O caso do doutor Frederico Costa Miguel 20

 

D.O. Oficial Legislativo de hoje, pág.1

Delegado exonerado é ouvido na

Comissão de Direitos Humanos

Servidor estava em estágio probatório e foi exonerado depois de dar voz de prisão a juiz

Monica Ferrero – Foto : Vera Massaro

Os deputados da Comissão de Defesa dos Direitos

da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das

Questões Sociais ouviram nesta terça-feira, 3/4, Frederico

Costa Miguel, ex-delegado de polícia, sobre sua exoneração

do quadro da Polícia Civil do Estado de São Paulo, três

meses após dar voz de prisão ao juiz Francisco Orlando de

Souza. O caso foi alvo de diversas matérias na imprensa.

Na opinião do presidente da comissão,

Adriano Diogo

(PT), “o caso é um dos maiores desrespeitos praticados

contra um servidor público e cidadão íntegro.” Ele sugeriu

ainda a realização de um ato de desagravo ao ex-delegado

na Assembleia.

Frederico Costa Miguel, que respondia pelo 1º DP

de São Bernardo do Campo, foi exonerado do cargo de

delegado em dezembro de 2011. Em outubro daquele

ano, o juiz Francisco Orlando de Souza foi por ele

autuado por dirigir embriagado e desacato à autoridade.

Dez dias após o ocorrido, o juiz foi promovido a

desembargador.

Faltavam 30 dias para que Miguel, em estágio probatório,

fosse confirmado no cargo de delegado. A exoneração foi

feita sem que houvesse chance de defesa e nem acesso

aos autos, pois o procedimento foi secreto, apesar

de parecer favorável à

confirmação no cargo da

Corregedoria da Polícia

Civil. Frederico Miguel

pede ao governador

que reconsidere sua

exoneração.

Solidariedade

O ex-delegado recebeu

s o l ida r i e da d e d o s

deputados presentes na

reunião. Para Rafael Silva (PDT), “o fato pode tolher a

ação de delegados, o que não é bom para a instituição e

a sociedade.” Leci Brandão (PCdoB) lamentou que “uma

autoridade, flagrada em ato comprometedor, tente se livrar

usando de seu cargo.” Para João Paulo Rillo (PT) é grave o

impedimento à ampla defesa de Frederico Miguel.

Antonio Mentor (PT) ressaltou ainda que a reunião

ocorria no mesmo dia em que a Assembleia promulga uma

PEC que aumenta as prerrogativas dos delegados. “Esse

foi o primeiro passo, falta agora democratizar a escolha do

delegado-geral e a melhoria salarial”. Também estiveram na

reunião os deputados Carlos Giannazi (PSOL), Enio Tatto,

Marcos Martins e Simão Pedro, todos do PT.

O advogado Abrahão José Kfouri Filho, que foi também

presidente da Associação dos Delegados de Polícia do

Estado de São Paulo, disse que a exoneração de Frederico

Costa Miguel foi injusta, e preocupou-se com a legalidade

processualística do caso. O delegado licenciado Mário

Aidar Franco disse que o caso foi um ato político dentro

da instituição, pois Miguel expressa o descontentamento

de boa parcela dos delegados com a falta de condições de

trabalho e baixos salários.

O professor Paulo Lew somou-se às manifestações

anteriores e disse que São Paulo não valoriza os

delegados, que sofrem com a falta de estrutura para

trabalhar: “O governo do Estado esconde as carências

administrativas com uma burocracia semimilitar e

permite que a polícia seja sucateada, principalmente no

atendimento à população carente. Quem aponta as falhas

acaba sendo perseguido”, finalizou.

 

 

Marconi Perillo (PSDB), recebeu do empresário Carlinhos Cachoeira… 9

PF vê elo entre Cachoeira e gabinete de tucano

Relatório afirma que empresário alertou assessora do governador Perillo de uma operação; funcionária nega acusação

Polícia Federal diz que Eliane Pinheiro recebeu ligações de Cachoeira e avisou prefeito que ele era alvo de investigação

FERNANDO MELLO FILIPE COUTINHO LEANDRO COLON DE BRASÍLIA

Relatório da Polícia Federal diz que a chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu do empresário Carlinhos Cachoeira informações sigilosas de operações policiais, que foram repassadas para envolvidos, o que prejudicou as investigações, segundo o Ministério Público Federal.

Eliane Pinheiro, que continua a ocupar o cargo de confiança no governo de Perillo, recebeu informações de Cachoeira sobre os alvos da Operação Apate, que investigou, em 2011, supostas fraudes tributárias em prefeituras do interior goiano.

O relatório da PF afirma que Cachoeira trocou uma série de telefonemas e mensagens de texto com Eliane, que seria, segundo conclusão da PF, a responsável por informar o prefeito Geraldo Messias (PP), de Águas Lindas de Goiás, que é aliado de Perillo.

O empresário de jogos ilegais e a chefe de gabinete do governador foram citados em dois relatórios produzidos em 2011 de outra operação da PF, a Monte Carlo, que levou à prisão de Cachoeira e integrantes de seu grupo. Foi nessa operação que Demóstenes Torres (ex-DEM) também foi gravado atuando para os interesses do empresário.

Nos relatório, a PF incluiu foto de Eliane com suas informações pessoais, como seu CPF, e telefones (inclusive o funcional) usados para falar com a Cachoeira e integrantes do grupo do empresário.

Segundo a PF, Eliane também usou um rádio Nextel com uma linha habilitada nos EUA. A polícia afirma na investigação que o grupo de Cachoeira acreditava que esses aparelhos eram imunes aos grampos da PF, que, no entanto, conseguiu gravá-los com autorização judicial.

A partir das investigações, o Ministério Público Federal afirma que, em maio do ano passado, Cachoeira causou “prejuízo à administração pública, ao passar informação de que haveria [operação de] busca na casa do prefeito de Águas Lindas para Eliane Gonçalves Pinheiro, chefe de gabinete do governador do Estado de Goiás, por meio de mensagens de texto”.

Segundo a Procuradoria, a “baixa efetividade da operação em questão, sendo que o prefeito de Águas Lindas seguramente foi avisado e sequer foi visto nos locais objeto de busca”. Essa conclusão foi antecipada pelo jornal “O Popular”, de Goiânia.

A PF fez um fluxograma dos telefonemas e diz que Eliane é “amiga próxima” do prefeito: “Existem fortes indícios da prática de violação do sigilo funcional, uma vez que informações sigilosas sobre a Operação Apate foram difundidas nesses diálogos”.

Cachoeira recebia as informações sigilosas de informantes, inclusive na própria PF. Uma mensagem de texto interceptada pela polícia diz “op pref amanhã” (operação na prefeitura amanhã). A busca e apreensão na casa de Messias de fato ocorreu em 2011, mas ele não estava lá.

Outro lado

Assessora de Perillo nega acusação; governador diz que não foi informado

DE BRASÍLIA

A chefe de gabinete do governador Marconi Perillo, Eliane Pinheiro, negou envolvimento no vazamentos de informações para beneficiar um aliado do tucano.

Ela disse que não avisou o prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias, da Operação Apate, e que os telefonemas grampeados pela Polícia Federal e o envolvimento dela na investigação estão errados: “Trata-se de outra pessoa”, disse.

Eliane negou ainda que tenha recebido um celular Nextel que, segundo a investigação, era utilizado para tentar escapar de grampos.

Perillo disse que não foi informado sobre o caso. “Não tenho conhecimento de qualquer relação entre ambos [Eliane e o empresário Carlinhos Cachoeira]”, disse.

O prefeito de Águas Lindas, Geraldo Messias, disse que de fato conhece Eliane, Perillo e Cachoeira, mas nega que tenha sido informado da operação. Ele afirma que estava fora da cidade durante a operação por conta da formatura da filha, mas que os policiais foram a sua casa e recolheram documentos.

“Não fui avisado e não houve nenhum prejuízo à investigação, inclusive porque foi realizado o mandado de busca e apreensão e eu acabei indiciado por irregularidades ocorridas na prefeitura antes de eu assumir.”

“Foi uma irregularidade cometida por um contador e eu nem era prefeito”, disse.

A defesa do empresário Carlinhos Cachoeira afirmou que ainda não analisou o inquérito por inteiro. “Hoje fizemos um pedido de acesso integral ao que existe nos áudios”, informou a advogada Dora Albuquerque.

Ela disse, no entanto, que a prisão de Cachoeira é ilegal. “O Carlos Augusto nunca havia sido preso. O argumento para que ele fique preso no sistema não corresponde aos requisitos impostos pela lei. O acesso ao nosso cliente está muito difícil”, afirmou.

O delegado Fernando Byron não foi localizado ontem pela Folha.

NOTA À IMPRENSA – Novo comandante-geral da PM 48

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Portal do Governo do Estado de São Paulo
Data: 3 de abril de 2012 15:43
Assunto: NOTA À IMPRENSA – Novo comandante-geral da PM
Caso não consiga visualizar, clique aqui
Terça-feira, 03 de Abril de 2012

NOTA À IMPRENSA – Novo comandante-geral da PM

O coronel Roberval Ferreira França será o novo comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Roberval França assumirá o posto em substituição ao coronel Álvaro Batista Camilo, que dirigiu a corporação desde abril de 2009.

 

Bacharel em Direito e em Administração, doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, o coronel Roberval França, 49 anos, vinha atuando como comandante do policiamento da região do Grande ABC (CPA/M-6). Integrou ainda a Comissão Especial de Segurança da Copa-2014 e atua como professor no programa de doutorado do Curso Superior de Polícia.

 

O posto de subcomandante será ocupado pelo coronel Hudson Tabajara Camilli, que substituirá o coronel Pedro Batista Lamoso. Comandante da Escola de Educação Física da PM, Hudson Camilli comandou o 47º Batalhão da Polícia Militar, em Campinas.

 

Assessoria de Imprensa do Governo do Estado

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Governo do Estado de São Paulo

Momento histórico para a Polícia Civil de São Paulo: Promulgação da EC 35 83

Momento histórico para a Polícia Civil de São Paulo: Foi promulgada, no dia 03 de abril de 2012 a emenda Constitucional n. 35, que reestabelece o status de carreira jurídica aos Delegados de Polícia. A Conquista é fruto de um trabalho intenso, realizado pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo. Parabéns à Classe por essa vitória!

VENDEDOR DE FUMAÇA : O procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto não cumpriu as metas 22

Rio cita UPPs e bônus para policiais; já São Paulo não comenta números

DE SÃO PAULO

Desde que assumiu a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, em março de 2009, o procurador de Justiça Antonio Ferreira Pinto afirma que a meta da polícia paulista é diminuir a quantidade de crimes patrimoniais.

A avaliação da cúpula da secretaria é a de que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes está chegando a um nível próximo à estagnação.

Por esse motivo, o investimento maior teria de ser no combate a roubos e furtos.

Procurada ontem pela Folha, a Secretaria da Segurança não se pronunciou.

No início do ano, quando a secretaria divulgou ter havido um aumento nos crimes patrimoniais, o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, afirmou que as delegacias de São Paulo estariam empenhadas em investigar roubos a veículos, residência, comércio e furtos de carros.

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública do Rio de Janeiro atribuiu a redução de seus índices de crimes à implantação de 19 UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em comunidades tomadas por traficantes de drogas e milicianos.

A secretaria afirmou ainda que a premiação em dinheiro para policiais que conseguem reduzir os índices criminais de seus batalhões e delegacias também tem surtido efeito positivo.

Tanto no Rio quanto em São Paulo os governos não se dispuseram a destacar representantes para dar entrevistas à Folha sobre o tema.

São Paulo supera Rio em índice de roubos 11

Pela primeira vez desde 2006, número de registros do crime por 100 mil habitantes é maior em território paulista

População fluminense, no entanto, sofre mais com crimes contra a vida, como homicídios, mostram dados de 2011

AFONSO BENITES DE SÃO PAULO

JOSMAR JOZINO DO “AGORA”

Qual Estado é mais violento, Rio ou São Paulo?

Depende.

Se o índice criminal analisado for o homicídio, a resposta é Rio. A surpresa está quando se analisa os principais crimes patrimoniais.

Pela primeira vez desde o ano de 2006, São Paulo passou o Estado vizinho no número de registros de roubos.

A Folha analisou dados da Segurança Pública dos dois Estados entre 2006 e 2011.

Todas as comparações levam em conta taxas de crimes por 100 mil habitantes. A conclusão é que, proporcionalmente, os ladrões agem mais em São Paulo do que no Rio -estão contabilizados todos os tipos de roubos e furtos, como de carros, de bancos, de residências, de pedestres etc.

Foram registrados 755 roubos em território paulista para cada grupo de 100 mil habitantes no ano passado. Em território fluminense, foram 660, no mesmo período. Para efeito de comparação, os EUA registraram 533 roubos por 100 mil habitantes em 2009 -último dado disponível.

O coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC Minas, Luis Flávio Sapori, afirmou estar surpreso com a mudança.

“Isso nos faz pensar que a redução dos homicídios em São Paulo não se deve só a uma boa política. Se fosse assim, também teria reduzido os crimes patrimoniais.”

Para Sapori, a redução dos homicídios em território paulista também pode estar vinculada à existência de várias facções criminosas no Rio, como Comando Vermelho, Primeiro Comando e Amigos dos Amigos, e de apenas uma em São Paulo, o PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Eles [o PCC] monopolizaram a distribuição das drogas e estão resolvendo conflitos de outra forma que não seja pelos assassinatos. Isso influenciou nos índices de homicídios, mas não nos de roubo.”

Para o pesquisador Guaracy Mingardi, da Fundação Getulio Vargas, a polícia paulista tem sido omissa no combate aos crimes patrimoniais.

“A polícia ainda está dormindo sobre a glória de ter reduzido os homicídios, mas isso não basta”, afirmou.

Professor da Universidade Estadual do Rio, Ignacio Cano desconfia da redução da criminalidade fluminense.

“Desde 2009, o governo criou um prêmio para as polícias reduzirem seus índices. Qual é a garantia de que alguns policiais não desestimulam as pessoas a registrarem os crimes de roubo? Sem esse registro, a estatística fica favorável ao policial, e a premiação aumenta”, disse.

O consenso entre esses especialistas é que não basta reduzir os crimes de homicídios. Afinal, um dos fatores que elevam a sensação de insegurança é saber que a qualquer momento você pode ser roubado, afirmam eles.

Depoimento

Levei dois anos para trazer meu carro do Rio, e o perdi em 35 dias

GIULIANA MIRANDA DE SÃO PAULO

Depois de trocar o Rio por São Paulo, demorei mais de dois anos para me sentir confortável no trânsito e trazer meu carro. Bastaram 35 dias para que ele fosse levado.

Meu carrinho -motor 1.0 e lataria ligeiramente amassada- foi furtado na Vila Madalena no ano passado.

A ação foi silenciosa. O alarme não disparou e não houve nenhum ruído anormal. Só me dei conta quando, pela janela, vi um desesperador espaço vazio na rua.

Ao chegar à delegacia para fazer o boletim de ocorrência do furto, ainda tive de aguentar uma piadinha.

Ao notar meu sotaque, um policial perguntou se o carro era do Rio. Respondi que sim, e ele emendou: “Você sabe que tem um bairrismo entre os ladrões, né? Entre uma placa do Rio e uma de São Paulo, quem você acha que eles escolheriam para levar?”.

Tenho amigos paulistanos que dizem que não visitam o Rio por conta da violência. Mas aqui ela não está tão distante. Já tive uma bolsa arrancada com violência na região da Paulista em plena luz do dia.

O chato é ter de aguentar as gracinhas dos amigos, que insistem em me chamar de azarada por ter saído do Rio para ser assaltada em São Paulo.

Governador entrega 709 viaturas para a Polícia Civil 45

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Portal do Governo do Estado de São Paulo
 Data: 2 de abril de 2012 17:47
Assunto: Governador entrega 709 viaturas para a Polícia Civil
 
Segunda-feira, 02 de Abril de 2012

Governador entrega 709 viaturas para a Polícia Civil

No total, foram investidos R$ 36,8 milhões. As viaturas serão distribuídas para todas as regiões e departamentos da Polícia Civil no Estado

O governador Geraldo Alckmin entregou 709 viaturas para a Polícia Civil nesta segunda-feira (2). A cerimônia aconteceu na Praça Charles Muller, em frente ao estádio do Pacaembu, e contou com a presença do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto. No total, foram investidos R$ 36,8 milhões. As viaturas serão distribuídas para todas as regiões e departamentos da Polícia Civil no Estado.

“Estamos entregando hoje 709 viaturas zero km para a Polícia Civil, uma parte caracterizada e outra para investigação. Trabalho importantíssimo de Polícia Investigativa e Polícia Judiciária”, ressaltou o governador. Das 709 viaturas entregues, 409 são descaracterizadas, ou seja, não têm os grafismos característicos da polícia e são usadas para o trabalho investigativo. Na solenidade, 132 Blazers caracterizadas, de um total de 300 compradas, foram levadas à Praça Charles Muller. O restante já está nas delegacias.

O uso das viaturas na Polícia Civil é voltado às atividades de polícia judiciária (investigação). Os recursos foram divididos com base em uma planilha de distribuição.

Para o Departamento que comanda as delegacias da Capital (DECAP), irão 202 viaturas; para a região da Grande São Paulo, 80; para o interior, serão destinadas 296 viaturas; 35 serão do DHPP; 30 do DEIC; 20 do DENARC, 10 do DIRD, 8 do DAP, 10 viaturas do DPPC e 2 para a Acadepol. Além dessas, 16 ficarão sob reserva estratégica da Delegacia Geral de Polícia, aguardando possíveis reposições.

No interior, a região de São José dos Campos receberá 30 viaturas; a de Campinas, 37; Ribeirão Preto, 37; Bauru, 30; São José do Rio Preto, 35; Santos; 35; Sorocaba, 30; Presidente Prudente, 30 e Piracicaba, 32.

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Governo do Estado de São Paulo

Coronel Camilo deixa comando 66

Desligamento ocorreu nesta segunda; Pedro Batista Lamoso assume interinamente

A Polícia Militar informou, na tarde desta segunda-feira (2), o afastamento do coronel Álvaro Batista Camilo do comando da PM no Estado de São Paulo.

Em nota escrita pelo próprio coronel ele informa que entregou o cargo ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta tarde e agradeceu pelo que chamou de “fundamental colaboração” ao seu comando: “foi um orgulho e grande privilégio comandar uma instituição da grandeza de São Paulo”.

OAB-SP disponibiliza cartilha sobre crimes na internet 1

Orientações do direito

Por Felipe Esteves

A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil colocou em seu site uma coleção de cartilhas com orientações sobre as diferentes áreas do Direito. Em formato PDF, para serem baixadas no computador e impressas com facilidade, elas tem linguagem acessível e se destinam ao público em geral.

A cartilha Crimes de alta tecnologia – Uso seguro da internet para toda família – 2010 indica meios seguros de usar a rede mundial de computadores. Traz informações dos limites do ciberespaço, privacidade na internet, liberdade de expressão e violação do direito alheio. Entre os crimes na internet listados, estão: pornografia infantil, cyberbullying (humilhação de pessoas por meio de postagens na internet) e crimes contra o direito autoral. De forma didática, a cartilha ensina medidas simples para navegar com segurança, o que pode ser denunciado e como fazê-lo.

Segundo a cartilha, a internet ainda é uma novidade e não há normas e leis específicas para coibir os crimes praticados por meio dos computadores. São fraudes financeiras, envios de vírus, roubo de senhas, crimes contra a honra, calúnia, injúria, difamação, ciberbullying e o mais comum, e talvez o mais grave, a pedofilia.

É importante saber que a legislação vigente pode ser aplicada aos crimes eletrônicos, na maioria dos casos. Além disso, é perfeitamente possível descobrir a autoria dos crimes praticados através dos meios eletrônicos. É uma falsa crença pensar que estar escondido atrás de uma tela de computador garantirá a impunidade. A Polícia e o Poder Judiciário brasileiros já desvendaram diversos crimes que resultaram em condenações aos seus infratores. Portanto, mesmo atrás do computado pode-se cometer crimes.

Em São Paulo existe uma Delegacia de Polícia especializada em crimes eletrônicos – a 4ª Delegacia da DIG/DEIC Polícia Civil – Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos. O manual traz anda uma lista de cidades brasileiras que contam com um distrito policial especializado nesses crimes: Rio de Janeiro, Vitória, Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, até junho de 2010, foram reportados 61.147 incidentes cibernéticos. Em 2009, esta soma alcançou 358.343, contra 222.528 em 2008.

Assim, ao causar um dano a alguém, é necessário que o responsável pelo mal cometido repare, civilmente, a vítima pelo ato ilícito cometido. Aliás, o próprio Código Civil Brasileiro prevê que responderá “todo aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral” (artigo 186 combinado com o artigo 197, Código Civil). Quando o ato ilícito for cometido por menor de idade, seus pais poderão responder pelos atos cometidos por seu filho. Além disso, caso o menor de idade utilize um computador de sua escola para cometer o ato ilícito, esta poderá ser obrigada a reparar a vítima pelo ato cometido por seu aluno.

Em vista disso, algumas dicas de navegação no ciberespaço são apresentadas pela cartilha: não revele a estranhos informações pessoais ou dados que indiquem sua rotina; jamais se deixe fotografar em cenas comprometedoras, através de webcam, celular etc., tampouco envie qualquer foto sua, através da internet ou celular, que possa comprometê-lo(a); preserve sua intimidade; não seja precipitado(a) ao marcar encontro com amigos virtuais; antes de publicar algo, lembre-se de que não são apenas os seus amigos e pessoas honestas que utilizam a Internet; não instale em seu computador programas não-autorizados, não-licenciados (programas piratas) ou de origem desconhecida; utilize em seu computador um programa firewall, um software antivírus; seja ético(a), educado(a) e aja de acordo com a lei; e seja cidadão(a) e denuncie o que encontrar de errado na Internet.

Ensina ainda a cartilha que todos os crimes praticados na internet podem ser denunciados: racismo, intolerância religiosa ou sexual, pornografia infantil, estelionato, cyberbullying, apologia a crimes e outros.  Crimes na Internet podem ser denunciados no site da Polícia Federal. Crimes relacionados à pornografia infantil, crimes de ódio e de genocídio têm um novo canal de denúncia: entre no site da Polícia Federal e siga as orientações. Não é necessário identificar-se. Se preferir, faça sua denúncia por telefone ao Disque-Denúncia. São Paulo e região metropolitana: 181; região de Campinas: (19) 3236-3040; disque-denúncia Nacional de combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes: 100.

A cartilha conclui frisando que Internet não deve ser rejeitada ou marginalizada, em virtude de atos ilícitos. Pelo contrário, a rede mundial deve ser utilizada nos seus mais diversos tipos de relações, porém, com a mesma postura perante a legislação que regula as relações interpessoais físicas. Assim, os direitos continuaram mantidos, seja nas relações pelo ciberespaço, como também nas relações física diárias.

Entre as outras cartilhas divulgadas pela OAB-SP, estão assuntos como advocacia pública, crimes de alta tecnologia, adoção, terceiro setor, idosos, mulheres, mediação e arbitragem, meio ambiente, ensino, juizados especiais e cidadania. O objetivo do projeto das cartilhas é divulgar as atividades desenvolvidas pelas mais de 100 comissões permanentes e especiais da OAB SP e prestar serviço à população. Para o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, as cartilhas elaboradas pelas comissões da Ordem dão uma lição de cidadania, à medida que informam e orientam as pessoas sobre seus direitos.

Em breve, as cartilhas também serão distribuídas em CD pelas comissões, em eventos, subseções da Ordem, para autoridades, membros e colaboradores da comissão e quem mais tiver interesse no assunto.

Felipe Esteves é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 1º de abril de 2012

Depois de torturadores, apoiadores da ditadura são alvos de protesto em SP 16

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Boletim Carta Maior – 30 de Março de 2012   Ir para o site

Depois de torturadores, apoiadores da ditadura são alvos de protesto em São Paulo
Depois dos assassinos e torturadores, agora é a vez dos apoiadores do golpe civil-militar de 1964 serem alvos de protestos. Passando por jornais, empresas e lugares simbólicos do apoio civil à ditadura, o Cordão da Mentira irá desfilar pelo centro da cidade de São Paulo para apontar quais foram os atores civis que se uniram aos militares durante os anos de chumbo.
Os organizadores – coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas da capital – afirmam ter escolhido o 1º de abril, Dia da Mentira e aniversário de 48 anos do golpe, para discutir a questão “de modo bem-humorado e radical”. Ao longo do trajeto, os manifestantes cantarão sambas e marchinhas de autoria própria e realizarão intervenções artísticas que, segundo eles, pretendem colocar a pergunta: “Quando vai acabar a ditadura civil-militar?”.
TRAJETO (confira resumo, no fim do texto) A concentração acontecerá às 11h30, em frente ao cemitério da Consolação. Em seguida, o cordão passará pela rua Maria Antônia, onde estudantes da Universidade Mackenzie, dentre eles integrantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), entraram em confronto com alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Um estudante secundarista morreu.
Dali, os foliões-manifestantes seguem para a sede da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade), uma das organizadoras da “Marcha da Família com Deus, pela Liberdade”, que 13 dias antes do golpe convocava o exército para se levantar “contra a desordem, a subversão, a anarquia e o comunismo”.
Depois de passar pelo Elevado Costa e Silva – que leva o nome do presidente em cujo governo foi editado o AI-5, o mais duro dos Atos Institucionais da ditadura – o bloco seguirá pela alameda Barão de Limeira, onde está a sede do jornal Folha de S.Paulo. Segundo Beatriz Kushnir, doutora em história social pela Unicamp, a Folha ficou conhecida nos anos 70 como o jornal de “maior tiragem” do Brasil, por contar em sua redação com o maior número de “tiras”, agentes da repressão.
A ação da polícia na Cracolândia, símbolo da continuidade das políticas repressivas no período pós-ditadura, bem como o Projeto Nova Luz, realizado pela Prefeitura de São Paulo, serão alvos dos protestos durante a passagem do cordão pela rua Helvétia.
Finalmente, será na antiga sede do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), na rua General Osório, que o Cordão da Mentira morrerá.
CORDÃO DA MENTIRA Quando: Domingo, 1º de abril de 2012, a partir das 11h30 Onde: concentração no Cemitério da Consolação
TRAJETO R. Maria Antônia – Guerra da Maria Antônia Av. Higienópolis – sede da TFP R. Martim Francisco R. Jaguaribe R. Fortunato R. Frederico Abranches Parada no Largo da Santa Cecília R. Ana Cintra – Elevado Costa e Silva R. Barão de Campinas R. Glete R. Barão de Limeira – jornal Folha de S.Paulo R. Duque de Caxias – Cracolândia/Projeto Nova Luz R. Mauá Dispersão: R. Mauá com a R. General Osório – antigo prédio do Dops

 

O militarismo na segurança pública é dejeto da ditadura imposta pelo Exército; as Polícias devem ser higienizadas dos falsos fundamentos militares…( Estatutos militares nascem da necessidade de disciplinar marginais compulsoriamente alistados; atualmente não é o caso das Polícias ) 34

PM é entulho autoritário. Lembra disso?

13:46, 8/02/2012

Paulo Moreira Leite

Política, economiaTags: , ,

A expressão “entulho autoritário” surgiu no fim da ditadura, quando se pretendia denunciar e eliminar heranças do regime militar que sobreviveram à mudança de regime. Hoje em dia, convive-se com vários “entulhos autoritários” e tem gente que até acha bom.

A Lei de Anistia, por exemplo, é um entulho autoritário. Foi criada pelo general João Figueiredo, quando o país era uma ditadura e o parlamento era corretamente definido como “Congresso fantoche.” Mas há quem acredite que ela serve para manter o pacto democrático em que vivemos e não aceita a idéia de rever a interpretação de que ela assegurou anistia prévia aos torturadores.

Outro entulho autoritário é a Polícia Militar. A PM foi criada em 1970, como um braço auxiliar do Exército para reprimir e controlar a população civil. Já existia, é verdade, a Força Pública. Mas se queria uma corporação mais dura, mais bruta, sob controle direto dos generais do Exército, instituição que realmente governava o país no momento. Foi assim que nasceu a PM.

Ela possui serviço de inteligência, como o Exército. Infiltra agentes a paisana em movimentos civis — o que é absurdo. Tem disciplina, formação política, orientação ideológica — como o Exército. E é intocável — como o Exército.

Uma das estrelas da insignia da PM refere-se ao golpe de 64.

A greve da PM na Bahia com todo seu festival de violência e desafios às autoridade é inaceitável. A tragédia ficou clara não só na ocorrência de homicídios, mas no ambiente de desafio à ordem democrática. Greve de categoria armada é motim.

Embora muito mais grave, com risco de repetir-se em vários Estados, esta paralisação é mais um episódio a mais, que demonstra as dificuldades da instituição em conviver com o regime democrático e dar um tratamento à altura à população que deveria proteger.

A pancadaria na periferia já é um dado banal e permanente da população pobre. E se parecia elitismo querer a PM fora da USP, a pancadaria em cima de um estudante que recusou-se a mostrar a carteirinha de aluno numa situação em que isso era claramente uma forma de discriminação obriga a uma segunda reflexão a respeito.

A PM porta-se como uma instituição soberana, que não presta contas a ninguém. Apesar do nome, não tem vocação para trabalho de polícia. Atua como tropa de ocupação, um exercito em terra estrangeira. Essa era sua doutrina, no passado. Mudou?

É incontrolável. Tanto que, em São Paulo, de vez em quando os governadores falam em “soltar” a Rota, numa expressão que dispensa comentários. Muitos governadores preferem soltar a PM sobre a população porque isso dá Ibope. O saldo está aí, à vista de todos.

Seria um erro imaginar que a PM não é capaz de fazer um bom trabalho, quando é mantida sob disciplina e bem orientada. O Brasil precisa de policia, sim. E ela deve usar a violencia, quando for necessário.

O fenômeno das UPPs, no Rio de Janeiro, seria impensável sem a PM. Mas as milicias, que atuam no mesmo Estado, também são parte da PM.

Essa situação mostra que está na hora de remover o entulho autoritário. A PM, como tropa de ocupação, não dá. Uma democracia nunca será protegida por uma instituição construída para proteger uma ditadura. A PM precisa de uma reforma ampla, geral e quase irrestrita.

O poder na Secretaria de Segurança corrompe: Demóstenes Torres foi Procurador-Geral do Ministério Público; era honesto até ocupar o cargo de Secretário de Segurança Pública, entre 1999 a 2002, no governo de Marconi Perillo [ PSDB ]. 8

Será que governos corruptos nomeiam membros do MP para chefiar as polícias apenas para envernizar madeira podre ?

A história , aparentemente, está revelando  que Promotor de Justiça não passa de corrupto nato sob o manto  dessa suposta instituição de vestais .