17/06/2010- 21h18
Três PMs são presos sob suspeita de matar dois homens em São Paulo
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
Três policiais militares de São Paulo foram presos sob suspeita de sequestrar e matar dois homens na Grande São Paulo, informou a corporação nesta quinta-feira. As vítimas –ex-presidiários– foram vistas pela última vez na noite do dia 12 de junho, em uma quermesse em Santo André.
Os corpos foram encontrados em Ribeirão Pires, também na Grande São Paulo. Os PMs foram presos na quarta-feira (16), por determinação da Corregedoria da PM, após uma testemunha afirmar ter visto as vítimas –Rendison Carlos da Silva e Anderson Márcio Honório– serem colocadas no carro dos PMs.
Devido às prisões, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, determinou o afastamento do então comandante do 10º Batalhão, tenente-coronel Márcio Roberto de Camargo, e do capitão Edson Lima, responsável pela Força Tática do 10º Batalhão e chefe imediato dos três PMs presos.
Os nomes dos suspeitos não foram informados. As causas do crime estão sob investigação.
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Presos PMs suspeitos de matar ex-detentos
Três policiais foram presos no ABC após testemunha relatar sequestro
Secretário da Segurança Pública decreta o afastamento de capitão e do comandante do batalhão da área
ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
Suspeitos de sequestrar e matar dois ex-presidiários que estavam em uma quermesse em Santo André (ABC) na última sexta-feira, três policiais militares foram presos anteontem à tarde.
Após as prisões dos PMs, que fazem parte da Força Tática (espécie de grupo de elite de cada batalhão), o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, determinou o afastamento do capitão da Força Tática e do comandante do batalhão responsável pelo policiamento em parte do ABC paulista .
O tenente-coronel Márcio Roberto de Camargo deixou ontem o comando do 10º Batalhão, assim como o capitão Edson Lima não é mais o responsável pela Força Tática.
Os corpos de Rendison Carlos da Silva e Anderson Márcio Honório foram encontrados sábado em Ribeirão Pires (Grande SP).
As prisões foram feitas pela Corregedoria da PM (órgão fiscalizador) após uma testemunha dizer ter visto quando os ex-presidiários foram postos no carro n.º 10.015 da polícia, onde estavam PMs.
A Corregedoria não sabe se os PMs usaram o rádio do carro em que estavam para fazer consultas sobre o passado de Silva e Honório.
Como o carro n.º 10.015 não tem rastreador, a Corregedoria vai rastrear os telefones celulares e rádios particulares dos PMs para descobrir se eles estiveram na área em que os corpos das vítimas foram achados.
O Comando da PM se recusou a informar os nomes dos três PMs sob a alegação de que a informação “pode atrapalhar as investigações” e “porque eles [PMs] estão na condição de suspeitos”.
As prisões dos PMs têm caráter administrativo (por cinco dias) e, por isso, eles não estão no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, mas, sim, na própria Corregedoria, no bairro da Luz (região central).
Hoje, a Corregedoria deve pedir a decretação da prisão preventiva (até um possível julgamento) deles à Justiça.
O desaparecimento dos ex-presidiários foi revelado pela Rede Record.



