DELEGADOS Re: bando invade DP de salto 23

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/ladroes-invadem-pela-segunda-vez-delegacia-em-salto-20100517.html

Publicado em 17/05/2010 às 11h13:
Ladrões invadem pela segunda vez delegacia em Salto
Distrito foi o mesmo em que mulher foi assaltada, na frente de
policiais, na semana passada

Da Agência Record

 

Mulher tem a bolsa roubada dentro de delegacia

Polícia faz retrato de assaltante

Corregedoria da polícia abre inquérito
O 1° Distrito Policial de Salto, a 105 km de São Paulo, foi invadido
mais uma vez na madrugada desta segunda-feira (17). A confirmação é de
integrantes da Guarda Municipal. O distrito é o mesmo em que uma
comerciante foi assaltada, na semana passada, dentro das dependências
do prédio.

De acordo com informações preliminares, um grupo invadiu o local,
quebrou vidros e revirou tudo. A princípio, nada teria sido levado da
delegacia, mas nesta manhã a polícia está fazendo uma inspeção no
local. Ninguém foi preso.
Na última quinta (13), após sacar R$ 13,5 mil, a comerciante, cujo
celular havia sido clonado, resolveu passar na delegacia, localizada
no Jardim das Nações, para registrar em boletim de ocorrência da
clonagem do aparelho.

Sem saber que havia sido seguida, a vítima, quando esperava para ser
atendida já dentro da delegacia, foi abordada por dois bandidos, que
exigiram a bolsa dela.

Tudo foi testemunhado por dois policiais que estavam do outro lado do
balcão, para onde a mulher, durante luta corporal com um dos bandidos,
ainda jogou a bolsa na tentativa de evitar o roubo. Um dos assaltantes
não teve dúvida: pulou o balcão, pegou a bolsa e, na volta, foi retido
pela comerciante, que novamente o agarrou.

Para justificar a omissão em relação ao crime, os policiais disseram
que achavam que era uma “briga de casal”. O delegado do distrito,
André Moron, defendeu os policiais, afirmando que a equipe não teve
“tempo hábil para agir”.

PM é suspeito de matar quatro “por engano” 7

PM é suspeito de matar quatro “por engano”

Segundo o departamento de homicídios de SP, policial estava atrás de vingança e confundiu uma das vítimas com um ladrão

Chacina ocorreu em 22 de março deste ano na zona sul da capital; também há suspeita de que outros PMs adulteraram a cena do crime

DA REPORTAGEM LOCAL

Investigações do DHPP (departamento de homicídios da Polícia Civil paulista) apontam que uma chacina com quatro mortos na noite de 22 de março deste ano, no bairro Socorro (zona sul de SP), foi um atentado cometido “por engano” por um PM atrás de vingança.
O DHHP afirma que o PM Clóvis Silva Alves, 39, é o suspeito do ataque a tiros contra Luciano de Jesus Machado, 21, Raphael Alves da Silva, Sidney de Oliveira, 34, e Thiago de Jesus Silva Pessoa, 21.
Uma das vítimas, segundo a polícia, foi confundida com um ladrão que, na tarde daquele dia, havia tentado roubar um ponto comercial onde Alves fazia segurança particular.
Durante o roubo, o policial e o ladrão trocaram tiros, mas o criminoso conseguiu fugir, abandonando sua moto.
Depois de rastrear os dados do ladrão, o PM buscou se vingar e matou os quatro homens. Localizado pelo DHPP, o ladrão do mercado, Silas Alves Pereira, confirmou ter trocado tiros com Alves.
Uma testemunha fez o retrato falado de um dos acusados pela chacina, e a imagem confere com a de um homem que fazia segurança particular do comércio com o Alves.
O DHPP também suspeita que PMs que foram ao local da chacina adulteraram a cena do crime ao recolher cápsulas e lavar as poças de sangue das vítimas, para impedir a perícia. Neste ano, São Paulo teve oito chacinas, com 34 mortos.

Na zona leste
Ao menos cinco PMs do 21º Batalhão, na zona leste, também são suspeitos de integrar um grupo de extermínio investigado por 11 homicídios, entre 2009 e o dia 8, conforme revelou ontem a Folha. A última vítima foi Roberto Marcel Ramiro dos Santos, morto no dia 8, quando fez 22 anos.
Dezenove dias antes, Santos e sua mãe, Janete Cristina Rodrigues, 49, foram ameaçados de morte pelo PM Valdez Gonçalves dos Santos, 36.
Procurado desde a sexta-feira, o comando da PM não se manifestou sobre Alves e Valdez, não localizados pela reportagem. (ANDRÉ CARAMANTE)

NÃO SÃO POLICIAIS CIVIS …NESTE CASO OS LADRÕES SÃO PERITOS DA TERCEIRA POLÍCIA ESTADUAL 7

Peritos têm contas sob suspeita

Coaf, braço do Ministério da Fazenda, analisou movimentações bancárias de 7 policiais

Bruno Tavares e Marcelo Godoy

 

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), braço do Ministério da Fazenda destinado ao combate à lavagem de dinheiro, detectou movimentações bancárias e operações imobiliárias suspeitas ao analisar a evolução patrimonial de sete peritos do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo. Em 2009, aponta o relatório, a mulher de um deles comprou à vista um apartamento de R$ 3,1 milhões no Paraíso.

Os peritos são alvo de inquérito policial que apura denúncias de corrupção. As suspeitas são de que eles teriam recebido propina para produzir laudos que atenuassem as responsabilidades dos investigados em três dos mais graves acidentes ocorridos em São Paulo nos últimos anos – o desabamento da futura Estação Pinheiros do Metrô (janeiro de 2007); a tragédia do voo 3054 da TAM (julho de 2007) e a queda do teto da Igreja Renascer (janeiro de 2009).

O inquérito foi aberto em 30 de novembro de 2009 pela 4ª Delegacia de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil. Na ocasião, os corregedores solicitaram ao Coaf a análise da evolução patrimonial dos sete peritos.

O relatório de inteligência financeira chegou recentemente à Corregedoria. Diante dos dados apresentados, o Ministério Público Estadual (MPE) decidiu solicitar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de dois dos investigados. A Justiça ainda não se manifestou.

‘Arredondar’ um caso

A denúncia chegou aos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em fevereiro de 2009. A carta informava que um perito do Núcleo de Engenharia do IC havia recebido R$ 2 milhões para “arredondar” um caso, vendendo o resultado do laudo. Tratava-se do laudo sobre o desabamento na obra da Estação Pinheiros, em que sete pessoas morreram. O dinheiro teria sido dividido com outros três peritos no caso.

Em 16 de março deste ano, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social abriu procedimento preparatório de inquérito civil a fim de verificar eventual improbidade administrativa e enriquecimento ilícito dos acusados. Os alvos iniciais da apuração eram quatro peritos do IC. Com o início da investigação, chegou-se à conclusão de que outros três deviam ser investigados. O objetivo dos corregedores e promotores é restringir a apuração em torno dos principais peritos que atuaram nos casos sob suspeita.

A Corregedoria reuniu cópias dos inquéritos sobre a obra do Metrô, o desabamento da Igreja Renascer e o acidente com o Airbus A320 da TAM. Os corregedores consideram difícil obter a prova de fraude nos laudos, mas, no caso do acidente do Metrô, por exemplo, pretendem confrontar os laudo do IC com o relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), cujas conclusões apresentaram discrepâncias.

TJ RECUA

O desembargador Sydnei de Oliveira Júnior, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, voltou atrás e decidiu negar o pedido de suspensão da ação penal contra os 13 acusados pela cratera do Metrô

Em março, o magistrado havia concedido liminar em habeas corpus impetrado pelos advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Newton de Souza Pavan, que defendem o Consórcio
Via Amarela

Os criminalistas sustentam que a denúncia do Ministério Público Estadual se apoia em relatório do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que foi contratado pelo Metrô, parte no processo

Após o voto do relator, o desembargador Cláudio Caldeira pediu vista do processo antes de anunciar sua posição. O desembargador Fernando Miranda se declarou impedido de votar

NINJAS DA POLÍCIA QUERIAM MATAR 50 PESSOAS NA BAIXADA SANTISTA 17

‘Ninjas da PM’ queriam matar 50 pessoas

Grupo de extermínio, que teria começado a agir na Baixada Santista após execução de policial da Força Tática, é suspeito de ter matado 22

Leandro Calixto

Policiais militares que teriam formado um grupo de extermínio planejavam executar mais de 50 pessoas na série de assassinatos que resultou na morte de 23 vítimas no mês passado, na Baixada Santista. É o que apontam as investigações. Os PMs são os principais suspeitos de comandar os crimes, ocorridos entre os dias 18 e 26 de abril. O plano só não teria sido concretizado porque a Tropa de Choque foi chamada para reforçar o policiamento no litoral sul de São Paulo, uma semana após o início da onda de homicídios, que completa um mês amanhã.

A principal linha de investigação aponta vingança como motivo dos crimes. PMs teriam dado início à matança depois que um policial da Força Tática foi morto por traficantes em Vicente de Carvalho, no Guarujá. Esse homicídio teria sido ordenado por um criminoso da região, que teria ficado furioso com a morte de um parente sem envolvimento com o tráfico de drogas. Eduardo Rodrigues do Nascimento, conhecido como Eduardinho, que era foragido e condenado a 29 anos de prisão por homicídio, foi preso pela polícia como suspeito pela morte do policial da Força Tática Paulo Raphael Pereira Pires, de 27 anos.

A reportagem apurou que o policial executado tinha uma imagem de profissional combativo e ao mesmo tempo violento. “Ele era honesto. Mas não dava mole para ladrão. Era violento com os caras”, disse um investigador. Revoltado com a morte de seu parente, o traficante teria ‘encomendado’ o assassinato do policial do Guarujá.

No dia 18 de abril, por volta das 18 horas, o policial Paulo Raphael foi morto quando passava por Vicente de Carvalho. O carro do PM apresentou várias perfurações de tiro. Assim que soube do crime, um grupo de pelo menos cinco policiais teria feito um juramento para vingar a morte do colega de farda. A partir daí, 22 pessoas foram assassinadas na Baixada Santista em pouco mais de uma semana. Segundo testemunhas, os policiais que executaram as vítimas usavam motocicleta e capuz preto. Eles são conhecidos na região como Ninjas.

Na edição do dia 1º de maio, o Jornal da Tarde mostrou que os policiais estavam entre os suspeitos pela série de crimes. Quase metade das vítimas da matança tinha passagem pela polícia. Tanto o comando da Polícia Militar quanto o da Polícia Civil admitem abertamente a participação dos policiais na série de assassinatos.

“A ação de policiais nestes crimes está sendo investigada pela Polícia Civil. Temos fortes indícios de que seja um grupo. Se tiver que cortar a própria carne, vamos cortar”, admitiu o coronel Sérgio Del Bel, que responde pelo Comando de Policiamento do Interior 6 (CPI-6), unidade responsável pela Baixada e Vale do Ribeira.

O delegado Waldomiro Bueno, do Deinter-6, responsável pelo policiamento do litoral sul de São Paulo, reconheceu a possibilidade. “Temos indícios fortes. Mas estamos trabalhando com todas as hipóteses: vingança, tráfico e, principalmente, crimes praticados por PMs. Mas vamos esclarecer tudo isso o mais rápido possível. Doa a quem doer.”

Ultimato

Preocupado com a onda de violência na Baixada Santista, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, se reuniu com toda a cúpula da Polícia Civil e Militar do litoral sul na semana passada. Ferreira Pinto foi a Santos cobrar uma resposta de seus subordinados. O secretário teria exigido do alto escalão dos Batalhões e também da Civil que o caso fosse esclarecido o mais rápido possível. Ferreira Pinto quer punição exemplar aos policiais envolvidos na matança. A reportagem apurou que não está descartada a troca de comando das polícias Civil e Militar, caso os crimes não sejam esclarecidos. Até ontem, só um suspeito havia sido preso.

Um deles tem um parente na Corregedoria Geral da Polícia Civil. QUEM? QUEM? QUEM É O Dr. SUNDAY? 8

Policiais usam GPS para extorsão, diz PF

Quadrilha colocava o aparelho em caminhões com carga clandestina e os monitorava pela internet para pará-los quando entrassem em SP

Ao menos quatro policiais civis do Estado são suspeitos de integrar o grupo, que extorquia dinheiro de donos de cargas contrabandeadas

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Federal investiga ao menos quatro policiais civis de São Paulo suspeitos de integrar uma quadrilha que instala aparelhos de GPS em caminhões que circulam com mercadorias irregulares no Estado para extorquir dinheiro de seus donos.
Os policiais civis foram flagrados em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça Federal ao combinar abordagens contra caminhões com cargas de cigarros, eletroeletrônicos e até mesmo de agrotóxicos.
Uma das cargas de veneno, segundo os próprios integrantes do esquema, estava avaliada em R$ 3,5 milhões e foi descarregada em uma fazenda de São José do Rio Preto (438 km de SP). Uma outra, de câmeras filmadoras, valia R$ 1,5 milhão.
Pelos grampos fica claro que os caminhões com cargas clandestinas monitorados pela quadrilha trazem os produtos contrabandeados de países que fazem fronteira com o sul do Brasil, principalmente o Paraguai.
Até agora, a PF conseguiu parte dos nomes dos policiais civis: Miltinho, que era do Deic (departamento de roubos), Luciano (conhecido na polícia paulista como Barrichello, isso por conta de uma suposta semelhança física com o piloto de F-1), Ricardo e Ari. Um deles tem um parente na Corregedoria Geral da Polícia Civil.
A PF descobriu que, a partir do carregamento da carga, o GPS era acionado e os integrantes da quadrilha monitoravam os caminhões que pretendiam atacar em tempo real, com a utilização de computadores e com um programa de segurança usado por empresas de transporte legalizadas.
Assim que os caminhões entravam na jurisdição de São Paulo, os policiais civis eram mobilizados para ir com carros oficiais atrás das cargas nas quais tinham interesse.
Para conseguir os carros da polícia, esses agentes são suspeitos de fraudar ordens de serviço (documento exigido para usar um veículo policial numa operação) para se deslocar até o caminhão que pretendiam atacar, já na região metropolitana.
Quando estava nas ruas em movimento atrás das cargas, a quadrilha usava notebooks conectados à internet para não perder a pista dos seus alvos.

Flagrados por acaso
Os policiais civis suspeitos de participar do esquema foram descobertos por acaso pela PF, que investigava uma quadrilha especializada em obter financiamentos irregulares de carros apreendidos em operações do próprio órgão federal.
Doze acusados de fraudar seis financiamentos de veículos apreendidos em operações da PF, no valor de R$ 186 mil, já foram denunciados à Justiça.
O grupo era comandado por Valter de Souza, que, segundo a PF, contava com a ajuda de um agente federal e de um funcionário da Prodesp (companhia de processamento de dados de SP) para obter dados dos carros para as fraudes. A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Souza.

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Aritana, roberto, elder ex sig norte … não t proc pq são amigos do dr sunday né ari … só q a pf foi em cima e tem … %$#*@@ ( AMIGO DO WAR )

FALIU!…FALIU!…AGORA PHODEU!…AGORA PHODEU! 9

salto 2010/05/17 at 10:57
Faliu !

Faliu !

olha a reporttagem da GLOBO do DP de Salto denovo !!!
Roubaram a bolsa semana passada
Agora arrombaram a porta e invadiram o DP

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1264792-7823-DELEGACIA+E+ASSALTADA+EM+SALTO+SP,00.html

Faliu Literalmente

SP é sim a VERGONHA Nacional

E AGORA qual a DESCULPA do DELEGADO ?????????????

Segunda-feira, 17/05/2010

Bandidos arrombaram a porta, quebraram os vidros e reviraram uma sala. Ninguém foi preso. Na semana passada, um mulher já tinha sido assaltada dentro da mesma delegacia.

DELEGADOS Folha de S.Paulo – Serra utiliza estrutura do Estado após deixar o cargo – 16-05-2010.htm 7

Data: 16 de maio de 2010 13:38
Assunto: Re: [DELEGADOS] Folha de S.Paulo – Serra utiliza estrutura do Estado após deixar o cargo – 16-05-2010.htm
Para: roberto conde guerra <robertocguerra>

São Paulo, domingo, 16 de maio de 2010
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PRESIDENTE 40/ELEIÇÕES 2010

Serra utiliza estrutura do Estado após deixar o cargo

Quarenta dias depois de sair do governo, tucano e equipe vão a eventos em carros oficiais

Na quarta-feira, 12 policiais faziam a segurança da casa do pré-candidato; assessorias do PSDB e do governo dizem que não há irregularidades

Eduardo Knapp – 6.abr.10/Folha Imagem

No início de abril, alguns dias após Serra ter deixado o governo, seguranças e motoristas aguardavam na frente de sua casa, em SP

CATIA SEABRA
BRENO COSTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Quarenta dias depois de deixar oficialmente o governo de São Paulo, o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem usado estrutura do Estado em sua pré-campanha, iniciada formalmente no último dia 10 de abril.
O ex-governador, que transmitiu o cargo para o vice Alberto Goldman em 6 de abril, conta com policiais militares na sua segurança. Em São Paulo, ele e seu staff têm ido a eventos em carros oficiais.
Os agentes – policiais vinculados à Casa Militar – também acompanham Serra em viagens pelo Brasil. Os gastos com combustível e celular usados pela equipe de segurança também ficam a cargo do governo.
Os profissionais de comunicação contratados para a campanha mantinham, pelo menos até sexta-feira, os mesmos números de celular de quando atuavam na assessoria do Palácio dos Bandeirantes.
Amparado em decreto estadual, de março de 2004, o governo afirma, em nota, que não há ilegalidade no uso da segurança do Estado. O decreto prevê "a prestação de serviços de atendimento funcional e, complementarmente, de segurança" a ex-governadores durante todo o mandato do sucessor.
Contudo não estabelece um limite de policiais a serviço do ex-governador. Na última quarta-feira, 12 homens vigiavam a casa de Serra, no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital. O governo não informou o número de agentes que acompanham o pré-candidato, alegando "razões de segurança".
Em 2006, quando, sob a vigência do mesmo decreto, também deixou o Palácio dos Bandeirantes para concorrer à Presidência da República, o ex-governador Geraldo Alckmin contou com o serviço de dois ajudantes-de-ordem e circulava em sua Parati particular.
Quanto aos celulares usados pelos profissionais de comunicação, a Secretaria de Comunicação afirma que os jornalistas podem optar pela manutenção dos números após o desligamento do governo. Ainda segundo a assessoria, os cofres públicos são ressarcidos em caso de despesas "residuais ou remanescentes".
De acordo com a assessoria da campanha tucana, as despesas com comunicação são cobertas pelo PSDB.

Viagens
Embora a campanha só comece oficialmente em julho, Serra tem viajado pelo país desde o dia 14 de abril, quando desembarcou em Salvador (BA) -onde deve ocorrer a convenção oficial para formalizar sua candidatura, em 12 de junho.
Até sexta-feira, já tinha feito 15 viagens, passando por dez Estados. Nessas visitas, concede entrevistas a rádios e TVs locais, participa de eventos com empresários e políticos, e interage com os possíveis eleitores.
Suas atividades de pré-campanha são registradas por uma equipe de filmagem da empresa GW, do jornalista Luiz Gonzalez, responsável pelo marketing de sua campanha. A empresa é paga pelo diretório estadual do PSDB em São Paulo.
Em visita a Maceió, em 16 de abril, Serra disse que as filmagens destinavam-se a um "arquivo" e que, se as imagens fossem para a campanha, estaria usando um microfone de lapela. No entanto, ele tem usado o acessório em várias ocasiões.
A assessoria da campanha informou que "o objetivo das filmagens é documentação". Não esclareceu se elas serão usadas posteriormente em propagandas eleitorais, com a disputa oficialmente em andamento.
Além de pagar a GW, o PSDB estadual assumiu gastos como aluguel de salas e de avião na atual fase de pré-campanha.

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O TENENTE-CORONEL TELHADA FREQUENTOU A MESMA ESCOLA DO DELEGADO CAETANO DE PAULO…A MESMA CONVERSA DE 99,999% SER HONRADA E A CORREGEDORIA RIGOROSA 15

Comandante da Rota afirma que não há discriminação da polícia

ROGÉRIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL

O tenente-coronel da PM Paulo Telhada, comandante da Rota, disse que os casos envolvendo os motoboys foram fatos isolados, fatalidades, que não refletem o trabalho realizado em milhares de atendimentos feitos todos os meses. Desde abril, dois motoboys foram assassinados na capital paulista. Os suspeitos dos crimes são 16 policiais militares. A acusação diz que os motoqueiros foram agredidos até a morte. A defesa nega o envolvimento dos PMs. Um deles, Eduardo Luís dos Santos, foi detido, em 9 de abril, por discutir com policiais na Casa Verde (zona norte de SP). O corpo dele foi encontrado no dia seguinte. O outro motoboy, Alexandre dos Santos, apanhou até morrer no bairro Cidade Ademar (zona sul). Sua mãe, Maria Aparecida Menezes, testemunhou as agressões.

 
FOLHA – A polícia está mais truculenta?
PAULO TELHADA –
A polícia, mais do que nunca, está investindo em instrução. Infelizmente, aconteceram esses problemas. Duas ocorrências causam todo esse transtorno e levam a pensar que a polícia está truculenta. De maneira nenhuma. Isso foi uma fatalidade, o comando está tomando todas as providências que precisam ser tomadas. Pode ter certeza que no final de todo esse procedimento todas as providências que precisarem ser tomadas, serão. Na Polícia Militar nada fica escondido. Se precisar cortar na própria carne, será cortado.

FOLHA – Há preconceito por parte do policial com motoboys?
TELHADA –
Para com isso. É até um absurdo ouvir isso. A polícia não tem preconceito contra nada. Não temos time de futebol, religião, não temos cor. A polícia trabalha para todo o mundo. Se fossem japoneses, teríamos preconceito contra japoneses. Se fosse com negros, seria contra negros. Se fosse com macumbeiros, seria contra macumbeiros. Não tem nada a ver. Vocês sabem muito bem, quanto mais hoje em dia, o número de roubos envolvendo motociclistas. Não existe qualquer preconceito. Nem sei se era motoboy. E quem garante que o cara era motoboy. Motoboy de madrugada? Eu nunca vi isso. Entregador de pizza depois da meia-noite? Quantas ocorrências atendemos por dia? São milhares. A PM tem 93 mil homens. Quando um pratica uma besteira dessas, os outros 92.999 precisam ouvir isso: que somos truculentos, que somos racistas. É complicado. 

Motoqueiros dizem sofrer preconceito da polícia

Dois motoboys já foram assassinados pela PM neste ano em São Paulo

Profissionais descrevem agressões cometidas por policiais e desrespeito de motoristas; reportagem não conseguiu falar com a PM

RICARDO WESTIN
DA REPORTAGEM LOCAL

Quem anda de moto em São Paulo não reclama apenas dos perigos do trânsito. Os motociclistas da cidade também se dizem vítimas de preconceito.
A Folha foi à General Osório (centro), famosa pelas lojas e oficinas especializadas em motos, e ouviu a mesma queixa tanto de pessoas que têm a moto como instrumento de trabalho quanto de quem a usa como mero meio de transporte.
“Basta estar em cima de uma moto, e você vira um bandido. É assim que as pessoas raciocinam”, afirma o motoboy Adilson Cabral, 28, que trabalha para uma empresa de seguros.
A situação mais grave, segundo eles, é quando são parados nas blitze da Polícia Militar. “A abordagem é estúpida. Mandam pôr a mão na cabeça, são violentos, te chamam de vagabundo, multam por qualquer coisinha…”, afirma o motoboy Lúcio Rodrigues, 31.
“Existe uma minoria [dos motociclistas] que faz besteira [comete crime]. A maioria está na rua para trabalhar. Mas, quando um faz, todos pagam.”
O mecânico Tiago Cristiano, 26, que só usa a moto para ir ao trabalho, diz ser parado pela polícia quase todos os dias: “Já levei pontapé [de policial]. O curioso é que eles nunca fazem isso com quem está de carro”.

Capacete proibido
A Folha não conseguiu contato com a Polícia Militar na sexta para que comentasse as declarações. Dois motoboys foram mortos pela PM nas últimas semanas em São Paulo.
A moto permite fuga rápida e o capacete impede que se identifique o criminoso. Procurada pela Folha, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse não ter estatísticas sobre crimes em São Paulo cometidos por ladrões em motos.
Em 2007, um juiz da cidade alagoana de São Sebastião contrariou as leis de trânsito e proibiu os motociclistas de usarem capacete no município. Alegou questões de segurança.

Mulheres assustadas
O constrangimento mais comum, de acordo com os motociclistas, ocorre no sinal vermelho. Quando a moto para, a pessoa que dirige o carro ao lado não esconde o temor: corre para fechar a janela, trancar a porta e esconder a bolsa.
“Algumas mulheres viram a cabeça para o outro lado. Têm medo até de olhar. Se pudessem furariam o sinal vermelho para sair dali”, conta o advogado Sérgio Cordeiro, 27.
Ele diz que já se acostumou aos olhares tortos quando está em cima de uma de suas duas motos. “A culpa também é da TV. Já reparou que o bandido está sempre de moto?”
Os motociclistas dizem que também veem expressões de susto quando entram numa loja ou num edifício com o capacete na cabeça.
De acordo com a Abraciclo (associação de fabricantes de motos), São Paulo é o Estado com mais motos no país -cerca de 3,6 milhões.

_“A instituição não é composta por um delegado que faz acusações, e sim por 35 mil pessoas. Até provem o contrário todas são honestas. Se ficar provado contra estes policiais todos serão punidos”, afirmou o delegado da corregedoria Caetano Paulo Neto.

http://sptv.globo.com/Sptv/0,19125,LPO0-6147-20070705-289874,00.html

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Verdadeiramente, ambos  dominam a arte de  induzir em erro publicamente.

A promotora de Justiça Eliana Passareli diz: “tinha ido fazer um boletim de roubo, parei o carro numa vaga da PM, fui chamada de puta, me pegou pelo braço, disse que eu estava presa por desacato, me deu uma rasteira. Tive uma torção no joelho e trinquei 6 dentes. Sabiam quem eu era”…É ISSO AÍ, PEGA GERAL! 29

Punição deveria ser exemplar, diz promotora

DA REPORTAGEM LOCAL

A promotora de Justiça Eliana Passareli diz que não vê preconceito por parte da corporação, mas uma violência generalizada na tropa. Isso, para ela, é fruto de falta de uma comando correto e uma maior ação da Justiça Militar.

FOLHA – A polícia está mais truculenta?
ELIANE PASSARELI –
Está muito despreparada. Acho que eles estão extrapolando por falta de comando. Não precisa ser repressivo. Mas um bom comando faz um bom policial. O que está acontecendo com a PM é obra de péssimos comandantes, corporativismo, e falta de providências da Justiça Militar.
A Justiça Militar é tolerante com todos os desmandos que acontecem. Se fossem punidos os comandantes de forma exemplar, os PMs que fazem um monte de barbaridade na rua, não fariam. Eles têm sempre a sensação de impunidade graças à Justiça Militar.

FOLHA – A polícia é preconceituosa com os motoboys?
PASSARELI –
Eles pegaram a mim. Apanhei dentro de um distrito policial e ninguém fez nada. Tive uma lesão grave.
Três anos de apuração para o colega promotor arquivar. Um verdadeiro corporativismo. Tinha ido fazer um boletim de roubo, parei o carro numa vaga da PM, fui chamada de puta, me pegou pelo braço, disse que eu estava presa por desacato, me deu uma rasteira. Tive uma torção no joelho e trinquei 6 dentes. Sabiam quem eu era
.

FOLHA – Se fosse outra pessoa?
PASSARELI –
Teria morrido.

FOLHA – Vê violência generalizada?
PASSARELI –
A abordagem está um tanto quanto equivocada.

A Polícia Civil de SP investiga cinco policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio que atua em sete bairros da zona leste de São Paulo. A suspeita é de que eles tenham matado ao menos 11 pessoas. 2

Grupo de extermínio com PMs é investigado

19 dias antes de o filho ser assassinado, mãe e vítima foram ameaçados por policial na porta de casa

ANDRÉ CARAMANTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A Polícia Civil de SP investiga cinco policiais militares suspeitos de integrar um grupo de extermínio que atua em sete bairros da zona leste de São Paulo. A suspeita é de que eles tenham matado ao menos 11 pessoas.
Segundo a investigação do DHPP (departamento de homicídios), os PMs se uniram para fazer uma “limpeza” nos bairros -o alvo do grupo seriam os usuários de drogas. A hipótese dos investigadores é que as mortes tenham sido cometidas para que o grupo assuma o comando dos pontos de venda de drogas da região.
Um dos crimes investigados é o assassinato do ex-motoboy Roberto Marcel Ramiro dos Santos. Trabalhando atualmente como camelô após sofrer um acidente de moto, Santos foi morto com mais de dez tiros às 4h35 do dia 8, quando completava 22 anos.
O atentado contra Santos foi na porta de sua casa, na Vila Invernada. Dezenove dias antes de ser assassinado, Santos e sua mãe, Janete Cristina Rodrigues, 49, foram ameaçados de morte por um policial militar do 21º Batalhão, onde atuam os cinco policiais sob investigação da Polícia Civil.
“Na véspera do feriado de 21 de abril, o Valdez [policial militar identificado pelo DHPP como Valdez Gonçalves dos Santos, 36] pegou meu filho na porta de casa e fui defendê-lo. O PM olhou nos meus olhos e disse: “vou matar seu filho e depois vou matar a senhora”. O ódio dele com meu filho era porque o Cecel [Santos] fumava maconha”, contou a dona de casa Janete à Folha.

Pedido de prisão
Hoje, com medo de também ser morta, dona Janete está escondida. O depoimento da mãe e de um amigo de Santos, que viu o PM Valdez dirigindo um carro da corporação minutos antes do atentado, são a base para um pedido de prisão do policial Valdez.
O veículo da Polícia Militar dirigido por Valdez era seguido por um Honda Fit prata e um Meriva preta. Numa segunda volta pela rua onde Santos foi morto, o mesmo carro da PM já não tinha mais o policial Valdez como motorista.
Na terceira volta, apareceram apenas os carros prata e preto, de onde partiram os tiros contra o ex-motoboy

RONNIE JAMES DIO: Long Live Rock ‘n’ Roll 26


Ronnie James Dio, nome artístico de Ronald James Padavona (Portsmouth, 10 de julho de 1942 — Houston, 16 de maio de 2010) foi um vocalista de heavy metal. Ficou famoso por cantar em bandas como Rainbow e Black Sabbath.
Morte
Em 4 de maio de 2010 , Dio se afasta definitivamente dos palcos, vindo a morrer doze dias depois, em 16 de maio, aos 67 anos de idade.

LENDA DO ROCK MORRE AOS 67 ANOS
Ronnie James Dio, um dos principais nomes do heavy metal, morreu neste domingo, aos 67 anos. A morte do cantor foi confirmada por sua mulher e empresária.

Dio revelou que estava com câncer no estômago em novembro passado, pouco depois de encerrar uma turnê do grupo Heaven and Hell –formado por ex-integrantes do Black Sabbath.

“Meu coração está partido”, escreveu Wendy Dio no site do cantor. “Muitos amigos e familiares puderam se despedir antes dele morrer em paz.”

“Ronnie sabia o quanto era amado por todos”, disse Wendy. “Agradecemos o amor e apoio que todos vocês nos deram…Saibam que ele os amava e que sua música viverá para sempre.”

O cantor estava em tratamento em um hospital de Houston, de acordo com seu site. Apesar de passar pela sétima sessão de quimioterapia, Dio estava confiante em voltar aos palcos. No começo deste mês, o Heaven And Hell cancelou uma turnê que começaria em 13 de junho.

“Esperamos que todos entendam e gostaríamos de agradecer os fãs e colegas da indústria fonográfica pelo apoio neste momento”, disse o cantor em comunicado na época. “Com o amor e apoio de vocês vamos seguir em frente e vencer. Haverá outras turnês, mais música, mais vida e mais mágica.”

Além de Dio, a banda Heaven And Hell conta com os ex-integrantes do Black Sabbath Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Vinnie Appice (bateria). O Heaven And Hell, que esteve no Brasil em maio do ano passado, continua trabalhando na produção de um DVD em comemoração aos 30 anos de lançamento do disco “Heaven And Hell”, do Black Sabbath.

Dio ganhou fama em 1975, primeiro como cantor do Rainbow, banda de heavy metal criada pelo guitarrista Ritchie Blackmore, ex-integrante do Deep Purple.

Dio substituiu o cantor Ozzy Osbourne do Black Sabbath em 1980, no disco “Heaven And Hell”, considerado por muitos críticos um dos melhores discos de heavy metal de todos os tempos.

O cantor também fez sucesso em carreira solo com sua banda Dio. Entre seus sucessos solo estão “Rainbow In The Dark,” “The Last In Line” e “Holy Diver”.

Muitas de suas canções mais conhecidas falam da luta entre o bem e o mal, incluindo “Heaven And Hell”. Ele também se aproximou do imaginário medieval em canções como “Neon Knights,” “Killing The Dragon” e “Stargazer.”

“Ele era uma das grandes vozes do heavy metal”, disse o guitarrista do Twisted Sister Jay Jay French, cuja banda excursionou com Dio em 1983, e tocariam juntos em festivais na Europa neste verão europeu. “Ele era a melhor pessoa que você poderia conhecer.”

Dio organizou o evento beneficente “Hear N’Aid”, em 1986, para arrecadar dinheiro para combater a fome na África, influenciado pelo sucesso da campanha “We Are The World”. ( uol )

Diante da real falta de credibilidade e da perda da confiança do povo nas ações da sua Polícia…Devemos recolher as nossas desavenças, esquecer de vez as medições de poder ainda existente entre as Polícias Civil e Militar, que fazem com que fiquemos com forças divididas e partir para uma luta mais sólida e dignificante. 50

A Polícia e o recente cúmulo do absurdo.
Archimedes Marques*

O Brasil assistiu atônito e incrédulo, a divulgação na imprensa televisada, falada, escrita e virtual, sobre um fato policial diferente dos tantos outros relacionados ao mesmo tipo penal que ocorre diariamente em todo lugar: O roubo ocorrido contra uma comerciante no interior de São Paulo certamente teria passado despercebido se não tivesse ocorrido dentro de uma Delegacia de Polícia, em tese, um dos lugares mais seguros que há.

A cidadã de posse de uma quantia superior a R$ 13 mil reais acondicionados em sua bolsa, teria se dirigido até a Delegacia de Salto, na região de Sorocaba, em São Paulo, no sentido de registrar uma ocorrência policial dando conta de que o seu número de telefone celular estaria clonado, e ali, na sala de espera, fora abordada por um marginal que tomou à força a sua bolsa.

Desprende-se das diversas reportagens que o delinqüente que provavelmente vinha seguindo a comerciante desde a retirada da referida quantia em banco, agrediu e roubou a bolsa da vítima, tudo isso ocorrido no interior dessa Delegacia de Policia em que estavam presentes, além de outras pessoas comuns, três funcionários, provavelmente dos quadros da Policia Civil daquele Estado, que assistiram imóveis e sem esboçarem quaisquer tipos de reação ao ato criminoso que lhes eram obrigatórios devido às suas supostas funções policiais inerentes.
Consta que a vítima reagiu ao assalto e chegou a entrar em luta corporal com o seu agressor por duas vezes, dado ao fato de que na primeira investida ela teria levado a melhor e conseguido jogar a sua bolsa por cima do balcão justamente para onde estavam dois funcionários da Delegacia, destarte, que na segunda investida e tentativa para retomar a sua bolsa das mãos do bandido que ainda tivera tempo suficiente para pular o balcão de ida e volta, fora a vítima refreada da sua ação pela voz do marginal que ordenara ao seu comparsa que estava do lado de fora do recinto para atirar na mesma, fato que não ocorreu.

Momentos depois, a reativa e corajosa vitima ainda indignada, e com toda razão, desabafou para um canal de televisão que cobriu o fato:

– O Escrivão depois disse que não intercedeu porque ele achou que era uma briga de marido e mulher. Eu achei o cúmulo do absurdo. Fosse briga de marido e mulher, fosse briga de vizinho, o mínimo que eles podiam fazer era intervir. Eu posso ser assaltada no supermercado, na rua, no cinema, na praça, na calçada, no portão da minha casa, mas nunca dentro de uma Delegacia.

O trabalho do Policial é árduo, perigoso e estressante, por isso, exige prudência, perseverança, amor a profissão e capacidade de concentração aguçada com equilíbrio e razoabilidade nos seus atos para que não ocorram os deslizes, mas nesse fato, se é como fora pintado, teriam realmente os referidos servidores obrigação de intercederem no evento criminoso mesmo que se isso valesse as suas próprias vidas.

Tal fato altamente negativo atinge em cheio todas as Instituições policiais do nosso país, vez que o povo nunca faz distinção entre as polícias. Para a esmagadora parte da população a Polícia é uma só e dela todos esperam a proteção devida conforme estabelece a Constituição Federal.

É evidente que os três funcionários que estavam presentes na Delegacia devem ser investigados com toda a isenção ou rigor possível pela Corregedoria de Policia Civil de São Paulo, dando-lhes todos os direitos de ampla defesa inerentes e, se forem considerados culpados, punidos na forma das Leis Administrativa e Penal.

É evidente também que a vítima deve ser reembolsada do seu prejuízo financeiro pelo Estado, não com um processo demorado e burocrático que leva anos para resolução com recursos e tudo mais, e sim, através de uma Ação rápida que restabeleça a vítima e ao povo o respeito pelas nossas instituições públicas, vez que de resto, ao plano geral, no fundo, o Estado é o principal responsável por tal ocorrido por não dispor de Policiais suficientes para guarnecer a Delegacia.

Do crime de roubo praticado por tais marginais, que pode decorrer outros crimes inerentes aos funcionários públicos presentes demonstram a vulnerabilidade existente em nossas Polícias. Não só na Polícia Civil daquele Estado, mas em todas as Polícias do Brasil que foram corroídas por várias eras, em diversos Governos passados.

A segurança pública sempre foi esquecida e sucateada através dos anos. As Polícias sempre foram relegadas ao segundo plano, principalmente no que tange a valorização profissional dos seus membros. Com raras exceções, poucas conquistas foram alcançadas pelas classes policiais em alguns Estados da Nação.

O tempo passa e com ele a nossa credibilidade perante a opinião do povo vai ficando cada vez mais distante, com isso as nossas lutas são inglórias. Os nossos Projetos de Emendas a Constituição se arrastam por anos a fio no Congresso Nacional sem solução alguma. O povo já não confia mais na sua Polícia e, fatos negativos como esse assalto dentro de uma Delegacia de Polícia nos leva cada vez mais para baixo.

Com a credibilidade policial em baixa aumentam-se as estatísticas enganosas colocando os níveis da violência urbana em melhores patamares, quando na verdade é o contrário, pois o povo deixa de registrar principalmente ocorrências de fraudes, furtos e roubos por não mais acreditar na sua Polícia.

Com isso os Governos repassam esses dados não condizentes como se verdadeiros fossem para o povo enaltecendo as suas gestões de segurança pública e até gastando fábulas com propagandas baseadas em erros, não por números maquiados, e sim em decorrência da falta absoluta de confiança da população nas ações policiais.

Diante da real falta de credibilidade e da perda da confiança do povo nas ações da sua Polícia com o conseqüente desleixe estatal para com as nossas instituições, devemos, pois, lutar por uma Polícia verdadeiramente forte, por uma Polícia única como ótima opção para resolução da problemática.

O tempo de briga por moedas e migalhas deve ficar para trás. Devemos recolher as nossas desavenças, esquecer de vez as medições de poder ainda existente entre as Polícias Civil e Militar, que fazem com que fiquemos com forças divididas e partir para uma luta mais sólida e dignificante.

Nós somos agentes de transformação social e não somos analfabetos políticos nem tampouco devemos pensar em desestabilizar governo algum, devemos sim, lutarmos para mostrar a nossa grandeza através da habilidade porque também entendemos de técnicas dialógicas e não só do combate ao crime pela força.

Devemos lutar pelo que merecemos através da perspicácia, pois assimilamos uma verdade que não é só nossa e sim da população que clama por uma segurança pública justa e eficaz.

Devemos lutar pela nossa valorização profissional de maneira zelosa porque discutimos sobre a sociedade e é dessa mesma sociedade o desejo de ter uma Polícia forte e eficiente para a conseqüente proteção do bem comum.

Para chegarmos a esse patamar superior, não devemos usar a linguagem beligerante nem tampouco arrogante ou desafiante, e sim, a linguagem inteligente do consenso para a recondução da razão instrumental em busca daquilo que achamos satisfatório para a possível Polícia unificada e ideal para o povo, pois é do povo a nossa razão de existência.

Juntos, resgataremos a nossa dignidade perdida, a confiança e a credibilidade do povo, pois passaremos a ser uma entidade policial verdadeiramente forte.

Archimedes Marques*(Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

Artigo encaminhado pelo autor para divulgação no Blog Ponto de Vista