PARA O ATUAL GOVERNO OU QUALQUER OUTRO ( GOVERNOS CORRUPTOS, OBVIAMENTE ) 40

Corrupção é bom para qualquer Governo.
A situação em que as polícias encontram-se em São Paulo é muito cômoda para o atual governo ou para qualquer outro. 
Funcionários insatisfeitos teremos em qualquer esfera do governo, basta visitar blogs especializados na área de segurança pública. 
Acreditar que, a título de exemplo, policiais federais estão felizes, é ilusório, pois no site da FENAPEF há críticas severas até mesmo contra o Delegado Protógenes. 
Eles também reclamam de salários e melhores condições de trabalho. 
Mas quando é iniciado um concurso público para a área de Segurança Pública, lota-se um Morumbi de tantos candidatos. 
Assim, para cada insatisfeito há dezenas na fila para candidatarem-se ao cargo.
Outra questão. 
Com o salário na atual condição é natural que alguns irão aceitar suborno, e aqui não entro no mérito das razões da corrupção, pois para a maioria das pessoas, corrupção é aceitar dinheiro, mas ela veste-se de várias maneiras, até uma simples ordem de serviço pode esconder uma finalidade reprovável, onde até mesmo o executor e a autoridade desconhecem, mas servirá para alimentar finalidades escusas. 
Uma licitação, por mais lícita que seja, atendendo aos princípios norteadores da administração pública contemplará em várias oportunidades, grupos interessados na captação de recursos para fins pessoais ou colegiados. 
Dessa forma, em nossa instituição nos encontraremos sempre com condutas proibitivas, praticados por nossos pares contra a administração em geral e quando o governo noticia a demissão de inúmeros servidores por tais comportamentos, gera na população que compõe a grande massa, a sensação de eficiência, quando o inverso é verdadeiro. 
O Estado, através de suas políticas contrata mal, paga mal, não apresenta planos de carreira para funcionários e o resultado é um péssimo, sofrível e contraproducente esforço no atendimento ao cidadão, este sim, destinatário da atividade estatal. 
Utiliza-se a mídia para promover o governo, paga-se por propaganda nos grandes veículos de comunicação e estes por sua vez, aceitam as condições impostas, não mostram a realidade de cada Estado, a maneira errada na condução da coisa pública. 
A legislação processual é débil e é de conhecimento de todos que com advogados caros é possível protelar um decreto condenatório até seu perecimento pelo decurso do tempo. 
Funcionários de altos escalões engendram grandes esforços na captação ilícita de recursos. 
Uns poucos são descobertos e protegem todo o esquema. 
Advogados são contratos e tudo termina bem. 
De um lado o Governo que anuncia ter desmontado um grande esquema de corrupção. 
De outro a população acreditando cegamente estar protegida. 
Somente maus políticos ganham com isso. 
Chega um ponto em que novos candidatos apresentam dicurso contra esse mal. 
Por uns tempos resolve-se tudo, mas cria-se outra forma de alcançar o dinheiro público. 
Ninguém sabe quando essa cadeia improdutiva terá fim.
22 de Dezembro de 2008 11:25 ( colaboração )

MENSAGEM DO DOUTOR MAURÍCIO JOSÉ LEMOS FREIRE 69

“Convivência mais fraterna”

Chegamos ao final de mais um ano com muitas conquistas, mas, igualmente, uma sucessão de episódios de violência afrontou o espírito do Ser Humano.

Felizmente, o Natal e a passagem para um Ano Novo são festas consagradas à confraternização e a renovação de esperanças. Isso certamente explica porque, justamente nesta época, todos nós desejamos e procuramos uma convivência humana mais fraterna e solidária, o que nos leva a pensar nas virtudes da humildade e da compaixão.

Alguém disse, certa vez, que o erro é produto da realização e a correção do erro é produto da humildade e da inteligência.

Quando se mantém a humildade em doses elevadas as chances de errar são menores, até porque a capacidade de ouvir outras pessoas quase sempre faz com que o rumo das ações seja tomado com uma visão mais abrangente.

Baseados nesse sentimento da humildade queremos, portanto, aguardar com confiança que muitas das nossas esperanças de hoje possam concretizar-se na chegada do Ano Novo.

Desejamos aos nossos Policiais e amigos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo fortalecidos por uma convivência mais fraterna e solidária.”

Mauricio José Lemos Freire
Delegado Geral de Polí­cia

________________________

Mensagem compreendida e acatada…
Tudo faremos pela “convivência mais fraterna e solidária”; que não seja só uma vivência SOLITÁRIA.

DEZEMBROS Resposta

Sábado, 22 de Dezembro de 2007

DEZEMBROS …BEIJOS E ROSAS

Dezembros

Fagner

Composição: Fagner/Zeca Baleiro/Fausto Nilo

Nunca mais a natureza da manhã
E a beleza no artifício da
cidade
Num edifício sem janelas,
desenhei os olhos dela
Entre vestígios de bala
e a luz da televisão
Os meus olhos tem a fome do horizonte

Sua face é um espelho sem promessas

Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto

Minha vida em suas mãos

O trem se vai na noite sem estrelas

E o dia vem,nem eu nem trem
nem ela
Nunca mais a natureza nunca mais.
..

Todos os meus dezembros encerram segredos
Eles se vão; deixam um novo ciclo
Mas a primeira luz de verão me traz uma lembrança: você
Lembranças das rosas que não te levei
Das palavras que não te falei
Daquele nó no peito
E da jura de amor presa na garganta
Do teu olhar fugidio…
Do teu cabelo ao vento e da tua pressa de ir pra longe de mim
Deixando o gosto do teu beijo
E o calor do longo abraço e sabor do teu suor
A primeira luz de verão me traz o teu cheiro
Meu Sol…
Meu 22 de todos os dezembros…
Ou seria dezessete?
(jurasecreta.blogspot.com)

Ao lado dos delegados Sérgio Paranhos Fleury e Alcides Saldanha (ambos falecidos), Tuma comandou Operação Bandeirantes 22

Ano termina com impunidade de torturadores sul-americanos
sábado, 20 de dezembro de 2008
Advogado Martín Almada propõe a “globalização da prestação de contas das ditaduras”.
ANA MARIA MEJIA
anamaria@agenciaamazonia.com.br
BRASÍLIA – O sistema Condor de repressão que vigorou nas ditaduras nos anos 1960, 1970, ultrapassou os anos 1980 e suspeita-se que ainda se mantenha, deve prestar contas ao mundo. A manifestação feita pelo advogado paraguaio Martín Almada em Brasília foi o mais forte manifesto feito este ano em defesa da abertura de todos os documentos secretos das ditaduras militares sul-americanas. Segundo Almada, isso facilitaria às vítimas ou a seus parentes comprovar os crimes de tortura, a troca de prisioneiros e a sintonia entre as ditaduras para tirar de circulação quem ousava contestá-las. “São relatórios que comprovam o envolvimento da própria diplomacia numa rede de suborno, delações e muita violência”, afirmou. A Ordem dos Advogados do Brasil ingressou no Supremo Tribunal Federal com uma ação para que a Corte decida se a legislação brasileira de anistia beneficia ou não as pessoas – civis e militares – que praticaram crimes de tortura durante a ditadura militar. Só o Supremo irá dizer se crimes praticados há mais de 20 anos prescrevem ou não.
Irônico, o Prêmio Nobel Alternativo da Paz em 2002, defendeu a globalização da prestação de contas das asas do sistema Condor que uniu militares do Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, Peru e Chile, sob a coordenação do então ditador paraguaio Alfredo Stroessner e com apoio decisivo dos Estados Unidos para perseguir, prender e torturar cidadãos desses países sobre os quais houvesse qualquer desconfiança de serem contrários aos regimes militares.

Seminário sobre Direitos Humanos pede justiça contra vítimas das ditaduras / JORGE CAMPOS 100 mil vítimas
Estima-se que 100 mil pessoas foram vítimas dessa operação. Ele diz ainda que o ex-ditador boliviano Hugo Banzer era a segunda cabeça e de quem partiu a idéia de introduzir esse modelo na Europa. Não há mais como negar a existência da violenta ação repressiva que se intensificou nos anos 1970, coordenada entre governos, com a participação da iniciativa privada.
Almada se ofereceu para depor num tribunal ou perante um juiz e apresentar documentos para oficializar a existência dessa operação no Brasil. Entre eles, a lista detalhada de religiosos estrangeiros que viviam no Paraguai, com respectivas ordens e tempo de residência, relatos de prisão e deportação de “subversivos” brasileiros, bolivianos, uruguaios e argentinos.

Os papéis mostram rotas dos deslocamentos de líderes, militantes ou simpatizantes de partidos de esquerda, e atas das conferências bilaterais de Inteligência entre os exércitos do Paraguai e do Brasil, em cujo ventre foi concebida e formalizada a operação. Descrevem treinamentos para torturar sem matar, prisões simultâneas, troca de prisioneiros e o envolvimento de autoridades diplomáticas numa rede de suborno, delações e crimes contra pessoas.
O atual clima democrático abre espaço ao diálogo entre sociedade civil e Forças Armadas. Ambos teriam sabedoria para entender que também houve militares vítimas de atrocidades.

Elba de Goiburú, mulher do médico Agustín Goiburú, morto pela ditadura Stroessner / ABC COLOR Anistia e punição
Logo após recuperarem a democracia, os países aprovaram diferentes leis que pretendiam principalmente esconder e proteger os envolvidos em desaparecimentos, tortura, seqüestro – inclusive de crianças – e mortes. Ainda hoje não se sabe quantas famílias não puderam chorar seus entes queridos. Mãe de três filhos agora adultos, Elba Elisa Benítez de Goiburú, mulher do médico Agustín Goiburú do Movimiento Popular Colorado (Mopoco), que está desaparecido desde1977, lamenta a impunidade e injustiça.Goiburú foi preso por não assinar atestado de óbito informando terem “causa natural” mortes provocadas por torturas. A ética lhe valeu o ingresso na lista dos subversivos, a prisão e o conseqüente desaparecimento depois de ter sido capturado na província de Entre Rios, Argentina.A legislação brasileira – anistia para a paz – beneficiou os torturadores, os que atuaram nos porões da ditadura e provocaram a dor, a amnésia e a degradação da nação brasileira. Atribui-se aos parlamentares parte da culpa pela atual resistência em se abrir os arquivos. Ao aprovar a Medida Provisória 228/2004, eles entregaram ao Poder Executivo o poder de definir o prazo no qual os arquivos poderiam, ou não ser divulgados.
Crime contra a Humanidade
Em 1991, o tempo estabelecido foi de 30 anos, podendo ser prorrogado por mais 30 anos “…informações que dizem respeito a integridade nacional”. O Comitê de Averiguação ligado ao gabinete civil da Presidência da República poderia estabelecer prazo “sine die” (indefinido) para abrir esses arquivos. Hoje, a saída é o próprio Congresso Nacional apresentar projeto de lei para rever essa mesma Lei.
Segundo o presidente da Câmara Nacional de Apelações no Tribunal Criminal de Buenos Aires, Eduardo Freiler, a Argentina prendeu todos os comandantes vivos que atuaram na sua ditadura (1976-1983). No entanto, isso não teria ocorrido se não houvesse um forte compromisso das organizações de direitos humanos na Argentina, entre as quais as célebres Mães da Praça de Maio.
Ouviu-se no auditório o mea-culpa. Para a procuradora da República em São Paulo, Eugênia Fávero, “a Argentina compreendeu e aceitou o conceito de crime contra a humanidade, o que ainda não ocorreu no Brasil”. Ela disse temer que juízes argentinos julguem criminosos brasileiros ou que o Brasil passe a receber criminosos argentinos. “É que aqui há refúgio para eles”.
Na Venezuela é diferente, explicou a promotora de Justiça do Ministério Público daquele país. Lá, a imprescritibilidade de crimes contra os direitos humanos está prevista na Constituição e as pessoas responsáveis por esses delitos não têm direito a anistia ou indulto.

Martín Almada viveu o terror da ditadura paraguaia em 1975 / ABC COLOR Almada descobre papéis guardadosna periferia de Asunción
BRASÍLIA – Sob acusação de terrorista intelectual em 1974, por aplicar o método de educação do brasileiro Paulo Freire, o paraguaio Martín Almada ficou três anos preso. Depois de castigado no “Sepulcro dos Vivos”, como era chamado o Comissariado Terceiro, fez greve de fome de 30 dias e foi libertado em setembro de 1977. Exilou-se no Panamá, e nesse período assumiu o cargo de consultor para América Latina pela Unesco (1978/1992).
Em três de fevereiro de 1989 caiu no Paraguai a ditadura militar do general Alfredo Stroessner e a Constituição contemplou a figura jurídica do hábeas data, pela qual “toda pessoa tem direito a ter acesso a informação e aos dados sobre si mesma”. Almada queria detalhes sobre a morte da esposa, a educadora Celestina Perez e também quais as acusações contra ele. Recorreu à Justiça pedindo que a Polícia fornecesse seus antecedentes e para sua surpresa, a Polícia então nega a existência deles.
Pediu a abertura do Arquivo da Polícia, fato noticiado pela mídia e pouco depois recebeu um telefonema de uma mulher que lhe informou candidamente: “Professor Almada, seus papéis não estão na Central de Polícia, mas sim nos arredores de Asunción”. Desconfiado, o professor a convida para ir a seu escritório na sede da Fundação Celestina Perez. Uma hora depois ela apresenta um plano. Almada levou-o ao juiz José Agustín Fernandez, condutor do recurso de hábeas data que decidiu abrir o Comissariado de Lambaré, a 10 quilômetros do centro da capital paraguaia. Isso foi em 22 de dezembro de 1992. Havia toneladas de documentos.
Ele soubera do sistema Condor logo depois de ter sido seqüestrado pela Polícia Política de Stroessner e levado a um Tribunal Militar integrado pelos adidos militares de Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Uruguai, além de militares e políticos paraguaios. Trinta dias depois de ter seu crime tipificado como terrorista intelectual foi transferido para o Comissariado Primeiro, sede da Interpol. “Soube então que estava no ventre do Condor, quando um comissário preso por não delatar o filho me recomendou – se eu saísse vivo – que lesse a Revista Policial do Paraguai; nela estava tudo sobre o Condor”. Era o período abril-maio de 1975. A Operação Condor foi criada em fins de novembro/dezembro daquele ano. (A.M.M.)
Da lista de 146 criminosos, 14 são brasileiros

Brasil abriga 14 dos 140 torturadores / GUSTAVO MORENO
BRASÍLIA – Voz pausada, suave, o procurador da República Italiana Giancarlo Capaldo defendeu o livre acesso aos documentos que relatam essa história. Inicialmente, ele recebeu a missão de investigar o assassinato e o desaparecimento de 25 cidadãos italianos na ditadura argentina e viu as ações da repressão se estenderem por todo o continente latino-americano, com ramificações na Europa.
“O mundo precisa ter acesso aos documentos que estão sob minha custódia”, afirmou. “São declarações, testemunhos, dramas que envolveram centenas de pessoas, estratégias de torturas para se obter resultados, uma forma clara de se ver o que o homem pode fazer ao próprio homem, como instrumento de maldade”, desabafou.
Ao final da investigação, Capaldo pediu a prisão e julgamento para 146 pessoas acusadas de cometer crimes em todos os países da América Latina, dos quais 14 autoridades brasileiras. Há ordens de prisão e extradição contra 61 argentinos, 32 uruguaios, 22 chilenos, sete bolivianos, sete paraguaios e quatro peruanos.
Capaldo caracterizou o sistema Condor como “complexo, bem concebido, que utilizava todo o aparato militar dos países envolvidos e nos anos 1980 pretendeu estender sua atuação para países europeus”.
Em conjunto com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Pompeo de Matos (PDT-RS) e do Comitê de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Itália, Fúrio Colombo, Capaldo concordou com os termos de um acordo de cooperação para a troca de informações sobre a Operação Condor, a exemplo da morte do ex-presidente João Goulart, ainda não esclarecida.Na lista dos acusados estão o ex-presidente da Argentina Jorge Rafael Videla, o ex-almirante argentino Emilio Eduardo Massera e o ex-presidente uruguaio Juan María Bordaberry. O uruguaio Nestor Jorge Fernandez Troccoli, de 60 anos, foi preso na cidade de Salermo, no sul da Itália. Troccoli morava na cidade há anos. (A.M.M.)

SAIBA MAIS

● Em 1976 funcionava no Brasil o “Plano de Busca Externa”, criado dez anos da Operação Condor e conduzido pelo Centro de Informações Externas do Ministério das Relações Exteriores. Na Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), funcionava um serviço secreto que vigiava e entregava aos seus países acusados de subversão.

● Rodolfo Mongelós Leguizamon, perseguido duplamente pelas ditaduras brasileira e paraguaia, foi preso na década de 1970 em Foz do Iguaçu e levado para a Ilha das Flores (RJ). Perdeu tudo. Ele é um dos estrangeiros na lista dos que pediram indenização à União, no Brasil. Foi vítima da Operação Condor, juntamente com o jornalista Aluízio Palmar, o ex-senador paraguaio Aníbal Abate, o paraguaio César Cabral e Alejandro Stumps. Todos se exilaram no Paraná.

● O coordenador da ONG Tortura Nunca Mais, o ex-preso político Narciso Pires, apresentou abaixo-assinado pedindo a punição dos torturadores. O documento foi enviado ao presidente Lula e aos presidentes do Supremo Tribunal Federal e da Câmara dos Deputados.

● O procurador José Adércio Leite Sampaio defende a tese da inconstitucionalidade da Lei 11.111/05, que trata do acesso público aos arquivos ditatoriais. Segundo ele, essa lei estabelece obstáculos que, na prática, impedem o acesso aos registros. “Ela representa um cheque em branco passado ao Executivo, uma delegação absurda de atribuições que, pela Constituição vigente, seriam próprias do Congresso Nacional”.

● João Vicente Goulart, filho do ex-presidente brasileiro João Belchior Marques Goulart, lembra que a confissão de um ex-agente da antiga ditadura uruguaia, hoje preso no Brasil, mostra que seu pai foi assassinado por meio de uma troca criminosa de medicamentos. Ele cobrou informações ao senador Romeu Tuma (PTB-SP), a quem pediu que “se desprenda do seu passado e explique o que de fato ocorreu naqueles anos”. ●
Ao lado dos delegados Sérgio Paranhos Fleury e Alcides Saldanha (ambos falecidos), Tuma comandou Operação Bandeirantes (Oban), no Estado de São Paulo, com ramificações no Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Suas ações repressivas resultaram em com seqüestros, torturas e mortes de presos políticos.

20/DEZ – A OPINIÃO DO PRESIDENTE DA AOPM NO JORNAL DA TARDE 22

A luta pelo aumento salarial
Luiz Carlos dos Santos
O aumento salarial conferido à polícia paulista de 6,5% este ano e de 6,5% em 2009 pelo governo do Estado não reflete a defasagem salarial ocorrida durante todo o período que o PSDB permanece no governo, isto é, há 14 anos.
Nesse período, o não acompanhamento, por parte do governo, da atualização dos índices inflacionários oficiais foi marcante e gerou grande desproporção entre a recomposição dos salários e a realidade do aumento do custo de vida. Uma justa reposição deveria ser, se não igual, pelo menos próxima ao porcentual alcançado pelos índices inflacionários. Nada mais que o justo reconhecimento do valor do policial, um profissional que derruba os índices de criminalidade no Estado a favor da política de segurança pública do que o governo tanto se vangloria.
Falar sobre a exposição do policial ao crescente e descomunal confronto com o aparato das organizações criminosas, a cada dia mais violentas, torna-se desnecessário pela divulgação diária por toda a imprensa, da mais séria a mais espetaculosa, dos perigos e das conseqüências que o exercício da profissão impõe. Só os governantes não vêem isso?
A Polícia Civil embrenhou-se na busca de uma política salarial justa através de uma greve legítima que pressionou as autoridades governamentais e legislativas que mantiveram o porcentual estipulado pelo governo, apenas antecipando o primeiro reajuste de 6,5% para o mês de novembro, o que ainda deixa muito a desejar em termos de uma política salarial coerente.
A Polícia Militar (PM), impedida constitucionalmente de promover greve, foi na esteira do aumento concedido à Polícia Civil, mas também não está satisfeita com os índices porcentuais aprovados pelo governo.
Com tudo isso, o posicionamento e a obrigatoriedade de obediência à lei pela Polícia Militar quase levou a resultados indesejados na contenção dos grevistas da Polícia Civil, à vista de a PM ter que defender o patrimônio e as autoridades.
O pânico e a insegurança que campeiam a sociedade têm em muito a ver com a falta de sensibilidade do governo nessa questão, pois quem paga o elevado preço por essa irresponsabilidade é a população paulista.
O governo poderia, no início do ano de 2009, colocar em pauta a implantação do pagamento dos vencimentos na forma de subsídio, cuja modalidade extinguiria as gratificações e, se sustentada na qualificação profissional, motivaria os integrantes da polícia a se prepararem melhor para o exercício da função.
Qualquer alteração para estabelecer um salário justo também deverá passar pelo aumento do valor do teto do Estado.
Seria inteligente o governo reconhecer e adotar, nesses dois anos restantes, uma política salarial justa e compatível com o trabalho da polícia, de tal forma que o reflexo atinja a sociedade de maneira a proporcionar a segurança desejável.
Fonte: Jornal da Tarde, 20 de dezembro de 2008. 2A

DELEGADO GOSTA DE SER ENGANADO…TANTO QUE SOFREM A DOENÇA DO AUTO-ENGANO…O DELEGADO-MOSCA 9

Dr. Roberto.
Certa vez um amigo policial civil me disse que Delegado de Polícia gosta de ser enganado.
Sejam os honestos e os desonestos.
Eu imediatamente não concordei com a idéia.
Tratei logo de demonstrar meu inconformismo.
Ele me olhou e deu uma sonora gargalhada, acompanhado de TODOS os demais policias.
O tempo passou.
Levei uma decepção aqui, outra ali e várias outras.
Seus autores, 100% Delegados.
Então, por já ter lido O Príncipe, de Maquiavel, tratei logo de dispensar uma forma diferente de atendimento às Doutas Autoridades, lembrando sempre o que meu amigo havia me recomendado: “Delegado gosta de ser enganado”.
Apliquei seu teorema e a resposta foi decepcionante.
Aconteceu o que não queria.
Era verdade, eles, nossos senhores feudais não gostavam de serem enganados, pediam por isso. Passei a exaltar seus defeitos, suas podridões que povoam o caráter, sempre cercado de muito sorriso e falso carinho, colocando-os num pedestal inalcançável para nós, reles operacionais. Dizia-lhes o que pensava e os expunha ao ridículo.
Usava de silogismos e outros estratagemas, ou melhor, ainda uso.
Eles se deliciavam com as brincadeiras, sendo comparados a deuses ou outras autoridades.
Com o passar do tempo, alguns amigos começaram a entender as críticas, quase que como as piadas do Chico Anysio, aquelas que você ri uma semanda depois.
Reuníamos num happy hour nas proximidades do DP e a maior diversão era contar as peripécias pelas quais havíamos assistido, protagonisadas por nossos chefes, entremeadas ao sarcástico elogio que mandava a eles, por suas idéias magníficas. Resultado.
Um delegado soube de nossos encontros e começou a trabalhar fora de hora, para evitar nossas reuniões e o mote da semana.
Por essas e outras sinto pena desses senhores. Vagueam como almas a procura de um corpo. Jamais se encontraram.
Travam uma batalha constante com seus inimigos, no estilo Dom Quixote e seu escudeiro Sancho Pança.
Uma pena, pois seus maiores inimigos são suas consciências e seu proceder.
Fadados estão talvez ao ostracismo.
Nossa sociedade não quer Delegados de Polícia bem remunerados e com status de carreira jurídica.
Querem policiais e isso a PM e os operacionais sabem fazer com excelência.
Proponho a criação de uma acadepol operacional para aulas aos delegados, longe dos moldes da atual Acadebosta de Polícia.
Lá não teríamos os velhos dinossauros ávidos por horas aulas contando “estórias” do tempo todo sobre como trabalhavam, enquanto o governador achava que só necessitavamos de uma carteira e um trinta e oito.
Daríamos aulas de dinâmica policial, tratamento honroso e humano, primeiro aos nossos pares e de igual tamanho, à sociedade.
Bom, isso é só utopia.
Obrigado ao Dr. Roberto, acredito sem conhece-lo que foge do estereótipo que tenho da classe.
_______________________________
Há Delegados que passam suas vidas girando em torno de si; com ares da mosca de Nietzsche (1844-1900), filólogo e filósofo alemão.
Uma comparação feita para demonstrar o engano dos falsos filósofos que acreditam – solitários e insignificantes – estar todo o universo a girar em torno deles.
Dando-se ares de patológica superioridade; assim o bálsamo para essa doentia mediocridade será sempre a bajulação.
Alguns necessitam manter claque mercenária, inclusive.
Mas percebam que entre pessoas sadias, bajulação equivale a calúnia.

ATUALMENTE O DEBATE POLICIAL É COMO PEDALAR BICICLETA ERGOMÉTRICA 37

Sra. Anjo nr.13:

Realmente sou Delpol ( nick: LEI DO TALIÃO-II: A MISSÂO! ) e estou na 2º classe e trabalhei por 09 anos nos plantões da periferia do então DEGRAN ( hoje DECAP), por um tempo também na CORREGEPOL e atualmente exerço minhas funções em algum setor do DHPP. Permito-me o anonimato, pois como cidadão, tal como a senhora e 99,9 % dos postantes daqui, tenho esse direito e além disso não concordo com a maioria das opiniões aqui colocadas, e todos nós sabemos dos rigores excessivos que a nossa draconiana lei orgânica nos impõe.Não ofendo a honra pessoal de ninguém, mas não resisto à ironia quando leio tanta sandice escrita ou por desocupados ou por fracassados ou por invejosos ou por simples amebas mentais. Talvez eu seja caso atípico entre meus colegas, não sei. Mas eu sempre presidi os feitos sob minha responsabilidade e sempre procurei depurar ao máximo os policiais que tinha sob as minhas ordens. Graças a Deus tiva mais experiências boas do que ruins. Tive bons escrivães, investigadores e carcereiros. Mas tive mais investigadores, escrivães e carcereiros ruins ou péssimos. Tiras corruptos, escrivães vagabundos, carcereiros negligentes ou bêbados era o que mais se via nos meus tempos de plantão nas zonas leste do DEGRAN. Mas seria injustiça, das grandes, dizer que eram todos assim. Muito pelo contrário.Nesse sentido, conheci e conheço colegas delegados vagabundos, corruptos e bêbados, mas também conheço muitos. a maioria, que são trabalhadores, responsáveis e probos. São a maioria, felizmente. E se assim não fosse, a Instituição teria se rompido faz tempo. É certo que ela está ruim. E está ruim pela sua total ausência de preparo, profissionalismo e investimento. Assim como temos escrivães semi-analfabetos, corruptos e vagabundos, ( investigadores, agetepols, carcereiros, etc e etc), estamos agora colhendo uma semeadura podre de gestões passadas quando se compravam vagas na polícia quer por dinheiro vivo quer por apadrinhamento político. Mas não se pode generalizar jamais, sob pena de se cometer injustiças. O problema da Polícia Civil não se resume na carreira dos Delegados ou dos Investigadores ou dos tais “operacionais” ( uma designação aleivosa, pois eu, como delegado, também faço operações, além de ter que usar a “caneta”).Não me considero nenhuma “sumidade jurídica” ou um “exemplo” a ser seguido. Estou estafado e mau pago. Não tenho “bico” nem sou corrupto. O único dinheiro extra que consigo vem de dois aluguéis que percebo em razão de bens modestos deixados por herança de meus finados pais. Talvez realmente eu seja um afortunado nessa questão, mas as condições salariais em que vivemos são humilhantes. Você pensa que não me doeu na alma quando a PM agrediu os manifestantes lá próximo no palácio do morumbi? Você acha que eu sou concorde em acolher os atos de nossa hierarquia superior em relação a esses atos? Posso lhe garantir que não só eu, mas com certeza absoluta, até diretores (alguns…)(conselheiros) ficaram revoltados, mas tiveram que se calar… Vão dizer: por pensarem com a bunda, para garantirem suas mordomias ( ou os seus “jotinhas”, como o colega Guerra diz?). Não sei e que cada um tire as suas próprias conclusões. Só sei é que, como quase com certeza, jamais chegarei ao cargo de DG, pois na atual conjectura, é um cargo político e de mera representação do chefe do poder executivo estadual, se eu o fosse, teria muito orgulho de tentar seguir o exemplo do Mestre Doutor Abrahão José Kfouri, que disse: ” Entre defender os interesse do Governo e defender os interesses de minha classe , fico com os interesses da Instituição Policial Civil. ” O resto já é história, de domínio público.

Um detalhe: antes de ingressar na carreira de delegado, fui, por três anos, escrivão de polícia, estagiando alguns meses no já agonizante DOPS e depois exercendo meus ofícios cartorários sempre em delegacias da grande são paulo, com jornadas extenuantes de plantões de 24 horas diretas ( pois era jovem e assim conseguia um tempinho a mais para viajar para o interior para tentar ficar um pouco mais com a minha família e terminar a minha faculdade de direito). Nessa jornada cansativa, cansei de lavrar flagrantes enquanto o delegado dormia ou ia jantar e o mesmo só voltava para assinar. Mas também trabalhei com grandes Autoridades Policiais que ditavam e presidiam tudo: BO, portaria, despachos interlocutórios e relatórios finais ( faziam o rascunho a mão e eu datilografava).E foi com esses que aprendi e me espelhei no meu ofício. Não dormindo em serviço, nem saindo para beber e arrumar prostitutas na hora do plantão. Por isso, minha senhora, sinto-me indignado quando vejo as amebas mentais escrevendo baboseiras ignóbeis, entendendo que uma reles “cana” de tiras, ou uma “sertidaoum” ( como eu já vi um pobre coitado que foi aprovado no concurso de escrivão de polícia digitar…!), podem ser simplesmente apresentadas ao MP ou ao Juíz, “dispensando” os formalismos legais ou mesmo os “polimentos jurídicos” que a autoridade policial necessita fazer, não só para melhor adequar o fato jurídico, como também para lapidar certos “excessos” que os ditos “operacionais”(sic) cometem ( e para nós, que sabemos que o sangue ferve nessas horas,o que é de se compreender…),quando detém criminosos ou elucidam um delito. Se bem que a maioria desses novos “puliças” (sic) estão mais é preocupados em não perder a hora do jogo final do campeonato…( com honrosas exceções!)

Para encerrar, repito sempre para os mais novos, que não tem vocação policial ( e nem de sacerdócio, posto que ninguém aqui fez voto de castidade ou jejua voluntáriamente, a não ser em razão da miséria salarial a que estamos submetidos…): Saiam enquanto podem. Procurem empregos melhores e que melhor remunerem. Se já não possuem condições etárias ou de estudo, vamos tentar melhorar com união, não com divisão.

Parece que ninguém consegue vislumbrar que enquanto as carreiras internas das polícias “brigam” entre si, pedalamos na bicicleta ergométrica. Ou seja: não saímos do lugar.

Tenham todos um bom final de semana.

ENQUANTO O OFICIALATO DORME FELIZ… 10

O Portal de Notícias da Globo 18/12/08
PMs são suspeitos de roubar dinheiro furtado por ladrões de caixa eletrônico
De acordo com a corregedoria, quatro PMs foram presos esta semana.
Número de assaltos a caixas eletrônicos aumentou quase 14% em 2008. Do G1, com informações do Bom Dia Brasil
Quatro policiais militares são suspeitos de terem roubado o dinheiro de criminosos que haviam acabado de furtar um caixa eletrônico na Zona Leste de São Paulo.
Eles foram presos esta semana.
Segundo a corregedoria da PM, durante uma ronda, os policiais perceberam a movimentação de ladrões dentro de uma agência, mas esperaram a saída deles do banco.
Foi então que eles roubaram o dinheiro e mandaram a quadrilha embora.
Segundo a polícia civil, apenas este ano 35 policiais militares foram presos suspeitos de participar de assaltos a bancos e a caixas eletrônicos. “São policiais que, se estiverem comprovadamente envolvidos neste fato, esqueceram do juramento que prestaram, da farda que estão honrando, e por isso serão responsabilizados”, afirmou o capitão da PM Marcelo Zanchetta.
O número de assaltos em caixas eletrônicos aumentou 13,53% este ano, de acordo com os números de quatro grandes bancos. No primeiro semestre, foram 451 ataques. No segundo, 512. De cada três investidas, uma foi no estado de São Paulo, onde os furtos aumentaram 36%. Criminosos explodem caixa eletrônico na Zona Norte de SP
Os flagrantes feitos pelas câmeras de segurança dos circuitos internos dos bancos mostram como agem os bandidos. Eles atacam sempre em grupo. É uma ação que exige agilidade e força.
Muitas vezes, os ladrões não se contentam em levar apenas um caixa eletrônico. Eles tiram o primeiro e logo partem para o segundo. Na grande maioria das vezes, a polícia chega tarde.
Outras imagens mostram a estratégia de um grupo. O ladrão entra na agência com cartazes – propaganda do próprio banco, que é usada como cortina para esconder a ação. Assim que tiram o dinheiro, o cenário é desmontado.
Mais uma vez, a polícia chega tarde demais.
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Se fosse um furtador de pedaço de patinho do açougue do Extra…
SIFU!
Salvo encontrar um Delegado que, corretamente, “relaxe” o “flagrante policial militar”.

PARASITOS POLICIAIS 14

parasito [Do lat. parasitu < gr. parásitos.] Substantivo masculino.
1.Organismo que, pelo menos em uma fase de seu desenvolvimento, se encontra ligado à superfície ou ao interior de outro organismo, dito hospedeiro, do qual obtém a totalidade ou parte de seus nutrientes.
 2.Indivíduo que não trabalha, habituado a viver, ou que vive, à custa alheia. [Sin., nesta acepç.: comedor, esponja e (bras.) gaudério, godero, gandulo, pançudo, papa-jantares, zangão, zângano.]
3.Zool. V. chupim (1). Adjetivo.
4.Que nasce ou cresce em outros corpos organizados.
5.Que vive à custa alheia; arrimadiço, pançudo. [A f. de maior uso é parasita.] ~ V. janicéfalo. 

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Todo aquele que só aparece na hora da divisão dos lucros.
Não trabalha, não mostra a cara, mas comparece na hora da divisão.
Se não tomar o seu mela o esquema e dedura se passando por honesto.
O parasita diz para os subordinados: “não é pra mexer com aqueles esquemas”… “sabem que lá é tudo ladrão; não adianta apresentar e passar vergonha”…
Não é pra mexer, mas ele passa lá para receber!
O parasita diz: “greve é crime, polícia não faz greve e a porta está aberta pra quem não está contente”.
Não faz greve, mas exige o repasse dos benefícios alcançados pelos grevistas.
O parasito pensa: vamos melar a higienização desses cachorros, pois somos pulgas e carrapatos…
Parasita não quer o cachorro morto, mas não se cria com cachorro forte.

Parasita, conheces?

OFICIALATO DA POLÍCIA MILITAR DEMONSTRA A SUPREMACIA DO PODER DA FARDA E DA BALA 47

17.Dez.2008
Mobilização de Oficiais adia votação da PEC que dá isonomia aos delegados
Uma gratificante sensação de vitória. É o que se pode definir a intensa mobilização realizada nesta quarta-feira (17), por oficiais da Federação Nacional de Entidades de Militares Estaduais (Feneme), junto a Câmara dos Deputados, em Brasília.
A ação que contou com o apoio do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (CNCG), visava sensibilizar os parlamentares sobre a possível aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 549/2006, a qual pretende diferenciar a categoria dos Delegados de Polícia das demais categorias da Segurança Pública, em especial os Oficiais Militares Estaduais e do DF.
Segundo o presidente da Feneme e Acors, Coronel Marlon Jorge Teza, na prática, os delegados visam a isonomia salarial com os promotores de justiça, ampliando ainda mais a distorção da relação entre os vencimentos dos integrantes das polícias civil e os militares estaduais. A proposta visa apenas a melhoria salarial dos delegados, sem atingir os Oficiais militares estaduais, policiais federais e sequer os próprios policiais civis subordinados a categoria.
“A PEC havia sido colocado em pauta mas acabou retirada por não haver consenso entre as lideranças dos partidos, motivados pela ação de oficiais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Tocantins, Ceará, Sergipe e Pernambuco, após um trabalho intenso de sensibilização junto aos 515 deputados federais”, disse o Coronel Marlon.
A PEC poderá ser novamente incluída na pauta de votação em 2009.
(Capitão Alessandro Marques, Assessor de Imprensa da ACORS)
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Poder de destruição é claro; além da natural inclinação para a mentira.
A eles um feliz Natal e próspero Ano Novo.
Garantirão, por muitos anos , uma grande economia ao erário com a segurança pública.
Garantiram, também, que essa economia vá para os bolsos dos futuros 7000 ( sete mil ) vereadores a mais.
A chamada PEC dos Delegados jamais será aprovada, entretanto, ontem, aprovaram a criação de mais de 7000 cadeiras de vereadores, Brasil afora.
Mas em breve os Oficiais Policiais Militares lutarão por isonomia salarial aos Oficiais de Promotoria estaduais.
“Uma gratificante sensação de vitória”, palavras muito sábias desse Oficial de Polícia Militar.
Deve ser da mesma espécie de sensação que sentiram ao prenderem e, após, espancarem o homicida da “ELOÁ QUE NÃO ERA ABRAVANEL”.
Idêntica sensação de vitória pelo estrito cumprimento da devida obediência ao Governador…
Porrada, tiro e bombas!
Em muitos dos seus pares aposentados e familiares, inclusive.

**** EXPERIÊNCIA PILOTO PARA EXTINÇÃO DAS DELEGACIAS DE POLÍCIA **** 22

Esperamos que centenas de Delegacias inúteis sejam extintas em todos os Departamentos.
Apenas as Delegacias.
E muitos Delegados, durante o enxugamento, poderiam conhecer este grande Estado.
Os apadrinhados.
Inicialmente: “com um estágio de pelo menos 1 ano no DECAP ou DEMACRO”, para muitos que nunca deixaram os locais de naturalidade, infância, juventude, faculdade e Polícia.
Depois outros 2 anos pelo interior.
Só então retornando às origens batendo no peito: sou DELEGADO DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Os colegas da Capital, na mesma situação e forma, devem trabalhar noutras “plagas menos inóspitas”(como diz o doutor Angerami ).

NERVAL FERREIRA BRAGA FILHO…POR MILTON NEVES ( ex-REPÓRTER DO DETRAN; depois ESCRIVÃO DE POLÍCIA…ENTENDEM? ) 6

Nerval Ferreira Braga Filho (ex-diretor do Detran)
Natural de Tietê-SP, Nerval Ferreira Braga Filho foi um dos mais importantes delegados de polícia do Brasil. Morto em 12 de fevereiro de 2002 (vítima do Mal de Alzheimer) e sepultado lá mesmo em sua querida Tietê, o “doutor Nerval”, que era um grande torcedor do São Paulo FC, marcou época na polícia civil paulista galgando todos os postos até se tornar De
legado de Polícia de Classe Especial e membro efetivo da cúpula desta que é considerada uma das melhores policias civis do mundo.
Por anos e anos ele foi um “cardeal” da Polícia Civil.
Eu, Milton Neves, quando fui designado repórter da Jovem Pan no Detran, em 1972, o Dr. Nerval era o diretor do órgão.
Ali, recebia sempre personalidades como o cantor Roberto Carlos, atores da TV Tupi e TV Globo, jornalistas como Osmar Santos e Mário Moraes e praticamente todo o elenco do São Paulo FC. Foi quando conheci Toninho Guerreiro, Gérson, Terto, Sérgio Valentim, Dias, Jurandir e companhia bela. Eles lá iam para o emplacamento de seus carros e para a renovação de exame médico da CNH. Roberto Carlos, então dono de um reluzente Lincoln Continental hidramático – talvez único no Brasil, à época -, recebeu tratamento vip, mas teve que se submeter ao exame médico com o Dr. Antônio Carlos Corsi, então responsável pelo departamento médico especializado em motoristas portadores de defeito físico. Aprovado, o cantor pediu para que o carimbo “Portador de Defeito Físico” – à época exigido – não fosse apostado em sua CNH. Não foi atendido pelo Dr. Nerval. “Não posso privilegiar ninguém”, alegou.
Na foto acima, você vê o saudoso Nerval Ferreira Braga Filho acompanhando, nos meados dos anos 70, o então Secretário da Segurança Pública de São Paulo Servulo da Mota Lima que acabara de inaugurar um galpão que passou a abrigar 50 motos entregues por ele ao famoso, à época, “Esquadrão Bentevi” do Detran.
O enérgico coronel Horácio Bonzon comandava os “bentevis”. Nerval Ferreira Braga Filho (de paletó aberto) está à esquerda do Secretário Servulo. Atrás, de terno escuro e “cabelo de beatle” é o então investigador de Polícia Ruy Estanislau Silveira Mello, sobrinho de Nerval e hoje também delegado de policia de classe especial.
Ele já foi corregedor da polícia civil de São Paulo e em 2007 e 2008 era(É) o diretor geral do Detran, mesmo cargo do tio, em 1972.
Lá atrás, à direita da foto, de óculos e atrás do sumido e cabeludo repórter Luis Aparecido, do Diário de São Paulo – do grupo Associados de Assis Chateaubriand -, você vê parte do rosto de Cícero Bernardes, então assessor de imprensa do Detran.
Eu, Milton Neves, nunca fui assessor de imprensa do órgão concomitantemente com a função de repórter da Jovem Pan.
Quando entrei na policia, em 76, passei a ser só plantão esportivo e repórter de trânsito em viaturas de FM pelas ruas de São Paulo. Nunca dentro do prédio do Detran no Ibirapuera, a partir de 76.
Agora, abaixo, eu, Milton Neves, publico algumas fotos de meus tempos de Detran como repórter da Jovem Pan – de 72 a 76 – e como Escrivão de Policia e assessor de imprensa – de agosto de 76 a janeiro de 94.
Nestes períodos convivi lá no Detran com diretores do órgão como os delegados Nerval Ferreira Braga Filho, Walter de Morais Machado Suppo, Francisco Guimarães do Nascimento, Homero Honório Ferreira, Maurício Henrique Guimarães Pereira, Guido Fonseca, Edson Madureira, Cláudio Gobetti, Omar Horácio Salvatore, Abrahão José Kfouri Filho e Cyro Vidal Soares da Silva, dentre outros.
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Vale conferir o site do Milton Neves:
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COMENTÁRIOS DESTE CANIBAL:
Polícia de pai para filho, de tio para sobrinho.
Nada contra, afinal há quem , verdadeiramente, seja digno de abraçar a mesma carreira dos ascendentes.
Mas porra doutor RUY; cabelo de Beatle na Polícia – em 1972 – não era coisa de maconheiro?
Ah, cabelo “Beatle” pra aristocracia policial pode!
Enquanto, neste século XXI, delegado “fidalguete” – tocando uma guitarrinha – só se fode…
Não usa grama, não toma grana, mas metem-lhe na lama!
E nossa Corregedoria Geral nem sequer colhe o depoimento, formalmente requerido, de um professor e delegado classe especial aposentado.
Não localizado em razão de o interessado não indicar o endereço: Praça Professor Reynaldo Porchat nº 219, São Paulo; ou rua Paraiba 280 – Boqueirão – Praia Grande.
Em contrapartida as testemunhas da cúpula foram ouvidas com prerrogativas de agentes políticos: em dia e hora acertados conforme seus elevados afazeres.
E a parte?
Ora, compareça se puder pagar.
E não arrole quem não puder, pessoalmente, apresentar.
Pois a Corregepol só perde o FOCO para quem é do FOCO.
O resto FOCA-SE!

SAULO RAMOS: Os que são capazes de exercer com perfeição e entusiasmo esse lado minudente de detetive prestam concurso para Delegado de Polícia… 1

Censura: fiquem tranqüilos!
Só não podem ofender o meu governador.
Não que ele se incomode, pois nem sequer sabe da existência deste Blog.
O perigo é a camarilha bajuladora… (interesseiros que no fundo,no fundo, gostariam de lhe meter uma faca pelas costas).
E por lembrar de ” no fundo, no fundo”, acho que o doutor SAULO RAMOS nos deve uma “notinha de agradecimento”.
Que poderá vir na forma de, bem vindos, Habeas Corpus ou Mandado de Segurança, conforme julgar mais adequado.
Pois no fundo, no fundo, contribuímos para que CÓDIGO DA VIDA se tornasse um Best- seller.
No raso despertando a curiosidade no meio policial.
De se ver as novas tiragens em todas as livrarias…
Não há quem não queira ler sobre a “patologia intelectual de Fernando Henrique”, pertinente ao caso ROSEANA SARNEY.
Os nossos comentários, além da curiosidade, açularam ódios na camarilha, certamente.
Como sou ingênuo como José Serra; ao comentar, humorística e popularescamente, aquele capítulo da obra – 197 a 201 – não vislumbrei fornecer mote para a explosão judicial do FLIT PARALISANTE – JORNAL DA POLÍCIA.
Mas cumpri meu dever de delegado.
E na forma com que o doutor SAULO RAMOS nos descreve:
“Jamais eu seria policial.
Posso analisar, nos mínimos detalhes, a prova dos processos, os laudos dos peritos, as contradições de testemunhas.
Sou capaz de realizar a valoração jurídica de cada evidência material recolhida. Se entrasse, porém, numa sala, ou num quarto, ou em outro lugar qualquer, onde tivesse sido cometido um assassinato, enxergaria apenas o cadáver. Não me lembraria de olhar o cinzeiro, o sabonete na banheira, algum alfinete no chão, um fio de cabelo na poltrona, a mancha no tapete. Não me lembraria de abrir gavetas, de verificar em qual página estaria aberto o jornal do dia. Seria um fracasso como investigador.
Advogados fazem isso somente nos filmes.
Os que são capazes de exercer com perfeição e entusiasmo esse lado minudente de detetive prestam concurso para Delegado de Polícia.
Nerval era craque nessas coisas. (189 – página 389)
Nota 3: NERVAL FERREIRA BRAGA FILHO, delegado de polícia aposentado, foi Delegado Geral de Polícia de São Paulo e diretor do DENATRAN, Ministério Da Justiça, no Governo Sarney. (cf. fl. 13, Código da Vida, 9ª reimpressão, 2007, editora Planeta)

SEMPRE AFIRMEI QUE NO FUNDO, NO FUNDO, O MEU GOVERNADOR É MUITO JUSTO…MINHA MÃE RECEBEU EM UM MÊS MAIS DO QUE EU DURANTE O ANO…R$ 41.110,14 3

IRMÃOS POLICIAIS, FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS EM GERAL E CONTRIBUINTES :
SOU MUITO GRATO AO MEU GOVERNADOR JOSÉ SERRA PELO MODO COM QUE ELE VAI COLOCANDO JUSTIÇA NA ADMINISTRAÇÃO.
MINHA MÃE É PENSIONISTA DO IPESP EM RAZÃO DO FALECIMENTO DO MEU PAI QUE ERA FISCAL DE RENDAS.
FUI ATÉ A NOSSA CAIXA E APROVEITEI PARA PEGAR O HOLERITH DA QUERIDA VELHA, TOMEI UM SUSTO DE TANTA ALEGRIA.
MINHA GENITORA RECEBEU UM HOLERITH SUPLEMENTAR REFERENTE AO MÊS 11/12/08, ONDE CONSTA UMA GRATIFICAÇÃO QUE FOI ESTENDIDA AOS APOSENTADOS PELA PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS DA ARRECADAÇÃO (LC 1059/08 RECENTEMENTE APROVADA PELO EXCELENTÍSSIMO JOSÉ SERRA), PARTICIPAÇÃO ESSA NO VALOR DE R$ 41.110,14, SENDO QUE VAI RECEBER R$ 36.176,93, DESCONTADOS R$ 4.522,11 DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.
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Sem comentários por favor, respeitando o nosso luto.
Mas cumpro o dever de informar que o Governo não esqueceu dos aposentados e dos pensionistas…
De grande renda.

CORONEL PRESIDENTE DA FENEME É UMA AMEAÇA AO ESTADO DE DIREITO 1

SENHOR CORONEL :
Li seu manifesto e na condição de cidadã brasileira, residente no Brasil onde Se presume que a ditadura militar faz parte de um passado rançoso e mofado, Confesso que fiquei preocupada com o desandar da segurança pública, segundo seu entender.
Pensava, até antes de ler seu manifesto, que a filosofia dos governos democráticos era zelar pela democracia, através de uma mesma vertente entre os militares e as polícias civis.
No entanto, vejo que o nobre coronel traz ainda na farda, o amarroto da ditadura mumificada nos porões dos preconceitos pessoais e profissionais. E não é só isso, o coronel prega o pânico Social, ao se manifestar em assuntos que não é de sua alçada ou envergadura acadêmica,querendo desta forma maldosa e até ingênua, persuadir Deputados, democraticamente eleitos pelo povo, já que, todos aqueles escolhidos pelos dedos de chumbo, já morreram há tempo junto com a ditadura.
Senhor Coronel,o senhor, na condição de agente da Autoridade (delegado de Polícia), deveria lutar pelas melhorias dos seus pares, tais como, os soldados, cabos e sargentos, Únicos e verdadeiros heróis da Polícia Militar, considerando que enfrentam de peito aberto a criminalidade e não usufruem das imensas mordomias que, inexplicável e injustamente agraciam os coronéis, tudo patrocinado pela insegurança do povo . Esqueça os Delegados de Polícia, quando quiser lembrá-los leia a Constituição do Brasil.
No mais senhor Coronel, considerando que meus impostos pagam parte de seu soldo e que me sinto em pânico com suas afirmações, estou mandando cópia de seu manifesto ao Exmo.Ministro da Justiça, ao Ministério Público federal, Conselho Federal Dos Advogados do Brasil e Congresso Nacional, para que os democratas esclareçam sobre o perigo iminente que ameaça a Segurança Pública do Brasil e principalmente, a Democracia, segundo o senhor manifesta e adverte.