Governo afasta comandantes dos policiais acusados de TORTURAR E MATAR motoboy em SP “por revelarem, neste lamentável episódio, que não têm o comando da tropa 7

2010/05/10 at 15:32 – JOÃO NINGUÉM

10/05/2010 – 15h13
Governo afasta comandantes dos policiais acusados de matar motoboy em SP
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colaboração para a Folha

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afastou os comandantes da área de trabalho dos quatro policiais militares suspeitos de matar outro motoboy, na madurgada de sábado (8), em São Paulo.

Segundo a secretaria, foram afastados os comandantes são do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano e da 3ª Companhia do 22º Batalhão. Os nomes não foram divulgados.

Ainda de acordo com o governo, os comandantes foram afastados “por revelarem, neste lamentável episódio, que não têm o comando da tropa”. A Secretaria de Segurança Pública vai apurar eventual omissão administrativa dos comandantes.

Os policiais militares presos pagaram fiança de R$ 480 cada um, no 43º DP (Cidade Ademar), mas foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar, no dia do crime, e permanecem no presídio militar Romão Gomes. Eles serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar).

Crime

Segundo nota divulgada pela PM, os policiais avistaram, durante patrulhamento na região da Vila Marari (zona sul de SP) na madrugada de sábado (8), uma motocicleta transitando sem placa e na contramão.

O motoboy Alexandre Menezes dos Santos, 25, não teria obedecido ao pedido de parada e fugiu. Ele foi abordado na rua Guiomar Branco da Silva –em frente a sua casa– e, após resistência, os policiais aplicaram uma gravata para imobilizar Santos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, como a vítima se livrou da imobilização, os policiais aplicaram o golpe novamente, quando Santos teria perdido os sentidos. Os PMs levaram o motoboy para o hospital, mas ele não resistiu.

Outro caso

No dia 10 de abril, outro motoboy também foi morto após ser abordado por policiais militares. Na noite de 9 de abril, Eduardo Luís Pinheiro dos Santos,30, havia sido detido com outras três pessoas pelos policiais que foram atender uma ocorrência de furto de bicicleta na esquina da rua Maria Curupaiti com a avenida Casa Verde (zona norte de São Paulo). Segundo a corregedoria da PM, os suspeitos foram levados para o batalhão da PM ao invés de irem para a delegacia.

No mesmo dia, por volta da meia-noite, a vítima foi encontrada caída no chão por outros policiais na esquina da rua Voluntários da Pátria com a avenida Brás Leme, também na zona norte. O homem foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Os nove policiais militares suspeitos de envolvimento na tortura e assassinato do motoboy negaram ter cometido o crime. Nos depoimentos prestados à Corregedoria da PM, todos disseram que a vítima foi morta depois que deixou as dependências da 1ª companhia do 9º batalhão, localizado no bairro Casa Verde.

O secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto determinou que as polícias Militar e Civil façam a mais rigorosa apuração dos fatos na esfera administrativa e penal. Ferreira Pinto também declarou que não tem dúvidas de que a morte do motoboy foi resultado das torturas que ele sofreu de policiais militares.

TUMA EXPERIMENTA O PRÓPRIO MÉTODO DE TRABALHO – O crime organizado age assim: mata testemunhas e desmoraliza os chefes da investigação 2

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS….

São Paulo, segunda-feira, 10 de maio de 2010

“PF cometeu abusos na minha investigação”, afirma Tuma Jr.
Secretário nacional de Justiça é acusado de ligação com a máfia chinesa em São Paulo

Tuma Jr. diz que objetivo não é investigá-lo, mas sim desmoralizá-lo e que é vítima do crime organizado e de grande armação política

Fotos Eduardo Knapp/Folha Imagem

O secretário Romeu Tuma Jr., durante a entrevista à Folha, em que disse ser vítima de armação política e do crime organizado

MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL

O secretário nacional do Ministério da Justiça, Romeu Tuma Jr., diz que a investigação da Polícia Federal que vinculou seu nome ao de um suposto integrante da máfia chinesa cometeu abusos. “Não da PF, mas de pessoas da PF. Fui investigado e chegou-se à conclusão que eu não deveria ser denunciado.
O caso foi “arquivado”, afirma.
Na investigação, a PF diz que há suspeitas de que Tuma Jr.
ajudou o chinês naturalizado brasileiro Paulo Li a regularizar a situação de imigrantes ilegais e interveio para liberar mercadoria apreendida.
Li, que foi assessor de Tuma Jr. quando ele era deputado estadual, está preso desde setembro do ano passado. O secretário não foi acusado formalmente à época porque o Ministério Público entendeu que não havia provas contra ele.
Em entrevista, Tuma Jr. diz que o caso foi encerrado no ano passado e voltou à tona por causa de seus ataques ao crime organizado. “O objetivo não é me investigar, é me desmoralizar”.

FOLHA – O sr. já comprou celular e videogame contrabandeado, como sugerem as conversas gravadas?
ROMEU TUMA JR. – Eu estava em Viena e minha filha pediu para eu comprar um Wii para minha neta. Liguei para ela e disse que o Wii custava caro, 350, quase R$ 1.200. Ela me perguntou se não seria melhor comprar no Brasil. Liguei para o Paulinho.
Uma coisa que tem de ficar clara é que eu tenho um amigo que é chinês. Não sou amigo de contrabandista. Se cometeu crime, deixa de ser meu amigo.
Falei para o Paulinho: “Vê quando custa um Wii na Paulista”. Ele liga de volta: “Custa R$ 950″. Minha filha liga de novo e diz que o namorado da minha outra filha estava nos EUA, onde o Wii custa US$ 250. O jogo veio dos EUA.
FOLHA – E o celular?
TUMA JR. – Tenho esse celular há três anos, quando fui para a China. Só tem em Hong Kong.
Tem um amigo meu, diretor do Corinthians, que ficou doente com o telefone. O Paulinho me liga: “Tá vindo um primo meu de Hong Kong”. Pedi para ele comprar um telefone igualzinho ao meu. O cara trouxe o preto, não dourado. O meu amigo não quis e eu não comprei. Não é pirata. É um Motorola que só tem em Hong Kong.

FOLHA – Paulo Li é conhecido como contrabandista há alguns anos. O sr., que é delegado, não sabia disso?
TUMA JR. – Se for verdade, para mim é uma decepção. Sou policial há mais de 30 anos e tenho obrigação de conhecer quem faz coisa errada. Nunca desconfiei, até porque ele vivia numa situação difícil. Tinha um filho que estava sem emprego e eu arrumei emprego para ele no Corinthians. Ele estava tirando outro filho da escola porque estava sem dinheiro. Esse é o grande líder do contrabando?

FOLHA – A polícia diz que o sr. ajudava Li a regularizar a situação de chineses ilegais no Brasil.
TUMA JR. – Conheço o Paulinho há 20 anos e tem uns quatro e-mails em que ele pede informação sobre estrangeiros. É minha obrigação como servidor atender qualquer pessoa de uma área sob minha responsabilidade. Ele, eventualmente, pode ter pedido alguma coisa.
Mas se houve atendimento é porque estava dentro da lei.

FOLHA – Mas Li é acusado de cobrar comissão para fazer isso.
TUMA JR. – Houve uma disputa muito grande sobre a data para anistia dos imigrantes. Decidimos que seria 1º de novembro de 2008. No Congresso, um deputado fez uma emenda colocando a data para 1º de fevereiro de 2009. Isso é um absurdo.
As pessoas iriam se aproveitar para colocar imigrantes no Brasil. É criminoso. Um deputado havia montado um esquema com policiais federais na Liberdade e cobravam por atestado. Foi o Paulinho que denunciou esse esquema.

FOLHA – O sr. avisou a polícia?
TUMA JR. – Pedi um inquérito. Foi um mês antes de o Paulinho ser preso. É por isso que ele me liga no dia da prisão. Tinha medo de que não fossem policiais, mas pessoas dessa máfia.

FOLHA – Numa gravação, um assessor do sr. tenta liberar aparentemente uma carga apreendida.
TUMA JR. – É outro absurdo. Se divulgassem a conversa inteira, veriam que não é mercadoria.
São livros contábeis. Um empresário me liga e diz: “Veio um fiscal na minha loja e pegou os livros. Para devolver, ele quer R$ 30 mil.” Falei: “Vamos prender o cara”. Pedi para um assessor descobrir quem era o delegado da Receita na região. O empresário foi lá e denunciou.
Não cometi nenhum crime.

FOLHA – O sr. também é acusado de tentar ajudar a família da deputada Haifa Madi, presa com US$ 123 mil no aeroporto de Cumbica.
TUMA JR. – Recebi dezenas de telefonemas nesse caso, inclusive de pessoas do Judiciário. Me perguntavam se podia sair do Brasil com US$ 10 mil ou R$ 10 mil. Eu não lembrava. Era domingo. Liguei para um assessor e contei o caso. Quando soube que eles tinham sido presos na sexta à noite, dois dias antes, falei: “Então tá morto, tá putrefato”. O que eu queria dizer é: por que me ligam se as pessoas já estão presas?
Como fazem divulgação seletiva e criminosa dos diálogos, acham que estou dizendo que já não dá para ganhar uma nota.

FOLHA – É normal um secretário da Justiça ter esse tipo de conversa?
TUMA JR. – Sou servidor público e tenho obrigação de atender as pessoas. É natural que uma deputada ligue quando tem parentes presos. Isso não é crime.

FOLHA – Um assessor seu, Paulo Guilherme Mello, é investigado sob suspeita de ajudar a máfia chinesa. Por que o sr. não o afastou do cargo?
TUMA JR. – Ele é um policial federal e não posso prejulgar uma pessoa por uma investigação a que eu não tive acesso.

FOLHA – O sr. sabe por que seu depoimento não está no inquérito?
TUMA JR. – Isso é muito grave. Fui delegado de polícia e, se ouvisse uma pessoa num inquérito e não juntasse o depoimento, estaria na rua. Isso é crime. Não tive direito a defesa.

FOLHA – O sr. acha que essa investigação da PF cometeu abusos?
TUMA JR. – Do jeito que essa investigação está sendo tratada, é um abuso. Não da PF, mas de algumas pessoas da PF. Fui investigado e chegou-se à conclusão que não deveria ser denunciado. O caso foi arquivado.

FOLHA – Por que uma investigação de setembro veio à tona agora?
TUMA JR. – Estou sendo vítima do crime organizado e de uma armação política muito grande. Com a política que implantamos no ministério, virei símbolo do combate à lavagem de dinheiro, da cooperação internacional. Quando fui para a Comissão de Pirataria, é evidente que isso criou um desconforto.
O objetivo não é me investigar, é desmoralizar. O crime organizado age assim: mata testemunhas e desmoraliza os chefes da investigação.

Fiesp apoia projeto de reengenharia da Polícia Civil de SP 8

Segurança
 
 
 
São Paulo – 04/05/2010

Fiesp apoia projeto de reengenharia da Polícia Civil de SP

Jantar realizado nesta segunda-feira (3) marcou o início da implantação do projeto piloto nas delegacias da região de Piracicaba, no interior paulista


Da esq. p/ a dir.: Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp; Ricardo Lerner, diretor do Deseg da Fiesp; Antonio Ferreira Pinto, secretário de Segurança Pública do Estado de SP; Paulo Skaf, presidente da Fiesp; Domingos Paulo Neto, delegado geral da Polícia Civil; Luis Donisete Campaci, prefeito de Capivari; e Oduvaldo Mônaco, diretor do Deinter 9

A Polícia Civil de São Paulo inaugurou uma nova fase nesta segunda-feira (3). Em evento realizado na sede da Fiesp, delegados seccionais e prefeitos da região 9 participaram do lançamento do projeto-piloto de reengenharia, que tem como objetivo otimizar sua estrutura e centralizar as operações.

No jantar, oferecido pelo Departamento da Indústria de Segurança (Deseg) da Fiesp, além de seu diretor-titular, Ricardo Lerner, estiveram presentes: o secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Ferreira Pinto; o delegado geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto; o presidente e o vice-presidente da Fiesp, Paulo Skaf e Benjamin Steinbruch.

Lerner contou que no início do ano passado foi procurado por três delegados da Deinter 9 (Delegacia de Interior, região 9, de Piracicaba), interessados em desenvolver projeto de reengenharia da Polícia Civil de São Paulo.

“Este projeto pode revolucionar a forma de gestão da Polícia e servir como modelo ao Brasil”, argumentou o diretor do Deseg. Ele disse ainda que, para que o projeto tenha sucesso, será “fundamental” o apoio político dos prefeitos na implantação.

Ousadia

O diretor do Deinter 9, Oduvaldo Mônaco, defendeu que a Polícia, uma instituição centenária, precisa “ousar”. “Conhecemos inúmeras mudanças ao sabor da vontade política de cada época, nas quais o amadorismo sempre esteve presente”, ponderou.

De acordo com Mônaco, estas mudanças nunca obedeceram a critérios técnicos e administrativos, o que resultou em grandes discrepâncias na estrutura da Polícia.

Situações observadas, por exemplo, em Piracicaba, que tem sete distritos policiais para atender uma população estimada em 490 mil pessoas, enquanto o bairro de Itaquera, na Capital, dispõe apenas de um plantão policial para atendimento de 300 mil pessoas.

O delegado-geral de Polícia Civil do Estado de São Paulo, Domingos Paulo Neto, se disse surpreso com o projeto, que foi ao encontro do planejamento inicial da Secretaria de Segurança Pública do Estado. “Precisamos distribuir melhor nossos recursos”, justificou.

Reconhecida a necessidade de distribuir de forma equânime a estrutura da Polícia no estado, contratou-se uma consultoria que mapeou e avaliou oportunidades de mudanças.

“Segurança pública se faz com unidades equipadas e com pessoas motivadas a exercer esta nobre função”, comentou o delegado-geral.

Otimização

O secretário de Estado de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, destacou a necessidade de otimização dos recursos humanos da Polícia Civil e acolhida do projeto pela Fiesp.

“Conclamo a Polícia de São Paulo a levar adiante este projeto, que bateu às portas de outras instituições e encontrou apoio da Fiesp, graças ao espírito público do Ricardo Lerner (diretor do Deseg da Fiesp)”, elogiou.

O secretário reconheceu que “sozinha a Polícia Civil não terá capacidade de responder aos anseios da sociedade”.

Estímulo

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, parabenizou o secretário Ferreira Pinto pelo “estímulo que vem dando ao bom policial e ao tratamento com rigor dado quando necessário”.

Skaf reiterou o total apoio da Fiesp na implantação do projeto de reengenharia da Polícia Civil e destacou o contato permanente da instituição com as forças policiais do estado. O Deinter 9 reúne 51 municípios da região de Piracicaba e engloba uma população de 3 milhões de habitantes.

Estiveram presentes ao evento os seguintes prefeitos: Ademir Alves Lindo, de Pirassununga; Antonio Benedito Salla, de Brotas; Emilio Bizon Neto, de São Sebastião da Grama; Palmínio Altimari Filho, de Rio Claro e Luis Donisete Campaci, de Capivari.

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

QUALQUER MOTIVO SERVE… Resposta

10 de maio de 2010 | N° 16331 ZERO HORA

FIM DE CARREIRA

Chefe deixa Polícia Civil após sumiço de pistola

Episódio, que ainda não está esclarecido depois de 74 dias, ajudou a desgastar João Paulo Martins

O delegado João Paulo Martins não é mais o chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Com 32 anos de serviço, Martins ruma para a aposentadoria, que deve ser publicada no Diário Oficial do Estado. O principal motivo para a saída de Martins é o desaparecimento de sua pistola funcional, em 24 de fevereiro. Setenta e quatro dias depois, o episódio não foi esclarecido.

Martins pediu para sair. É a versão oficial. Nos bastidores, porém, sabe-se que a história é um pouco mais delicada. O delegado, que já foi corregedor-geral da corporação, teria sido pressionado a deixar o cargo desde que o suposto furto de sua Taurus calibre.40, publicado na página 3 de ZH, se tornou público.

O desaparecimento da pistola, que leva um brasão do Estado do Rio Grande do Sul e o nome da Polícia Civil gravados na lateral direita do cano, tem pelo menos duas versões oficiais.

De acordo com Martins, antes de ingressar no prédio da Secretaria da Segurança Pública, na Rua Voluntários da Pátria, para um encontro com o secretário Edson Goularte, ele acomodou sua pistola no soalho do Focus utilizado pela Chefia de Polícia. Polido, Martins evita transitar com pistola na cintura em alguns prédios públicos para não constranger interlocutores.

O lapso se iniciou quando o delegado retornou ao veículo, no final daquela manhã, e não teria pego a arma. Ele só se daria conta de que não estava com a pistola às 14h30min do mesmo dia, já em seu gabinete.

Martins não sabia, mas logo após o almoço, o motorista – cujo nome o delegado prefere preservar – havia deixado o veículo no pátio da Divisão de Transportes da Polícia Civil para que fosse lavado. Ao ingressar no carro, por volta das 15h, a pistola havia sumido.

Na semana passada, uma hipótese diferente se tornou pública. Martins passou a admitir que a arma talvez tivesse sido levada quando o veículo estava estacionado no pátio da Secretaria da Segurança Pública. No prédio, trabalham presos em regime semiaberto. Em consequência, duas equipes de policiais civis estão rastreando os passos desses detentos. Uma delas chegou a receber dica com nome do homem que teria furtado a arma e inclusive do traficante que a teria comprado, na zona sul de Porto Alegre. Até agora, apesar da pressão que sabidamente a polícia faz nesse tipo de episódio, a pistola não reapareceu.

Pedido de prisão de coronel pode ser outro motivo

Outra hipótese para a saída seria o pedido, na sexta-feira, da prisão preventiva do ex-chefe da Casa Militar do Palácio Piratini, coronel Joel Prates Pedroso, de acordo com o blog Direto da Fonte (www.zerohora.com/diretodafonte), do jornalista jornalista Giovani Grizotti. O coronel foi indiciado no suposto envolvimento no desvio de telhas da Defesa Civil. Segundo Grizotti, fontes do governo apontam que Yeda Crusius teria ficado irritada porque só foi comunicada do caso pelo ex-chefe de Polícia após o pedido de prisão entrar na Justiça. A governadora teria pedido a Martins para que avocasse o inquérito, ou seja, assumisse a investigação, mas não houve tempo.

Uma terceira possibilidade é a recente animosidade envolvendo delegados e promotores que trabalharam na investigação da morte do ex-secretário municipal da Saúde Eliseu Santos. O Ministério Público apontou aquilo que considera um elenco de falhas no inquérito sobre esse assassinato, num desgaste que se tornou público. Todos os delegados consultados por ZH são unânimes: um embate com o MP seria incapaz de derrubá-lo.

Por enquanto, o cargo será ocupado pelo subchefe, Álvaro Chaves

DELEGADO CAMARADA?…O delegado José Carlos Chedid Junior arbitrou fiança para os quatro PMs por crime culposo 19

Zona Sul

PMs são presos por matar motoboy em São Paulo

Publicada em 10/05/2010 às 12h43m

O Globo, Bom Dia São Paulo, SPT

SÃO PAULO – Um motoboy de 25 anos foi morto por policiais militares depois de ser seguido até a porta de casa na Vila Marari, na Zona Sul de São Paulo. O crime teria ocorrido na madrugada de sábado, por volta de 3h40m. Alexandre Menezes dos Santos estaria dirigindo uma moto Honda CG, sem placa. De acordo com a polícia, ele estava na contramão e em alta velocidade e não obedeceu o sinal para parar. A família do motoboy diz que a moto estava sem placas porque ele havia acabado de comprar e que deve ter ficado com medo, por isso fugiu.

Na porta da casa, o rapaz teria reagido à abordagem dos PMs. Segundo a secretaria de Segurança Pública, Santos ele lutou com os soldados, que pediram reforço. Outros dois PMs chegaram ao local e um deles aplicou uma “gravata” em Santos. O motoboy conseguiu se soltar, mas depois foi imobilizado novamente pelo mesmo golpe. Porém, desmaiou. “Durante a abordagem, após luta corporal com os policiais e em função do uso de força física excessiva praticada por estes, o civil foi lesionado no pescoço”, explicou nota da PM.

A mãe do rapaz diz que ouviu o pedido de socorro do filho e tentou impedir que os policiais continuassem a bater nele.

– Pedi de joelho, parem de bater no meu filho, meu filho nao está respirando. Tentei pegar o capacete e eles disseram ‘não mexe aí’, contou a mãe, Maria Aparecida de Oliveira.

O rapaz foi levado para Pronto-Socorro do Hospital Sabóia. Morreu por traumatismo, hemorragia interna e asfixia.

Um soldado que teria colocado o rapaz na maca disse que, ao chegar no hospital, viu que o motoboy estava armado, com uma pistola calibre 357 na cintura, fato que os PMs não perceberam durante a abordagem.

– Como é que bate meia hora e só foram achar a arma depois que chegaram no hospital e tiraram a roupa dele? – indaga a mãe.

Os quatro PMs do 22º Batalhão foram presos e autuados em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), por ter havido excesso de força física. Foram detidos nove horas depois do episódio.

A ocorrência foi registrada no 43º Distrito Policial. O delegado José Carlos Chedid Junior arbitrou fiança para os quatro PMs, mas eles estão recolhidos no Presídio Militar Romão Gomes, à disposição da Justiça. A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o registro do caso. O delegado solicitou exame necroscópico para para o cadáver, além de perícia na moto e na arma encontrada com o motoboy. Segundo a secretaria de Segurança Pública, a causa da morte de Santos será investigada.

Em 28 de abril, a Justiça Militar decretou a prisão de 12 policiais militares acusados de torturar e matar outro motoboy , Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos, de 30 anos. A agressão aconteceu na noite do dia 9 de abril, dentro de um quartel da Polícia Militar, ao lado do 13º Distrito Policial (Casa Verde), na Zona Norte de São Paulo.

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Que o Criador nos livre dos bandidos e de policiais desse tipo.

PMs de Alckmin espancam motoboy até a morte na frente da mãe Resposta

2010/05/10 at 13:01 – A A A A

olha aí a pm trabalhando
Saiu no Agora, na primeira página :
PMs de Alckmin espancam motoboy até a morte na frente da mãe
“Alexandre dos Santos, 25 anos, foi agredido em frente à sua casa, em Cidade Ademar (Zona Sul) . Segundo os policiais, que estão presos, ele foi abordado porque, na contramão, tentou fugir na sua moto sem placa.”

Segundo a mãe de Alexandre, “foram 30 minutos de pontapés e socos”.

“Entregador de pizza e pai de uma menina de três anos, Santos morreu por asfixia e traumatismo craniano.”

A corporação diz que houve “uso excessivo de força”.

“Nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2009, o número de pessoas mortas em confronto com policiais militares cresceu 40%.”

Foram 146 mortes em 2010.

OUTRO CASO ISOLADO DE VANDALISMO 8

09/05/2010

Para a Polícia Militar, ação foi um caso isolado

Vinícius Dominichelli
do Agora

A assessoria da Polícia Militar trata o ataque em Osasco (Grande SP) como uma ocorrência isolada.

Segundo a corporação, os tiros não podem ser atribuídos ao PCC (Primeiro Comando da Capital), apesar de admitir que existe uma operação especial para o período do Dia das Mães (leia mais ao lado).

A Polícia Militar afirmou que “é natural o surgimento de boatos relativos aos ataques de 2006. Portanto, a fim de que a população se sinta mais segura, serão desencadeadas, de forma ininterrupta, ações especiais de polícia ostensiva em todo o Estado.

A nota ainda pede à população que “colabore e compreenda que a polícia intensificará bloqueios, abordagens, revistas e demais procedimentos de polícia preventiva durante o Dia das Mães”.

TERRORISMO…TERRORISMO! 2

Sábado, 8 de maio de 2010 – 21h58

Crime

Bandidos disparam contra colégio da Polícia Militar em São Vicente

De A Tribuna On-line

Créditos: Rogério Soares

Bandidos dispararam vários tiros em um colégio da Polícia Militar de São Vicente na madrugada deste sábado.

A PM acredita em vandalismo.

O crime ocorreu por volta das 2h30. Um vigilante de 38 anos estava na guarita da escola, que fica na Praça Rui Barbosa, quando ouviu o som de uma moto.
Logo depois, viu dois homens no veículo, que começaram a atirar em sua direção. Para não ser baleado, ele se atirou no chão.

Um dos disparos atingiu o vidro da guarita e, outros dois, um pouco acima. Mais cinco tiros acertaram o muro.

O tenente-coronel Marcelo Prado, a PM acredita que houve uma ação de vandalismo. “Há um videomonitoramento que será analisado pela Polícia Civil, para chegar à autoria. A princípio, entendemos o fato como um caso de vandalismo”.

Ele explica que a escola, que possui ensinos Fundamental e Médio, é particular e funciona para filhos de policias militares e para a comunidade em geral.

Para o tenente-coronel, quem tem a perder com atos como esse é a própria comunidade. “Por isso pedimos ajuda da população para que passem informações sobre os autores pelo telefone 181”.

Prado garantiu que a instituição funcionará normalmente a partir deste domingo. “Vamos repor rapidamente o vidro danificado. Será solicitado reforço na segurança e a PM vai intensificar ainda mais o policiamento nas imediações”.

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Vandalismo é  sair jogando  lixo no quintal alheio.

CARTA DIGNIDADE É REQUERIMENTO DE EXONERAÇÃO…MAS NÃO SOU DIGNO E CORAJOSO O SUFICIENTE 43

Dr Guerra será que ainda dá tempo para o Senhor fazer uso da Carta de Dignidade?

:: Carta da Dignidade sobre a Portaria DGP-22/2010

A Portaria DGP-22/2010 procurou resgatar a dignidade da carreira dos delegados de polícia, fazendo valer preceitos constitucionais adormecidos, e que procuravam, desde 1989, proteger a autoridade policial de eventuais ingerências políticas no exercício da atividade de investigação, com franco prejuízo à sociedade, que requer um serviço público de qualidade, sem desvios alheios à boa técnica. Foi imbuída do mais alto espírito público – que deve nortear os atos daqueles que ocupam os altos escalões da Administração -, que a Delegacia Geral de Polícia resolveu pela edição da sobredita portaria, merecendo a justa homenagem prestada pela ADPESP.

Remoção é ato administrativo e como tal deve ser suficientemente motivado. Antes dela, delegados de polícia corajosos que não se curvam diante de interesses alheios recebiam o mesmo tratamento destinado a transgressores disciplinares, em nítido desvio de poder. As remoções desmotivadas, que serviam tanto para calar os bons profissionais quanto como uma forma abrandada e ilegal de punição devem acabar.

Se o policial é bom profissional que permaneça onde está e cumpra com o seu legítimo dever. A Portaria nasceu para protegê-lo. Mas não pensem na Portaria DGP-22/2010 como um prêmio para os maus policiais. Pelo contrário, ela é um mau presságio para os que não cumprem com seus deveres disciplinares e não dignificam a Polícia Civil.

Outrora, ao invés de responder a processos disciplinares policiais faltosos eram simplesmente removidos e o assunto dava-se por encerrado. A punição decorrente de uma remoção sem processo disciplinar, sem qualquer demonstração de motivos, em flagrante hipótese de desvio de finalidade – sempre foi uma alternativa até mesmo vantajosa. Afinal, o “bonde” não deixa máculas em seu histórico funcional e nem desencadeia sanções jurídicas. Não se resolviam os problemas, apenas os mudavam de lugar.

E é nesse ponto que a Portaria 22/2010 revigora o poder dissuasório da Lei Orgânica da Polícia. Agora, os maus policiais não poderão mais receber tratamento abrandado fruto de desvio de finalidade. Seja por omissão, condescendência ou liberalidade. Aquele que transgredir normas disciplinares, que receba a punição adequada após o tramite do ordinário procedimento administrativo. E isso não obsta a remoções desde que sejam motivadas. E faltas disciplinares ou crimes funcionais são motivos legítimos a fundamentar remoções.

( MENTIRA, falta disciplinar ou crime funcional importa no afastamento do funcionário, pois remoção no interesse do serviço, como o próprio nome conceitua, não é penalidade, muito menos  espécie de antecipação de penalidade…A remoção compulsória foi abolida como medida cautelar. )

Apenas com o cortar na carne, com o respeito às leis mediando todos os níveis hierárquicos que resgataremos nossa dignidade funcional.

A ADPESP acredita e apóia a Portaria DGP-22/2010 por ver nela um instrumento de fortalecimento da autonomia dos delegados de polícia.

Doravante, com a colaboração de todos os seus associados, fiscalizará o seu fiel cumprimento, para que não ocorram desvios de finalidade e o interesse público seja resguardado. Para isso, será colocado à disposição do público em geral, por meio do seu site, um painel contendo todas as informações referentes às remoções de delegados de polícia. Vamos, juntos, construir uma polícia republicana, independente e democrática! Colabore! Acredite! Denuncie! prerrogativas@adpesp.com.br.

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Conversa mole da DGP e da ADPESP.

https://flitparalisante.wordpress.com/2010/04/17/jow-a-verdade-deve-ser-dita-esta-portaria-e-de-autoria-do-doutor-alberto-angerami-conforme-sempre-defendeu-doutrinariamente/

https://flitparalisante.wordpress.com/2010/05/04/e-por-falar-em-cubatao-informalmente-soubemos-que-o-delegado-que-informalmente-incendiou-o-pedro-dos-anjos-sobre-os-efeitos-da-cronica-do-1530-teria-tentado-ganhar-uma-notinha-de-correligionario-da/

SINDICATOS DOS LADRÕES 2

09/05/2010 – 07h45

Com rejeição a Serra, sindicatos criam chapa híbrida Dilma-Alckmin

BRENO COSTA
da Reportagem Local

A rejeição ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, está levando parte do movimento sindical de São Paulo alinhada com Geraldo Alckmin (PSDB), postulante ao governo paulista, a defender a candidatura de Dilma Rousseff (PT).

Alckmin tem a simpatia de pelo menos 40% dos sindicatos filiados à Força Sindical em São Paulo, segundo cálculo do tucano Antonio Ramalho, vice-presidente da entidade que, no Estado, tem uma base de cerca de 4,5 milhões de trabalhadores.

Os elogios a Alckmin entre dirigentes sindicais ouvidos pela Folha são diretamente proporcionais às críticas a Serra. Mesmo entre aqueles que defendem um apoio puro-sangue Serra-Alckmin, pipocam ressalvas ao pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto.

“O entusiasmo é [com] Alckmin. Ele é da escola do [Mario] Covas, do [Franco] Montoro. Ele [Covas] falava “não” direto pra gente, mas falava na cara”, resume Ramalho, que preside o Sindicato da Construção Civil.

Ao mesmo tempo em que defende a ideia de que um apoio a uma dobradinha Dilma-Alckmin seria um “tiro no pé”, Ramalho diz que Serra “não tem conversa com ninguém, só quatro pessoas falam com ele”.

Chapa híbrida

Filiado ao PDT, Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, defende pessoalmente o híbrido Dilma-Alckmin. A posição do sindicato, diz, ainda não está definida oficialmente. A Federação dos Comerciários também tende a essa posição.

Torres conta que os principais líderes sindicais têm o número do celular de Alckmin. Quando não atende, o pré-candidato ao governo estadual pega os recados na caixa-postal e liga de volta.

Na última terça-feira, Alckmin foi a um café da manhã oferecido pela Federação dos Trabalhadores na Indústria Química do Estado de São Paulo. Líderes sindicais de outros quatro setores também compareceram. Ele chegou a vestir a camisa dos químicos.

“Não temos um problema sistêmico com o Serra, mas o diálogo que nós tínhamos com o Alckmin nós não tivemos com o Serra”, diz Sérgio Leite, presidente da Federação dos Químicos, que prevê apoio a Dilma na disputa presidencial.

Ele e outros dirigentes apontam como um dos principais fatores de apoio a Alckmin as reduções de alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para diversos setores promovidas durante o seu governo.

No 1º de Maio, Serra ficou longe de São Paulo, onde as centrais sindicais realizaram suas tradicionais festas –neste ano com a presença de Dilma Rousseff e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os eventos, tanto da Força quanto da CUT, tiveram patrocínio de R$ 2 milhões de estatais do governo Lula (R$ 1 milhão para cada central).

O tucano optou por um evento evangélico em Santa Catarina –que também teve verba de gestões tucanas. As centrais dizem que convidaram Serra. O tucano nega que tenha recebido convite.

MAJOR OLÍMPIO ACUSANDO ALCKMIN DE O MAIOR RESPONSÁVEL PELO DESCONTROLE NOS SISTEMAS PRISIONAL E SEGURANÇA PÚBLICA…ALCKMIN DIZ QUE ASSUNTO ERA DE CLÁUDIO LEMBO 9

2010/05/07 at 23:13 – PLEBE RUDE

Posta esses vídeos ai Dr Guerra. Isso é Alckmin “fujão”

ESTE VÍDEO DEVE SER VISTO EM CADA LAR PAULISTA

REPORTAGEM DA TV AUSTRALIANA SOBRE ATAQUES DO PCC EM 2006, POLICIAIS MORTOS BESTIALMENTE, E A OMISSÃO TUCANALHA em SP.
http://www.youtube.com/watch?v=vsRynm18_Eg

http://www.youtube.com/watch?v=w0tTY1sSLIU VERSÃO COMPLETA Mean Streets – brazil

FAMÍLIA ROMEU TOMA…DO VERBO “TOMAR” UMA NOTA 5

 2010/05/08 at 13:19 – FORA TUMA

Escuta da PF mostra Tuma Jr. tentando relaxar apreensão de US$ 160 mil
Operação Wei Jin.

A pedido do secretário, o policial Paulo Guilherme Mello, seu braço direito no Ministério da Justiça, tentou evitar, sem sucesso, o flagrante a familiares da deputada estadual Haifa Madi (PDT), que carregavam dólares na bagagem
08 de maio de 2010 | 0h 00
 O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA

Encarregado de coordenar as ações federais de combate à lavagem de dinheiro, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, foi gravado pela Polícia Federal tentando evitar um flagrante no aeroporto de Guarulhos que levou à detenção de sete pessoas e à apreensão de US$ 160 mil que estariam sendo levados ilegalmente para Dubai.

Veja também: Diálogo entre Tuma Júnior Regiane Diálogo entre Paulo Guilherme Mello e Grego

As conversas, interceptadas com autorização da Justiça, revelam que Tuma Júnior foi acionado horas depois de agentes da PF lotados no aeroporto descobrirem, em 28 de junho do ano passado, os dólares na bagagem de familiares da deputada estadual Haifa Madi (PDT).

A tentativa de Tuma Júnior de evitar o flagrante apareceu na investigação graças à interceptação do telefone de seu braço direito no Ministério da Justiça, o policial Paulo Guilherme Mello. O assessor foi destacado pelo secretário para solucionar o problema. Num dos diálogos, é o próprio Tuma Júnior quem trata do assunto.

De acordo com relatório da PF a que o Estado teve acesso, Tuma Júnior e Mello foram acionados por um escritório de advocacia. Ao ser informado de que já não era mais possível evitar o flagrante, Tuma Júnior lamenta. “É, paciência, né”, diz. Em seguida, diz a Mello: “O doutor lá era daquele esquema, entendeu? Entendeu? Fala hoje lá com aquela autorid… com aquela pessoa lá”. “O cliente do doutor lá tava empepinando, entendeu?”, completa o secretário.

Ao dar satisfação a Tuma Júnior, Mello usa uma figura de linguagem para dizer que já não havia mais tempo: “O corpo já perecia há mais de doze horas, mais de doze horas, quase dezoito horas quando me trouxeram a informação, entendeu? Os destinos já estavam consumados”. “Já tá com via de… guia de encaminhamento”, disse, referindo-se ao fato de que, naquele instante, o flagrante já havia sido lavrado. “É, o corpo já estava putrefato”, lamenta Tuma Júnior.

O próprio secretário afirma, no diálogo, ter sido acionado tardiamente. O “pedido de socorro”, de acordo com a PF, foi feito por Francisco Teocharis Papaiordanou Júnior, amigo de Tuma Júnior. Papaiordanou é conselheiro do Corinthians, clube do qual Tuma Júnior foi diretor de Futebol. Nos diálogos, o secretário se refere a Teocharis como “Grego”. “Falei pra ele: “Muito tarde, mas vou chamar Guilherme”. Eu chamei (você) no rádio, mas essa p… não atendia”, diz Tuma Júnior.

Para atender o pedido de Tuma Júnior, Mello disparou uma série de telefonemas e acionou policiais federais em serviço no aeroporto. Mesmo não havendo mais possibilidade de evitar o flagrante, o assessor relata ao chefe Tuma Júnior ter tomado outras providências. Conta ter acionado um contato na delegacia da PF em Cumbica para ao menos minimizar o problema. Grego, àquela altura, já havia sido avisado da providência “Hoje, pelo menos tava o Relê tava lá no aeroporto, eu mandei… eu passei a informação pra ele (Grego) pra pessoa procurar o Relê lá pra obter algum privilégio, né, alguma coisa que… alguma…conforto pelo menos lá pro amigo dele, né”, diz Mello a Tuma Júnior.

Lobby.

Em relatório encaminhado à Justiça Federal, os investigadores da PF apontaram a necessidade de avançar em relação ao lobby do secretário.

No relatório, antes de defender novas diligências para apurar a atuação de Tuma Júnior e de seu assessor no caso, os policiais afirmam que os dados de inteligência permitem formar alguma convicções, como “conhecimento prévio de Romeu Tuma Júnior, de eventual prática ilícita, envolvendo crimes financeiros, por parte das pessoas envolvidas na apreensão de valores”.

O documento realça o fato de Tuma ter entre suas atribuições o combate à lavagem de dinheiro. Diz que os diálogos evidenciam “eventual favorecimento de Romeu Tuma Júnior, na sua área de alçada, em crimes relacionados à evasão de divisas ou lavagem de dinheiro”.

Coordenar as ações de combate à lavagem de dinheiro é uma das principais atribuições da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), ocupada por Tuma Júnior desde 2007. É sob o guarda-chuva da secretaria que funciona o Departamento de Recuperação de Ativos, o DRCI, que tem por função promover a repatriação de recursos remetidos ilegalmente para fora do país. Outra atribuição da SNJ é cuidar de assuntos relativos à entrada de estrangeiros no País.

Na última quarta-feira, o Estado revelou as ligações de Tuma Júnior com Li Kwok Kwen, o Paulo Li, apontado pela PF como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo. Documentos apreendidos durante seis meses de investigação revelaram que, de um lado, Li cobrava para legalizar a situação de chineses ilegais no País e, de outro, contava com a ajuda de Tuma para facilitar a tramitação dos documentos no Ministério da Justiça.

Com base nas ligações de Tuma Júnior com Li, os encarregados do caso defenderam a abertura de inquérito à parte para investigar o secretário. Até ontem, porém, o inquérito não havia sido aberto.

Ações sob suspeita

O amigo da máfia
Telefonemas e e-mails interceptados Ligaram Tuma Jr. com Pauli Li, apontado como expoente da máfia chinesa

Passe livre
Com o Departamento de Estrangeiros sob seu comando, operou para dar vistos a chineses em situação irregular.

O pistolão
Inconformado com reprovação do futuro genro no concurso da Polícia Civil de SP, Tuma Jr. articulou para aprová-lo.

Mão amiga
Relatório da PF mostrou ação de Tuma Jr. para liberar mercadorias apreendidas de Fang Ze, do esquema de Paulo Li.

Diálogos interceptados

28 de junho de 2009

16h01min09s

Após o registro de um flagrante no aeroporto de Guarulhos, com prisão e apreensão de US$ 160 mil, Paulo Guilherme Mello, assessor de Romeu Tuma Jr., é procurado por Francisco Teocharis Jr, conhecido como Grego. Começa uma operação, com participação de Tuma Jr., para tentar reverter o flagrante

Grego: Deixa eu falar uma coisa! É… o negócio é o seguinte Guilherme! É… então aguarda um pouquinho que eu vou conversar com a pessoa que quem tá aqui falando aqui é o advogado dele que é amigo do homem que é advogado! E (inaudível) a serviço entendeu? Então eu quero saber… eu vou falar pra ele ver se ele quer que você vá até lá, entendeu? Se há necessidade de você sair de casa!

Mello: Tá bom! Eu vou tentar mais um pouco ver se o Tião atende, porque eu tô ligando daqui da casa da minha mãe e não pega o… direito! Eu não sei o que acontece com o telefone (inaudível).

Grego: Entendeu? Porque daí é o seguinte! Qualquer coisa cê… pra passar no posto lá!

Mello: Mas de qualquer forma o Grego… rolando a situação o cara não tá mais lá! Se foi cana, entendeu? Eu tô achando que tem mais coisa! Só por evasão de divisa não ia enfiar um flagrante nele! Acho que não! Não sei! Só se mudou a lei!

29 de junho de 2009

22h21min21s

Tuma Jr. fala com Mello sobre a apreensão dos dólares em Guarulhos. Mello fala para o chefe que, quando foi procurado por Grego, já não dava para fazer mais nada. Tuma lamenta e diz que o doutor, envolvido no caso, era ”aquele esquema”

Mello: Oh, Romeu, que m. é essa aí do negócio do Grego? Cê não… cê não me falou nada, cara. Agora, ele tava delirando, né, com a estória. Ele não entende como é que funciona.

Tuma Jr.: O cara lá era o…o doutor lá era aquele esquema, entendeu? Entendeu? Fala hoje lá com aquela autorid… com aquela pessoa lá e… pra ver se resolvia aquela parada, mas o Grego não sabe. O cliente do doutor lá tava empepinando, entendeu?

Mello: Não, isso eu sei Romeu, mas é…você é delegado. O negócio já…o corpo já perecia há mais de doze horas, mais de doze horas, quase dezoito horas quando me trouxeram a informação, entendeu? Os destinos já estavam consumados.

Tuma Jr.: É, paciência, né? Paciência. Fica frio que “campei” aqui em Brasília (…) Mas tive um resultado positivo. Mas falei pra ele: “Muito tarde, mas vou chamar Guilherme”. Eu chamei no rádio, mas essa p. não atendia. Mas tudo bem, né?

(…)

Mello: Eu liguei pro Grego, quando me falou eu falei “Grego, primeiro que acho que tem boi na linha, segundo, pelo tempo que você… da ocorrência pra você tá me acionando agora, o negócio já… já tá consagrado. Mas aí eu fui atrás (…) e os caras falaram “esquece”. Já tá e já tá com via de… guia de encaminhamento.

Tuma Jr.: É, o corpo já tava putrefato (…)

Mello: É, paciência, mas tudo bem. Hoje, pelo menos tava o Relê tava lá no aeroporto, eu mandei… eu passei a informação pra ele pra pessoa procurar o Relê lá pra obter algum privilégio, né, alguma coisa que… alguma… conforto pelo menos lá pro amigo dele, né.

30 de junho de 2009

09h14min21s

Mello liga para a PF em Guarulhos e conversa com a uma policial identificada como Regiane. Diz que Tuma Jr. queria informações sobre o flagrante.

Regiane: Então, e os seus amigos saíram ontem. Os seus não, quer dizer, as pessoas as quais você queria informação, né?

Mello: Foram pro hotel?

Regiane: Não, não foram pro hotel não, foram pra casa. Era uma família de sete pessoas, inclusive a filha do ex-prefeito do Guarujá, cuja mãe é deputada. (…) Eles tavam tentando ir pra Dubai com aproximadamente cento e sessenta mil dólares.

Mello: P., é turismo isso? (…) Na verdade eu quero que se f. a família, só… eu queria é dar informação pro meu chefe. Porque se tinha parlamentar no meio, alguém… alguém lá em Brasília consultou ele, né? Ele só queria informação, entendeu, pra dar notícia correta, porque fica aquele tumulto, né? (…)

Regiane: Pois é, meu bem, mas felizmente agora eu to conversando com você com mais tranquilidade porque ontem disse que o que ligou de colega, o que ligou de político, o que veio de gente querendo saber de informações, a gente não podia falar nada, né?

Mello: Não, mas tá ótimo. Eu acho que ontem o Romeu não… ligou só uma vez a respeito, de manhã, acho que depois ele obteve a informação de outra forma.

Regiane: É. Veio o Arnaldo Faria de Sá no final da tarde, né, veio ele. Mas tá tudo bem. E você, tá bem?

ÁUDIO

Romeu Tuma Júnior liga para a PF e conversa com uma policial identificada como Regiane

// Encarregado de coordenar as ações federais de combate à lavagem de dinheiro, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, foi gravado pela Polícia Federal tentando evitar um flagrante

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ÁUDIO

Diálogo interceptado entre Paulo Guilherme Mello e Francisco Teocharis Jr., conhecido como Grego

// Encarregado de coordenar as ações federais de combate à lavagem de dinheiro, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, foi gravado pela Polícia Federal tentando evitar um flagrante

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