DA PROVA DOS AUTOS
Apesar de haver forte inclinação da doutrina que se debruça sobre o tema de considerar que deva haver a inversão do ônus da prova prescindindo de conjunto probatório por parte do ofendido, o fato é que, para maior segurança processual, o ônus é sempre de quem alega. Neste caso, apesar da dificuldade de se fazer tal prova vez que os fatos e demais atos se deram e se dão “intra muros” de gabinetes e nos meandros de feitos administrativos-disciplinares sob o tênue véu da “legalidade” e da “discricionaridade” (docs. 02/03), demonstra-se o assédio por meio de gravação de conversação entre o Representante e a testemunha DR. MARCO ANTONIO MARTINS RIBEIRO DE CAMPOS (doc. 04), em que este peremptoriamente admite que “ocorreram fatos” e que foram originados por “fofoca” e pelas também provas documentais que seguem anexas.
“não passa vontade, não passa vontade, tenho duas testemunhas aqui, eu nunca te vi, nunca conversamos, não sei onde o senhor trabalha, o senhor anda dizendo que eu o persigo, mas não persigo ninguém, até este tal de Rui, Rui do que mesmo?
Rui Fontes continua no Roubo a Bancos e dizem que eu o persigo, ele continua trabalhando …. não persigo ninguém, suas broncas já estavam aí antes de eu chegar, mas vou revê-las, sou contra o sobrestamento, vou rever todos e não só o seu, esta Polícia Civil só tem ladrão e corrupto.
O Sr. está falando que eu te persigo, eu sei de tudo o que acontece na Polícia, tenho um serviço de informações que apura tudo e tenho sua gravação e o Sr. espere para ver, até logo”.
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Outra coisa: essas palavras do Secretário, em abril de 2009, você, assim que deixou o gabinete, fez anotações e depois transcreveu por meio capaz de fazer prova da data. Coisa assim: uma espécie de agenda hospedada em site ou arquivo digital? Um e-mail?
Veja lá: DÁ IMPRESSÃO QUE A SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A MINHA.
k) diminuição da capacidade de concentração e memorização;
Mas procurar outro Delegado – no caso de condição hierarquica superior – premeditando a gravação da conversação , na nossa linguagem, PUTA CROCODILAGEM!
E sem a pretensão de defesa do Secretário – embora já tenha afirmado que desse Pinto eu gostei – “não passa vontade, não passa vontade” , se diz para quem nos olha desafiadoramente, peitando; querendo intimidar.
Outros detalhes: o laudo faz referência ao quadro apresentado em maio de 2009; também faz referência aos medicamentes.
Pergunto-lhe: fez exames laboratoriais?
Tem todos os recibos pertinentes aos honorários médicos, clínicas e, especialmente, NOTA FISCAL PAULISTA DOS REMÉDIOS? Caso não tenha vai dar bode!
Relaxe meu caro!
Você – pelo menos dizem – é financeiramente bem sucedido.
Se for demitido, qual o problema?