A solução rápida para o crime em São Paulo – polícia de exceção? 14

Paula Miraglia

Antropóloga analisa segurança pública, justiça e cidadania

Antropóloga e diretora geral do International Centre for the Prevention of Crime, Paula analisa segurança pública, justiça e cidadania

A solução rápida para o crime em São Paulo – polícia de exceção?

Classe social segue sendo um elemento determinante para garantir o acesso e direito à Justiça

01/03/2011 17:25:

Em menos de uma semana a polícia declarou ter esclarecido o crime contra os dois alunos da Fundação Getúlio Vargas ocorrido no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo. Segundo a investigação, a tentativa e o assassinato teriam como motivação o ciúme. As vítimas teriam provocado a namorada do atirador no bar onde se todos encontravam. Um dos jovens morreu e o outro ainda esta internado em estado grave.

O episódio traz elementos comuns ao quadro da violência urbana que assola as capitais brasileiras: conflitos cotidianos associados ao fácil acesso à uma arma de fogo, tendo como combustível a cultura da violência. Nesse caso, contudo, para além da tragédia, o que realmente chama a atenção é a rapidez com a qual o crime foi solucionado. Bastaram 5 dias para que a investigação fosse concluída e os suspeitos presos.

Coincidentemente, na mesma semana era lançado o “Mapa da Violência 2011”, um estudo nacional sobre homicídios. Realizada por 5 anos consecutivos, a pesquisa traz dados importantes sobre mudanças nos padrões da violência no Brasil, sobretudo no que se refere aos estados do Nordeste.

Mas além dos novos elementos, os números apresentados desenham um quadro já bastante conhecido: as maiores vítimas de homicídios no Brasil seguem sendo os jovens, negros, pobres, moradores das periferias.

Em outras palavras, o que o Mapa da Violência nos mostra é que o crime contra os universitários – que chocou a todos nós e é motivo de profunda tristeza para as famílias e amigos das vítimas, é rotina nas periferias do País. O jovem que teve sua vida interrompida tragicamente, que não poderá completar os estudos, ter uma família ou ingressar no mercado de trabalho, repete a história dos quase 20 mil jovens que morrem assassinados todos os anos no Brasil.

As semelhanças, no entanto, terminam aí. Os homicídios nos bairros pobres em geral não ganham as páginas dos jornais, raras a vezes as vítimas têm nome, família, amigos, história de vida ou a morte lamentada publicamente. As mortes nas periferias são tomadas como rotina e parecem interessar a pouca gente.

A solução deste crime em particular em menos de uma semana, quando confrontada com o índice de mais de 60% de homicídios não esclarecidos em São Paulo, só faz reforçar a percepção de que no Brasil, a ideia de que todos são iguais perante a lei é letra morta.

Tamanho contraste evidencia como a classe social segue sendo um elemento determinante para garantir o acesso e direito à Justiça.

Mas uma Justiça desigual não viola apenas os princípios constitucionais ou a própria noção de cidadania, ela é motor de uma política de segurança ineficaz e fadada ao fracasso. Tamanha seletividade por parte da ação policial está na raiz dos problemas enfrentados pela segurança pública no País.

Policiais paulistas migram por salários 53

02 de março de 2011 | 0h 00

Aloísio de Toledo César – O Estado de S.Paulo

Agrava-se no Estado de São Paulo o clima de desânimo na Polícia Civil, sobretudo entre delegados de polícia, em decorrência dos vencimentos e das condições de trabalho inferiores em relação aos congêneres de outros Estados e da própria Polícia Federal.

O resultado dessa atmosfera pessimista pode ser medido pela crescente migração de policiais paulistas, aprovados em concurso, para trabalhar nos outros Estados, onde os vencimentos são bem maiores. Não são só os delegados que se inclinam pela migração: também escrivães e investigadores fazem o mesmo.

O risco deste fenômeno é a perda de cérebros e de profissionais experientes numa área bastante sensível da vida de todos nós. Neste momento, por exemplo, 18 mil advogados de todo o Brasil estão inscritos no concurso em realização pelo Tribunal de Justiça de São Paulo para o preenchimento de aproximadamente 100 vagas de juiz, com vencimentos iniciais em torno de R$ 17 mil.

Esse enorme interesse dos advogados pela magistratura paulista, que permite a seleção de pessoas qualificadas, decorre, é claro, de vencimentos atraentes e das condições de trabalho. Mas com a Polícia Civil paulista, em especial relativamente aos delegados de polícia, ocorre o contrário.

Com a realização do último concurso em São Paulo, foram aprovados 180 novos delegados de polícia, porém, entre eles, 31 já se exoneraram do cargo para atuar em outros Estados, que remuneram mais adequadamente a atividade.

Não só os novos delegados de polícia, mas também os mais antigos na carreira, passaram a se inscrever em concursos programados nos outros Estados do País e deixam entrever que a migração, lamentavelmente, terá continuidade.

As consequências se refletem diretamente no policiamento e na segurança do mais populoso e mais rico Estado brasileiro. Basta ver, por exemplo, que 31% dos municípios paulistas se encontram sem delegados, ou seja, com as delegacias vazias ou ocupadas tão somente um ou dois dias por semana por algum delegado que acumula o encargo sem nenhuma vantagem pessoal.

O mais preocupante é que o preenchimento das vagas de delegado e de outros policiais civis, decorrentes dessas migrações e das aposentadorias naturais, demora no mínimo dois anos. Se um delegado ou escrivão migra ou se aposenta, não há substituto e a função que vinha exercendo permanecerá em aberto, num cenário que se agrava, sem a menor perspectiva de solução.

Mais grave de tudo é que os vencimentos dos delegados paulistas, com o líquido abaixo de R$ 4 mil, fazem com que muitos deles se sintam humilhados e desprestigiados, uma vez que continuam a ser os salários mais baixos do País. A circunstância de o Estado mais rico pagar o pior salário é vista como afronta e como desprezo à atividade, como se ela tivesse reduzida importância.

Em verdade, aqui já se disse isto e é a pura verdade: mesmo Estados de reconhecida pobreza, como Maranhão e Piauí, remuneram seus delegados com importâncias bem mais elevadas. Isso para não falar da Polícia Federal, em que os delegados recebem aproximadamente R$ 17 mil por mês no início de carreira, para o exercício de atividades similares.

Sem nenhuma dúvida, viu-se que a elevação dos vencimentos federais a esse patamar conferiu nova dimensão àquela polícia, que se mostra muito mais eficaz, embora com o grave comportamento de muitas vezes preferir o espetáculo e a aparição na mídia.

A corrupção de que se tem notícia em muitas delegacias de polícia no Estado de São Paulo não se justifica em hipótese alguma, mas, sem dúvida, os baixos vencimentos ajudam a compreender por que ela ocorre. Os policiais civis, além do risco de vida, convivem no combate ao crime com a escória da sociedade, verificando-se muitas vezes ser tênue, bastante tênue, a linha divisória entre uma atividade e a outra. Aí mora a tentação do abismo.

É evidente que a população do Estado de São Paulo deseja e merece uma polícia muitas vezes melhor. Mas, em virtude das frequentes notícias envolvendo a reputação de policiais civis, os esforços para a melhoria de condições de trabalho e de vencimentos esbarram em dificuldades políticas difíceis de superar.

Uma das principais reivindicações dos delegados de polícia, por exemplo, é a aprovação de um projeto de reestruturação da carreira que tramita pela Assembleia Legislativa do Estado há mais de dez anos sem nenhuma solução. O projeto, se aprovado, reduziria de 14 para 7 as carreiras policiais, criando o ambiente profissional melhor que a classe deseja.

Os delegados, no entanto, têm uma lamentável fragilidade associativa. Não conseguem se unir e dirigir esforços no mesmo sentido, de tal forma que esbarram sempre em dificuldades políticas e em ambições pessoais dentro da carreira.

Nos dias presentes, cresce o clima de tensão da Polícia Civil em relação ao Palácio dos Bandeirantes, tendo em vista a frustração pós-eleitoral de expectativas. Entre os delegados, não há esperança de que o novo governo pretenda constituir uma Polícia Civil melhor e que a aparelhe mais adequadamente. Pelo andar da carruagem, dizem, as prioridades não os alcançam e se refletirão progressivamente na segurança de cada um de nós.

A falta de diálogo cria um clima quase de antagonismo dos delegados em relação ao governador, dando a entender que, se assim se mantiverem as coisas, novos e lamentáveis incidentes poderão se repetir, como a greve de 59 dias em 2008, que levou a um conflito entre policiais civis com militares, bem próximo ao Palácio.

DESEMBARGADOR APOSENTADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO.
E-MAIL: ALOISIO.PARANA@GMAIL.COM

CASO DA ESCRIVÃ: “Nosso SSP sabia sim, desde o início e por si só deveria ter tido a dignidade que nossa ex-diretora teve.” 135

Pau Mandado

Nunca escrevi neste blog, apesar de acompanhá-lo e agora a tarde, uma de minhas colegas me chamou para avisar que você havia feito menção a meu respeito; bem como, atribuindo-me a identidade “Jow”.

Em primeiro lugar, tenho pena de você, pois com certeza me conhece o bastante para ser o covarde que foi – não se identificando.

Pondero que neste espaço existem pessoas capazes de interpretar e analisar mensagens que possuem por único objetivo, desestabilizar pessoas que desagradam e atrapalham interesses de outras.

Dessa forma, não tenho o menor receio em aqui postar, não apenas para afirmar que nunca postei neste espaço, mas para reafirmar que se assim o fizesse, nunca me valeria de “fake”.

Sem dúvida, assim como o próprio autor deste blog, admiro a Dra. Maria Inês, razão pela qual não me arrependo de nada que fiz aqui na Corregedoria. Local onde conheci a história de perto de inúmeros “bandidos”, que neste espaço, através de seus “fakes” ficam utilizando uma pobre e enfraquecida classe de delegados, manobrada por uma meia dúzia que continua vendendo toda a Polícia Civil.

Tem colega que no DELPOL PC paga de honesto e nós bem sabemos quais são suas maiores características. Eles sabem e aqui não vou citar nomes, pois ao carto o autor deste tópico seja um deles.

Enfim, graças a Deus pude trabalhar com uma diretora com “D” maiúsculo, que em nenhum momento deixou a gente na mão – faria tudo de novo.

Porém, a Administração Pública, mais uma vez, mostrou sua cara, através de declarações que vão “de” encontro com a verdade e ela “caiu” em pé, ao contrário do SSP que declarou que não sabia de nada.

Nosso SSP sabia sim, desde o início e por si só deveria ter tido a dignidade que nossa ex-diretora teve.

Ponto final, mais um capítulo acabou, mas alguns “bandidos” insistem em prejudicar todos aqueles que brigaram por uma Polícia Civil um pouco melhor.

Não me importo, pois de pessoas iguais a você, tenho pena, pois não é “mulher” (você sabe que eu te conheço, né?) suficiente, entre uma notinha e outra, para jogar a real e me encarar de verdade.

abraço a todos

Mário Aidar

Mário Aidar

28/02/2011 em 15:17

  • ARMAÇÃO: INVESTIGADORES FORAM PRESOS PORQUE APURAVAM CRIME DE RECEPTAÇÃO QUALIFICADA COMETIDA POR SOBRINHO DO SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA 64

    publicado em 01/03/2011 às 20h41:

    Policiais vão presos por extorquir sobrinho do secretário de Segurança de SP

    O Sobrinho do secretário de Segurança Pública de São Paulo teve a máquina de chope de seu bar confiscada por dois policiais. Segundo o dono do estabelecimento, os dois oficiais alegaram que a chopeira era roubada e pediam R$ 10 mil para liberá-la.

     Ao saber do caso, Antônio Ferreira Pinto mandou punir os dois envolvidos no esquema.

    A Justiça investiga se a punição só foi feita por se tratar de um parente do secretário.

    http://noticias.r7.com/videos/policiais-vao-presos-por-extorquir-sobrinho-do-secretario-de-seguranca-de-sp/idmedia/ee8ee19b06d2f8d53a459c123db71ddd.html

    NUMERÓLOGO DO CRIME: “Conversei hoje com o secretário da Segurança Pública, o Ferreira Pinto, e com calma ele vai escolher um substituto”. 47

    01/03/2011 – 12h10

    Alckmin afasta funcionário por venda de dados sigilosos

    DE SÃO PAULO

    Atualizado às 13h03.

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afastou nesta terça-feira o sociólogo Túlio Kahn. Reportagem publicada na edição de hoje da Folha mostra que ele vende serviços de consultoria nos quais colocava à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado.

    Estatístico do Estado vende dado sigiloso

    “Ele [Kahn] fez um bom trabalho nessa área de estatísticas, de interpretação dos índices de segurança de São Paulo. É um profissional competente. Mas essa atividade empresarial dele é incompatível com o cargo que ocupa. Então, será substituído hoje de suas funções”, afirmou o governador.

    De acordo com Alckmin, ainda não está estabelecido quem ocupará o cargo de Kahn. “Conversei hoje com o secretário da Segurança Pública, o Ferreira Pinto, e com calma ele vai escolher um substituto”.

    Desde 2003, Kahn era coordenador da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), o órgão da Secretaria da Segurança Pública que concentra todas as informações estatísticas sobre violência. Já atravessava três governos na função. Havia sido nomeado para o cargo pelo secretário Saulo de Castro, no governo de Geraldo Alckmin (2003-2006).

    Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, “para não alarmar o público”.

    Entre elas, estão que tipo de bens são levados com maior frequência em assaltos a condomínios de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. Os contratos da Angra chegam a até R$ 250 mil.

    O levantamento sobre roubo a condomínios foi feito a pedido do Secovi (sindicato das empresas imobiliárias de São Paulo) e pago pela GR, uma das maiores empresas de segurança do Estado, segundo o próprio Kahn relatou à Folha. A GR nega ter feito pagamentos à Angra.

    Kahn afirma que jamais violou dados da secretaria. Segundo Kahn, foi o próprio Estado que sugeriu que ele abrisse uma empresa para cobrar por certos projetos, pois seu salário era baixo. Alckmin nega. “Imagina se o governo vai recomendar alguém para ter uma atividade paralela”, disse.

    ESTATÍSTICAS

    Parte das informações criminais no Estado é publicada trimestralmente, de acordo com a resolução 160, que criou em 2001 as regras para divulgação de estatísticas.

    A divulgação, porém, não inclui dados estratégicos, como o local do crime. Com isso, não dá para se saber a rua onde se mata mais na cidade de São Paulo ou as faculdades que concentram o furto de veículos. Não há esse veto para a clientela da Angra.

    PREÇOS

    Os valores dos contratos da empresa de Kahn variam de R$ 80 mil a R$ 250 mil.

    Por exemplo: um projeto de pesquisa que ensina prefeituras a fechar bares para reduzir a violência, que inclui acesso a dados sigilosos de boletins de ocorrência, está orçado em R$ 100 mil.

    Apenas uma empresa com livre trânsito no governo poderia oferecer “visitas às delegacias para consulta aos boletins de ocorrência”. Delegacias vetam a consulta a boletins sob o pretexto de que haveria violação da intimidade das vítimas.

    Em outro projeto em que a Angra aparece como intermediária, o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo paga R$ 7.000 a dois funcionários para produzir estatísticas sobre roubo de cargas dentro da CAP. O sindicato diz que o acordo é legal.

    Sobre Secretário: “Sou responsável pelo que ocorre na pasta. Tem de haver maior participação do gabinete”… 25

    Data: 28 de fevereiro de 2011 17:27
    Assunto: Sobre Secretario
    Para: dipol@flitparalisante.com

    Boa tarde Dr. Guerra
     
    De uma olhada neste link da Veja SP edição de 15 de dezembro de 2010, saliente-se que não estava vendo essa revista, uma amiga é quem estava e me mostrou. Coloque em negrito a seguinte fala de Nosso Secretário: “Sou responsável pelo que ocorre na pasta. Tem de haver maior participação do gabinete”.
     
    Segue o link
     
    http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2195/antonio-ferreira-pinto-paulistanos-do-ano
     
     
    Policial triste

     

    O “cliente” só patrocina estudos, disse o sociólogo Túlio Kahn 21

    OUTRO LADO

    Não violei informações e o “cliente” só patrocina estudos, diz sociólogo

    DE SÃO PAULO

    O sociólogo Túlio Kahn diz que nunca violou dados da Secretaria da Segurança.
    Em resposta por e-mail, ele afirma: “Não há venda de informações. Houve uma contratação da Angra e outras consultorias pelo governo do Estado, por licitação pública, através da Emplasa. O manuseio dos dados pela Angra foi feito sob condição de sigilo e apenas órgãos públicos tiveram acesso às análises”.
    Segundo ele, o sigilo era preservado por “acordo verbal” com os pesquisadores.
    Os clientes que a própria Angra cita, como a GR, o Secovi e o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga, são “patrocinadores” de projetos (contra roubos a condomínios e de cargas, respectivamente), diz o sociólogo.
    Kahn diz que irá “providenciar” a alteração do contrato da Angra, onde aparece como sócio-diretor -o estatuto do funcionalismo só permite a figura do sócio-cotista. “Não me ative à necessidade de alterar o contrato da Angra, o que vou providenciar”.
    Segundo Kahn, não há conflito ético entre a sua atividade privada e seu trabalho público: “Os “clientes privados” apenas patrocinam os estudos, como forma de colaborar com as polícias e a segurança, e os dados só são divulgados às polícias”.

    SALÁRIO
    Em conversa telefônica, disse que criou a empresa de consultoria por sugestão do governo porque a Secretaria de Segurança não conseguiu pagar um salário compatível com a responsabilidade que ele assumiu na CAP.
    Quando chegou ao órgão, em 2003, o salário que lhe caberia seria de R$ 5.000. Daí a sugestão de que cobrasse por certos projetos e recebesse por meio de nota, conta.
    A GR diz que nunca fez pagamentos à Angra. A empresa afirma que só ajudou a Secretaria de Segurança a mapear melhor o problema de roubos a condomínios.
    Kahn afirma que a empresa pagou pelo estudo sobre roubos a condomínios.
    A Emplasa diz que não há mais diretores na empresa da época do contrato com a Angra (2008 e 2009) e que a diretoria atual não conhece o assunto para se pronunciar. A Agemcamp não quis comentar o caso.
    A Secretaria da Segurança Pública afirma que só vai se pronunciar após a publicação da reportagem. (MCC)

     

    AGORA FICA UMA PERGUNTA INUSITADA

    Será que algum iluminado da Secretaria da Segurança poderia dar uma “luz” ou uma “forcinha” para eu poder aumentar meus rendimentos? Sei lá alguma coisa como repassar alguma informação para algum escritório de advocacia, algum sindicato de transportadoras de valores. Por favor me ajudem pois nao aguento mais fazer bico.

    P.S. Se o cara ganhava R$ 5.000,00 em 2003 e reclama imagina eu que, após 25 anos de trabalho ganha apenas R$ 3.500,00. Brincadeira né.

    Delegado diz que não está em vídeo de Parelheiros 30

    01/03/2011

    Delegado diz que não está em vídeo de Parelheiros

     

     

    O delegado Renzo Santi Barbin, que foi afastado de seu trabalho no núcleo da Corregedoria da Polícia Civil de Bauru, procurou o Jornal da Cidade para contestar algumas informações que constam em matéria publicada na edição do último dia 26. Segundo suas informações, ele não aparece no vídeo que mostra a prisão em flagrante da escrivã V.F.S.L., acusada de receber propina em junho de 2009, em São Paulo.

    Ela foi despida à força na Delegacia de Parelheiros, na Capital paulista, após denúncia de que teria recebido R$ 200,00 para favorecer um suspeito de portar munição.

    Segundo Barbin, ele foi solicitado para participar das diligências sobre o caso apenas para dar apoio operacional. Na ocasião ele trabalhava na Corregedoria de São Paulo, e não na citada delegacia de Parelheiros.

    “Eu nunca trabalhei naquela delegacia e nunca entrei na sala onde a escrivã foi detida. O tempo todo eu fiquei do lado de fora, no pátio, acompanhando a pessoa que foi extorquida por ela”, afirma.

    O delegado confirma que foi afastado de suas atividades na Corregedoria e que no momento está lotado no Deinter-4, com sede em Bauru. A decisão foi tomada no início da semana passada pelo secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto. O caso continua sendo investigado.

    SSP – CHEFATURA DO “SISTEMA”: Alckmin afasta o sociológo Túlio Kahn por venda de dados sigilosos 112

    Estatístico do Estado vende dado sigiloso

    Túlio Kahn, coordenador da Secretaria da Segurança de SP, disponibiliza informações criminais por meio de sua empresa

    Ele já forneceu dados como furtos a pedestres na região de Campinas e os bens mais visados em roubos a condomínios

    MARIO CESAR CARVALHO

    DE SÃO PAULO

    Um funcionário do alto escalão da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo vende serviços de consultoria por meio de uma empresa da qual é sócio e que disponibiliza dados que o governo considera sigilosos.
    O sociólogo Túlio Kahn é desde 2005 sócio-diretor da Angra Consultoria e Representação Comercial, segundo documentos obtidos pela Folha. Ele detém 50% da empresa -a outra metade é de André Palatnik.
    Desde 2003 Kahn é coordenador da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), o órgão que concentra todas as informações estatísticas sobre violência no Estado. Já atravessa três governos na função. Quem o nomeou para o cargo foi o secretário Saulo de Castro, no governo de Geraldo Alckmin (2003-2006).
    Entre outros dados sigilosos, Kahn já forneceu, por exemplo, informações como furtos a transeuntes na região metropolitana de Campinas e os bens que são levados com mais frequência nos roubos a condomínios na cidade de São Paulo.
    O levantamento sobre roubo a condomínios foi feito a pedido do Secovi (sindicato das empresas imobiliárias de São Paulo) e pago pela GR, uma das maiores empresas de segurança do Estado, segundo o próprio Kahn relatou à Folha. A GR nega ter feito pagamentos à Angra.

    SIGILO
    As informações sigilosas sobre a criminalidade na Grande Campinas constam de um relatório feito para a Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas), autarquia do Estado que auxilia o planejamento na região.
    Foi a Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A), empresa do governo paulista, que contratou a Angra.
    Ou seja, o governo pagou a uma empresa privada para obter dados sobre crimes que são desse mesmo governo.
    No relatório para a Agemcamp, a Angra oferece informações do Infocrim que não são públicas, as quais “permitem um maior detalhamento da situação criminal da cidade de Campinas”.

    PÂNICO
    Graças aos mapas de Kahn, é possível saber em que áreas se concentram os roubos de veículos e os locais onde ocorrem mais roubos a condomínios.
    A secretaria se nega desde 2008 a fornecer à Folha informações similares, e de grande interesse público, como as ruas que concentram os roubos e furtos de veículos em São Paulo.
    A alegação de Kahn para a negativa é que essas informações poderiam gerar alarmismo entre os moradores e desvalorizar a área.
    Parte das informações criminais é publicada trimestralmente, de acordo com a resolução 160, que criou em 2001 as regras para divulgação de estatísticas.
    A divulgação, porém, não inclui dados estratégicos, como o local do crime. Com isso, não dá para se saber a rua onde se mata mais na cidade de São Paulo ou as faculdades que concentram o furto de veículos. Não há esse veto para a clientela da Angra.

    PREÇOS
    Os valores dos contratos da empresa de Kahn variam de R$ 80 mil a R$ 250 mil.
    Por exemplo: um projeto de pesquisa que ensina prefeituras a fechar bares para reduzir a violência, que inclui acesso a dados sigilosos de boletins de ocorrência, está orçado em R$ 100 mil.
    Apenas uma empresa com livre trânsito no governo poderia oferecer “visitas às delegacias para consulta aos boletins de ocorrência”. Delegacias vetam a consulta a boletins sob o pretexto de que haveria violação da intimidade das vítimas.
    Em outro projeto em que a Angra aparece como intermediária, o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo paga R$ 7.000 a dois funcionários para produzir estatísticas sobre roubo de cargas dentro da CAP. O sindicato diz que o acordo é legal.

    MAIS UM POLICIAL MILITAR EXECUTADO NA BAIXADA SANTISTA: O cabo da Polícia Militar Fábio Apolinário 90

    Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 – 12h27

    Execução

    Cabo da PM é assassinado no Embaré

    De A Tribuna On-line 

    O cabo da Polícia Militar Fábio Apolinário foi morto,  no final da manhã desta segunda-feira, no Macuco, em Santos.

    A execução ocorreu em frente à casa da mãe dele, na esquina das ruas Oswaldo Cochrane com Torres Homem. O cabo foi alvo de mais de 20 tiros.
    Segundo informações preliminares , os tiros foram disparados por uma Tucson preta e uma EcoSport. Os bandidos fugiram. A polícia investiga o caso que está sendo registrado no 4º DP de Santos.

    JOW, CADÊ TU…CHUPA ESSA E CUIDADO COM A TUA MULHER ( se ela ler…sei não ) 64

    Enviado em 27/02/2011 às 14:16 – PAU MANDADO

    Em tempos passados o delegado M.A. festejou a prisão de uma colega depois de um grande circo armado pela corregedora sua musa e chefeta.
    O delegado M.A. usando o nik de ” JOW” e também um outro nik, postou neste FLIT ” PAU QUE BATE EM FRANCISCO BATE EM CHIQUINHA TAMBÉM”, postou ainda “CUIDADO QUE A D.O.P. VAI TE PEGAR “,confiante na sua amante que trabalha na corró.

    Vemos que o M.A. estava certo,pois o pau dos seus coleguinhas bateram firme na Chiquinha-mor e bateram tão duro que ela despencou para o abismo eterno.
    M.A., nunca cutuque onça com vara curta seu imbecil travestido de garanhão delegado.
    E tenho mais uma notícia boa para te dar, sabe aquela cana que voce deu lá em…
    Quase falei, mas vou deixar para voce ter a surpresa a partir de terça feira.

    fechando o caso da escrivã favelada…( aqui continuará aberto ) 37

    ———- Mensagem encaminhada ———-
    De: WAGNER Data: 28 de fevereiro de 2011 10:27
    Assunto: fechando o caso da escrivã favelada
    Para: dipol@flitparalisante.com

    No blog do Pannunzio a discussão tá encerrada e aqui no Flit continua?

    Fechando o caso: A opinião do Blog sobre a Operação Pelada

    February 28 | Posted by Fábio Pannunzio

    Dez dias se passaram desde que o Blog do Pannunzio e a Rede Bandeirantes denunciaram as atrocidades perpetradas por uma equipe de delegados-corregedores contra uma escrivã acusada de concussão. Até agora, todo o material jornalístico publicado nesta página eletrônica foi orientado pela objetividade. Apesar da gravidade da denúncia, tentei ao máximo não permitir a contaminação dos conteúdos pela minha própria indignação. Agora chegou o momento de expressar o que pensamos.

    As atrocidades contidas no video gravado pela Corregedoria chocaram o País, provocaram comoção e produziram uma série de repercussões políticas e institucionais. No ambiente do Blog, despertaram uma discussão saudável entre leitores horrorizados com os múltiplos desrespeitos evidenciados pelas cenas. A discussão se materializou na forma de centenas de comentários, em sua maioria serenos e bem embasados. Quero dar os parabéns aos leitores pela lucidez na abordagem madura do problema e agradecê-los pela maneira correta com que divergiram, somaram, acrescentaram elementos de análise ao conteúdo do Blog.

    No universo maior, naquele que se costuma chamar de “vida real”, os post que desvelaram o caso provocaram um eco saneador. Quatro delegados foram afastados de suas funções na Corregedoria. A própria Corregedora-Geral foi transferida para outro posto depois de cometer um erro fatal: apoiar a truculência de seus sobordinados.

    Sobre a queda de Maria Inês Trefiglio Valente, um parágrafo à parte, que talvez venha a causar algum espanto entre os leitores. Fiquei compadecido com o que lhe aconteceu, embora eu tenha a convicção de que contribuí ativamente para que isso acontecesse. Goste-se ou não de seus métodos, é preciso reconhecer que a delegada realizou um grande trabalho à frente da Corregedoria, onde atuou com firmeza para extirpar da Polícia Civil o cancer da corrupção, que já fizera metástases e ameaçava tomar todo o organismo. Não por acaso, Maria Inês amealhou inimigos viscerais e soube resistir a  eles. Caiu vítima da soberba institucional da qual se investiu a Corregedoria.

    Para os futuros chefes da polícia da polícia paulista, fica a lição de que não se pode pretender justicar o mal como uma necessidade para a imposição do bem. Numa democracia como a nossa, o respeito à lei é um imperativo inalienável. E a sociedade grita quando percebe que está sendo ameaçada.

    Nesse caso, a ameaça era ainda mais grave. Os abusos denunciados certamente iriam formar novos padrões de comportamento abusivo. A pergunta que os policiais que foram alvo de ações dessa natureza se fazem é: se quem tem por dever de ofício coibir o desrespeito pode agir assim, por que todos os demais policiais que integram a corporação teriam que se comportar de maneira distinta ?

    A partir de agora é possível antecipar que nunca mais a Corregedoria, ou a polícia como um todo, irá submeter alguém a tamanha humilhação. Se isso de fato acontecer, terá sido uma grande mudança. Nunca mais se verão cenas como a da escrivã sendo despida na marra por delegados prepotentes, em completa dessitonia com o que está prescrito no Artigo 249 do Código de Processo Penal. E, caso isso venha novamente a acontecer, os chefes dos tiranos não estarão tão à vontade para defender o mau comportamento.

    Quero ressaltar que ainda há muito o que investigar. Mas essa é uma tarefa que deve ser compartilhada por todos os agentes que atuam em defesa da manuteção dos direitos e na fiscalização do Estado. As instituições têm que cumprir sua parte. Cabe ao Ministério Público explicar o parecer esdrúxulo do promotor de justiça que pediu o arquivamento do caso. A decisão do juiz que acatou esse parecer também precisa ser analisada pelo Conselho Nacional de Justiça. As dezenas de denúncias de procedimentos arbitrários que se seguiram à revelação das sevícias contra a escrivã igualmente precisam ser consideradas, investigadas e punidas. É necessário puxar o fio do novelo desatado pelo Blog e pela Band, tarefa que é, por definição, uma construção coletiva.

    Ao Estado, por delegação constitucional, cabe o exercício da violência legítima. Quando não encontra limites, esse mesmo Estado se transforma em uma ameaça permanente contra os cidadãos que lhe delegaram tanto poder. Daí a importância de abrir espaço para o desvelar de situações aviltantes, vexatórias e humilhantes como o que se viu nas páginas deste Blog.

    As múltiplas repercussões que a denúncia gerou reafirmam a percepção de que a cidadania ganhou muito com o advento da internet. Não é exagero afirmar que, aliada ao bom exercício do jornalismo nos veículos da imprensa formal, a internet se transformou num novo locus para a realização da cidadania.

    Fábio Pannunzio, editor do Blog do Pannunzio.