4ª Reportagem da Série Crimes de Maio:Estava trabalhando na PM em uma cidade da região. Houve incursões, sim. Policiais linhas de frente foram enérgicos na periferia. Todas as mortes foram ilegais e colocamos tudo na conta do crime organizado. 11

4ª Reportagem da Série Crimes de Maio: A Tribuna

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CRIMES DE MAIO – 4ª PARTE

 

OS POLICIAIS QUE AGEM NA TOUCA

 

RENATO SANTANA 
DA REDAÇÃO

 

O comando da Polícia Militar (PM) pode negar, o seccional da Polícia Civil afirmar ser preconceito e o Poder Judiciário e o Ministério Público não ter provas para chegar aos criminosos. O fato é que os grupos de extermínio, denominados assim pela Ouvidoria da Polícia e Defensoria Pública, responsáveis por parte dos homicídios dos Crimes de Maio, atuam e são compostos por policiais.

 

A entrevista com os dois ex-policiais foi negociada durante duas semanas e realizada de maneira separada. Eles explicam como esses grupos funcionam, de que forma se organizam, o planejamento das ações, o que o comando da PM sabe e a verdade dos casos de resistência seguida de morte. As revelações desmascaram os bastidores de uma guerra travada na escuridão. Os policiais terão suas identidades preservadas por nomes fictícios.

 

 

Entrevista

 

O LENDA

 

QUANDO O CAMISA DEZ ENTRA EM CAMPO

O nome faz jus. O Lenda. Sempre teve apetite, espírito policial. É o típico justiceiro. Age sozinho, no máximo com mais um. Já apagou muitos. Com farda e sem farda. Nunca se pode dizer quantos. Fosse por prazer, cada um seria lembrado. Mas não há  prazer. Tampouco culpa. Trata-se de uma cruzada: “A pessoa que pega no machado para arrancar a erva daninha da raiz, um fruto venenoso, não vai ter má consciência de ter matado uma erva daninha”.

 

Não concorda muito em chamar de grupos de extermínio a ação clandestina de policiais, cuja existência confirma. Encapuzados e sem farda, são os matadores nas madrugadas das periferias, inclusive da região. Para o Lenda “são pessoas que diante da ineficácia do sistema acabam agindo por meios próprios”. Mesmo fora da Polícia Militar, continua sendo um camisa dez, um bilão, no jargão do submundo policial. Mata com a permissão de Deus. Depois que se aposentou, ficava injuriado ao ver ex-companheiros dizendo, na televisão, que escondiam a farda e saíam de casa com ela embaixo do tapete do carro.

 

O sangue subia. Não queria continuar jogado no sofá. O dedo coçou. Para ele, é bem nítido que hoje em dia os policiais fazem o papel de espantalho na horta. Faltam os bilões, os camisas 10. Ele era um. Ele é um. Seu fogo, diz, é contra o satanás, contra a “ferramenta do diabo para causar mal ao semelhante”. É devoto. Instrumento do Deus que acredita.

 

Na polícia se aprende tudo isso quando se quer ser um camisa 10. Virou professor para os policiais mais novos e o salvador dos descuidados. Certa vez, um colega PM executou um rapaz. O comando pediu a arma para balística. Lenda entrou em ação. Com vinagre, limpou o corpo da arma e o cano. Depois, pegou uma bala, untou-a na graxa e passou-a na areia, à milanesa. Um disparo já é o suficiente para provocar ranhuras dentro do cano e despistar o exame balístico. É assim que se faz nas ações clandestinas da polícia. Há os que preferem armas frias, carros roubados e capuz para fazer trabalhos. Lenda usa o próprio carro, arma registrada e prefere pintar o rosto de graxa, usar disfarces e até mesmo peruca, óculos. Se for pego no caminho, está completamente dentro da legalidade.

 

– Aí ladrão! Pam! Pam! Pam!

 

Vai se esgueirando pelas sombras da lei, tal qual cada PM que decide ser camisa dez. Sorrateiramente, volta para o carro. Dispara: “O policial veste o papel do bandido para repreender o crime”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

O sr. participou de incursões na periferia para matar em maio de 2006?


Estava trabalhando na PM em uma cidade da região. Houve incursões, sim. Policiais linhas de frente foram enérgicos na periferia. Todas as mortes foram ilegais e colocamos tudo na conta do crime organizado. As ações eram em represália aos ataques do PCC. Também existem pessoas que são simpatizantes da polícia e, inconformadas com a falta de ação, a inércia, vão lá e fazem. Seguranças privados, por exemplo, são vítimas do crime. Com a ajuda de policiais, agem. O caso mais recente é o do Dino Marreta. Foi sequestrado do bairro dele e executado. Era liderança do PCC na Vila Sônia. Era o chefe operacional do crime organizado. Não dá p ara dizer que eram só policiais, mas vamos dizer que era o lado de direita combatendo o de extrema esquerda.

O sr. confirma o uso de carros roubados e armas frias?


Tem policial que faz isso mesmo. Eu, particularmen- te, nunca participei nem recomendo porque está muito próximo da conduta do bandido. Corre o risco de, no caminho, você ser surpreendido (pela própria polícia) e não ter como escapar. Então, teria que usar dos meios mais normais e mais lícitos possíveis. Sobres as armas, há situações e situações. Fica muito mais viável usar a própria arma do Estado porque está na legalidade. Depois, é só descaracterizá-la.

Como é que o sr. faz para descaracterizar uma arma?


Na alma do cano (parte interna do cano) se você pegar uma bala, passar graxa, ou qualquer material adesivo, areia, e der um tiro, no exame técnico vai ser constatada outra arma. Vai mudar a sua característica interior. Vai criar ranhuras que anteriormente a arma não tinha. Um projétil coletado antes vai ter características diferentes desse coletado depois, para confronto, ou seja, balística.

E com os veículos?

Se numa determinada área o policial está utilizando um veículo autorizado, não está no ato ilegal. Para ninguém pegar a placa, a gente não vai com o carro até o local da ação. Estaciona nas proximidades, fica um lá esperando. Quem vai fazer o trabalho vai a pé, descaracterizado e com a pele camuflada. Encapuzar é burrice porque se você for visto com capuz é ruim (caracteriza grupo de extermínio). Enquanto uma barba postiça, uma peruca é melhor.

Essas ações não são mais tão explícitas como eram antes, certo?


O que ocorre: qualquer domicílio, inclusive na perife- ria, tem uma câmera registrando tudo ali. Hoje um garoto de favela tem um celular com capacidade para gravar. Então, o policial ou o justiceiro que queira agir tem que contar com tudo isso. Tem que ser extremamente ninja. Tem que se camuflar, não ser visto, pois há o risco de perder a vida. As ações dessa natureza são uma reação ao que os bandidos fazem. Alguns policiais levantam a bandeira da represália e fazem o que o Estado não faz. 
Foi o que aconteceu em 2006…

De lá para cá. É uma guerra fria, silenciosa. Ninguém declara raiva de ninguém, mas, na hora que um vira as costas, vem a faca. Hoje o crime organizado e os policiais estão nesse pé. Os grupos de ação fazem parte dessa guerra. O Estado não assume que existe esse confronto, mas policiais militares vão para o combate. Está acontecendo há muito tempo e tem se intensificado. O político quando entra na favela pede autorização para o traficante. Reconhece que existe uma autoridade local. Oficialmente, político nenhum admite isso, mas, na prática, é diferente. Estão matando os policiais no bico, na folga e na porta de casa. Para a administração pública fica sendo um caso isolado, como se o policial tivesse contraído para si um problema com o bandido.

 

(Segundo levantamento feito pela Secretaria de Segurança do Estado, em 2009, 66 policiais morreram no período de folga e 16 em serviço. Em 2008, foram 55 policiais mortos sem a farda e 19 trabalhando).

 

Mas nos ataques de 2006 muitos inocentes, gente sem sequer ter passagem, entrou na conta.


Discordo totalmente. O suposto inocente, ou citado como inocente pela mídia, que está às duas horas, três horas da madrugada num boteco que fica numa biqueira (ponto de tráfico) da periferia não é inocente. Ele está ali e tem uma função no crime. Às vezes, não é pegar uma arma para assaltar. Ele exerce uma atividade no crime, ou está de olheiro. Leva e traz a droga para alguém. O inocente não existe.

Como funciona isso no comando?


O comando é fechado em relação aos níveis operacio- nais. Cabos, soldados e sargentos, que são os profissionais linha de frente, de rua, também são. Os grupos são compostos por um número restrito de pessoas, que confiam um no outro e estão ali para agir.

E as ocorrências de perseguição seguida de morte?


Vamos ilustrar: ocorrência de confronto real. Quan- do se apresenta a arma do bandido na delegacia e se constata que tem seis cápsulas deflagradas no tambor do revólver, sabe-se que é um álibi para o Ministério Público, uma vez que o bandido não tinha mais poder de resistência. Por conta disso, o policial tira uma das cápsulas estouradas e coloca uma intacta para provar que o bandido tinha como resistir. Isso chama-se arredondar a ocorrência. O rigor da justiça e da sociedade exige essa habilidade. O Caso da Cavalaria (crime ocorrido em fevereiro de 1999 em São Vicente, quando três jovens foram assassinados  por policiais em serviço), por exemplo. Acredito eu que eram policiais inocentes, sem intenção e foram vítimas de um ato de desespero. Os jovens foram para cima dos policiais, um dos meninos bateu com a cabeça na guia, ficou desacordado e os policiais, num ato de desespero, chegaram aos extremos. Havia várias maneiras de maquiar a ocorrência e tornar tudo legal e não fazer o que fizeram. Hoje em dia existem menos policiais capacitados para tornar legal um ato ilegal.

Na ação dos grupos de execução em 2006…


Queria tomar uma outra linha aqui. Muito se fala dos bandidos mortos e pouco dos policiais mortos. A mídia vem mostrando muito a ação violenta da polícia que, na verdade, é como um mulher que mata o marido quando está sendo agredida. Ela era agredida há muito mais tempo e ninguém se importou. Isso faz com que ela mate o marido quando está dormindo. E quando os policiais saem hoje estudando as possibilidades de executar um bandido na área é esse comportamento da mulher. A polícia está dessa forma. Acuada, amarrada. Um jovem para entrar na polícia pede autorização para o traficante. Esse policial se torna um refém e comprometido com o c rime.

O policial também se envolve no crime?


No ano passado morreram vários policiais na região. Vou contar um caso: em Praia Grande, houve uma denúncia de que em um barraco havia grande número de armas do crime organizado. Policiais fizeram o cerco. O trabalho certo seria abordar, prender os elementos e apreender as armas. Porém, ao contrário, os policiais negociaram a liberdade dos criminosos e a liberação das armas. Fizeram um boletim de ocorrência com armas mais fajutas e pegaram uns bandidos envolvidos só para fazer cena. Já na hora de fechar o negócio, não foram fiéis ao combinado. Haviam acertado não prender ninguém e prenderam  três. Ficaram com a grana dos bandidos. A primeira retaliação foi uma rajada de tiros de fuzil contra um policial quando saía de casa para o trabalho. O santo estava de plantão e ele não morreu. Depois disso, começaram os homicídios. O policial que age pelo crime acaba perdendo respeito e a coisa vira pessoal.

Quanto aos direitos humanos, o que você pensa?


Hoje o Estado estuda um monte de possibilidades sobre o que fazer para melhorar o ser humano. Você consertando o homem, conserta o mundo. A causa disso tudo é a falta de Deus na vida do homem. Temer a Deus e amar o seu próximo. Hoje fala-se muito em direitos humanos. Uma teoria que me trouxe bastante conforto na época, que me dá liberdade para exterminar um bandido como se extermina um verme, e que uma característica peculiar do ser humano é o amor ao próximo. Quando é o caso de um cidadão pôr uma arma na cintura e sair para levantar um dinheiro, disposto a tirar a vida do seu semelhante, ele já abriu mão da condição humana. Saiu como o próprio satanás, ferramenta do diabo para causar mal ao seu semelhante. Um sujeito bandido age como bicho e tem de ser tratado como tal. É jaula ou buraco.

 

 

 

Entrevista

 

JUCA

 

“SE REÚNE UM GRUPO COM APETITE”

Juca fala em tom de desabafo. Policial Militar não pode falar, fazer greve ou criticar a corporação. Durante os dez anos em que esteve na PM, atuando na Capital e Interior (incluindo a Baixada Santista), participou dos grupos de extermínio. Na sua época, final dos anos 80 e decorrer dos 90, prevalecia esse tipo de ação. Era a época dos esquadrões da morte. Juca ainda respira o meio policial. E sabe quem age no capuz.

 

Deixou a corporação porque “trabalhava” muito. Na gíria, policial que trabalha muito é o que mata muito, prende acima da média e tem apetite para ações encapuzadas. É camisa 10, um bilão.

 

Policial assim é uma via de duas mãos para o comando. Na guerra urbana, pacificam áreas mesmo sem conquistá-las e sempre com ações encapuzadas ou em ocorrências de resistência seguida de morte. Por outro lado, trazem dor de cabeça, cobranças hierárquicas e se a bomba estoura, por mais que assumam seus atos, o comando fica marcado.

 

No submundo ninguém sabe de nada, não vê nada. Na verdade, é preciso fingir. Juca diz que todo batalhão tem seu grupo de camisas 10. O comando sabe. Como também há os “dedos cansados”. No modo de dizer dos que gostam de “trabalhar”, policiais que ficam longe da turma apetitosa. E também da ação direta.

 

Juca é o tipo de policial que segura um batalhão. Com amigos na ativa, afirma que as ações da polícia nos dias seguintes aos primeiros atentados do PCC, fardada ou não, foram “por conta da revolta com o que estava acontecendo e por ver o comando esconder”. Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

 

Os grupos de extermínio são integrados por policiais?


Sim, vou explicar o que acontece. Você presta um serviço fardado, legal. E o grupo é formado porque algumas coisas que você tem vontade de fazer é contido pelo regulamento. No caso, um regulamento interno. Para mim, esse é o motivo maior de o policial ficar de mãos atadas. Se conseguimos reunir três, quatro policiais, falamos na nossa linguagem, com pouco mais de apetite, atitude. O pensamento bate, é igual e acaba se formando o grupo que atua no caso… para a gente não é ilegal, mas atuamos mais no horário de folga. É um grupo fechado que atua descaracterizado, com a chamada touca. O pessoal aconselha: age na touca. A gente faz aquilo q ue tem vontade de fazer em serviço. Só que o regulamento nos impede de fazer.

Como é a organização dos ataques?


Geralmente, tem a área que o policial trabalha. Então, ali existem marginais que são mais destacados: assaltantes, homicidas, traficantes. No nosso caso, agimos assim: Há um bandido que está matando policial, dando trabalho na região. Então, o grupo se reúne e traça um plano. Quem é o cara? Fulano de tal é o chefe, tá mandando assassinar policial, fazer roubo. Esse é a bola da vez. O grupo define um dia, levanta os modos do bandido: por onde ele sai, onde ele fica, onde mora, hora que sai. Marca o dia e sai à caça do cara.

E se o marginal estiver com pessoas inocentes na hora do ataque, num bar, por exemplo?


Existe uma coisa no meio policial chamado tirocínio. Essa aí é uma experiência que se adquire com tempo de serviço. Um policial olha para você e faz uma análise rápida. Às vezes, acontece de errar. Olhar e achar que o cara é bandido e não é, pelo  modo de o cara se vestir e de agir. Você faz aquela análise rápida e vê. Se achar que o cara é bandido também, vai junto.

O comando da polícia sabe deste tipo de ação?


Eu trabalhei no Tático Móvel, hoje Força Tática. O meu comandante sabia. Ele dizia: “Quer fazer faz, mas faz direito. Se sujar eu não sei de nada”. A partir da hora que você sai para matar bandido, para o comando é melhor. A criminalidade na região dele vai abaixar. O comando quer é isso. Quem ganha os elogios é ele. A região que ele comanda vai ter índices de criminalidade mais baixos. Tudo isso por conta dos grupos de extermínio. Porque nem sempre em serviço dá para você fazer o que faz nesse tipo de operação.

Como vocês conseguem os carros, as motos, as armas? E depois, como vocês despacham a vítima?


O policial sai trabalhando e existem esses carros roubados por bandidos, que os abandonam e tal. Então, a gente localizava dois, três carros roubados. Um policial pegava e levava para a toca, como a gente chama. Ficava guardado para o dia da ação. Fazia a operação e depois abandonava. O veículo era localizado posteriormente como um carro roubado normal. Armas frias, com numeração raspada. Armas que eram apreendidas no dia a dia. Às vezes a gente parava na rua um indivíduo armado. Pegava aquela arma e mandava a pessoa embora.

De quantas incursões o sr. participou?


Participei de várias. A PM sempre foi rigorosa, mas no meu tempo não era tanto. Eu não me adaptaria para trabalhar na PM de hoje. Trabalhei em parte da década de 80 e prevaleciam os grupos de extermínio. No finalzinho dessa época. Não só eu, mas vários outros policiais. Participei de várias ações. Às vezes, de folga e até de serviço mesmo. Fazia a chamada montagem de ocorrência.

Os grupos de extermínio que atuaram em maio de 2006 também eram de policiais?


Sim. A gente sabe como acontece pelos amigos. As ações que ocorreram depois dos ataques do PCC foram mais por conta da revolta com o que estava acontecendo e por ver o comando esconder. O serviço de inteligência sabia que iam acontecer os ataques. mas subestimava o crime organizado.

Depois também começaram as ações dos grupos.


Os policiais mais antigos se reuniram com os mais jovens de apetite e começaram a matar. Como funcionava essa matança? O pessoal se reunia, descaracterizado, com o carro comum e ia aos bairros da periferia onde a situação era mais carregada. Quem estivesse no local já conhecido pelos policiais como ponto de droga, a chamada boca de fumo, morria. Foi pego na rua de madrugada: tem passagem? Tem! Não era nem levado para a delegacia. Era executado e jogado na primeira viela que encontrasse pela frente.

Dá para dizer que os comandos da Policia Civil e da PM não sabiam?


Sabem também que se forem a fundo o final mesmo acaba em policiais. Se for investigado como tem que ser, vai chegar em algum policial. Tá claro que é a resposta: o bandido matou o policial, o policial matou o bandido. Aí o policial vai e se envolve numa ocorrência com resistência seguida de morte. Se você se envolve numa ocorrência assim, é afastado das ruas, mudado de horário, obrigado a passar por um curso de reciclagem por 15 dias. Então, arruma o bico de acordo com o horário de trabalho. O comando também sabe disso, mesmo sendo proibido. A primeira coisa que ele faz é mudar o policial de horário. É castigo.

Isso no caso de ocorrências de resistência seguida de morte?


Vou te falar a verdade: 90% das ocorrências de resistência seguida de morte são montadas. A polícia pega o bandido, vamos supor, dentro de sua casa. Só está o policial e o bandido, que não vai encarar 20 policiais. Só que você sabe que ali é uma guerra. Se o bandido te pegar numa situação que não tem como fugir ou reagir ele vai te matar. Principalmente o ladrão 157, que mata para roubar. Esse não tem perdão. A gente já andava com o chamado kit. Era uma mochila contendo várias armas frias. Porque se o alvo não tivesse armado, mas tivesse uma situação que a gente podia matar, a gente matava e colocava uma arma fria na mão dele. < /span>

O que acontece com as armas usadas nos crimes?


São escondidas porque acabam sendo usadas novamente. O policial vai matar o cara, mas ele não atirou em você. A perícia vem para dizer se o cara atirou ou não. Aí o policial faz a montagem do local da ocorrência. Se matou o cara, o policial não vai dizer o número de tiros. Dá dois ou três tiros em locais fatais e sabe que o cara vai morrer. Mas como vai saber se o cara é destro ou canhoto? A gente “faz a mão” do indivíduo. Coloca a arma fria na mão esquerda e efetua o disparo. Na mão direita, outro disparo. Pode fazer o residuográfico que consta pólvora nas duas mãos.

Tem a coisa de recolher provas, tipo cápsulas?


Exatamente. Ângulo de tiro. Ir e dar um tiro na viatura. Já cheguei a ver um policial dar um tiro no outro, de raspão, para simular troca de tiros. No colete também. Tudo para deixar a ocorrência mais redonda com a simulação de troca de tiros.

Existe a prática de mexer no corpo da vítima de um ataque desse tipo para atrapalhar a perícia?


Para o policial não deixar provas para a perícia, no local dos fatos, você sempre socorre. Uma para você não entrar na omissão de socorro. Depois porque também quando você efetua o disparo no indivíduo ele não morre na hora. Aí a gente diz que está vivo. Agora, não chega vivo no pronto-socorro. Damos longas voltas, a viatura vai a 20 km por hora. Às vezes, até asfixia o cara  dentro da viatura.

O que motiva este tipo de atitude?


A situação não vai mudar. É questão de baixos salários, problemas psicológicos. Muitos policiais são alcoólatras, viciados em drogas. Conheço vários. Tudo tem relação com a vida particular da pessoa. O cara mora de aluguel, mora na favela. Tem três, quatro filhos. O salário que ele tem não dá para sustentar e o cara vai fazer bico.

Agora no caso de um policial que não trabalha muito, é sossegado?


O sem apetite escolhe um serviço mais ameno. Agora se entrar tem que participar. Já vi casos de policiais que não quiseram participar e foram executados. A equipe fica com medo de ser caguetada. Mas um policial mata outro policial? Numa troca de tiros, com uma arma fria, o cara está de costas e outro policial o acerta com uma arma fria. Depois fala que foi o bandido que matou.

 

 

As ações são feitas
por pessoas com
consciência e
formação.

Um ato

de extermínio é um
ato de desespero
para se preservar”
O Lenda 

A história do Lenda na PM durou três décadas. Duas delas na região. Aprendeu a montar ocorrências “redondas”, organizar ações sem fardas e não deixar provas nos 10 anos em que passou pela Rota, na Capital. O Lenda é devoto. Executa suas sentenças nas entrelinhas da palavra do Senhor.

 

 

“Nos primeiros

ataques pegaram
vários policiais.

Depois foi

diminuindo, os
policiais não eram
mais pegos
marcando”

JUCA

 

Juca atuou nos esquadrões da morte, nos anos 1980, e saiu da polícia porque não queria deixar de trabalhar bastante. Na gíria, este é o policial que mata e prende muito. Sua experiência na região, fardado ou não, mostra a realidade dos crimes oriundos dos grupos de extermínio.


“Em 2006
eu acredito que houve um acordo do governo com o crime. Um
dos acordos era para não ter ataques aos policiais que estivessem fardados.
Pode ver isso. Por quê? Para não ficar em evidência que o sistema é vulnerável”

O Lenda


“Quando
baixa ordem do PCC para matar policial, os primeiros que caem são os
policiais que trabalham demais e os corruptos. Matam na porta de casa, no bico”

Juca


66

este é o número de policiais que morreram em 2009

“O policial que trabalha demais, dá cana e mata não vai sobreviver. Outros porque são corruptos. É o chamado carteirinha: aquele policial que todo mês vai receber a grana dele” ( Juca).


Uma viatura da polícia, de acordo com relatos, sempre passa antes no local de ação dos encapuzados Motos e carros são usados para fazer a ação. Param de modo a não permitir possibilidade de fulga das vítimas Atiram sempre na região da cabeça e tronco. Os membros inferiores são atingidos também para evitar fuga Recolhem cápsulas deflagradas, par a não deixar provas. Há relatos de que atiram nas vítimas ainda vivas Fogem. Logo na sequência a viatura da PM retorna ao local para atender a ocorrência.

Agora, Tuminha arrumou dois advogados notáveis e impolutos:O PAI e JOSÉ SARNEY que acha legal O secretário Romeu Tuma [Jr.] comprar um telefone e, ao mesmo tempo, pedir emprego para o genro” 10

2010/05/06 at 14:56 –  DELTA UNO

Agora, Tuminha arrumou dois advogados notáveis e impolutos:

1) O próprio pai, nosso querido “Xerife” –

2)O ex-Presidente José Sarney, nosso querido chefe do Poder Legislativo da União –

3) O deputado “lulo-malufista” Cândido Vaccarezza – Disse Sarney: “Acho que as notícias que li nos jornais não têm nenhuma substância. O secretário Romeu Tuma [Jr.] comprar um telefone e, ao mesmo tempo, pedir emprego para o genro”, disse ao se referir às denúncias da Polícia Federal.”

http://noticias.uol.com.br/politica/2010/05/06/romeu-tuma-defende-filho-acusado-de-envolvimento-com-a-mafia-chinesa.jhtm

06/05/2010 – 12h43

Romeu Tuma defende filho acusado de envolvimento com a máfia chinesa

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília

Atualizada às 14h39

Ex-superintendente da Polícia Federal paulista, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) saiu em defesa do filho nesta quinta-feira (6), após as denúncias da PF de que o secretário nacional de Justiça e ex-deputado estadual, Romeu Tuma Júnior, estaria envolvido com integrantes da máfia chinesa que atuam em São Paulo.

 

“[Tuma Júnior] é uma pessoa digna e correta e construiu a carreira dele dessa forma”, alegou o senador, pela primeira vez, desde que o caso foi publicado ontem no jornal “O Estado de S. Paulo”. No mês passado, Tuma Jr. assumiu o CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria), órgão do governo encarregado de combater produtos contrabandeados.

 

Incomodado em ter de responder às questões feitas por jornalistas, no Congresso, o parlamentar preferiu não se estender sobre a possibilidade de Tuma Jr. ter relações amistosas com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, preso no ano passado com mais 13 pessoas sob acusação de formação de quadrilha e descaminho. De acordo com a Polícia Federal, o grupo movimentava cerca de R$ 1,2 milhão por mês com a pirataria em São Paulo e no Nordeste.

 

“Amizade qualquer um de nós tem, uma série de amigos. Fui chefe de polícia em São Paulo e cuidava do setor de estrangeiros. Conheci muita gente. Amizade, nós temos até o momento em que se acha que a pessoa não cometeu qualquer ilícito, a partir do momento que considera que ela tenha praticado não pode ser solidário com prática de ilícitos”, afirmou.

Segundo a reportagem do diário paulista, o secretário pedia produtos como celulares, computadores e videogame para o negociador chinês em troca de, possivelmente, facilitar o contrabando de produtos chineses para o Brasil e de providenciar vistos para imigrantes chineses que estavam em situação irregular no país.

Nesta quarta-feira, Tuma Jr. não quis falar sobre o assunto, alegando que não teve contato com os autos do inquérito e que, por isso, seria impossível fazer qualquer defesa própria.

Para Sarney, não há provas suficientes
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também defendeu Tuma Jr. hoje. Sarney disse que não há provas suficientes que comprovem o envolvimento do secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., com a máfia chinesa que atua em Sao Paulo

“Acho que as notícias que li nos jornais não têm nenhuma substância. O secretário Romeu Tuma [Jr.] comprar um telefone e, ao mesmo tempo, pedir emprego para o genro”, disse ao se referir às denúncias da Polícia Federal.

Sair do cargo só depois de processo, diz Vaccarezza
O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), avalia que Romeu Tuma Jr. não deve sair nem se licenciar dos cargos que ocupa por causa das denúncias de envolvimento com a máfia chinesa.

O deputado defende que apurações sejam feitas, inclusive para confirmar a veracidade das gravações telefônicas em que Tuma Jr. foi flagrado conversando com Paulo Li.

“Eu acho que esse processo será rápido. O governo se preocupa [com a imagem negativa do fato]. O maior defeito seria cometer uma injustiça com o cidadão”, ponderou o parlamentar.

Bem defendido, o moço.

ALERTA GERAL : Bandidos que devem mais de oito mil reais ao PCC, receberam nesta quinta feira um “salve geral” dando prazo de 15 dias para o pagamento dessas dívidas. O integrante da facção pode, para saldar a dívida matar um policial (civil ou militar). 14

Informações recebidas de forma “anônima”:
..
Bandidos que devem mais de oito mil reais ao PCC, receberam nesta quinta feira um “salve geral” dando prazo de 15 dias para o pagamento dessas dívidas. O integrante da facção pode, para saldar a dívida matar um policial (civil ou militar). E agora a pouco recebi de colegas a informação do homicídio que vítimou um colega escrivão de polícia na Vila Prudente…………………………………..
Pela união das forças,, não policia civil e militar, mas sim dos policiais que realmente são policiais (quem é de verdade sabe quem é de mentira)..não importa se PM – PC ou GCM.

JOW FAZ HOMENAGEM AOS COLEGAS DO DP-1 DE 2006: “Ser delegado de polícia é privilégio de poucos.” 7

Prezado Guerra,
Em homenagem aos Delegados aprovados no concurso DP 1/2006 (aquele que teve Ivaney Caires de Souza como presidente da comissão. rss), solicito ampla divulgação (por alguns dias) da notícia da nossa formatura no Jornal da Polícia “Flit Paralisante”. Com muita felicidade anuncio que na data de 7/05/2010 cumprimos o período do estágio probatório. Sobrevivemos ! Lembro muito bem no primeiro dia de aula da acadepol. Todos felizes e eufóricos para começar o curso, afinal esperamos mais de 5 meses a nomeação. Então, no primeiro dia a Diretoria da Acadepol marcou uma palestra com o então Diretor Marco Antônio Desgualdo no auditório da Academia uma palestra com o Delegado. A palestra não foi aquelas coisas.. Dentre outras coisas, o palestrante dizia que ladrão temia quando o policiai o prendia e engatilhava o cano do revólver na sua boca. Fora esses ensinamentos (rss), foi destaque uma frase escrita à giz em uma lousa que havia ao lado esquerdo da mesa onde estavam os palestrantes. Estava escrito em letras maiúsculas “Deixem suas esperanças do lado de fora”. È sério !! Agora, pesquisando a notícia da formatura na internet, lembro com pesar que nos impuseram Ronaldo Marzagão como paraninfo da turma. Veja essa foto da mesa das autoridades. Malheiros (aquele que dizia que sua canetada valia mais que o PA da Corregepol), Maurício Swat (aquele que sobrevuou o confronto no Morumbi em companhia do Coronel PM e SSP Marzagão (aquele que desconhecia tudo que era feito na SSP).
“Ser delegado de polícia é privilégio de poucos”
Forte abraço aos colegas (sobreviventes) do concurso DP 1/2006.
Segue a notícia,
Att. Jow !

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Sexta-feira, 11/01/08 – 22:57

Polícia Civil forma 204 novos delegados para atuar na Capital e na Grande São Paulo

Na noite desta sexta-feira (11), foi realizada a formatura dos 145 homens e 59 mulheres que participaram por quase oito meses do Curso de Formação Técnico-Profissional na Academia de Polícia (Acadepol) “Dr. Coriolano Nogueira Cobra”. A cerimônia aconteceu no salão nobre da Faculdade de Direito da USP e contou com a presença de diversas autoridades policiais do Estado, entre elas o delegado geral Maurício Lemos Freire e o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, escolhido como o patrono da turma, e que também representou o governador José Serra.

O curso deste ano marca uma inovação na história da Polícia Civil: pela primeira vez em 102 anos, os formandos tiveram a oportunidade de escolher os lugares onde irão trabalhar daqui para a frente, seguindo um critério de classificação (notas) no curso. Os novos 204 delegados já começaram a atuar nos Distritos Policiais selecionados, na Capital e na Grande São Paulo, a partir desta segunda-feira (14).

Para Marina Cerqueira Correa da Silva, a segunda colocada, com 95,95 pontos, a mudança nos métodos de escolha foi muito boa. “Eu acho um critério muito justo e objetivo porque permitiu a quem realmente se dedicou na Academia que pudesse escolher o lugar que gostaria de trabalhar”. Marina escolheu o 20º DP, na Água Fria, zona norte da Capital, e disse estar muito feliz por este ser um Distrito modelo.

Maria Jurema Brandão Ricci Heib, que já está a 12 anos na carreira policial, foi a 12ª colocada no curso. Ela ficou feliz por ter conseguido escolher a região em que vai trabalhar, mas lembrou que todas as delegacias tem seus prós e contras. “Em todas estaremos lidando diretamente com a criminalidade, então não podemos considerar como áreas boas ou ruins, mas sim como áreas que precisam de delegados de polícia atuantes”, afirmou a formanda.

A oradora da turma, Priscila Alferes, comentou em seu discurso o fato de esta ter sido a única turma que teve o privilégio de escolher a unidade onde cada um exercerá suas funções. “Achei ótimo porque assim todo mundo tem que se dedicar pra conseguir uma posição melhor e ter a chance de trabalhar onde gostaria”, afirmou. Em cima do púlpito, ela também lembrou “a honra” de ter tido como avaliador na matéria de tiro com pistola o próprio delegado geral, Maurício Freire, que foi o paraninfo desta turma.

O secretário Marzagão também falou e agradeceu aos formandos por ter sido eleito o patrono da turma. Em seguida, salientou que essa foi uma semana bastante especial para a Segurança Pública do Estado. “Primeiro por recebê-los, senhoras e senhores, no quadro de delegados da Polícia Civil. Também pelo novo critério de seleção utilizado para definir os locais para onde vocês serão encaminhados. Além disso, nessa semana, a Polícia Civil de São Paulo mostrou para toda a sociedade o seu importante papel no combate à criminalidade, mostrando eficiência e rapidez na elucidação em um dos crimes de maior repercussão dos últimos tempos, o furto das obras do Museu de Arte de São Paulo. Isso demonstrou, mais uma vez, a incontestável competência da nossa polícia”, declarou, seguido de calorosas palmas do público presente.

Por fim, o secretário citou uma estrofe do hino da Polícia Civil de São Paulo e deixou uma mensagem para os formandos. “Ser delegado de polícia é privilégio de poucos. E essa incumbência está nas mãos de quem pode e merece tê-la. Bem-vindos à Polícia Civil do Estado de São Paulo”, concluiu Marzagão.

Daniel Cunha

http://www.ssp.sp.gov.br/noticia/lenoticia.aspx?id=5515#3

TUMA SE DIZ CORNO ( último a saber ), mas relatório da PF mostra ação de Tuma Jr. para liberar contrabando de chinês 2

Relatório da PF mostra ação de Tuma Jr. para liberar contrabando de chinês

Operação Wei Jin. O secretário nacional de Justiça é suspeito de ter usado o cargo para favorecer negócios ilegais de Fang Ze, integrante do esquema de Paulo Li, que é apontado pela Polícia Federal como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo

O Estado de S.Paulo

Relatório de inteligência da Polícia Federal obtido pelo Estado coloca o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, como suspeito de ter usado o prestígio do cargo para liberar mercadorias apreendidas de um chinês investigado por contrabando e evasão de divisas.

A suspeita é baseada numa sequência de telefonemas em que Tuma Júnior e seu braço direito no Ministério da Justiça, o policial Paulo Guilherme Mello, o Guga, tratam de assuntos de interesse do chinês Fang Ze, apontado nas investigações como integrante da rede de negócios de Li Kwok Kwen, ou Paulo Li, o homem que a PF diz ser um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.

O relatório de inteligência aponta “possível comprometimento de Romeu Tuma Júnior com Fang Ze”. E diz que o secretário se vale do assessor Mello “para resolver eventuais problemas que lhe possam incriminar”. A PF sustenta que, a mando de Tuma Júnior, Mello fez contato com o Fisco de São Paulo para liberar mercadorias de Fang Ze. As conversas sobre o assunto foram interceptadas com autorização da Justiça.

Num dos diálogos, em 2 de julho do ano passado, Mello telefona para um servidor de nome Ricardo e cobra uma solução para o caso: “Eu tô aqui com o chefe, ele tá me cobrando aquele… aquela posição daquele negócio lá, rapaz, do… que eu te pedi lá com o inspetor lá”. “Qual? Do japonês lá não sei o quê?”, pergunta o funcionário.

O assessor de Tuma volta a telefonar. Dessa vez, passa o nome da empresa de Fang, a V-Top Decorações, e seu CNPJ. “Esse aí você já tinha pedido pra ver?”, indaga Ricardo, indicando que essas ações eram corriqueiras.

Em seguida, Mello cita o secretário nacional de Justiça como interessado na liberação das mercadorias. “Você me ligou, me apresentou pro cara lá, ainda cê falou que era pedido do Tuma, aí o chefe tá me atazanando a vida aqui”, diz o assessor do secretário, que relata o problema: “De fato eles suspenderam e tudo, mas não devolveram o material do cara”. Ricardo promete cuidar do assunto. “Vou dar uma olhada, então.”

O Estado identificou o funcionário como Ricardo de Mello Vargas, delegado de Polícia Civil lotado na Divisão de Crimes Contra a Fazenda. Indagado sobre os diálogos, ele confirmou ter recebido o pedido, mas negou ter solucionado, como queriam Tuma e o assessor. “Sempre falo que vou ver, mas não faço nada. Nem conheço esse chinês.” Num dos contatos, o delegado usa o telefone da Secretaria Estadual de Fazenda, onde funciona a divisão.

Determinação. A PF define assim a sequência de conversas: “No diálogo travado entre Guilherme e Ricardo, o primeiro diz que está atendendo a determinação de seu chefe – Romeu Tuma Júnior -, haja vista que Fang Ze teve bens apreendidos e desejava sua liberação.”

“Pode-se concluir que Fang Ze provavelmente sofreu ação do Fisco do Estado e pediu a interferência de Romeu Tuma Júnior, o qual determinou que Guilherme o fizesse, no sentido de obter a liberação de seus bens apreendidos”, diz o relatório.

O documento faz menção a diálogos que ligam o secretário diretamente a Fang. Numa das conversas, a secretária de Tuma Júnior diz: “… Ele pediu para ligar para o senhor (Fang) que ele vai estar em São Paulo este final de semana e quer saber se o senhor pode encontrar com ele.” Em outro diálogo, é o próprio Tuma quem combina um jantar do qual participariam Fang Ze e Paulo Li. Procurado ontem pela reportagem, Tuma Júnior não quis dar entrevista.

Pedido

LUIZ PAULO BARRETO
MINISTRO DA JUSTIÇA

“Conversei com o diretor-geral e fiz um ofício solicitando informações, a fim de poder avaliar melhor esse inquérito”

OUTROS DIÁLOGOS INTERCEPTADOS

2 de julho de 2009
17h43min35s
O policial Paulo Guilherme Mello telefona para Ricardo, um funcionário do Fisco, para resolver um problema do chinês Fang Ze.
Mello – Eu tô aqui com o chefe (Tuma Jr.), ele tá me cobrando aquele… negócio lá (…)
Ricardo – Qual? Do japonês lá não sei o que? (…)
Mello – É aquele lá do shopping, do Shopping Norte.
Ricardo – Tá, eu sei, mas não vou lembrar, cê tem que… você tem que me passar (…)

3 de julho de 2009
11h44min41s
Mello telefona para Ricardo, para repassar os dados da empresa de Fang Ze. Desta vez, cita Tuma nominalmente.
Mello – Oh Ricardão (…)
Ricardo – Cê tem o nome lá?
Mello – Tenho. Tenho nome e CNPJ. É V.Top… é… V.Top (…)
Ricardo – Pronto.
Mello – Ah?
Ricardo – Esse aí cê já tinha pedido pra ver?
Mello – Não, eu fui com você, você me ligou, me apresentou pro cara lá, ainda cê falou que era pedido do Tuma, aí o chefe tá me atazanando a vida aqui.
Ricardo – Vou dar uma olhada então.
Mello – Porque de fato o procedimento ele suspenderam e tudo, mas não devolveram o material do cara (…)

6 de julho de 2009
12h54min59s
Tuma Jr. pede a outro auxiliar, Luciano Pestana, que entre em contato com Fang Ze, a quem, segundo a PF, eles chamavam pelo codinome Tomas.
Tuma Jr. – O Tomas te entregou o negócio aí, não?
Pestana – Não encontrei com ele. Ele não veio, nem o Paulinho (segundo a PF, é Paulo Li)
Tuma Jr. – Dá uma ligada pra ele, pede pro Guilherme ligar. Que deu um problema no computador que ele pegou pra mim, pedi pra ele te entregar que cê ia trazer hoje.
Pestana – Já tô ligando. Positivo. Aqui tudo sob controle, tudo tranquilo, viu chefe?
Tuma Jr. – Belezinha.

Conselho
O ex-ministro da Justiça Tarso Genro confirmou que foi procurado por Tuma Jr. – que lhe disse estar sendo grampeado pela PF – e que o aconselhou a procurar a PF para prestar esclarecimentos.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100507/not_imp548247,0.php

ESSA LIBRA É AQUELA DOS MANOS DO NALDO? “VIXIT”, VOU ESCAPAR DE “CANOIA” 2

2010/05/06 at 11:18 – MEGANHA DO SEU ZÉ

E A CRIMINALIDADE EXPLODE NA BAIXADA SANTISTA,SENDO QUE SEU COMANDANTE O CORONEL BRANDÃO ENTROU PARA RESERVA DO QUADRO DE OFICIAIS DA MEGANHA DO SEU ZÉ,DETALHE SÓ DEPOIS QUE FOI DENUNCIDO PELA POLÍCIA FEDERAL QUE GRAMPEOU SEU TELEFONE,E DESCOBRIU QUE SEU NEXTEL ERA PAGO PELA EMPRESA LIBRA QUE COMANDA O PORTO DE SANTOS POR ONDE ENTRA A …,TAMBÉM ESQUEMA COM CASAS DE PROSTITUIÇÃO DA BAIXADA E DE SÃO PAULO E…,INFELIZMENTE NÃO É DIVULGADO,PORQUE SERÁ QUE A BAIXADA SANTISTA TÁ PEGANDO FOGO?TODA AÇÃO TEM UMA REAÇÃO,NÃO ACHO QUE SE DEVA CRIAR GRUPOS DE EXTERMINIO COMO RESPOSTA,BANALIZANDO A VIDA E DEIXANDO DE COBRAR DE QUEM DE DIREITO,SERÁ QUE SÓ O CORONEL BRANDÃO COMETEU CRIME?O QUE ACONTECEU ATRAZ DAS CORTINAS,PORQUE NÃO FOI INSTAURADO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO PARA QUE O MESMO NÃO SE APONSENTA-SE?,SERÁ QUE VÃO CONTINUAR FAZENDO MÉDIA EM CIMA DA TROPA PUNINDO EXEMPLARMENTE POLICIAIS SUBALTERNOS?ISSO RESOLVE O SISTEMA?ENQUANDO A HIPOCRISIA CONTINUAR EXISTINDO,VAMOS CONTINUAR DO MESMO GEITO AÍ O COMANDO DA MEGANHA FAZ O QUE QUER,A TROPA PRIVATIZA A SEGURANÇA DE SP,E ALGUNS INFELIZES POLICIAIS SE BATIZAM NO PARTIDO,MATAM CORONEIS E INVESTIGADORES E TÁ TUDO CERTO?ERRADO ACHO QUE ESTOU EU DIZENDO ESSAS COISAS E CORRENDO RISCO DE VIDA,QUE DEUS ABENÇOE A TODOS É NOSSA ÚNICA ESPERANÇA.

TUMA Jr.: UM SECRETÁRIO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE MANCHA A POLÍCIA CIVIL PAULISTA 43

Planalto cobra explicação convincente de Tuma Jr. para suspeitas da PF

Operação Wei Jin. Declarações do secretário nacional de Justiça foram consideradas insuficientes pelo ministro Luiz Paulo Barreto, o que pode tornar a situação ‘insustentável’; paralelamente, articuladores do governo tentam colocar ‘panos quentes’ no caso

06 de maio de 2010 | 0h 00

Tânia Monteiro e Leandro Colon, BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

O Palácio do Planalto considerou insuficientes as explicações do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, captado por escutas telefônicas legais da Polícia Federal em troca de favores com um dos chefes da máfia chinesa no Brasil, Li Kwok Kwen, o Paulo Li. 

Na avaliação do governo, o silêncio de Tuma Júnior – que é delegado da Polícia Civil de São Paulo – somado ao desdobramento das investigações pode tornar a situação do secretário “insustentável”. Paralelamente, articuladores do Planalto ainda tentam colocar “panos quentes” no caso.

Expoente da hierarquia do Ministério da Justiça, Tuma Júnior comanda áreas estratégicas como o Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), que é responsável pelo rastreamento de dinheiro ilegal no exterior, e o Departamento de Estrangeiros.

Como o Estado revelou na edição de ontem, o secretário nacional de Justiça mantinha estreita ligação com Paulo Li, hoje um presidiário na capital paulista.

Li foi preso pela PF com mais 13 pessoas, sob acusação de comandar uma quadrilha especializada no contrabando de telefones celulares falsificados, procedentes da China, durante a Operação Wei Jin (trazer mercadoria proibida, em chinês), deflagrada em setembro de 2009.

Sob o impacto do noticiário, Tuma Júnior preferiu silenciar, dar declarações sucintas a imprensa e ofereceu explicações consideradas fracas para seu superior hierárquico, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Entrevista. O secretário chegou a convocar a imprensa para uma entrevista coletiva. Prometeu que se defenderia publicamente, mas depois desistiu.

Em um movimento para não atrair para o Planalto o escândalo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu a senha para Barreto exonerar o auxiliar.

Lula “despolitizou” Tuma Júnior, filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), aliado do governo, afirmando que esse era um assunto do Ministério da Justiça. “Eu vi informações hoje (ontem) sobre o delegado Romeu Tuma. Primeiro tem de esperar a investigação. Todo mundo sabe que é um delegado muito experimentado na polícia brasileira. É um homem que tem uma folha de serviços prestados ao País”, disse.

“Se há uma denúncia contra ele, a única coisa que temos de fazer, antes de precipitarmos decisão, é investigar da forma mais democrática possível”, afirmou o presidente Lula, no Palácio do Itamaraty, onde recebeu as credenciais de novos embaixadores estrangeiros.

Enredo. Mas as idas e vindas do secretário e a escassez de respostas colocaram o Planalto no enredo. À tarde, Barreto foi chamado para uma reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República.

Oficialmente, ele foi lá para tratar da Comissão da Verdade, prevista no decreto do Plano Nacional de Direitos Humanos. Barreto teria sido orientado a exigir explicações que sufocassem a crise ou a abreviasse, com a exoneração do secretário nacional de Justiça.

Depois do encontro com o presidente Lula e outros ministros, Barreto saiu sem falar com a imprensa.

Sob pressão. Ao chegar para trabalhar pela manhã, Tuma Júnior reuniu-se com seus principais assessores para analisar sua defesa. Foi então chamado para uma reunião às pressas com o ministro na hora do almoço. O encontro não estava agendado. Tuma Júnior defendeu-se e afirmou ao ministro que não havia praticado nada de irregular.

Antes desse encontro, a reportagem do Estado o abordou nos corredores do ministério. O secretário tentou demonstrar tranquilidade e afirmou que não era dono do cargo que ocupa no governo. “Eu não sou do cargo”, declarou Tuma Júnior.

Logo depois, minimizou as acusações: “Eu não fiz nada”. Indagado sobre as relações com o chinês Paulo Li, o secretário partiu para a ironia: “Eu não sou racista”.

No início da tarde, após a reunião com o ministro, foi questionado pelo Estado sobre sua permanência no governo. Ele desconversou: “Primeiro o serviço, depois a fofoca”.

A assessoria do Ministério da Justiça avisou os jornalistas que, para comentar as acusações, ele daria uma entrevista coletiva após a reunião que teria sobre Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), com a participação de secretários estaduais de Justiça, representantes do Ministério Público, da Advocacia Geral de União (AGU) e do Poder Judiciário.

Destino. Ele, aliás, comandou essa reunião da Enasp, que contou com a presença do ministro Barreto por alguns minutos. Tuma Júnior, no entanto, ausentou-se da sala por cerca de 40 minutos. Seu destino foi incerto. Depois da reunião, ele informou que não daria mais a prometida entrevista, alegando que não teve acesso à investigação.

Ô Tuma, sua filha é bonita, meu? Eu passei acabei de ser aprovado no concurso pra auxiliar de datislocopista. Serve? EDUARDO, BONITA PRA CACETE…PORRA MEU, LINDONA COMO O PAI, MAS NÃO VIVE COM O CARALHO NA BOCA! 5

 4 Carlos Tanabe 06 de maio de 2010 | 2h 32Denunciar este comentário

Se o secretário nacional de Justiça age dessa forma, o que esperar da justiça desse nosso sofrido país??? Será que só haverá a justiça feita com as próprias mãos??? Será a falência total das instituições??? Com certeza, nosso míope presidente (minúsculas por não merecer ser chamado de Presidente) dirá que nada sabe e nada viu…Muitas vezes tenho vergonha de ser brasileiro, um povo que escolhe tão mal seus representantes.

  3 eduardo araujo

06 de maio de 2010 | 1h 43Denunciar este comentário

A sujeira é tanta que o Lulla nem ordenou a demissão desse bandido. O mais correto é ter a prisão preventiva decretada porque corre o risco desse cara comprometer provas e intereferir no processo, mas como é bandido rico, nada acontece. Quero ver quem é o macho que vai pedir a prisão preventiva desse larápio. 

2 eduardo araujo

06 de maio de 2010 | 1h 41Denunciar este comentário

Ô Tuma, sua filha é bonita, meu? Eu passei acabei de ser aprovado no concurso pra auxiliar de datislocopista. Serve?  1 Leonel Colombo

06 de maio de 2010 | 0h 25Denunciar este comentário

Este filho do Senador Tuma, par começo de conversa, não deveria estar neste cargo, ocupa a mesma, graças, a um acordo, conchavo, maozinha, ou v]semvergonhice mesmo, do seu pai, o senador, na época, que foi nomeado, a impresa, publicou, que o Tuma, fez um acordo, nada ético, nem moral, que daria apoio ao planalto, em alguma safadeza, do planalto, em troca, da nomeação do filho, para este cargo, pelo visto, não vai dar em nada, pois o LULLA, disse, que precisa ser muito investigaddo, que a democracia e tal, … quando ele fala isto, é sinal que os petralhas não estão nem aí, com a verdade.. Mas, isto é o Brasil, o Tuminha que arranje outro genro, pois este é muito burro, para nçao passar em concurso par escrivão.

TUMINHA, TEU GENRO SEGUIRÁ A TRAJETÓRIA DA FAMÍLIA: “INGRESSO PELA PORTA DOS FUNDOS”…ALIÁS, CONTA PRA NÓS COMO VOCÊ FOI APROVADO EM 1986? AH, REVISÃO DE PROVA! 7

PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de ‘genro’

05 de junho de 2010 | 0h 01

Ligações mostram que delegado ficou irritado quando soube que namorado da filha não foi aprovado em concurso para escrivão da Polícia Civil

Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – Novos diálogos interceptados pela Polícia Federal revelam detalhes de uma articulação do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, para conseguir aprovar o genro em um concurso público para preenchimento de vagas de escrivão da Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com as gravações, às quais o Estado teve acesso, antes mesmo da aplicação das provas, Tuma Júnior já havia feito chegar à Academia de Polícia de São Paulo, órgão encarregado de realizar os concursos da Polícia Civil, o heterodoxo pedido: queria, de todo modo, que o namorado da filha fosse aprovado.

As conversas mostram que Tuma Júnior ficou irritado quando soube que seu “futuro genro” havia ficado fora da lista de aprovados. É quando começa uma sucessão de telefonemas para tentar reverter o resultado. Do outro lado da linha, em todos os diálogos, estava o policial Paulo Guilherme Mello, o Guga, braço direito de Tuma Júnior no Ministério da Justiça.

Mello, um dos alvos da investigação da Polícia Federal, havia sido encarregado por Tuma Júnior para cuidar da “aprovação” do genro do secretário.

‘Pedidos’.

O próprio secretário nacional de Justiça trata do assunto num dos telefonemas, em 19 de junho do ano passado. “Vê com aqueles cornos lá o que aconteceu lá, naquele rapaz lá, que cê foi falar aquela vez”, ordenou a Mello.

Como o resultado já estava publicado, o próprio Tuma sugeriu que uma solução seria o genro apresentar um recurso – o que, em sua avaliação, poderia ajudar a reverter a reprovação. “Eu mandei ele fazer recurso”, disse o secretário.

O assessor Mello relata as providências que adotara para atender ao pedido do chefe. “Eu falei com a pessoa que cê mandou eu falar (…) e aquele dia mesmo ele já ligou pra alguém, né, na minha frente.” Tuma Júnior lamenta mais uma vez: “Que sacanagem, cara”. Nas conversas, nem ele, nem seu assessor dizem o nome do genro do secretário.

Ao ouvir a cobrança do chefe, o assessor afirma que voltou à pessoa que havia procurado inicialmente para transmitir o pedido: “Eu falei inclusive hoje de novo com ele, com o moço lá, e ele… ele falou que ia falar com o cara.” Por fim, Mello atalha: “Agora, se tem essa possibilidade do recurso, depois eu entro em contato com ele, já me dá uma cópia aí eu levo pra ele de novo.”

A pessoa com quem Mello disse ter conversado, de acordo com os relatórios da Polícia Federal, é o delegado Antônio Carlos Bueno Torres, atualmente lotado no Denarc.

No contato, duas horas antes do diálogo com Tuma, Mello cobrou do delegado: “Escuta, você lembra que eu fui te visitar e o Leocádio (segundo a PF, Leocádio é como o assessor se refere a Tuma) pediu pra eu te passar o nome de uma pessoa?”. “Positivo”, responde Torres. “Então, ele chegou (…) de viagem hoje cedo e me cobrou isso aí, falou que não virou lá o negócio, né, e pediu pra ligar pra você pra perguntar o que aconteceu (…) Depois você liga pra ele lá, hein.”

O delegado Torres de pronto lembra do pedido – “P., era do futuro genro dele” – e afirma ter repassado a demanda para um certo Adilson, que a PF ser o delegado Adilson Vieira Pinto, diretor da Academia de Polícia de São Paulo. “Pô, falei direto com o Adilson, que é o diretor lá. Eu vou tentar reconstituir aí”, diz o delegado. “Então, ele vai te cobrar aí”, afirma o assessor. O delegado promete empenho: “C…, eu vou correr atrás aí…”

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Esse “Cornão Gordo”  faz da Polícia Civil uma latrina. Maldita a eleição que votei nesse  filho de outro corno classe especial.

“Não tive acesso nenhum a essa investigação, portanto é impossível falar sobre ela. Fica um compromisso meu a vocês de falar sobre isso tão logo eu saiba”, 13

05/05/2010 18h43 – Atualizado em 05/05/2010 19h09

Tuma Jr. diz desconhecer operação que o liga a máfia chinesa

Gravações da PF mostram telefonemas de Paulo Li a secretário, diz jornal.
Chinês foi denunciado pelo MP por formação de quadrilha e está preso.

Débora Santos e Mariana Oliveira Do G1, em Brasília e em São Paulo

Não tive acesso nenhum a essa investigação, portanto é impossível falar sobre ela. Fica um compromisso meu a vocês de falar sobre isso tão logo eu saiba”
Romeu Tuma Júnior, secretário nacional de Justiça

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, disse nesta quarta-feira (5) que só vai se manifestar sobre sua suposta ligação com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado pela Polícia Federal como o chefe da máfia chinesa em São Paulo, após ter informações sobre a investigação do órgão.

Gravações telefônicas e e-mails interceptados pela Polícia Federal, durante investigação sobre contrabando, apontam ligação entre Tuma Júnior e Paulo Li, segundo reportagem publicada nesta quarta pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. Li foi denunciado pelo Ministério Público Federal no fim do ano passado por formação de quadrilha e descaminho e está preso.

“Não tive acesso nenhum a essa investigação, portanto é impossível falar sobre ela. Fica um compromisso meu a vocês de falar sobre isso tão logo eu saiba”, disse Tuma Júnior no final da tarde a jornalistas que esperavam há mais de três horas por seu pronunciamento no Ministério da Justiça.

Antes do pronunciamento, o secretário se reuniu com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. No final da tarde, Barreto foi para o Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo, para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro não estava na agenda oficial da Presidência. Segundo a assessoria do ministério, a reunião foi convocada por Lula.

O secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior, em coletiva de imprensa nesta quarta (5)O secretário de Justiça, Romeu Tuma Júnior,
nesta quarta (5) (Foto: Ed Ferreira/Ag. Estado)

Investigações
A suposta ligação entre Tuma Júnior e o chinês teria sido identificada em gravações telefônicas durante as investigações da Operação Wei Jin, em setembro do ano passado. Segundo reportagem publicada nesta quarta pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, ao ser preso sob suspeita de comandar uma quadrilha de contrabando, Paulo Li teria telefonado para Romeu Tuma Júnior na frente dos agentes federais que cumpriam o mandado.

Dias após a prisão, Tuma Júnior teria ligado para a Superintendência da PF em São Paulo, onde corria a investigação, e pediu para ser ouvido. O depoimento teria ocorrido em um sábado e o secretário alegou, segundo o jornal, que não sabia de atividades ilegais de Li.

As gravações revelariam, segundo a reportagem do jornal, que o secretário de Justiça era cliente do suposto esquema de contrabando. Paulo Li, apontado como chefe da quadrilha, está preso desde setembro.

A denúncia, que não cita Tuma Júnior, foi oferecida pelo Ministério Público Federal em outubro e recebida pela Justiça Federal no mesmo mês. Paulo Li e outras pessoas foram acusadas de formação de quadrilha e descaminho. Nesta sexta-feira (7), serão realizadas audiências das testemunhas de defesa.

O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende Paulo Li, afirmou que desconhece uma suposta ligação entre seu cliente e o secretário de Justiça. “Ele nunca comentou qualquer relação com uma ou outra pessoa”, disse.

Informações privilegiadas
Além da suposta ligação entre Paulo Li e Tuma Júnior, as investigações também indicam que um dos réus no processo, Lee Men Tak, tinha informações privilegiadas sobre as operações da Polícia Federal.

“A defesa de Lee Men Tak (…) manifestou-se aduzindo ser imprescindível a verificação, na portaria da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, de quantas visitas fez o acusado àquele órgão, e em quais repartições se dirigiu, já que não há dados, nos autos, de que o corréu visitava constantemente aquele órgão. Justifica seu pedido alegando que, apesar da afirmação de que o corréu teria amigos e contatos dentro da Polícia Federal, nenhuma pessoa foi indicada como sendo o seu contato. Além disso, aduz não ter sido indicado sequer uma informação sigilosa a respeito de operações realizadas pela Polícia Federal. Afirma que, com o deferimento do pleito, será possível verificar se de fato o réu visitou aquele órgão, a fim de que se possa contrapor a sua palavra frente à de seus interlocutores, registradas na interceptação telefônica”, diz um trecho do processo em andamento na 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

A defesa de Paulo Li diz também desconhecer que ele recebesse informações privilegiadas da PF.

O G1 procurou as superintendências da PF de São Paulo e em Brasília, mas ambas não se pronunciaram sobre as investigações. A PF de Brasília não confirmou se há uma investigação em andamento relacionada ao secretário de Justiça.

SUELY, COMPREI O LIVRO DOS Drs. ALBERTO ANGERAMI & NESTOR SAMPAIO PENTEADO FILHO – PELO PREÇO DE R$ 88,35 A VISTA – PARA PROVAR QUE OS DOIS LUMINARES FORAM E SÃO PERNICIOSOS AOS MEUS INTERESSES FUNCIONAIS…ABSOLUTAMENTE PARCIAIS FABRICARAM FALSA DOUTRINA BUSCANDO DAR SUSTENTAÇÃO A BOÇALIDADE ADMINISTRATIVA POR ELES DEFENDIDA 13

2010/05/05 at 8:29 –  SUELY

Dr.Guerra,

Não acredito que o Sr.gastou seu dinheiro suado, para comprar este livro .
Existem no mercado excelentes autores de livros juridicos, não me lembro de professores terem indicado a compra destes autores , a não ser internamente falando.

_________________________

O livro –  por cuidado da editora – traz na capa: INDICADO PARA PROVAS E CONCURSOS POLICIAIS.

 Em face dessa advertência não pode ser qualificado como estelionato doutrinário. Obra limitada a comentários perfunctórios fundados em doutrinadores vetustos, jurisprudência superada e provas de concursos antigos. Metade do livro apresenta coletânea de legislação policial – de outros estados, inclusive – com breves anotações.

Por tudo não merece a apresentação feita pelo Doutor REGIS FERNANDES DE OLIVEIRA, pois não se trata de obra profunda e séria,  cientificamente falando. Aliás, o apresentador é defensor do princípio da tipicidade do ilícito administrativo, enquanto os dois –  fundados em conceitos de antanho – professam que o direito disciplinar seja orientado pelo princípio da atipicidade.

Com efeito, os  “juristas” autores da obra “Direito Policial”, nem sequer, de passagem, mencionam a obra “Infrações e Sanções Administrativas”, do prefaciador Regis Fernandes de Oliveira, RT 2ª edição, 2005Imperdoável deselegância para com o ex-Desembargador e atuante deputado federal em prol dos Delegados

Nenhuma, outrossim, das grandes  lições de Egberto Maia Luz (ex- professor da Acadepol). Se bem que Egberto, em linhas gerais, reputava os membros do Conselho da Polícia de ignorantes.  

Tampouco Edmir Netto de Araújo: Curo de Direito Administrativo (de 2009)   ou “O Ilícito Administrativo e seu Processo” (estudos de 1982 e 1983, portanto durante a vigência da Ditadura Militar). Nada, também, das mais modernas teorias ensinadas por Sérgio Ferraz e Adilson Abreu Dallari: Processo Administrativo.  

Entre tantos outros administrativistas cientificamente  contemporâneos.

Os autores nadam muito raso, não passam das praias dos denominados cursos “esquematizados ou sistematizados”.

Verdade, verdade, nada mais que a verdade…Somos escória!  (palavras do Nestor Sampaio P. Filho,  na Adpesp, comentando o meu escrito Gênese do Delegado Covarde ).

Verdade Nestor, nem para escrever  livro sobre a Lei Orgância da Polícia nóisss presta.

TUMA DIZ QUE PROCURARÁ A ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO PARA PREPARAR SUA DEFESA…MELHOR IR PREPARANDO O BOLSO, A AGU NÃO FOI CRIADA PARA DEFESA DE INVESTIGADOS 24

05/05/2010- 10h38

Tuma Jr. discute futuro com ministro da Justiça após escândalo da máfia chinesa

LUCAS FERRAZ
da Sucursal de Brasília

Atualizado às 11h53.

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, vai se reunir hoje à tarde com o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, para definir seu futuro. Tuma Júnior é acusado de manter ligação com Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li e apontado em inquérito da Polícia Federal como chefe da máfia chinesa em São Paulo.

Segundo reportagem publicada na edição desta quarta-feira de “O Estado de S.Paulo”, o secretário foi flagrado em interceptações telefônicas e em troca de mensagens com o chinês, que tinha trânsito livre no órgão do Ministério da Justiça e é acusado de contrabandear produtos eletrônicos da China.

Jamil Bittar/Reuters
O secretário de Justiça, Tuma Jr., apontado pela PF em ligação com máfia chinesa.
O secretário de Justiça, Tuma Jr., apontado pela PF em ligação com máfia chinesa.

Segundo o jornal, quando foi preso na operação da PF, em setembro do ano passado, Li Kwok Kwen ligou para Tuma Júnior. O secretário, que é filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP), chegou a prestar depoimento à polícia. Ainda segundo a reportagem, Li negociava também o visto de permanência de chineses no país, atribuição ligada diretamente ao posto ocupado pelo secretário no ministério. Tuma Júnior também dirige o CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria), que assumiu no final de abril.

A interlocutores do ministério, Tuma Júnior disse nesta manhã que não sai do cargo, no que depender dele, e que vai procurar a AGU (Advocacia Geral da União) para preparar sua defesa. Ele reclamou ainda de perseguição política. Mas tudo, contudo, vai depender de sua conversa com Luiz Paulo Barreto.