a produção no Brasil vai sofrendo uma concorrência absolutamente injusta. Por exemplo, calçados, por exemplo, têxtil. Até indústria de colheitadeiras. Outro dia eu fui no Rio Grande do Sul, num município que produz, né, colheitadeiras. Agora estão entrando os chineses. E nós somos muito mais eficientes. Por quê? Por causa desse mecanismo torto da relação câmbio-juros. Agora, a causa disso são os juros siderais. Nós temos, continuamos com a maior taxa de juros do mundo. E, ao contrário do que a Dilma disse aqui ontem, aumentando a distância em relação ao resto do mundo, ao resto do mundo, e não convergindo como ela disse, que é um absurdo completo. Isso é falta de informação. Agora, aí o que que acontece? O câmbio muito alto provoca – porque entra dólar pra especulação, porque paga muito – que o câmbio artificialmente fique irreal. Resultado: em vez do turista ir pro Nordeste, ele vai pra Miami, que é mais barato. Em vez do, do… de a gente comprar brinquedo aqui, você compra brinquedo chinês. E várias outras coisas. Isso cria empregos noutros lugares, e não no Brasil. Eu vou mudar isso. Eu não vou mudar no, no tapa…

William Waack: Via juro?

José Serra: No susto… Com o quê? Formando uma equipe econômica entrosada, em vez de ficar cada um atirando pra um lado, entre Banco Central, Fazenda, Planejamento, que vão trabalhar direito tendo como meta uma política de juros e cambial que seja mais condizente com o que a gente quer, que é o emprego no Brasil e o crescimento sustentado. Porque essa outra política está levando a um déficit externo crescente. Nós estamos com um déficit vertiginoso – o maior da história do Brasil –, não tem reflexo a curto prazo, mas pode ter no ano que vem, no outro, no outro. Então, a gente tem que enfrentar isso com conhecimento, com cuidado, com paciência e com determinação.

William Waack: Candidato, o senhor tem sido uma voz crítica em relação a políticas econômicas do governo. Agora, quando foi a hora de mandar um programa de governo e registrá-lo no TSE, o senhor mandou trechos de discursos. Afinal qual é o seu plano…

José Serra: É, não foram trechos. Foram os discursos completos. Por quê? Porque o meu discurso não foi uma peça de propaganda. Lá está tudo o que eu considerei como as diretrizes fundamentais. Foi o discurso de introdução à candidatura e o discurso da convenção, que eu mesmo, pessoalmente, trabalhei vários dias. Lá es… tem, está a essência de tudo aquilo que a gente quer pro Brasil. Isso foi mandado pra Justiça Eleitoral. De lá pra cá, nós estamos trabalhando na internet, com reuniões por todo Brasil, recolhendo milhares e milhares de opiniões, de sugestões e vamos apresentar o detalhamento, como eu fiz quando fui eleito prefeito, quando eu fui eleito governador, com os pontos do programa… Vários eu já tenho apresentado, por exemplo, criar um milhão de vagas novas no ensino técnico no Brasil, fa… Cento e cinquenta e tantos ambulatórios médicos de especialidades, que são policlínicas. Tudo isso vai aparecer direitinho como propostas tópicas para cada ponto etc.

William Waack: O senhor me permite insistir nesse ponto…

José Serra: Agora, tudo isso eu já tinha dito e anunciado que iria fazer nos meus discursos, que são peças de programa de governo, e também no horário eleitoral e nas minhas dezenas de entrevistas, inclusive a esta emissora.

William Waack: Deixa eu voltar a esse ponto e amarrar essas duas perguntas, candidato.

José Serra: Sim.

William Waack: O senhor fala nos juros e isso todo mundo sabe. O senhor fala na piora das contas externas e o próprio governo admite. Agora…

José Serra: Admite mas não na… Na campanha eleitoral…

William Waack: Onde… O que é direito dele, até.

José Serra: Sim.

William Waack: Onde o senhor vai atacar? Quer dizer, o que todo mundo espera de um candidato Serra é um grau forte de intervencionismo na economia.

José Serra: Olha, o que deve se esperar de mim é uma atitude favorável à produção. À produção e ao emprego. Eu não vou ser contra nada. Eu vou ser a favor disso e vou trabalhar nessa direção. Eu, aliás, você sabe, eu sou economista, eu não sou médico – e muita gente pensa que eu sou médico porque fui ministro da Saúde – sei, entendo bastante de política econômica. No meu período de exílio, convivi em vários países, até assessorando, fazendo. Já ocupei cargos aqui no Brasil nessa área. No Congresso, durante um tempo, eu era talvez o parlamentar ligado, mais ligado à economia que tinha em todo o Congresso Nacional. Na Constituinte, fiz muita coisa nessa direção. Então é um assunto que eu tenho toda a informação, que eu sei trabalhar e vou trabalhar de maneira a que a gente possa manter o nosso crescimento, e inclusive acelerar, com vistas ao aumento do emprego, que é a questão fundamental. E o empresário que gera emprego, empresário que gera emprego também vai ganhar pra que possa ficar reinvestindo. Isso é fundamental. Agora, o Brasil tem três coisas perversas: a maior taxa de juros real do mundo – que não tem motivo pra isso. Segundo: a maior carga de impostos do mundo em desenvolvimento. Nenhum país em desenvolvimento cobra tanto imposto quanto o Brasil. Eu fui nesta semana, no dia lá que o impostômetro mostrou 800 bilhões de reais arrecadados até 31 de agosto. É muito dinheiro. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só pra pagar imposto. Nós temos a maior carga. Isso tem que diminuir ao longo do tempo até pra que a gente possa ter produção e emprego. E o terceiro aspecto é que a taxa de investimento governamental, ou seja, aquilo que o governo investe, em estradas, nisso, naquilo, é uma das mais baixas do mundo, era a penúltima do mundo. Só o Turcomenistão estava pior do que o Brasil.

Christiane Pelajo: Candidato…

José Serra: Você assistindo a televisão, propaganda, entrevista às vezes de gente do governo tende a pensar o contrário. Mas é um país que está sem investimentos nessa área, por isso que as coisas andam muito devagar.

Christiane Pelajo: Candidato, a gente queria…

José Serra: Nos estados em alguns lugares andou depressa porque os governadores – como foi o caso de São Paulo – trabalharam bem.

Christiane Pelajo: A gente queria abordar um outro tema. O senhor tem acusado o governo de países vizinhos de cumplicidade com o tráfico. Caso o senhor seja eleito, o senhor vai fazer o que com relação a esses países?

José Serra: Eu vou pressioná-los. É o caso da Bolívia. Diplomaticamente, ninguém vai intervir na Bolívia nem nada parecido. Mas o Brasil tem feito muitas coisas boas para a Bolívia, né? Deixou a Bolívia pegar a refinaria da Petrobras, tá fazendo uma estrada agora. Enfim, o Brasil ajuda a Bolívia. Eu acho que é normal um país, diplomaticamente, pressionar o outro para que procure impedir a exportação ilegal, contrabando de cocaína para o Brasil. Estima-se que, de 50% a 80% – dá na mesma, porque é tanto, é como cair do 50º ou do 80º andar. É muita cocaína. Ela vem da Bolívia. Eu acho que tem… É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice disso, entende? Porque está se fazendo no seu território. Então é legítimo que o Brasil pressione. Uma coisa é ideologia, se são simpáticos ao governo boliviano, se o PT gosta etc., e outra coisa é o interesse nacional. No caso, o interesse da segurança da população, porque a droga leva ao crime e arruína a vida do jovem sob a forma do crack. Agora, isso não elimina também o nosso papel, que é de fazer… combater o contrabando, ocupando as nossas fronteiras que neste momento não estão ocupadas.

William Waack: Candidato, olhando para o relógio, eu acho que a gente tem tempo para mais uma pergunta. E o senhor se referiu ao crack. Cracolândia, São Paulo, o senhor teve…

José Serra: Não é só São Paulo. Cracolândia tem em todo Brasil.

William Waack: Tem, mas a Cracolândia de São Paulo é um símbolo. É um símbolo que o senhor tentou acabar, como prefeito e governador. Foi difícil e não deu certo. O que falhou?

José Serra: Não, não é que não deu certo. Melhorou. Agora, você não pode, você não pode encarcerar um drogado. Quer dizer, você… Às vezes você vai num lugar e o pessoal que está já viciado na droga continua indo. Você tem que combater o traficante. Pela lei, você não pode prender um drogado. Agora, pra droga, tem muito a fazer. Tem que parar a entrada de droga no Brasil. Ela caiu, William, 50% de preço desde mil… desde os anos 80. Perdão, 50 vezes e não 50%. Ela virou de graça, porque entra à vontade no Brasil pela fronteira. Segundo, tem que combater por dentro, na fronteira, e os traficantes. Terceiro tem que fazer campanha educacional na nossa juventude, em todas as escolas, em tudo. Quarto, tem que tratar os dependentes químicos…

William Waack: Mas não está faltando justamente isso?

José Serra: Eu tratei, nós começamos, eu comecei como governador uma experiência diferente no Brasil de criar clínicas próprias para tratamento de dependentes químicos, coisa que o PT e o governo, o Ministério da Saúde, não são a favor, porque acham que não pode criar uma clínica para tratamento etc. Isso funcionou muito bem.

William Waack: Desculpa interrompê-lo. É que nosso tempo está acabando. O senhor concluiu, pelo menos, o seu raciocínio?

José Serra: Construí.

William Waack: Tá. Muito obrigado pela entrevista.

José Serra: Muito obrigado, William. Muito obrigado a vocês dois.

Cristiane Pelajo: Obrigada e boa noite.

José Serra: Muito bom para mim vir aqui dar esta entrevista.

William Waack: Obrigado.

Cristiane Pelajo: Obrigada.

CENTENÁRIO DO CORINGÃO: TORCEDOR FANÁTICO LULA RECEBE HOMENAGEM DO CORINTHIANS 2

/08/2010 20h09 – Atualizado em 31/08/2010 21h12 Presidente Lula recebe homenagem do Corinthians e do Clube dos 13

Pé-frio declarado, presidente da República revela que não leva muita sorte quando acompanha os jogos e sofre com ‘cornetadas’ da primeira-dama

Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo

Corintiano fanático e assumidamente pé-frio, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi homenageado nesta terça-feira, em cerimônia do Clube dos 13, no Parque São Jorge, Zona Leste de São Paulo. Ele recebeu os títulos de chanceler honorário do futebol brasileiro e torcedor símbolo do Timão. O clube da capital paulista completa 100 anos nesta quarta.

Andres Sanches e Lula camisa. Corinthians
Lula recebe do presidente Andrés Sanches a camisa do centenário (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Durante a cerimônia, Lula ganhou vários presentes das mãos do presidente alvinegro, Andrés Sanches, como uma carteira de conselheiro vitalício, um baú banhado a ouro com todos os distintivos do clube, uma camisa oficial, além do passaporte, certidão de nascimento e faixa presidencial da República Popular do Corinthians.

– É com muita alegria e satisfação que eu recebo esse título de chanceler do futebol. Se o Palmeiras quiser me dar um titulo, eu também aceito (risos) – brincou.

Faz 56 anos que eu torço para o Corinthians”
Lula

Lula ainda parabenizou o Corinthians pelo centenário e revelou detalhes sobre sua rotina para acompanhar as partidas do Timão pela televisão. Apesar de todo o amor que carrega pelo clube, o presidente encontra barreiras dentro da própria casa por conta da fama de pé frio.

– Faz 56 anos que torço para o Corinthians. Sofro mais do que nunca. A Marisa me tira da sala porque eu sou pé-frio. Às vezes, saio da sala e o Corinthians faz um gol. Às vezes, saio antes para pegar um avião com o Corinthians perdendo e ela fala para eu ir embora. Depois, ela liga falando que empatou. Eu fico com um pé dentro e outro fora para ver se dou menos prejuízo ao meu time. Saio daqui mais corintiano com o meu passaporte. Minha mulher também tem e meus filhos terão. Não quero ninguém vivendo na clandestinidade na nação corintiana – completou.

Encontro de desafetos

Curiosamente, a mesa de ilustres foi composta por dirigentes que entraram em conflito declarado nos últimos anos: Andrés Sanches e Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. A rivalidade começou em 2008, quando o Tricolor não aceitou aumentar a carga de ingressos para o Timão antes de um clássico. Como resposta, o Alvinegro prometeu não mais mandar seus jogos no Morumbi.

Recentemente, a disputa se arrastou para a Copa do Mundo de 2014. Apesar de toda a confiança de Juvêncio, o São Paulo teve o projeto de reforma do Morumbi rejeitado pela Fifa, abrindo espaço para que Sanches conseguisse apoio para a construção do estádio corintiano, provável palco da abertura do Mundial.

Juvenal Juvêncio, aliás, evitou a imprensa durante toda a noite. O dirigente não passou pela entrada principal do salão nobre do clube e, por meio de assessores, disse que não concederia entrevistas.

DENÚNCIA URGENTE CONTRA O CEDETRAN DE GUARUJÁ…LUCIANA, A CORRUPÇÃO DOMINA OS ÓRGÃOS DE TRÂNSITO, POIS A LÓGICA NESSES ANTROS É COLOCAR OBSTÁCULOS DE FORMA QUE O CIDADÃO ACABE PAGANDO PELO QUE NÃO DEVE…A MULTA É R$ 200,00, MAS RECORRER AO JUDICIÁRIO FICARÁ EM R$ 1.000,00…ASSIM, A MAIORIA ACABA COAGIDA A QUITAR A MULTA PARA NÃO SOFRER MAIORES PREJUÍZOS 14

dipol@flitparalisante.com

data31 de agosto de 2010 17:52
assunto** denuncia urgente **

ocultar detalhes 17:52 (41 minutos atrás)

Boa tarde
 
A aproximadamente 2 meses recebi em minha residencia uma multa ( direto sem aviso ), da cidade do Guaruja ( a qual eu nunca fui ) por avançar sinal vermelho, ao receber a mesma entrei em contato com a Prefeitura do Guaruja e falei com a atendente Fatima, a qual me passou via fax a copia da multa e disse claramente que era para eu recorrer porque a multa nao era minha, realmente, tinha a numeração da placa do meu carro ( Ford KA vermelho ), porem a multa era de um ONIBUS / MICROONIBUS, outra coisa que nao entendi, como o onibus tem a placa do meu carro…. enfim….

Mandei toda documentação para o CEDETRAN do Guaruja, tudo certinho, apos 26 dias recebi a resposta ” MULTA REFERIDA ( MANTIDA ), como assim, eu provei que a multa nao era minha, mandei tudo certinho, e detalhe a minha carta é nova, estou andando com a provissoria, vou pegar a definitiva agora em Novembro / 2010, so que eu nao posso ter qualuqer problema, quem dira 7 pontos…. eles nao tiveram nem o trabalho de ler minha carta, ver a documentação, ver a multa que esta dizendo por si so que a multa esta ERRADA, na sexta-feira dia 27/08/2010, recorri novamente, mandei tudo de novo, agora terei que esperar mais 30 / 40 / 50 / sabe quantos dias para provar minha inocencia.

Por favor, peço ajuda e ou orientação do que posso fazer, porque isto é uma safadeza, nao vou pagar uma multa de R$ 200,00 e nem assinar uma culpa que nao é minha.

Alem de abrir um processo contra a prefeitura, por danos morais e tudo mais.
 
 
 
Grata
 
 
(O blog omitiu o nome e endereço )

______________________________________

Aguardemos os Juizados Especiais da Fazenda Pública; talvez essa cultura “administrativa” ( imoral ), tenha ponto final.

Mandado de Segurança neles, a “Administração Pública” em Guarujá é lamentável.  Curva de rio!

Fenômenos da internet como forma de mobilização social Resposta

Ter, 31 de Agosto de 2010.
12:55:00.

MIGALHAS | MIGALHAS QUENTES
STJ | SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

Fenômenos da internet como forma de mobilização social

Coriolano Aurélio de Almeida Camargo Santos*

A Clonagem do Blog do Presidente mostra mais uma face deste fenômeno na rede. Na versão Clone do Blog, (http://planalto.blog.br/) os Internautas podem colocar diversas críticas e anseios da sociedade das mais variadas formas.

Já na versão oficial (http://blog.planalto.gov.br/) é meramente de caráter institucional e informativa, não existe espaço para postagem de mensagens. É a internet como forma de mobilização social. Fontes na internet revelam que o Planalto, em um primeiro momento, não vai tomar nenhuma atitude em relação à cópia virtual.

A cópia do Blog tem as suas utilidades, aberta a comentários, proporciona a remessa de informações importantes, em tempo real, ao planalto, uma vez que o Governo pode verificar quais são as principais críticas e comentários deixados.

Uma semana antes da estreia da versão oficial a mesma já recebia elogios, críticas e sugestões dos internautas. A versão cópia é sincera em dizer que as informações ali inseridas são retiradas da página original do Presidente. Vis a vis, na estreia, o blog oficial comentou as questões relacionadas à regulamentação do pré-sal.

Ainda em um vídeo postado no blog, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá as boas-vindas aos internautas e fala sobre o pré-sal. Segundo Lula, o anúncio representa ‘um novo Dia da Independência para o Brasil’.

Twitter contém aviso a internautas sobre a localização das blitz na Capital fluminense

O Twiter por sua característica, virtual e em tempo real, tem servido aos Motoristas para escapar da lei seca no Rio. A Polícia deve começar a usar a rede para verificar quais informações estão sendo disponibilizadas em tempo real para alterar os pontos de fiscalização.

O Twitter permite a inserção de mensagens extremamente curtas, as quais serão enviadas para todos seus seguidores. As mensagens podem ser enviadas através da própria Web, por SMS e por softwares específicos instalados em dispositivos portáteis.

As atualizações são exibidas no perfil do usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários que tenham assinado para recebê-las.

A Polícia tem utilizado o Twitter para combater crimes nos EUA. O Microblog serve para dar alertas sobre crimes, dicas e monitorar ocorrências

O uso do microblog Twitter no combate a crimes nos Estados unidos é algo que está se popularizando e vem crescendo. Cidades norte-americanas utilizam a ferramenta para informar a população sobre crimes e até para monitorar possíveis ocorrências.

Em Milwaukee, os policiais utilizam o Twitter para dar avisos, dicas de como evitar assaltos e informar sobre o trânsito e operações das autoridades na cidade. O perfil da polícia de Milwaukee no Twitter tem cerca de 920 seguidores.

Fontes na rede revelam que a polícia de outras cidades, como Boston, Baltimore e Richmond, também aposta no Twitter como ferramenta de informação. Uma das vantagens do Twitter é que as mensagens são enviadas imediatamente, e podem ser lidas em computadores ou dispositivos portáteis.

O Governo norte-americano, em conjunto com a SANS, lança um desafio digital, na busca por jovens talentosos e com competências necessárias para preencher os cargos de profissionais de “cibersegurança”, centros de pesquisas e “anjos” cibernéticos.

Trata-se de uma cadeia multidisciplinar de profissionais para que se possa atingir a maximização dos resultados frente às ondas eletrônicas nocivas.

Barack Obama sabe da importância da Internet. O presidente viveu seus benefícios e seus prejuízos. Obama sabe como ele mesmo reconheceu que ganhou as últimas eleições presidenciais em parte graças à força da rede e ao seu alcance. E o presidente também sabe que a segurança cibernética é suscetível de violação, como aconteceu em sua campanha no outono passado, quando piratas da informática entraram no site do candidato democrata e roubaram informação pertencente ao banco de dados.

De olho no poder cibernético da Coréia do Norte os EUA se preparam para iniciar uma nova guerra, desta vez travada no ciberespaço. Para essa luta, Obama comunicou a criação de um alto cargo de ciber-segurança com escritório na Casa Branca (ao qual chamou de “ciberczar”).

Em julho deste ano, programas “malévolos” tomaram por alvo 26 sites dos EUA e da Coreia do Sul, entre os quais o da Casa Branca. Os atacantes tentaram bloquear os sites ao sobrecarregar sua capacidade de dados, o que os tiraria de serviço. Os pesquisadores de todo o mundo tentam estudar os efeitos deste ataque em maça e como ondas, a serviços públicos de caráter fundamental com alto grau de dependência da Internet.

Em relação às comunicações oficiais, é preciso cuidado e a implantação de políticas de segurança. Recentemente o FBI iniciou investigação sobre os e-mails da Governadora do Alaska que foi a candidata republicana a vice-presidência dos EUA que supostamente teria usado o e-mail do Yahoo para tratar de assuntos oficiais.

Nos EUA a discussão ganhou relevo após a descoberta de que o Governo Bush teria em tese se utilizado de contas particulares de e-mail para conduzir assuntos da Casa Branca.

Cada vez mais a rede apresenta novas caras e novos fenômenos e formas de mobilização social.

_____________

*Advogado. Juiz do Egrégio Tribunal de Impostos e Taxas de São Paulo. Presidente do Comitê sobre Crimes Eletrônicos da OAB/SP (PR nº 295/09). Professor da Pós-Graduação do Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos, Universidade Federal Fluminense e Instituto Nacional de Pós-Graduação. Professor do MBA em Direito Eletrônico da Escola Paulista de Direito e outras. Professor Palestrante na USP, ACADEPOL, FAZESP e diversas instituições. Sócio Diretor do escritório Almeida Camargo Advogados

“O Brasil já tem uma presidente” 8

Entrevista

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO

“O Brasil já tem uma presidente

Presidente do Ibope admite que errou ao prever que Lula não faria o sucessor e diz que Dilma Rousseff será eleita no primeiro turno

]Octávio Costa e Sérgio Pardellas PASSADO
Para Montenegro, o PSDB fez uma campanha velha e sem novidade

Há exatamente um ano, o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o sucessor, apesar da alta popularidade. Na ocasião, o responsável por um dos mais tradicionais institutos de pesquisas do País assegurava que o presidente não conseguiria transferir seu prestígio pessoal para um “poste”, como tratava a ex-ministra Dilma Rousseff. Agora, a um mês das eleições e respaldado por números apresentados em pesquisas diárias, Montenegro faz um mea-culpa. “Errei e peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana”, afirmou. “O Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff.” Segundo Montenegro, a ex-ministra da Casa Civil vem se conduzindo de forma convincente e confirma, na prática, o que o presidente disse sobre ela na histórica entrevista concedida à ISTOÉ na primeira semana de agosto: “Lula acertou. Dilma é um animal político. Está mostrando muito mais capacidade do que os adversários.”

“Lula vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima
até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek”

O tucano José Serra, na opinião do presidente do Ibope, faz uma campanha sem novidade, velha e antiga. “O PSDB está perdido”, assegura. Neste fim de semana, o Ibope vai divulgar uma nova pesquisa, que confirmará a categórica vantagem da petista. “Fazemos pesquisas ­diárias. E Dilma não para de crescer. Abriu 20 pontos em Minas, onde Serra já esteve na frente. Empatou em São Paulo, mas ali também vai passar. Essa eleição acabou”, conclui Montenegro.

“A história da Marina é maravilhosa. A luta dela é muito importante. Mas ela até
outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente”

Istoé

O sr. disse que o presidente Lula não conseguiria transferir seu prestígio para a ex-ministra Dilma Rousseff, mas as pesquisas mostram o contrário. O sr. ain­da sustenta que o presidente não fará o sucessor?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Eu nunca vi, em quase 40 anos de Ibope, uma mudança na curva, como aconteceu nesta eleição, reverter de novo. Por mais que ainda faltem 30 e poucos dias para a eleição, o Brasil já tem uma presidente. É Dilma Rousseff. Ela tem 80% de chances de resolver a eleição no primeiro turno. Mas, se não for eleita agora, será no segundo turno.

Istoé – A que o sr. atribui essa virada?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Houve uma série de fatores. Primeiro a transferência do Lula, que realmente vai sair como o melhor presidente do Brasil. Um pouco acima até do patamar de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. O segundo ponto é o preparo da candidata Dilma. Ela tem mostrado capacidade de gestão, equilíbrio, tranquilidade e firmeza. A terceira razão é seu bom desempenho na televisão, inclusive nos debates e entrevistas. Lula acertou ao dizer, em entrevista à ISTOÉ, que ela era um animal político. Está mostrando muito mais capacidade que os adversários e mostra que tem preparo para ser presidente.

Istoé – Mas há um ano o sr. declarou que Lula dificilmente faria o sucessor.

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Errei. Eu dizia de uma forma clara que, apesar de o Lula estar bem, ele não elegeria um poste. Foi uma declaração extemporânea, descuidada e muito mais fundamentada num pensamento político do que com base em pesquisas. Foi um pensamento meu. Acho que eu tinha o direito de pensar daquela forma, mas não tinha o direito de tornar público. Peço desculpas. Na vida, às vezes, você se engana.

Istoé – O que mais o surpreendeu desde o momento do lançamento das candidaturas?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

A oposição errou e essa é a quarta razão para o sucesso de Dilma. A campanha do Serra está velha e antiga. Não tem novidade. O PSDB repete 2002 e 2006. Está transmitindo para o eleitor uma coisa envelhecida. Vejo um despreparo total. O PSDB está perdido, da mesma forma que o Lula ficou nas eleições de 1994 e 1998 contra o Plano Real. Na ocasião, ele não sabia se criticava ou se apoiava e perdeu duas eleições.

Istoé – O bom momento da economia, a geração de empregos e o consumo em alta não fazem do governo Lula um cabo eleitoral imbatível?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Essa, para mim, é a razão principal. O Brasil nunca viveu um momento tão bom. E as pessoas estão com medo de perder esse momento. O Plano Real acabou derrotando o Lula duas vezes. Mas o Lula, com o governo dele, sem querer ou por querer, acabou criando um plano que eu chamo de imperial. É o império do bem, em que cerca de 80% a 90% das pessoas pelo menos subiram um degrau. Quem não comia passou a comer uma refeição por dia, quem comia uma refeição passou a fazer duas, quem nunca teve crédito passou a ter crédito, quem andava a pé passou a andar de bicicleta ou moto, quem tinha carro comprou um mais novo e quem nunca viajou de avião passou a viajar. Os industriais também estão felizes, vendendo o que nunca venderam. Os banqueiros idem. 

Istoé – Mas esse fator não pesou logo de início, quando os candidatos lançaram os seus nomes e Serra permaneceu vários meses na frente.

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

No início, houve transferência do Lula. Mas, de uns três meses para cá, o Lula está associando o êxito dele ao êxito do governo como um todo. E está mostrando que Dilma é a gestora desse governo. O braço direito dele. E as pessoas estão confiantes nisso e não estão querendo perder o que ganharam.

Istoé – É possível dizer então que o programa de tevê do PT é mais eficiente do que o da oposição?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

A tevê ajudou na consolidação. Mas a virada de Dilma Rousseff na corrida para presidente da República se deu antes da tevê. Pelo menos antes do horário eleitoral gratuito.

Istoé – Isso derruba o mito de que o programa eleitoral é capaz de virar a eleição?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Quando a eleição é disputada por candidatos pouco conhecidos, ele pode ser decisivo, sim. Por exemplo, a televisão está ajudando a eleição de Minas Gerais a se tornar mais dura. O Aécio está entrando agora, o Anastasia é o governador e eles estão mostrando as realizações do governo. Por isso, o Anastasia está crescendo. O Hélio Costa largou na frente porque já era uma pessoa muito mais conhecida do que o Anastasia. Mas, quando você pega uma eleição em que todos os candidatos são bem conhecidos, o uso da tevê é muito mais de manutenção e preenchimento do que para proporcionar uma virada.

Istoé – E os debates? Eles podem mudar a eleição?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Só se houvesse um desastre. Cada eleitor acha que o seu candidato teve desempenho melhor. Vai ouvir o que está querendo ouvir. Já conhece as propostas anunciadas durante a propaganda eleitoral. Falando especificamente dessa eleição presidencial, repito que a população está de bem com a vida. Quer continuar esse bom momento. O Brasil quer Dilma presidente.

Istoé – A candidatura de Marina Silva não tem força para levar a eleição até o segundo turno?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Cada vez mais a vitória de Dilma no primeiro turno fica cristalizada. Temos pesquisas diárias que mostram que essa eleição presidencial acabou. Agora, mais uma vez, o Brasil está dando um show de democracia. É bom dizer que os três principais candidatos são excelentes. Todos têm passado político, currículo e história. A história da Marina Silva, por exemplo, é maravilhosa. A luta dela pelo meio ambiente é muito importante. Mas a Marina até outro dia estava com Lula e as pessoas a relacionam com o presidente. Você pega a luta do Serra e ela também é fantástica. E o Serra, até outro dia, também estava no palanque do Lula, na luta contra a ditadura.

Istoé – O fato de Dilma nunca ter disputado uma eleição não deveria pesar a favor de José Serra?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

No Chile, Michele Bachelet tinha 80% de aprovação, mas não conseguiu fazer o sucessor. Por quê? Porque ele tinha passado. Já tinha concorrido. Quando você concorre, você pega experiência por um lado, mas a pessoa deixa de ser virgem, politicamente falando. Sempre há brigas que você tem que comprar e vem a rejeição. No caso da Dilma, o fato de ela nunca ter concorrido, ter sido sempre uma gestora, uma técnica, precisando só exercitar o seu lado político, ajudou muito.

Istoé – Em que medida o fato de Dilma ser mulher a ajudou nessas eleições?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Acho que não ajudou muito. Mas é algo diferente. O Brasil já tem implementado coisas novas na política, como foi a eleição de um sindicalista. É um fato interessante, mas a competência do Lula e da Dilma ajudaram muito mais. 

Istoé – O atabalhoado processo de escolha do vice na chapa do PSDB prejudicou a candidatura de José Serra?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Não. Nunca vi vice ganhar eleição. Nem perder.

Istoé – O sr. acredita que Lula possa puxar votos para candidatos do PT nos Estados, como em São Paulo, por exemplo?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Acho muito difícil. O Lula tinha toda essa popularidade em 2008, apoiou a Marta e ela perdeu do Gilberto Kassab, que estava fazendo uma boa administração.

Istoé – Dilma eleita, qual a saída para a oposição?

CARLOS AUGUSTO MONTENEGRO –

Está provado que o modelo da oposição não deu certo. Talvez ganhe em alguns Estados importantes, como São Paulo, Minas, Paraná e Goiás. Sempre terá um papel importante. Mas essa eleição mostra que está na hora de uma reforma política. É preciso diminuir o número de partidos. Os programas partidários também precisam ser mais respeitados. Os partidos são os pilares da democracia.

Lei de Alienação Parental: Lei nº 12.318-10, influenciar negativamente filhos contra genitor (geralmente ex-cônjuge) 181

Agora é lei: manipular criança ou adolescente contra seu genitor gera punição

Jéssica Monte: http://permissavenia.wordpress.com/

O presidente Lula sancionou dia 26 de agosto, com dois vetos, o projeto de lei da alienação parental (o qual visa proteger a criança ou adolescente).

A alienação parental consiste, por exemplo, no caso da mãe que possui a guarda da criança influenciá-la para que tenha qualquer tipo de imagem negativa em relação ao pai. Assim preceitua a lei: “Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este“.

O processo terá tramitação prioritária, basta restar configurado o ato, a requerimento ou de ofício, em qualquer momento processual, em ação autônoma ou de forma incidental. E o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente.

A lei prevê também punição para quem apresentar falsa denúncia contra o genitor, contra familiares ou contra avós, para dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; ou mudar o domicílio para local distante sem justificativa, para dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, avós ou familiares.

Há a previsão de  multa, acompanhamento psicológico e a perda da guarda da criança para quem  manipular os filhos.

O presidente Lula vetou os artigos 9 e 10 da lei. O primeiro, porque previa que os pais, extrajudicialmente, poderiam firmar acordo, o que é inconstitucional. E o artigo 10 previa prisão de seis meses a dois anos para o genitor que apresentar relato falso. Nesse caso, o veto ocorreu porque a prisão do pai poderia prejudicar a criança ou adolescente.

Segue abaixo na íntegra o texto da nova lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a alienação parental.

Art. 2º Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.

Parágrafo único. São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:

I – realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;

II – dificultar o exercício da autoridade parental;

III – dificultar contato de criança ou adolescente com genitor;

IV – dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar;

V – omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;

VI – apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente;

VII – mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós.

Art. 3º A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda.

Art. 4º Declarado indício de ato de alienação parental, a requerimento ou de ofício, em qualquer momento processual, em ação autônoma ou incidentalmente, o processo terá tramitação prioritária, e o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente, inclusive para assegurar sua convivência com genitor ou viabilizar a efetiva reaproximação entre ambos, se for o caso.

Parágrafo único. Assegurar-se-á à criança ou adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida, ressalvados os casos em que há iminente risco de prejuízo à integridade física ou psicológica
da criança ou do adolescente, atestado por profissional eventualmente designado pelo juiz para acompanhamento das visitas.

Art. 5º Havendo indício da prática de ato de alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o juiz, se necessário, determinará perícia psicológica ou biopsicossocial.

§ 1º O laudo pericial terá base em ampla avaliação psicológica ou biopsicossocial, conforme o caso, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, exame de documentos dos autos, histórico do relacionamento do casal e da separação, cronologia de incidentes, avaliação da personalidade dos envolvidos e exame da forma como a criança ou adolescente se manifesta acerca de eventual acusação contra genitor.

§ 2º A perícia será realizada por profissional ou equipe multidisciplinar habilitados, exigido, em qualquer caso, aptidão comprovada por histórico profissional ou acadêmico para diagnosticar atos de alienação parental.

§ 3º O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental terá prazo de 90 (noventa) dias para apresentação do laudo, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa circunstanciada.

Art. 6º Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso:

I – declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador;

II – ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;

III – estipular multa ao alienador;

IV – determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;

V – determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão;

VI – determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;

VII – declarar a suspensão da autoridade parental.

Parágrafo único. Caracterizado mudança abusiva de endereço, inviabilização ou obstrução à convivência familiar, o juiz também poderá inverter a obrigação de levar para ou retirar a criança ou adolescente da residência do genitor, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar.

Art. 7º A atribuição ou alteração da guarda dar-se-á por preferência ao genitor que viabiliza a efetiva convivência da criança ou adolescente com o outro genitor nas hipóteses em que seja inviável a guarda compartilhada.

Art. 8º A alteração de domicílio da criança ou adolescente é irrelevante para a determinação da competência relacionada às ações fundadas em direito de convivência familiar, salvo se decorrente de consenso entre os genitores ou de decisão judicial.

Art. 9º ( VETADO)

Art. 10. (VETADO)

Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 26 de agosto de 2010; 189o da Independência e 122º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto
Paulo de Tarso Vannuchi

Esta nova lei conceitua a alienação parental como “a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”.

Conforme a lei, é alienação realizar campanha de desqualificação contra o pai ou a mãe; dificultar o exercício da autoridade parental; atrapalhar o contato dos filhos com genitor; criar empecilhos para a convivência familiar; omitir deliberadamente a genitor informações relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; apresentar falsa denúncia contra genitor; ou mudar o domicílio para local distante visando dificultar a convivência dos menores com o outro genitor, com familiares ou com avós.

VISEIRAS DE CAVALO: ENTENDA O PORQUÊ DE EM SÃO PAULO A IMPRENSA ABAFAR DESVIOS DO GOVERNO TUCANO MANTENDO A POPULAÇÃO APOPLÉTICA 5

Do Blog “Nas Retinas”: Redistribuição da verba fez mídia paulistana cair no colo do PSDB/Dem

Redistribuição da verba fez mídia paulistana cair no colo do PSDB/DEM

30/08/2010

É fácil entender o esforço da mídia paulistana em defender a candidatura tucana com unhas e dentes no Estado de São Paulo. Me atenho aqui a SP, apesar da mídia carioca ter ido pelo mesmo rumo, porque o estado vive a “bolha de imprensa”. Qualquer opinião contrária ao estado tucano é amplamente abafada na mídia, fazendo com que a população se mantenha com viseiras de cavalo, quase que em catarse.

De 2003 até agora o governo Lula começou um processo de regionalização da verba publicitária gerenciada pela Secretaria de Comunicação, a Secom. Ou seja, o dinheiro que antes era destinado somente para os veículos de rádio, TV, jornal e revista das grandes capitais, principalmente São Paulo e Rio, começou a ser redistribuído para veículos do interior do país. É o processo de isonomia, como pediu Mino Carta. Em 2003 o governo federal anunciou em 270 emissoras de rádio. Em 2009 foram 2.809 rádios. Jornais, no mesmo período, saltaram de 179 para 1.883. Veja tabela abaixo. Os dados são da Secom e, portanto, públicos. Basta solicitar, como eu fiz. Clique para ampliar.

O gráfico mostra o aumento no investimento também para TV e revista. Observando a imagem abaixo, separando somente os números de investimento em jornais, pode-se notar realmente como o governo federal provocou a ira dos grandes veículos impressos. A retirada de verba foi significativa de 2007 até 2009. Enquanto a verba direcionada aos jornais do interior subia, diminuia a verba da capital. Em 2007 os jornalões das capitais receberam 6.844.417,8. Em 2008 a verba subiu um pouco, saltando para 7.776.730,2. Por fim, em 2009, a verba despencou para 3.939.348,0. No mesmo ano, os jornais do interior receberam 6.226.047,5. Veja o gráfico completo.

Imaginem vocês se o Mercadante chega ao governo do estado em São Paulo e promove a mesma isonomia do governo federal. A mídia paulista vai à bancarrota. E justamente por isso se agarraram nos calcanhares do PSDB e DEM, que é garantia de escoamento de anúncios e convênios de assinaturas de jornais para escolas. A leitura dos jornais despenca. Os números de assinantes são inflados constantemente com a distribuição gratuita de exemplares para quem nunca assinou ou já deixou de assinar. Admitir queda na circulação significa perder mais dinheiro. Os anunciantes privados não têm piedade e querem resultados.

FOX PRATA PLACA DOT 5577-SP – ROUBADO NA ÁREA DO 7º DP DA CAPITAL 19

Boa noite

Dr. Roberto Guerra, nesta data liguei para vários conhecidos para pedir ajuda para encontrar um veículo roubado e um deles comentou comigo sobre o senhor e me deu o endereço eletronico, dizendo que é muito visitado por policiais.
Sabendo disso resolvi visitar e pedir ajuda de todos que estiverem acessando.
Hoje meu filho foi assaltado na região da Lapa e roubaram o carro que estava com ele e que é meu, peço a todos que me ajudem pois não tenho seguro do carro.
Placa DOT 5577-São Paulo, é um fox prata de 2 portas. No vidro de trás tem o adesivo do charada e no vidro da frente no canto do motorista tem um adesivo que é um ponto de interrogação. No capô tem um amassado até o para choque e na coluna de trás do lado do motorista também tem um amassado. Peço a todos que se avistarem o carro apreendam ou avisem o 7º DP – Lapa.

Muito obrigado a todos

MP quer perda de cargos de delegados por tortura na ditadura 14

MP quer perda de cargos de delegados por tortura na ditadura
30 de agosto de 2010 16h31 atualizado às 16h52 

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou nesta segunda-feira, em São Paulo, com ação civil pública pedindo o afastamento imediato, a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil paulista que teriam participado diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964 – 1985).

A ação pede a responsabilização pessoal de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa. O MPF pede, também, a reparação por danos morais coletivos e a restituição das indenizações pagas pela União. Capitão Ubirajara, capitão Lisboa e JC, codinomes utilizados, respectivamente, pelos três policiais enquanto atuaram no Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.

Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos de ex-presos políticos e de seus familiares vitimados pelos atos dos três policiais, além de reunir depoimentos retirados de documentos como processos de auditorias militares, arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e livros, entre eles Brasil: Nunca Mais e Direito à Memória e à Verdade.

Pela documentação e depoimentos colhidos pelo MPF, os procuradores relatam na ação que, sob a alcunha de capitão Ubirajara, o delegado Aparecido Laertes Calandra participou da tortura e desaparecimento de Hiroaki Torigoe, da tortura, morte e da falsa versão de que Carlos Nicolau Danielli fora morto em um tiroteio, da tortura do casal César e Maria Amélia Telles, além de participar da montagem da versão de que o jornalista Vladimir Herzog teria cometido suicídio na cadeia. Reportagens dão conta de que Calandra teria participado também de torturas contra Paulo Vannuchi e Nilmário Miranda.

O depoimento de Maria Amélia Telles ao MPF mostra métodos de tortura física e psicológica aplicados por Calandra e outros agentes a serviço do Doi-Codi, como o uso de seus filhos visando constranger os depoentes em busca de “confissões”. Maria Amélia relata que, numa oportunidade, após terem sido barbaramente torturados, ela e o marido foram expostos nus, marcados pelas agressões, aos filhos, então com 5 e 4 anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los. Ao ver os pais, a filha perguntou: “mãe por que você está roxa e o pai, verde?”.

O atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, torturado e morto pela equipe do Doi-Codi da qual participava David dos Santos Araújo, o “capitão Lisboa”, relata que este era o que mais lhe batia. Como forma de pressão sobre ele, os policiais o levaram para uma área próxima ao Parque do Estado, então deserta, e simularam seu fuzilamento. Depois, o colocaram em uma viatura e foi apresentada a ele a edição da Folha da Tarde em que a manchete anunciava que seu pai fora morto pelas forças repressivas. Ao chegar no Doi, seu pai ainda estava vivo.

Depois da prisão de Ivan Seixas e de seu pai, sua casa fora saqueada e sua mãe e irmãs testemunharam, com ele, as torturas a que seu pai foi submetido. Uma de suas irmãs relatou ao MPF ter sido abusada sexualmente por Araújo. O pai acabou morrendo naquele dia nas dependências da prisão.

O mais jovem dos três policiais e até hoje no cargo de delegado da Polícia Civil, em Presidente Prudente, Dirceu Gravina era chamado pelos colegas de JC – uma alusão a Jesus Cristo por, à época, com pouco mais de 20 anos, manter os cabelos compridos e lisos e usar crucifixo – e é lembrado nos relatos por sua violência e sadismo.

Avesso à imprensa, Gravina foi reconhecido em 2008 por Lenira Machado, uma de suas vítimas, após aparecer em reportagem sobre investigação que o delegado conduzia acerca de “um suposto vampiro que agia na cidade de Presidente Prudente e mordia o pescoço de adolescentes”. Presa por três dias no DOPs, Lenira teve toda a roupa rasgada por Gravina e outros dois policiais quando foi transferida ao Doi-Codi, ficando por 45 dias apenas com um casaco e lenço.

Em seu primeiro interrogatório no Doi-Codi, Lenira foi pendurada no pau de arara e submetida a choques elétricos. Nesta sessão de tortura, conseguiu soltar uma de suas mãos e, combalida, acabou por abraçar Gravina – que estava parado na sua frente, jogando água e sal na boca e nariz da presa. O contato fez com que o delegado sentisse o choque, caindo sobre Lenira e, em seguida, batendo o rosto, na altura do nariz, em um cavalete.

Após algumas horas, Gravina voltou do Hospital Militar, onde levou pontos no rosto, e retomou a tortura, a ponto de provocar uma grave lesão na coluna de Lenira, e, mesmo assim, não suspender a prática. A tortura contra ela era tão intensa que, em um determinado dia, teve que ser levada ao hospital, onde lhe foi aplicado morfina para poder voltar às dependências da prisão.

Gravina ainda é apontado como o último a torturar o preso político Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, dizendo a outro preso, após Palhano parar de gritar de dor, que sua equipe tinha acabado de matar o colega, ameaçando-o na sequência. “Agora vai ser você!” Desde então, nunca mais se teve notícias de Aluízio, desaparecido até hoje. Também foram vítimas de Gravina os presos políticos Manoel Henrique Ferreira e Artur Scavone.

Reconhecimento
Apesar do uso de apelidos (Calandra, por exemplo, não admite ter sido o capitão Ubirajara), os ex-policiais foram reconhecidos, em diversas oportunidades, em entrevistas à imprensa e em depoimentos ao MPF, pelos presos políticos. Ivan Seixas relata também que, durante as torturas, ao se referirem uns aos outros, os policiais se traiam, chamando os colegas pelo prenome.

Algumas vezes, chegavam a se identificar. Em uma ocasião, ao transportar Seixas numa viatura, Araújo voltou-se para ele, mostrou a carteira funcional e disse: “sou o delegado David dos Santos Araújo e não tenho medo de você”.

Esta nova ação é mais uma das iniciativas do Ministério Público Federal em relação às violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. Essa atuação teve início em 1999 por meio da tarefa humanitária de buscar e identificar restos mortais de desaparecidos políticos para entrega às respectivas famílias.

Com o desenvolvimento das investigações, o MPF identificou que o processo de consolidação da democracia e reafirmação dos direitos e garantias fundamentais suprimidos pela ditadura requer do Estado brasileiro a implantação de medidas de Justiça Transicional: esclarecimento da verdade; realização da justiça, mediante a responsabilização dos violadores de direitos humanos; reparação dos danos às vítimas; reforma institucional dos serviços de segurança, para que respeitem direitos fundamentais; e promoção da memória, para que as gerações futuras possam conhecer e compreender a gravidade dos fatos. O objetivo dessas medidas é evitar que atos tão desumanos se repitam.

WINDOR, COM TODO RESPEITO, GERALDO ALCKMIN FOI O CHEFE DA NOSSA ORGANIZAÇÃO; DURANTE O GOVERNO DELE, E ATÉ O PRESENTE, REPUTADA “QUASE CRIMINOSA”…HONRADAMENTE – E DESINTERESSADAMENTE – SOMOS ALIADOS DE MERCADANTE…ALIÁS, O PT NUNCA FEZ DE MIM LADRÃO…MAS COM O PSDB “ESTAMOS TODOS CORRUPTOS” 13

PM/08/30 às 17:52 – WINDOR CLARO GOMES

Outra coisa, muito importante que precisa ser dita: nós policiais honrados, dedicamos a nossa vida exercendo uma importante atividade voltada ao combate ao crime e, por conseguinte, aos criminosos, indistintamente! E, só por isso, independentemente das convicções ideológicas de cada um de nós, já me parece muito incompatível nos unirmos a grupos criminosos ou a grupos sustentatos por expressivo número de criminosos, tal como vejo esses dois conglomerados grupos políticos que hoje monopolizam a política em nosso país.

Uma coisa é votarmos em qualquer uma dessas duas candidaturas por falta de opções, num segundo turno. Outra, bem diferente, é a escolhermos ingenuamente já no primeiro turno! E, mais grave ainda, é ficarmos fazendo campanhas em favor de qualquer uma delas, como se fôssemos espontâneos aliados deles!

E não dá para um policial honrado ser aliado do crime ou daqueles que se apóiam e se beneficiam diretamente de ações criminosas, tal como se perbece ocorrer amiudemente com as candidaturas de Alckmin e de Mercadante!

Portanto, acho que devemos acordar, pois ainda há tempo! E que o eventual apoio a um deles, somente depois que nenhuma outra alternativa houver, num eventual segundo turno! Os candidatos nanicos e que podem fazer alguma oposição, ainda estão aí. Que os escolhamos, nem que seja como protestos, plantando a semente da derrocada desses dois grupos nefastos!

PM/08/30 às 17:17 – WINDOR

Que é uma opção eleitoral melhor que o Alckmin, num eventual segundo turno, não tenho dúvida!

Mas acho que nós, eleitores, não podemos e não devemos nos esquecer de que trata de um representante do PT, um partido de grandes lideranças mensaleiras e que até fazem parte daquilo que o Procurador Geral da República definiu até como “Sofisticada Organização Criminosa -SOC” e que abriga em seu seio um inimaginável número de criminosos soltos, além de ser a real fonte e berço idealizador dos aloprados presos com malas de dinheiro na campanha de 2006 para pagar um dossiê falso contra o Serra, à època candidato a Governador do Estado, e concorrendo justamente com o próprio Mercadante, que era o mais direto beneficiário dessa vergonhosa tramóia!

Está ele, portanto, longe de ser uma alternativa saudável para o povo paulista ordeiro, trabalhador e do bem. E penso ser necessário se compreender, assim, que o crime está no DNA de sua candidatura, se tomarmos por referência esses ALOPRADOS, que eram compostos por integrantes de seu núcleo de campanha de 2006, ressalvado engano havia até um seu assessor do Senado Federal, e por churrasqueiros do Presidente Lula!

Assim, devemos lembrar da importância de se escolher, no primeiro turno, candidatos menos ligados aos grandes criminosos da política, hoje representandos pelos chamados “nanicos”, como forma de buscarmos quebrar essas duas grandes estruturas que praticam o crime ou que se beneficiam do crime pelo país a fora, chamadas PT e satélites e PSDB/DEM e satélites!

Qualquer que seja a candidatura já será um avanço, se compreendermos que estaremos derrubando essas duas megas estruturasde de passados e práticas políticas desonrosas do nosso voto!

ESTAMOS TODOS CORRUPTOS

DIA 4 DE SETEMBRO ENCONTRO DE POLICIAIS COM O NOSSO FUTURO GOVERNADOR ALOISIO MERCADANTE E O NOSSO DEPUTADO MAJOR OLÍMPIO 115

Policiais terão encontro com o Senador Aloisio Mercadante
 

Com o objetivo de ouvir e debater as necessidades e anseios da família policial paulista, bem como a proposta para melhoria da segurança, o Senador Aloisio Mercadante, candidato ao Governo de São Paulo, participará de uma grande plenária de Segurança Pública no dia 04 de setembro, às 10 horas da manhã, na sede da AIPOMESP (Associação dos Inativos Pensionistas da Polícia Militar do Estado de São Paulo), Rua Gabriel Prestes, 81 – próximo a estação Tietê.

 

Todos os policiais, civis e militares, ativos, inativos e pensionistas terão direito de manifestação oral para apresentação de propostas, críticas e sugestões. Entretanto, encarecem os organizadores que, se possível, o conteúdo falado também seja apresentado por escrito, para que nada se perca na elaboração de projeto de governo.

“Essa é a oportunidade de participar e influenciar o seu destino das famílias e da sociedade”, disse o Major Olímpio Gomes, considerando a importância do evento.

 

Por qual razão o PM estava com arma fria ??!!POLICIAL MILITAR É PRESO POR PORTE ILEGAL DE ARMA DENTRO DO PÁTIO DA PM 12

De: direitavolver

Data: 30 de agosto de 2010 12:43
Assunto: Re: [DELEGADOS] Por qual razão o PM estava com arma fria ??!!
Para: delpol—pc@googlegroups.com

Caro Dr. Dini, a razão é simples. É mais facil prender polícia do que bandido O PM só tem um pequeno 38, para trabalhar e morrer, somos numeros de abatidos.Tudo já está contaminado. Nossos colegas estão preocupados com os meninos drogaditos de Fernandopolis e não com a Pátria. O comunismo já está no Brasil. Vejam as msg do colega AC hoje. Vamos nos preocupar  e agir com noticias de maior importancia. As drogas fazem parte da adminitração publica que nos governam. Pesquisem na internet: FORO DE SÃO PAULO, isso sim é que nos da medo. Abraços aos colegas   Carlos Alberto Augusto


Em 30/08/2010 11:18, Emerenciano Dini  escreveu:

POLICIAL MILITAR É PRESO POR PORTE ILEGAL DE ARMA DENTRO DO PÁTIO DA PM

 

 EPTV – 18:51

  

 

 

Um Policial Militar de São Carlos foi preso, na noite de quinta-feira (26), por porte ilegal de arma, dentro do pátio da PM na Rua Santos Dumont.

 A pistola calibre 380, com 13 munições, foi encontrada dentro da viatura no pátio. A arma não pertencia à corporação e o policial não tinha autorização para transportá-la.

 O soldado Washington Luiz dos Santos foi levado para o presídio militar Romão Gomes, em São Paulo.

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COLEGA: SE VOCÊ TEM AMOR A SUA CARREIRA, VOTE CONTRA O P.S.D.B.
 
GRUPO DELPOL-PC