Enviado em 11/03/2011 às 18:08– WINDOR CLARO GOMES
O banditismo político não difere muito do banditismo jornalístico. Tal como as grandes quadrilhas políticas encrustadas nos dois mega-grupos políticos que hoje monopolizam o poder no Brasil, a grande mídia se acha também basicamente estruturada em dois grandes grupos, os apoiadores/defensores incondicionais da corrupção do núcleo liderado pelo ptismo, de um lado, e os do núcleo liderado pelo psdbismo, de outro.
Mazelas, crimes, desfaçatez do seu grupo são virtudes e virtudes do adversário são altamente censuráveis. O fato é que ambos são, na verdade, faces da mesma moeda.
Sintomático exemplo disso é que ocorre hoje, com o vídeo do SSP flagrado em situação sorrateira, sub-repitcía, em encontro que as próprias imagens falam por si como de situação nada republicana, mas que o jornalismo venal opta curiosamente para censurar a divulgação do video e por criminalizar a conduta de quem o obteve como se se tratasse de conduta prevista na nossa legislação penal!
É o jornalismo corrupto, corruptor e corrompido, em que transforma imoral e criminoso em fato atípico, irrelevante, e o irrelevante em crime.Só pode ser, pois não vejo outra explicação!
Senão, como se compreender esse absurdo, que pode ser bem representado hoje na cínica frase contida num post do Reinaldo Azevedo, saindo na defesa do Secretário: “O caso é sério, é grave. Uma autoridade estava — ou está — sendo espionada.”
Santa paciência! Assim, o grave então seria alguém espionar encontros clandestinos de uma autoridade pública, o Secretário de Segurança sobre o qual pairam, no mínimo, dúvidas enormes quanto ao seu modo ético e moral de agir na condução de tão importante pasta?
Oras, que me espionem, o quanto quiser, por exemplo! Que monitorem a minha vida privada e pública, pois,na medida que eu vivo dentro de padrões morais induvidosos, certamente nenhuma restrição terei a fazer ao espião que me der essa honra! Ao contrário até, pois estou certo que ao final o meu espião será obrigado, ou silenciar “enfiando a viola no saco”, ou a me render loas, atestando a vida ilibada que busco ter!
O que não dá para se aceitar, ao menos silenciosamente, é um SSP fazendo encontro clandestino, furtivo, sub-reptício tal como as próprias imagens falam por si e dentro do contexto que ocorreu, sem ao menos se explicar satisfatoriamente ao povo que arca com seus salários!
Também,desse jornalismo venal, faccioso, corropmpido, que transforma escândalo e ensaia perseguição aos que o combatem.
Insisto em dizer que as imagens do flagra do SSP falam por si e mostram a sugere vergonhosa conduta desse encontro, mas que a esse jornalismo nenhum problema tem esse fato, numa demonstração de incondicional apoio ao governo, qualquer que seja a sua conduta, ainda que possa ser com faceta criminosa.
