Paula Miraglia
Antropóloga analisa segurança pública, justiça e cidadania

A solução rápida para o crime em São Paulo – polícia de exceção?
Classe social segue sendo um elemento determinante para garantir o acesso e direito à Justiça
Em menos de uma semana a polícia declarou ter esclarecido o crime contra os dois alunos da Fundação Getúlio Vargas ocorrido no bairro da Bela Vista, na região central de São Paulo. Segundo a investigação, a tentativa e o assassinato teriam como motivação o ciúme. As vítimas teriam provocado a namorada do atirador no bar onde se todos encontravam. Um dos jovens morreu e o outro ainda esta internado em estado grave.
O episódio traz elementos comuns ao quadro da violência urbana que assola as capitais brasileiras: conflitos cotidianos associados ao fácil acesso à uma arma de fogo, tendo como combustível a cultura da violência. Nesse caso, contudo, para além da tragédia, o que realmente chama a atenção é a rapidez com a qual o crime foi solucionado. Bastaram 5 dias para que a investigação fosse concluída e os suspeitos presos.
Coincidentemente, na mesma semana era lançado o “Mapa da Violência 2011”, um estudo nacional sobre homicídios. Realizada por 5 anos consecutivos, a pesquisa traz dados importantes sobre mudanças nos padrões da violência no Brasil, sobretudo no que se refere aos estados do Nordeste.
Mas além dos novos elementos, os números apresentados desenham um quadro já bastante conhecido: as maiores vítimas de homicídios no Brasil seguem sendo os jovens, negros, pobres, moradores das periferias.
Em outras palavras, o que o Mapa da Violência nos mostra é que o crime contra os universitários – que chocou a todos nós e é motivo de profunda tristeza para as famílias e amigos das vítimas, é rotina nas periferias do País. O jovem que teve sua vida interrompida tragicamente, que não poderá completar os estudos, ter uma família ou ingressar no mercado de trabalho, repete a história dos quase 20 mil jovens que morrem assassinados todos os anos no Brasil.
As semelhanças, no entanto, terminam aí. Os homicídios nos bairros pobres em geral não ganham as páginas dos jornais, raras a vezes as vítimas têm nome, família, amigos, história de vida ou a morte lamentada publicamente. As mortes nas periferias são tomadas como rotina e parecem interessar a pouca gente.
A solução deste crime em particular em menos de uma semana, quando confrontada com o índice de mais de 60% de homicídios não esclarecidos em São Paulo, só faz reforçar a percepção de que no Brasil, a ideia de que todos são iguais perante a lei é letra morta.
Tamanho contraste evidencia como a classe social segue sendo um elemento determinante para garantir o acesso e direito à Justiça.
Mas uma Justiça desigual não viola apenas os princípios constitucionais ou a própria noção de cidadania, ela é motor de uma política de segurança ineficaz e fadada ao fracasso. Tamanha seletividade por parte da ação policial está na raiz dos problemas enfrentados pela segurança pública no País.






Pau Mandado
Nunca escrevi neste blog, apesar de acompanhá-lo e agora a tarde, uma de minhas colegas me chamou para avisar que você havia feito menção a meu respeito; bem como, atribuindo-me a identidade “Jow”.
Em primeiro lugar, tenho pena de você, pois com certeza me conhece o bastante para ser o covarde que foi – não se identificando.
Pondero que neste espaço existem pessoas capazes de interpretar e analisar mensagens que possuem por único objetivo, desestabilizar pessoas que desagradam e atrapalham interesses de outras.
Dessa forma, não tenho o menor receio em aqui postar, não apenas para afirmar que nunca postei neste espaço, mas para reafirmar que se assim o fizesse, nunca me valeria de “fake”.
Sem dúvida, assim como o próprio autor deste blog, admiro a Dra. Maria Inês, razão pela qual não me arrependo de nada que fiz aqui na Corregedoria. Local onde conheci a história de perto de inúmeros “bandidos”, que neste espaço, através de seus “fakes” ficam utilizando uma pobre e enfraquecida classe de delegados, manobrada por uma meia dúzia que continua vendendo toda a Polícia Civil.
Tem colega que no DELPOL PC paga de honesto e nós bem sabemos quais são suas maiores características. Eles sabem e aqui não vou citar nomes, pois ao carto o autor deste tópico seja um deles.
Enfim, graças a Deus pude trabalhar com uma diretora com “D” maiúsculo, que em nenhum momento deixou a gente na mão – faria tudo de novo.
Porém, a Administração Pública, mais uma vez, mostrou sua cara, através de declarações que vão “de” encontro com a verdade e ela “caiu” em pé, ao contrário do SSP que declarou que não sabia de nada.
Nosso SSP sabia sim, desde o início e por si só deveria ter tido a dignidade que nossa ex-diretora teve.
Ponto final, mais um capítulo acabou, mas alguns “bandidos” insistem em prejudicar todos aqueles que brigaram por uma Polícia Civil um pouco melhor.
Não me importo, pois de pessoas iguais a você, tenho pena, pois não é “mulher” (você sabe que eu te conheço, né?) suficiente, entre uma notinha e outra, para jogar a real e me encarar de verdade.
abraço a todos
Mário Aidar