Flit, o Pitta o Case e o capo di tutti capo… 2

Ex- delegado seccional de polícia Carlos José Ramos da Silva, o Casé, aquele das 200 mil cartas frias…
Foi convidado a ser membro do júri daquele famoso festival de cinema, na não menos famosa cidade de em Canis.
Oito acusados de serem os seus comparsas declinaram do convite e preferiram um chá.
O de sumiço, esquisito né?
O convite foi feito pelo juiz de direito da vara criminal de Feraz de Vasconcelos, que iria fazer o convite só na manhã 18 de Julho, aproveitou que case tava “pescoçando” ali mesmo no prédio do fórum e o convidou ao festival de Canis.
Convite que por razoes obvias não pode ser recusado, sendo prontamente aceito e horas depois já se apresentava na corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, com a sua escovinha de dentes no bolsinho de seu pijama.
Enquanto um entra, outro sai… Parecem portas giratórias, aquelas de banco, manja?
O Pitta ex-prefeito já está livre e logo vamos poder ver a degravação de + um dos seus grampos pela Polícia….
Hey amigo cadê o meu?..
Eu tô duro…
Arranja algum…!
Sei que sua Lavanderia vai a todo vapor, deixe de ser mão de vaca, ou uma cobra Naj…
Enquanto isso pelo outro lado da mesma porta giratória, entra em cena o ex-dono do banco Marka, Salvador Cacciola, aquele do afano de 1 BI e Seiscentos milhões. 1.600.000,00.
Escorraçado pela realeza, recebeu o bilhete de vôo das mãos do príncipe, chique né?.
Em sua viagem desde Mônaco – onde estava preso – e o Rio de Janeiro tinha duração de 23 horas de vôo, tempo para uma passadinha na francesa Canis para o festival, mas não, preferiu ir direto para o Ary Franco, pois sabemos que a fome é má conselheira e o vôo longo.
Il Cappo Cacciola sorridente e sem algemas, foi logo querendo saber do cardápio da diretoria do Ary Franco.
Muito justo né?
Comer quentinha de preso nem pensar, credo…
Já pensou comer Arroz, Feijão Purê e Lingüiça, Cruzes.
Acredita-se que estão a preparar uma Brachola ou quem sabe uma Pizza, não a moda napolitana, mas a Siciliana…
ECCO. NEMO ME IMPUNE LACESSIT
Ligeirinho do Jardim Chove Balas

A RECEITA…

É que o explorador dos subordinados, além de patrocinar várias campanhas eleitorais – de um Procurador, inclusive – também possui forte apoio político e empresarial.
Aliás, de empresa de mídia.
Um tanto capenga, mas ainda poderosa.
Ou o amigo pensou que analfabeto chega a classe especial pela cor dos olhos?
Só se fosse pela linda cor dos olhos da esposa…
Ah, linda realmente é a conta bancária!

1

NO TEMPO DOS QUINTAIS

Era uma vez um tempo de pardais,
De verde nos quintais,
Faz muito tempo atrás,
Quando ainda havia fadas!
Num bonde havia um anjo pra guiar,
Outro pra dar lugar
Pra quem chegar sentar,
De duvidar, de admirar.
Havia frutos num pomar qualquer
De se tirar do pé,
No tempo em que os casais
Podiam mais se namorar
Nos lampiões de gás, sem os ladrões atrás;
Tempo em que o medo se chamou jamais…

Veio um marquês de uma terra já perdida.
E era uma vez, se fez dono da vida.
Mandou buscar cem dúzias de avenidas
Pra expulsar de vez as margaridas.
Por não ter filhos, talvez por nem gostar;
Ou talvez, por manias de mandar.
Só sei que enquanto houver os corações,
Nem mesmo mil ladrões
Podem roubar canções;
E deixa estar, que há de voltar
O tempo dos pardais, do verde dos quintais;
Tempo em que o medo se chamou… Jamais.

O delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a Operação Satiagraha, foi afastado…TÔ PAGANDO, diz a bandidagem! 4

Terça, 15 de julho de 2008, 18h48 Atualizada às 19h30
Delegado que prendeu Dantas é afastado
Bob Fernandes
Os intestinos do Brasil.
O delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a Operação Satiagraha, foi afastado do caso.

Do outro lado, na batalha que dividiu a PF, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, pediu férias.

O súbito afastamento de ambos é apenas mais um capítulo na luta encarniçada que dividiu a Polícia.

O delegado geral desconhecia a essência da operação secreta e, segundo o entendimento dos que participaram da Satiagraha, Corrêa teria trabalhado contra.
A razão formal para o afastamento de Queiroz é um curso na Academia de Polícia.

Curso este iniciado em março e para o qual, de fato, o delegado estava inscrito.
Ainda que no encalço de Dantas e companhia, jamais tenha comparecido.

Segundo a assessoria de comunicação social da PF, o delegado pediu que daqui a um mês, quando encerrado o curso, não retornar à investigação.
Resta saber se, mais grave, o delegado Queiroz deixará também a presidência do inquérito que montou palmo a palmo, passo a passo, e que conhece como ninguém.

DANIEL DANTAS: CORRUPÇÃO ATIVA CONSUMADA

Gravações mostram tentativa de suborno a delegado da Polícia Federal
Humberto Braz, que aparece nas imagens, se entregou à PF no domingo (13). Nas gravações, há referências a ele como o ‘braço direito’ de Daniel Dantas.
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Gravações de conversas telefônicas feitas pela Polícia Federal, reveladas nesta segunda-feira (14) com exclusividade pelo “Jornal Nacional”, mostram como dois investigados na Operação Satiagraha tentaram corromper um delegado para livrar o banqueiro Daniel Dantas das acusações de crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.
De todos os envolvidos, o único que era considerado foragido se apresentou às autoridades em São Paulo. No Centro de Detenção Provisória de Guarulhos (CDP), na Grande São Paulo, está preso Humberto José da Rocha Braz, assessor de Daniel Dantas e ex-presidente da Brasil Telecom. Procurado desde a semana passada quando teve a prisão preventiva decretada por corrupção, Humberto Braz – o Guga – se entregou no domingo à noite (13), na sede da Polícia Federal, em São Paulo.
Negociação
Humberto e o amigo Hugo Chicaroni, professor universitário, foram flagrados em encontros e telefonemas oferecendo propina para o delegado federal Victor Hugo Rodrigues Alves – toda a negociação foi monitorada com autorização da Justiça. Em uma das gravações obtidas com exclusividade, Hugo comenta com o delegado sobre o papel de Humberto nos negócios do banqueiro Dantas. Hugo Chicaroni: – Hoje ele é o braço direito do Daniel. Delegado: – E ele é de confiança mesmo? Hugo Chicaroni: – Pode ficar sossegado. Em São Paulo, Hugo Chicaroni e Humberto Braz tentaram manipular a investigação, segundo a polícia. O objetivo: deixar de fora o banqueiro Daniel Dantas e parentes dele. É o que indicam as gravações. Hugo Chicaroni: – A história de só livrar três tá bom, tá ótimo. Delegado: – Isso é importante, porque quanto menos puder… Precisa saber exatamente o que é. Não dá pra fazer milagre. Hugo Chicaroni: – São as pessoas que trabalham com ele até onde eu sei. É o Daniel, a irmã e o filho…
Justiça Federal de SP
As interceptações mostram ainda que, segundo Chicaroni, o banqueiro estava preocupado com a Justiça Federal em São Paulo, onde corre a investigação contra ele por crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Hugo Chicaroni: – Ele se preocupa com hoje, com hoje. Lá pra cima, o que vai acontecer lá… Ele não tá nem aí. Porque ele resolve. Delegado: – Tá tudo controlado. Hugo Chicaroni: – Ele resolve. STJ e STF… ele resolve. O cara tem trânsito político ferrado. Hugo Chicaroni se refere ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), as mais altas cortes do judiciário brasileiro. As conversas também falam em propina. Hugo transmite ao delegado a oferta de suborno proposta, segundo ele, por Daniel Dantas e oferecida por Humberto Braz, assessor do banqueiro. Hugo Chicaroni: – Ele falou: “Eu tenho 500 mil para tratar desse assunto”. Delegado: – 500 mil? Hugo: – É, 500 mil dólares. Segundo a investigação, do dinheiro mandado por Humberto Braz, parte foi paga 20 dias antes da operação policial que levou os envolvidos para a cadeia, como mostra uma gravação feita na frente do prédio em que mora Hugo Chicaroni. Hugo Chicaroni: – Tá na mão. Delegado: – Então tá certo, não vamos nem conferir. Hugo Chicaroni – Não. Eu não conferi. Esses pacotinhos ele me entregou em sacos de supermercado. Eu só pus dentro de uma outra sacola e botei aqui. Delegado: – Quantos pacotes tem? Hugo Chicaroni: – São cinqüenta… Dá dez pacotes.
US$ 1 milhão
Além do pagamento em parcelas, o valor do suborno dobrou de US$ 500 mil para US$ 1 milhão. É o que apontam as gravações no segundo encontro em São Paulo entre os dois homens que diziam representar o banqueiro Daniel Dantas e o delegado federal. Foi nessa segunda conversa também que o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves apresentou documentos sobre o o banqueiro. Fotos e fichas cadastrais de Dantas foram mostradas durante um almoço em que o assunto era propina. As filmagens mostram o exato momento em que Humberto Braz troca de lugar com Hugo Chicaroni para analisar melhor os documentos. Delegado: – Pode ver com calma que eu não vou poder deixar com vocês esses documentos. Tem sonegação, tem lavagem, tem evasão de divisa, tem outros crimes contra o centro financeiro, gestão fraudulenta. São vários crimes. Uma investigação dessas sempre começa pequena e cresce. Logo em seguida, o assunto passa a ser propina. Hugo Chicaroni fala em US$ 1 milhão. Hugo Chicaroni: – Já que ele já ofereceu 500 mil, pede 1 milhão de dólares. Pra ele chegar em 700, 800.Em relatório encaminhado para a Justiça, o delegado conta que Humberto Braz, assessor do banqueiro, reafirmou que o suborno de US$ 1 milhão não seria problema e que ele já estaria autorizado por Daniel Dantas para fazer o pagamento. As conversas também flagram mais uma parcela da propina. Quase R$ 80 mil ao delegado federal na garagem do prédio de Hugo Chicaroni. Delegado: – Isso é dólares também? Hugo Chicaroni – Não, não, não. Isso é em reais.
Delegado: – Tá.
Segundo a polícia, a maior parte da propina foi apreendida no dia da prisão de Chicaroni, na semana passada. No apartamento dele, os policiais encontraram R$ 1,28 milhão em dinheiro vivo.
Nahas e Dantas
De acordo com as investigações, quem ajudou a levantar esse dinheiro foi o empresário Naji Nahas, preso na mesma operação semana passada. As interceptações captaram telefonemas entre Nahas e o banqueiro Daniel Dantas, mas na conversa não há referência explícita a dinheiro. Daniel Dantas: – Oi Naji, alô… Naji Nahas: – Você anda sumido… Daniel Dantas: – Você está no Brasil ou está fora? Naji Nahas: – Não… Estou em são Paulo… Daniel Dantas: – Ah… Tá em São Paulo… Ah tá bom. Então eu vou pedir pra te procurar aí, tá bom? Naji: – Tá bom. Fotos tiradas pela polícia em maio mostram Humberto Braz saindo do escritório de Naji Nahas, na zona sul de São Paulo. É o mesmo escritório que sofreu devassa por ordem judicial. As prisões da Operação Satiagraha foram feitas na terça-feira (8). Mas já em 29 de maio, os envolvidos desconfiavam que pelo menos um deles estava sendo seguido. É onde entra um novo personagem, o ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT de São Paulo. Ele foi contratado por Daniel Dantas como consultor. O ex-deputado também chegou a ter a prisão pedida pela Polícia Federal, mas o pedido foi negado pela Justiça.
Gabinete da Presidência
As interceptações revelam um telefonema de Greenhalgh para o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O ex-deputado queria saber se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estava seguindo Humberto Braz no Rio. Na conversa aparece o nome de Luiz Fernando, que seria o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa. Segundo o monitoramento dos delegados, o telefonema aconteceu às 18h do dia 29 de maio. Gilberto Carvalho: – O general me deu o retorno agora, é o seguinte: não há nenhuma pessoa designada na presidência na Abin com esse nome. A placa do carro não existe, é fria, tá? Eles aqui acham que a única alternativa é que tenha sido caso de falsificarem documento. Eles não consideram possível que seja da Abin. Eu não falei com o Luiz Fernando ainda, mas não tem jeito. A Polícia Federal não usa a PM, eles não se misturam de jeito nenhum, tá? Então eu acho que o mais provável é que o cara tava armando mesmo alguma coisa, mas com documento falso, que também no Rio é muito comum, porque daqui não tem, eu pedi, insisti, pedi que visse com máximo cuidado, tal. Greenhalgh: – Seria bom dar um toque no Luiz Fernando também, hein? Gilberto: – Eu vou dar, eu vou dar. Amanhã cedo eu tenho que falar com ele, vou levantar isso para ele também. Greenhalgh: – Tá, tá bom. Tem um delegado chamado Protógenes Queiroz que parece que é um cara meio descontrolado, viu? Gilberto: – Ah é? Greenhalgh: – É. Gilberto: – Ele tá onde, o Protógenes agora? Greenhalgh: – Tá aí, aí em Brasília. Gilberto: – Ah, aqui em Brasília. Protógenes Queiroz é o delegado que comanda a investigação contra o grupo de Daniel Dantas.
Outro lado
Sobre as conversas telefônicas, a assessoria do Palácio do Planalto respondeu: “Este ano, o chefe de gabinete da Presidência recebeu o ex-deputado Greenhalgh três vezes em audiências no Palácio.” Mais tarde, o próprio Gilberto Carvalho se manifestou. Em nota, ele confirma que no dia 28 de maio foi consultado por Greenhalgh sobre uma perseguição a um cliente seu – Humberto Braz -, que até então desconhecia. O motorista do carro que perseguia Braz teria se identificado como tenente da Polícia Militar e exibido documentos que diziam estar a serviço da Presidência da República. Gilberto Carvalho diz ainda na nota que confirmou para Greenhalgh que o tenente está credenciado na Presidência, mas o trabalho que fazia nada tinha a ver com Braz. Por fim, Gilberto Carvalho afirma que não fez contato algum com o Ministério da Justiça nem com a direção ou qualquer integrante da Polícia Federal. Em nota, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh disse que não houve ilegalidade – e reafirmou que hoje atua como advogado do banqueiro Daniel Dantas. Greenhalgh criticou a divulgação do conteúdo de conversas telefônicas. O advogado Nélio Machado, que também defende Daniel Dantas, disse, por meio de seu escritório, que só pode comentar a acusação de tentativa de suborno depois de tomar ciência dos detalhes do processo. A Polícia Federal tem declarado que o diretor-geral do órgão, Luiz Fernando Corrêa, não foi procurado por Gilberto Carvalho para discutir qualquer investigação.

Senador apresenta proposta para modificar escolha de ministros do STF

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Em meio à polêmica sobre a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de conceder dois habeas corpus para liberar da prisão o banqueiro Daniel Dantas, o senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA) apresentou à Mesa Diretora do Senado proposta de emenda constitucional que modifica a sistemática de escolha dos ministros do STF. O parlamentar sugere que, ao invés do presidente da República indicar os ministros do Supremo, a prerrogativa caberá ao próprio tribunal.
A idéia de Lobão Filho é deixar que o STF escolha seus integrantes após receber uma lista tríplice de indicações feitas pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelas CCJs (Comissões de Constituição e Justiça) da Câmara e do Senado.
Depois de receber as três indicações, o tribunal escolheria apenas um nome –que ainda precisa ser submetido à apreciação dos senadores. O presidente da República apenas nomearia o escolhido pelo Supremo, com o aval do Legislativo.
“Como um ministro do Supremo irá julgar o presidente tendo sido, ele próprio, indicado pelo presidente? Eu discordo da tese de que o governo ou o presidente possam indicar membros da Corte que irá juLgá-los. Essa ampla margem de liberdade de escolha deixada ao presidente vem provocando um processo de politização das indicações para o Supremo”, afirmou o senador à Folha Online.
No modelo atual, o presidente da República tem poderes para indicar um novo ministro do STF entre brasileiros natos que tenham entre 35 e 65 anos. O Senado tem que referendar a escolha, mas apenas depois que o presidente já formalizou o seu indicado –o que permite que o chefe do Executivo escolha aliados ou nomes afinados politicamente com o governo para a Corte.
Há seis anos no poder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou sete dos onze ministros que compõem atualmente o STF: Cármem Lúcia Rocha, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Carlos Alberto Menezes Direito.
Lula terá a chance de indicar mais um ministro para a Corte antes de deixar o governo, uma vez que o ministro Eros Grau completa 70 anos em agosto de 2010 –o que força a sua aposentadoria compulsória do tribunal.
Apesar do excesso de indicações, Lobão Filho disse não acreditar que Mendes tenha libertado Dantas para beneficiar o governo –em meio à ligação do banqueiro com petistas como o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), investigado pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.
Histórico
Não é a primeira vez que parlamentares tentam modificar as regras de escolha dos ministros do STF. Uma série de projetos e emendas constitucionais tramitam no Congresso sobre o tema, mas não tiveram avanços nos últimos anos.
Lobão Filho reconhece que sua proposta encontra resistências na Casa Legislativa, mas disse acreditar que a matéria seja analisada pelos parlamentares.
“Eu consegui reunir as assinaturas necessárias para apresentar a proposta de emenda à Constituição, mas senti um pouco de resistência de alguns senadores. A minha idéia é adotar a regra inicialmente no Supremo. Se for aprovada, podemos estendê-las para os tribunais de justiça dos Estados”, afirmou o senador.

Acho qu esta história arruinou a reputação de muitas pessoas honestas que teverou só a culpa de ter encontrado alguns salafrários.

mercoledì 2 luglio 2008
ATTUCH E L’AMICO ANONIMO.
Come Anticipatovi, di seguito troverete le mail scambiate lo scorso anno con il giornalista brasiliano Leonardo Attuch, che violando qualunque deontologia professionale e con finalità più che diffamatorie, scrisse un reportage dedicandomi la copertina del settimanale brasiliano.
Le mail che seguono dimostrano la raffinatezza dell’inganno.
L’Attuch mi scrive che un mio verbale di sommarie informazioni (sostanzialmente teste) rese alla Procura di Milano, era giunto anonimamente in Brasile (da parte di chi?) e mi poneva delle domande a cui io fornivo delle risposte.
Il risultato è stato la mancata pubblicazione dell’intervista e il titolo in copertina “la confessione di una spia”, con stralci del verbale che era tutt’altro che una confessione.
L’articolo veniva poi consegnato al PM Napoleone, indovinate da chi? dall’avvocato/socio di Bernardini. Curioso no?
“Da: Angelo Jannone Inviato: venerdì 14 settembre 2007 19.09
A: ‘Leonardo Attuch’
Oggetto: R: pergutas sobre seu depoimento
Aguardo seu retorno. Obrigado.
Angelo J. Qual foi o papel da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante a disputa entre Telecom Italia e Opportunity em torno do comando da Brasil Telecom?
Abin, para qunto de meu conhecimento, não teve nenhum papel na disputa para Brasil Telecom como qualquer outra Instituição brasileira.Acho que nesta história são ditos muitas tolices na esteira das investigações judiciais. E a tolices ditas antes às vezes fossem terminados nos depoimentos, por parte de pessoas de credibilidade discutível. Isto eu acredito que ambos uma premissa fundamental entende os fatos
Por que o sr. fez um desabafo a um amigo (Pedro Rogério) temendo ser pressionado pelo sr. Eloy Lacerda a fechar um “accordo corrutivo” com Mauro Marcelo?
Eloy Lacerda como outros, para minha chegada no Brasil, ele/ela ostentou de créditos para acordos de precedentes de trabalho. Quando eu tentar parar os pagamentos que aconteceram de modo indireto por contratante principal (Spinelli) de rotina, perto do ELOY LACERDA brotou o MAURO Marcelo. O suspeito que o MARCELO pudesse ser um sócio escondido do Lacerda, era para mim uma razão dentro não pagar.Mas está claro que a coisa me preocupou. Afinal de contas eu era um estrangeiro ao centro de uma paisagem complexa
Numa das reuniões com Eloy Lacerda, estiveram presentes Mauro Marcelo e Robson Tuma. Marcelo pediu mesmo patrocínio para uma escola do serviço secreto? Esse patrocínio foi concedido? E quanto a Tuma? A Telecom Italia chegou a fazer o call-center num de seus redutos eleitorais?
Realmente Eloy Lacerda o apresentou uma vez com Mauro Marcelo e Robson Tuma, sem me prevenir.Pretendeu mostrar para me ter amizades importantes talvez. Obviamente as pergundas do Tuma e o MARCELO dos quais o senor fala não tiveram nenhuma pararou là mesmo.
O sr. narra ainda uma discussão que teve com Marcelo Elias no Aeroporto do Rio de Janeiro. Ele lhe disse que “Demarco é estranho, mas não cria problemas”. Ao que o sr. respondeu: “Não contratamos ninguém para não ter problemas”. Que tipo de problemas Luís Demarco e Marcelo Elias poderiam causar à Telecom Italia?
Como considera o DE Marco ou ELIAS, os pagamentos ele o qual o BERNARDINI também fala, forom finalizado para sustentar os gastos legais para as ações contra Oportunidade. Disto eu forneci amplo e documentei provas aos juízes e eu aguardo que o Bernardini seja investigado para as declarações pesadas contra mim e contra Elias. Eu nunca tive simpatia para o De Marco, mas excluo que ele cometeu ações de corrupção, nenhum tantomeno o MARCELO Elias
Qual foi a natureza do trabalho feito pelo Dr. Eloy Lacerda?
Lacerda era um investigador privado. Seus relatórios eram informaçães comerciais. Mas no meu período ele produziu só um relatório na história Tecnosistemi e um relatório em um fraude de um provedor da Tim
Qual é a relação entre o ex-policial Álvaro (citado por Bernardini) e a cúpula da Polícia Federal?
Alvaro foi me sinalizado em minha aplicação de um funcionário italiano da embaixada italiana. Eu procuravo uma pessoa capaz e honesto com um passado em polícia para o antifrode. Alvaro nunca abusou de suas relações em polícia. E’ falso também-como diz o Bernardini – que eu obitve o relatorio da investigação Chacal por Alvaro. Eu lhe perguntei e o obtivi de um jornalista bem conhecido e serio.Acho qu esta história arruinou a reputação de muitas pessoas honestas que teverou só a culpa de ter encontrado alguns salafrários. Eu só assisto agora a justiça, também da imprensa.
Da: Leonardo Attuch [mailto:attuch@revistadinheiro.com.br]
Inviato: martedì 14 agosto 2007 16.51
A: angelo.jannone
Oggetto: pergutas sobre seu depoimento
Prezado Angelo, Seu depoimento à Procura di Milano tem sido distribuído por fonta anônima a alguns jornalistas no Brasil. Diogo Mainardi, de Veja, teve acesso a ele e fez um pequeno comentário em seu blog na internet. Eu também recebi o mesmo documento e decidi publicá-lo. Eu o considero autêntico porque as pessoas que foram citadas confirmam, em grande parte, a veracidade das informações ali contidas. Falei, por exemplo, com Pedro Rogério, Alexandre Paes dos Santos, Mauro Marcelo e Eloy Lacerda. Diante disso, gostaria de lhe perguntar o seguinte: – Qual foi o papel da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante a disputa entre Telecom Italia e Opportunity em torno do comando da Brasil Telecom? – Por que o sr. fez um desabafo a um amigo (Pedro Rogério) temendo ser pressionado pelo sr. Eloy Lacerda a fechar um “accordo corrutivo” com Mauro Marcelo? – Numa das reuniões com Eloy Lacerda, estiveram presentes Mauro Marcelo e Robson Tuma. Marcelo pediu mesmo patrocínio para uma escola do serviço secreto? Esse patrocínio foi concedido? E quanto a Tuma? A Telecom Italia chegou a fazer o call-center num de seus redutos eleitorais? – O sr. narra ainda uma discussão que teve com Marcelo Elias no Aeroporto do Rio de Janeiro. Ele lhe disse que “Demarco é estranho, mas não cria problemas”. Ao que o sr. respondeu: “Não contratamos ninguém para não ter problemas”. Que tipo de problemas Luís Demarco e Marcelo Elias poderiam causar à Telecom Italia? – Qual foi a natureza do trabalho feito pelo Dr. Eloy Lacerda? – Qual é a relação entre o ex-policial Álvaro (citado por Bernardini) e a cúpula da Polícia Federal? Por ora é isso. Desde já, agradeço a sua colaboração. Atenciosamente, Leonardo Attuch11 36184252 / 11 76484374
DOPO LA PUBBLICAZIONE DEL REPORTAGE SCRIVO AL GIORNALISTA UNA MAIL DI PROTESTA.
Da: Angelo Jannone
Inviato: domenica 16 settembre 2007 12.23A: ‘Contato Jannone’
Oggetto: R: R: novos documentos
Distinto Attuch,
scrivo in italiano, così non vi saranno dubbi su come esprimo i miei pensieri. Ma veda in Italiano è scritta la mia deposizione ed ho seri dubbi che lei abbia saputo o voluto correttamente leggerla. Pedro Rogerio è una persona che io stimo profondamente proprio per il suo garbo. Ma io sono un pò più franco: lei non comprende o non vuole comprendere?Le ho allegato una serie di mail che ci siamo scambiati:- le ho risposto alle sue domande, ma lei non ha tenuto conto delle mie risposte,mentre mi ha detto che lo avrebbe fatto. Mi ha altresì detto che non aveva fatto in tempo ad apportare solo gli errori da me evidenziati nella seconda mia mail,ma non immaginavo che non tenesse conto delle mie risposte;- alcune delle cose che penso del suo reportage glile ho già scritte ieri,mettendo in copia Pedro(la mail è allegata)- il reportage è fedele alla mia (documentate, lo ripeto) deposizione ai Pubblici Ministeri? No,no lo è, nè tanto meno lo sono i titoli. ad esempio “la deposizione del capo dello spionaggio alla giustizia rivela come l’impresa si avvicinò alla polizia federale e alla Abin….” . Lei scrive :Os pontos mais surpreendentes do testemunho de Jannone dizem respeito à forma como a Telecom Italia se aproximou de duas instituições do governo brasileiro – a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – numa tentativa de conseguir apoio na guerra comercial empreendida contra Dantas. Ma io ai giudici italiani non dico assolutamente questo! questo lo dice Bernardini ed io spiego ai giudici, portando documenti, report e mail, che ciò è falso! Io ho sempre rispettato il lavoro della polizia federale e non mi sarei mai permesso di interferire e/o di domandare. Ma a quanto pare questa mia correttezza continua a non essere evidenziata. – Io non sono venuto in Brasile, come lei dice a Pedro per coordinare il lavoro di controspionaggio.Io ero un direttore dell’azienda ed un manager non si occupa di controspioaggio, o non solo di questo. Nella mia deposizione io non dico mai questo. Se avessi dovuto fare solo questo, avrei continuato a farlo dall’Italia, come quando sono venuto in Brasile a intervistare Tiago Verdial .- Come può non essere falsa e capziosa una frase come questa ” Com esse time, Jannone montou sua ofensiva contra Dantas, que, em 2004, foi alvo de uma ação da Polícia Federal: a Operação Chacal.” ossia lei lascia credere che tutti i soggetti pagati o presuntamente pagati, sarebbero stati il mio Team nella guerra contro Dantas a colpi di indagini della polizia federale. E mi domanda ancora se il suo reportage è fedele? a cosa? ad altre esigenze, ma non certo a quanto io sostengo da tempo con documenti. Il mio lavoro è stato ben altro che fare “la guerra” a Dantas. Piuttosto è 3 anni che continuo a difendermi prima dalle guerre interne contro di me, di invidiosi e farabutti, dalle convinzioni errate di Dantas e dei suoi sostenitori, circa il mio ruolo e da giornalisti poco scrupolosi. Questo è quello che io ho da dire.Angelo Jannone
IN QUESTO PUNTO INTERESSANTE RISPONDO AD ATTUCH CHE RITIENE DI ESSERE STATO INFORMATO DA QUALCUNO (QUALCUNO CHE CAPISCE SEMPRE MALE) CHE TRA LE MAIL CONSEGNATE AI PM DA ME VI SAREBBERO STATE QUELLE IN CUI ELIAS (AVVOCATO DI DE MARCO) ORDINAVA INTERCETTAZIONI ILLEGALI NEI CONFRONTI DI UNA SERIE DI AMICI DI DANTAS TRA CUI LO STESSO ATTUCH.
angelo jannone wrote:
Prezado, eu penso que vc esteve mal informado. Eu entreguei todas as correspondências trocadas com DE Marco e Elias , mas alem alguma referência para Attuch como jornalista amigo do Dantas, nunca fui feita – e esta é a pura verdade no amor por minha filha – alguma referência para pessoas ser espiada. Além seja o DE Marco seja ELIAS semper eles mostraram uma opiniao ruim de LACERDA e MARCELO, até mesmo achando que os dois trabalharam para DANTAS. Foi próprio ELIAS para me fazer subir a suspeita que MAURO MARCELO era o sócio de ELOY, revelando-mim ter visto o MARCELO dirigir um carro FERRARI do Eloy. Eu procurarei e eu lhe enviarei todas as correspondências nas quais si fala de você. Mas, eu repito, o par o ELIAS /DE Marco, pelo menos com minha administração não atuarom nada de crime. Eles, a coisa mais imoral isso fez para mim, foi me cruzar informação que aprendivam aprofeitando do bom relazionamento com advocatos de Citygroup. Esta é a pura verdade.Obrigado. Aguardo vc nà Italia
Da: Contato Jannone [mailto:contatojannone@yahoo.com] Inviato: venerdì 14 settembre 2007 20.56 A:angelo jannone
Oggetto: novos documentos
Observação: se você quiser escrever em italiano, para se expressar de forma mais rápida, eu entendo. Apenas não falo, ok? Caro Angelo, Criei este email apenas para que possamos ter uma comunicação mais reservada. Eu penso que a matéria foi feita de forma fiel ao depoimento e que também teve a preocupação de tratar você com muito respeito. Até o final do dia, pretendo enviá-la a você. Evidentemente, eu e a nossa revista fomos muito atacados durante a Operação Chacal. No meu caso houve até uma investigação paralela, a Operação Gutenberg, da qual você deve ter ouvido falar. Em função disso, naturalmente, demos um peso grande à reportagem, porque ela confirma a linha de cobertura que adotamos desde o início. Mas por que eu estou escrevendo esta mensagem agora? Eu soube que você enviou à Procura di Milano (e isso está no depoimento) as mensagens que recebeu de Marcelo Elias. Algumas pessoas me contaram que Elias fez uma lista de pessoas que deveriam ser monitoradas (ou seja, grampeadas, hackeadas) pela Telecom Italia ou por Eloy Lacerda. Uma dessas pessoas seria eu. Coincidência ou não, a Polícia Federal tentou interceptar meu telefone. Em função de tudo o que aconteceu, eu, de fato, tenho muito interesse em obter cópia desses documentos que o Elias mandou a vocês. Olhando hoje para o passado, concordo plenamente com você. O governo brasileiro sempre trabalhou pela Telemar e usou a Telecom Italia quando isso pareceu conveniente. Vocês acreditaram na ilusão e foram usados. No final, muita gente honesta foi atingida. E eu me lembro também de reuniões que tivemos aqui na editora com Della Seta e Dal Pino, quando eles me diziam que jamais tinham tido qualquer contato com Demarco. Não consigo entender como vocês puderam contratar uma pessoa como ele, que já foi capaz até de falsificar emails meus. Mas essa é outra história. Enfim, quero apenas lhe pedir que me mande, se possível, as informações que vocês recolheram a meu respeito. Não pretendo nem publicar, mas isso tem valor moral. Um abraço e obrigado, Leonardo http://www.angelojannone.com/

DIOGO MAINARDI E VEJA SÃO CONFIÁVEIS?

Mauro Marcelo de Lima e Silva disse…
Todo relacionamento, encontro ou conversas que tive com os ex-chefes de segurança da Telecom Itália no Brasil (Sr. Bonera e depois o Sr. Jannone) ocorreram antes de assumir a Abin e foram tratados exclusivamente assuntos referentes aos cursos que eu daria aos seus funcionários. Foram três ou quatro encontros.
O único contato que tive durante o período em que fui diretor-geral da Abin, foi quando apresentei projeto de parceria para a reforma da Escola de Inteligência ao Sr. Jannone/Telecom Itália, mas ele não teve interesse em participar. Sou credor da Telecom Itália por serviços prestados na área educacional (palestras/cursos), cujos valores até hoje não foram pagos.

Sugiro a leitura do blog de Angelo Jannone (www.angelojannone.com), capitulo “brasile”.
Mauro Marcelo de Lima e Silva
DelPolTit.23DP
delegadomauro@terra.com.br
14 de Julho de 2008 11:28

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Impressão pessoal: não são confiáveis.
Exemplo, a matéria da última edição desqualifica o Delegado e o Inquérito “produzido”(sic) pela Polícia Federal, preparando terreno para futuras decisões absolvendo Dantas e Nahas.
“É um exemplo de como não deve ser conduzido um trabalho policial com ambição de ter impacto no resultado final do julgamento sobre seus alvos, como mostra a reportagem.
O inquérito tem relatos imprecisos sobre os investigados e intermináveis transcrições literais de grampos telefônicos a partir dos quais são feitas suposições e emitidas opiniões.
Ao fim e ao cabo, o amadorismo demonstrado pelo delegado Protógenes, como diz a Carta ao Leitor da presente edição da revista, facilitará, provavelmente, a impunidade dos acusados.
Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas decerto têm muito a explicar à Justiça, mas nada do que realmente interessa ou possa levá-los a uma condenação está no inquérito que motivou a prisão de ambos e dos demais envolvidos.”
A propósito da credibilidade e veracidade dos documentos e depoimentos colhidos por Mainardi, de se ler http://luis.nassif.googlepages.com/home.

As relações entre um Mentiroso “Diogo Mainardi” da Veja e um orelhudo “Daniel Dantas” 1

As relações entre um Mentiroso “Diogo Mainardi” da Veja e um orelhudo “Daniel Dantas”
Escrito por Imprensa, postado em 3 de Março de 2008

Dossiê: Nassif x Veja

novo capítulo: A IMPRENSA E O ESTILO DANTAS

Dossiê Veja do Blog do Nassif

Conforme fartamente demonstrado nos capítulos anteriores, antes de fechar com Dantas a direção da Veja o tinha em conta como alguém que comprava reportagens, fabricava dossiês falsos e subornava jornalistas.
No capítulo “Os Primeiros Ataques a Dantas“ e “O dossiê falso” esmiuço as sucessivas denúncias de Veja antes de ser cooptada pelo banqueiro. Qual a lógica que leva uma revista a se associar a um empresário que, segundo ela mesmo, espalha dossiês falsos, compra reportagens e jornalistas? Há muitas explicações para isso, nenhuma boa, do ponto de vista jornalístico.
Essa atuação da revista, no entanto, era apenas a ponta final de uma linha de operação que passava por várias instâncias antes de desembocar nos dossiês e informações repassadas ao quarteto de Veja.
O jogo fica mais claro quando se começa a penetrar no mundo de Dantas e a entender melhor a linha de montagem preparada para suas guerras empresariais.
Nelson Tanure ganhou rios de dinheiro entrando em ações judiciais que tinham por único objetivo criar dificuldades para a concretização de algum negócio. Com a lentidão da justiça brasileira, as partes envolvidas achavam mais barato pagar para se ver livre das ações. Caso típico foi a compra do Banco Boavista pelo Bradesco.
A partir das lições de Tanure, Dantas percebeu que ações judiciais, matérias na imprensa, com espionagem, dossiês falsos, faziam parte de uma mesma estratégia, portanto deveriam estar sob um mesmo comando.
Assim, montou uma estrutura de lobby interna, com os diversos elos das disputas empresariais sob o comando de Humberto Braz, diretor corporativo da Brasil Telecom no período em que Dantas esteve no comando da companhia.
Braz integrava e comandava os trabalhos jurídicos (legais e de lobbies), os contatos com espionagem (da Kroll a jornalistas infiltrados no meio), a cooptação de publicações e jornalistas, através do controle das verbas publicitárias e da contratação de assessorias de imprensa incumbidas de atrair jornalistas para o esquema Dantas.
Grosso modo, se poderia desenhar assim o organograma da operação.
Vamos nos fixar na parte jornalística, que é objeto dessa série, e já é dor-de-cabeça o suficiente.
No campo da mídia propriamente dita, a coordenação de Humberto Braz consistia dos seguintes movimentos:
Agências de Publicidade: não apenas opinava sobre as campanhas da Brasil Telecom, quando sob controle de Dantas, como dava a última palavra nas campanhas da SMP&B e DNA (de Marcos Valério), que eram agências da Telemig Celular e da Amazônia Celular.
Mantinha contratos formais com sites de informação.
Tinha contratos polpudos, muito acima dos preços de mercado, com assessorias como FSB e Andreolli, I. Em muitos casos (como a FSB), não havia nenhum relatório de serviços prestados. Pelos valores envolvidos, havia suspeitas de que, por trás de algumas delas, poderiam se esconder jornalistas profissionais militando na mídia.
Mantinha contato com a Kroll e com jornalistas ou empresários do setor incumbidos do trabalho de informação e espionagem.
O modo de operação obedece a um padrão.
1. Montagem de dossiê, para a qual, além da Kroll, Braz conta com as próprias assessorias de imprensa, além de outros personagens que serão mostrados no decorrer deste capítulo.
2. Depois, o lobista passa as informações para o jornalista cooptado, mastigadas e com a receita pronta sobre como manipulá-las. Nos capítulos “O Post-It de Maianardi” e “Primeiros serviços” descrevo em detalhes em que consistia esse sistema de manipulação das informações.
3. O jornalista publica sem mencionar a fonte, ou mentindo sobre sua origem (caso recente de Diogo Mainardi sobre o dossiê da Telecom Italia).
4. Outros jornalistas, cooptados, repercutem a denúncia.
5. O lobista faz um apanhado do conjunto de informações e agrega ao processo (quando for o caso), como se viesse de fonte neutra.
6. Finalmente, o uso das agências de publicidade para “adoçar” a boca das publicações.
É nesse ambiente de atuação do lobby de Dantas, que o quarteto de Veja se torna um dos operadores mais audaciosos.
O caso Nassif
Vamos a alguns exemplos práticos de como funciona essa linha de produção de escândalos.
Ao longo de 2003, 2004 em diante, andei escrevendo sobre Daniel Dantas, tentando trocar em miúdos o intrincado roteiro de que se valia o banqueiro para confundir a opinião pública.
Fui alvo de uma tentativa de “assassinato de reputação” praticada por Diogo Mainardi através de duas colunas na revista Veja, em 17 e 24 de agosto de 2005. Como relatei no início da série, foi o primeiro serviço prestado pela revista dentro da nova fase de aliança com Dantas.
Na época em que sofri os ataques, tinha escrito colunas informando que as agências financiadoras do “mensalão” – SMP&B e DNA – trabalhavam para a Telemig Celular e Amazônia Celular, controladas por Dantas.
Anote os ataques de Mainardi e me acompanhe por um passeio pela agenda do lobista Humberto Braz.
Dossiê – Sérgio Thompson Flores é um ex-diplomata que enriqueceu com privatizações e tentou seguir os passos de Nelson Tanure, de entrar na mídia como reforço para manobras de lobby. No começo de 2005, estava montado uma revista e me procurou propondo se associar à Dinheiro Vivo. Me atazanou por um mês, querendo um plano de negócios com os dados da empresa. Depois que recebeu, sumiu com as informações. Na mesma época, foi trabalhar na agência Rodrigo Squizatto. Quando estourou o escândalo Kroll, seu nome apareceu em um CD e ele admitiu que trabalhava para a Kroll e seu contato era o português Tiago Verdial.
Thompson Flores reuniu-se com Braz sucessivamente em 11, 15 e 25 de junho, em 2, 6, 9 e 16 de julho de 2004. A Brasil Telecom anunciou na capa da revista durante praticamente todo o ano. Braz reunia-se periodicamente com a Kroll. Provavelmente vem daí a origem do “dossiê” manipulado por Mainardi.
Jornalista -o passo seguinte era encontrar o jornalista “sela”. Conforme relatado nos primeiros capítulos, a cooptação da Veja se dá em meados de 2005, assim como a transformação de Mainardi de parajornalista em agente do lobby. O primeiro serviço prestado foi ele me atacando.
Publicidade – apesar de presidente da holding da Brasil Telecom, Braz dava a palavra final para todas as campanhas preparadas pelas agências SMP&B e DNA, de Marcos Valério. Por exemplo, reúne-se com Marcos Valério e Christiano Paz nos dias 21 e 22 de junho de 2004, 13 e 22 de julho de 2004 e 5 de agosto de 2004.
É de Humberto Braz a autorização final para a veiculação de 12 páginas de publicidade na revista Veja, seis em cada uma das duas edições contendo os ataques de Mainardi. Ou seja, enquanto denunciava a plenos pulmões o “mensalão”, Veja recebia 12 páginas das empresas do “mensalão”, aparentemente como contrapartida pelo ataque combinado com seu colunista para desviar a atenção sobre as fontes de financiamento do “mensalão”.
O caso Márcia Cunha
Vocês se recordam do capítulo “O Caso Edson Vidigal“, onde se narrava a tentativa de “assassinato de reputação” pela Veja em cima do então presidente do Superior Tribunal de Justiça, por ter confirmado a sentença que apeou o Opportunity do comando da Brasil Telecom. Foi na edição de 21 de setembro de 2005.
Em 13 de abril de 2004, os fundos e o Citigroup propuseram uma ação para anular o chamado contrato guarda-chuva (que conferia plenos poderes ao Opportunity para gerir as empresas de telefonia).
Em maio de 2005 a juiza Márcia Cunha, da 2a Vara Empresarial do Rio de Janeiro proferiu a sentença, anulando os efeitos de um acordo guarda-chuva que dava plenos poderes a Dantas. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Rio.
Foi alvo de uma campanha pesada, que culminou com advogados do Opportunity recorrendo a linguistas, para tentar provar que a sentença não tinha sido escrita por ela.
Através de Mauro Salles, tentaram comprar o parecer de um funcionário da Academia Brasileira de Letras, que recusou. O “imortal” Antonio Olintho não se fez de rogado e aceitou a encomenda. Um dia a ABL ainda terá que colocar essa história em pratos limpos.
Pressionada, a juiza denunciou ter sido alvo de uma tentativa de suborno por parte de Eduardo Rascovisky, falando em nome do Opportunity. Atenção: entre 6 de fevereiro de 2004 e 20 de outubro de 2004, Rascovisky teve 16 reuniões com Humberto Braz.
Qiando a juíza denunciou a tentativa de suborno, a “Folha” incumbiu a repórter Janaína Leite de ir ao Rio cobrir o episódio (clique aqui).
Em vez de se concentrar nas acusações da juíza, Janaína comete uma tentativa de “assassinato de reputação” – sem identificar a fonte da informação. Semanas atrás se ficou sabendo que sua principal fonte de informação era um diretor do Opportunity.
Não é a primeira vez que Márcia Cunha sofre questionamentos administrativos. A primeira foi no início dos anos 1990 e envolvia tentativa de fraude fiscal. A juíza também foi alvo de críticas por aceitar passagens de cortesia da Varig quando julgava processos envolvendo a companhia aérea. (…)
A decisão da juíza foi dada poucos dias após a apresentação da defesa do Opportunity, que contava com mil páginas. Ao todo, mesmo o julgamento sendo liminar e não de mérito, a sentença contava com 40 páginas impressas. Causou estranheza ao Conselho de Magistratura a rapidez e a diferença no padrão de decisões proferidas por Márcia Cunha – geralmente manuscritas e com, no máximo, quatro páginas.
O mesmo modelo da Veja, o mesmo modelo das colunas de Mainardi, um conjunto de informações incompletas, de fatos banais distorcidos que se transformam em escândalos, no formato de um dossiê.
O que seria uma “tentativa de fraude fiscal”? Uma declaração de renda incorreta, algum lançamento errado? A matéria não avançava em informações.
O Opportunity apresentara uma defesa de mil páginas. Suspeita seria a juiza se respondesse com uma sentença manuscrita de quatro páginas. No entanto, era “acusada” de ter escrito uma sentença de 40 páginas no computador.
Era a subversão do conceito de escândalo, mas fazia parte de um procedimento padrão do esquema jornalístico montado, e que seria repetido por Mainardi, Veja, Leonardo Attuch e outros jornalistas que atuavam de forma sincronizada.
Um ano depois, a juíza foi inocentada das acusações. A cobertura da “Folha” voltava às mãos sérias de Elvira Lobato (clique aqui).
Em 20 de janeiro de 2006, os repórteres Chico Otávio e Maria Fernanda Delmas, de “O Globo”, escreviam ampla reportagem sobre a influência de Eduardo Raschkovsky no TJ do Rio de Janeiro (clique aqui).
Em 4 de março de 2006, Elvira Lobato e Pedro Soares mostram as perseguições sofridas pela juiza (clique aqui).
Em quase todos os casos havia a mesma articulação de interesses, a manipulação de denúncias, a chantagem explícita – caso de Mainardi nas suas últimas colunas na Veja.
Algumas vezes o jornalismo conseguia sair vitorioso, como nesse episódio.

Pacientes de Rafael deixam Clínica Terapêutica

Domingo, 13 de julho de 2008 – 08:38
Pacientes de Rafael deixam Clínica Terapêutica
O ex-polegar já é conhecido nos meios policiais. Rafael ainda continua preso em São Paulo
(São Paulo) – O advogado José Vanderlei Santos informou que todos os pacientes das duas clínicas do ex-Polegar Rafael Ilha, 35 anos, deixaram os estabelecimentos. As casas da Comunidade Terapêutica Ressurreição, localizadas em Embu-Guaçu e Juquitiba, ambas na Grande SP, foram lacradas pelas Vigilâncias Sanitárias municipais por atuarem irregularmente.
Segundo Santos, que atua na defesa do ex-cantor, preso desde o último dia 1º acusado de tentativa de seqüestro, os parentes dos 45 pacientes de Juquitiba e de oito que ainda permaneciam em Embu-Guaçu retiraram os doentes, pois “não querem a imagem deles relacionada à prisão”.
O advogado diz que está atuando na regularização das unidades. “Rafael está bem, confiante que deixará a prisão logo. Quando ele for absolvido, vai olhar para trás e ver o estrago”, diz Santos, que pediu novamente à Justiça a liberdade do ex-cantor. Um pedido de liberdade provisória foi negado nesta semana.
Interditada pela Prefeitura de Embu-Guaçu (Grande SP) há um mês, a casa terapêutica Ressurreição, do ex-integrante do grupo Polegar, Rafael Ilha, 35, ainda mantém 42 internos dependentes de drogas. A Secretaria Municipal da Saúde interditou o local após constatar que o tratamento oferecido era de clínica e não havia alvará para isso.
A prefeitura diz que, após a interdição, telefonou para familiares das 52 pessoas que estavam internadas à época, mas apenas seis decidiram deixar o local. “A maioria das famílias prefere evitar transtorno”, afirma a secretária da Saúde, Maria Dalva Amim.
Ilha, acusado de tentativa de seqüestro, tem até a próxima semana para entrar com recurso contra a interdição apresentando documentos que comprovem a atividade desenvolvida.
Junto com Ilha, foram presos, na Bela Vista (região central), a auxiliar de enfermagem Neusa Camargos Antunes, 42, que trabalha na Ressurreição, e o interno Cristiano da Silva e Andrade, 25, sob acusação de tentativa de seqüestro e formação de quadrilha. O ex-Polegar também é acusado de usurpação de função pública porque teria se identificado como policial do Denarc (departamento de narcóticos). Testemunhas relataram que eles tentaram levar à força para a clínica a esteticista e estudante de direito Karina Souza da Costa, 28, suposta usuária de drogas.
Na delegacia, Karina afirmou que Ilha foi até ela a mando do marido, que quer ficar com a guarda dos dois filhos. Ex-interno da clínica, Pedro José de Santana Vaz, 35, está com as crianças no Amapá. A mulher diz que nunca usou drogas e se ofereceu para exame toxicológico.
O advogado do trio preso, José Vanderlei dos Santos, entrou com pedido de habeas corpus anteontem e espera que a Justiça decida em favor de seus clientes. “Acredito que esses delitos não serão comprovados. Eles não queriam seqüestrar ninguém”, diz o advogado.

São Paulo expulsou 69 Policias Militares e afastou 71 em 6 meses

SP expulsou 69 PMs e afastou 71 em 6 meses
Crimes gravíssimos foram o motivo; OAB diz que falta preparo a policiais

Camilla Haddad, JORNAL DA TARDE
Pelo menos 69 policiais militares do Estado de São Paulo foram expulsos da corporação, de janeiro a junho deste ano, por cometerem crimes considerados gravíssimos, incluindo homicídios intencionais. Outros 64 soldados foram demitidos após sindicâncias internas e sete deixaram a instituição por corrupção, problemas psicológicos ou por excesso de faltas ao serviço diário. Os números podem ser ainda maiores, pois há casos de PMs até presos cujo processo administrativo de expulsão não foi concluído.
Ao todo, 140 policiais foram afastados pela corporação, o que equivale a 84% dos 166 casos registrados em todo o ano passado. A comparação fica ainda mais próxima com 2006, quando 153 soldados foram obrigados a deixar a PM.
A corporação admite maior rigidez nas avaliações. “Existe uma grande preocupação nossa em não manter esse tipo de pessoa (que comete crimes gravíssimos)”, diz a tenente-coronel Ângela Dimarzio Godoy, da Corregedoria da PM. “É sempre temerário dizer que esses números (de expulsão) estão dentro da média. O ideal é não haver nenhum caso. Não gostamos de saber quando ocorrem mortes de civis. É sempre muito negativo para nós.”
Ângela ressalta que, no caso de expulsão, “o PM fica proibido de participar de novas seleções”. Já os demitidos podem tentar ingressar no serviço público mais uma vez, por meio de concurso, desde que não seja na área de segurança.
A Polícia Militar de São Paulo matou 55% a mais no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2007. Ao todo, foram 107 “mortes em confronto” em 2008, ante as 69 registradas no ano passado, entre janeiro e março. Índices correlatos, como prisões em flagrante e feridos em tiroteios com PMs, mantiveram-se estáveis.
Todas as ocorrências são acompanhadas pela Corregedoria. Após participarem de um caso que termina na morte de um civil, os soldados são afastados por pelo menos um mês. Se surgem indícios de crime, o inquérito segue para a Justiça Militar.
A corporação considera que a explicação sobre o maior número de processos abertos passa pelo aumento no registro de denúncias na Ouvidoria da Polícia. Nos últimos quatro anos, as queixas contra policiais militares saltaram de 852 para 1.044 somente na capital paulista. A maioria dessas reclamações envolve casos de violência e de morte.
ABORDAGEM AGRESSIVA
No entanto, para o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário de Oliveira Filho, falta preparo. “O policial militar tem de ficar em constante treinamento, como o bombeiro.” Ele acrescenta que as abordagens atualmente são “agressivas” e precisam mudar. “A gente vê as pessoas com a mão no capô do carro. Muitas vezes o policial chuta as pernas do averiguado para que elas fiquem abertas.”

A CHAVE PARA ENTENDER OS MOTIVOS DA SOLTURA DE DANTAS E NAHAS

Diogo Mainardi
Daniel Dantas e Naji Nahas presos
Hoje, terça-feira, bem cedinho, olhei pela janela e vi uma câmara da TV Globo apontada para o prédio vizinho, onde mora Verônica Dantas. Pensei:
– Oba! Daniel Dantas vai ser preso!
Pouco depois, li que Naji Nahas havia sido preso junto com ele. Pensei:
– Oba, oba, oba!
Em setembro de 2005, publiquei meus dois primeiros artigos sobre Daniel Dantas, intitulados “Resumo da Ópera” e “Resumo da Ópera 2”. Eu dizia:
“Até 2002, Marcos Valério era um operador local de Dantas, encarregado do abastecimento do bando mineiro do PSDB. Quando Lula foi eleito, Marcos Valério se aproximou de Delúbio Soares e passou a canalizar toda a propina que Dantas era obrigado a pagar ao governo federal, representado pelo bando de José Dirceu”.
Depois desse segundo artigo, fui procurado por Daniel Dantas. Ao todo, encontrei-o quatro vezes, em seu escritório, entre setembro de 2005 e maio de 2006.
Desde o primeiro encontro, impressionei-me com sua vergonhosa falta de coragem. Por esse motivo, duvido que ele diga o nome dos políticos que pagou, apesar de estar na cadeia. Pressionado, ele sempre recorre à barganha mais rasteira, distribuindo ameaças. No artigo “A última sobre Dantas”, citei alguns dos fatos que podem atemorizar Lula e o PT. Recomendo sua releitura, em particular o trecho sobre o encontro de Lula com a diretoria do Citibank.
Naji Nahas, o parceiro de Dantas, é protagonista de um episódio que, até hoje, ninguém se interessou em apurar. Em fevereiro de 2006, em “Para entender o caso Nahas”, denunciei seu envolvimento numa negociata da Telecom Italia. Dois anos depois, em fevereiro de 2008, na coluna “Fantasioso? Sórdido?”, finalmente consegui reconstruir o caso, a partir de um documento do diretor-financeiro da própria Telecom Italia. Servindo-se de um doleiro e de um contrato com Nahas, a empresa reuniu 1,3 milhão de dólares em dinheiro vivo. O dinheiro, segundo testemunhas de um inquérito italiano, foi usado para corromper políticos em Brasília, entre abril e maio de 2003, no comecinho do mensalão.
O inquérito italiano cita igualmente os 25 milhões de euros que a Telecom Italia pagou a Naji Nahas. Tratei do tema em “Esperei Godot. E ele apareceu”. Um dos diretores internacionais da Telecom Italia declarou à justiça milanesa que Naji Nahas recebeu o dinheiro em virtude de “suas ligações com os aparatos institucionais brasileiros, como o Ministro da Fazenda”, Antonio Palocci. Esse depoimento foi disponibilizado na internet. Antes de publicá-lo, conferi sua autenticidade com seu próprio autor, o diretor internacional da Telecom Italia, Giuliano Tavaroli. Alguns pilantras me acusaram de ter recebido o documento de Daniel Dantas. Como assim? Daniel Dantas estaria tentando incriminar seu sócio Nahas?
Foi por tudo isso que, ao acordar, olhei pela janela e pensei:
– Oba!
E pensei também:
– Naji Nahas está me processando. Será que ele vai poder comparecer ao tribunal?
E pensei, por último:
– Onde está Marcos Valério? E Delúbio Soares? E José Dirceu? E Roberto Teixeira, o compadre de Lula, contratado por Dantas? E Duda, contratado por Dantas? E Kakai, contratado por Dantas? E Delfim? E Della Seta? E Lula?
A prisão de Daniel Dantas e de Naji Nahas é a chave para entender o que aconteceu no Brasil nos últimos 10 anos. Vou ficar olhando pela janela à espera de notícias.

Mauro Marcelo foi guarda-costas de Lula 2

PODCAST

Diogo Mainardi -22 de abril de 2008
Guarda-costas de Lula
Algumas semanas atrás, na VEJA, reproduzi trechos dos interrogatórios de um dos diretores da Telecom Italia. Num desses interrogatórios, ele dizia:
“Sendo um homem do presidente Lula, (Mauro) Marcelo, depois de assumir o cargo no serviço secreto (Abin), nos garantiu seu apoio institucional, uma vez que (Daniel) Dantas era um inimigo do presidente Lula”.
Antes de publicar o artigo, conferi a autenticidade dos depoimentos. Com quem? Com o próprio autor dos depoimentos, o diretor da Telecom Italia, Giuliano Tavaroli. Essa é uma prática que se intensificou desde que me tornei o alvo preferencial dos processos dos lulistas: só publico aquilo que posso documentar por escrito. Tenho todas as mensagens do diretor da Telecom Italia armazenadas no computador.
Apesar disso, a autenticidade dos documentos oficiais da magistratura italiana foi contestada pelos blogueiros chapa-branca. O papel deles é simples: desinformar e, desinformando, proteger o governo. Sempre há otários dispostos a acreditar na propaganda estatal. Para quem quiser acompanhar o caso, recomendo a leitura do blog de Janaína Leite, que ridicularizou os blogueiros chapa-branca.
O ponto que me interessa aqui é outro. Mauro Marcelo foi guarda-costas de Lula. Em meados de 2004, o presidente o nomeou à chefia da Abin. As principais testemunhas do processo contra a Telecom Italia declararam em juízo que, no mesmo período em que era chefe da Abin, Mauro Marcelo oferecia seus préstimos à empresa. O pagamento de 300 mil dólares, segundo essas mesmas testemunhas, seria realizado por meio do detetive Eloy Lacerda, parceiro de Mauro Marcelo.
Um dos executivos da Telecom Italia, Angelo Jannone, declarou à promotoria que se opunha à idéia de pagar um membro do governo brasileiro, tanto que, a certa altura, decidiu bloquear os pagamentos. Para comprovar esses fatos, ele apresentou uma série de documentos ao Ministério Público italiano. Num deles, o lobista Luiz Roberto Demarco teria se lamentado num e-mail nos seguintes termos:
Sinto que corruptos como Eloy ou Mauro Marcelo são tratados com mais respeito e mais atenção (do que eu).
Jannone apresentou também um telefonema gravado com o parceiro de Mauro Marcelo, que teria reivindicado um aumento no contrato de 300 mil dólares com o seguinte argumento:
Quando eu relatei a ele (Mauro Marcelo) a última conversa que tivemos, ele me pediu para ver se havia um jeito de melhorar um pouquinho, porque já se passou muito tempo, né?
Os especialistas no assunto podem ter acesso, na página do podcast, a dois depoimentos de Jannone. No primeiro, ele conta a origem do relatório em que Daniel Dantas é acusado de desvio de dinheiro nos contratos de fornecimento da Brasil Telecom. No segundo, ele faz um histórico de seu trabalho no Brasil, incluindo o episódio do chefe da Abin.
A todos os outros leitores, digo que a finalidade de quem tenta desacreditar o inquérito italiano é uma só: acobertar o envolvimento do governo brasileiro, que foi muito mais amplo do que esses casos de arapongagem fazem supor.
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Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou o delegado da Polícia Civil de São Paulo, Mauro Marcelo de Lima e Silva, para o comando da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), os serviços de informações do Exército, da Marinha e da Aeronáutica se mostraram resistentes. Isso porque o cargo sempre foi ocupado por militares ou por pessoas por eles indicadas.

VEJA AFIRMA: O inquérito "produzido" que embasou o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas, é produto da banda podre("ruim") da Polícia Federal

Polícia
Agindo conforme cartilha ideológica, banda da PF compromete combate à corrupção
12 de Julho de 2008
A Polícia Federal encontra-se hoje dividida entre uma parte boa e uma banda ruim.
A primeira é comandada pelo delegado-geral Luís Fernando Correia.
Além de estar empenhado em limpar a polícia federal dos quadros corruptos, ele quer melhorar a qualidade técnica dos policiais federais, para, desse modo, produzir inquéritos e ações mais bem fundamentadas.
A banda ruim, por sua vez, age à revelia do delegado-geral, conforme explica uma reportagem de VEJA desta semana.
Esta banda ruim obedece a instintos de vingança pessoal e política, o que enfraquece o trabalho policial e lhe tira a substância e o vigor e necessários para prevalecer na Justiça.
Paulo Lacerda, ex-delegado-geral da PF e hoje na direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem ainda devotos na instituição que comandou e há a suspeita de que eles cumpram missões a seu pedido.
O inquérito produzido pelo delegado federal Protógenes Queiroz, que embasou o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas, é produto desta banda.
O texto é confuso, eivado de convulsões ideológicas e pródigo em julgamentos sem nenhuma base na realidade.
É um exemplo de como não deve ser conduzido um trabalho policial com ambição de ter impacto no resultado final do julgamento sobre seus alvos, como mostra a reportagem.
O inquérito tem relatos imprecisos sobre os investigados e intermináveis transcrições literais de grampos telefônicos a partir dos quais são feitas suposições e emitidas opiniões.
Ao fim e ao cabo, o amadorismo demonstrado pelo delegado Protógenes, como diz a Carta ao Leitor da presente edição da revista, facilitará, provavelmente, a impunidade dos acusados.
Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas decerto têm muito a explicar à Justiça, mas nada do que realmente interessa ou possa levá-los a uma condenação está no inquérito que motivou a prisão de ambos e dos demais envolvidos.
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A IMPRENSA TAMBÉM POSSUI DUAS BANDAS: a banda honesta e a banda bem remunerada pelos Daniel Dantas deste país.
A VEJA está em que banda?

ISTO É entrevista o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa 3

Entrevista

”Qualquer autoridade pode ser investigada”Diretor-geral da PF diz que as megaoperações acontecerão enquanto houver corrupção e que nem o ministro da Justiça, seu superior, está livre delas

Por HUGO MARQUES
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, considera-se um policial nato. Ele não consegue imaginar- se fazendo outra coisa. “Ser policial é minha razão de ser”, diz ele. Na troca de Márcio Thomaz Bastos por Tarso Genro, Corrêa chegou à PF com a tarefa de diminuir o grau de espetacularização da Polícia Federal. As ações tornaram- se mais discretas por um tempo. Mas novamente a PF volta a fazer operações que surpreendem por levar à cadeia e aos tribunais pessoas de um tipo que a sociedade sempre associou à impunidade: empresários, banqueiros, autoridades do primeiro escalão da República. Nesta entrevista à ISTOÉ Corrêa avisa: esse é um processo irreversível. “A Polícia Federal atingiu um grau de maturidade que não permite a mais ninguém querer direcioná-la”, diz ele. Assim, Corrêa responde também às críticas de que a PF vem sendo utilizada politicamente para constranger adversários do governo ou eventuais inimigos do ministro da Justiça, Tarso Genro. Segundo Corrêa, nem mesmo o próprio Tarso Genro, se houvesse um pedido embasado da Justiça, escaparia de ser alvo de investigação policial. “Havendo necessidade, qualquer autoridade será investigada”, diz ele.
Aos 49 anos, Corrêa chegou à PF depois de uma passagem pelo próprio Ministério da Justiça, onde foi secretário Nacional de Segurança Pública. Foi ele quem ajudou a estruturar a Força Nacional e incentivou a criação dos gabinetes de segurança integrada com os Estados. No Rio, comandou a segurança bem-sucedida dos Jogos Pan-Americanos. Agora, a grande missão de Corrêa é modernizar a PF. Sua intenção é adotar padrões de empresa privada, dando mais autonomia às superintendências estaduais. A contrapartida é que os superintendentes terão de conviver com critérios de desempenho, como gerentes de grandes empresas.
ISTOÉ – Os métodos da Polícia Federal foram alvo do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, que criticou a prática do vazamento de informações sobre as investigações em andamento.
Luiz Fernando Corrêa – Não reconheço a PF como uma instituição dada a vazamentos como prática. Nós temos, por exemplo, operações que duram mais de um ano para serem concluídas. Como resistiriam se houvesse vazamento? Agora mesmo, está acontecendo uma (a Operação Satiagraha, que prendeu, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas). Não vazou. Hoje se tornou pública. É provável que, a partir de agora, os vazamentos comecem. Mas isso não quer dizer que o vazamento se produza na PF. Ela se torna a primeira suspeita de vazamento porque é quem produz a peça investigativa. Mas a verdade é que, a partir de agora, outros terão acesso a ela.
ISTOÉ – Mas Gilmar Mendes não tem razão quando diz que os vazamentos fazem com que se cometam equívocos? Ele, por exemplo, diz que foi confundido com um homônimo na Operação Navalha.
Corrêa – Qualquer vazamento é criminoso, porque tem um segredo de Justiça. A essência do inquérito policial é o sigilo. Qualquer servidor que romper isso está cometendo uma transgressão. Mas nomes referidos em peças normalmente vazam depois dessa fase exclusiva da PF. Não podemos nos responsabilizar por tudo.
ISTOÉ – Há críticas também quanto à utilização política da PF. O ministro da Justiça, Tarso Genro, usa a PF politicamente?
Corrêa – A PF está aparelhada para cumprir a sua missão constitucional, o interesse público. Ninguém consegue atribuir qualquer direcionamento na nossa atuação. Nossas operações têm atingido as mais variadas pessoas, independentemente da sua posição social ou política, agentes públicos ou não, do governo ou não. A instituição amadureceu profissionalmente nos seus quadros e se alguém tentar direcioná-la não vai conseguir. A instituição criou uma doutrina e um posicionamento profissional tal que não permite isso.
“Se colocássemos um homem armado a cada metro de fronteira, mesmo assim não conseguiríamos evitar a entrada de drogas e armas”
ISTOÉ – No caso da investigação sobre o dossiê de gastos de FHC, há um pedido da Justiça para que se investigue o próprio ministro Tarso Genro. A PF terá independência para investigar seu próprio chefe?
Corrêa – Primeiro, a gente tem que esperar para ver se a representação será acolhida. Agora, se houver necessidade, não tenho dúvida de que qualquer autoridade pode vir a ser investigada e ouvida.
ISTOÉ – No caso da Operação Satiagraha, os advogados de Daniel Dantas reclamam de abusos da PF por não terem tido acesso à investigação e não poderem, assim, defendê-lo previamente. Corrêa – Nem poderiam mesmo ter acesso prévio. É o que eu falava sobre a necessidade de sigilo. O princípio da investigação é inquisitorial e sigiloso. É assim que procedemos, com o devido acompanhamento do Ministério Público, que é o titular da ação penal, e o controle da Justiça Federal.
ISTOÉ – O sr. comemorou o resultado da Operação Satiagraha?
Corrêa – Olha, esse tipo de operação na verdade já entrou na rotina da PF. Eu entendo que ela cause impacto pelos nomes de alguns envolvidos. Mas acho que nem isso hoje surpreende tanto. A sociedade já percebeu que qualquer um, independentemente do posto ou do poder aquisitivo, pode ser alcançado pela PF ou pelo Ministério Público.
ISTOÉ – A PF prende os criminosos de colarinhobranco, mas eles acabam não passando mais do que três dias na cadeia. Isso não gera um sentimento de impunidade?
Corrêa – Não. É preciso que se faça uma diferenciação. Existem dois tipos de prisão que acontecem nesses casos, a temporária e a preventiva. Elas cumprem seu papel na produção de provas, para que as pessoas sejam ouvidas e aconteçam operações de busca e apreensão. Ou seja, a pessoa é presa temporariamente para que não possa interferir no processo de investigação. Depois disso, manter as pessoas presas seria uma violência contra o cidadão. Daí, segue o processo com o cidadão em liberdade, aguardando o trânsito em julgado, para uma condenação ou não.
ISTOÉ – Outra crítica freqüente é quanto ao abuso de escutas telefônicas nas investigações. Corrêa – Não há esse abuso. Não é verdade que esse instrumento foi banalizado. O que acontece é que houve um grande avanço na capacidade tecnológica. Hoje, estamos iniciando a utilização de um sistema, o Sintepol, que permite que o delegado, o juiz e o promotor estejam em contato o tempo todo virtualmente, online. O delegado pede uma autorização de quebra de sigilo ao juiz, ele pode atender prontamente, e o Ministério Público já opina sobre a necessidade ou não da operação. Ou seja, há mais rapidez. Com o Estado em plena capacidade, a economia em expansão e a polícia se modernizando, a utilização do grampo acontecerá na medida da criminalidade investigada. Enquanto houver corrupção e crime para se investigar, haverá escuta telefônica. Enquanto nós tivermos criminalidade, corrupção – principalmente esta última, que é um delito muitas vezes de comportamento e de baixa materialidade -, a escuta telefônica e a quebra de sigilos serão necessárias.
ISTOÉ – Não falta mais empenho para coibir o tráfico de drogas e armas pela fronteira?
Corrêa – Se nós colocássemos um homem fortemente armado de mão dada com outro a cada metro de fronteira, talvez não conseguíssemos mesmo assim evitar a entrada de drogas e armas. O crime organizado dissimula o ingresso em atividades lícitas. Essa barreira física de pessoas pode inibir o tráfico do contrabando-formiga. Agora, aquele que realmente causa um impacto, esse se dá através do crime organizado. Não é a presença física na fronteira, não são medidas burocráticas na fronteira que impedirão, é sim um grande trabalho de inteligência.
ISTOÉ – Como a PF vem investigando as atividades das ONGs internacionais na Amazônia? Corrêa – A espionagem e os interesses no Brasil são muitos. Quem se dedica a obter informações criminosas sobre as riquezas naturais brasileiras se vale de vários meios. ONGs de fachada são, sem dúvida nenhuma, um deles. As ONGs vieram para complementar atividades que o Estado não dava conta de fazer, principalmente na área social. Agora, na medida em que passam a ter um papel mais atuante e começam a lidar com mais poder e dinheiro, as ONGs podem se corromper, como acontece com os servidores públicos. Então, não podemos mistificálas, achar que são semideuses. O Estado brasileiro, que num momento se socorreu do terceiro setor para complementar sua capacidade de atender o cidadão, agora percebe que precisa estabelecer um controle.
ISTOÉ – Como é a relação entre a PF e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)?
Corrêa – Nós temos a obrigação de estarmos integrados. A Abin é a cabeça do sistema de inteligência brasileiro. Com as modernas tecnologias, estamos nos adaptando para que essa integração se dê em tempo real. Cada um no seu papel. A Abin na inteligência estratégica e nós na inteligência operacional, de combate ao crime.
“A inteligência da PF trabalha com intimidade com a Abin, ainda mais agora que ela é dirigida por um colega (Paulo Lacerda)”
ISTOÉ – Quando dirigia a PF, o hoje diretor da Abin reclamava que a agência não repassava suas informações para a polícia.
Corrêa – Nossa área de inteligência trabalha com muita intimidade com a Abin. E com muito mais razão agora que ela é dirigida por um colega nosso (Paulo Lacerda). E ele não é o único policial federal lá dentro. A verdade é que a Abin sofreu um certo preconceito por um tempo por ser herdeira do SNI do regime militar.
ISTOÉ – Qual é o atual efetivo da Polícia Federal?
Corrêa – Hoje temos 11 mil policiais, num quadro de 14 mil servidores. Não é nossa intenção agora pensar em aumentar o número de policiais. Estamos num momento de determinar indicadores de desempenho e indicadores de gestão. Não posso afirmar intuitivamente se me faltam quatro mil ou cinco mil policiais. Quero primeiro saber de quantos preciso e por quê.
ISTOÉ – Há algum tipo de ação preventiva que permita à PF, por exemplo, prender o corrupto antes de ele corromper?
Corrêa – Isso já acontece. Tempos atrás se investigava o fato consumado, já exaurido. Hoje, já conseguimos investigar um caso no curso do processo de corrupção. A partir de uma suspeita, investigamos, e eu tenho que demonstrar que a organização está montada para a corrupção e com potencial de dano. Com um mínimo de materialidade, faço prova disso. Um caminho comum são as auditorias que a Corregedoria-Geral da União faz nos municípios. Ali, se constata um desvio, a polícia começa a relacionar casos, associar com casos em outras prefeituras, entender como funciona a organização, e evita danos maiores à União. Um bom exemplo é aquela operação sobre o leite adulterado.
ISTOÉ – Por quê?
Corrêa – Aquela operação fez com que o Estado brasileiro se reorganizasse no controle sobre o processo de produção do leite. A lembrança que está no imaginário do cidadão são aquelas pessoas sendo presas. Mas o importante é que, a partir dali, controles que não aconteciam passaram a ser feitos.
ISTOÉ – Por que o sr. determinou à Polícia Federal que comece a plantar árvores?
Corrêa – Vamos plantar árvores. Vamos plantar em parceria com as escolas públicas, para que a próxima geração cresça junto com essas árvores.
O que queremos é aproveitar a mística da Polícia Federal para sensibilizar essa nova geração.
Estimamos que a emissão de gases das nossas viaturas e aeronaves produz uma poluição que provoca um débito de 27 mil árvores.
Esse foi o impacto da nossa atuação no ano passado.
Então, vamos plantá-las.
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Que sirva como exemplo para quem pensa na Instituição; não só em interesses pessoais imediatos.
Que exemplo nós – da Polícia Civil – plantaremos para as próximas gerações?