A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais civis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado no fim do mês passado como o corregedor da PMcivis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado no fim do mês passado como o corregedor da PM….( NÃO É MATAR, É FAZER RETORNAR AO BERÇO ) 5

2010/06/05 at 12:27 – REPÓRTER AÇO

Ué, mas ele não foi nomeado para melhorar ?

Fonte: Último Segundo

PM de SP matou mais durante chefia de corregedor

De março de 2009 a abril de 2010, violência policial aumentou 63% em comparação ao mesmo período do ano anterior

AE | 05/06/2010 12:12

A Polícia Militar da Grande São Paulo matou mais civis durante o período em que foi comandada pelo coronel Admir Gervásio Moreira, nomeado no fim do mês passado como o corregedor da PM.

De março de 2009 a abril de 2010, foram registradas 150 mortes, enquanto no mesmo período do ano anterior foram 92 casos. Isso representa um aumento de 63% da violência policial no Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado.

Coronel Gervásio ficou no CPM de 16 de abril de 2009 a maio deste ano. O crescimento de mortes provocadas por PMs contra civis também foi registrado na capital e no interior. Mas em ambas regiões os números são inferiores em relação à área metropolitana.

Na capital, no mesmo período comparado com a Grande São Paulo, o número subiu 38%. No interior, cresceu 50%. Em entrevista três dias após assumir a Corregedoria, o coronel atribuiu o aumento da violência à ousadia dos bandidos. “Hoje, eles estão mais ousados e fortemente armados. Isso fez aumentar o confronto com a polícia. Por isso, houve um crescimento de morte de civis e também de policiais.”

Na comparação entre os dois períodos, o número de policiais mortos em confrontos na Grande São Paulo aumentou de cinco para três. A Polícia Militar afirmou, por meio de nota, que o CPM tem como foco a redução de crimes contra o patrimônio e chega rapidamente às ocorrências registradas pelo 190. “Em decorrência disso, percebe-se um aumento na quantidade de confrontos e um aumento no número de armas utilizadas pelos marginais.”

A PM informou também que no primeiro trimestre de 2010, ainda sob o comando do coronel Gervásio, houve uma expressiva redução de indicadores em crimes contra o patrimônio, por exemplo, queda de 11,5% de roubos e 7,9% de furtos.

CARO “POL”, O DELEGADO DO DEIC INVADIU A FUNÇÃO PRIVATIVA DA CORREGEDORIA GERAL; SOB ORDENS DA SECRETARIA DE SEGURANÇA…A PRIMEIRA SUPRESSÃO DO FLIT PARALISANTE CONSTAVA COMO VÍTIMA JOSÉ SERRA…NO REPIQUE VISANDO A SUPRESSÃO DO WORDPRESS ESCALARAM COMO OFENDIDO O INVESTIGADOR “MÁRCIO CAIPIRA”…POSTERIORMENTE, O ASSALTO AO NOSSO DOMICÍLIO, OFICIALIZADO NA CAPITAL, FOI REQUERIDO POR ADVOGADO DE DELEGADOS…HÁ EVIDENTE VIÉS POLÍTICO SOB DISFARCE DE GARANTIA DO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE HUMANA E DA ORDEM PÚBLICA 3

Estava dando uma olhada na data da instauração do IP em 12/01/2009, cuja portaria inaugural determina a juntada do termo de declarações e representação formulado pela vitima.

O termo de declarações firmado pela vítima é datado de 15/01/2009.

Neste termo de declarações a “vitima” cita o jome do DELEGADO DR ROBERTO CONDE GUERRA.

Somente em 05/10/2009 é que o DELEGADO Presidente do IP representa ao Juiz para encaminhamento dos autos à Corregedoria da PC.

Oras, algumas considerações devem ser feitas quanto esses fatos.

Primeiro. A data da Portaria é de 12/01/09, e ainda não existia o termo de declarações da “vitima”, e fico então perguntando, porque constou para que providenciasse a juntada do termo de declarações, se ele não existia ainda …. As datas não deixam dúvidas … num documento de 12/01/2009 ele cita um documento (termo) que iria somente ser materializado em 15/01/2009 … ou seja, o JUSTO MOTIVO de instauração do IP não existia … houve VÍCIO FORMAL… com certeza ….

Ademais, tem a questão da competência para o apuratório …. desde a data de 15/01/2009 o nome do administrador do BLOG FLIT, o DELEGADO DR. ROBERTO C GUERRA já era noticiado nas declarações da “vitima” e portãnto, o DELEGADO PRESIDENTE do IP deveria de ofício encaminhar os autos à CORREGEDORIA, ou quiça, representar ao JUIZO para encaminhamento àquela CASA CENSORA …. outra irregularidade … o DELEGADO DA 4A DIG ficou com ops autos sob sua presidência desde Janeiro de 2009 até Outubro de 2009, e durante esse período já se SABIA QUE O Dr. ROBERTO C GUERRA era o ADMINSTRADOR do BLOG FLIT PARALISANTE…outra irregularidade …desta vez…até funcional … pois não se cumpriu as normas existentes …..

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Observando-se que o investigador MÁRCIO CAIPIRA, pretensamente ofendido pelo Senhor Roberto Conde Guerra,   não compareceu ao DEIC, foi encontrado e ouvido na sede da Secretaria da Segurança Pública.

Eles deveriam explicar convincentemente as razões para tanta celeridade e diligência, pois o flitparalisante.blogspot foi removido do Google no dia 30 de outubro de 2008; o flit-paralisante.blogspot no dia 10 de janeiro de 2009. Percebendo, desde logo,  que passariamos a empregar o flitparalisante.wordpress,   no dia 12 de janeiro já  fabricavam mais um  inquérito no DEIC, contendo a “magnífica” representação.

Foi muita cara-de-pau, dez meses depois, despacharem o inquérito para a Corregedoria sob o fundamento de naqueles autos verificar-se que o autor dos ilícitos contra policiais civis era o delegado Roberto Conde Guerra.

Cara-de-pau;  para dizer o mínimo! 

PORTEIRO AFIRMA QUE FOI TORTURADO PELO DEIC EM 2007;PASSANDO DOIS ANOS PRESO CONDENADO POR MORTE DE INVESTIGADOR DURANTE ROUBO A CASSINO CLANDESTINO…SUSPEITA-SE DE O ÚNICO TESTEMUNHO EM DESFAVOR DO PORTEIRO TER SIDO FORJADO PARA ACOBERTAMENTO DE POLICIAIS 2

Do Jornal da Band

cidades@eband.com.br

Um porteiro passou dois anos preso em São Paulo por causa de um crime que não cometeu.

Mesmo sem provas, ele foi condenado a 13 anos pela morte de um investigador de polícia.

O porteiro, de nome Francisco, trabalhava com carteira assinada há quase vinte anos, possuía endereço fixo e não tinha antecedentes criminais. Ele afirma que foi envolvido em uma trama para ocultar o verdadeiro assassino de um policial civil.

Em setembro de 2007, ele teve a casa invadida por policiais que o prenderam. O porteiro foi levado para este Departamento Especializado da Polícia, mesmo com o depoimento de pessoas que diziam que ele estava em casa, no dia do crime, a 20 km do local.

Apenas uma testemunha reconheceu Francisco como integrante da quadrilha que matou um policial civil durante um assalto a este cassino clandestino. O investigador trabalhava como segurança do local que foi interditado.

Após cumprir dois anos da pena, o porteiro foi inocentado pelo Tribunal de Justiça, com fundamento no artigo 386, inciso sétimo, ou seja, por falta de provas. A morte do investigador ainda não foi totalmente esclarecida. Parte dos criminosos ainda está foragida.

 A Corregedoria abriu uma nova apuração.

Existe agora a suspeita do envolvimento de policiais no crime.

http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=311457

PMs armados impedem civis de prender militar 18

2010/06/05 at 10:59   – Mineiro

PMs armados impedem civis de prender militar
Luis Kawaguti
do Agora

Trinta policiais militares armados ameaçaram duas equipes da Polícia Civil que tentavam levar, para uma delegacia, um PM suspeito de acabar de assassinar um cliente de um bar no Mandaqui (zona norte de SP), na madrugada de anteontem.

A PM afirmou que não houve ameaça, mas que a Polícia Civil tentou assumir uma ocorrência que não competia a ela.

O assassinato ocorreu em um bar de classe média no número 4.843 da avenida Engenheiro Caetano Álvares. O PM Estevam Teline da Silva, 27 anos, pegou um copo de cerveja da mesa do supervisor Carlos Pardini, 39 anos. O homem reclamou e foi atingido pelo policial com dois tiros, no peito e na cabeça, segundo documento da Polícia Civil obtido pelo Agora.

Silva fugiu e começou a ser perseguido por uma equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) e uma do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos). Ele se refugiou em uma base móvel da PM e foi colocado pelos colegas em um carro de polícia.

http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u745932.shtml

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Acontecimentos como esse são um vexame para as Polícias Civis de todo o Brasil. ( Mineiro )

Defensores públicos vão propor que autores de crimes menores, como furto, sigam para regime aberto se não houver vagas no semiaberto 4

SISTEMA PRISIONAL

E se o Estado soltar ladrões?

Defensores públicos vão propor que autores de crimes menores, como furto, sigam para regime aberto se não houver vagas no semiaberto

Diego Abreu – CORREIO BRASILIENSE

 

O inchaço do sistema prisional brasileiro — a opinião é unânime entre autoridades e especialistas — em nada colabora para a recuperação dos detentos. A situação se agrava com a falta de espaço físico para abrigar os condenados a cumprir pena em regime semi-aberto, que não raramente acabam em celas comuns com presos de alta periculosidade.

Essa situação uniu defensores públicos e a Pastoral Carcerária Nacional, que lutam pela aprovação de uma súmula que estabeleça que na ausência de vagas no semiaberto os presidiários sejam conduzidos ao regime aberto. A proposta é nitidamente polêmica por uma simples razão: na prática, ladrões serão colocados nas ruas por falta de condições estruturais do Estado.

Se por um lado a medida pode amenizar as penas impostas aos condenados por crimes como furto qualificado e roubo, por outro evitará a injustiça com os detentos que cometem crimes tecnicamente menos ofensivos — dessa forma, eles não seriam colocados em regime fechado com traficantes, sequestradores e assassinos. “O que a gente quer é que o preso cumpra a pena pelo que ele efetivamente cometeu”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), Luciano Borges dos Santos.

A entidade já acionou a Defensoria Pública da União, que deve protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma proposta de súmula vinculante, cuja redação já está pronta. A ideia é baseada em precedentes recentes da própria Suprema Corte, que tem decidido no sentido de conceder o regime aberto nos processos em que o réu comprova a inexistência de vagas no regime semiaberto. Caso a súmula seja aprovada, todos os juízes do país passarão a ter a obrigação de seguir a orientação do STF.

No Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), por exemplo, o entendimento adotado tem sido outro. Por lá, a maioria esmagadora dos juízes, segundo levantamento da Pastoral Carcerária, tem ordenado que os sentenciados ao regime semiaberto aguardem em prisão fechada o surgimento de uma vaga. Para o presidente da Anadef, tal situação só colabora para a deterioração do sistema carcerário.

“O regime fechado é onde lamentavelmente ocorrem os maiores problemas. A pessoa que cometeu um furto, em vez de se recuperar, acaba saindo mais revoltada, com a sua dignidade abalada. Às vezes, o cidadão é preso por furto e sai de lá um assassino”, destacou Luciano Santos. “A falta de vagas é um problema do Estado e não do apenado”, completou.

 

Como é cada um: 

Regime fechado

O condenado cumpre a pena em estabelecimento de segurança máxima ou média (penitenciária) 

Regime semiaberto

O condenado cumpre a pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar, podendo ainda realizar trabalho externo, inclusive na iniciativa privada, admitindo-se também a frequência a cursos de instrução ou profissionalizantes 

Regime aberto

Baseia-se na autodisciplina e no senso de responsabilidade do condenado, porque ele somente ficará recolhido na casa de albergado ou em estabelecimento adequado durante o período noturno e nos dias de folga, devendo trabalhar, frequentar curso ou praticar outra atividade autorizada fora do estabelecimento e sem vigilância.

FOLHA DE SÃO PAULO: Repórter Amaury Ribeiro Jr. e o Delegado Onésimo de Souza que se reuniram com dilmistas são pivôs de intriga do dossiê 11

Jornalista e delegado são pivôs de intriga do dossiê

Repórter Amaury Ribeiro Jr. e Onésimo de Souza se reuniram com dilmistas

Envolvidos na produção do material que ataca aliados e família de Serra negam que seu objetivo fosse eleitoral

DE BRASÍLIA

No final da tarde de 20 de abril passado, uma terça-feira, cinco pessoas se reuniram para uma conversa no tradicional restaurante alemão Fritz, na quadra 404 da Asa Sul, em Brasília.
Comandava a mesa Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação, empresa responsável pela contratação da maioria dos integrantes da assessoria de imprensa da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Também estava lá o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que investigou por anos o processo de privatização brasileiro iniciado nos anos do governo FHC (1995-2002).
Completavam a mesa o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza e dois servidores públicos aposentados da chamada “comunidade de informação”, que trabalham com ele.
O encontro fora marcado por Lanzetta para tentar contratar Onésimo e sua equipe.
A ideia era investigar os funcionários de uma das sedes do comando da campanha dilmista. A demanda incluía averiguar se quem circulava no local mantinha algum tipo de relação com integrantes do PSDB e da campanha tucana a presidente encabeçada por José Serra.
A Folha apurou que Onésimo sugeriu um orçamento de R$ 180 mil para executar o serviço. O valor não foi aprovado pelo QG de Dilma. A conversa resultou inócua, mas o encontro vazou.
Na semana iniciada em 2 de maio, integrantes do PSDB souberam que a campanha de Dilma estaria montando uma equipe de “inteligência” -com o objetivo, deduziram, de espionar Serra.

PONTOS OBSCUROS
Aí aparecem pontos de interrogação na rede de intrigas formada na história do suposto dossiê anti-Serra relatado na mídia há uma semana, a partir de uma reportagem da revista “Veja”.
Há pelo menos dois conjuntos de papéis, um com dados sobre aliados de Serra investigados na CPI do Banestado, e outro, com relato de operações fiscais da filha do presidenciável, Verônica.
Há dois aspectos obscuros principais. Primeiro, a real intenção de Lanzetta ao fazer contato com detetives. Segundo, como a informação sobre o encontro entre Lanzetta e o “grupo de inteligência” foi repassada para a imprensa e chegou aos tucanos.
Um terceiro detalhe também não foi esclarecido: por que Ribeiro estava na conversa do dia 20 de abril?
Ele é amigo de Lanzetta. Havia relatado trechos de suas investigações. Os dados começaram a ser coletados pelo jornalista em sua passagem pelo “Estado de Minas”, principal diário mineiro, próximo politicamente do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG).
Lanzetta e Ribeiro dizem que o conteúdo da apuração seria usado na elaboração de um livro e nunca teriam cogitado fazer um dossiê para ser usado na campanha.
A apuração de Ribeiro começou em 2009, depois que Aécio, então ainda um potencial presidenciável, foi alvo de reportagens críticas.
Repórter investigativo com passagens por Folha, “O Globo” e “Jornal do Brasil”, ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.
O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. “Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009”, diz o diretor de Redação do “Estado de Minas”, Josemar Gimenez.
Depois de deixar o emprego, Ribeiro contou o objeto de suas apurações a Lanzetta. O contratado da campanha de Dilma se interessou pelo assunto. Havia ali um caso potencial para ser usado na disputa presidencial.
Lanzetta e Ribeiro passaram a considerar a produção de um livro. A Lanza chegou a redigir um texto para ser distribuído à imprensa com os principais tópicos do futuro livro -que passou a circular ontem na internet.
Nesse meio tempo, a pré-campanha de Dilma passou a suspeitar de vazamentos de dentro de seus QGs em Brasília. Surgiram reportagens negativas, relatando custos de montagem de estrutura.
O alvo dessas informações era sempre o chamado grupo mineiro, encabeçado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, amigo de Lanzetta e responsável pela montagem da estrutura de comunicação de Dilma.

RACHA PETISTA
Nessa época, no início de maio, houve uma bifurcação dentro do comando dilmista.
O grupo mineiro passou a ser abordado por órgãos da mídia querendo saber se havia produção de dossiês. Na outra ponta, um outro grupo composto por petistas paulistas foi acionado pela cúpula partidária para analisar o que estava sendo feito.
Entre os paulistas estão o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o deputado estadual Rui Falcão. Eles alimentaram na mídia a versão de que houve de fato a tentativa de montar uma equipe de inteligência. Mas venderam também o relato de que abortaram essa estratégia.
A facção mineira sustenta que o material produzido por Ribeiro nunca foi cogitado como um dossiê antitucanos. Também declara não ter estabelecido relação comercial com a campanha de Dilma.
Na reportagem de “Veja” e em conversas reservadas, o comando dilmista comemorou inicialmente ter abortado potencial escândalo semelhante ao do dossiê dos “aloprados” de 2006. Já no fim da semana, agora publicamente, petistas negam qualquer contato com os papéis.

“Isso é factoide para enganar a imprensa”, Serra afirmou que o PT “tem tradição nessa matéria” de criar dossiê 6

Para Serra, ação do PT é ”factoide”

Pré-candidato do PSDB afirma que adversários querem desviar atenção sobre dossiê ao afirmarem que vão interpelá-lo judicialmente

Evandro Fadel e Adelson Barbosa – O Estado de S.Paulo

 

O pré-candidato do PSDB, José Serra, disse ontem em Campina Grande (PB) que o PT tenta criar um “factoide” ao anunciar que vai interpelá-lo judicialmente, em razão das declarações de que a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) tem responsabilidade no suposto dossiê com denúncias contra ele.

“Isso é factoide para enganar a imprensa”, declarou Serra em entrevista à rádio 98 FM. Segundo ele, quem tem que de se explicar é o PT e a ex-ministra. Serra afirmou que o PT “tem tradição nessa matéria” de criar dossiê. “Foi descoberto um esquema de dossiê fajuto e difamante da parte deles”, disse o tucano, para quem não é a primeira vez que o PT cria dossiê contra ele.

“Você lembra que isso ocorreu em 2006 Lembra do dossiê dos aloprados. Era contra mim, que era candidato a governador”, disse Serra, acrescentando que os responsáveis pelo dossiê dos aloprados foram presos. “Eles (os petistas) é que têm de explicar o que está acontecendo e não os outros, são vítimas.”

Serra foi recebido em Campina Grande por três políticos considerados ficha suja: o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), cassado por compra de votos; o ex-governador e pai de Cássio, Ronaldo Cunha Lima (PSDB), acusado de tentar matar o ex-governador Tarcísio Burity em 1993 com três tiros; e o senador Efraim Morais (DEM), acusado de manter servidores fantasmas em seu gabinete. Efraim está sendo investigado pela PF.

Do aeroporto, Serra seguiu para entrevistas a duas emissoras de rádio. Na rádio do Sistema Correio, dançou forró com a jornalista Verônica Guerra, ao som da música “Chiclete com banana”, do paraibano Jackson do Pandeiro. Em tom, de brincadeira, falou de futebol e de música.

Serra voltou a prometer que, se eleito, vai criar uma bolsa complementar ao Bolsa-Família, para incentivar adolescentes matriculados em escolas profissionalizantes. Disse que outra prioridade será o Programa de Saúde na Família. Afirmou que pretende exigir dos laboratórios farmacêuticos parceria que contemple os médicos do Programa de Saúde da Família (PSF) em todo o País.

Curitiba. Em entrevista à Rede Independência de Comunicação, afiliada da Rede Record no Paraná, Serra disse que não adotará estilo agressivo durante a campanha eleitoral e negou que tivesse havido qualquer cobrança ou reunião do partido para pedir-lhe isso. “Eu tenho o meu estilo, sou do jeito que eu sou.”

As críticas mais pesadas ao governo federal vieram quando o ex-governador paulista comentou a carga tributária. “Realmente é um exagero, prejudica a atividade, o emprego, a produção.”

Serra evitou falar muito sobre a política paranaense, onde há indefinição em relação ao posicionamento do senador Osmar Dias (PDT), assediado pelo PSDB, que lhe ofereceu a possibilidade de ser candidato à reeleição ao Senado, e pelo PT.

“Eu tenho visão, conversei, estou por dentro, mas se eu falo alguma coisa dá confusão”, ponderou. “Como se dizia antigamente: sapo de fora não chia.”

Declarando-se amigo de Richa e de Osmar, e de ter boas relações com o ex-governador Roberto Requião (PMDB), salientou esperar uma “boa solução para efeito de pregação nacional”. Ao final, Serra alertou: “Até a semana que vem se resolve tudo isso.”

O ESTADÃO ACUSA “DILMA” DE TER CONTRATADO ARAPONGA DA AREONÁUTICA PARA FORJAR DOSSIÊS CONTRA JOSÉ SERRA 6

Campanha de Dilma trouxe Araponga da Satiagraha para montar dossiês

 

Sucessão.

Conhecido por suas apurações sigilosas, o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo aceitou a missão proposta por petistas e indicou o delegado aposentado Onésimo de Souza para ajudá-lo; o trabalho custaria R$ 200 mil mensais

A articulação para montar uma central de dossiês a serviço da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República contou com a participação de arapongas ligados aos serviços secretos oficiais. Um deles é o sargento da reserva Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, recém-saído do Cisa, o serviço secreto da Aeronáutica.

Conhecido personagem de apurações sigilosas em Brasília, o sargento esteve, por exemplo, ao lado do delegado Protógenes Queiroz nas investigações que deram origem à Operação Satiagraha, que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.

A participação de Idalberto de Araújo remonta às origens do plano de inteligência petista. Em abril, após ter sido procurado por emissários da campanha, o sargento disse que aceitaria o serviço, mas necessitaria de apoio. Deixou claro que, para executar a missão proposta pela campanha, seria preciso chamar mais gente.

O sargento, então, indicou um amigo de longa data, o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza, dono de uma pequena empresa de segurança instalada num conhecido centro comercial de Brasília. As conversas avançaram.

Outros agentes, dentre eles um araponga aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) e um militar que já serviu à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), chegaram a ser contatados para integrar a equipe. O passo seguinte foi chegar a um valor para o serviço.

É onde começa o contato direto entre o agente e um dos principais profissionais da área de comunicação da campanha de Dilma, o jornalista e consultor Luiz Lanzetta. Dono da Lanza Comunicação, empresa contratada pelo PT para fazer a assessoria de imprensa da campanha, Lanzetta marcou um encontro com o sargento e o ex-delegado.

A reunião ocorreu no restaurante Fritz, na Asa Sul de Brasília. A dupla disse a Lanzetta que, pelo serviço, cobraria R$ 200 mil por mês. O delegado justificou o preço com o argumento de que seria preciso montar uma equipe de 12 pessoas para a missão.

Bunker. Lanzetta se encarregou de detalhar o serviço de que precisava. A primeira tarefa seria interna, no bunker que ele próprio montara no Lago Sul. Desconfiado de que seu trabalho estaria sendo sabotado por gente do próprio PT, o consultor queria que os arapongas descobrissem a origem do fogo amigo.

O pacote incluiria ainda investigações que pudessem dar à campanha de Dilma munição para ser usada, em caso de necessidade, contra adversários. O alvo preferencial era o candidato tucano José Serra.

A proposta para contratação dos serviços do araponga e do delegado foi levada, então, para o núcleo central do comitê de Dilma. O assunto chegou a ser discutido com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha. Num primeiro momento, Pimentel avaliou que o preço estava alto demais. Disse que topava pagar, no máximo, R$ 60 mil.

O grupo já estava discutindo estratégias de trabalho – um dos planos era infiltrar um agente no núcleo de inteligência da campanha de José Serra – quando começaram a vazar para a imprensa informações acerca de supostos dossiês produzidos pelo bureau montado por Lanzetta na fortaleza petista do Lago Sul.

Era o que faltava para os ânimos se acirrarem ainda mais no comitê. O imbróglio realçou, no interior da campanha de Dilma, o conflito entre dois grupos: o do mineiro Fernando Pimentel, responsável por levar Lanzetta para o staff de Dilma, e o do ex-ministro Antonio Palocci.

Conspiração.

Nos bastidores, Pimentel, alçado ao comando da campanha por conta de sua velha amizade com Dilma, acusa Palocci e o deputado paulista Rui Falcão, coordenador de comunicação do comitê, de tramarem para derrubá-lo. Aliados de Pimentel afirmam que foi Falcão quem deixou vazar informações sobre o dossiê, para enfraquecer o ex-prefeito na cúpula da campanha.

Ao Estado, Pimentel negou que tenha sido procurado pelo grupo de Lanzetta para tratar de contrato o araponga. “Se houve isso, é iniciativa da empresa do Lanzetta, para resolver algum problema relacionado à empresa dele”, disse. “Nunca tratamos disso na coordenação da campanha.” Pimentel também negou desentendimento com Falcão. “Mnão sei se tem esse negócio de grupos, o que sei é que sou amigo fraterno do Rui há 40 anos.”

Procurado pela reportagem, Idalberto não quis falar sobre o assunto. “Não estou entendendo por que você está me ligando”, disse ele, antes de desligar o telefone. Lanzetta se negou a dar declarações, embora tenha admitido o contato com o araponga e o ex-delegado. Onésimo de Souza não foi localizado até o fechamento desta edição. A assessoria de Dilma limitou-se a reproduzir declaração da pré-candidata petista, segundo a qual não havia ninguém autorizado a negociar dossiês para a campanha.

 

PARA ENTENDER

Um especialista em seguir alvos sem ser notado

No universo dos arapongas de Brasília, o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, é um personagem graduado. Integrante do enredo de vários escândalos políticos, o militar foi retirado das sombras na Operação Satiagraha.

Espécie de braço direito do delegado Protógenes Queiroz, responsável pela Satiagraha, Dadá fez parte do consórcio de arapongas e policiais federais que investigaram o banqueiro Daniel Dantas, em um episódio marcado pela suspeita de uso de escutas clandestinas e perseguições não autorizadas.

Apontado no meio como um especialista em seguir alvos sem ser notado e na produção de grampos, o sargento, hoje com 49 anos, teria sido o principal responsável pela investigação que relacionou o ex-ministro da Defesa Élcio Alvares, primeiro ocupante civil da pasta, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, ao crime organizado no Espírito Santo.

Com trânsito entre agentes dos diversos serviços de inteligência – das Forças Armadas, da Polícia Civil do Distrito Federal, da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) -, o sargento tem seu “passe” valorizado em épocas eleitorais.

DELEGADO QUE HÁ MAIS DE DEZ ANOS É INJUSTAMENTE ACUSADO DE PRATICAR IRREGULARIDES NO DETRAN CONQUISTOU APOSENTADORIA…PARABÉNS! 7

 

mimo aposentadoria

 

STJ: Justiça de SP deve julgar pedido de delegado acusado de integrar Máfia do Detran Por: Superior Tribunal de Justiça
Data de Publicação: 22 de janeiro de 2001

 

 

O vice-presidente do STJ, no exercício da presidência, ministro Nilson Naves, negou seguimento ao mandado de segurança em favor do delegado de polícia Antônio Carlos Bueno Torres. Acusado de envolvimento no escândalo da chamada Máfia do Detran  de São Paulo, Torres teve os sigilos bancário e fiscal quebrados e pretendia conseguir a suspensão da remessa das informações ao Departamento de Inquéritos Policiais, até que o TJSP julgue a legalidade da quebra dos sigilos.

O nome do delegado foi ligado ao escândalo quando o Ministério Público paulista recebeu uma carta anônima, em 1999.

A denúncia acusava o então chefe do setor de renovação de carteira de motorista, José Augusto de Barros Puppim, do crime de corrupção passiva desde 1996.

A mesma denúncia atribuiu ao delegado Torres e seu assistente, Antônio Carvalho Neto, um acerto com um despachante.

O Ministério Público abriu inquérito policial e requereu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os citados na carta anônima, no período de 1996 a 1999.

Torres entrou com ação alegando total descabimento  da medida, principalmente pelo lapso temporal envolvendo o requerimento do Ministério Público quebra do sigilo de 1996 a 1999 – , uma vez que assumiu a divisão do Detran apenas em fevereiro de 1999.

O delegado também afirma que no depoimento de testemunhas e envolvidos, seu nome não teria sido mencionado em momento algum.

Com seu pedido de liminar para impedir o fornecimento das informações negado pelo TJSP, o delegado entrou com um mandado de segurança no STJ.

Em sua decisão, o ministro Nilson Naves esclarece que o STJ não tem competência para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de outros tribunais ou dos respectivos órgãos.

Sendo assim, o ministro negou seguimento ao processo e determinou sua remessa ao TJSP.

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16/01/2010

 Polícia investiga fraude no Detran

Folha de S.Paulo

A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público Estadual investigam o envolvimento de quatro delegados que trabalharam no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) na contratação, sem licitação, de ao menos 13 empresas responsáveis pelo sistema de registro de veículos e de formação de motoristas.

A suspeita é de que os delegados Antonio Carlos Bueno Torres, Gilson Cezar Pereira da Silveira, José Brandini Júnior e o hoje aposentado José Francisco Leigo tinham ligações com as empresas que colhem dados repassados por autoescolas e despachantes de todo o Estado para o Detran.

Para usar os sistemas, autoescolas e despachantes pagam taxas às empresas provedoras dos sistemas chamados Gever (para veículos) e Gefor (para condutores). A investigação não sabe até hoje quanto nem para onde foi o dinheiro arrecadado pelas empresas.

Os dois sistemas foram implantados entre 2001 e 2002, quando os quatro delegados estiveram à frente do Detran.

Gever e Gefor são ferramentas digitais obrigatórias para a transmissão de dados colhidos por autoescolas e despachantes do Estado para a base de registros de veículos e condutores do Detran, gerida pela Prodesp (órgão de processamento de dados do Estado). O sistema é considerado falho e com brechas para fraude. Ele está sendo substituído pelo governo.

Resposta
O delegado Antonio Carlos Bueno Torres negou que fosse investigado. Informado pela reportagem sobre o inquérito, interrompeu a conversa e disse: “vá cuidar da sua vida!”

O delegado José Brandini Júnior está em férias, segundo informaram colegas. Os outros dois delegados investigados foram localizados, mas não quiseram falar. A Prodesp não se manifestou.

CASO GENRO DO TUMA JR.

PF mostra lobby de Tuma Jr. em favor de ‘genro’

05 de junho de 2010 | 0h 01

Ligações mostram que delegado ficou irritado quando soube que namorado da filha não foi aprovado em concurso para escrivão da Polícia Civil

Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

Ao ouvir a cobrança do chefe, o assessor afirma que voltou à pessoa que havia procurado inicialmente para transmitir o pedido: “Eu falei inclusive hoje de novo com ele, com o moço lá, e ele… ele falou que ia falar com o cara.” Por fim, Mello atalha: “Agora, se tem essa possibilidade do recurso, depois eu entro em contato com ele, já me dá uma cópia aí eu levo pra ele de novo.”

A pessoa com quem Mello disse ter conversado, de acordo com os relatórios da Polícia Federal, é o delegado Antônio Carlos Bueno Torres, atualmente lotado no Denarc.

No contato, duas horas antes do diálogo com Tuma, Mello cobrou do delegado: “Escuta, você lembra que eu fui te visitar e o Leocádio (segundo a PF, Leocádio é como o assessor se refere a Tuma) pediu pra eu te passar o nome de uma pessoa?”. “Positivo”, responde Torres. “Então, ele chegou (…) de viagem hoje cedo e me cobrou isso aí, falou que não virou lá o negócio, né, e pediu pra ligar pra você pra perguntar o que aconteceu (…) Depois você liga pra ele lá, hein.”

O delegado Torres de pronto lembra do pedido – “P., era do futuro genro dele” – e afirma ter repassado a demanda para um certo Adilson, que a PF ser o delegado Adilson Vieira Pinto, diretor da Academia de Polícia de São Paulo. “Pô, falei direto com o Adilson, que é o diretor lá. Eu vou tentar reconstituir aí”, diz o delegado. “Então, ele vai te cobrar aí”, afirma o assessor. O delegado promete empenho: “C…, eu vou correr atrás aí…”

https://flitparalisante.wordpress.com/2010/01/24/delegados-sao-invest-igados-pela-policia-de-sp-ouca-trechos-de-escutas-telefonic-as/

De 02/06/10
Aposentando Voluntariamente com proventos integrais

nos termos do artigo 40, §§ 1º e 4º, II, da CF/88, combinado

com o artigo 3º da LC.1062/08 e à vista do que consta no

Processo DGP-3211/87, ANTONIO CARLOS BUENO TORRES, RG

9.496.417, Delegado de Polícia de Classe Especial, Pad. V, do

SQC-III, do QSSP.

GREVE DO JUDICIÁRIO: O CALDO ENGROSSA AINDA MAIS; RESISTÊNCIA É A PALAVRA DE ORDEM 26

RESISTÊNCIA É A PALAVRA DE ORDEM
SERVIDORES OCUPAM O PALÁCIO DA JUSTIÇA POR 7 HORAS

A quarta-feira, dia 2 de junho de 2010, vai ficar marcada prá sempre como um dia em que os servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, apesar de todas as adversidades, demonstraram mais uma vez seu espírito de luta em defesa dos direitos que vem sendo desrespeitados por parte do Tribunal de Justiça Paulista.

http://www.assojuris.org.br/verDestaque.asp?Noticia=3810

ASSEMBLÉIA GERAL – Milhares de servidores, a exemplo do que vem sendo feito todas as semanas desde o dia 28 de abril, quando foi deflagrada a greve, se dirigiram a Praça João Mendes, no centro de São Paulo, para a realização de mais uma Assembléia Geral, com início por volta das 13 horas.

DELIBERAÇÕES – Os servidores deliberam, por unanimidade, pela continuidade da Greve, pela intensificação das visitas as comarcas de todo o Estado a fim de aumentar, ainda mais a mobilização da categoria, além de uma Moção de Desagravo ao Juiz Ulisses Augusto Pascolati Junior, da Comarca de Monte Alto, que impediu servidores daquele local de participar de um Ato Público realizada pela ASSOJURIS, no último dia 27 de maio. Também foi deliberada a realização de Assembléia de Desagravo no local.

OCUPAÇÃO – Enquanto os dirigentes de entidades, entre eles da ASSOJURIS, falavam no microfone aos servidores, que mais uma vez superlotaram a praça, e deliberavam com relação a continuidade do movimento, o funcionalismo era informado, através do “boca-boca”, sem alarde, da forma silenciosa como seria feita a ocupação do Palácio da Justiça, a sede do TJ/SP.

TODOS NO 5º ANDAR – Os servidores foram informados de que ao ser pronunciada no microfone a frase: “Americana, todos a postos”, os grupos deveriam seguir, silenciosamente, e sem nenhum identificação, como camisetas, coletes e adesivos, para o interior do Palácio da Justiça, ou seja, como um cidadão comum que para lá se dirige. Todos deveriam se encontrar no 5º andar doprédio, justamente onde fica o Gabinete da Presidência.

 

500 SERVIDORES – Por volta das 15h30, quando mais de 500 servidores já haviam adentrado o prédio e ocupado o 4º e 5º andares, por determinação do Presidente do TJ/SP, Desembargador Antônio Carlos Viana Santos, a Polícia Militar passou a impedir o acesso dos servidores ao prédio. Com isso, os mais de 3 mil servidores que tomaram a área externa fecharam todos os acessos ao Palácio da Justiça, impedindo o acesso de qualquer pessoa ao local.

OBJETIVOS – O principal objetivo da ocupação era reabrir as negociações entre a Egrégia Presidência e os servidores em torno da nossa Pauta de Reivindicações, além da suspensão da Resolução nº 520/2010 e do comunicado editado no início da semana com relação ás faltas no período da Greve.

DEPUTADOS – Conclamados pelos servidores os deputados Major Olímpio, do PDT, Maria Lúcia Brandi, do PT, e Fernando Capez, do PSDB, acompanharam os servidores e as negociações até que o TJ/SP concordasse em receber uma comissão de servidores, ao lado dos parlamentares.

 

3 HORAS DE REUNIÃO – Já no início da noite, o Presidente da Comissão Salarial do TJ/SP, Desembargador Antônio Carlos Malheiros, os deputados e os representantes de entidades deram início a uma reunião que durou 3 horas. A cada nova questão discutida, um assessor levava o tema ao conhecimento do Presidente do TJ e voltava com um parecer.

SUSPENSÃO – Ao final, ficou decidida a suspensão do Comunicado das Faltas da Greve até a próxima terça-feira, dia 8 de junho, e que o pedido de suspensão da Resolução nº 520 será encaminhado ao Órgão Especial, em sessão marcada para o próximo dia 9 de junho, quarta-feira. A defesa do pedido de suspensão, em favor dos servidores, será feita pelo Presidente da Comissão Salarial do TJ/SP.

NOVA REUNIÃO – Também ficou definida a realização de uma nova reunião na próxima segunda-feira, dia 7 de junho, lá mesmo no Palácio da Justiça, com a presença dos dirigentes de entidades, parlamentares e representantes do TJ/SP para dar sequência as negociações da Campanha Salarial Unificada.

ATITUDE DITATORIAL – Por volta das 19 horas, por determinação da Egrégia Presidência, os mais de 500 servidores que ocupavam o 4º e 5º andares do Palácio da Justiça foram surpreendidos pelo desligamento da energia elétrica e fechamento de todos os banheiros. Apesar disso, eles não arredaram o pé do local até as 22 horas, quando terminou a reunião das entidades com o TJ/SP.

 

MOBILIZAÇÃO INTENSA – Na parte externa do prédio, nem mesmo a baixa temperatura na Capital Paulista, menos de 10 graus, fez com que os mais de 3mil servidores deixassem o local. Isso só aconteceu a partir das 22h30, quando todos foram comunicados da negociação realizada lá dentro.

CONSCIÊNCIA DE LUTA – É fundamental para a Diretoria da ASSOJURIS parabenizar todos os servidores que participaram dessa Ocupação Histórica no Palácio da Justiça, àqueles que entraram no prédio e também àqueles que, mesmo com o frio intenso, permaneceram em frente ao local, demonstrando uma enorme disposição e consciência de luta. Nossa categoria é muito forte, e mais uma vez demonstramos isso!

MOVIMENTO TENDE A CRESCER – Os Dirigentes da ASSOJURIS, todos presentes á São Paulo, acreditam que a mobilização demonstrada neste histórico dia de luta é uma clara demonstração de que o movimento só tende a crescer. O servidor demonstrou, por mais uma vez, que não vai mais aceitar a forma como o TJ/SP vem atuando com relação a sua principal força de trabalho.

Veja as fotos

http://www.assojuris.org.br/Fotos.asp?NotCod=3812

http://www.assojuris.org.br/Fotos.asp?NotCod=3812

 

http://www.assojuris.org.br/verDestaque.asp?Noticia=3810

 

 

Postado por: Sylvio Micelli – em: 03-06-2010 / 14:30:31

Servidores do TJ/SP: resistência, ocupação e perseverança, num dia histórico

Servidores do TJ/SP: resistência, ocupação e perseverança, num dia histórico

por Sylvio Micelli / ASSETJ

Definitivamente, o dia 02 de junho de 2010 vai entrar para a história dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Um dia diferente, complexo, cheio de alternativas, que fugiu do lugar comum e que ficará marcado para a categoria.

Tudo seria mais um dia de greve, com uma Assembleia Geral a unir milhares de servidores há 36 dias parados. Mas o início do dia foi o prenúncio do que viria pela frente.

Resistência

Pouco antes do meio-dia, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) por ordem da Prefeitura do Município de São Paulo tentou impedir a realização da Assembleia. A ordem era baixar faixas, desmontar barracas e retirar o palanque de som. Com a resistência dos colegas e o apoio dos advogados vinculados às entidades tudo foi resolvido e a Assembleia pode acontecer normalmente.

Durante a Assembleia o tom das manifestações foi o mesmo, ou seja, a necessidade de continuar a greve diante da total ausência de novidades e contra-propostas por parte do Tribunal de Justiça. O presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), José Gozze, subiu ao palanque parabenizando os grevistas e afirmando que “o medo não está na praça e sim, nos cartórios para os que continuaram trabalhando”. “É com a praça cheia que vamos conquistar o que queremos”, afirmou.

Gozze também criticou a cúpula eleita para o Tribunal de Justiça e os anos do governo do PSDB. Finalizou bradando que “a greve vai continuar porque essa é a nossa luta!”

A praça, com cerca de 6 mil servidores, votou pela manutenção da greve de forma unânime. Além disso, entre outras propostas, foi aprovada moções de repúdio a juízes de Monte Alto e Itapevi que tem perseguido funcionários grevistas. Outras medidas jurídicas e de ação foram aprovadas pela Assembleia, bem como a realização da próxima, no dia 09 de junho, às 14 horas, na Praça João Mendes.

Ocupação

Ao final da Assembleia, a exemplo do que já ocorrera em outras oportunidades, todos decidiram por finalizar o ato em frente ao Palácio da Justiça, sede do Judiciário paulista. Entretanto, os servidores iniciaram a ocupação do prédio de forma ordeira e pacífica. Os 4º e 5º andares do Palácio ficaram repletos de servidores e de grande contingente policial. Enquanto isso, a Comissão de representantes tentava se reunir com o presidente do TJ, desembargador Antonio Carlos Viana Santos.

Enquanto isso, centenas de servidores que não entraram no Palácio ocuparam as escadarias e todas as entradas do prédio, o que impossibilitou a entrada e saída de qualquer pessoa. É importante ressaltar que, em mais de 7 horas de manifestação, tudo ocorreu de forma pacífica e ordeira, usando-se a ocupação, o apitaço e o grito de palavras de ordem como instrumento de pressão para que houvesse uma reunião na tentativa de negociação com a categoria. Houve, porém, ameaças interna e externamente de desocupação com o auxílio do batalhão de choque, o que não ocorreu.

Perseverança

O presidente do TJ não participou da reunião com as entidades e os deputados Olímpio Gomes (PDT), Maria Lúcia Prandi (PT) e Fernando Capez (PSDB). Permaneceu numa sala do Palácio e foi representado pelo desembargador Antonio Carlos Malheiros, que preside a Comissão Salarial.

Numa reunião tensa, intensa e que demorou mais de três horas definiu-se a seguinte pauta de trabalho:

1. Será suspenso o efeito do comunicado feito pela Intranet das faltas da greve nos dias 07 e 08 de junho até a revisão pelo desembargador Viana Santos e o encaminhamento do pedido de suspensão da Resolução 520 ao Órgão Especial, em sessão que ocorre na próxima quarta-feira (09). A defesa em favor dos Servidores do Judiciário será feita pelo desembargador Antonio Carlos Malheiros.

2. Haverá uma reunião nesta segunda-feira, dia 07 de junho, às 15 horas, entre a Comissão de Negociação, os parlamentares que participaram dos trabalhos realizados nesta quarta (02) e que serviram como intermediadores durante o ato de ocupação do Palácio e os representantes do Tribunal.

É importante destacar a perseverança dos servidores que permaneceram ao redor do Palácio da Justiça e também dos que estavam dentro do Palácio. Por ordem do TJ que fechou os banheiros e apagou as luzes, os servidores que ocuparam o 4º andar ficaram às escuras durante boa parte das negociações.

Já passava das 10 da noite quando os deputados e representantes desceram do Palácio da Justiça para dar os informes aos mais de 4 mil servidores que não arredaram pé da Praça Clóvis Bevilacqua, mesmo com o intenso frio da noite paulistana.

AGENDE-SE

Segunda – 07 de junho – 15 horas – Reunião da Comissão de Negociação com representantes do TJ e dos deputados Olímpio Gomes (PDT), Maria Lúcia Prandi (PT) e Fernando Capez (PSDB)

Terça – 08 de junho – 14 horas – Assembleia Regional da Capital na Praça João Mendes

Quarta – 09 de junho – 13 horas – Sessão do Órgão Especial no Palácio da Justiça quando deverá ser analisado o pedido de suspensão da Resolução 520

Quarta – 09 de junho – 14 horas – Assembleia Geral Estadual dos Servidores do TJ-SP na Praça João Mendes

http://www.assetj.org.br/portal/index.php?secao=lendonews&taskCat=4&taskNot=2969

 

 

Notícias da ASSETJ

http://www.assetj.org.br/portal/index.php?secao=lendonews&taskCat=4&taskNot=2966

Postado por: Fatorclickk – em: 02-06-2010 / 08:06:47

Grevistas de São Paulo vão ao STF

 
Grevistas de São Paulo vão ao STF

AS SETE ENTIDADES DE CLASSE, ELEITAS PARA A COMISSÃO DE NEGOCIAÇÃO COM O TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NO MOVIMENTO GREVISTA DESDE 28 DE ABRIL, PROPUSERAM, AOS 26 DE MAIO, RECURSO JUNTO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, COM OS SEGUINTES PEDIDOS:


“…resguardar a autoridade das decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mandado de Injunção nº 708/DF, no Mandado de Injunção 712-8/PA, na Reclamação nº 6.568/SP, prestigiando-se e reconhecendo-se a competência do STF para garantir a integridade da Constituição Federal:

A concessão de Medida Liminar Inaudita Altera Parte reconhecendo-se a competência privativa do Nobre Desembargador Relator do Dissídio Coletivo nº 990.10.205854-9 (Art. 243. Regimento Interno TJ-SP, Artigos 6º parágrafo 2º e 7º da Lei nº 7.783/89), para dirimir quaisquer questões pertinentes à Greve e, consequentemente, afastando-se a competência do Órgão Especial do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em punir/coagir a categoria;

A concessão de Medida Liminar Inaudita Altera Parte determinando a irretroatividade, suspensão e não aplicação da Resolução 52/2010  emitida pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, em razão do seu caráter normativo e, especialmente, da evidente ilegalidade do inciso III, art. 1º ao dispor que as faltas decorrentes da greve não sejam consideradas como cômputo de tempo de serviço ou qualquer vantagem que o tenha por base;

Alternativamente, a concessão da medida Liminar Inaudita Altera Parte, garantindo-se o Direito da categoria de compensar todos os dias de paralisação mediante jornada extraordinária de trabalho e/ou saldo do banco de horas e/ou abono, especialmente a partir da publicação da Resolução 520/2010;

A Notificação do Reclamado para que se manifeste no prazo legal, bem como a intimação do Ministério Público para acompanhamento dos termos da presente reclamação;

Protesta AFFI – Associação Família Forense de Itapetininga, pela juntada de seu estatuto social e procuração no prazo de 10 (dez) dias;

Requerem ao final seja a presente Reclamação julgada totalmente procedente, com a conversão das medidas liminares requeridas em decisões definitivas, para todos e quaisquer efeitos, devendo tais pedidos comporem o julgamento do mérito.

Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário dos Estados e DF – FENAJ

Associação dos Oficiais de justiça do Estado de São Paulo – AOJESP

Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – AASPTJ-SP

Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo – ASSOJURIS

Associação Paulista dos Técnicos Judiciários – APATEJ

Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – ASSETJ

Associação Família Forense de Itapetininga – AFFI

 
 
ADESÃO DA GREVE DO JUDICIÁRIO 2010

36º DIA – 02/06/2010 FECHAMENTO: 08 HS

http://www.assetj.org.br/portal/arquivos/pdf/arquivo_noticia_2967_1275477333.pdf

COMARCA / FOROS REGIONAIS

PERCENTUAL DE

PARALISAÇÃO

ADAMANTINA PARCIAL

AGUAS DE LINDOIA PARCIAL

AMERICANA PARCIAL

ANDRADINA 50%

ANGATUBA 30%

ARAÇATUBA PARCIAL

ASSIS 40%

AURIFLAMA 70%

ATIBAIA PARCIAL

AVARE PARCIAL

BARUERI 90%

BAURU 70%

BEBEDOURO 100%

BERTIOGA 40%

BOITUVA 10%

BOTUCATU 45%

CABREÚVA PARCIAL

CAFELÂNDIA 40%

CAMPINAS 60%

CAMPOS DO JORDÃO 10%

CANANÉIA 40%

CÂNDIDO MOTA 80%

CAPÃO BONITO 70%

CARAGUATATUBA 50%

CARAPICUÍBA 50%

CENTRO DE INTEGRAÇÃO DA

CIDADANIA – NORTE –

PARADA DE TAIPAS PARCIAL

COMPLEXO DO IPIRANGA PARCIAL

CRAVINHOS PARCIAL

CUBATÃO 70%

DIADEMA PARCIAL

DRACENA 50%

FERNANDÓPOLIS PARCIAL

FÓRUM CRIMINAL DA BARRA

FUNDA 10%

FORO REGIONAL DA LAPA 30%

FORO REGIONAL DE 40%

ITAQUERA

FORO REGIONAL DE NOSSA

SENHORA DO Ó PARCIAL

FORO REGIONAL DE

SANTANA PARCIAL

FORO REGIONAL DE SANTO

AMARO PARCIAL

FORO REGIONAL DE SÃO

MIGUEL PAULISTA PARCIAL

FORO REGIONAL DE VILA

PRUDENTE 20%

FORO REGIONAL DO

IPIRANGA PARCIAL

FORO REGIONAL DO

JABAQUARA PARCIAL

FORO REGIONAL DO

TATUAPÉ PARCIAL

FÓRUM DAS EXECUÇÕES

FISCAIS 35%

FORÚM HELY LOPES

MEIRELLES – FAZENDA

PÚBLICA 50%

FORUM JOÃO MENDES 25%

FRANCA 60%

GARÇA 60%

GUARAREMA PARCIAL

GUARUJÁ 10%

HORTOLÂNDIA 60%

IBATÉ PARCIAL

IGARAPAVA 60%

ILHA BELA 30%

ITAÍ 55%

ITANHAÉM 20%

ITAPETININGA 60%

ITAPEVI 50%

ITAPIRA 50%

ITÁPOLIS 100%

ITAPORANGA 15%

ITARARÉ 60%

ITAQUAQUECETUBA 30%

ITU 30%

ITUVERAVA 50%

JALES 40%

JABOTICABAL PARCIAL

JACAREI PARCIAL

JACUPIRANGA PARCIAL

JALES PARCIAL

LEME 25%

LUCÉLIA 70%

MACATUBA 70%

MARACAÍ 80%

MARILIA 60%

MAUÁ PARCIAL

MIRACATU 100%

MIRASSOL PARCIAL

MOCOCA 90%

MOGI DAS CRUZES PARCIAL

MONGAGUÁ 70%

MONTE MOR 70%

NHANDEARA 60%

ORLÂNDIA 60%

OSASCO 20%

OSVALDO CRUZ 25%

OURINHOS 70%

PACAEMBU 60%

PALÁCIO DA JUSTIÇA PARCIAL

PALMEIRA D’OESTE PARCIAL

PANORAMA 100%

PARAGUAÇU PAULISTA 75%

PEDERNEIRAS 70%

PEDREGULHO 70%

PEREIRA BARRETO 25%

PERUÍBE 40%

PILAR DO SUL 40%

PIRACICABA 45%

PIRAJU 70%

PIRAJUI 70%

PIRATININGA 70%

POMPÉIA 60%

PRAIA GRANDE 40%

PRESIDENTE PRUDENTE 40%

PRESIDENTE VENCESLAU 40%

REGENTE FEIJÓ 70%

REGISTRO PARCIAL

RIBEIRÃO PRETO 80%

RIO DAS PEDRAS 50%

RIO GRANDE DA SERRA 100%

ROSANA 70%

SALTO DE PIRAPORA 50%

SANTA FÉ DO SUL 100%

SANTA ISABEL PARCIAL

SANTO ANDRÉ PARCIAL

SANTOS 60%

SÃO BERNARDO DO CAMPO PARCIAL

SÃO CARLOS PARCIAL

SÃO JOSE DOS CAMPOS 15%

SÃO JOSE RIO PRETO 100%

SÃO MANOEL 60%

SÃO SEBASTIÃO 50%

SÃO PEDRO 50%

SÃO VICENTE 60%

SOCORRO PARCIAL

SOROCABA 50%

SUMARE 30%

TABOAO DA SERRA 30%

TATUI 20%

TAUBATE PARCIAL

TUPÃ 60%

VINHEDO PARCIAL

VOTUPORANGA 70%

XAVANTES 90%

http://www.assetj.org.br/portal/arquivos/pdf/arquivo_noticia_2967_1275477333.pdf

OS PORÕES DA PRIVATARIA: A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República 12

2010/06/04 at 16:20 – CONVERSA FIADA ???

O Conversa Afiada recebeu de amigo navegante mineiro o texto que serve de introdução ao livro “Os porões da privataria” de Amaury Ribeiro Jr., que será lançado logo depois da Copa, em capítulos, na internet.

Vai desembarcar na eleição.

É um trabalho de dez anos de Amaury Ribeiro Jr, que começou quando ele era do Globo e se aprofundou com uma reportagem na IstoÉ sobre a CPI do Banestado.

Não são documentos obtidos com espionagem – como quer fazer crer o PiG (*), na feroz defesa de Serra.

É o resultado de um trabalho minucioso, em cima de documentos oficiais e de fé pública.

Um dos documentos Amaury Ribeiro obteve depois de a Justiça lhe conceder “exceção da verdade”, num processo que Ricardo Sergio de Oliveira move contra ele. E perdeu.

O processo onde se encontram muitos documentos foi emcaminhado à Justiça pelo notável tucano Antero Paes e Barros e pelo relator da CPI do Banestado, o petista José Mentor.

Amaury mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização.

Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.

As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amaury teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.

Não foi a Dilma quem falou da empresa da filha do Serra com a irmã do Dantas. Foi o Conversa Afiada.
Que dedica a essa assunto – Serra com Dantas – uma especial atenção.

Leia a introdução ao livro que aloprou o Serra:

Os porões da privataria

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …

Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.

(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.
(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/06/04/livro-desnuda-a-relacao-de-serra-com-dantas-e-por-isso-que-serra-se-aloprou/

Amaury Ribeiro Júnior é dono de três prêmios Esso, vencedor de quatro prêmios Vladimir Herzog, membro do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, foi repórter especial do Globo e da Istoé 4

Amaury Ribeiro Júnior é baleado durante investigação, no entorno de Brasília

Publicado sexta-feira, 7 setembro, 2007 – 12:19 

Num bar, enquanto aguardava a chegada de uma fonte, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, do Estado de Minas, foi baleado por um garoto de aparentemente 18 anos de idade. Amaury investigava homicídios ligados ao narcotráfico no Entorno de Brasília.

Na tarde de quarta-feira (19), o jornalista estava num bar na cidade de Ocidental (GO), a 45 km de Brasília. Segundo testemunha presente no local que não quis se identificar, um garoto de boné, bermuda e chinelo, usando um casaco azul, entrou com uma arma em punho, apontando para o jornalista. Amaury pulou em cima do garoto e os dois rolaram no chão. O garoto disparou e a bala atingiu a barriga de Amaury. O garoto levantou, deu mais um tiro na direção de Amaury — que não o atingiu — e fugiu.

O jornalista foi consciente até o hospital. De acordo com colegas do Correio Braziliense, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foi para o Hospital Regional do Gama, onde Amaury está internado. Ele passa bem, está consciente e não corre risco de vida.

A primeira reportagem — dia quatro de setembro — sobre o assassinado de duas adolescentes chamou a atenção do jornalista, que decidiu investigar o caso. Amaury descobriu uma verdadeira guerra civil dominada pelo tráfico. Desde o início do ano foram mais de 40 menores de idade mortos. O jornalista Morilo Carvalho participava da cobertura e no mesmo dia sofreu ameaças feitas por telefone.

Aos 44 anos, Amaury é dono de três prêmios Esso, vencedor de quatro prêmios Vladimir Herzog, membro do ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), um dos fundadores da Abraji e pai de dois filhos. Com mais de 20 anos de jornalismo, foi repórter especial do Globo e da Istoé.

O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, amigo de Serra e FHC 6

Bancos

Saindo da sombra

O poderoso diretor do BB mexe com fundos
de pensão que fazem negócios com seu sócio

David Friedlander e Felipe Patury

Oliveira, diretor
do BB: amigos
influentes e
hábitos refinados
Foto: Luis Dantas  

O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, 52 anos, é um homem enigmático. É diretor da área externa do Banco do Brasil, responsável pelos negócios lá fora e por grandes clientes nacionais do banco. Não gosta de fotos, evita entrevistas e, sempre que pode, fica na sombra. É, também, um homem de hábitos refinados. Gosta de fumar charutos Romeo y Julieta, a fina flor da produção cubana, joga tênis e já foi visto num restaurante em Nova York, onde possui um apartamento, servindo-se de uma garrafa de vinho de 5.000 dólares. Fala inglês e francês com fluência. Casado há 26 anos, sem filhos, ele também gosta de cultivar amizades influentes. Entrou para o círculo dos tucanos pelas mãos do ministro Clóvis Carvalho, da Casa Civil, acabou indicado para o cargo pelo ministro José Serra, da Saúde, e tornou-se o único diretor do Banco do Brasil com quem o presidente Fernando Henrique Cardoso faz contatos ocasionais. Além de Oliveira, apenas o presidente do banco, Paulo César Ximenes, tem direito a essa deferência de FHC.

De umas semanas para cá, sua vida começou a sair das sombras. Ele comandou a entrada dos fundos de pensão no consórcio Telemar, que arrematou as empresas de telecomunicações do Rio de Janeiro ao Amazonas. Aí, descobriu-se que Ricardo Sérgio de Oliveira tem uma influência notável na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que, de tão poderoso, costuma arrastar atrás de si os demais fundos. Agora, descobriu-se que sua influência nos fundos, que, juntos, movimentam a cifra espetacular de 80 bilhões de reais, anda próxima dos seus negócios privados. Um exemplo. José Stefanes Ferreira Gringo, dono da construtora Ricci Engenharia, está concluindo um prédio em São Paulo, de 30 milhões de reais. Para vendê-lo, Gringo pediu a uma corretora de São Paulo, a RMC, que formasse um pool de compradores. A RMC cumpriu sua missão: formou um pool no qual estão nada menos que treze fundos de pensão. O problema da transação é que Gringo é sócio de Ricardo Sérgio de Oliveira na RMC. E Ricardo Sérgio de Oliveira, como se sabe, tem a palavra final nos negócios dos fundos de pensão.

A cronologia da venda pode dar a impressão de que Oliveira usou sua influência para convencer os fundos a comprar um prédio de um sócio seu. Não há evidência indicando que o diretor teve uma atuação clandestina, mas chama a atenção que esse não seja o único negócio do gênero. Agora, a mesma Ricci Engenharia acaba de aprontar a planta de quatro torres de edifícios comerciais em São Paulo, com um investimento de 150 milhões de reais. O projeto ainda não saiu do papel, depende de trâmites burocráticos, mas já tem um comprador garantido. A Previ decidiu, falta apenas assinar a papelada, ficar com dois dos quatro prédios, entrando com 70 milhões de reais. É a mesma genealogia. Ricardo Sérgio de Oliveira dá o tom dos negócios da Previ, e a Previ acaba fazendo negócios com seu amigo e sócio José Gringo. “Vamos ficar com dois prédios porque é um bom negócio”, diz o presidente da Previ, Jair Bilachi. “Não houve nenhum tipo de pressão”, completa ele.

O prédio de 30
milhões de reais:
treze fundos
  Foto: Egberto Nogueira

Gargalhadas — O triângulo financeiro pode ser apenas coincidência, mas ele só existe como produto de um desvio de função. Ricardo Sérgio de Oliveira é diretor da área internacional e, por rigor funcional, não tem nenhuma relação com o fundo de pensão do Banco do Brasil. É natural que os funcionários do banco, do presidente ao contínuo de agência, se preocupem com os rumos da Previ, que mais tarde irá afiançar suas aposentadorias. Mas nem isso acontece no caso de Oliveira. Ele não é funcionário de carreira do BB. Trabalhou dezessete anos no Crefisul, então sócio do Citibank, e chegou a vice-presidente de investimentos do Citi em Nova York, de 1980 a 1982. Em 1988, deixou o Crefisul e montou duas empresas, uma delas a corretora RMC. Só em 1995 foi convidado a trabalhar no Banco do Brasil. Ao chegar, logo se interessou pela Previ. Já promoveu reuniões de negócios entre a Previ e empresários. Para cravar sua influência, indicou um funcionário de sua confiança para ocupar a principal diretoria do fundo, a de investimentos. É João Bosco Madeiro, seu ex-chefe de gabinete no banco.

A intimidade de Ricardo Sérgio de Oliveira com os fundos começou assim que chegou ao governo, mas até agora não se sabia que os fundos estavam cruzando com negócios dos seus sócios. Sua atuação ficou mais clara na privatização da Telebrás, quando ajudou a formar o consórcio Telemar. A venda foi um abacaxi, pois o consórcio não tinha dinheiro para pagar a entrada, e deixou a impressão de que a atuação do diretor do banco teria irritado o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros. Puro engano. Oliveira formou o consórcio a pedido do próprio governo, que queria pôr mais concorrentes no leilão com o legítimo interesse de subir o preço. Na semana passada, Oliveira e Mendonça foram vistos almoçando no restaurante Laurent, em São Paulo, e deram gostosas gargalhadas de uma notinha de jornal. “Não convidem para a mesma mesa Mendonça de Barros e Ricardo Sérgio”, dizia a notinha. Amigos, eles se conheceram há uns trinta anos, atuando no mercado financeiro, origem de ambos. “Eu não vou ficar irritado com um amigo meu”, diz o ministro. “Mas quem é amigo dele mesmo é o Serra e o Clóvis.”

A tarefa de reunir os fundos para participar da privatização não é uma novidade na vida de Ricardo Sérgio de Oliveira. Ele fez o mesmo tipo de operação na privatização da Vale do Rio Doce, em maio do ano passado. A diferença é que, na época, sua atuação no caso da Vale não apareceu em público. O governo pode ter todo o interesse em manter um funcionário hábil e competente para reunir fundos de pensão nas privatizações, com o objetivo de aumentar o preço e valorizar seu patrimônio. As coisas só começam a ficar nebulosas quando o funcionário também articula a potência financeira dos fundos para fazer negócios com seus sócios. Na semana passada, Ricardo Sérgio de Oliveira conversou com VEJA sobre o assunto. Falou de sua vida pessoal e suas funções no banco. Mas, antes que o assunto entrasse nos seus negócios privados, o diretor pediu para entrar em contato mais tarde com a revista. Até a noite de sexta-feira, o contato não voltou a ser estabelecido.

http://veja.abril.com.br/190898/p_048.html

“Estão querendo transformar o Serra, que é vítima de uma política nefasta, em réu”, afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. 5

PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

PT leva Serra à Justiça por acusar Dilma por dossiê

PSDB reage e afirma que adversários tentam transformar a vítima em réu

Petistas dizem que, se Serra reafirmar a frase de que petista está por trás de dossiê contra tucano, vão processá-lo

NANCY DUTRA

NOELI MENEZES

DE BRASÍLIA

 

O PT anunciou ontem que irá interpelar na Justiça o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, para que confirme a declaração que atribuiu à concorrente petista, Dilma Rousseff, a responsabilidade pela confecção de um dossiê contra tucanos.

Caso reafirme, será processado por danos morais, afirmou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

A campanha tucana reagiu ao anúncio e classificou a iniciativa petista de tentativa de tirar o foco de Dilma, que deveria explicar “quem fez o dossiê, como fez e com qual objetivo e dinheiro”.

“Estão querendo transformar o Serra, que é vítima de uma política nefasta, em réu”, afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

A decisão de interpelar (intimar a dar esclarecimentos) o tucano foi tomada em reunião na manhã de ontem entre Dutra e o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo. Ambos negam que o partido tenha investigado Serra.

“Um candidato à Presidência não pode ficar fazendo acusações ao léu. Se Serra reafirmar o que disse, entraremos com uma ação por danos morais. Ele terá de provar o que falou. Essa declaração é uma lesão à imagem de Dilma”, disse Cardozo.

 

“TRAPALHADA”

Para Sérgio Guerra, a interpelação representa “o cúmulo da inversão ética”.

“Quem deve alguma explicação a respeito dessa fábrica de dossiês é o PT e a campanha de Dilma. Se ela não manifesta repúdio ao que foi feito, não manda embora nem entrega os malfeitores, assume a responsabilidade por mais essa trapalhada.”

O tucano disse que conversou com Serra, que não demonstrou preocupação. Dilma passou o dia em Brasília, sem dar declarações.

Na interpelação, Serra poderá optar entre confirmar a acusação contra Dilma ou manter-se calado.

No final de semana, a “Veja” divulgou que uma equipe dentro da campanha da ex-ministra articulou a montagem de um “grupo de inteligência” para confeccionar dossiês contra adversários.

O grupo de arapongas teria obtido pelo menos dois conjuntos de papéis, aos quais a Folha teve acesso.

Mas a estratégia, atribuída pelo PT ao jornalista e consultor Luiz Lanzetta, não teria sido concluída por reação de outra ala do partido, segundo relato da revista.

A polêmica em torno do dossiê foi impulsionada anteontem quando o próprio Serra comentou o episódio. “A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Não tenho dúvidas”, afirmou o tucano.

A petista rebateu. “Não vou ficar batendo boca, mas isso é uma falsidade.”

Segundo Jutahy Magalhães, um dos coordenadores da campanha tucana, Serra se baseou em informações da imprensa, que tem sido “alimentada por depoimentos dos integrantes da campanha de Dilma”.

“Pelo jeito, Dilma vai continuar fazendo o que sempre fez. Negar. Negar é o hábito dela. Deveria vir a público se desculpar”, disse o tucano.