Parece com o Brasil, mas acontece na Espanha…Policial que denuncia corrupção pode ser condenado a 5 anos de prisão por revelar segredos 5

Policial que denuncia corrupção em Cádiz pode pegar cinco anos de prisão por revelar segredos




Em 24 de setembro, um policial nacional de Sanlúcar de Barrameda pode pegar cinco anos de prisão. Seu crime, denunciar a corrupção de seus colegas. A história de Federico começa em 2015, quando “documentou e denunciou” as práticas que outros agentes, envergando o mesmo uniforme, realizavam.

Federico é delegado do Sindicato Único de Polícia (SUP) na cidade de Cádiz. Há mais de 10 anos, numa operação contra o tráfico de drogas, os investigadores apreenderam um barco, de propriedade de um clã. O barco permaneceu no armazém e com o tempo passou a fazer parte da frota que a própria Polícia tem à disposição para combater as drogas. Mas só para isso, para investigações.

“Esta é uma cidade muito pequena, tudo se sabe”, diz a este jornal o secretário provincial da organização. Ele explica assim como Federico comunicou aos seus superiores o que era um segredo aberto: que “quatro ou cinco” policiais utilizavam aquele barco para uso privado e recreativo.

Recolheu informações e fotografias e, com as provas, dirigiu-se a um inspector-chefe, já reformado, que “fez o queixo”. Dada a falta de iniciativa, foi contar o que havia descoberto ao comissário provincial, que lhe disse grosso modo que “estava a cometer um erro” e que estava a relatar coisas que nada tinham a ver umas com as outras.
As fontes consultadas asseguram que “com os atuais comandantes” nada disto teria acontecido. O comissário provincial está lá há dois anos e meio e o comissário local está há meio ano, mais ou menos. “Eles são super eretos”, dizem quem os conhece.

O julgamento, em 12 dias
Os agentes indicados alegaram que utilizaram o barco no âmbito das investigações, “mas é mentira”, afirmam fontes conhecedoras. Por tudo isto, os seus colegas denunciados internamente iniciaram processos criminais contra Federico por revelar segredos. O julgamento começa em 12 dias.

O SUP, sindicato ao qual pertence, se encarregou de sua defesa jurídica. “Ele denunciou como representante sindical”, explicam. A denúncia contra Federico foi apresentada duas vezes por juízes diferentes. Este é o terceiro, que chegou ao Tribunal Provincial de Cádiz. Na organização não têm dúvidas de que a mesma coisa voltará a acontecer, mas pedem para refletir sobre a figura do denunciante de corrupção interna no Ministério do Interior.

“Que modelo de polícia queremos? Que mensagem estamos a enviar aos agentes que, todos os dias, enfrentam dilemas éticos no desempenho do seu dever? Estamos a promover uma cultura de integridade e transparência ou estamos a alimentar o medo e o silêncio cúmplice? “, questiona o SUP em comunicado.

A Lei 2/2023 regula a proteção das pessoas que denunciam violações regulamentares e o combate à corrupção. A legislação procura garantir que os denunciantes não se sintam inibidos ou receiem retaliações por denunciarem determinados assuntos, especialmente quando envolvem superiores. Os policiais têm o dever de manter sigilo sobre suas ações, mas não com as ações irregulares de seus colegas, como no caso de Federico.https://www.elindependiente.com/espana/2024/09/12/un-policia-denunciante-de-corrupcion-en-cadiz-se-enfrenta-a-cinco-anos-de-carcel-por-revelacion-de-secretos/?utm_source=beloud.com&utm_medium=beloud.com

Site de apostas  é como uma “boca de fumo” , a diferença é que o traficante entrega a droga 2

Vício no jogo é tão grave quanto dependência de drogas

O vício em jogos pode ser tão grave quanto a dependência de drogas em muitos aspectos. Existem várias semelhanças importantes entre os dois tipos de dependência:

## Mecanismos cerebrais semelhantes

O vício em jogos e a dependência de drogas afetam sistemas cerebrais similares, especialmente o sistema de recompensa[1][2]. Ambos ativam a liberação de dopamina, o neurotransmissor associado ao prazer e motivação, criando um ciclo vicioso de busca por gratificação[1].

## Sintomas comparáveis

Os sintomas do vício em jogos são muito semelhantes aos da dependência química, incluindo:

– Tolerância (necessidade de jogar cada vez mais)
– Abstinência (ansiedade, irritabilidade quando não pode jogar)
– Perda de controle sobre o tempo gasto jogando
– Prejuízos em outras áreas da vida (trabalho, estudos, relacionamentos)[2][5]

## Impactos neurológicos

Estudos de neuroimagem mostram que o vício em jogos pode causar alterações cerebrais similares às observadas no abuso de substâncias, afetando áreas relacionadas ao controle de impulsos e tomada de decisões[6].

## Tratamento especializado

Assim como a dependência química, o vício em jogos requer tratamento especializado, que pode incluir:

– Psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental)
– Grupos de apoio
– Em alguns casos, medicação psiquiátrica
– Internação em clínicas especializadas nos casos mais graves[3][5]

## Potencial para outros vícios

Pesquisas sugerem que o vício em jogos na adolescência pode aumentar a suscetibilidade a outros tipos de dependência no futuro, incluindo abuso de substâncias[6].

É importante ressaltar que, embora existam muitas semelhanças, o vício em jogos é classificado como um transtorno comportamental, enquanto a dependência de drogas envolve também aspectos físicos da dependência. No entanto, ambos são considerados condições sérias que requerem atenção e tratamento adequados.

Citations:
[1] Vício em Jogos e Dependência em Drogas https://clinicasrevive.com.br/blog/jogo-patologico/vicio-em-jogos-e-dependencia-em-drogas
[2] Vício em games é considerado transtorno de saúde mental https://www.marceloparazzi.com.br/blog/vicio-em-games/
[3] Tratamento Jogo Patológico – Clínicas de Recuperação Revive https://clinicasrevive.com.br/tratamento-jogo-patologico
[4] Vício do Jogo e seu Tratamento – CRETA Clínica de Tratamentos https://www.cretatratamento.com/vicio-do-jogo
[5] Vício em jogos eletrônicos e de azar: Quais os sintomas? Há … https://institutodepsiquiatriapr.com.br/blog/vicio-em-jogos-eletronicos-e-de-azar-quais-os-sintomas-ha-tratamento/
[6] Crianças: vício em jogos danifica o cérebro tanto… – VEJA https://veja.abril.com.br/saude/criancas-vicio-em-jogos-danifica-o-cerebro-tanto-quanto-alcool-e-drogas
[7] Dependência de jogos eletrônicos tem sintomas idênticos ao vício … https://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1475029-5606,00-DEPENDENCIA%2BDE%2BJOGOS%2BELETRONICOS%2BTEM%2BSINTOMAS%2BIDENTICOS%2BAO%2BVICIO%2BEM%2BDROGAS.html

Tribunal de Justiça determina o bloqueio de 15 Bets …MP foi contra ! 1

Tribunal de Justiça SP bloqueia Bets

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou o bloqueio de 15 sites ligados a jogos de azar online, incluindo plataformas que oferecem o popular “jogo do tigrinho”[1][3]. Essa decisão liminar foi tomada pela 35ª Vara Cível da Capital e encaminhada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que sejam tomadas as providências necessárias junto às provedoras de internet[2].

## Detalhes da Decisão

A ação foi movida por uma associação de defesa de direitos e deveres do setor de jogos, alegando que os sites bloqueados:

– Atuam na intermediação do fluxo financeiro de sites de apostas sem licença ou regulamentação no Brasil[1]
– Recebem valores dos usuários e os repassam às plataformas de jogos[2]

O juiz Gustavo Henrique Bretas Marzagão ressaltou os efeitos negativos que jogos do tipo “caça-níquel”, hospedados em sites clandestinos e não auditáveis, têm causado à população[2]. Ele citou casos de pessoas que:

– Perderam todo o patrimônio em apostas ilegais
– Comprometeram o orçamento familiar
– Contraíram dívidas
– Pediram demissão para acessar o FGTS e continuar jogando[3]

## Sites Bloqueados

A lista de sites que tiveram o acesso bloqueado inclui[3]:

– cxxbet.com
– hot777.com
– 7yjogo.com
– fresh.casino
– 1993bet.com
– 4444king.com
– 7slots.casino
– 9f.com
– afun.com
– amuletobet.com
– bbajogo.com
– br678.com
– iribet.com
– ninecasino.com
– x1jogo.com

## Implicações

Esta decisão representa um esforço significativo para combater a proliferação de jogos de azar online não regulamentados no Brasil. O bloqueio visa proteger os consumidores de possíveis fraudes e dependência em jogos, além de garantir que apenas operadores licenciados e regulamentados possam oferecer serviços de apostas no país[4].

É importante notar que cabe recurso contra esta decisão[1]. Além disso, até o momento da última atualização, apenas dois dos 15 sites mencionados estavam efetivamente fora do ar[5], indicando que o processo de bloqueio pode levar algum tempo para ser totalmente implementado.

Citations:
[1] Justiça de SP determina o bloqueio de 15 sites de jogos de azar https://www.cartacapital.com.br/justica/justica-de-sp-determina-o-bloqueio-de-15-sites-de-jogos-de-azar-veja-a-lista/
[2] Justiça de São Paulo determina bloqueio de sites ligados a jogos … https://www.tjsp.jus.br/Noticias/Noticia?codigoNoticia=103476
[3] Justiça de SP manda Anatel tirar do ar 15 sites de ‘jogo do tigrinho … https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2024/09/09/justica-de-sp-bloqueio-jogo-do-tigrinho-15-sites-anatel-jogos-de-azar-lista.ghtml
[4] TJSP determina bloqueio de 15 sites ligados a jogos de azar https://www.metropoles.com/sao-paulo/tjsp-bloqueio-15-sites-jogos-de-azar
[5] Justiça de SP manda bloquear sites de jogos do tigrinho – CNN Brasil https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/justica-de-sp-manda-bloquear-sites-de-jogos-do-tigrinho-confira-a-lista/
[6] Justiça de São Paulo bloqueia 15 sites de jogos online – O Globo https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2024/09/09/justica-de-sao-paulo-bloqueia-15-sites-de-jogos-online.ghtml
[7] Justiça de SP determina bloqueio de 15 sites de apostas https://www.poder360.com.br/poder-economia/justica-de-sp-determina-bloqueio-de-15-sites-de-apostas/

Como o crime organizado utiliza as apostas esportivas para lavar dinheiro 3

Pro Search

O crime organizado tem utilizado as apostas esportivas online (“bets”) como um novo e lucrativo meio para lavar dinheiro e ampliar seus lucros ilícitos. Alguns dos principais aspectos dessa prática incluem:

Exploração de um Mercado em Expansão

Facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e grupos ligados ao jogo do bicho estão disputando fatias do mercado de apostas esportivas online no Brasil[1][6]. Esse mercado, legalizado desde 2018 mas ainda em processo de regulamentação, movimenta entre R$ 4 bilhões e R$ 9 bilhões por ano no país[4].

Métodos de Lavagem de Dinheiro

As organizações criminosas utilizam diferentes estratégias para lavar dinheiro através das plataformas de apostas:

  1. Abertura de contas para depósitos de pequenas quantias de origem ilícita, seguida de apostas e transferência dos valores para outras contas, dando aparência de legalidade ao dinheiro[7].
  2. Realização de depósitos pulverizados em contas sem movimentação, que são posteriormente encerradas e os valores transferidos para contas bancárias, mascarando a origem ilícita[7].
  3. Uso de “laranjas” e empresas de fachada para operar plataformas de apostas e distribuir os lucros como “prêmios” aos integrantes da organização criminosa[6].

Dimensão do Problema

Segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de US$ 1,7 trilhão circulam anualmente no mercado ilegal de apostas controlado por organizações criminosas transnacionais[2]. Esse volume demonstra a magnitude do problema e o potencial de lucro para essas organizações.

Consequências e Violência

A disputa pelo controle do mercado de apostas tem resultado em violência. Há relatos de assassinatos, incêndios e ataques a pontos de aposta ligados a essa disputa territorial entre facções criminosas[6]. Um exemplo notório foi a execução do advogado Rodrigo Marinho Crespo no Rio de Janeiro, supostamente relacionada à aquisição de domínios de sites de apostas[8].

Desafios para as Autoridades

As investigações enfrentam dificuldades devido à complexidade e extensão do mercado de apostas. A Polícia Federal tem realizado operações, como a que resultou na prisão de parentes de líderes do PCC envolvidos com casas de apostas no Ceará[6]. No entanto, a falta de regulamentação clara dificulta o combate efetivo a essas práticas criminosas.

Regulamentação como Resposta

Em 2023, o Congresso aprovou uma legislação para taxar e regulamentar as apostas esportivas online, buscando coibir a entrada de recursos ilegais[6]. A Lei n.º 14.790/2023 estabelece regras para a operação comercial de empresas no mercado de apostas esportivas, visando mitigar riscos associados à corrupção e à lavagem de dinheiro[2].

Em conclusão, o uso das apostas esportivas pelo crime organizado para lavagem de dinheiro representa um desafio significativo para as autoridades. A implementação efetiva da regulamentação, juntamente com uma fiscalização rigorosa e cooperação internacional, será crucial para combater essa prática criminosa e proteger a integridade do mercado de apostas esportivas.

Citations:
[1] https://falaglaubernews.com.br/policia/faccoes-e-apostas-esportivas-um-novo-campo-de-batalha-no-crime-organizado/
[2] https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/apostas-esportivas-e-o-combate-a-lavagem-de-dinheiro/
[3] https://netrin.com.br/igaming-e-gambling/portaria-bets-lavagem-de-dinheiro/
[4] https://www.youtube.com/watch?v=EjwKSAT3VJQ
[5] https://www.soutocorrea.com.br/client-alerts/publicada-portaria-prevencao-a-lavagem-dinheiro-apostas-esportivas/
[6] https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/06/23/pcc-comando-vermelho-e-bicheiros-usam-bets-para-lavar-e-ampliar-seus-lucros.ghtml
[7] https://www.caf.io/pt/post/lavagem-de-dinheiro-com-apostas-esportivas
[8] https://www.meionews.com/policia/crime-organizado-usa-bets-para-lavar-dinheiro-e-ampliar-seus-lucros-500657/

As Bets e o crime organizado transnacional

As apostas esportivas online, conhecidas como “bets”, têm se tornado um terreno fértil para a atuação do crime organizado transnacional, gerando preocupações significativas para as autoridades e a sociedade. Vamos analisar os principais aspectos dessa relação:

Lavagem de Dinheiro e Ampliação de Lucros

O mercado global de apostas esportivas online tem sido explorado por organizações criminosas como uma nova fronteira para lavar dinheiro e ampliar seus lucros ilícitos[2]. Grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e bicheiros já disputam fatias desse mercado no Brasil[2]. A facilidade de movimentar grandes volumes de dinheiro, muitas vezes em espécie, e a possibilidade de transferências eletrônicas instantâneas tornam as bets atrativas para essas organizações[6].

Dimensão do Problema

De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de US$ 1,7 trilhão circulam no mercado de apostas ilegal por ano[4]. Esse montante astronômico demonstra a magnitude do problema e o potencial de lucro para as organizações criminosas.

Manipulação de Resultados

A manipulação de competições esportivas, conhecida como “match fixing”, tornou-se um problema criminal global envolvendo organizações criminosas transnacionais, apostadores profissionais, empresários, árbitros, atletas e intermediários[1]. Essa prática não só compromete a integridade do esporte, mas também serve como uma “porta de entrada para variados tipos de crime”[6].

Desafios para as Autoridades

A complexidade e extensão do novo mercado de apostas geram áreas de risco para o delito que vão além do simples amaño de partidos[1]. A falta de regulamentação clara em muitos países dificulta o combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do crime organizado[3]. No Brasil, por exemplo, as investigações contra os responsáveis não seguem na mesma velocidade do aumento das ocorrências, em parte porque a exploração de jogos de azar é considerada contravenção penal[5].

Esforços Internacionais

Organizações como a Interpol, o UNODC e o Comitê Olímpico Internacional (COI) têm unido esforços para combater esse problema. Em 2023, publicaram um guia abordando a importância das investigações para monitoramento da origem e destino dos recursos envolvidos em apostas esportivas[6]. Além disso, o Departamento de Justiça americano (DoJ) tem demonstrado interesse em expandir sua atuação sobre questões de corrupção no esporte[6].

Regulamentação como Resposta

A regulamentação do mercado de apostas esportivas tem sido vista como uma resposta necessária para combater a atuação do crime organizado. No Brasil, a Lei n.º 14.790/2023 estabelece regras para a operação comercial de empresas no mercado de apostas esportivas de cotas fixas, visando mitigar riscos associados à corrupção e à lavagem de dinheiro[6].

Em conclusão, a relação entre as bets e o crime organizado transnacional representa um desafio complexo e multifacetado. A cooperação internacional, o aprimoramento da regulamentação e o fortalecimento das investigações são cruciais para enfrentar essa ameaça crescente à integridade do esporte e à segurança pública.

Citations:
[1] https://revistas.rcaap.pt/sociologiapp/article/download/19794/17829/93256
[2] https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/06/23/pcc-comando-vermelho-e-bicheiros-usam-bets-para-lavar-e-ampliar-seus-lucros.ghtml
[3] https://www.jusbrasil.com.br/artigos/os-perigos-invisiveis-do-mercado-das-apostas-uma-realidade-malefica/1862299275
[4] https://news.un.org/pt/story/2021/12/1773182
[5] https://exame.com/tecnologia/organizacoes-criminosas-usam-casas-de-apostas-digitais-para-aplicar-fraudes/
[6] https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/apostas-esportivas-e-o-combate-a-lavagem-de-dinheiro/
[7] https://falaglaubernews.com.br/policia/faccoes-e-apostas-esportivas-um-novo-campo-de-batalha-no-crime-organizado/
[8] https://www.meionews.com/policia/crime-organizado-usa-bets-para-lavar-dinheiro-e-ampliar-seus-lucros-500657/

Quem é o Bicheiro Nanoel Rodrigues , vulgo “Nequinho” , da Baixada Santista

Manoel Rodrigues Filho, também conhecido como “Maneco”, é um proeminente bicheiro da Baixada Santista, região do litoral de São Paulo. Baseado nas informações fornecidas, podemos destacar os seguintes pontos sobre ele:

Atividades Criminosas

Maneco é apontado como o responsável por uma organização criminosa herdada do Pai ( NECO ) que:

  • Mantinha 130 pontos de jogo do bicho em cidades da Baixada Santista[3]
  • Estava envolvida em lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos[3]
  • Operava um esquema milionário de jogo do bicho na região[3][4]

Operação Policial

Em 2021, uma operação denominada “Game Over” foi deflagrada contra a organização de Maneco:

  • Realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Corregedoria da Polícia Militar[3]
  • Resultou na apreensão de mais de R$ 1 milhão em dinheiro, além de armas e munições[3]
  • 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santos, São Vicente e Indaiatuba[3]

Propriedades e Bens

  • Maneco residia em um apartamento de cobertura na Rua Liberdade, no bairro Aparecida, em Santos[3]
  • Mantinha um “mini-zoológico” ilegal em sua cobertura, com cerca de 20 animais silvestres sem documentação[3]
  • É sócio da Construtora e Incorporadora 3Z, junto com suas três irmãs[4]
  • Também é sócio da MR Eventos, no Valongo[4]

Situação Atual

No momento da operação policial, Maneco estava fora do país, segundo informações da polícia[3]. A ação penal tramita sob segredo de justiça não sendo encontrados maiores dados, todavia, segundo consta, em fase de sentença.

Família e Associados

  • Sua esposa, Tatiane Oliveira Gomes da Silva, foi denunciada junto com ele[4]
  • Suas três irmãs – Zilmara, Zilma e Zicely de Souza Rodrigues – também foram denunciadas e são sócias em seus negócios[4]
  • Fábio Carvalho Necchi é apontado como homem de confiança de Maneco[4]

A organização criminosa liderada por Manoel Rodrigues Filho era complexa e envolvia diversos setores, incluindo um núcleo gerencial, operacional e de segurança, este último contando com a participação de policiais[4].

Citations:
[1] https://www.conjur.com.br/2007-nov-30/reu_soube_pedido_prisao_antes_juiza/
[2] https://memoria.bn.gov.br/pdf/030015/per030015_1965_00024.pdf
[3] https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/dono-de-esquema-milionario-de-jogo-do-bicho-mantinha-mini-zoologico-em-sp.ghtml
[4] https://santaportal.com.br/policia/gaeco-estoura-jogo-do-bicho-em-santos
[5] https://revistas.usp.br/alterjor/article/download/88287/91165
[6] https://globoplay.globo.com/v/6022026/

Como a Teoria da Associação Diferencial se aplica à corrupção e violência nas Polícias Civil e Militar 2

A Teoria da Associação Diferencial de Edwin Sutherland pode ser aplicada para entender a corrupção e a violência nas polícias ao analisar como esses comportamentos são aprendidos e perpetuados dentro das instituições policiais.

Aplicação na Corrupção Policial

  1. Aprendizado em Grupos Intímos: A teoria sugere que comportamentos criminosos, como a corrupção, são aprendidos através da interação com colegas que já participam dessas práticas. Nas forças policiais, isso pode ocorrer através de um “espírito de corpo” ou subcultura que normaliza ou até incentiva a corrupção como um meio de sobrevivência ou enriquecimento pessoal[1].
  2. Influência de Subculturas: Dentro das polícias, podem existir subculturas que favorecem comportamentos corruptos.
  3. Interação com Colegas Corruptos: Policiais mais novos podem aprender comportamentos corruptos através da observação e interação com colegas mais experientes que já participam dessas práticas. Essa aprendizagem ocorre em grupos íntimos, onde as interações são mais frequentes e intensas, facilitando a transmissão de técnicas e justificativas para a corrupção, ou seja, policiais que entram em contato com colegas que justificam ou praticam a corrupção podem aprender a ver essas ações como aceitáveis ou necessárias, especialmente se essas práticas são vistas como comuns ou não punidas[1][3].
  4. Racionalização e Justificação: A teoria também destaca que além das técnicas para cometer crimes, os indivíduos aprendem justificativas para suas ações. Policiais podem aprender a racionalizar a corrupção como uma resposta a baixos salários ou como uma norma dentro da organização[5].

Aplicação na Violência Policial

  1. Exposição a Modelos de Comportamento Violento: A violência pode ser aprendida de maneira similar à corrupção, através da exposição a colegas que usam a força excessiva como uma ferramenta regular de controle ou repressão. Se a violência é vista como um método eficaz ou necessário para realizar o trabalho, novos policiais podem adotar essas práticas[2][3].
  2. Pressão de Grupo e Conformidade: A pressão para se conformar às normas do grupo pode levar policiais a adotar comportamentos violentos, mesmo que inicialmente não concordem com eles. A lealdade ao grupo e o medo de ser ostracizado podem reforçar a adesão a essas práticas[1].
  3. Justificação da Violência: A violência pode ser justificada internamente como uma necessidade para manter a ordem ou proteger a própria vida, especialmente em ambientes onde a criminalidade é alta e o apoio institucional é percebido como insuficiente[5].

Em resumo, a Teoria da Associação Diferencial explica que tanto a corrupção quanto a violência nas polícias são comportamentos aprendidos através da interação social e da influência de subculturas dentro das instituições policiais. Esses comportamentos são reforçados por normas de grupo, pressões sociais e a racionalização das ações como necessárias ou inevitáveis.

Citations:
[1] https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/download/28297/22401/72671
[2] https://www.scielo.br/j/rap/a/gt8jhYSbyXSfX9YHmydQDQk/?format=pdf&lang=pt
[3] https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/teoria-da-associacao-diferencial-criminal/
[4] https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5847410.pdf
[5] https://www.jusbrasil.com.br/artigos/no-que-consiste-a-teoria-da-associacao-diferencial/607705493
[6] https://editora.pucrs.br/edipucrs/acessolivre/anais/congresso-internacional-de-ciencias-criminais/assets/edicoes/2018/arquivos/53.pdf
[7] https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_associa%C3%A7%C3%A3o_diferencial

Como a Teoria da Associação Diferencial de Sutherland se aplica ao caso de Carlinhos Virtuoso e outras máfias familiares



A Teoria da Associação Diferencial de Edwin Sutherland pode ser aplicada ao caso de Carlinhos Virtuoso de várias maneiras:

 Aprendizagem do Comportamento Criminoso

Segundo a teoria de Sutherland, o comportamento criminoso é aprendido através da interação com outras pessoas, especialmente em grupos íntimos[1]. No caso de Carlinhos Virtuoso, é provável que ele tenha aprendido as práticas do jogo do bicho e outras atividades criminosas através de associações com outros criminosos experientes no ramo.

 Organização Diferencial

Sutherland argumenta que o crime não procede da desorganização social, mas sim da organização diferencial e da aprendizagem[4].

O esquema criminoso liderado por Virtuoso demonstra uma organização sofisticada, com mais de 200 pontos de apostas e um sistema elaborado de lavagem de dinheiro[5].

 Transmissão de Conhecimentos Criminosos

A teoria enfatiza que a experiência dos criminosos é transmitida em forma de conhecimento e prática aos mais jovens[1].

No caso de Virtuoso, há evidências de que ele não apenas aprendeu com o pai Damasco Virtuoso, mas também transmitiu conhecimentos criminosos, já que membros de sua família foram posteriormente condenados por contravenção[5].

Crime de Colarinho Branco

Sutherland foi pioneiro no estudo dos crimes de colarinho branco, praticados por pessoas de alto nível social no curso de suas ocupações[4].

Embora o jogo do bicho seja tradicionalmente associado a classes mais baixas, o caso de Virtuoso, um empresário que movimentou milhões, apresenta características de crime de colarinho branco.

 Continuidade do Comportamento Criminoso

A teoria sugere que o comportamento criminoso é reforçado pela associação contínua com grupos criminosos[2].

Mesmo após sua prisão, investigações apontaram que Carlinhos Virtuoso continuava comandando as operações ilegais de dentro da cadeia.(5)

 

 Ele supostamente:

  • Transmitia ordens através de visitas e correspondências
  • Utilizava familiares, especialmente seu filho Eduardo, como porta-vozes para os negócios ilícitos
     

 Justificação do Comportamento

Sutherland argumenta que os criminosos aprendem não apenas as técnicas, mas também as justificativas para seu comportamento[4]. No caso de Virtuoso, a persistência em suas atividades criminosas, mesmo após condenações, sugere uma forte internalização dessas justificativas.

Em suma, o caso de Carlinhos Virtuoso ilustra vários aspectos da Teoria da Associação Diferencial, demonstrando como o comportamento criminoso pode ser aprendido, organizado e perpetuado através de associações e interações sociais específicas.

Citations:
[1] Teoria da associação diferencial criminal – Âmbito Jurídico https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-penal/teoria-da-associacao-diferencial-criminal/
[2] [PDF] Uma introdução à teoria da associação diferencial: origens … – Dialnet https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/5847410.pdf
[3] a teoria da associação diferencial e o crime de colarinho branco https://bdjur.stj.jus.br/jspui/handle/2011/28347
[4] No que consiste a teoria da associação diferencial? – Jusbrasil https://www.jusbrasil.com.br/artigos/no-que-consiste-a-teoria-da-associacao-diferencial/607705493
[5] Bicheiro Carlinhos Virtuoso volta a praticar crimes e é condenado a mais 16 anos https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2018/07/26/bicheiro-carlinhos-virtuoso-volta-a-praticar-crimes-e-e-condenado-a-mais-16-anos.ghtml
[6] Empresário Carlinhos Virtuoso, preso há 10 anos, tem pedido de liberdade negado pela Justiça https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2024/09/05/bicheiro-carlinhos-virtuoso-ha-10-anos-preso-tem-pedido-de-liberdade-negado-pela-justica.ghtml

Bicheiro Carlinhos Virtuoso sofre mais um revés: JUSTIÇA NEGA LIBERDADE DIANTE DO RISCO DE REINCIDÊNCIA

Carlinhos Virtuoso –  BICHEIRO OSTENTAÇÃO 
g1.globo.com
Carlinhos Virtuoso, cujo nome completo é Carlos Eduardo Virtuoso, é um empresário brasileiro conhecido por seu envolvimento com o jogo do bicho e outras atividades criminosas[2][3].

 Histórico Criminal

Virtuoso foi preso preventivamente em 2013 após ser localizado em uma casa de luxo no interior de São Paulo[2]. Desde então, ele tem enfrentado diversas acusações e condenações:

1. Em 2015, foi condenado inicialmente a 17 anos de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e organização criminosa[2].

2. Em 2018, recebeu uma nova condenação de 16 anos por envolvimento com o jogo do bicho, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa[2].

3. Atualmente, Virtuoso cumpre uma pena total de 33 anos e dez meses de reclusão em regime fechado[4].

 Atividades Criminosas

Carlinhos Virtuoso é acusado de comandar uma organização criminosa que explorava o jogo do bicho desde dezembro de 2007[2]. O grupo supostamente operava mais de 200 pontos de apostas no litoral paulista e movimentou mais de R$ 80 milhões em atividades ilegais[3].



Mesmo após sua prisão inicial, Virtuoso foi acusado de continuar suas atividades criminosas. O juiz Walter Luiz Esteves de Azevedo, da 5ª Vara Criminal de Santos, afirmou que “mesmo preso, ele continuou a explorar o jogo e a praticar crimes”[2].

 Envolvimento Familiar

As investigações também implicaram familiares de Virtuoso. Em 2021, membros de sua família foram condenados por contravenção, indicando que ele coordenava o esquema criminoso da prisão com a ajuda de parentes e associados[4].

 Situação Atual – Liberdade condicional negada 

Em setembro de 2024, após 10 anos de prisão, Carlinhos Virtuoso teve um pedido de liberdade negado pela Justiça[3][6].

Isso demonstra que, apesar do tempo decorrido, as autoridades ainda consideram sua detenção necessária, possivelmente devido à gravidade dos crimes cometidos e ao risco de reincidência.

Citations:
[1] [PDF] Criminologia e política criminal: – Repositório Científico da UMAIA https://repositorio.umaia.pt/bitstream/10400.24/569/1/2017Pimentel_DuarteCL.pdf
[2] Bicheiro Carlinhos Virtuoso volta a praticar crimes e é condenado a … https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2018/07/26/bicheiro-carlinhos-virtuoso-volta-a-praticar-crimes-e-e-condenado-a-mais-16-anos.ghtml
[3] Empresário Carlinhos Virtuoso, preso há 10 anos, tem pedido de … https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2024/09/05/bicheiro-carlinhos-virtuoso-ha-10-anos-preso-tem-pedido-de-liberdade-negado-pela-justica.ghtml
[4] Santos: família do bicheiro Carlinhos Virtuoso é condenada por … https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2021/05/07/santos-familia-do-bicheiro-carlinhos-virtuoso-e-condenada-por-contravencao.htm
[5] MP obtém condenação de “bicheiro” de Santos a 18 anos de prisão https://www.mpsp.mp.br/w/mp-obt%C3%A9m-condena%C3%A7%C3%A3o-de-bicheiro-de-santos-a-18-anos-de-pris%C3%A3o
[6] Bicheiro Carlinhos Virtuoso, há 10 anos preso, tem pedido de … https://www.radiomagnus.com.br/news-bicheiro-carlinhos-virtuoso-ha-10-anos-preso-tem-pedido-de-liberdade-negado-pela-justica

As BETs são indutoras de doenças mentais e da miséria financeira…Pobre família do viciado 3

O vício em apostas, também conhecido como ludopatia, é um problema reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1980. No Brasil, é um problema significativo, com estimativas mostrando que 12% da população já apostou pelo menos uma vez na vida, sendo o vício em apostas o terceiro mais comum, atrás apenas do álcool e do cigarro.

Características do Vício em Apostas

O vício em apostas é muitas vezes comparado à dependência química, como drogas e álcool, devido aos efeitos semelhantes que gera no cérebro. Quando uma pessoa aposta, especialmente em jogos de azar de alta velocidade, o cérebro libera neurotransmissores como a dopamina, que estão associados ao prazer e à recompensa. Essa sensação de prazer reforça o comportamento de jogo, levando a um ciclo vicioso de busca por mais apostas para alcançar a mesma sensação de euforia.

Sintomas Comuns

Os sintomas do vício em apostas incluem:

  • Compulsão: Incapacidade de resistir ao impulso de jogar, mesmo quando consciente das consequências negativas.
  • Preocupação Excessiva: Pensamentos constantes sobre jogos de azar e planejamento da próxima aposta.
  • Aumento nas Apostas: Necessidade de apostar quantidades cada vez maiores de dinheiro para alcançar a mesma emoção.
  • Falta de Controle: Incapacidade de interromper ou controlar o comportamento de jogo, mesmo diante de perdas significativas.
  • Mentiras e Enganos: Mentir para familiares e amigos sobre o envolvimento com o jogo.
  • Consequências Pessoais e Profissionais: Problemas financeiros e prejuízos nas relações familiares e no trabalho.

Tratamento do Vício em Apostas

O tratamento do vício em apostas é multidisciplinar e pode incluir:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda os indivíduos a identificar e modificar padrões de pensamentos e comportamentos disfuncionais associados ao jogo compulsivo.
  • Grupos de Apoio: Como os Jogadores Anônimos, que oferecem apoio terapêutico coletivo e seguem um programa de 12 passos similar ao dos Alcoólicos Anônimos.
  • Intervenções Médicas: Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para estabilizar o humor e diminuir a ansiedade e a depressão associadas ao vício.

O reconhecimento do problema é o primeiro passo crucial para o tratamento, e a busca por ajuda profissional é essencial para a recuperação. Além disso, o apoio da família e amigos é fundamental para o sucesso do tratamento.

Impactos Econômicos e Sociais

As apostas, especialmente as online, têm se tornado um problema significativo no Brasil, impactando negativamente a economia e o orçamento familiar, principalmente entre as classes socioeconômicas mais baixas. O vício em apostas, ou ludopatia, é um problema crescente que afeta a saúde mental e financeira dos indivíduos.

  • Comprometimento do Orçamento Familiar: As apostas esportivas online têm levado a um desvio significativo de recursos financeiros, superando despesas com lazer, cultura e produtos pessoais. Entre 2018 e 2023, a proporção do orçamento familiar das classes D e E destinada a apostas aumentou de 0,27% para 1,98%, quase quatro vezes mais ( fonte pública ) . Esse desvio de recursos exerce pressão sobre a demanda por produtos essenciais, afetando a dinâmica econômica geral.
  • Endividamento e Saúde Mental: O aumento do endividamento entre a população de baixa renda é uma consequência direta do crescimento das apostas. Além disso, o vício em apostas pode levar a problemas de saúde mental, incluindo depressão e, em casos extremos, suicídio.
  • Impacto no Consumo e Economia: As apostas online impactam os padrões de consumo, com muitos apostadores reduzindo gastos em vestuário e alimentação para financiar suas apostas. Cerca de 64% dos apostadores usam sua principal fonte de renda para apostar, comprometendo suas finanças pessoais.

Regulamentação e Desafios

A demora na regulamentação das apostas online no Brasil permitiu um crescimento desordenado do setor, o que tem contribuído para os problemas econômicos e sociais associados às apostas. Embora o governo esteja avançando na regulamentação, muitos dos impactos já se manifestaram e a efetivação das regras pode estar defasada.

Em resumo, as apostas, especialmente as online, têm se mostrado indutoras de miséria para muitos brasileiros, afetando não apenas suas finanças pessoais, mas também a saúde mental e o bem-estar social. A regulamentação adequada e o apoio ao tratamento do vício são essenciais para mitigar esses impactos.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-08/apostas-esportivas-comprometem-orcamento-familiar-das-classes-d-e-e

 

GAT ( UNO ) CRUZADO – Denúncia sobre eventuais crimes contra a Administração Pública e Improbidadde Administrativa por pagamento indevido da GAT em benefício de Delegados do DEIC 17

Editada às 16:13:25 , em 22 de agosto de 202410 Fatos sobre o Gatuno

Delegados de Polícia da DEIC recebem gratificação por acúmulo de titularidade em unidades fantasmas

Denúncia recebida pelo FLIT , também encaminhada para o Ministério Público , Tribunal de Contas , OAB, DGP , Corregedoria e Ouvidoria , detalhadamente, aborda um suposto esquema de recebimento de gratificações indevidas envolvendo delegados de polícia da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) em São José do Rio Preto, São Paulo.

O documento bem circunstanciado e redigido escorreitamente, acompanhado de organograma , detalha como os delegados estão recebendo a Gratificação por Acúmulo de Titularidade (GAT) pelo pretenso acúmulo de unidades policiais que, , segundo o denunciante,   nunca existiram.

Principais Pontos do Relatório:

  • Gratificação por Acúmulo de Titularidade (GAT): Instituída pela Lei Complementar nº 1.020 de 2007, essa gratificação é destinada a delegados designados para responder cumulativamente por unidades policiais em casos de ausência ou impedimentos do titular. No entanto, o relatório aponta que essa gratificação estava sendo paga por atividades em unidades “fantasmas” que existiam apenas no papel.
  • Unidades Fictícias: O documento revela que várias equipes de investigação dentro da DEIC são fictícias. Delegados foram designados para essas equipes inexistentes, permitindo-lhes receber gratificações sem realizar o trabalho correspondente. Por exemplo, equipes na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), e Delegacia de Homicídios (DHPP) foram mencionadas como inexistentes.
  • Impacto Financeiro: O relatório destaca o impacto financeiro significativo para o Estado devido ao pagamento dessas gratificações indevidas. A gratificação mensal de R$ 7.151,61 paga aos delegados supera os salários dos investigadores e escrivães de polícia. O documento sugere que esses recursos poderiam ser utilizados para contratar mais policiais, melhorando a segurança pública sem custo adicional.
  • Ações e Consequências: O relatório foi encaminhado para várias entidades, incluindo o Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e a Delegacia Geral de Polícia, para que os atos de improbidade administrativa sejam investigados e as devidas providências sejam tomadas.

O relatório expõe mais um suposto esquema de corrupção, em sentido vulgar, dentro da instituição , destacando a necessidade de maior fiscalização e transparência nas designações e pagamentos de gratificações dentro da Polícia Civil.

Prejuízo para a classe

Se tais irregularidades forem confirmadas ,  futuramente, poderá ocorrer a extinção do GAT; com isso prejudicando os Delegados que , verdadeiramente, cumprem jornadas de trabalho cumulativamente.

Destacando-se , também, a DESIGUALDADE na Polícia Civil, pois todas as carreiras policiais , principalmente Escrivães, acumulam Unidades sem nem sequer receber um bom dia, obrigado!

Por razões óbvias, o Flit publica o conteúdo da denúncia , resumidamente, sem mencionar o nome das autoridades policiais lá elencadas.

Vislumbrando-se  condutas que podem corresponder a diversos crimes contra a Administração Pública e , também, condutas reprimidas pela Lei de Improbidade Administra.

Provavelmente, não se trata de ocorrência isolada,  tal prática pode estar sendo adotada para privilegiar autoridades lotadas no DEIC ( pretensa ELITE policial ) de outros Departamentos do Interior.

Talvez em toda a Polícia Civil! 

A GAT foi desvirtuada , entre outras questões, por ser empregada  como “moeda de troca”, pela qual Seccionais, Diretores, etc.,   se valem de “discricionariedade antirrepublicana ”  para prestigiar apaniguados e desprezar os que não se “enquadram”.

Muitos Delegados , até hoje, injusta e ilegalmente,  não receberam essa tal de GAT…

Há decisão judicial ordenando o pagamento e sublinhando a governança vergonhosa na Administração . 

E água muito suja , se houver investigação , vai passar sob a ponte.

Processos Administrativos já foram instaurados por conta de pagamento/recebimento indevidos por quem nem sequer comparece para assinar auto de flagrante. 

Com efeito, a PC  não chegou ao fundo do poço por acaso, mas ainda continuam cavando!

Para alguns deve ser o poço de uma mina, não é? 

Por fim, parabéns ao autor da denúncia…

Ao que muitos chamam de traição chamamos de transparência  extremada! 

RCG

Bets viciam mais do que o crack, com produto anunciado no horário nobre 5

Leonardo Sakamoto

Colunista do UOL

19/08/2024 10h29

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Imagem: Reprodução

O país corre para regulamentar as casas de apostas online sob a justificativa de que isso trará empregos, impostos e anúncios, praticamente ignorando o tamanho da encrenca em saúde pública que a epidemia de vício das bets já está trazendo. Ela se espalha mais rápido do que o crack, de forma silenciosa e acessível, afinal ninguém fuma pedra pelo celular. E com o agravante de que o produto é anunciado no horário nobre e tem a benção do Estado brasileiro.

É cômico falar em preocupação com os dependentes em jogos se a operação desse tipo de empreendimento depende, em última instância, de apostas feitas de forma compulsiva. Tão inútil quando o “beba com moderação” das propagandas de álcool é o “jogue com responsabilidade”, que algumas bets já trazem em seus anúncios.

Antes mesmo da regulamentação, enquanto essas empresas operam no limbo jurídico, centros de tratamento já sentem o aumento na demanda por dependentes em jogos e pessoas ultraendividadas que pensam em se matar.

Quem diria que uma sociedade com milhões de pessoas com pouco dinheiro no bolso e despreparada para a jogatina se viciaria na promessa de dinheiro fácil, não é mesmo? Piores do que os bingos, que levaram ao adoecimento psíquico de muita gente e à dilapidação de patrimônio, bets estão a um smartphone de alcance.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta segunda (19) aponta que elas ou as associações que as representam estiveram com o governo federal 251 vezes durante a elaboração de como será o mercado de apostas, enquanto profissionais da saúde foram ouvidos apenas cinco vezes.

Entre o público dessas empresas, 46% são jovens adultos entre 19 e 29 anos, 34% são das classes C, D e E e 25% da A e B, segundo o Instituto Locomotiva trazidos pelo jornal. E o dado alarmante: um terço dos apostadores está endividado e com nome sujo na praça.

Reportagem de Carlos Madeiro, no UOL, em junho, já havia apontado que trabalhadores estão se endividando até com empregadores, perdendo o dinheiro da própria sobrevivência por causa da jogatina online. E a Polícia Civil do Paraná prendeu uma mulher de 22 anos, acusada de desviar mais de R$ 179 mil do próprio avô para gastar no “Jogo do Tigrinho”.

Para uma parte dos legisladores, contudo, desgraça é a maconha, que eles xingam entre um copo de uísque e outro. Na realidade, um usuário frequente de bets pode acabar com a própria vida e a da sua família. O de maconha, na maioria das vezes, acaba com o resto do pudim que estava na geladeira.

Como já disse aqui, o uso abusivo em jogo e em drogas deveria ser encarado com uma questão de saúde pública no Congresso, mas o primeiro é visto como oportunidade pelos parlamentares e o outro, como crime.Continua após a publicidade

Com a aprovação e sanção da lei das bets, regularizando as apostas online sob a justificativa de permitir controle, fiscalização e arrecadação, o Estado brasileiro admitiu um fato consumado.

Se as chances de ficar rico fossem realmente gigantes como os anúncios na TV, no rádio e nas redes fazem crer, não haveria tanta empresa brasileira e estrangeira oferecendo seus serviços de apostas. Ou vocês, acham que elas fazem assistência social?

Pelo contrário: outra reportagem da Folha mostra que estimativa do Itaú aponta que o balanço entre vitórias e derrotas de todos os apostadores brasileiros foi de R$ 23,9 bilhões, mas a favor da casa das bets, no período entre junho de 2023 e junho de 2024. Como os lucros vão para fora do país, onde as sedes das jogatinas estão instaladas, o país sangra.

Campanhas de informação não vão fazer frente ao bombardeio das bets, que estampam seus nomes em camisas de times de futebol e em anúncios em veículos de comunicação, além de comprar influenciadores. Por isso, a regulamentação deveria prever que, para além dos impostos cobrados, o mesmo montante gasto com a publicidade por essas empresas seja destinado ao Sistema Único de Saúde exclusivamente para atuar no tratamento do pessoal que adoecer pela jogatina.

Não está se discutindo aqui a proibição de nada, até porque seria praticamente impossível, tal como a proibição das drogas — sim, o Congresso age de forma hipócrita. Mas o que está se desenhando é uma situação em que, no final das contas, as bets vão lucrar bilhões, sugando os brasileiros pobres até transformá-los em bagaço para o Estado cuidar.

https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2024/08/19/bets-viciam-mais-do-que-o-crack-com-produto-anunciado-no-horario-nobre.htm

Baú da infelicidade e títulos de descapitaliz ação….Silvio Santos vem aí com seu sorriso de quem quer morder 14

Silvio Santos não merece ser pranteado! Além de vender essas maquinações diabólicas com características de crimes contra a economia popular causou , com seu horroso programa, a destruição do senso estético ( e de ridículo ) de grande parcela dos brasileiros.

E nos deixou imitadores ainda piores : Huck , Mion e o já aposentado Faustão!

E dizem que de respeitoso  e  generoso nada tinha.

A Polícia Civil “fora do rito” …Política , polícia e corrupção 2

 

 

Eduardo Tagliaferro ( Perito Federal ) , um assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Tagliaferro foi preso em 8 de maio de 2023, após suposta ocorrência de violência doméstica em que ele teria ameaçado sua esposa com uma arma de fogo e disparado arma de fogo em local habitado. A prisão ocorreu na Grande São Paulo, e o caso ganhou contornos políticos devido à intervenção da deputada bolsonarista Carla Zambelli.

Envolvimento da Polícia

A Polícia Civil de São Paulo depois da prisão determinou a apreensão e manteve o celular de Tagliaferro por seis dias, o que gerou questionamentos sobre o interesse no conteúdo do aparelho. O celular, um iPhone com dois chips, foi entregue à polícia pelo cunhado de Tagliaferro. A polícia poderia estar procurando provas de ameaças contra a esposa, mas há especulações sobre se outros dados foram extraídos. Não há notícia de exame pericial do telefone com objetivo específico de materializar eventuais ameaças e ofensas em desfavor da mulher.

Repercussão Política

O caso foi politizado rapidamente por Carla Zambelli, que fez postagens nas redes sociais enquanto Tagliaferro ainda estava sendo ouvido pela polícia. Isso levantou questões sobre quem teria informado Zambelli sobre o potencial político do caso.

Vazamento de Mensagens

Um ano e três meses após a apreensão do celular, mensagens do aparelho vazaram, alimentando ataques políticos contra Alexandre de Moraes e tentando enfraquecer sua posição. As mensagens vazadas não indicam ilegalidades por parte de Moraes, mas servem como ferramenta de agitação política.

Questões em Aberto

O relatório levanta várias perguntas sem resposta, como:

  • Quem copiou e vazou as mensagens do celular de Tagliaferro?
  • Por que o vazamento ocorreu tanto tempo após a apreensão do celular?
  • Qual foi o papel de Carla Zambelli e outros atores políticos nesse episódio?

Este caso ilustra como a Polícia Civil dá causa ao próprio descredito , berm como a complexa interação entre questões legais, políticas e de segurança no contexto de alta tensão política no Brasil.

 

Por que , para qual finalidade e por ordem de quem a Seccional de Franco da Rocha teve interesse pelo conteúdo guardado no telefone do perito federal do T.S.E? 4

Sobre a muito suspeita e descabida apreensão do celular de Eduardo Tagliaferro, um assessor de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.

O caso – mais um exemplo de como a Polícia Civil continua infectada – ganhou contornos políticos devido à intervenção da deputada Carla Zambelli e ao contexto em que ocorreu a apresentação e apreensão do celular.

Resumo do Caso

  1. Prisão e Apreensão do Celular: Eduardo Tagliaferro foi preso em 8 de maio de 2023, após um incidente de violência doméstica. Durante a prisão, seu celular foi apreendido pela polícia de São Paulo, permanecendo em posse das autoridades por seis dias.
  2. Intervenção Política: A deputada Carla Zambelli, conhecida por suas posições políticas de direita, foi informada por seus vassalos da Polícia Militar sobre o caso e fez postagens nas redes sociais, politizando o incidente.
  3. Isso levantou questões sobre quem teria vazado informações para ela. Uma obviedade , já que o marido é policial militar.
  4. Investigação e Vazamento de Mensagens: O celular de Tagliaferro, que continha mensagens potencialmente sensíveis, foi ilegalmente apreendido e mantido sob a custódia da polícia civil, levantando suspeitas sobre o motivo do interesse no dispositivo. As mensagens obtidas criminosamente vazaram, sendo usadas para atacar Alexandre de Moraes politicamente. O aparelho foi devolvido ao proprietário sem que fosse submetido a perícia oficial. Consignando-se que, além de “fora do rito” , a Polícia Civil, quando se trata de servir o governo de plantão, não é confiável. Delegados de Polícia ocupantes de cargos de livre escolha e nomeação servem a quem lhes beneficia.
  5. Implicações Políticas: O vazamento das mensagens foi interpretado como uma tentativa de enfraquecer Moraes e, indiretamente, beneficiar figuras políticas associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Vislumbrando-se que o vazamento foi parte de uma articulação política mais ampla.
  6. Questões Legais e Éticas: O caso levanta questões sobre a legalidade da apreensão e do manuseio dos dados do celular, bem como sobre a proteção de fontes jornalísticas e a ética no uso de informações vazadas. Considerações Finais:

Este caso exemplifica como questões legais e de segurança podem rapidamente se transformar em batalhas políticas, especialmente em um ambiente polarizado. Ele também destaca a importância da proteção de dados pessoais e da ética no jornalismo e na política.

A situação continua a gerar debates sobre a influência política nas investigações policiais e a obtenção e divulgação criminosas de informações privadas para fins políticos.

Por fim, a Polícias Civil e seus dirigentes ficam cada vez mais desacreditadas. A Instituição , como um todo , só perde !

E os honestos pagam a conta.