VOLTAS QUE A VIDA DÁ: Inquérito sobre tentativa de homicídio contra ex-prefeito Clermont Castor retorna para as mãos de delegado apontado como suspeito de participação no crime e interessado em ocultar receptação e adulteração de cadastro no sistema de trânsito 28

ATENTADO
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Clermont Castor (PL) não corre risco de morte
Prefeito de Cubatão leva dois tiros; polícia não tem pistas de atirador

DA AGÊNCIA FOLHA, EM SANTOS  03 de julho de 2001
O prefeito de Cubatão (SP),  Clermont Silveira Castor (PL), levou pelo menos dois tiros em um  atentado na noite de ontem,  quando ía da prefeitura para casa. Às 20h30, um Corsa Sedan preto emparelhou com o carro oficial  em que o prefeito estava com seu  motorista, na avenida Tancredo  Neves (bairro Vila São José). Do interior do Corsa, um homem efetuou disparos contra o  carro do prefeito, que recebeu um  tiro na mandíbula e outro no rosto. Ele teria sido atingido ainda  por um terceiro tiro, não confirmado pela polícia. Castor foi levado de ambulância  para a Santa Casa de Santos, onde  estava sendo submetido a uma tomografia computadorizada às  22h. Segundo os médicos, ele não  corria risco de morte. Até a noite de ontem, a polícia  não tinha pistas do Corsa nem  dos autores do atentado, que fugiram. Também não se sabia qual  teria sido a motivação do crime. A principal testemunha, o motorista do carro oficial, estava sendo preservada pela polícia, que  iria interrogá-lo. O veículo foi levado para a delegacia-sede de Cubatão e seria submetido à perícia. A administração de Castor enfrenta uma crise interna devido às  divergências entre os secretários  dos vários partidos que integram  a administração. O prefeito cogita  substituir alguns auxiliares e até  mesmo deixar o PL. Médico, foi eleito no ano passado, quando disputou sua quarta  eleição consecutiva para prefeito  -foi derrotado nas três primeiras. Sua vitória interrompeu um  ciclo de 15 anos em que Nei Serra  (PTB) e José Osvaldo Passarelli  (PFL) se alternaram no poder.

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A tentativa de homicídio – entre diversos pretextos que iriam desde ordem passional até políticos – supostamente teria como principal motivação o fato de o prefeito ter comprado um motor diesel e efetuado a transformação das características de sua camioneta gasolina a cargo do então delegado de trânsito de Cubatão: Vanderlei Mange.

Quando a falcatrua – O MOTOR ERA ROUBADO – ganhou publicidade o prefeito teria tomado satisfações e exigido seu motor original e restituição do dinheiro.

Dias depois sofreu o atentado.

Logo na fase inicial do inquérito o delegado de trânsito – que também tinha se encarregado da presidência das investigações – foi reputado suspeito do crime por chefiar uma quadrilha instalada naquela CIRETRAN.

Foi denunciado em dezembro de 2001 e teve a prisão preventiva requerida pelo MP .

Processo vai, processo vem; um acerto aqui, um pedido acolá, tudo acabou em PIZZA!

Mange, em razão de suas ligações políticas, com pouco mais de dois anos como Delegado, foi nomeado diretor da CIRETRAN de Cubatão; permanecendo sete anos como dirigente daquele órgão – apesar das reiteradas acusações de corrupção no quadro funcional.

Hoje – além de continuar fazendo política   – é um dedicado pregador e defensor das igrejas evangélicas.

Será que a defesa que faz dessas igrejas é tão pura quanto a defesa que sempre fez  do DETRAN?

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Jornal A Tribuna

Quinta-feira, 29 de novembro de 2001 – 6h48

Diretor da Ciretran é denunciado

O promotor de Justiça de Cubatão, Pablo Perez Greco, disse ontem que o Ministério Público já formalizou a denúncia contra o diretor da 159ª Ciretran de Cubatão, Wanderley Mange de Oliveira.
‘‘Ele talvez ainda não tenha sido notificado. Mas isso deverá ocorrer nos próximos dias’’, disse.Mange é suspeito de participar de um esquema de cobrança de propina de perueiros clandestinos, em Cubatão.
Ontem, também, o comando da Polícia Civil da Baixada Santista anunciou que Wanderlei Mange de Oliveira será transferido para ocupar a função de delegado plantonista em Guarujá. O seu cargo na 159ª Ciretran será ocupado pelo delegado Roberto Conde Guerra, que estava no 3º Distrito Policial de São Vicente.

De acordo com a Polícia Civil, a mudança não tem relação com as denúncias feitas na terça-feira, pela Promotoria Pública de Cubatão. As transferências já estavam programadas com antecedência.

Segundo o promotor Pablo Perez Greco, a 4ª Vara Criminal de Cubatão é que vai se encarregar de acompanhar a ação penal envolvendo Daniel Gualberto Chaib e Wanderley Mange de Oliveira. ‘‘Pelo que sei, os dois devem ser convocados para serem interrogados, também nos próximos dias’’.

Pablo Greco disse que a prisão preventiva de Daniel Chaib tem caráter provisório, podendo ser revista pela Justiça. ‘‘Mas pelos documentos coletados durante o mandado de busca e apreensão e em função da autuação em flagrante por porte ilegal de arma, acho pouco provável que isso possa ocorrer de forma rápida’’.

Se nada piorar neste ano de 2013, cerca de 250 policiais serão assassinados no Brasil até o dia 31 de dezembro 44

Namorando com o suicídio’

Publicada em 30/01/2013

Por J. R. Guzzo

Se nada piorar neste ano de 2013, cerca de 250 policiais serão assassinados no Brasil até o dia 31 de dezembro. É uma história de horror, sem paralelo em nenhum país do mundo civilizado. Mas estes foram os números de 2012, com as variações devidas às diferenças nos critérios de contagem, e não há nenhuma razão para imaginar que as coisas fiquem melhores em 2013 – ao contrário, o fato de que um agente da polícia é morto a cada 35 horas por criminosos, em algum lugar do país, é aceito com indiferença cada vez maior pelas autoridades que comandam os policiais e que têm a obrigação de ficar do seu lado. A tendência, assim, é que essa matança continue sendo considerada a coisa mais natural do mundo – algo que “acontece”, como as chuvas de verão e os engarrafamentos de trânsito de todos os dias.

Raramente, hoje em dia, os barões que mandam nos nossos governos, mais as estrelas do mundo intelectual, os meios de comunicação e a sociedade em geral se incomodam em pensar no tamanho desse desastre. Deveriam, todos, estar fazendo justo o contrário, pois o desastre chegou a um extremo incompreensível para qualquer país que não queira ser classificado como selvagem. Na França, para ficar em um exemplo de entendimento rápido, 620 policiais foram assassinados por marginais nos últimos quarenta anos – isso mesmo, quarenta anos, de 1971 a 2012. São cifras em queda livre. Na década de 80, a França registrava, em média, 25 homicídios de agentes da polícia por ano, mais ou menos um padrão para nações desenvolvidas do mesmo porte. Na década de 2000 esse número caiu para seis – apenas seis, nem um a mais, contra os nossos atuais 250. O que mais seria preciso para admitir que estamos vivendo no meio de uma completa aberração?

Há alguma coisa profundamente errada com um país que engole passivamente o assassínio quase diário de seus policiais -e, com isso, diz em voz baixa aos bandidos que podem continuar matando à vontade, pois, no fundo, estão numa briga particular com “a polícia”, e ninguém vai se meter no meio. Essa degeneração é o resultado direto da política de covardia a que os governos estaduais brasileiros obedecem há décadas diante da criminalidade. Em nenhum lugar a situação é pior do que em São Paulo, onde se registra a metade dos assassinatos de policiais no Brasil; com 20% da população nacional, tem 50% dos crimes cometidos nessa guerra. É coisa que vem de longe. Desde que Franco Montoro foi eleito governador, em 1982, nas primeiras eleições diretas para os governos estaduais permitidas pelo regime militar, criou-se em São Paulo, e dali se espalhou pelo Brasil, a ideia de que reprimir delitos é uma postura antidemocrática – e que a principal função do estado é combater a violência da polícia, não o crime. De lá para cá, pouca coisa mudou. A consequência está aí: mais de 100 policiais paulistas assassinados em 2012.

O jornalista André Petry, num artigo recente publicado nesta revista, apontou um fato francamente patológico: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguiu o prodígio de não comparecer ao enterro de um único dos cento e tantos agentes da sua polícia assassinados ao longo do ano de 2012. A atitude seria considerada monstruosa em qualquer país sério do mundo. Aqui ninguém sequer percebe o que o homem fez, a começar por ele próprio. Se lesse essas linhas, provavelmente ficaria surpreso: “Não, não fui a enterro nenhum. Qual é o problema?”. A oposição ao governador não disse uma palavra sobre sua ausência nos funerais. As dezenas de grupos prontos a se indignar 24 horas por dia contra os delitos da polícia,reais ou imaginários, nada viram de anormal na conduta do governador. A mídia ficou em silêncio. É o aberto descaso pela vida, quando essa vida pertence a um policial. É, também, a capitulação diante de uma insensatez: a de ficar neutro na guerra aberta que os criminosos declararam contra a polícia no Brasil.

Há mais que isso. A moda predominante nos governos estaduais, que vivem apavorados por padres, jornalistas, ONGs, advogados criminais e defensores de minorias, viciados em crack, mendigos, vadios e por aí afora, é perseguir as sua próprias polícias – com corregedorias, ouvidorias, procuradorias e tudo o que ajude a mostrar quanto combatem a “arbitrariedade”. Sua última invenção, em São Paulo, foi proibir a polícia de socorrer vítimas em cenas de crime, por desconfiar que faça alguma coisa errada se o ferido for um criminoso; com isso, os policiais paulistas tornam-se os únicos cidadãos brasileiros proibidos de ajudar pessoas que estejam sangrando no meio da rua. É crescente o número de promotores que não veem como sua principal obrigação obter a condenação de criminosos; o que querem é lutar contra a “higienização” das ruas, a “postura repressiva” da polícia e ações que incomodem os “excluídos”. Muitos juízes seguem na mesma procissão. Dentro e fora dos governos continua a ser aceita, como verdade científica, a ficção de que a culpa pelo crime é da miséria, e não dos criminosos. Ignora-se o fato de que não existe no Brasil de hoje um único assaltante que roube para matar a fome ou comprar o leite das crianças. Roubam, agridem e matam porque querem um relógio Rolex; não aceitam viver segundo as regras obedecidas por todos os demais cidadãos, a começar pela que manda cada um ganhar seu sustento com o próprio trabalho. Começam no crime aos 12 ou 13 anos de idade, estimulados pela certeza de que podem cometer os atos mais selvagens sem receber nenhuma punição; aos 18 ou 19 anos já estão decididos a continuar assim pelo resto da vida.

Essa tragédia, obviamente, não é um “problema dos estados”, fantasia que os governos federais inventaram há mais de 100 anos para o seu próprio conforto – é um problema do Brasil. A presidente Dilma Rousseff acorda todos os dias num país onde há 50 000 homicídios por ano; ao ir para a cama de noite, mais de 140 brasileiros terão sido assassinados ao longo de sua jornada de trabalho. Dilma parece não sentir que isso seja um absurdo. No máximo, faz uma ou outra reunião inútil para discutir “políticas públicas” de segurança, em que só se fala em verbas e todos ficam tentando adivinhar o que a presidente quer ouvir. Não tem paciência para lidar com o assunto; quer voltar logo ao seu computador, no qual se imagina capaz de montar estratégias para desproblematizar as problematizações que merecem a sua atenção. Não se dá conta de que preside um país ocupado, onde a tropa de ocupação são os criminosos. Bela solução dada pela Itália, foi a criação da denominada POLÍZIA PENITENZIÁRIA na década de 90, no Brasil, os agentes prisionais são considerados a escoria da sociedade e da segurança pública, e o crime reina latente em todos lugares.

Muito pouca gente, na verdade, se dá conta. Os militares se preocupam com tanques de guerra, caças e fragatas que não servem para nada; estão à espera da invasão dos tártaros, quando o inimigo real está aqui dentro. Não podem, por lei, fazer nada contra o crime – não conseguem nem mesmo evitar que seus quartéis sejam regularmente roubados por criminosos à procura de armas. A classe média, frequentemente em luta para pagar as contas do mês, se encanta porque também ela, agora, começa a poder circular em carros blindados; noticia-se, para orgulho geral, que essa maravilha estará chegando em breve à classe C. O número de seguranças de terno preto plantados na frente das escolas mais caras, na hora da saída, está a caminho de superar o número de professores. As autoridades, enfim, parecem dizer aos policiais: “Damos verbas a vocês. Damos carros. Damos armas. Damos coletes. Virem-se.”

É perturbadora, no Brasil de hoje, a facilidade com que governantes e cidadãos passaram a aceitar o convívio diário com o mal em estado puro. É um “tudo bem” crescente, que aceita cada vez mais como normal o que é positivamente anormal – “tudo bem” que policiais sejam assassinados quase todos os dias, que 90% dos homicídios jamais cheguem a ser julgados, que delinquentes privatizem para seu uso áreas inteiras das grandes cidades. E daí? Estamos tão bem que a última grande ideia do governo, em matéria de segurança, é uma campanha de propaganda que recomenda ao cidadão: “Proteja a sua família. Desarme-se”. É uma bela maneira, sem dúvida, de namorar com o suicídio.

Fonte: “Veja”, edição que está nas bancas

O Brasil ocupa a 108ª colocação, de um total de 179 nações, em liberdade de imprensa 11

BBC BRASIL

LIBERDADEDEIMPRENSA

 

 

 

O Brasil caiu nove posições no Ranking de Liberdade de Imprensa Mundial de 2013 e agora ocupa a 108ª colocação entre 179 nações. Na lista do ano passado, o país já havia caído 41 posições em relação a 2011.

 

 

Segundo a organização não-governamental Repórteres Sem Fronteira, que atua na defesa da liberdade de imprensa em todo o mundo, ”o cenário da mídia brasileira enfrenta graves distorções”.

 

”Fortemente dependente de autoridades políticas no nível estadual, a mídia regional está exposta a ataques, violência física contra seus profissionais e censura provocada por ordens judiciais, que também atingem a blogosfera”, afirma o texto do relatório.

 

Esses problemas, segundo o documento, ”foram exacerbados por atos de violência durante a campanha municipal de outubro de 2012”.

 

Em uma escala de 0 a 100, em que 0 representa total respeito à liberdade de imprensa e 100, o oposto, o Brasil fez 32,75 pontos.

 

De acordo com a Repórteres Sem Fronteira, os critérios para elaborar o ranking incluem avaliações sobre pluralismo, independência da mídia, ambiente de trabalho e autocensura, legislação, transparência e infraestrutura.

 

América Latina

 

Na América Latina e no Caribe, as nações que melhor figuram na relação são a Jamaica, na 13ª posição (um avanço de três posições), e a Costa Rica, que está em 18º lugar (e subiu uma posição).

 

Entre os sul-americanos, o país que melhor figurou no ranking foi o Uruguai, que ocupou o 27º lugar e cresceu cinco colocações.

 

No continente americano, o Brasil ficou atrás ainda de Suriname (31º), Estados Unidos (32º), El Salvador (38º), Trinidad e Tobago (44º), Haiti (49º), Argentina (54º), Chile (60º), Nicarágua (78º), República Dominicana (80º), Paraguai (90º), Guatemala (95º) e Peru (105º).

 

O Peru subiu dez posições e passou à frente do Brasil no ranking. Mas a liberdade de imprensa no país está à frente de outras nações da região, como Bolívia (109º), Venezuela (117º) e Equador, que caiu 15 colocações e agora está em 119º.

 

Com um total de seis jornalistas mortos no ano passado, o México manteve o status de país mais perigoso para jornalistas nas Américas e teve uma das piores colocações da região (153ª). O pior desempenho do continente americano foi o de Cuba (171º), considerada também um dos dez países da lista com o pior índice de liberdade de imprensa.

 

Perigo

 

Entre os países considerados mais perigosos para a atividade jornalística figuram a Somália (175º), seguida do México e do Paquistão (159º).

 

A nação classificada como a mais perigosa para jornalistas foi a Síria (176º). Outros países do Oriente Médio sacudidos pela onda de protestos populares conhecida como Primavera Árabe também figuram em posições baixas na lista.

 

Tunísia, Egito e Tunísia, que promoveram a derrubada de regimes autocráticos, ocupam respectivamente a 138ª, a 158ª e a 131ª colocações. Outras nações do Oriente Médio também aparecem entre as mais baixas colocações, como Omã (141º) e Iêmen (169º).

 

O relatório afirma que ”alguns dos novos governos levados ao poder pelos protestos se voltaram contra jornalistas e blogueiros que cobriram as manifestações desses movimentos e suas aspirações por mais liberdade”.

 

Topo e base

 

Os mesmos três países que lideraram o ranking no ano passado novamente ocupam o topo da lista na relação deste ano.

 

Na primeira posição, a Finlândia voltou a ser classificada como o país que mais respeita a liberdade de imprensa, seguida, respectivamente, da Holanda e da Noruega.

 

Segundo a Repórteres sem Fronteira, apesar de serem seguidos diferentes critérios, que vão da legislação dos diferentes países até atos de violência praticados contra jornalistas, há um padrão recorrente tanto nas primeiras como nas últimas colocações.

 

”Países democráticos ocupam o topo da relação, enquanto países ditatoriais ocupam as últimas três posições. Novamente, são os mesmos três do ano passado, Turcomenistão (177º), Coreia do Norte (178º) e Eritréia (179º)”, afirma o documento.

 

Além destas três, nas últimas colocações figuram ainda Cuba , Vietnã (172º), China (173º), Irã (174º) e Somália. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Itagiba Antonio Vieira Franco: “não tenho subordinados, tenho AMIGOS” 64

Enviado em 03/02/2013 as 12:24 – por  Itagiba Antonio Vieira Franco

Aos meus queridos amigos da Policia Civil.

Sinto-me profundamente envaidecido e agradecido pelas palavras e elogios que ora recebo e que, sincera e humildemente, não mereço: sempre pautei minha vida pelo trabalho e dedicação à Policia Civil, que procurei, ao longo de todo esse tempo, defender e enaltecer.

Razão de todos os meus empenhos, a minha missão como policial sempre teve como principal bandeira a verdade, o respeito a todos que me procuram e defesa daqueles que necessitam.

Jamais procurei qualquer benefício que me favorecesse, me policiando rigidamente nesse sentido, no resguardo de minha família e daqueles que me acompanharam e acompanham profissionalmente, pois não suportaria sentir em seus olhos a sensação de decepção e desilusão. A todos devo satisfação de meus atos, da lisura do meu comportamento e do comprometimento com a causa policial.

Se hoje encontro-me à frente de uma unidade de um Departamento de destaque da Policia Civil, no caso o DHPP, devo, em primeiro lugar, a sua atual Diretora, Dra. Elisabete Sato que, provavelmente, com a concordância do Sr. Delegado Geral de Policia, Dr. Blazeck, em mim depositou confiança na condução de unidade tão complexa e trabalhosa como a Divisão de Homicídios que, todos aqueles que me cercam, sabem que era onde sempre desejei trabalhar, muito embora por ali já tenha passado, há alguns anos, em uma de suas equipes básicas: muito embora não tivesse qualquer tipo de compromisso com a minha pessoa, a Dra. Elisabete me convidou e eu aceitei de pronto, para meu orgulho e felicidade.

Hoje, portanto, recebendo, humilde como sempre, esses elogios, não posso deixar de agradecê-los: um de vocês comentou que não se faz nada sozinho; concordo; em todo o trabalho há a participação conjunta de Delegados, Escrivães, Investigadores, Agentes, Papiloscopistas, etc, que são a espinha dorsal de qualquer unidade policial: nunca tive, não tenho e nunca terei a presunção de que posso fazer tudo sozinho: aliás, longe disso, pois, talvez, alguns não saibam, fui também Escrivão (com muita honra), durante nove (9) anos, portanto, “ralei” muito nessa honrada carreira e que foi a base que me auxiliou para ascender ao cargo de Delegado de Policia. Portanto, sei do que estou falando.

Quanto a ser “o melhor Delegado de Policia de São Paulo”, há um evidente exagero e não mereço, sinceramente, assim ser chamado: aliás, esse título poderia ser dado, por exemplo, e com merecimento, a outro Delegado de Policia que sempre admirei e que considero o melhor de todos, um Delegado completo, no caso o Dr. Rui Ferraz Fontes; meu desejo, sim, e decepção, e que sempre expressei, é de nunca ter podido trabalhar diretamente com ele, para aprender, em sua plenitude, como é “fazer policia”: como ele, outros tantos Delegados vocacionados que trazem dentro de si o orgulho de bem desempenhar suas funções e que vim a conhecer ao longo de minha carreira.

Esses, sim, merecem esse título.

Aliás, deixo expresso que as melhores pessoas que encontrei em minha vida, independente de carreira, foram em nossa Instituição e cujas amizades faço questão de manter. Sempre digo, também, que na Policia Civil não tenho subordinados; tenho AMIGOS, pessoas que convivi e convivo diariamente e que me trazem apoio e alegria. Nunca deixo de atender a quem quer que seja: quem chega, sabe disso, que minha porta está sempre aberta para receber a todos.

E aproveito a oportunidade para convidar aqueles que se referiram a minha pessoa e que, talvez ainda não me conheçam pessoalmente, que o façam. Um abraço bem grande os esperam.

Hoje, que o final de carreira se avizinha, espero, ainda, fazer novas e grandes amizades.

Um grande abraço a todos.

Do sempre amigo Itagiba Franco. Delegado de Policia (e acima de tudo Policial). Com muita honra.

https://flitparalisante.wordpress.com/2013/02/01/simplesmente-o-melhor-delegado-da-policia-civil-de-sao-paulo/#comment-206541

Baladas agora têm bombeiro na porta para atrair cliente 1

O ESTADÃO

03 Fev 2013

Tragédia em Santa Maria esvazia noite no Baixo Augusta e dá “cara” mais segura a casas de Pinheiros, Itaim e outros bairros

Quem saiu à noite em São Paulo durante a semana notou uma mudança de cenário. Depois da morte de 236 jovens na boate Kiss, em Santa Maria (RS), no domingo passado, várias casas fecharam as portas na capital paulista. As ruas ficaram mais vazias, principalmente, na região do Baixo Augusta, no centro.

Em outros bairros, como Vila Olímpia, Pinheiros e Itaim-Bibi ganharam outra cara. No lugar de belas hostesses, entrou a figura do bombeiro na porta da balada. Uma delas tinha até ambulância estacionada na noite de quinta-feira.

Transmitir segurança passou a ser o mais importante. Alvará e Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros viraram parte da decoração. Na She Rocks, no Itaim-Bibi, a papelada estava iluminada como um quadro. A documentação entrou no vocabulário dos jovens e virou assunto na fila. “Aqui tem alvará, né?! Isso quer dizer que não vai pegar fogo”.

Na porta da D-Edge, na Barra Funda, a estudante Emilly Serpa, de 18 anos, já anunciava que a primeira coisa que faria ao entrar seria verificar onde fica a saída de emergência. “Minha mãe não queria que eu viesse. Mas jurei para ela que a balada era segura. Tem até bombeiro na porta”, disse Vitória Puccia, de 21 anos, que estava com amigas comemorando o aniversário de Emilly.

Já no Baixo Augusta, região com o maior número de casas fechadas – entre elas Sarajevo Club, Studio SP e Labo movimento foi abaixo do normal a semana toda. O vai e vem dos jovens na calçada foi substituído por um vazio, e o medo da fiscalização contagiou os empresários da noite. “Eu também teria medo se minha casa não fosse nova e não estivesse com tudo em dia”, disse Ronaldo Rinaldi, dono da Blitz Haus, inaugurada há um mês na Rua Augusta.

Blitz. Depois de anunciar a interdição de 26 estabelecimentos irregulares na cidade, o prefeito Fernando Haddad (PT) disse ontem que isso só vai valer para casos “mais graves”. “Se for algum problema rapidamente sanável, os bombeiros vão orientar”.

Na tarde de ontem, a Subprefeitura da Sé fez uma blitz em parceria com os bombeiros em oito casas do Baixo Augusta e interditou a Inferno Club por irregularidades nos extintores e no revestimento. Segundo a casa, o local foi fechado “por precaução” e será reaberto na terça. Também foram encontradas irregularidades no Comedians Club, que não foi fechado e terá 15 dias para se adequar. O mesmo ocorreu anteontem na quadra da escola de samba Rosas de Ouro e D-Edge, que foram intimadas pela Prefeitura e estão irregulares, mas não fecharam.

ARTUR RODRIGUES, NATALY COSTA, VALÉRIA FRANÇA e WILLIAM CASTANHO

Como obter alvará de funcionamento em São Paulo: SOLTA O MAÇO NA MÃO DO FISCAL QUE CORONEL ( subprefeito ) BATE O CARIMBAÇO!… ( Na gestão de Gilberto Kassab (PSD), 30 das 31 administrações regionais chegaram a ser comandadas por oficiais aposentados da Polícia Militar ) 13

O GLOBO

SP tem mais de 700 denúncias de corrupção

03 Fev 2013

Cidade concentra 5,7 mil bares e 283 danceterias; empresários temem denunciar pedidos de propina

Thiago Herdy

SÃO PAULO

Para se conseguir um alvará de funcionamento na cidade com o maior número de bares e casas noturnas do país, dificilmente se escapa do jogo de fiscais corruptos, segundo relatos de empresários da noite e também de quem cuidou do controle interno da atividade do servidor público em São Paulo. Enquanto parlamentares e dirigentes do Executivo ensaiam medidas para tornar mais rigorosas as regras que regem o funcionamento dos estabelecimentos como forma de evitar a repetição de tragédias como a de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, quem conhece o setor sugere o combate à corrupção e mudanças na organização da fiscalização.

Se há quem aceite pagar calado pela propina, também existem aqueles que não concordam e buscam os órgãos de controle da atividade pública para denunciar os abusos. Nos últimos sete anos a ouvidoria da prefeitura de São Paulo recebeu 754 denúncias de irregularidades graves envolvendo funcionários da administração municipal, em geral. Responsável por dar continuidade aos processos, o Departamento de Procedimentos Disciplinares (Proced) contabiliza 30 processos em andamento para apurar casos de corrupção envolvendo servidores na cidade.

Mas, frequentemente procurado por donos de casas noturnas e restaurantes que desejam saber como lidar com o problema, o diretor-jurídico da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato, diz que ainda prevalece a regra geral de não denunciar. Ele orienta os empresários paulistanos a buscar o Ministério Público, mas reconhece que eles preferem pagar propina a denunciar o achaque oficial, por medo de sofrer represálias.

– Muitas vezes o fiscal indica determinada empresa, determinado parceiro que pode conduzir o pedido de abertura (do bar). Aí essa empresa cobra (a propina) pelos dois. É muito mais seguro para o fiscal fazer desse jeito – acusa Maricato.

São Paulo concentra 283 danceterias e 5.697 bares, de acordo com o registro de empreendimentos ativos da Receita Federal. A Prefeitura não autoriza acesso à integra dos processos contra servidores, sob a alegação de que correm sob sigilo. Ainda assim, o procurador de Justiça de São Paulo e ex-corregedor-geral da prefeitura Edilson Mougenot Bonfim cita a “ação de fiscais achacadores” como um dos problemas que enfrentou no período em que esteve à frente do órgão, entre 2010 e 2012.

– São pessoas que atuam nas atividades fiscalizatórias da prefeitura e muitas vezes usam o nome de terceiros, um chefe ou um secretário, pessoas que nem sempre pactuam com isso – diz o ex-corregedor.

Ele propõe fazer convênio com instituições de engenheiros e arquitetos para eles mandarem profissionais capacitados para visitar os estabelecimentos.

Para Bonfim, mudar leis não é uma forma de lidar com o tema.

– Enquanto houver a corrupção, o achaque, não se resolve o problema. As leis nós já temos suficiente, é só aplicar – afirma.

achaque levou à demissão de secretário

O ex-corregedor diz ter conseguido afastar funcionários em função de irregularidades constadas no exercício da atividade pública. Apenas em 2011 e 2012 foram 160 exonerações, de acordo com a corregedoria. No entanto, por causa da estrutura enxuta do setor, ainda há muito há se feito. Ele acredita que o órgão não suportaria a procura se fosse conhecido pela população.

– Se o povo soubesse que a Corregedoria existe, não haveria a menor condição de responder à demanda – avalia.

Apenas na última semana, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social instaurou nove inquéritos civis para investigar boates que funcionam na cidade sem alvará. Cada dono de estabelecimento será chamado para dizer porque a casa funciona sem o documento.

O mesmo ocorrerá com representantes do município. Foi uma acusação de pedido propina de R$ 100 mil para permitir o funcionamento da boate “Romanza”, em São Paulo, que custou o emprego do ex-secretário de Controle Urbano da cidade, Orlando Almeida, afastado no fim do governo de Gilberto Kassab (PSD), em dezembro de 2012.

Proprietário de uma loja de equipamentos de som, o empresário José Atônio Ramos Cadima instalou câmeras de vídeo em sua loja quando começou a ser procurado por um funcionário da prefeitura que usava o acesso ao sistema interno da administração municipal para tentar arrancar R$ 5 mil do comerciante em troca da regularização. Um interlocutor foi preso em flagrante no momento em que recebia o dinheiro. A Justiça de São Paulo condenou a dupla a dois anos de prisão por concussão (recebimento de vantagem indevida por funcionário público).

– Ser um cara honesto é algo que tinha que fazer parte do ser, mas as pessoas te engrandecem e ficam te dando parabéns – afirma Cadima sobre a coragem de filmar o achaque

SANTO DE CASA NÃO FAZ MILAGRE : O coronel Marcelo Prado – que é da Baixada Santista – foi ripado do comando do CPI-6; será substituído por um “Paulistano” 19

Licença

Troca de comando do CPI-6 ocorre na terça-feira

Da Redação

O coronel Marcelo Prado não será mais o comandante do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6), responsável pela Baixada Santista e Vale do Ribeira. O oficial irá tirar um mês de licença e irá para reserva.
Policial militar há 30 anos, Prado irá atuar na Escola Superior de Sargentos, em São Paulo. Ele passou sete meses no cargo de comandante do CPI-6 e, durante o período, chegou a receber convites para trabalhar em algumas prefeituras da região.
O novo comandante será Carlos Celso Castelo Branco Savióli, que atuava no comando do policiamento da Zona Oeste da Capital. A troca de comando acontecerá na terça-feira (5).

João Alkimin: CAÇA-NIQUEIS NOVAMENTE?…( Os mAlckmnistas estão voltando ) 24

CAÇA-NIQUIES NOVAMENTE? O QUE ESTA ACONTECENDO EM SANTOS?

Pensei que tal pratica já tivesse sido extinta, entretanto ao que parece a prática delituosa voltou a ocorrer. Na área do DEINTER 6 é assustador o número de máquinas caça-níqueis adesivadas com selos que, possivelmente contabilizam os pagamentos. Quem mora na baixada santista sabe do que estou falando. Vale salientar que, ao que se sabe, segundo informações que me foram confiadas, o pedágio não é pago para Polícia Civil do Estado.

Mas a pergunta quem não quer calar é: porque esta prática criminosa não é combatida de forma real e efetiva, e porque sempre torna a ocorrer? Noutro artigo já disse e volto a afirmar que a exploração de máquinas caça-níquel é crime, bem como fechar os olhos para este fato. Pergunta-se ainda que providências estão sendo tomadas ou que serão tomadas pelo Diretor do DEINTER 6?

Por óbvio que não é somente o DEINTER 6 que está assombrado por esta maldição. O DECAP, o DEMACRO, e os DEINTER´S também convivem de forma pacífica com tal situação. Não me refiro à cidade de Santos de forma seletiva, mas pela prática corriqueira deste tipo de delito naquela cidade. O mesmo ocorre em Mogi das Cruzes/SP. Na Capital é ainda mais evidente esta pratica criminosa, ao exemplo das cidades de Guarulhos e Osasco que, também pertencem ao DEMACRO.

O Secretário de Segurança Pública e o Governador estão viajando pelo interior, mas será que estão a par desta situação vexatória em que máquinas caça-níqueis são exploradas nas barbas da polícia civil? Ora, tais autoridades deveriam ir pessoalmente ou por seus assessores averiguarem bares, padarias e botecos durante as viagens que tem feito ao interior; locais onde faltamente encontrarão inúmeras máquinas caça-níqueis sendo exploradas.

Ora, é atribuição e dever da Polícia Civil do Estado combater de forma efetiva e diuturna esta prática criminosa. Disto fazem brotar outras indagações que não querem calar: o Delegado Geral desconhece este fato? E o Comandante Geral da Polícia Militar? Ou quiçá o Secretário de Segurança Pública, sabe o que está acontecendo?

Como radialista tenho dever de levar estas informações à público, bem como cidadão que sou.

Já passou a hora do Secretário de Segurança e do Governador do Estado notarem que urgem providências enérgicas em prol da sociedade que esta assolada por este mal; ao que parece uma excelente oportunidade para corrigirem no âmbito administrativo, o descalabro perpetrado com a injusta demissão do Delegado Conde Guerra, isso, se antecipando à uma decisão judicial que certamente lhe será favorável, pois, as vezes a grandeza de uma autoridade esta na humildade de reconhecer o seu próprio erro ou de seu antecessor.

Parece-me que além da clara ingerência política que é evidente e descarada, a impressão é que legalizaram os jogos de azar. Voltaremos nós a viver com máquinas caça-níqueis, desmanches e tudo continuará como sempre foi?

Estes fatos, permitem que o Ministério Público interfira de forma incisiva nos rumos investigativos da polícia civil. Particularmente sou contra a interferência do Ministério Público no âmbito da investigação policial, mas infelizmente a inércia, incompetência e conivência da instituição polícia civil é que permitem esta ingerência.

Espero sinceramente que a administração superior da polícia, a qual tem por dever de ofício sair de sua letargia, tome imediatamente medidas para coibir tais fatos.

Termino com a citação de Maquiavel, pois para um bom entendedor, meia palavra basta.

“Quando um cidadão privado torna-se príncipe de sua pátria, pode-se chamar seu governo de principado civil. O comandante deste deve ter, antes de tudo, uma grande e afortunada astúcia, e este deve fazer, em benefício do povo, e não dos poderosos; pois a ele sempre caberá governar o mesmo povo, mas vive bem sem os poderosos. Se o povo deste Estado for hostil, ele abandonará o príncipe. Os povos fiéis ao governante devem ser amados, e os que não são fiéis e não confiam no príncipe, devem ou serão empregados como conselheiros, ou considerados inimigos e temidos”( O Príncipe,de Nicolau Maquiavel).


João Alkimin

Simplesmente o melhor delegado da Polícia Civil de São Paulo 52

Enviado em 01/02/2013 as 11:14 – Polícia é sempre polícia

Pela primeira vez vejo que alguém na polícia escolheu a pessoa certa para o cargo certo, Dr. Itagiba Antonio Vieira Franco, no Delegado Divisionário de Homicídios, o maior conhecedor de homicídios, mais dedicado delegado nessa área agora no lugar certo e detalhe, não trabalho com ele e não tenho contato com ele, mas o cara é foda, agora as canas saem mesmo.

Assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança de SP e DECADE fazem patifaria com a Band 30

Olá, Dr Guerra. Veja o comentário de hoje do Ricardo Boechat hoje na rádio Bandnews FM. A Bandrecebeu uma denúncia de uma loja que vendia fogos de artifício de maneira ilegal. Constatou com câmera escondida
e depois acionou a delegacia de produtos controlados da polícia civil( subordinada à diretoria dirigida pelo ex- delegado geral,
Marco Antonio Desgualdo). Delegadotitular e investigadores foram até o local junto com a equipe da Band e houve o flagrante. Só que minutos
depois todas as emissoras apareceram. A polícia avisou a secretaria de segurança pública, como se o trabalho fosse só mérito dela, e a
assessoria de imprensa do órgão ligou pra todo mundo. Uma falta de ética, já que a concorrência só poderia ser avisada depois da exibição da
reportagem. É a chamada patifaria. Na próxima, a imprensa solta a denúncia e só avisa a polícia depois. Aí quem sabe o bandido foge. Abs.

Testemunha volta atrás e afirma que mentiu ao acusar 4 PMs por morte em SP 18

31/01/2013-04h00

DE SÃO PAULO

Dois dias após dizer que quatro PMs arrastaram um jovem de 16 anos para um matagal na zona leste de São Paulo e o mataram a tiros, a principal testemunha do caso voltou atrás.

Em novo depoimento ao DHPP (departamento de homicídios), a testemunha, protegida, disse que fez a falsa denúncia porque foi xingada pelos PMs que mataram o jovem Wallace Victor Souza.

Ela afirmou que na madrugada do dia 13 ouviu tiros na rua Rock Estrela. Quando foi ver o que ocorria, os policiais disseram: “Entra agora em casa, sua filha da puta! Vai já pra dentro (sic)”.

Ela negou que tenha sido coagida a mudar sua versão.

Na ocasião da morte, o sargento Carlos Ferreira e os soldados Alex Alves, Washington Custódio e Amauri Goulart perseguiam dois homens que tinham roubado a casa e o carro de um taxista.

Souza foi morto com dois tiros e, na versão inicial da testemunha, gritou por socorro antes de ser baleado. Três pessoas ligaram para a polícia, mas só uma delas registrou o depoimento no DHPP.

Segundo versão dos PMs, um dos suspeitos fugiu a pé. O outro, Souza, desceu do carro roubado e disparou contra eles, que revidaram.

Os quatro estão presos. A defesa solicitou a soltura deles, mas o pedido foi negado. A solicitação será refeita. A Promotoria diz que analisa o caso. (AFONSO BENITES)

Preso estuprador que acusou policiais civis do 1º DP Santos de tortura 22

FOI PRESO NA TARDE DO DIA 26 DE JANEIRO DE 2013, WAGNER ROBERTO VENTURA, RECEM EGRESSO DO SISTEMA PRISIONAL, PORÉM, ALGUM TEMPO DEPOIS NÃO EXITOU EM PRATICAR UM RAPTO NA ZONA SUL DE SÃO PAULO, NO JARDIM ANGELA, PROXIMO DA RESIDENCIA DO AUTOR. PERMANEU ESTUPRANDO  UMA ADOLESCENTE DE 11 ANOS POR MAIS DE 24 HORAS, DEIXANDO A VÍTIMA EM CÁRCERE PRIVADO TODO ESSE TEMPO, DEPOIS DE DENUNCIAS A POLICIA MILITAR DESLOCOU-SE AO LOCAL E O MANÍACO ESCONDEU A VÍTIMA EM UMA MALA, PORÉM, FOI DESCOBERTO PELOS POLICIAIS MILITARES LOGO EM SEGUIDA, SENDO VERIFICADO QUE SE TRATAVA DE UM AUTOR DE CRIMES SEXUAIS REINCIDENTE, SENDO CAPTURADO NO MESMO INSTANTE.

ESSE MESMO MANÍACO ACUSOU A EQUIPE DE POLICIAIS CIVIS DO 1 º DISTRITO POLICIAL DE SANTOS EM 2008, POR CRIME DE TORTURA.
ESSE CRÁPULA NÃO TEM CREDIBILIDADE ALGUMA…UMA PESSOA DESSA NATUREZA SELVAGEM NÃO TEM REGENERAÇÃO ALGUMA, MERECE FICAR PRESO A VIDA TODA.

O VIDEO EXIBIDO NO BRASIL URGENTE NO DIA 29/01/2013 POR JOSÉ LUIZ DATENA MOSTRA O MOMENTO DA CAPTURA DO MARGINAL.

video importante.mp4

Secretaria da Segurança Pública fecha IML 13

01/02/2013-05h30

IML de SP que marcava corpos a caneta suspende necropsias

LEANDRO MACHADO AFONSO BENITES DE SÃO PAULO

A Secretaria da Segurança Pública fechou na última terça-feira o necrotério da sede do IML (Instituto Médico Legal) de Artur Alvim, na zona leste de São Paulo.

O local era o responsável por receber e fazer a necropsia de todos os corpos de pessoas que tiveram mortes violentas na região leste da cidade.

O fechamento ocorreu dez dias após a Folha publicar uma reportagem mostrando que a sala de necropsia chegava a acumular poças de sangue e dejetos de corpos porque o encanamento do local estava quebrado.

Além disso, as geladeiras estavam lotadas e a forma de identificação dos corpos não era a ideal: eles eram marcados com os números do prontuário escritos a caneta direto na pele.

Sem equipamentos específicos, os técnicos usavam facas de churrasqueiro para cortar os corpos. Em alguns plantões, até 20 corpos passavam por autopsia.

Segundo funcionários, o fechamento ocorreu para que a sala passasse por reformas. Os exames de corpo de delito continuam sendo feitos normalmente no IML.

Folhapress
Corpos aguardam necropsia no IML de Artur Alvim, na zona leste de São Paulo
Corpos aguardam necropsia no IML de Artur Alvim, na zona leste de São Paulo

IML CENTRAL

Desde anteontem, os corpos que antes eram levados para a zona leste, estão sendo encaminhados para o IML central, em Pinheiros, ao lado do Hospital das Clínicas.

Os médicos e técnicos de Artur Alvim também estão dando plantões na unidade do centro –que com o aumento da demanda não tinha espaço ontem para armazenar os corpos nas geladeiras.

A expectativa dos servidores é que o situação volte ao normal na próxima semana.

SEGURANÇA PÚBLICA

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública não se manifestou ate a conclusão desta edição. O superintendente da Polícia Técnico-Científica, Celso Periolli, a quem o IML é subordinado, não foi localizado.

Na semana passada, a pasta abriu, a pedido da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, inquérito sobre as irregularidades no IML de Artur Alvim. As investigações ainda não foram concluídas

Na Polícia Militar – em todo o Brasil – a culpa é sempre do Sargento..( Investigados devem ser todos os oficiais de todos os corpos de bombeiros… A cambada historicamente comercializa laudos , projetos , equipamentos e serviços: FAJUTOS ) 26

Bombeiro será investigado

31 Jan 2013

Delegado pede a prorrogação das prisões de envolvidos no caso e vai apurar a denúncia de que empresa contratada para elaborar o plano de combate a incêndio da boate Kiss pertence a um servidor da corporação

Renata Mariz

Amanda Almeida

João Valadares Enviado especial

Brasília e Santa Maria (RS) — Deve ser prorrogada a prisão dos quatro detidos por suspeita de envolvimento no incêndio da boate Kiss, que deixou 235 mortos e mais de 100 feridos em Santa Maria. O delegado Marcelo Arigony, que cuida das investigações, pedirá à Justiça a manutenção da detenção dos dois sócios da casa noturna e dos dois músicos da banda Gurizada Fandangueira. Ele informou também que investigará se um bombeiro do município gaúcho é dono da empresa Hidramix Prestação de Serviço, contratada pela Kiss no ano passado para atualizar o plano de combate a incêndio.

Além de um flagrante conflito de interesses — já que o estabelecimento depende do Corpo de Bombeiros para obter alvará —, policiais militares da ativa são proibidos, por lei estadual, a terem outra atividade, mesmo que em outro ramo. No Rio Grande do Sul, todos os bombeiros são PMs. Eles se reportam à Brigada Militar. O bombeiro suspeito de ser dono da Hidramix é o sargento Roberto Flávio da Silveira e Souza. O Correio confirmou que ele dá expediente no Corpo de Bombeiros de Santa Maria. A empresa tem ainda como sócios Jairo Bittecourt da Silva, outro PM, e a esposa de Souza, segundo informações levantadas pelo jornal Zero Hora.

Corregedor da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o tenente coronel Gilberto Fritz afirmou ao Correio que a situação é completamente irregular e que vai ser apurada em um inquérito policial militar (IPM) aberto na segunda-feira. “Eu desconheço tal informação, mas, se ela existe, será alvo do IPM. Posso garantir que nosso estado proíbe que um policial militar estadual da ativa tenha comércio, sociedade ou empresa. Ainda que não fosse na mesma atividade que a realizada na função pública, não pode”, destaca. A proibição, de acordo com Fritz, está na Lei 10.990/97, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Militares da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

O IPM instaurado na segunda-feira tem como objetivo apurar tudo que se relaciona às atitudes do Corpo de Bombeiros no incêndio — se houve omissão ou negligência na liberação da casa noturna, por exemplo. É um inquérito tocado por um oficial da Brigada Militar, que tem 40 dias para finalizá-lo. Ele pode pedir prorrogação de mais 20 dias, caso seja necessário realizar novos depoimentos ou novas colhida de provas. “A formação da prova é muito importante para nós. Vamos fazer tudo de forma isenta e transparente para verificar se há irregularidades no episódio do plano de prevenção e combate a incêndios”, afirmou o tenente Fritz.

Ao ser informado pela imprensa da suspeita de que um bombeiro de Santa Maria teria trabalhado, de forma particular, para a Kiss na revisão do plano de incêndio, o delegado Arigony se mostrou surpreso. E confirmou que vai investigar. Na tarde de ontem, uma reconstituição com cinco testemunhas foi realizada pela equipe policial no que restou da boate. Todos foram unânimes em afirmar que a origem do fogo foi no teto do palco. Suspeita-se que um sinalizador utilizado pela banda Gurizada Fandangueira provocou o incêndio ao entrar em contato com a espuma que revestia o teto. O material é vetado por lei municipal para ser usado em casas noturnas.

Extintores

Outros depoimentos obtidos pela Polícia Civil revelam que um dos donos, Elissandro Spohr, também conhecido como Kiko, teria rebaixado o teto depois de um abaixo-assinado de vizinhos contra o barulho. Ontem, uma ex-funcionária da casa, Vanessa Vasconcelos, 31 anos, afirmou que Kiko pedia aos funcionários que retirassem das paredes os extintores por questão de decoração, mas a informação não foi comentada por autoridades que investigam o caso. Estão presos, além de Kiko, o outro sócio da boate, Mauro Hoffman; o vocalista da banda que se apresentava, Marcelo de Jesus dos Santos; e Luciano Bonila, montador do palco.

CORREIO BRAZILIENSE