FUBICA ALERTA: O PÃO NOSSO DE CADA DIA AGORA É RISCO DE CADEIA 16

C U I D A D O!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

P E R I G O!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

ATÉ VC PROVAR QUE REALMENTE ESTAVA TRABALHANDO, VC ESTARÁ AMARGANDO NO PEPC, NÃO SE ESQUEÇA, UMA VEZ NO PEPC O PAGAMENTO É CORTADO, SUA MULHER VAI UMA, DUAS VEZES VISITÁ-LO DEPOIS… SEUS FILHOS , JÁ VIU NÉ -ESCOLA, FAACULDADE,SERVIÇO.

SÓ DE DEZEMBRO PRA CA.
-TIRA DO SIG NORTE EM CANA, MAIS BRONCA PRA DELEGADO DE SOBRENOME BOM, FILHO DE CARDEAL NA FITA
-DOIS TIRAS DO MEIO AMBIENTE /DPPC EM CANA- TIRA ESTE QUE JÁ FOI CHEFE, GENTE FINÍSSIMA
-TRES TIRAS DO DEIC/DIV PATRI EM CANA UM DELES JÁ FOI CHEFE DE SECCIONAL
-DOIS TIRAS DO DEIC, TRETA DE DROGA- PARECE A CANA MAIS FORÇADA DA CORREGEDORIA- UM DESSES TIRAS JÁ FOI CHEFE DE DISTRITO DE PONTA.
-TEM SECCIONAL INDO EM CANA( SECC ITAPETININGA)
-SEMANA RETRASADA 12 DEMISSO~ES A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO NUMA SÓ EDIÇÃO DO DOE( CARCEPOL,ESCRIVÃO, OFICILA ADM E DELEGADO)
-SEMANA PASSADA DOIS TIRAS DO TRINTA CINCO DP EM CANA, UM PRIMEIRA CLASSE E UM SEGUNDA CLASSE. UMA TIRA GENTE BOA INCLUSIVE!

ANTES SÓ IA EM CANA NAS ULTIMAS CONSEQUENCIAS, AGORA PRIMEIRO A CANA DEPOIS A CONSEQUENCIA.

SEM FALAR NO INTERIOR QUE ESTÁ ENCANANDO POLICIA A DOIDADO
LEMBREM-SE A ÚNICA COISA QUE NÃO DÁ BRONCA É:
FAZER EXPEDIENTEW
FAZER O. S.
LEVAR PRESO
E TIRAR UM PLANTÃO , NA MORAL

NÃO FAÇAM ACERTO, NÃO FAÇAM TRETA, NÃO DE COMBUSTIVEL PRA CORREGEDORIA!!!

FUBICA ACREDITA QUE A “PORTARIA DA DIGNIDADE” POSSUI CARÁTER DOCUMENTAL, OU SEJA, UMA FORMA DE CONTRATO OU RECIBO PARA “CADEIRANTE$” 4

“DR GUERRA , ESSES CAMARADAS ESTÃO DISCUTINDO O QUÊ? ESTOU VIAJANDO , ANTES O FLIT ERA MAIS “POP”. SEI LÁ MAS ESSA PORTARIA TEM CARATER “DOCUMENTAL”, A SABER PARA OS “IRMÃOS ‘ QUE ESTÃO NO DPPC, DETRAN, DEIC. TODA VIDA QUEM PAGOU PARA ESTAR NUM LUGAR BOM QUIS UM RECIBO ,MAS NÃO EXISTIA, AGORA ESTÁ AI.COM TODA MINHA IGNORÃNCIA PENSO ASSIM. PORQUE OS BONDES VÃO CONTINUAR ,QUEM QUER FICAR NUM LUGAR COM UM TITULAR OU UM CHEFE LHE PERSEGUINDO? MEU SE OS CARAS QUISEREM ARRUMAR UMA JUSTIFICATIVA , ARRUMAM E PRONTO ,SE PÁ ATÉ ENFIAM DROGA NO SEU ARMÁRIO!!!
SERÁ QUE O REBENTO DO AUTOR DA PORTARIA VAI SE APSENTAR LÁ PRAS BANDAS DE SÃO BERNARDO, CASO NÃO CONSIGA UMA PER MUTA?
DE REPENTE ELES INVENTAM QUE PRECISAM DE UM DELEGADO BONITO PRA ATENDER NOA EROPORTO DE CONGONHAS, AI COMO O SR DISSE QUE É O MAIS BONITO LÁ NA FOTO DA TURMA DE 88, EM RAZÃO DO INTERESSE POLICIAL , JÁ VIU.
ESSES CARDEAIS NUNCA TOMARAM GUARANÁ DOLLY, NUNCA COMERAM UM OVO COLORIDO NUM BUTECO DE FAVELA OU PISARAM NA MERDA DE CACHORRO NAS QUEBRADAS AFORA.”

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Fubica, verdade!

Pois já se vê a construção de uma nova doutrina na Polícia Civil, exemplo: movimentação do 1º DP para o 51º DP de um dado Departamento é simples remanejamento da esfera de atribuições do respectivo Diretor. 

Frisando, para os defensores de tal doutrina, a movimentação de um setor para outro de qualquer grande departamento ( DPPC, DETRAN, DEIC ), é mero remanejamento.

Remoção é a movimentação entre departamentos  ou municípios.

De fato, quem comprar uma cadeira no departamentpo X gozará de certa garantia no órgão, assim não será surpreendido com bondes noturnos; antes exercerá o “jus esperniandi” ,  correria ou exceção de inadimplemento.

STF ressuscita ações contra a imprensa já arquivadas 3

Dom, 23 de Maio de 2010.
11:02:00.

CONSULTOR JURÍDICO | NOTÍCIAS
STJ | SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA

STF ressuscita ações contra a imprensa já arquivadas

Por Fabiana Schiavon

As comemorações pelo arquivamento de ações contra jornalistas e veículos de comunicação, baseadas na Lei de Imprensa, que foi revogada foram precipitadas. O Supremo Tribunal Federal está consolidando a interpretação de que os processos devem seguir em frente, escorados em outras leis que protegem a honra e a imagem.

Na mais paradigmática decisão, o ministro Celso de Mello, consolidou todas as fundamentações para estabelecer que o Código Penal é substituto para delitos previstos pela Lei de Imprensa. Em seu voto, o ministro rejeitou a Reclamação ajuizada pelo jornalista Antonio Muniz — condenado pela Justiça do Acre por publicar artigo difamatório contra o senador Tião Viana. A denúncia baseou-se na Lei de Imprensa, mas o ministro sustentou a condenação com base no Código Penal.

A defesa do jornalista tentou reverter a decisão afirmando que a denúncia feita em 1999 contra o jornalista foi baseada na extinta Lei de Imprensa. Segundo o decano, quando o Supremo julgou inconstitucional a Lei de Imprensa, o voto do ministro Ayres Britto, ao julgar a ADPF 130 reforçou que, em substituição à lei revogada, aplicam-se os Códigos Civil, Penal, o Código de Processo Civil e o Código de Processo Penal.

O ministro Celso de Mello reafirmou a interpretação em um segundo caso, a Reclamação 6.883-SP. O mesmo foi feito pelo ministro Joaquim Barbosa (Reclamação 7.518-SC), pela ministra Carmen Lúcia (Reclamação 7.376-MG) e pelos ministros Eros Grau (Reclamação 7.379-BA) e Ricardo Lewandowski (Reclamação 7.513-DF). Vale dizer: a revogação da Lei de Imprensa foi feita sem causar prejuízo da ação penal.

No caso examinado pelo ministro Celso de Mello, entendeu-se que a juíza Maha Kouzi Manasfi, da Central de Execução de Penas Alternativas (Cepal) agiu corretamente quando condenou o jornalista com base no artigo 138 do Código Penal, por crime de calúnia. A juíza ainda aumentou a pena em um terço, com base no artigo 141, quando o meio de divulgação utilizado na ofensa é o jornal, “que facilita a propagação da conduta difamatória, perfazendo então a pena de doze meses” em regime aberto, mais multa de cinco salários mínimos.

“Cabe assinalar que a ilustre Juíza de Direito da Central de Execução de Penas Alternativas da comarca de Rio Branco, ao examinar o processo de execução da pena imposta ao ora reclamante, aplicou as normas do Código Penal, em plena harmonia com o que se decidiu no julgamento Plenário da ADPF 130/DF”, afirmou o ministro.

No STJ
No Superior Tribunal de Justiça ainda se trabalha com entendimento diferente, decidindo pelo arquivamento das queixas, mas como a palavra final é do STF, a adequação é uma questão de tempo.

Em voto recente, a ministra Laurita Vaz no Superior Tribunal de Justiça decidiu em sentido diverso do Supremo. Em maio, o STJ trancou Ação Penal contra a Folha de S. Paulo porque a queixa-crime foi feita com base na extinta Lei 5.250 de 67.

O jornalista já havia sido condenado por ofender um juiz trabalhista em um artigo publicado em setembro de 2005. Um ano depois, o artigo foi republicado em outro jornal, a Gazeta Bragantina, da cidade de Bragança Paulista, e ele foi novamente processado. Em recurso encaminhado ao STJ, a defesa solicitou o trancamento da ação, pois, como se tratava do mesmo texto, o jornalista não deveria responder duas vezes pelo crime. A defesa argumentou ainda que a publicação foi feita sem autorização prévia do jornalista.

A ministra afirmou que ele deveria responder pelas duas publicações, já que a veiculação ocorreu em jornais distintos, mas ela acabou trancando a ação pelo fato de a queixa-crime ter sido foi fundamentada na Lei de Imprensa, revogada pelo Supremo.

São 10,5 mil as interceptações telefônicas em curso por todo o País, decretadas pela Justiça nos Estados e pela Justiça Federal 3

País tem 10,5 mil escutas em curso, diz CNJ

Número de interceptações é considerado baixo e maioria foi ordenada por magistrados estaduais

Fausto Macedo

 

São 10,5 mil as interceptações telefônicas em curso por todo o País, decretadas pela Justiça nos Estados e pela Justiça Federal. O número é oficial, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Mensalmente o CNJ recebe informações atualizadas dos juízes que acolheram pedidos da polícia ou do Ministério Público e autorizaram as escutas. “É um número relativamente pequeno de interceptações, não é nada para um País de 180 milhões de habitantes”, avalia a juíza auxiliar da Corregedoria do CNJ, Salise Monteiro Sanchotene.

A grande maioria dessas interceptações, mais de 10 mil, foi ordenada por magistrados estaduais. A Polícia Federal, que se reporta à Justiça Federal, realiza monitoramento de comunicações em 391 casos, informou o diretor-geral da corporação, Luiz Fernando Corrêa.

Assim como a juíza Salise, o diretor da PF defende mudanças na lei de interceptações. “Não podemos enfrentar adequadamente a criminalidade organizada com esse estágio atual de tecnologias”, alerta Corrêa. “A privacidade a serviço do crime não interessa para a sociedade.”

O CNJ mantém controle sobre o número de escutas para evitar abusos. O deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), que presidiu a CPI do Grampo, constatou que um único juiz no interior do Rio havia autorizado centenas de escutas em 2008.

Mapeamento. O mapa do CNJ inclui dados dos 27 Tribunais de Justiça e dos cinco Tribunais Regionais Federais, onde atuam 8.557 juízes exclusivamente com competência para ações criminais e 5.709 com atribuição mista – atuam em varas que conduzem processos de natureza penal e cível.

“A maioria das interceptações é relativa a casos de tráfico de entorpecentes e sequestros, São Paulo e Rio sofrem muito com isso”, diz a juíza. “A escuta é muito utilizada para esses tipos de delitos.”

Segundo ela, que também exerce a função de diretora jurídica do Encla (Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos) a interceptação “é usada sem exageros”. “É ferramenta essencial, sem ela não se investiga crime organizado. É empregada com bastante comedimento.”

Os registros do CNJ indicam que o Paraná é o Estado com maior número de interceptações porque tanto a Justiça estadual quanto a federal lidam com repressão ao contrabando, tráfico de drogas e roubo de carros.

Salise defende revisão urgente na lei sobre escutas. “É momento de a sociedade refletir que legislação deseja. O Judiciário é seguidamente acusado de libertar suspeitos. Mas quais as ferramentas os juízes têm para trabalhar no processo criminal?”

Dilma cresceu em todas as regiões do país 11

06h13 – 23/05/2010

Dilma cresceu em todas as regiões do país 

petista é líder isolada no Nordeste, Norte e Centro-Oeste

tucano Serra ganha bem no Sudeste, mas empata no Sul

abaixo, as principais tabelas com estratificações do Datafolha

aqui, todas as pesquisas eleitorais de todos os institutos

A pesquisa de intenção de voto para presidente realizada pelo instituto Datafolha nos dias 20 e 21 de maio revela que Dilma Rousseff (PT) melhorou sua pontuação em todas as regiões do país. A petista na soma geral está agora empatada com José Serra (PSDB), ambos de 37%.

Mas essa pontuação de ambos varia de acordo com a região pesquisada. A edição da “Folha de S.Paulo” de hoje (23.mai.2010) traz a reportagem completa e dados sobre a estratificação da pesquisa Datafolha (aqui, para assinantes da “Folha” e do UOL). O blog preparou algumas tabelas mostrando detalhes do levantamento. A seguir, a tabela com os dados de intenção de voto por região do país:

Como se observa, Dilma cresceu de 7 a 9 pontos em todas as regiões. Já Serra caiu de 4 a 10 pontos. O principal reduto do tucano continua sendo o Sudeste. A petista se segura no Nordeste, exatamente a região na qual o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a melhor avaliação (85%).

O Datafolha fez um cruzamento das intenções votos e da opinião dos eleitores sobre a popularidade de Lula. Eis a tabela:

Até abril, Dilma e Serra estavam empatados tecnicamente entre os eleitores que consideram o governo Lula “bom” ou “ótimo”. Agora, a petista se isolou à frente com 45% entre os que aprovam a administração lulista. O curioso é Serra ter 32% nesse universo de eleitores pró-Lula (ele perdeu 4 pontos desde a última pesquisa).

Serra ainda é, de longe, o candidato a presidente mais bem conhecido pelos eleitores. É claro que a esta altura, faltando pouco mais de 4 meses para a eleição do dia 3 de outubro, quase todos os eleitores já ouviram falar um pouco dos principais concorrentes. Mas quando se pergunta se o eleitor realmente conhece os políticos na disputa, a coisa muda de figura. Eis a tabela:

Embora 98% digam conhecer Serra e 90% afirmem conhecer Dilma, é necessário levar em conta que 34% declaram conhecer o tucano “muito bem”. E só 15% dizem o mesmo sobre a petista. Essa diferença do grau de conhecimento tende a se igualar quando começar a propaganda em rádio e TV. Aí será possível aferir com mais precisão a intenção de voto.

A seguir, as tabelas com as estratificações sobre sexo (Dilma melhorou entre as mulheres, mas ainda perde para Serra); faixa etária (o melhor desempenho da petista é entre os de 25 a 34 anos; já Serra está melhor entre os de 16 a 24 anos); escolaridade; renda e tamanho do município (empate técnico em todas as faixas).

Quer seguir o blog no Twitter? Aqui.

Por Fernando Rodrigues 

GILMAR MENDES: “Não aposto muito em reforma constitucional para nova organização das polícias…Mas acredito que seja preciso definir que cabe à União dar os lineamentos de uma política de segurança pública” 12

REVISTA ÉPOCA | DEBATE
JUDICIÁRIO | STF – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL                                                        Sáb, 22 de Maio de 2010.

ÉPOCA Debate: Precisa-se de um estadista

A complexidade do tema segurança pode ser medida pelo contraste entre os números citados pelos três convidados do primeiro ÉPOCA Debate 2010 e a realidade das cadeias. Num país onde uma das maiores dificuldades é investigar e esclarecer crimes, as prisões continuam lotadas, com 130 mil pessoas a mais que a capacidade máxima.

 

O ÉPOCA Debate é uma série de discussões promovida por ÉPOCA que pretende abordar alguns dos temas mais urgentes da agenda nacional. O vídeo com a íntegra da discussão sobre segurança está disponível em epoca.com.br/eleicao2010. Até outubro serão feitos outros quatro debates desse tipo, todos abertos à participação de leitores. Os próximos temas são saúde, política externa, educação e o papel do Estado.

 

O debate da semana passada contou com a participação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, do antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, e do diretor do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne. Soares afirmou que só 1,5% dos homicídios no Rio de Janeiro é esclarecido. Mendes mostrou que em outras regiões a situação é pior. “Em Alagoas, constatamos que havia 4 mil homicídios registrados sem inquérito aberto”, disse. Depois de reclamar da enorme quantidade de projetos no Congresso que só tratam do aumento da punição para os que já estão presos, Mizne afirmou que a prioridade deveria ser dada aos que nunca são capturados. “Mais de 90% das prisões são flagrantes. Mostra que a investigação gera pouco resultado.”

 

Os três chegaram a uma conclusão comum: o governo federal precisa assumir mais responsabilidades nessa área. “Tem de coordenar, assumir a liderança”, disse Mizne. “Segurança é questão de Estado”, afirmou Soares. “Concordo que há necessidade de uma diretriz nacional para o tema”, disse o ministro Gilmar Mendes.

 

“Não aposto muito em reforma constitucional (para nova organização das polícias). Há espaço no texto constitucional para discutir isso (…) Mas acredito que seja preciso definir que cabe à União dar os lineamentos de uma política de segurança pública. Algumas palavras no texto constitucional dariam esse conforto institucional e espiritual”

“No Brasil nós temos de 470 mil a 480 mil presos, dos quais 44% são presos provisórios. São presos em flagrante, muitas vezes surpreendidos pelas ações policiais. Eles são então submetidos à Justiça. O juiz muitas vezes referenda o flagrante ou relaxa a prisão. Verificamos (por meio do mutirão carcerário, liderado pelo Conselho Nacional de Justiça) que havia presos provisórios de quatro anos, de cinco anos, de oito anos. Encontramos um no Ceará que havia 14 anos era preso provisório. Isso mostra que havia uma grave falha na Justiça criminal”

GILMAR MENDES, ministro do STF

 

“Precisamos de uma agenda de segurança para o próximo governo. A União precisa assumir isso. Tivemos avanços nos últimos anos, mas ainda temos um índice alarmante: mais de 45 mil pessoas assassinadas por ano no país, 35 mil por arma de fogo. A centralização desse debate está nos Estados, onde a capacidade de investimento é baixa”

“A irracionalidade pauta muitas de nossas políticas. Há impunidade, claro, mas porque 98% dos homicídios não são esclarecidos. A discussão está no lugar errado. Só um pedacinho das pessoas que cometem crime é preso. Mais de 90% das prisões são flagrantes. Mostra que a investigação gera pouco resultado. Só é preso quem deu azar de cruzar com o policial quando estava cometendo o crime. Mas toda discussão sobre impunidade está em ampliar a punição desses poucos. Há 200 projetos no Congresso sobre pena maior, fim da progressão etc. A questão é o baixo índice de esclarecimento”

DENIS MIZNE, diretor do Instituto Sou da Paz

 

“O ciclo eleitoral é incompatível com o tempo de maturação de políticas públicas mais profundas. E o cálculo de todo gestor público que depende de mandato é o cálculo de quando ele vai colher os benefícios políticos do investimento. Na segurança, os resultados demoram para aparecer. Então isso é contra o cálculo da conveniência política”

“A questão policial é fulcral. E os candidatos ainda não se pronunciaram sobre isso. Nós herdamos da ditadura um modelo de polícia que é a nossa jabuticaba institucional. Temos de tratar delas. Ou elas serão instituições de aprofundamento da democracia, de garantia de direitos, ou o contrário disso. E o que acontece hoje? Rio de Janeiro: 7.854 mortos por ações policiais de 2003 a 2009. Campeão mundial disso. São números eloquentes: 65% são execuções extrajudiciais. Quem são as vítimas? Jovens e negros. Nos EUA, com 300 milhões de habitantes, são 300 a 350 mortos por ano em ações policiais”

LUIZ EDUARDO SOARES, antropólogo

CORREGEDORIA DA PM: EXECUTARAM ATÉ OS NÚMEROS…DEVE SER MAIS DE 8.000 CRIMES SÓ NA CAPITAL 14

22/05/2010 19h08 – Atualizado em 22/05/2010 20h47

Após troca de corregedor, PM de SP anuncia outras 10 mudanças

São 11 comandantes substituídos no estado.
Novo corregedor terá como tarefa investigar mais de 80 crimes de PMs.

Do G1 SP

Após a substituição na Corregedoria, a Polícia Militar anunciou neste sábado (22) a substituição de outros dez comandantes do alto escalão.

A determinação do comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo, é que as trocas sejam feitas na segunda-feira. Os coronéis receberam orientações.

As mudanças chegaram à Policia Rodoviária e a mais dez batalhões da PM no estado. Sete ficam na Grande São Paulo. Na capital, novos comandantes vão assumir o policiamento do Centro, da Zona Norte e da Zona Oeste. O comando de policiamento metropolitano e os batalhões de Guarulhos e de Osasco também recebem novos chefes.

Ainda não houve mudanças nos setores de elite da PM, como a Rota e os batalhões de choque.
As mudanças começaram pela Corregedoria. O comandante da PM disse que quer mais agilidade na investigação e na punição de maus policiais. Só na Grande São Paulo, são investigados atualmente mais de 80 crimes em que PMs são suspeitos.

Desde abril, pelo menos 18 policiais militares foram presos. Destes, 12 são suspeitos de torturar e matar o motoboy Eduardo dos Santos, de 30 anos, dentro de um quartel. Outros quatro podem estar envolvidos na morte do entregador de pizza Alexandre Menezes dos Santos, de 25 anos, espancado até a morte em frente de casa. Há dois dias, mais dois PMs foram presos por suspeita de sequestrar e assaltar a mesma vítima.

O coronel Admir Gervásio Moreira, que assume a Corregedoria, recebeu a missão de acelerar a investigação de crimes. “A instituição não compactua com nada de errado, principalmente quando falta respeito ao cidadão”, diz o comandante Camilo.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/05/apos-troca-de-corregedor-pm-de-sp-anuncia-outras-10-mudancas.html

SÓ PRÁ CLAREAR OS FATOS: NÃO HÁ RACISMO NA POLÍCIA 23

Sábado, 22 de maio de 2010 – 12h29      

Comandante da PM anuncia mudanças na Corregedoria de SP

Da Redação, com Rádio Bandeirantes

cidades@eband.com.br

Após afastamento do corregedor da PM, Davi Nelson Rosolen, o coronel Admir Gervásio Moreira foi nomeado pelo do comandante geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, a assumir o cargo a partir desta segunda-feira. Rosolen é o terceiro oficial afastado da instituição após uma série de suspeitas de envolvimento de policiais em atividades criminosas como grupos de extermínio e abuso de poder.

Por meio de nota, a secretaria de segurança pública do Estado afirmou que a substituição acontece para dar novo direcionamento à Corregedoria. Para o novo corregedor “caso de polícia não se deixa pra amanhã”, disse à Rádio Bandeirantes.

O Secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, admite que a troca tem objetivo de dar mais rapidez para as investigações de irregularidades na PM paulista.

Formado em Direito e em Química, o coronel Gervásio construiu boa parte da carreira militar na Corregedoria, órgão ao qual retornará depois de passar por três importantes comandos: o da Zona Norte da capital, o da Grande São Paulo e a 3ª Seção do Estado Maior, responsável pelo planejamento operacional da PM.

Redação: Marielly Campos

DESEMBARGADOR CORREGEDOR ACUSADO DE TENTAR IDENTIFICAR DESEMBARGADORES “CAGUETAS” EMPREGANDO FALSO E-MAIL DE JORNALISTA…ESTAMOS PERDIDOS! Resposta

Desembargador é acusado de enviar e-mail falso

A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que um técnico de informática de uma empresa que presta serviço para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, confessou em depoimento à Polícia Civil, ser o autor de e-mails falsos enviados para os desembargadores da corte e afirmou que o fez a pedido do corregedor do TJ, desembargador Roberto Wider. O desembargador nega as acusações. As informações são do jornal O Globo.

A mensagem foi enviada ao correio eletrônico dos 180 desembargadores como se o autor do e-mail fosse o repórter especial do jornal O Globo, Chico Otávio. O pedido era para que os desembargadores, cobertos pelo sigilo da fonte, revelassem escândalos no Tribunal. O caso envolveu até mesmo o presidente da Corte fluminense, já que o pedido de informações no e-mail falso era em relação ao desembargador Luiz Zveiter.

Wider está afastado desde o final de janeiro deste ano por decisão do Conselho Nacional de Justiça. Em reportagens assinadas pelo jornalista de O Globo, Wider foi acusado de envolvimento em um esquema de venda de sentenças.

O jornal informou sobre uma inspeção do CNJ no 15º Ofício de Notas do Rio, com o objetivo de investigar o motivo da correição iniciada no cartório pelo corregedor do TJ fluminense. Segundo a reportagem, Wider só instaurou o procedimento contra o tabelionato depois que o cartório suspendeu o pagamento de 14% do seu faturamento bruto ao escritório do empresário e estudante de Direito Eduardo Raschkovsky, amigo de Wider.

Segundo as acusações, o empresário oferecia facilidades a políticos e tabeliães, usando como trunfo sua intimidade com juízes e desembargadores, como o corregedor do TJ fluminense, que também já exerceu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro antes de 2008. Wider foi o presidente de TRE que liderou entendimentos para impedir a candidatura dos chamados fichas sujas. Segundo o jornal, Raschkovsky pedia até R$ 10 milhões para blindar candidatos sob risco de impugnação.

Na época, o desembargador, embora confirmasse a amizade, negou qualquer negócio com o empresário. Ele decidiu se afastar da corregedoria e disse que seu afastamento era para permitir uma inspeção completa pelo TJ fluminense.

Fonte revelada
Os e-mails falsos preocuparam o jornalista. De acordo com o site Comunique-se, Chico Otávio teme que a fraude revele a identidade de suas fontes. “Além de tentar me desacreditar, o pior é que isso abre um precedente perigoso. Se ele enviou o e-mail em meu nome pedindo informações sobre o Zveiter, e alguém respondeu, ele vai saber quem são minhas fontes. Pior que o descrédito é ter uma ferramenta que dê acesso às minhas fontes”, declarou.

O jornalista disse, ainda, que por apresentar denúncias em suas reportagens, já espera retaliação, normalmente, pela via jurídica. “Sempre espero algum tipo de retaliação, sempre vem pela via jurídica. Por isso guardo materiais, documentos e entrego ao departamento jurídico do jornal, mas por essa eu não esperava”, afirmou.

”Ninjas” e coronel derrubam corregedor da PM 9

”Ninjas” e coronel derrubam corregedor da PM

Apurações lentas sobre grupo de extermínio na Baixada Santista e morte de comandante da zona norte de SP desgastaram Davi Nelson Rosolen

22 de maio de 2010 | 0h 00

Desgastado pela falta de resultados na investigação da atuação de um grupo de extermínio na Baixada Santista, o corregedor da PM, Davi Nelson Rosolen, foi afastado ontem do cargo. Ele não resistiu a mais um episódio envolvendo seu comando: o impasse em torno do Inquérito Policial Militar (IPM) da morte do coronel José Hermínio Rodrigues.

Rosolen será substituído pelo coronel Admir Gervásio Moreira (veja ao lado). O corregedor é o terceiro oficial afastado desde o começo da crise deflagrada pelo envolvimento de policiais em casos de violência – no dia 10, um tenente-coronel e um capitão perderam os cargos após quatro subordinados matarem o motoboy Alexandre dos Santos.

Além de Rosolen, outros oficiais devem deixar a Corregedoria. Entre eles está seu braço direito e colega de turma da Academia do Barro Branco, o tenente-coronel Mauro Passetti. Este teria se negado a assumir o IPM do caso Hermínio. O coronel foi morto em 2008 por PMs do grupo de extermínio Matadores do 18, quando comandava o patrulhamento da zona norte. Até agora o IPM não foi concluído.

E isso apesar do surgimento de provas sobre a ligação de policiais – incluindo um oficial – com a máfia dos caça-níqueis, bicheiros e escolas de samba. Passetti devia assumir o IPM com a missão de concluí-lo. Rosolen tentou defender o amigo, mas só provocou a própria queda.

Rosolen já estava desgastado por causa da falta de resultados práticos na investigação sobre as 22 mortes ocorridas entre 18 e 26 de abril na Baixada Santista. A Corregedoria não teria se empenhado na investigação dos crimes. Indícios revelados pelo Jornal da Tarde mostram que eles seriam obra de um grupo chamado Ninjas da PM.

Os policiais teriam jurado matar 50 pessoas para vingar a morte, em 18 de abril, do policial da Força Tática Paulo Rafael Pires. Descontente com a apuração do caso, o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, foi a Santos, reuniu no dia 13 de maio todos os coronéis da Baixada e exigiu a prisão dos culpados.

A queda do corregedor ocorre ainda em meio ao clima de crise causado pela sequência desastrosa de casos de violência policial, como as mortes dos motoboys Eduardo Pinheiro dos Santos, ocorrida na zona norte, e de Menezes dos Santos, na zona sul. Ao todo, 16 PMs foram presos nesses casos. Ontem, foi decretada pela Justiça a prisão do soldado Valdez Gonçalves dos Santos, acusado de assassinar um camelô na zona leste e suspeito de outros homicídios na região.

Mudanças. A saída de Rosolen obrigou o Comando Geral a rearranjar o preenchimento de cargos que ficariam vagos por causa da aposentadoria de quatro coronéis. O chefe da zona norte de São Paulo, coronel Airton Alves da Silva, que devia assumir a Diretoria de Pessoal, vai para a Academia do Barro Branco. Ele substituirá o coronel Wagner Cesar Gomes Tavares Pinto, que assumirá o CPM no lugar do coronel Gervásio, o novo corregedor.

Além da zona norte, o policiamento da região central de São Paulo terá novo comandante. Trata-se do tenente-coronel Renato Cerqueira, que será promovido a coronel.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100522/not_imp554963,0.php

O disparo foi acidental efetuado por uma carcereira no momento em que limpava uma arma; não atingindo órgão vital…AGRADEÇO A DEUS E TODOS OS POLICIAIS EMPENHADOS NO SOCORRO 16

2010/05/22 at 12:26 – LUÍS CARLOS

Sou Delegado de Polícia casado com a Dra. Joceleide Caetano de Souza, Titular da 8 D.D.M. O disparo foi acidental efetuado por uma carcereira no momento em que limpava uma arma .40. O projétil atravessou duas divisórias e a cadeira da minha esposa, tendo atingido o abdome com saída nas costas. O socorro foi rápido, tendo a minha esposa sido transferido pelo Pelicano até o Hospital São Luiz no Tatuapé. A mesma já teve alta, não tendo o disparo atingido nenhum órgão vital. Agradeço a Deus e todos os policiais empenhados no socorro.

Luís Carlos e família

PMs presos por morte, roubo e sequestro:a assessoria da pasta negou que o sigilo sobre o caso tenha sido determinado pelo secretário Antônio Ferreira Pinto 18

2010/05/21 at 20:47 – REPÓRTER AÇO

Aí, Cesare.

Fonte: Agora São Paulo

21/05/2010
‘Não podemos divulgar’

Luis Kawaguti
do Agora

O capitão Eduardo Henrique Briciug Martines, da Corregedoria da PM, disse que os nomes dos PMs não foram divulgados para não prejudicar a investigação.

PMs são presos por morte, roubo e sequestro
“Os nomes, a gente não tem autorização da assessoria para divulgar”, disse. Ele não especificou se estava se referindo à assessoria da PM ou do gabinete do secretário Antônio Ferreira Pinto –a assessoria da pasta negou que o sigilo sobre o caso tenha sido determinado por ele. “A decisão de divulgar os nomes é de quem investiga”, afirmou. A reportagem não teve acesso aos advogados dos policiais.

POLICIAL MILITAR CHEFE DE GRUPO DE EXTERMÍNIO É PRESO PELA POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO 17

2010/05/21 at 21:04 – INVESTIGADORA

21/05/2010 – 14h15
PM suspeito de chefiar grupo de extermínio é preso em SP

ANDRÉ CARAMANTE
da Reportagem Local

Investigado pelo DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil, sob a suspeita de ser um dos chefes de um grupo de extermínio responsável por ao menos 11 mortes na zona leste de São Paulo nos últimos meses, o policial militar Valdez Gonçalves dos Santos, 36, foi preso nesta sexta-feira por ordem do Tribunal de Justiça.

O policial militar é do 21º Batalhão e chegou na tarde desta sexta à sede do DHHP, na rua Brigadeiro Tobias, centro da cidade. Além dele, outros cinco PMs do mesmo batalhão são investigados por suspeita de participação nas mortes.

A ordem de prisão temporária (por 30 dias) é do juiz Daniel Ovalle da Silva Souza, do 1º Tribunal do Júri da Capital.

Para os investigadores do DHPP, os PMs se uniram para fazer uma “limpeza” nos bairros –o alvo do grupo seriam os usuários de drogas. A hipótese é que as mortes tenham sido cometidas para que o grupo assuma o comando dos pontos de venda de drogas da região.

Entre os assassinatos investigados pelo DHPP está a morte do ex-motoboy Roberto Marcel Ramiro dos Santos. Trabalhando atualmente como camelô após sofrer um acidente de moto, Santos foi morto com mais de dez tiros às 4h35 do dia 8, quando completava 22 anos. Dezenove dias antes de ser assassinado, Santos e sua mãe, Janete Cristina Rodrigues, 49, foram ameaçados de morte pelo PM Valdez.

A reportagem não localizou até agora o advogado do PM. Há uma semana, a reportagem pede esclarecimentos ao Comando Geral da PM sobre a investigação da participação do PM Santos no grupo de extermínio, mas nenhuma resposta foi dada.

O CHEFE DA ASSESSORIA DE ASSUNTOS INTERNACIONAIS JOSÉ MONSERRAT FILHO É BACHAREL EM DIREITO E PUBLICITÁRIO…NÃO É CIENTISTA ( não cofunda causa com correlação ), VAI DAÍ QUE DELE NÃO SE PODERIA ESPERAR MELHOR “EXPERIMENTO” 5

Ralph J. Hofmann: A Qualificação Racial

Publicado por Adriana Vandoni em 6/05/2010 às 17:22 hs. Acompanhe as respostas pelo  RSS 2.0.

Consta que o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia solicitou à Universidade de São Paulo que indique pesquisadores e cientistas de origem árabe “tendo em vista o desenvolvimento de programas e projetos de cooperação em Ciência e Tecnologia entre nosso País e os Países árabes”.

Isto foi feito tão discretamente, que se não fosse uma crônica do Carlos Brickmann eu não teria percebido.

Fica valendo. O PT cada vez mais se assemelha ao Nazionalsozialistischerarbeitarpartei (Nazi) da Alemanha. É Nazionalarbeiterpartei (esta sopa de letrinhas significa Partido dos Trabalhadores).

Será que o Gauleiter (líder de Gau, um comandante designado pelos Nazis para liderar uma atividade ou região geográfica que poderia ser um país inteiro como a Tchecoeslováquia (hoje Rep. Tcheca e Rep. Eslovaca) vai criar condições para estes cientistas?). O fato de ser árabe vai ser suficiente?  Quanto porcento do cientista precisa ser árabe.  Uma avó italiana e outra avo de origem japonesa serão aceitáveis?

Como é que fica a prática religiosa?  Zen-budistas, católicos, luteranos serão aceitáveis? Coptas, marronitas, ortodoxos de origem libanesa, turca e síria valem?

E o idioma?  Como é que fica a questão do idioma? Só árabe resolve?  Mas se o programa for com o Irã?  Como fica quem não fala árabe. As comunicações serão no idioma proscrito pelo Itamaraty (desculpe Senhor chanceler cineasta, mas tenho de citar o nome do idioma mas vou soletrar para não ofender: i – n – g – l – ê – s )?

O Ministério de Ciência e Tecnologia vai ministrar aulas sobre o Alcorão?  Vai dar a cada pesquisador um tapetinho para orações para que seis vezes por dia possa se prostrar em direção a Meca, talvez  rezando para que a experiência em curso não passe do ponto por ter sido abandonada na bancada de testes?

Descendentes de árabes, fluentes em árabe, farsi e mais um ou dois dialetos da região que forem casados com judias ou tiverem problemas de consciência para realizar rezas islâmicas por ter outra filiação serão sumariamente postos de lado no que concerne programas de pesquisa?  Ou mesmo serão internados incomunicáveis para não revelar ao ocidente os segredos dos programas árabe-brasileiros?

Como vemos, o programa foi lançado sem especificação de parâmetros. Ora, em qualquer programa de ciências, a especificação de parâmetros é essencial para que se realize qualquer programa científico.  Portanto sugerimos que o MCT talvez deveria ter evitado instruções oriundas dos nossos mais famosos paspalhões, o Chanceler Toupeira, o Fradinho Top-top e o Monoglota Pinheiro (que está prestes a ser rebaixado para outra árvore, o Eucalipto).

Não me estenderei mais sobre o assunto. Abaixo incluo a íntegra do artigo do Brickman, porém mas mais uma vez o Brasil desponta como o país do carnaval e do futebol. Viva Momo!  Viva Pelé!   Viva Lula!

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Racismo público, mas sem noticiário – Carlos Brickmann (*)

Um espantoso pedido foi feito pelo chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do Ministério da Ciência e Tecnologia à Universidade de São Paulo: que indique pesquisadores e cientistas de origem árabe “tendo em vista o desenvolvimento de programas e projetos de cooperação em Ciência e Tecnologia entre nosso País e os Países árabes”. Segundo Brickman: “o absurdo passou em branco pela imprensa (se houve notícia, este colunista não chegou a encontrá-la, o que mostra como tudo foi feito discretamente, sem repórteres por perto).”

Não basta ser brasileiro: agora é preciso verificar, como na Alemanha de 70 anos atrás, quem são os pais, avós e bisavós de nossos cientistas, para que possam participar de projetos de cooperação. O professor César Lattes, orgulho da Física brasileira, não estaria enquadrado na restrição étnica do Ministério da Ciência e Tecnologia; nem o professor Isaías Raw, que comanda com brilho o Instituto Butantan; nem o médico José Gomes Temporão, nosso ministro da Saúde. Nem, saliente-se, o engenheiro eletrônico Sérgio Machado Rezende, mestre e doutor pelo Massachusetts Institute of Technology e ministro da Ciência e Tecnologia, exatamente da pasta onde foi cometida essa tremenda escorregada.

Nos Estados Unidos, um descendente de alemães, Eisenhower, comandou tropas americanas, inglesas, canadenses e francesas no combate ao Exército nazista. Não se procurou um general “com ascendência anglo-saxã”. Havia alemães, italianos, americanos das mais variadas origens, no Projeto Manhattan, que criou a bomba atômica. Um judeu russo, Irving Berlin, compôs a mais conhecida das músicas americanas de Natal, White Christmas, e o hino nacional extraoficial dos Estados Unidos, “God Bless America”. Os reis da Inglaterra têm origem alemã; a rainha da Suécia é filha de brasileira. O presidente dos Estados Unidos é filho de queniano. Mas cientista brasileiro, para participar de um projeto de cooperação com países árabes, tem de ter ascendência árabe. E nossa imprensa, para se manifestar, precisa ser provocada por algum evento especial?

Há no Brasil notáveis cientistas e professores de origem árabe, que sem dúvida estão entre os melhores do país. Mas não é sua origem que deve determinar as atividades que vai desempenhar: é sua competência, sua capacidade, seu reconhecimento. A exigência do Ministério da Ciência e Tecnologia é tão estrambólica que a USP se esquivou delicadamente de cooperar. Divulgou a mensagem do Ministério da Ciência e Tecnologia, colocou-se como mera repassadora da estranha solicitação e informou aos professores interessados que poderiam dirigir-se diretamente ao chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCT, pelo e-mail (como os endereços e telefones são públicos, este colunista toma a liberdade de divulgá-los) secassin@mct.gov.br ou pelos telefones (61) 3317-7777 e (61) 3317-7733. Ah, sim, não percam tempo desmentindo: esta coluna tem a documentação toda.

Alô, ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi! É lícito discriminar entre brasileiros, ainda mais com base em seus antepassados? A igualdade, com a liberdade e a fraternidade, não faz parte dos Direitos Humanos? Alô, ministro da Igualdade Racial, Édson Santos: vai ficar por isso mesmo? Que igualdade racial é essa, que vai buscar a ascendência dos brasileiros para aproveitar ou não seu talento e sua capacidade de trabalho?

E, principalmente, alô, jornais, revistas, rádio, TV, Internet, blogs, imprensa em geral: que tal cuidar desse assunto grave em vez de limitar-se a fofoquinhas eleitorais? Quedar-se em silêncio diante da discriminação é inaceitável.

(*) Carlos Brickmann, colunista do Observatório da Imprensa, do Diário do Grande ABC, antigo editor-chefe da Folha de São Paulo, é dono de invejável currículo no jornalismo brasileiro

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Acho que  nalgum dia ; ou  nalgum livro devo ter ouvido que A CIÊNCIA NÃO POSSUI LÍNGUA OU NAÇÃO; que cientistas não dividem a família humana em pequenas facções.  

CAMPANHA DA ADPESP DENUNCIA FRAGILIDADE DA SEGURANÇA NO ESTADO DE SÃO PAULO 26

No Estado: Campanha denuncia a fragilidade na segurança
Da Redação/DF
Falta de profissionais, más condições de trabalho, desmotivação e o pior salário do Brasil são alguns dos motes da campanha que estará nas ruas a partir deste 21 de maio. A iniciativa parte da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo – ADPESP que, depois de negociar por mais de dez anos com o Governo, teve praticamente todas as propostas de reforma rechaçadas em 2010.
A crise, portanto, não é nova. Em 2008, após a maior greve da história da Polícia Civil de São Paulo (59 dias), parecia enfim que a situação começaria a tomar novos rumos. Contudo, eles alegam, as promessas de mudanças por parte do Governo, para 2009 e 2010, não foram cumpridas. E, agora, os delegados de polícia se unem para esclarecer à sociedade seus problemas e reverter o quadro.
Os números explorados na campanha evidenciam a situação em que se encontra a segurança pública paulista. Diz a associação da categoria: 31% das cidades do estado não têm delegados; desde 1995, enquanto a população de SP cresceu 21%, o número de policiais civis se mantém o mesmo; são apenas 3 mil delegados para os 42 milhões de habitantes de SP; o estado mais rico da nação é o que pior remunera seus delegados de polícia.
“Chegou a hora de a sociedade paulista tomar ciência do caos pelo qual passa a sua Polícia”, ressalta a presidente da ADPESP, Marilda Pansonato Pinheiro. “Ou nos unimos para reerguê-la, ou veremos a violência e os índices de criminalidade crescerem ainda mais”, completa.

http://www.diariodafranca.com.br/conteudo/noticia.php?noticia=23305&categoria=8