DIRETORIA DA ADPESP CHAMA “DOP” PARA CALAR MANIFESTO PELA DEMOCRACIA…O INSÓLITO GESTO NOS LEMBRA A SUPRESSÃO DO “FORUM DE DEBATES” DA ASSOCIAÇÃO ( abril de 2007) 72

Enviado em 01/04/2011 às 16:47 – PAULO LEW

Ninguém chutou nada, não houve qualquer tipo de ofensa física ou moral, nem mesmo, enquanto eu estava na sala de reunião (na da Presidência, a Marilda se trancou, recusando-se em receber um grupo de 30 colegas), o tom das vozes foi levantado. Alí, comparecemos para pedir explicações da Presidente do que é esse tão maravilhosos oasis prometido para julho. Julgamos que não podemos ficar nessa confiança inquestionável após tantos meses de decepção com o quarteto afastado.

Discuti (sem qualquer troca de insultos) com o Saulo quando percebi que ele tirava fotos minhas ao lado de uma colega de nome Maria. Disse que, se ele publicasse essas fotos em qualquer veículo público, o processaria e queria meu direito de imagem respeitado.

Depois, quando o grupo da sala de reuniões chegou a quarenta delegados, aguardando um atendimento da Presidente, esta se mantinha trancada em sua sala e pediu para que fôssemos na frente para o auditório, onde nos atenderia.

Descemos para o auditório e lá esperamos por mais ou menos quarenta minutos, quando chegou a notícia de que a diretoria havia acionado a DOP. Confesso que, apesar de surpreso com aquele comunicado, não entendi por que. Nunca, mesmo na reunião do Braston quando tentaram agredir o Sérgio Roque (eu era contra interromper a greve, mas não permiti dedos em riste com um senhor de idade que prezo muito), presenciei acionamento da Corró por parte da ADPESP.

Mesmo tendo comparecido á sede da ADPESP, tendo em vista o acionamento espúrio e desnecessário, o Divisionário da DOP deixou o local sem sequer perguntar nomes dos colegas que alí estavam.

Instantes após, a Marilda desceu ao auditório, disse que não exporia nada para o coletivo, e que atenderia a todos de dois em dois durante a semana, mesmo porque estava com a agenda cheia. Nessa ocasião, eu apenas questionei a lógica disso, tendo em vista que, de dois em dois, precisaria de vinte reuniões, em vez de uma única.

A Marilda saiu e, conforme informações, foi para Bauru.

Reunimos sessenta assinaturas e protocolamos um documento pedindo a reunião negada pela Presidência, que através dos cinquenta apoiadores incondicionais do grupo DELPOL-PC passou a criar facótides absurdos para justificar, na minha opinião, o medo em ter de explicar o inexplicável.

Assim que cheguei em um computador disponível, em respeito ao restante dos delegados, exceto os cinquenta apoiadores, elaborei uma mensagem para comunicar ao DELPOL-PC o ocorrido. Percebi que alí, os cinquenta de Esparta (como apelidei os apoiadores incondicionais) já passavam a propalar a mentira e bloquear minha mensagens. Não consigo postar mensagem pra me defender, sendo que, a censura sequer foi comunicada ao público ou a mim. Quer dizer o pessoal pensa que estamos nos escondendo. Covardia e maquiavelismo, fomentando a enganação aos colegas que não vêm a SP.

Diante da falta de meios para me comunicar com a massa de colegas silentes do DELPOL-PC (Os mil não apoiadores), decidi, por uma das únicas vezes em minha vida, publicar no flit para ver se o povo le.

JORNALISTA Joao Leite Neto 34

 

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Selma Gamba
Data: 1 de abril de 2011 16:40
Assunto: JORNALISTA Joao Leite Neto
Para: “Dr. Guerra” <dipol@flitparalisante.com>
Dr. Guerra, boa Tarde !
João Leite Neto, acabou de postar no facebooK…

ATENÇÃO…ATENÇÃO..LOGO MAIS ÀS 18 HORAS..NOVA EDIÇÃO DO MILK NEWS TV….ATENÇÃO POPULAÇÃO SEM SEGURANÇA E POLICIAIS INTERESSADOS !!!…DIVULGUEM A NOVA EDIÇÃO: “CALDEIRÃO DA POLICIA ESTÁ FERVENDO”…


Um abraco!


Selma Gamba

INFORMAÇÕES SOBRE O MANIFESTO OCORRIDO NA ADPESP 299

———- Mensagem encaminhada ———-
De: mario Data: 31 de março de 2011 23:30
Assunto: INFORMAÇÕES SOBRE O MANIFESTO
Para: DELPOL PC RESISTÊNCIA , dipol@flitparalisante.com
Colegas Guerra e do “Resistência”
 
Dando publicidade a todo o ocorrido na data de hoje na ADPESP; bem como por respeito ao espaço de divulgação democrática do Flit Paralisante, passo a descrever os lamentáveis acontecimentos hoje ocorridos.
 
Tenho certeza absoluta de que boa parte dos meus pares passarão a me ofender, sob a justificativa de que eu esteja desmobilizando a classe, fazendo campanha política ou prejudicando as tratativas em andamento com a Administração Pública. Porém, por respeito ao colega Guerra, que de forma diferente do nosso não menos valoroso colega administrador do DELPOL PC, não nos cerceia o direito de defesa, tampouco tolhe o direito sagrado à informação, sob a justificativa de que precisamos ter regras em grupo de e-mail.
 
Também não tenho receio em que policiais de todo o Brasil, por meio do flit, saíbam sobre a situação que atravessa a maior entidade de classe de Delegados de Polícia. Pelo menos aqui em São Paulo todo mundo sabe quem é quem. Aliás, a Polícia Civil de São Paulo, apesar de elogiada por seu trabalho no Brasil, não é parâmetro remuneratório. Já fiquei sabendo que há governadores que negam aumento às suas polícias civis, justificando nossos salários.
 
Iniciando os relatos sobre os lamentáveis acontecimentos que culminaram com a presença da Corregedoria (DOP), inicio, NA QUALIDADE DE DIRETOR DA ADPESP:
 
Protocolei, juntamente com a diretora Roberta Franco um pedido de audiência com nossa presidente, às 11h30 do dia de hoje, a fim de que ela nos pudesse prestar os esclarecimentos constantes do manifesto. O protocolo foi formalizado há dois dias atrás. Contudo, para nossa surpresa, ontem, nossa presidente nos convocou para uma reunião da diretoria (não agendada havia mais de dois meses) – Então, justificou que não nos receberia, pois estaríamos na reunião, que começaria às 10h.
 
Quando nós diretores entramos na sala de reuniões da presidência, fomos surpreendidos por uma sofisticada câmera filmadora instalada com tripé, que ali estava para filmar a reunião. Mesmo acreditando ser desnecessária tal aparelhagem, concordamos com o procedimento, pois logo entendemos que a filmagem ocorreria para garantir que abusos não ocorressem.
 
Após meia hora de reunião, pedi a palavra, numa das oportunidades à senhora presidente, quando a questionei sobre os motivos pelos quais não receberia os colegas, já que nosso protocolo era anterior à convocação para a reunião – Neste momento meu pedido foi indeferido. Em seguida, ponderei que um dos delegados presentes não era diretor, estando na sala de reuniões e participando ativamente dos trabalhos. Logo, tendo ele esse direito, nada mais justo que os colegas que estavam do lado de fora, esperando para falar com a presidente, também pudessem entrar na mesma sala para acompanhar os trabalhos- Liminarmente a presidente rejeitou tal proposta.
 
Em seguida, requeri cópia imediata das filmagens – Momento em que foi meu pedido indeferido, com a seguinte resposta: O Senhor faça o pedido por escrito. Como por escrito? Fiz oralmente, na presença da diretoria. Mais uma vez, numa atitude unilateral, respondeu que não. Pedi que meu pedido fosse submetido a votação, mas a presidente, de novo, repeliu-me.
 
Dois minutos depois, cobrei um de nossos colegas sobre a apresentação das atas das reuniões anteriores, pois há quase um ano que elas não são apresentadas para as devidas assinaturas – Neste momento, o colega diretor se levantou, fitando-me nos olhos, dizendo: “Não vou participar disso – Você é um artista…”, abandonando a sala de reuniões. Em seguida, outro diretor se levantou e foi embora. Ato contínuo, a presidente sentenciou: “…A reunião está encerrada por falta de quórum…”. Imediatamente requeri cópia das filmagens para me salvaguardar, momento em que um dos diretores chegou para o rapaz da filmagem e pediu para que encerrasse a gravação.
 
Cinco minutos depois, os colegas entraram na sala de reuniões (que já estava encerrada a da diretoria) e pediram para falar com a Marilda (dezenas de colegas presentes, dentre eles vários aposentados).
 
Ponderamos com a presidente que não havia mais empecilho para não prestar as informações aos colegas presentes, mas mesmo assim respondeu que estava muito ocupada e que não os poderia atender.
 
Ato contínuo, em meio às discussões, percebi o rapaz da filmagem saindo discretamente do recinto com a câmera. Imediatamente o chamei, já no corredor do elevador, momento em que juntamente com outros colegas, pedimos para ele que retornasse, a fim de extrairmos cópia de todo o ocorrido. De repente, como num flash, referido indivíduo entrou na sala da presidente, juntamente com o advogado da ADPESP e se trancaram (a sala da presidência fica ao lado da sala de reuniões) .
 
Todos os presentes não acreditaram na conduta. Na porta da sala estavam ao menos 15 colegas. Em seguida, batemos na porta de modo a nos entregarem cópia das filmagens, mas referido indivíduo conseguiu sair pela outra porta da sala da presidência. Incrível!!!
 
Em seguida, três colegas entraram para falar com ela, quando então a presidente se comprometeu a nos prestar informações. No momento em que aguardávamos, de repende, eis que chega o colega divisionário da DOP, acionado por telefonema da ADPESP, a fim de averiguar denúcia de ameaça e danos, pois segundo o “telefonema”, os colegas ali presentes estariam dando chutes e socos na porta da presidente – Isso não ocorreu e vários presentes puderam atestar, razão pala qual vários de nossos colegas se sentiram ofendidos e ultrajados.
 
Não demorou muito, o colega da corregedoria percebeu que a denúncia se aproximava muito mais de uma falsa comunicação de crime. Pedi para que requisitasse perícia para o local e ele disse que nem precisava, pois não vislumbrava ocorrência de crime. 
 
Mesmo assim, após a espera por mais de uma hora, a presidenta desceu ao auditório e disse que não falaria com ninguém nesta data, mas que marcaria reunião no dia 07 de abril para os esclarecimentos devidos, do contrário, que a procurassem reservadamente durante a semana.
 
Imediatamente, com base no Estatuto Social, protocolamos requerimento para convocação de AGE. O Estatuto prevê 50 assinaturas e nós protocolamos 57.
 
Esse é o relato.
 
Hoje percebi que as coisas na Polícia Civil não mudam, pois quando se assume o poder, PESSOAS MUDAM.
 
Um dos delegados que se levantou da mesa de reunião, olhando-me como se eu fosse um leproso, recordo-me como se fosse hoje, que a mesma pessoa,  juntamente com outros colegas, gritou na reunião do Braston, quase avançando no Dr. Sérgio Roque, quando ele propôs uma trégua na greve.
 
Os tempos mudam e as pessoas também.
 
Exponho aqui o ocorrido em respeito aos Delegados de Polícia que já viram esse filme, não me importando com aquelas vozes que me ofendem, dizendo que isso é um escárnio da classe.
 
Agora, soltam a informação que a história dos dez anos limite para o classe especial somente não vai mais para a ALESP pelo vazamento da notícia. Pelo AMOR DE DEUS!!!! Vocês acham que essa proposta inconstitucional passaria??? Não pode uma LC estadual criar nova hipótese de aposentadoria compulsória para servidores civis, já prevista no texto constitucional. PM é outro regime. Todo mundo sabe que o projeto que saiu dia 14 de março da DGP (reestruturação), desde o início já não contempla tal fato, sendo tais boatos mais uma manobra para me difamar.
 
Por fim, mais uma vez me exponho, colega Guerra – Não por pretensões políticas (argumantos vis, muito utilizados na política rasteira, que não possui argumentos para o debate).
 
Penso que este seja o momento para virar a mesa e dar uma chance, de fato, à Administração Pública nos provar que realmente quer o bem da Polícia Civil – mas que não tem nossos representantes nas mãos.
 
Desvinculação com a PM já!!!
Pela Inconstitucionalidade da LC n.º731/93!!!
Pelo fim das promessas do PSDB!!!
Pelo fim das reuniões a portas fechadas com o PSDB!!!
Pelo fim dos afastamentos de colegas em gabinetes de aliados da base do governo na ALESP!!!
Pelo subsídio a todos os policiais civis.
 
Não aguento mais!!!
Aos delegados que estão me ligando ou me ofendendo no DOPS-PC (DELPOL-PC), lamento, pois hoje faço um voto pela DEMOCRACIA!!!
 
Para aqueles que se dizem rejeitados do DELPOL-RESISTÊNCIA, em homenagem à democracia, procurem um membro do “Resistência” para serem adicionados, sem discriminações, pois lá poderão escrever a vontade, sem moderação.
 
Mário Aidar
diretor executivo da ADPESP
biênio 2010/2011     
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Enviado em 01/04/2011 às 1:38 – PAULO LEW
   

Lamentávelmente, o grupo DELPOL-PC, outrora meio de comunicação de delegados ativistas e que buscavam efetivas melhoras para a instituição, hoje, se tornou um veículo manipulado por cinquenta apoiadores incondicionais da diretoria da ADPESP, ainda que seja para acobertar a inércia e falta de resultados.

Assim, o moderador do grupo decidiu impor censura ampla e geral, aparentemente bloqueando mensagens que para lá são encaminhadas e se colocam contrárias aos anseios duvidosos da diretoria da ADPESP.

Desta forma, ainda que eu não seja muito adepto de postar neste blog, acabou sendo a única maneira de fazer chegar aos demais 1050 delegados daquela comunidade virtual que estamos tentando expor o que verdadeiramente ocorreu na tarde de hoje na sede de nossa entidade de classe. Mas, devido à censura, a barreira se tornou instransponível.

Tenho certeza de que, caso a Dra. Roberta tivesse consciência do autoritarismo que se instalaria naquele grupo, jamais teria permitido ao Dr. Décio se tornar o seu único moderador.

Paulo Lew

O Tribunal de Justiça de São Paulo faz um alerta para os golpes que têm sido aplicados em nome da instituição 2

31/03/2011
População deve ficar atenta a tentativas de golpes

        O Tribunal de Justiça de São Paulo faz um alerta para os golpes que têm sido aplicados em nome da instituição, geralmente induzindo à existência de ações indenizatórias em favor das vítimas.
        Os golpes mais frequentes citam instituições de previdência privada, como Capemi Caixa de Pecúlios, Gboex, Montepio Mongeral e outras.
        O TJSP aproveita para informar que não expede ofícios solicitando nenhum contato telefônico para efetuar ou consultar qualquer depósito de resgate de valores.
        A orientação para a população é que, antes de ligar para o número informado na mensagem eletrônica ou falso mandado, consulte as unidades judiciárias (cartórios/varas) no site do Tribunal de Justiça: www.tjsp.jus.br (link de endereços e telefones).

        Assessoria de Imprensa TJSP – HS (texto) / DS e Internet (fotos) / DS (arte)
        imprensatj@tjsp.jus.br

colaboração:  WAGNER

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO PIAUÍ COMPARA POLICIAIS CIVIS AO “BOTO-COR-DE-ROSA”…ANIMAL TÃO ABUNDANTE QUANTO GOVERNADORES E SECRETÁRIOS DE ESTADO “HONESTOS” 24

Robert Rios convoca PM para atuar na greve e admite chamar Exército

Thu, 31 Mar 2011 10:45:46 -0300

O secretário de Segurança, Robert Rios, classificou de “grevismo” o movimento e que atrapalha o Piauí .

O secretário de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães, garantiu nesta quarta-feira (30) que convocará os Policiais Militares para substituírem os Civis que estão em greve há três dias. Robert Rios anunciou a medida durante entrevista ao vivo direto do estúdio do Jornal do Piauí.,
Conhecido por seu estilo polêmico, o secretário classificou de “grevismo” o movimento paredista dos policiais e admitiu que a paralisação causa transtornos principal para a capital piauiense.
Na entrevista, o secretário comparou os policiais civis ao “boto cor-de- rosa” e justificou: “É raro você ver um agente civil no interior, é um boto cor-de-rosa”, disse.
Rios lembrou que o efetivo da policia é de 1500 homens e são necessários mais de cinco mil para atender a demanda no Estado. O secretário admitiu também que mais de 200 municípios (O Estado tem 224 cidades) não têm agentes da Polícia Civil.

Força Nacional
O secretário admitiu que se houver necessidade poderá convocar o Exército para atuar durante a greve. “Se faltar efetivo iremos chamar a Força Nacional. Seis Estados estão com Força Nacional e a população não vai sofrer qualquer constrangimento”, garantiu.
O secretário afirmou que o “grevismo” que atinge o Piauí atrapalha a população. “O que o Piauí arrecada não dá para conceder aumento para todo mundo? Não. Então, paciência”, desabafou.

Agentes penitenciários
Robert Rios revelou que os policiais militares também poderão substituir os agentes penitenciários que aprovaram greve nesta quarta-feira. “Preso não ficará sem assistência e se faltar efetivo nas ruas o governador pode pedir a Força Nacional, como aconteceu em outros estados”, declarou Rios.
 

A Polícia Civil do Estado ensaia os seus derradeiros passos 51

Enviado em 31/03/2011 às 10:03- EL

Opinião
Matéria publicada em 31/03/11
Boca no trombone
Estado terminal
Paulo Passos

Qual animal em vias de extinção, a Polícia Civil do Estado, ao que tudo leva a crer, ensaia os seus derradeiros passos.

As palavras que parecem soar fortes, e que, por certo, merecerão críticas e argumentações contrárias, se baseiam em fatos atuais, que encaminham a prestigiosa instituição para um trilho sem volta.

Alguns exemplos do que insinuo, podem ser extraídos de decisões que parecem estabanadas, mas que visam, claramente, esvaziá-la.

Assim, a passagem abrupta do Detran para a Secretaria de Gestão, teve por condão “moralizar” o departamento – nem se diga que a liberação de policiais foi o cerne da questão- enredado em casos de corrupções. Procurou se demonstrar que, até prova em contrário, os policiais civis eram venais, enquanto os “civis” de agora, ostentariam todas as condições para, imaculados, levarem avante a empreitada.

Ainda nessa mesma sequência, o senhor Secretário de Segurança Pública chamou para si a responsabilidade sobre a Corregedoria da Polícia Civil, enquanto aquela outra, da instituição congênere, permanecia sob a gestão da própria força. Em outras palavras, novamente, os corregedores civis, para bem desempenhar suas funções, precisariam de controle superior.

Tal não bastasse – é o que se apregoa -, as unidades encravadas nas pequenas cidades, com populações de até 10 mil habitantes, seriam fechadas, cabendo aos destacamentos militares a manutenção do policiamento.

Por derradeiro, nessa linha de pensamento, como preparação para o exercício de futuros encargos, os milicianos recebem a estranha tarefa de, também, confeccionar, “Boletins de Ocorrências”, de um sem número de eventuais infrações penais.

Mogi sentiu – e sente -, na carne, o drama da vontade hercúlea de se subjugar a instituição civil.

Ao início, se alegando a falta de autoridades policiais, se pretendeu fechar um dos seus principais distritos. Ao depois – em razão da revolta popular, ou de maneira pensada -, se acenou com a utilização de um único Delegado de Polícia, para fazer frente a dois plantões simultâneos.

Evidentemente, não se pensou no povo, que, ou teria de se arrastar pelas madrugadas por incontáveis quilômetros para expor suas agruras, ou terá de esperar por tempo infindo – mais do que já espera-, para ser atendido.

Aliás, em defesa da atitude a se tomar, se chegou, inclusive, à criação de teratológica e ilegal figura: o “flagrante por telefone”.

Enquanto isso, a cúpula da Polícia Civil adormece. Teme por seus passageiros cargos. Saudades de Maurício Henrique, Dante Maltoni, Pilar Fernandes, Celso Telles, entre tantos!

Paulo Passos
é advogado, professor, mestre e doutor em Direito

Moradores do Sudeste confiam menos na atuação da polícia, diz pesquisa 38

Moradores do Sudeste confiam menos na atuação da polícia, diz pesquisa

Daniella Jinkings
Da Agência Brasil
Em Brasília

O Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) sobre Segurança Pública, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que os habitantes da Região Sudeste são os que menos confiam nas polícias de seus estados. Somente 3% dos entrevistados afirmaram ter muita confiança nas polícias Militar e Civil. Segundo a pesquisa, divulgada hoje (30), 75,15% disseram confiar pouco ou não confiar na atuação das polícias.

No Nordeste, o grau de alta confiança nas polícias estaduais chega a 5,8%, o mais elevado entre as cinco regiões brasileiras. Já o índice de baixa confiança chega a 70,15%.

No Sul, o percentual dos que confiam muito no trabalho policial é 3,4%, inferior à média nacional (4,19%). A região tem 228 policiais para cada grupo de 100 mil habitantes, abaixo da média nacional (273 policiais por 100 mil habitantes).

No Norte, apenas 4,45% dos entrevistados disseram confiar muito na atuação das polícias. Na Região Centro-Oeste, o grau de alta confiança nas polícias é 4,5%. Em todo o país, a região tem a maior média de policiais por habitante (quase 600 por 100 mil moradores).

A pesquisa do Ipea também avaliou os serviços comumente prestados pelas instituições policiais. Na Região Sul, a cada mil cidadãos que precisaram acionar a polícia por algum motivo, 496 avaliaram o atendimento como bom ou ótimo. A média nacional é 435.

Na Região Centro-Oeste, cerca de 400 usuários declaram aprovar o serviço prestado, em cada grupo de mil que precisaram entrar em contato com a polícia ao menos uma vez. No Sudeste, a média dos que avaliaram bem os atendimentos feitos pelas polícias chega a 424 por mil usuários.

O estudo aponta que na Região Norte a população não faz uma boa avaliação dos atendimentos policiais, com uma taxa de aprovação dos atendimentos de apenas 354 por mil usuários, a menor do país. No Nordeste, a avaliação só não é tão positiva quanto a feita pela população da Região Sul. São 463 avaliações favoráveis em cada mil atendimentos.

A ACADEPOL GASTA MILHÕES DA POPULAÇÃO 53

A ACADEPOL GASTA MILHÕES DA POPULAÇÃO

 

Dr. Guerra, será que o Governador de SP está sabendo que milhões estão sendo desperdiçados?

A Academia de Polícia, que tem como diretor o delegado MARCO ANTONIO MARTINS RIBEIRO DE CAMPOS, possui uma empresa que faz a segurança do prédio. Ganha pra isso. E vou dizer uma coisa….ganha muito! Dinheiro do Estado. Dinheiro de impostos, pagos pela população. Até aí td bem, isso não é novidade. Só que vira novidade qdo a empresa não presta para porcaria nenhuma, já que é exatamente isso que o DELEGADO DIRETOR DA ACADEPOL acha. Porque se achasse que a empresa dá conta do recado, não colocaria investigadores de polícia para também fazerem a segurança do prédio né?

O Diretor da Acadepol montou uma escala de plantão! Acreditem…é verdade!

Como todos sabem…. a Acadepol é um lugar perigosíssimo. Kkkkkkk. Nem o DEIC ou DENARC possuem tanta segurança … kkkk são quase 30 pessoas por dia.

Vcs só podem estar de brincadeira.

A Academia de Polícia de SP possui um sistema de vigilância terceirizada. Ou seja, foram gastos milhões do Estado para a contratação de uma empresa que disponibiliza homens que fazem a segurança do prédio.

Como se isso não bastasse, há mais de 30 policiais, INVESTIGADORES DE POLÍCIA, que fazem parte de uma escala de plantão e também fazem a segurança do prédio.

Ou seja, além do Governador ter gasto muito dinheiro, muito mesmo, com a contratação da empresa, o Senhor Diretor também obriga policiais a fazerem a vigilância do prédio, como se fossem “pirrius”

Agora, ainda não bastando, ele colocou “quase” todos os funcionários da Acadepol também para fazerem a segurança do prédio. UMA SEGUNDA ESCALA. Então….só pode estar sobrando funcionários lá né?

Eu disse quase, pq sei que os Delegados não estão na escala!!! Ahhhh….. as secretárias do Diretor, que são policiais, tb não estão na escala.

Tentei conseguir uma cópia da escala, mas o Depto Pessoal disse q só estão dando para os funcionários, detalhe quem me falou isso é funcionário da prefeitura,nem polícia é, enfim…, mas consegui saber que os DELEGADOS estão sendo protegidos, e tb as secretárias do senhor diretor!!! Pq será??

E só fiquei sabendo de td isso pq ta todo mundo indignado! Só que ninguém fala nada para o Diretor pq não querem sair de lá.

Ei…povo da Acadepol…vêem para o Decap….plantãozão…..

Ué, se já é absurdo ter uma escala de investigadores que fazem os plantões na portaria, absurdo maior é ainda colocar todos os funcionários para fazerem também tal ronda. Isso sem falar na empresa terceirizada que também o faz.

E absurdo gigantesco é o senhor diretor dispensar da escala os delegados de polícia.

E pq as secretárias, que são quase 10, tb??? Quem explica isso?

Quem explica para a população o dinheiro gasto com a firma terceirizada que, segundo o diretor da academia, não presta para nada, pq se prestasse não precisaria de policiais para fazer o mesmo serviço?

Como explicar para a população que policiais estão sendo colocados nessas escalas .

já que tem gente lá para fazer isso?

Como explicar para a população, e principalmente para as famílias dos policiais, que há corporativismo da polícia para protegerem os DELEGADOS??

Como explicar para a população que os policiais que farão a segurança do prédio, não possuem arma de fogo? Pois é…..eu averigüei…….os funcionários da Acadepol, são td velhinhos….não tem arma, muitos nem são policiais…….. Mas pra que arma, eu saí da acadepol e até hj estaria sem, se não fosse eu comprar.

Sai Diretor , entra Diretor…ta difícil essa Acadepol….

Quero saber tb qdo a escala do DIRD vai ficar pronta senhor diretor. Lá tb tem q ter né.

Tem mais gente fazendo a segurança da Acadepol do que da Delegacia Geral.

escrito por PANORAMA

Aloísio de Toledo César: A Polícia Civil em crise 24

A Polícia Civil em crise

29 de março de 2011 | 0h 00
Aloísio de Toledo César – O Estado de S.Paulo

A crise aberta na Polícia Civil de São Paulo, por motivos diversos, com consequências muito ruins para a segurança de cada um de nós, faz lembrar um braseiro quando fica encoberto pela cinza: quem olha não tem ideia de como aquilo está quente.

 

Os policiais civis sentem-se desmoralizados e é nesse clima que estão trabalhando, fazendo lembrar a lamentável e surrada imagem do servidor burocrata limitado pelo cartão de ponto a cumprir o horário de trabalho. É como a se polícia judiciária paulista, essencial à instrução dos processos criminais, passasse a fazer o serviço somente por obrigação, sem nenhuma vontade. Percebe-se claramente que a classe caminha para um apagão.

Na raiz dos descontentamentos, entre outros assuntos, está um decreto do então governador José Serra, de 2009, que transferiu a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, há décadas subordinada ao delegado-geral, para o gabinete do secretário de Segurança Pública, diretamente ligado e obediente ao governador.

Os delegados ainda não conseguiram deglutir a mudança. Inconformados, levaram o problema à Assembleia Legislativa, por meio de uma proposta de decreto legislativo que susta os efeitos desse mesmo decreto de transferência da Corregedoria-Geral para o gabinete do secretário de Segurança.

O decreto é instrumento legal que exprime ato de vontade do Executivo e não é nada corriqueiro o Legislativo produzir alterações que criem choques políticos entre os dois Poderes. Essa a novidade. Com o reinício das atividades da Assembleia Legislativa, a alteração será apreciada.

O defensor dos delegados e redator da proposta é o deputado Campos Machado, presidente do PTB, parlamentar bastante experiente e com influência entre os colegas. Para onde ele se inclina, costuma conduzir à aprovação ou rejeição da lei em exame. Apesar de manter expressiva ligação com o governador Geraldo Alckmin, ele assumiu a defesa dos delegados e está muito empenhado em aprová-la.

Na exposição de motivos, argumenta que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil deve estar permanentemente dentro da estrutura da Delegacia-Geral, por sua essência de auxiliar do chefe maior de polícia e pela autonomia, que seria necessária.

A importância da Corregedoria sempre foi reconhecida no organograma da Polícia Civil, com sua subordinação ao delegado-geral. A modificação dessa competência foi entendida pelos delegados como capitis diminutio, ou seja, uma redução de sua competência, sem que ato igual também alcançasse a Polícia Militar, cuja Corregedoria continua subordinada ao Comando-Geral.

Para quem acompanha há décadas as divergências e competições das duas polícias paulistas, o mal-estar entre ambas não vem a ser novidade. No caso presente, a subordinação da Corregedoria da Polícia Civil diretamente ao secretário de Segurança Pública estaria, de fato, rompendo o equilíbrio que sempre houve entre as Polícias Civil e Militar. Uma delas, a Civil, ficou diretamente subordinada ao secretário de Segurança, que não é delegado, enquanto a outra se mantém subordinada a um coronel militar.

Um dos motivos que contribuíram para a apresentação do decreto legislativo referido – talvez a gota d”água – foi a cena, exposta pelas televisões e pelo noticiário dos jornais, em que uma escrivã de polícia teve as roupas íntimas arrancada por policiais, para revista, na presença de integrantes da Corregedoria. Isso dentro de uma delegacia. Em vez do habitual uso de mulheres para a revista, tudo foi feito por homens, ao mesmo tempo que a policial esperneava e pedia, pelo amor de Deus, que permitissem a realização da tarefa por outra mulher.

O assunto não é novo, mas parece ter ficado encoberto no gabinete do secretário de Segurança. Quando se tornou público, houve mobilização silenciosa de delegados para que o organograma da Polícia Civil voltasse ao que era antes. Porta-voz desse descontentamento, o mesmo deputado Campos Machado dirigiu requerimento ao secretário de Segurança Pública pedindo explicações e perguntando se os integrantes da Corregedoria nesse episódio pertencem efetivamente àquele órgão e se houve orientação para que assim agissem.

Enfim, a crise está aberta. O desgaste e o esperneio silencioso dos delegados de polícia ocorrem num momento em que o próprio Ministério Público investe contra eles. Realmente, recente edição da revista Dialógico, órgão dos promotores de Justiça, cuidou preferencialmente da necessidade de exercer controle externo sobre a atividade policial.

Ao argumento de que a Constituição federal incumbiu o Ministério Público de controlar essa atividade, os promotores de Justiça defendem um controle externo que sob o ângulo de análise dos delegados significaria praticamente uma subordinação, ou seja, como se realizassem os inquéritos não para o Judiciário, mas tão somente para o Ministério Público.

É claro que esse ambiente não ajuda nem um pouco o andamento das ações penais. As convicções externadas pelos promotores de Justiça estão expressas em órgão de classe, dirigidas ao público interno, e por isso é compreensível que transmitam suas convicções.

Mas, ao dizer que as requisições de inquérito devem ser privativas somente deles e que nem mesmo os juízes de Direito teriam competência legal para isso, certamente não agradaram a todos. Nenhum juiz perdeu o sono por causa disso, mas os delegados ficaram feridos, sobretudo por estarem enfrentando um momento difícil, de humilhação.

Sobretudo por receberem os mais baixos vencimentos do Brasil, quatro vezes menos do que recebem os promotores, a chicotada contribuiu para atiçar um pouco mais a fogueira dos descontentamentos.

 

DESEMBARGADOR APOSENTADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO.

E-MAIL: ALOISIO.PARANA@GMAIL.COM

 

bi-demissão 38

 

———- Mensagem encaminhada ———-
De: WAGNER
Data: 29 de março de 2011 08:57
Assunto: bi-demissão
Para: dipol@flitparalisante.com

Dr. Guerra, nunca vi  ninguém ser demitido duas vezes no mesmo processo administrativo quero entender esta nova jurisprudência
 
Despachos do Secretário, de 28-3-2011

No Processo GS/5.556/03 – DGP/12.638/03 – Vols. I a V,

em que ELISON RIZZIOLLI, R.G. n.º 10.363.967, Investigador

de Polícia (reintegrado), ARTUR DÓRIA DE OLIVEIRA, R.G.

n.º 8.833.118 e EDUARDO GONÇALVES JÚNIOR, R.G. n.º

18.829.948, ex-Investigadores de Polícia, respondem Processo

Administrativo Disciplinar, foi exarado o seguinte despacho:

“Ainda irresignado, o interessado ELISON RIZZIOLLI interpôs

“Ação Declaratória de Nulidade de Ato Administrativo”, com

pedido de tutela antecipada, junto à 1ª Vara de Fazenda Pública

do Foro Central – Comarca de São Paulo (Processo nº 0033425-

44.2009.8.26.0053), que por decisão datada de 07/01/11,

declarou nulo o ato de demissão do autor, determinando sua

reintegração ao cargo público que ocupava, de forma imediata,

conforme decisão datada de 03/02/11, às fls. 980, que acolheu

embargos de declaração do autor e concedeu antecipação dos

efeitos da tutela. Instada a se manifestar, a Consultoria Jurídica

da Pasta, através do parecer n.º CJ/712/11, às fls. 1.008/1.013 e

verso, entendeu que diante da decisão de antecipação de tutela,

a providencia a ser adotada, em decorrência da decretação de

nulidade do ato demissório pelo Poder Judiciário, é a reintegração

do interessado, cuja competência é do Governador do Estado,

ressaltando, entretanto, que reintegrado o interessado, não

tendo ocorrido a prescrição da pretensão punitiva do Estado,

novo ato de demissão poderá ser emitido pelo Titular da Pasta.

Assim, acolhendo os termos do despacho do Senhor Procurador

do Estado Assessor Chefe da Assessoria Jurídica do Governo, às

fls. 1.017/1.018, o Chefe do Executivo reintegrou o interessado

ELISON RIZZIOLLI, R.G. n.º 10.363.967, no cargo de Investigador

de Polícia, em vaga decorrente de sua própria demissão, conforme

Decreto Governamental publicado no D.O.E. de 17/03/11, às

fls. 1.019. De todo o exposto, com supedâneo no despacho APT/

DGP nº 1.338/08, do Senhor Delegado Geral de Polícia, às fls.

618/620, e pareceres nºs. CJ/2.706/08 e CJ/712/11, respectivamente

às fls. 622/628 e 1.008/1.013 e verso, julgo procedente

a acusação irrogada a ELISON RIZZIOLLI, R.G. n.º 10.363.967,

Investigador de Polícia, aplicando-lhe, em decorrência, a pena

disciplinar de DEMISSÃO A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO, nos termos

dos artigos 67, inciso VI; 69 e 70, inciso II, por infração aos

artigos 62, incisos II, III e IX; 63, incisos XXVII e XLIX, 74, inciso

II e 75, incisos II e VI, todos da Lei Complementar n.º 207, de 5

de janeiro de 1.979, alterada pela Lei Complementar n.º 922, de

02 de julho de 2.002.”.

Perseguição: SSP demite pela segunda vez investigador reintegrado à Polícia por ordem da Justiça 40

 

O Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto demitiu pela segunda vez, de maneira arbitrária, um investigador inocentado no curso de um processo criminal instaurado para apurar uma denúncia de prática de concussão. O ato está publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Leia a íntegra no Blog do Pannunzio:

 

http://www.pannunzio.com.br/archives/8060

Os desembargadores paulistas com baixa produtividade serão alvo de investigação disciplinar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. 23

29/03/2011-09h39

TJ de São Paulo investigará juízes improdutivos

ROGÉRIO PAGNAN
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO

Os desembargadores paulistas com baixa produtividade serão alvo de investigação disciplinar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Resolução publicada ontem pelo órgão determina que os magistrados com processos sem decisão há pelo menos três anos sejam retirados das causas e expliquem o motivo da demora.

Essa medida vale para mais de 47 mil casos de segunda instância que estão no arquivo do TJ, no bairro do Ipiranga (zona sul). Eles serão repassados para outros desembargadores com melhor desempenho.

Quem receber esses processos antigos deverá julgá-los em até 120 dias.

Uma punição nas apurações disciplinares poderá ir de uma advertência até a aposentadoria compulsória, em caso extremo.
No tribunal atuam também alguns juízes de primeira instância convocados.

O desembargador do TJ-SP e presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Henrique Nelson Calandra, classificou a medida como positiva. Segundo ele, a maioria dos juízes apresentará justificativas para o acúmulo de processos.

Uma punição já prevista na resolução é que aquele com baixo desempenho terá a autorização para dar aulas “revista” pelo Conselho Superior da Magistratura.

De acordo com a legislação, os juízes e desembargadores só podem exercer uma outra atividade remunerada atuando como professores.

Além disso, o documento prevê ainda que os magistrados com baixo desempenho não poderão participar de comissões do tribunal.

Um dos termômetros dessa produtividade será a chamada “meta 2” do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que orientou os tribunais do país a julgar todos os processos iniciados antes de 31 de dezembro de 2006, ou de 2007, no caso de homicídio ou crimes contra a vida.

Outro parâmetro a ser utilizado é a atuação dos próprios colegas de corte.

Segundo a resolução, o juiz ou desembargador com produtividade igual ou inferior a 70% da média de seus pares de seção ou subseção poderá ser investigado.

Além das causas no arquivo do Ipiranga, há ações antigas que estão nos gabinetes dos magistrados. Esses também devem ser julgados em quatro meses pelos responsáveis, sob risco de punição.

No total, tramitam no Tribunal de Justiça, em segunda instância, 773 mil processos. A OAB-SP divulgou nota em que considerou a medida do órgão “corajosa”.