PM É COMO PADRE, ACIMA DE SUSPEITAS – Secretaria de Segurança decapitará os dois direitores da Polícia Civil que suspeitaram de PMs…( Ora, qualquer um suspeitaria de PMs associando o semelhante modus operandi dos Highlanders e do sequestro e morte da jornalista Luciana Barreto ) 36

06/06/2012-21h45

PM diz que a Folha errou em reportagem sobre morte de empresário

LUCAS TAVARES COORDENADOR DE IMPRENSA DA SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO

A reportagem sobre a morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga recorre a subterfúgios para não admitir um erro gravíssimo publicado na Folha.com.

O texto afirmava que policiais militares teriam envolvimento com o crime.

Ocorre que o advogado da família confirmou que Matsunaga não utilizava escolta ou serviço de segurança particular.

Essa informação, que derrubaria a tese absurda, foi convenientemente omitida aos leitores do jornal.

A omissão embasou ainda uma ilação grave: que a Secretaria da Segurança Pública teria mantido o caso sob sigilo para esconder o envolvimento dos PMs. Um disparate completo.

A Polícia Civil prossegue com as investigações e, assim que for concluído, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público.

Carlos Pessuto/Futura Press
Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38, suspeita de ter matado o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, 42
Elize Ramos Kitano Matsunaga, 38, que confessou ter matado o executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga, 42

RESPOSTA DO JORNALISTA ANDRÉ CARAMANTE

A Folha divulgou a morte de Marcos Matsunaga e a informação da suspeita de envolvimento dos PMs –baseada em relatos da própria Secretaria da Segurança Pública, do Serviço Reservado da PM, do DHPP [departamento de homicídios] e de dois diretores da Polícia Civil)– às 18h22 de segunda-feira (4/6).

Tão logo o DHPP afastou o envolvimento de PMs no crime, a Folha noticiou a prisão de Elize Matsunaga como a principal suspeita, às 22h09 do mesmo dia.

Nesse texto, está registrada a manifestação do Comando-Geral da PM sobre a não participação de PMs no caso.

Na primeira reportagem, sobre a morte do executivo, havia um link com uma reportagem informando que a PM descartou o envolvimento de policiais no caso.

Nunca falta dinheiro para concessão de privilégios a IMPREVIDENTES…( O trabalhador paga a conta ) 19

Goleiro da Copa de 70 enfrenta doença e celebra aposentadoria concedida pelo governo

Bruno Freitas Do UOL, em São Paulo

Os campeões mundiais pela seleção brasileira nas Copas de 1958, 1962 e 1970 receberam uma boa notícia nesta quarta-feira, com a aprovação do benefício de aposentadoria concedido governo federal. A oficialização do auxílio abre uma série de debates sobre a questão que privilegia inicialmente jogadores de futebol, mas por outro lado atende a necessidade imediata de nomes como Félix, goleiro titular na conquista do tri mundial, que hoje enfrenta duras batalhas de saúde.

Aos 74 anos, Félix Miéli Venerando lida com um enfisema pulmonar através de remédios e sessões diárias de oxigênio em casa. O antigo goleiro de Portuguesa e Fluminense também deixou há pouco a UTI de um hospital de São Paulo, onde se recuperou de um problema renal.

FESTA EM SP COMEMORA APOSENTADORIA

Os jogadores da seleção brasileira campeões das Copas de 1958, 1962 e 1970 ganharam uma data para celebrar o benefício de aposentadoria, aprovado pelo governo federal nesta quarta-feira.A festa organizada em conjunto com o Ministério do Esporte acontecerá no dia 25 de junho no Memorial da América Latina, em São Paulo, no mesmo evento que celebra o cinquentenário do título do Mundial de 1962 no Chile.

“Esperamos o comparecimento de alguns dos campeões para, simbolicamente, fazermos essa entrega de aposentadoria”, declara Marcelo Neves, da Associação dos Campeões Mundiais.

Nesta quarta-feira, o Diário Oficial da União apresentou a Lei Geral da Copa, assinada pela presidente Dilma Rousseff, cujo texto incluiu os benefícios aos campeões mundiais pela seleção, de 1958 até o tri de 1970 no México.

“Foi uma vitória merecida, pelo menos um reconhecimento em vida. A maioria de nós nunca ganhou o que os atuais ganham hoje. Vai ajudar muita gente. Eu que venho tomando oxigênio em casa há dois meses, me recuperando de um enfisema que atacou o pulmão. Veio antes que eu batesse as botas”, afirma Félix, com bom humor sobre sua situação de saúde.

“Só faltou cumprirem a promessa do plano de saúde. Mas quem prometeu não deu. Essa tinha sido feita em um evento dos campeões com o Ricardo Teixeira [ex-presidente da CBF]”, diz o ex-goleiro, que hoje conta com o auxílio de um amigo dono de uma rede de hospitais, um antigo companheiro das categorias de base do Juventus.

Pela lei aprovada nesta quarta (artigos 37 a 42), os jogadores que representaram a seleção nos três primeiros títulos mundiais receberão prêmio em dinheiro de R$ 100 mil, pagos pelo Tesouro Nacional, sem impostos e descontos previdenciários. Caso o campeão já tenha falecido, o benefício será entregue aos herdeiros.

O mesmo artigo oficializa o auxílio mensal aos jogadores, desde que o valor não exceda o máximo pago pela Previdência Social. Em caso de morte do campeão, os herdeiros poderão pleitear o recebimento parcial do benefício.

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A maioria deles ganhou muito dinheiro que acabou investido em automóveis , bebedeiras e mulheres de luxo. 

GOVERNO DESONESTO!

Márcio França deixa Secretaria de Turismo paulista Resposta

O secretário de Turismo do Estado de São Paulo, Márcio França, solicitou hoje ao governador Geraldo Alckmin, afastamento do cargo que ocupa desde janeiro de 2011. Com a medida ele deve deixar a Secretaria já na quarta-feira (6/6).

A decisão de França foi tomada com a finalidade de se evitar conflitos durante o processo eleitoral, já que ele preside o diretório paulista do PSB, partido que conta com um grande número de candidatos à prefeitos e vereadores.

O presidente do PSB/SP ainda agradece o apoio e incentivo que recebeu do governador Alckmin e de todos os envolvidos nos projetos da Secretaria. “Vencer os desafios que encontramos à frente do turismo paulista só foi possível porque todos colaboraram de maneira ativa” diz França.

Com o afastamento da Secretaria de Estado do Turismo, França volta a ocupar o cargo de deputado federal para qual foi eleito em 2010.

Nos pouco menos de um ano e meio à frente do turismo paulista, o secretário implementou grandes programas como o Roda SP, Turismo do Saber, Melhor Viagem SP, Passos dos Jesuítas e Rota Franciscana.

Mas atividade fim se tentarem fazer “SENHOR GESTÃO”, nao vao dar conta mesmo….aff..que site ridiculo 9

PM suspeito de pedofilia é preso em Mauá, em São Paulo

Enviado em 06/06/2012 as 11:22 – Mundo Véi

…ei cade os PM envolvidos? Vcs não dão conta nem de vcs…cade as armas que levaram do DEIC???? e depois mudam o foco pra PM…afff…podre tem nos dois lados…mas atividade fim se tentarem fazer “SENHOR GESTÃO”, nao vao dar conta mesmo….aff..que site ridiculo

Policial militar é acusado de abusar sexualmente de um menino de 8 anos. Adolescente também é suspeito

AE | 04/06/2012 11:27:08

Um policial militar, de 46 anos, foi preso no último sábado, por volta das 13h, na Rua Santa Cecília, em Mauá, na Grande São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), o homem é um dos suspeitos de ter abusado sexualmente de um menino de 8 anos. O crime aconteceu em 7 de abril deste ano.

Segundo investigações da Polícia Civil, um adolescente, de 15 anos, também teria participado do crime. Conforme informações da SSP, a mãe do menino afirmou que a criança foi para a escola e, ao invés de ir para a aula, aceitou uma carona de dois desconhecidos.

Em seguida, segundo a SSP, o menino e os homens foram para um estacionamento. Depois a criança foi deixada em uma praça, próxima a Rua Augusto Maziero, também em Mauá, por volta das 18h e retornou sozinha a sua casa, como está registrado no boletim de ocorrência do caso. Em seu depoimento, a mãe do menino afirma que o filho descreveu um dos suspeitos, entre eles o adolescente de 15 anos que estuda em uma escola na avenida Princesa Isabel.

Como de praxe, a mãe foi orientada a encaminhar o filho para passar pelo exame de corpo de delito, que comprovou o abuso sexual. O caso foi registrado na Delegacia de Ribeirão Pires.

O policial militar, suspeito do abuso sexual, foi encontrado em uma lanchonete, no último sábado. Dentro do veículo do policial, segundo a SSP, haviam centenas de medicamentos e drogas, entre eles antibióticos, analgésicos, antidepressivos e remédios para disfunção erétil, além de seringas, carimbos e maconha. O homem teve a prisão temporária decretada e também foram apreendidos os pertencem que estavam no veículo.

João Alkimin: A demora é normal? 2

Aqueles que não quiserem ler o que escrevo sobre o Delegado Conde Guerra parem de ler aqui, para não se irritarem.

O Delegado Conde Guerra, aquele que foi demitido das fileiras da Policia Civil já há algum tempo, está aguardando pacientemente a decisão do senhor Governador Geraldinho, ou GG, para que resolva se vai reintegrá-lo ou não ao cargo.
O Delegado Frederico já teve seu pedido negado. O Delegado Bibiano absolvido em 2 instâncias por inexistência do fato continua aguardando a justiça resolver o problema.
O caso da cantora Wanessa Camargo entre o ingresso da ação em juízo e a decisão de 1 instância levou exatamente 45 dias.
As vezes a justiça é célere.
Os Policiais Militares da Rota flagrados por câmeras de vídeo desviando cocaína, continuam trabalhando normalmente. Os acusados do caso castelinho continuam trabalhando normalmente. Os acusados do caso do supermercado continuam trabalhando normalmente.
Se quisermos voltar mais ao tempo e espaço, o do célebre caso gradi, continuam trabalhando …
Não se entende o porque a famosa via rápida instituída pelo Governador Geraldinho somente vale para a Policia Civil. Para a Policia Militar é via lentíssima.
Os processos administrativos contra  Policiais Civis parece que viajam a velocidade da luz, contra Policiais Militares vão de maria fumaça.
Não que eu queira rapidez na punição de Policiais Militares quando culpados, mas apenas gostaria que houvesse isonomia no trato entre as duas instituições. Mas parece, ou melhor, tenho certeza enquanto tivermos com o Secretário de Segurança Pública, o Secretário Ferreira Pinto, tal fato não ocorrerá, pois a mim parece que sua Excelência devota um ódio visceral a Policia Civil, como se a mesma fosse um valhacouto de marginais, coisa que realmente não é.
Existem desvios de conduta? Por óbvio que sim, eu mesmo já tendo sido vítima de tais fatos,mas também ocorrem tais desvios nos quadros da Policia Militar.
Basta a suspeita de que Policiais Militares estejam envolvidos em uma ocorrência policial para imediatamente ser decretado sigilo nas investigações. Foi o caso de Policiais Militares envolvidos em assaltos a residências e agora no homicídio de um empresário paulista.
Quando tais fatos envolvem Policiais Civis imediatamente vazam a informação para a imprensa, ou alguém acha que repórteres tem dons mediúnicos e preveem, ou descobrem o que se passa dentro da Secretaria de Segurança Pública? Por óbvio que não.
Portanto, por uma questão se não de Justiça, pelo menos de humanidade e de decência é necessário que se resolva imediatamente os pedidos de reintegração que se encontram parados nos escaninhos do Governador, pois ninguém merece viver a angústia da demora de uma decisão, decida bem ou decida mal, mas decida. Para que se possa recorrer ou a instâncias superiores ou ao Poder Judiciário, porque como tenho dito reiteradamente, as decisões judiciais são passíveis de revisão pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, o que dá a todos nós, independente de profissão, pelo menos a esperança de uma decisão livre de pressões políticas.
Para aqueles que algumas vezes reclamam pelo que falo e escrevo sobre o Delegado Conde Guerra, lembrem-se que amanhã poderão estar na mesma situação e se não houver manifestação, certamente tais fatos se repetirão sistematicamente.
Não se esqueçam que a revista Veja, de circulação nacional, é a principal defensora da administração Ferreira Pinto e aqui cabe uma indagação: porquê?
João Alkimin

Delegado deu um pau na empregada de um promotor e abafou que a pobrezinha abortou um filho do patrão 28

E tem mais merda por vir…
Um  delegado classe especial que só tem culhão de bater em puta e em viado e ofender funcionario e foder coitadinho, deu um pau na empregada de um promotor, por quê a esposinha tinha ciúmes da menina mineirinha de dezenove aninhos, botaram maus tratos, tortura e tudo mais no rabo da menina que não tinha nada em haver, esse delegado  que está mais queimado do que carvão, além de esculachar a coitada e botar bem na bunda dela, abafou que parece que a pobrezinha abortou um filho do promotor!
Que gostava de zoar e foder polícia e que parece que é bancado por bicheiros!
No Apto de 250mts ele tem um canil em cada quarto e os filhor vivem na sala com a cuidadora, que foi abusivamente fritada!
A bosta vai feder dentro de dez dias, segundo dados obtidos no MP…

Data: 3 de junho de 2012 19:25 – Além de acharem vários pedaços do empresário espalhados por Sampa, no freezer da casa esta especializada que não era do dhpp encontrou sangue congelado do empresário, aí a esposa, tomou um prensa melhor e caguetou tudo e todos!… ( MAIS UMA FARSA PARA ACOBERTAR A INEPCIA E LETARGIA DO DHPP ! ) 12

———- Mensagem encaminhada ———-

De

> Data: 3 de junho de 2012 19:25  ( horário real da informação )

Assunto: Re: Doutor, acho que invadiram o flit ou o meu computador e do bico, pois não está sendo possível postar desde de anhã e o formato do flit está muito estranho!

Para: roberto conde guerra

Doutor, boa noite!
O Senhor recebeu meus documentos, o que achou?
Quando puder, me mande notícias, por favor!
Abs e uma ótima semana!
O caso do sequestro, na verdade, foi a esposa que encomendou a morte do marido!
Outros familiares fizeram um BO de desaparecimento e o Dhpp limpou a bunda com ele, prevaricou grandão!
Aí os familiares foram juntando o quebra cabeça e uma delegacia especializada que não foi do dhpp, revirou tudo, ouviu os familiares, já que o Churrasco cagou pra eles e só estava preocupado com Pms e Rota, e outra especializada rachou o  caso, uma vez que por ordem do Churrasco era pra abafar o caso e deixar no gelo!
só depois de tudo isso, quando a merda ia vzar, o SSP decretou sigilo absoluto, apavorou todo mundo e mandou que toda a investigação fosse repassada pro seu subserviente ex-Oban Churrasco, que tá tentando dissipar o forte odor de merda putrefada que circunda o Palácio da Polícia!
Detalhe, quando o Dhpp omitiu-se, o cara ainda estava vivo!
Não sei se tem PM envolvido, ainda é duvidoso!
A merda vai ao ar amanhã de noite, na Record, e o Churrasco vai tomar uma bordoada, da Imprensa, do Pinto, da Família e do MP!
Além de acharem vários pedaços do empresário espalhados por Sampa, no freezer da casa esta especializada que não era do dhpp encontrou sangue congelado do empresário, aí a esposa, tomou um prensa melhor e caguetou tudo e todos!
E tem mais merda por vir

E a polícia só percebeu que a vítima era oriental quando a cabeça foi achada: ontem…( Verdade ! ) 12

A Yoki tem nove fábricas em seis Estados e produz 610 itens diferentes, de salgadinhos a sucos prontos. Fundada por Yoshizo Kitano, estava à venda porque não tinha sucessores e vivia uma rixa familiar. Procuradas, nenhuma das empresas comentou o assunto.

Estadão – 13 de fevereiro de 2012 | 3h 09

Diretor da Yoki é sequestrado e esquartejado

  • 4 de junho de 2012 |
  • 23h05

BRUNO RIBEIRO MARCELO GODOY

O empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, diretor executivo da Yoki, uma das principais empresas do ramo de alimentos do País, teve a morte confirmada ontem. Ele foi esquartejado e os pedaços do corpo foram espalhados, ao longo de dias, por áreas da região de Cotia, na Grande São Paulo. O empresário estava desaparecido desde o dia 20.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. Ontem, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento do empresário, na Lapa, zona oeste da capital e fizeram testes com luminol – produto que identifica manchas de sangue invisíveis a olho nu. O resultado do teste não foi informado.

Matsunaga é neto do fundador da Yoki, Yoshizo Kitano. A empresa esteve envolvida em um conturbado processo de venda que terminou com sua aquisição, por R$ 1,95 bilhão, pelo grupo americano General Mills, um dos maiores conglomerados de produtos de gêneros alimentícios do mundo, em um negócio concluído na semana passada.

A compra foi concluída enquanto o diretor executivo estava desaparecido.

Segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da seção paulistana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Matsunaga foi visto pela última vez após sair, a pé, do apartamento onde morava com a mulher e uma filha. Ao perceber o desaparecimento, os parentes registraram queixa.

Em nenhum momento, apesar da desconfiança de que se tratava de um sequestro, foi pedido resgate.

O advogado da família não confirmou a informação de um site ligado a policiais civis de que Matsunaga andava com seguranças particulares – PMs de folga – e que eles estariam sendo investigados.

O diretor do DHPP, Jorge Carlos Carrasco, afirmou que todas as hipóteses são investigadas. “Nada está sendo descartado.” A reportagem apurou que a polícia já identificou um suspeito e que essa pessoa não é policial. Seria alguém com acesso livre à casa do empresário. Esse foi o motivo que levou a polícia a pedir ontem, à Justiça, o mandado de busca e apreensão para o apartamento.

A polícia sabe que a vítima foi vista pela última vez com vida no edifício em que morava. E que partes do corpo foram congeladas antes de o assassino se desfazer delas, paulatinamente.

“Encontraram a mão e o braço, depois pernas e, por último, tronco e cabeça”, disse D’Urso. O encontro das partes ocorreu durante dias, ainda segundo D’Urso. Elas estavam em sacos plásticos. O advogado diz também que os dois casos – o desaparecimento e o encontro de restos mortais – eram investigados por delegacias diferentes.

Segundo D’Urso, quando a cabeça foi achada, ontem, e a polícia percebeu que a vítima era oriental, a investigação foi centralizada no DHPP.

Testes feitos pelo Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram a identidade da vítima.

Colaborou Lílian Cunha

Depois de longa omissão do DHPP: Prisão a toque de caixa 13

Mulher de executivo da Yoki é presa sob suspeita de matar o marido

O empresário foi encontrado morto no fim do mês passado. Para a polícia ela é uma das principais suspeitas do crime, que pode ter sido passional.

A Justiça decretou a prisão temporária da mulher do executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki. O empresário foi encontrado morto no fim do mês passado. Para a polícia ela é uma das principais suspeitas do crime.

A suspeita é de crime passional. De madrugada, Elise Matsunaga, mulher do empresário, foi levada para fazer exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal e peritos estiveram no apartamento do casal.

Na cobertura de um prédio, na Zona Oeste de São Paulo, a perícia tentava encontrar indícios que levassem ao autor do crime. Só no começo da madrugada, os peritos desceram com caixas e objetos apreendidos no apartamento.

No prédio, morava o empresário Marcos Matsunaga, de 40 anos. Ele desapareceu no dia 20 de maio. A mulher dele, Elise Matsunaga, disse à polícia que naquele dia o marido saiu pela manhã e não voltou. Uma semana depois, sacos plásticos com partes do corpo do empresário foram encontrados em uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo.

Enquanto a perícia era feita no apartamento, no começo da noite desta segunda-feira (4), a Justiça resolveu decretar a prisão temporária de Elise Matsunaga, válida por cinco dias. A mulher, de 38 anos, é considerada suspeita de matar o marido. A polícia trabalha com a possibilidade de crime passional.

“Nós temos indícios muito fortes de autoria que levam a concluir que a esposa da vítima participou deste homicídio. Nós temos algumas imagens que dão conta que a vítima entrou no edifício e não saiu. Depois de alguns dias, a esposa sai com algumas malas grandes, malas essas com rodinhas. Nós estamos analisando essas imagens”, afirma o delegado Jorge Carrasco diretor do DHPP.

O pai e o irmão do empresário contrataram um advogado para acompanhar as investigações. Ele diz que Marcos Matsunaga não tinha inimigos. “Não há nenhum registro de ameaça, nenhum registro de pedido de resgate ou de algum contato que a família tenha recebido, especialmente o pai, o irmão, neste período em que antecede ou logo após o desaparecimento desse jovem empresário”, revela o advogado Luiz Flávio D´Urso.

O empresário era neto do fundador da empresa Yoki.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/06/mulher-de-executivo-da-yoki-e-presa-sob-suspeita-de-matar-o-marido.html

A função principal da polícia não é matar 21

04/06/201219h26

Mortes em operações da Rota aumentaram em SP, diz ouvidoria

DE SÃO PAULO

No primeiro trimestre deste ano, 21 pessoas foram mortas em ocorrências envolvendo policiais militares da Rota. As ocorrências foram registradas como resistência seguida de morte. No mesmo período de 2011, morreram 16 pessoas.

De acordo com o levantamento da Ouvidoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo, divulgado na semana passada, desde 2001, foram mortas 823 pessoas em ações ocorridas nessas circunstâncias.

Segundo o ouvidor da Polícia Militar, Luiz Gonzaga Dantas, desde 2007, o registro de mortes como essas aumentaram ano a ano. Em 2007, foram 46; em 2008, 56; em 2009, 61; em 2010, 75; e, no ano passado, 82 mortes.

Dantas declarou que a Ouvidoria da Polícia está preocupada com o aumento da letalidade, porque o trabalho dos policiais militares é o de prevenção e repressão ao crime. “Estamos preocupados, acreditamos que esses crimes devem ser investigados para que a sociedade saiba o que houve”.

Para Dantas, é necessário que haja uma melhor avaliação das ações policiais com relação a ocorrências como a registrada na última segunda-feira (28), quando um homem detido após um tiroteio, no bairro da Penha, zona leste da capital paulista, foi morto por policiais da Rota, no acostamento da Rodovia Ayrton Senna.

Após a denúncia de uma testemunha, três policiais foram presos. Nessa operação da polícia, que contou com o apoio de outros carros da Rota, cinco supostos criminosos foram mortos porque reagiram à prisão. As mortes ocorreram na lanchonete de um lava-rápido.

“A função principal da polícia não é matar ninguém. Primeiro é prevenir o crime, trabalhar com inteligência, tendo em vista a lei e a constituição no respeito ao cidadão. Quando há o crime, deve reprimir, porém essa repressão está condicionada ao respeito à lei e aos direitos humanos. A função do policial se a pessoa está cometendo um crime é prender e jamais exorbitar da sua própria função executando ninguém”, destacou Dantas.

O ouvidor da Polícia disse também que a ouvidoria tem observado o crescimento do número de mortes envolvendo policiais fora do horário de serviço. “Achamos por bem observar isso e vamos fazer uma avaliação melhor conversando com as corregedorias [das polícias Civil e Militar] para entender por que está havendo isso”.

Para Dantas, entender o que houve nessas ações em que morreram supostos criminosos que resistiram à prisão não significa que não poderia haver nenhuma morte durante as operações policiais, porém, o Estado, representado pela polícia, deve intervir para impedir que isso aconteça.

Dantas explicou que a Ouvidoria da PM requisitou o resultado do exame de balística e os laudos necroscópicos das mortes nessa ação policial. “Vamos aguardar que o Instituto Médico Legal [IML] e o Instituto de Criminalística nos envie o que pedimos para que possamos analisar e contribuir para que o Ministério Público e as corregedorias possam ajudar nessa investigação”.

Ele destacou que dos 24 policiais que participaram da ação no dia 28 de maio, 19 constam na Ouvidoria como envolvidos em mais de um caso com morte. “Há inquéritos policiais abertos. Os processos ainda não foram concluídos, por isso eles continuam em atividade. Em alguns casos, o policial está solto porque a Justiça entendeu que houve legítima defesa”. Mas Dantas ressaltou que, no caso de policiais envolvidos em mais de um episódio com morte, é preciso que se faça uma avaliação de seu trabalho.

A PM informou, por meio de nota, que o registro e a apuração de todas as ocorrências onde ocorre o confronto entre o infrator e os policiais são feitos por meio de procedimentos e órgãos internos e externos à instituição.

Disse ainda que esse tipo de procedimento demonstra o foco na transparência e legalidade próprios da atividade da polícia ostensiva de preservação da ordem pública. “Nos casos onde são apurados eventuais abusos ou qualquer outro tipo de ilegalidade, nós utilizamos de todo arcabouço jurídico, ao qual estão submetidos os policiais militares”.

MAIS UM MISTÉRIO DESVELADO PELO FLIT: PMs são suspeitos de esquartejar executivo-chefe da Yoki em São Paulo 38

Folha Online 04/06/2012 19:13
ANDRÉ CARAMANTE DE SÃO PAULO

Um grupo de policiais militares é investigado pelo DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil de São Paulo, e também pela Corregedoria da PM sob suspeita de participar da morte do empresário Marcos Kitano Matsunaga, 40, CEO (executivo-chefe) da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país.

Os PMs são investigados porque fariam parte da escolta particular do empresário.

O corpo de Matsunaga foi esquartejado e, ao longo das últimas semanas, as partes foram desovadas em cidades da Grande São Paulo.

A cabeça, uma perna e os dois braços do empresário foram encontrados na estrada dos Pires, em Caucaia do Alto, na região de Cotia, no último dia 27. Apesar de espalhadas, as partes estavam próximas e em sacos plásticos. Para a polícia, as partes do corpo do empresário foram mantidas em um refrigerador antes de serem jogadas na região de mata onde foram achadas.

O empresário havia desaparecido em 20 de maio. Não houve pedido de resgate aos familiares de Matsunaga, mas o DHPP não descarta que ele tenha sido vítima de um sequestro e, ao reconhecer algum envolvido no crime, foi morto. Outra hipótese é a de que o crime foi passional.

Em maio, a Yoki foi vendida para a norte-americana General Mills, sexta maior empresa de alimentos do mundo e dona de marcas globais como Yoplait e Häagen-Dazs. O negócio foi de cerca de R$ 1,75 bilhão, mais R$ 200 milhões de uma dívida pendente da Yoki.

Artigo 15 , XIV, da LOP – para os de Agente Policial ser portador de certificado de conclusão de curso de segundo grau ( ensino médio ) 69

Enviado em 04/06/2012 as 15:11 – CANADURA

O nivel médio continua para o cargo de agente policial. Aquela estória que tinha voltado para 1º grau é falsa.

Inciso XIV com redação dada pelo artigo 1º da Lei Complementar nº 858, de 02/9/1999.

Lei Complementar Nº 858, de 02 de Setembro de 1999.

(Projeto de Lei Complementar nº 102, de 1995, do Deputado Campos Machado – PTB)

Dá nova redação ao inciso XIV do artigo 15 da Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979, acrescentado pela Lei Complementar nº 456, de 12 de maio de 1986.

SITUAÇÃO ATUAL: EM VIGOR.

Não foi proposta ADIN em face desta LC.

O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo, nos termos do artigo 28, § 8º, da Constituição do Estado, a seguinte lei:

Artigo 1º – O inciso XIV do artigo 15 da Lei Complementar nº 207, de 5 de janeiro de 1979, acrescentado pela Lei Complementar nº 456, de 12 de maio de 1986, passa a vigorar com a seguinte redação:

“XIV – para os de Agente Policial: ser portador de certificado de conclusão de curso de segundo grau”.

Artigo 2º – Esta lei complementar entrará em vigor na data de sua publicação.

Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 02 de setembro de 1999. a) VANDERLEI MACRIS – Presidente Publicada na Secretaria da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, aos 02 de setembro de 1999. a) Auro Augusto Caliman – Secretário Geral Parlamentar

_________________________________________

ADIN n° 121.796 de 18/07/2005  ( DIZ RESPEITO EXCLUSIVAMENTE AO PLC 15/ 1999 ,   DE INICIATIVA DA DEPUTADA ROSMARY CORREA,  PERTINENTE AO NIVEL SUPERIOR PARA ESCRIVÃES E INVESTIGADORES que alterava o artigo 5º da Lei Complementar n. 494, de 24 de dezembro de 1986, que dispõe sobre a instituição de série de classes policiais civis no Quadro da Secretaria de Segurança Pública e dá providências correlatas.

Lei Complementar n. 929, de 24/09/2002, declarada inconstitucional pelo TJ-SP, em 05/07/2011, com efeitos “ex-nunc”, isto é, não retroativos, a partir de 13/06/2005, data da R. Decisão liminar, que suspendeu os efeitos da referida lei. Ofício comunicando a decisão publicado no DAL de 09/08/2011, p. 19

Filmagens obtidas pelo Fantástico mostram que PMs agiram de forma suspeita. 29

 Atualizado em                 03/06/2012 23h03

Câmeras registram ação da Rota que terminou com seis mortos em SP

Nesta semana, policiais da tropa foram presos por execução de homem.

Do G1 SP, com informações do Fantástico

Na madrugada de 5 de agosto do ano passado, uma sexta-feira, criminosos assaltaram um supermercado na Zona Norte de São Paulo. Policiais da Rota, uma tropa de elite da PM paulista, enfrentaram os assaltantes e mataram seis deles. O Fantástico teve acesso exclusivo às imagens das 13 câmeras de segurança do estabelecimento que mostram que os policiais agiram de forma suspeita.

Nesta semana, a atuação da Rota voltou a ser notícia. Uma testemunha afirma ter visto policiais do grupo torturando e matando uma pessoa.

No caso do ano passado, a equipe de reportagem teve acesso a mais de 17 horas de gravação que mostram, de vários ângulos, a ação da polícia e dos assaltantes. Uma das câmeras tem uma imagem que levanta suspeitas (confira vídeo ao lado com a reportagem completa do Fantástico deste domingo).

Dez homens encapuzados invadem o local. Estão armados com pistolas, espingardas calibre 12, fuzil e metralhadora. Três funcionários são feitos reféns. Um dos criminosos usa um maçarico para arrombar o caixa eletrônico do supermercado. De repente, começa um corre-corre.

As câmeras mostram quando um funcionário foge e dois se escondem debaixo de uma mesa. Do lado de fora, PMs trocam tiros com parte da quadrilha, que dava cobertura ao assalto. Um dos suspeitos é morto. Na época, a polícia disse que recebeu uma denúncia anônima, avisando sobre o assalto.

Dentro do supermercado, os assaltantes procuram um esconderijo e vão para o depósito. Um deles, de blusa escura, anda de um lado para o outro enquanto fala ao celular. Os outros não estão mais encapuzados e ninguém carrega armas potentes, como o fuzil e a metralhadora. Assim que o celular é desligado, cinco assaltantes saem correndo, sobem em caixas e vão para uma parte superior do supermercado.

Segundos depois, chegam os policiais da Rota. Os funcionários do supermercado são arrastados e mantidos sob vigilância, até os PMs terem certeza de que são reféns mesmo. Agora, parte da tropa vai para o depósito, onde os ladrões se esconderam.

Três policiais olham em direção à câmera e, quase imediatamente, ela é virada. A imagem fica assim até o fim da gravação. Na época, ela não foi divulgada pela polícia, que apresentou apenas uma versão editada. Os policiais da Rota disseram que cinco dos seis assaltantes foram mortos em confronto, justamente no depósito do supermercado.

Fotos da própria polícia mostram que alguns levaram tiros na cabeça e também nas mãos e nos braços, o que sugere uma tentativa de defesa.

Zona Leste Na segunda-feira (28), mais um caso suspeito envolvendo policiais da Rota foi registrado. De acordo com a polícia, a Rota recebeu uma denúncia anônima de que integrantes de uma quadrilha se encontrariam em um bar na Zona Leste da capital paulista para combinar um crime: o resgate de um traficante preso. Ainda segundo a versão oficial, os policiais foram até o local, mas os suspeitos reagiram e acabaram baleados. Cinco morreram a caminho do hospital. Três foram presos e cinco fugiram. Segundo a polícia, com os suspeitos havia drogas e armas.

Outro ferido foi levado, em um carro da Rota, por um sargento e dois soldados. A seis quilômetros do bar, na Rodovia Ayrton Senna, o veículo parou no acostamento. Perto, há uma favela. Uma mulher que mora em um barraco com a família é a principal testemunha contra os policiais da Rota, que são acusados de tortura e assassinato.

Ela disse à polícia que viu quando os três PMs chutavam o suspeito e que um deles chegou a atirar à queima-roupa no homem. Ela afirma ainda que, dez minutos depois, ouviu outros disparos e que, na sequência, os PMs colocaram o corpo no carro policial e foram embora.

A mulher, que chegou a ligar para a polícia para contar o que estaria vendo, se mudou com a família do bairro e está sob proteção do Estado. Os três policiais estão presos e negam as acusações. Dizem que pararam o carro no acostamento porque um deles sentiu cãibras e que não praticaram nenhum tipo de violência contra o suspeito, que morreu.

O comandante da Rota, o tenente-coronel Salvador Modesto Madia, afirma: “Houve um desvio, e o desvio não é aceito. Estão sendo autuados e vamos verificar a conduta.” Para a promotora de Justiça Luciana Frugiuele, quando policiais agem assim eles extrapolam a função de polícia. “Ela está exercendo a Justiça com as próprias mãos, vamos dizer assim”, ressaltou.

Escutas telefônicas Policiais, procuradores de Justiça e promotores ouvidos pelo Fantástico são categóricos. Afirmam que, nos dois casos mostrados na reportagem, que terminaram com 12 mortos, as denúncias não foram anônimas, como anunciou a PM. Dizem que a Rota soube com antecedência que as quadrilhas planejavam os crimes.

Segundo as autoridades, as informações privilegiadas vêm de escutas telefônicas que monitoram os integrantes da quadrilha que age dentro e fora das cadeias do estado. O comandante da Rota nega: “Não existe esse tipo de coisa, se não for dentro da legalidade. Não existe. Se não for por ordem judicial, nós não fazemos isso.”

A equipe do Fantástico procurou o comando da Polícia Militar. Uma entrevista chegou a ser marcada com o corregedor-geral da PM, mas foi cancelada por ordem da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O Instituto Sou da Paz, que há 10 anos trabalha pela prevenção da violência no Brasil, faz um alerta.

“Por mais que as pessoas tenham medo e elas queiram uma polícia violenta, isso não vai trazer mais segurança. Não é o modelo de sociedade e nem de segurança que a gente precisa”, diz a diretora do instituto, Melina Risso.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/06/policial-suspeito-de-pedofilia-e-preso-no-abc-diz-secretaria-da-seguranca.html

A SSP-SP considera absurda a sugestão de extinguir as polícias militares dos Estados brasileiros 52

PM mata seis vezes mais que Polícia Civil em São Paulo

Luis Kawaguti

Da BBC Brasil em São Paulo

Polícia Militar de São Paulo vigia manifestantes. Foto: France PressePoliciais militares de São Paulo vigia manifestantes; PM mata seis vezes mais que Polícia Civil

A PM (Polícia Militar) matou seis vezes mais pessoas durante ações de combate ao crime do que seus pares da Polícia Civil em São Paulo no ano de 2011, segundo levantamento feito pela BBC Brasil.

O grau de letalidade da polícia no Estado mais populoso do país se insere no debate sobre a recomendação da abolição do sistema separado de Polícia Militar – feita ao Brasil no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU no último dia 25.

A questão também deve entrar em debate em junho na Câmara, a pedido do deputado federal Chico Lopes (PC do B-CE).

Clique Leia mais: Militarismo da polícia vem do século 19

O levantamento da BBC Brasil foi feito com base em estatísticas fornecidas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Ele levou em conta os efetivos da PM (100 mil) e da Polícia Civil (30 mil) e os homicídios cometidos em serviço por membros de cada entidade em 2011 – 437 pela PM e 23 pela Polícia Civil.

Proporcionalmente, para cada grupo de 10 mil policiais, a PM se envolveu em 43 mortes e a Polícia Civil em sete.

Militarismo

Esses homicídios são classificados pelo governo como “resistência seguida de morte”. Isso significa que ocorreram durante o combate ao crime, em tese, quando os policiais se defendiam de supostas agressões dos suspeitos.

“A PM mata porque tem o mesmo treinamento do militar (das Forças Armadas), que combate inimigos externos. Isso é uma coisa que se deve discutir com a sociedade”, disse o deputado Lopes, que defende a unificação das polícias no Brasil em uma entidade civil.

“Minha preocupação não é com o nome, mas com o conceito da polícia. Precisamos tirar o militarismo e depois discutir currículo de formação para que todos (os policiais) comecem (a carreira) em pé de igualdade”, disse.

Funções distintas

Segundo a SSP-SP, a diferença nos níveis de letalidade das polícias se explica nas funções que cada uma exerce. À PM cabe o policiamento preventivo e ostensivo e à Polícia Civil a investigação.

“É natural, portanto, que a PM enfrente situações de confronto muito superiores aos da Polícia Civil. Em consequência, registram-se mais mortes na ação do policiamento ostensivo”, afirmou a pasta em nota.

Segundo a SSP-SP, se as polícias militares fossem substituídas ou se seus nomes fossem mudados, a probabilidade de confrontos não seria reduzida.

“Matar não é direito nem de uma nem da outra, mas a questão principal é que as polícias não se entendem bem”, disse Chico Lopes.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, em muitos Estados (inclusive São Paulo) existe uma disputa entre as polícias militares e civis.

Isso faz com que ambas possuam tanto órgãos destinados à inteligência e à investigação como equipes táticas usadas em patrulhamento ostensivo e confrontos de natureza tática com criminosos.

“O antagonismo (entre as polícias) surgiu das culturas diferentes. Há uma divisão por preconceito de longa data. Principalmente a PM tem procurado ocupar espaços de sua co-irmã. Isso é uma realidade em todo o país”, afirmou o sociólogo Luís Flávio Sapori, ex-secretário da Defesa Social de Minas Gerais e hoje professor da PUC-MG.

Segundo ele, a desarticulação e a desintegração entre as duas polícias é hoje um problema mais grave do que a militarização da PM.

Rio de Janeiro

A BBC Brasil solicitou estatísticas sobre a letalidade das polícias militar e civil no Rio de Janeiro ao ISP (Instituto de Segurança Pública), autarquia que divulga as estatísticas policiais no Estado.

O ISP não forneceu os dados. Afirmou que essas estatísticas são divulgadas de forma genérica (sem distinção entre mortes envolvendo policiais civis e militares). Ao todo, foram 523 mortes em 2011 – 63 a mais que as ocorridas em São Paulo no mesmo período.

“O detalhamento desse tipo de solicitação demandaria tempo e dispêndio de recursos humanos”, afirmou a autarquia. O ISP informou que “a transparência da informação é meta prioritária” em suas publicações.

Santa Catarina

Entre os demais Estados, o único que possuía a estatística de letalidade especificada em seu site na semana passada era Santa Catarina.

Lá, foram registradas 58 mortes em 2011, sendo que a Polícia Militar matou quatro vezes mais que a Polícia Civil.

O Secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, também afirmou que as diferenças de atribuições das polícias explicam a diferença nos índices de letalidade.

As atividades da Polícia Civil, segundo ele, expõem seus integrantes a ambientes mais controlados, “pois as ações geralmente são planejadas e previamente estudadas, resultando em menores possibilidades de confronto e resistência armada”.

Nações Unidas

O debate sobre a extinção da PM foi levantado durante a Revisão Periódica Universal, uma sabatina à qual os países são submetidos periodicamente no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Nela, um conjunto de enviados de 78 países fez perguntas e elaborou 170 recomendações ao Brasil na área de direitos humanos.

A recomendação para que o Brasil acabe com o sistema separado de Polícia Militar partiu da delegação da Dinamarca.

O país recomendou a desmilitarização da polícia com investimentos de Estado e observância de “medidas para reduzir a incidência de execuções extrajudiciais pela polícia”.

Os homicídios cometidos por policiais classificados como “resistência seguida de morte” ou “autos de resistência” já haviam sido estudados pela ONU no Brasil.

Foram analisados 11 mil casos com essa classificação, ocorridos entre 2003 e 2009 em São Paulo e no Rio.

Em 2010, o enviado da ONU Philip Alston afirmou ter evidências de que parte dessas mortes eram na realidade execuções ilegais.

Na Revisão Periódica Universal de maio, a Alemanha e a Namíbia também recomendaram ao Brasil lutar contra homicídios arbitrários cometidos pelas polícias.

Reação

A SSP-SP afirmou que “considera absurda a sugestão de extinguir as polícias militares dos Estados brasileiros, presente no relatório”.

“É uma proposta que carece de fundamentação e de conhecimento das realidades jurídica e cultural da sociedade brasileira”, diz a nota da pasta.

“Soa até como piada pronta o fato de a ideia ter surgido da Dinamarca, um país que é quase seis vezes menor que o Estado de São Paulo e dono de situação socioeconômica bem diferente (e mais simples) da encontrada no Brasil”.

A pasta também argumenta que a existência das duas polícias está prevista na Constituição Federal.

Esta é a segunda de uma série de reportagens da BBC Brasil sobre as deficiências do país na área de direitos humanos que serão publicadas ao longo deste mês.

Clique Leia aqui a primeira reportagem da série