Pedida a prisão de policiais suspeitos de envolvimento com o tráfico
Polícia Civil pede prisão preventiva de 4 policiais civis e 2 PMs.
Eles recebiam até R$ 5 mil mensais de traficantes em Campinas.
Do G1 SP, com informações da EPTV
A Polícia Civil concluiu, ontem, terça-feira (29) o inquérito que investiga o envolvimento de policiais civis e militares de Campinas com o tráfico de drogas. Segundo o delegado titular da Corregedoria da Polícia Civil de Campinas, Roveraldo Battaglini, será pedida a prisão preventiva de quatro policiais civis e dois militares. Outros dois militares foram soltos na semana passada por falta de provas. O inquérito será encaminhado para a vara criminal. Os seis policiais estão presos temporariamente.
Os oito policiais – quatro civis e quatro militares – foram presos no dia 16 de junho por suspeita de envolvimento com traficantes. As investigações começaram após a denúncia do estudante de direito David Martins. Ele chefiava uma quadrilha que comercializava drogas para diversos bairros da cidade e foi preso em abril deste ano em uma operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise). De acordo com a corregedoria, os policiais monitoravam os pontos de venda acobertando a ação dos traficantes. Gravações em vídeo feitas pelo estudante mostram que os suspeitos recebiam entre R$ 3 mil a R$ 5 mil mensalmente pelo serviço. O esquema acontecia há pelo menos quatro meses.
Um dos policiais militares foi flagrado estocando maconha no 47º Batalhão, onde os demais colegas também atuavam. Investigações apontam que David Martins vendeu R$ 8 milhões em drogas em um ano e meio, em Campinas, São Paulo e Mogi das Cruzes, cidades onde mantinha 75 pontos de venda de entorpecentes.
O traficante preferia usar menores de 18 anos no comércio ilegal, já que eles não são presos e ficam, no máximo, por três meses reclusos em instituições como a Fundação Casa (antiga Febem).
Duvido que alguém, de qualquer uma das carreiras, sem apadrinhamento, não fique estressado, não viva estressado.
Pois além de tratarmos com o lado sordido da humanidade,com asmazelas e as desgraças alheias, não temos recursos para tratarmos de nossas próprias dores e problemas.
Achar alguém que esteja calmo,tranquilo,centrado, trabalhando em fileiras,plantões com horário superior adoze horas, a maioria tendo de se deslocar kms até sua residência em outros munícipios( por vezes bem distantes)abala a estrutura física e psicológica dequaçlquer ser humano normal,depois vem alguém com PODERES,alegar estresse,panico,demência,trabalho este que um profissional respeitável demora de seis a oito sessões para avaliar com relativa precisão.Isso é brincadeira,tudo que passamos, gastrite, pressão alta, insonia,falta de apetite,ou fome incontrolável,é resultado da incapacidade do governo em gerenciar e administrar,uma instituição tão sobrecarregada e insalubre,nesfasta como é a nossa.
Assim se um médico fosse consultado por todos os que realmente trabalham à frente da PC, 90% do efetivo seria licenciado e muito aposentados, mas isso não acontece mesmo quando estamos morrendo,ninguém se importa, o que lhes interessa que é estejamos lá, as condições não importam,somos números.
Uma proposta de emenda constitucional (PEC), prestes a ser votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, restabelece a aposentadoria integral para juízes e funcionários de outras carreiras da área jurídica, colocando em risco a reforma da Previdência do setor público.
Em vigor desde 1998, a reforma foi proposta pelo governo Fernando Henrique e sua aprovação exigiu grande esforço do PSDB e de outros partidos governistas para derrotar a oposição então liderada pelo PT. Ironicamente, as posições se inverteram. A proposta em tramitação no Senado é de autoria de um parlamentar do PSDB, já recebeu parecer favorável de outro senador tucano que estendeu para outras carreiras, além da de magistrado, a possibilidade de obtenção de aposentadoria com vencimento integral e tem como maior opositor um senador do PT.
A Emenda Constitucional n.º 20, de 1998, estabeleceu novas regras para a aposentadoria no setor público, substituindo o tempo de serviço por tempo de contribuição e estabelecendo a exigência de idade mínima para a obtenção do benefício. No caso dos juízes, ela retirou da Constituição de 1988 o direito de aposentadoria integral compulsória por invalidez ou ao completar 70 anos de idade e facultativa aos 30 anos de serviço, condicionada ao exercício da função de juiz por pelo menos 5 anos. Desde a aprovação da emenda, a aposentadoria de magistrados e a pensão devida a seus dependentes são regidas pelas regras aplicadas aos demais funcionários.
A PEC em exame no Senado, na versão original de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDBMG) , recria o regime especial de aposentadoria para magistrados e membros do Ministério Público. Pela proposta, esses funcionários terão direito a aposentadorias com proventos integrais, respeitando-se as demais regras aplicadas ao restante do funcionalismo público.
Dirigentes de associações de juízes sempre criticaram a reforma da Previdência na parte que lhes diz respeito. O dispositivo que estende para a aposentadoria dos magistrados as regras que vigoram para os demais servidores é objeto de duas ações diretas de inconstitucionalidade que tramitam no STF e têm como relator o ministro Gilmar Mendes. Uma dessas ações alega que houve vício formal e violação da independência do Poder Judiciário na aprovação da reforma. Outra argumenta que a reforma é inconstitucional por violar a garantia da irredutibilidade dos vencimentos dos juízes.
Em voto em separado, contrário à PEC, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) argumentou que o princípio da irredutibilidade do subsídio vale enquanto o magistrado estiver no exercício da função. Para reforçar sua argumentação, citou o ex-senador e jurista Afonso Arinos de Melo Franco (que foi filiado ao PSDB), segundo o qual “os salários integrais dos magistrados estão absolutamente assegurados durante o período de suas funções”.
Suplicy alertou também para o impacto do benefício sobre as finanças públicas, repetindo argumento que o PSDB empregou para aprovar a reforma de 1998 e que o PT rejeitava. Se a PEC fosse aprovada, “quais seriam as consequências para a Previdência Social e, principalmente, para as finanças dos Estados-membros da Federação”, perguntou. Falou ainda de seu efeito sobre as ações dos governos. “Uma mudança constitucional dessa natureza não afetaria a implementação de políticas públicas pelo governo central e, sobremaneira, pelos governos estaduais”
Inicialmente, o relator da proposta, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), manteve o texto original. Depois de ouvir dirigentes de associações interessadas, estendeu o benefício aos integrantes da defensoria pública e da advocacia pública, o que inclui os advogados da Advocacia-Geral da União e todos os procuradores dos Estados e dos municípios. Aproveitando a brecha, o senador Romeu Tuma (PTB-SP) apresentou outra emenda, estendendo o benefício a todos os policiais.
É apenas uma amostra do efeito “bola de neve” que a PEC pode desencadear.
DEM e PSDB ainda não chegaram a um consenso sobre o vice, mas as conversas continuam
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Democratas e o PSDB ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre quem ocupará a candidatura de vice na chapa do tucano José Serra à Presidência da República. O assunto voltou a ser discutido entre os senadores e os deputados da executiva do partido, em reunião na casa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Após mais de duas horas de reunião, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RS), reafirmou que o PSDB tem que rever sua decisão de indicar Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice na chapa de Serra se quiser ter o apoio integral do partido.
‘O que nós queremos é uma solução. Nós queremos, se possível, apoiarmos a candidatura José Serra. Esse é nosso desejo, essa é a nossa intenção’, disse. Maia acrescentou que o DEM quer mostrar a seus aliados que foi cometido um erro, a partir da indicação de Álvaro Dias sem uma negociação com o Democratas, e esse erro precisa ser resolvido.
Rodrigo Maia disse ainda que isso é fundamental para que o DEM entre ‘com força total na campanha de José Serra’. Ele admitiu que é preciso que o PSDB reveja sua decisão para que o DEM, que tem 56 deputados, 14 senadores e quatro candidatos a governos estaduais, entre motivado na campanha de Serra.
‘Você não pode ir para uma aliança, numa eleição tão difícil como será esta, com uma diferença que vai ficar em ente 3, 4 ou 5 pontos, [com] a metade do partido desmotivado e tratando apenas de suas próprias eleições’.
Apesar de não terem chegado ainda a um consenso sobre a questão, Maia disse que as conversas estão evoluindo e acredita num acordo com o PSDB. O presidente do DEM destacou que as negociações ocorridas em São Paulo, inclusive com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, vão ajudar a chegar a um acordo. Para alcançar esse objetivo, segundo Maia, as conversas vão continuar durante a madrugada e todo o dia de hoje. Segundo o presidente do DEM, será ‘o Dia D’ para um acordo.
Rodrigo Maia descartou que o DEM deseje cuidar da campanha de Serra e lembrou que na campanha de Geraldo Alckmin, em 2006, o DEM fez mais pelo candidato tucano de que o próprio PSDB. Perguntado sobre se decisão poderia causar um racha no partido, Maia fez questão de ressaltar que nada quebrará a coesão do Democratas.
‘Isso não existe no Democratas. O DEM é um partido que discute, que tem diálogo. Tem uma executiva forte e é por isso que tem avançado e avançou nesta pré-campanha em tudo que foi pedido pelo pré-candidato José Serra. Resolvemos todos estados, que eram pendência democratas. Caminhamos numa estratégia no programa de televisão, dos comerciais. Eu acho que o partido deu uma demonstração de unidade e de vontade de vencer essas eleições’, disse.
Mas, para Maia, a atitude do PSDB, adotada na última sexta-feira (25), quando o DEM tomou conhecimento da indicação do vice Álvaro Dias pelo Twitter, pode tirar a motivação e a mobilização de pelo menos metade do partido.
Dilma terá 40% do tempo de TV, contra 29,5% de Serra
Pela 1ª vez desde redemocratização, candidato do PT será líder em espaço
Se o DEM ficar neutro na disputa, petista fica com dobro do tempo de tucano; Marina ficará com apenas 1min10s
RANIER BRAGON FLÁVIA FOREQUE DE BRASÍLIA
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, terá 40% do total do tempo de TV destinado à propaganda eleitoral dos postulantes ao Palácio do Planalto, que começa em 17 de agosto.
A fatia é 35% superior à que terá o tucano José Serra e representa fato inédito na história do PT -em nenhuma das cinco eleições presidenciais desde a redemocratização o partido ocupou o maior espaço na TV.
O predomínio se dá porque o PT e os partidos coligados a ele -com destaque para o PMDB- elegeram um maior número de deputados federais, principal critério estabelecido na lei para a definição do tempo de TV.
A situação da petista pode melhorar caso o DEM rompa com Serra e não confirme a aliança com os tucanos na convenção de amanhã, hipótese menos provável.
Se isso acontecer, Serra perde um terço do seu espaço previsto, que seria redistribuído a todos os candidatos. Dona da aliança mais robusta, Dilma herdaria 64% desse “espólio” e, assim, ficaria com o dobro do tempo de TV.
Mantida a aliança PSDB-DEM, entretanto, a petista terá praticamente 10 minutos de cada bloco de 25 minutos -serão exibidos duas vezes ao dia, às terças, quintas e sábados, de 17 de agosto a até três dias antes das eleições.
Serra terá 7min23s (29,5% do total) e Marina Silva (PV) apenas 1min10s (5%).
Além dos blocos, a propaganda se dará também por meio de peças diárias de até um minuto, nos intervalos, as inserções partidárias.
A distribuição segue a lógica dos blocos. Dilma terá em torno de cinco inserções de 30 segundos por dia. Serra terá 3,5 peças; Marina, uma a cada dois dias.
Os dados foram calculados com base na Lei Eleitoral, nas coligações e nas candidaturas já anunciadas.
“O espaço será importante para fazermos a disputa de projetos”, disse Rui Falcão, da campanha de Dilma.
“É claro que o bom seria um tempo maior de TV, mas isso não quer dizer que não teremos tempo para falar do nosso trabalho”, afirma a senadora Marisa Serrano (MS), vice-presidente do PSDB.
Marina diz que usará linguagem publicitária. “As outras candidaturas não vão fugir muito do [roteiro] candidato, povo fala, clipe e jingle. No nosso caso, vamos ter que usar outros recursos”, afirma o publicitário Paulo de Tarso.
Candidata do PT vai aparecer mais na TV em 45 dias do que a Coca-Cola em 5 meses
FERNANDO RODRIGUES DE BRASÍLIA
A arma de propaganda mais vital na campanha eleitoral são os comerciais curtos espalhados ao longo da programação das emissoras de rádio e de TV. O eleitor tende a não ter como se desviar desses filmes, em geral de 30 segundos de duração.
Nesse tipo de marketing, Dilma Rousseff (PT) tem vantagem sobre seus adversários diretos, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
As cinco inserções diárias de 30 segundos às quais a petista terá direito durante os 45 dias da propaganda eleitoral equivalem a mais do que a Coca-Cola teve, nessa mesma modalidade de comercial, no período de janeiro a maio deste ano.
A marca de refrigerante mais famosa do mundo contratou 999 inserções de 30 segundos nas seis principais emissoras de TV do país durante os primeiro cinco meses deste ano -apenas na chamada “praça São Paulo”, a capital paulista e os municípios do seu entorno.
Dilma Rousseff terá 1.125 comerciais com essa duração em apenas 45 dias nessas mesmas seis emissoras que veicularam os filmes da Coca-Cola. Mas com uma diferença: no caso dos políticos, as propagandas também são exibidas em todos os canais de rádio e de televisão aberta e por assinatura do Brasil. Nenhum anunciante privado faz uma campanha tão abrangente.
José Serra terá direito à metade do tempo de Dilma quando se trata de inserções de 30 segundos. Marina Silva só tem 15 segundos por dia e terá esperar sempre 48 horas para acumular 30 segundos.
Mais tempo na TV e no rádio não garante vitória a ninguém. Há dezenas de casos recentes mostrando fracassos retumbantes dos reis do horário eleitoral. O exemplo clássico é o de Ulysses Guimarães (1916-1992). Candidato do PMDB a presidente em 1989, ele tinha 37% a mais que o segundo colocado no ranking de tempo na propaganda oficial. Ulysses terminou a disputa em sétimo.
O importante parece ser ter tempo na propaganda eleitoral e uma mensagem que ecoe positivamente entre os eleitores. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que ganhou o Planalto em 1994 e 1998.
Desta vez, é cedo para dizer qual candidato terá sucesso na TV e no rádio. Por enquanto, aparecendo ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a petista Dilma sempre subiu nas pesquisas após estrelar comerciais do PT. Já José Serra e Marina Silva, depois de ir à TV, ficaram quase no mesmo lugar.
Reparem que os policiais devem trabalhar “fardados”.
Quem serão os destinatários? Será que o GARRA e o GOE se enquadrariam neste requisito?
Os coronéis aposentados também devem continuar tranquilos.Certamente as boquinhas que já existem na Prefeitura do Kussabi serão extendidas para o interior. ( Repórter Aço )
Fonte: Agência Estado
Política
São Paulo
São Paulo e Sorocaba, 26 de Junho, 2010 – 18:55 Alckmin quer ampliar programa “Atividade Delegada”
Francisco Carlos de Assis
Para tirar bandidos da rua é preciso mais policiais. Essa é a avaliação e uma das preocupações do candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para tanto, ele pretende, caso seja eleito governador, ampliar para todo o Estado o programa “Atividade Delegada”, um convênio que já existe entre o Palácio dos Bandeirantes e a Prefeitura de São Paulo. Em entrevista por telefone à Agência Estado, o candidato tucano detalhou a proposta e explicou como ela ajudaria no combate à criminalidade.
A “Atividade Delegada”, segundo explicou o ex-governador, consiste na contratação do policial durante suas horas de folga para trabalhar nas prefeituras. Hoje o policial cumpre uma jornada de trabalho de 12 por 36, trabalhando 12 horas seguidas e folgando durante as 36 horas seguintes. Mas a maior parte do efetivo, até como forma de complementar a renda, acaba usando parte do seu período de descanso para fazer bicos. Muitas vezes, estes trabalhos extras tomam boa parte do período de descanso do militar e, pior, colocam em risco a integridade física do agente. “Muitas vezes o policial trabalha mais de 10 horas durante a sua folga”, afirma o candidato tucano. Dentro do programa, ele trabalhará oito horas, o que significa dizer que ele continuará ainda com 28 horas para descansar.
A ideia, segundo Alckmin, é contratar estes policiais para trabalhar para as prefeituras e para o próprio governo nas horas de descanso. Para isso, ele pretende, se eleito, ampliar o convênio para todas as prefeituras e o próprio Estado passará a contratar os policiais que quiserem aumentar de forma legal seus rendimentos. Isso, de acordo com o candidato, vai aumentar a presença da polícia nas ruas. O melhor, na avaliação dele, é que além do maior efetivo de agentes combatendo o crime e protegendo a sociedade, o comando da Policia e o Governo do Estado saberão onde estão seus funcionários. “E eles poderão trabalhar armados e fardados”, ressalta Alckmin. “E você ganha mais policiais nas ruas”, complementa.
Pelas oito horas que trabalham na Prefeitura de São Paulo, o policial militar ganha R$ 800 a mais no seu salário mensal. A proposta de Geraldo Alckmin é contratar os policiais pelas mesmas oito horas e pagar a eles R$ 1 mil por este serviço extra. Com isso, o salário de um soldado – o cargo mais baixo na hierarquia militar – passaria de atuais R$ 2,4 mil para R$ 3,4 mil.
Alckmin fez questão de ressaltar que se trata de programa voluntário. O policial só entrará para o programa “Atividade Delegada” se ele achar que lhe convém. “É para quem quiser”, destacou.
O comando da Policia e o Governo do Estado saberão onde estão seus funcionários.
Puta que pariu! Parece mesmo inimigo dos policiais.
Ora, nem sequer sabia como e de quem a mulher recebia vestidos milionários; agora tem a pretensão de saber “onde estão seus funcionários”?
Por Linha Direta
Segunda-feira, 5 de abril de 2010
O modelo de Segurança Pública, adotado pelo tucanato no estado de São Paulo, chegou ao seu limite. A falta de uma política consistente e de valorização dos profissionais resulta no aumento generalizado da violência e da criminalidade. O refém do descaso do governo paulista é o trabalhador.
Em 2009, foram registradas 4.771 vítimas de homicídios no estado. No ano anterior, 4.690. O fator preocupante é que esse número foi puxado pelo interior, o que mostra que a violência não se concentra mais nas grandes metrópoles. São Paulo bateu recorde de roubos em 2009, chegando a 257 mil ocorrências, 18% acima do ano anterior. Casos de latrocínios (roubos seguidos de morte) cresceram 14% em relação a 2008. As ocorrências de extorsão (mediante seqüestro) subiram de 60 casos em 2008 para 85 em 2009.
Enquanto a população sofre com a insegurança, o Governador José Serra prefere esbanjar recursos públicos na sua autopropaganda.
Somente entre janeiro e outubro de 2009 foram gastos R$ 254 milhões em publicidade da administração direta e apenas R$ 2,4 milhões em policiamento escolar. No mesmo período, Serra investiu apenas R$ 18 milhões dos R$ 42 milhões disponíveis para instalação da polícia civil. Na inteligência policial, O governador colocou apenas R$ 135 milhões de um total de R$ 253 milhões orçados.
Crise? Só mesmo na polícia de Serra
Com os índices de violência em alta, Serra limitou-se a dizer que a culpa é da crise econômica mundial. “Estudos e pesquisas indicam que o aumento de índices de criminalidade não se dá concomitantemente com a crise econômica. Aliás, em 2009, no Brasil, foram criados quase um milhão de novos empregos com carteira assinada. Pior do que a crise econômica foi a crise criada por Serra ao empregar a Polícia Militar para reprimir a manifestação pública da Polícia Civil por aumento de salário, criando uma relação de quase guerra”, comentou o Tenente Francisco Jesus da Paz.
De acordo com ele, São Paulo sofre com a falta de uma política pública de segurança que consiga dar prioridade à prevenção criminal, promovendo a integração com áreas sociais (educação, saúde, esporte, lazer, emprego estadoe renda). Para o tenente, “é necessário ainda uma mudança na estrutura organizacional das Polícias, equipamentos, formação, treinamento, condições de trabalho adequadas e salários que assegurem ao policial viver com dignidade”.
Serra é mau pagador
PSDB – PIOR SALARIO DO BRASIL
O Governo Serra paga um dos menores salários do Brasil para policiais militares. Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Norte pagam mais que São Paulo. “O Governador José Serra é um mau patrão e mau pagador. Viola os direitos trabalhistas dos policiais militares e depois de ser condenado pelo Judiciário, deixa de pagar os créditos alimentícios (precatórios)”, disse o Tenente.
Segundo ele, o salário de um soldado da PM em Brasília é de R$ 4.129,00. Em São Paulo, R$ 1.798,00, ou seja, uma diferença de 130%. “Em São Paulo há policiais militares pobres e policiais militares mais pobres, porque quem trabalha em municípios com menor população ganha menos do que aqueles que trabalham na capital ou em outros municípios mais populosos, independentemente dos índices de violência e criminalidade locais”.
Colaborou com o Blog da ZN: Maria Cristina Navarro de Campos
A PROPAGANDA OFICIAL
A TRISTE REALIDADE
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Se o PSDB for pleitear na Justiça Eleitoral a supressão de todo site que faz “propaganda negativa” dos governos Tucanos, não haverá processo eleitoral em 2010.Propaganda eleitoral positiva do PSDB, só na Folha e congêneres.
Mais policiais civis estão envolvidos com a máfia dos caça-níqueis em São Paulo. Atualmente, a Corregedoria da corporação apura a participação de servidores em 59 inquéritos, mais do que o triplo em relação a 2007. Uns são suspeitos de cobrar propina para permitir o funcionamento dos jogos. Outros, de não indiciar os donos dos comércios que abrigam as máquinas. Na avaliação do Ministério Público Estadual não há dúvidas de que as máquinas já enriqueceram muita gente e fomentaram a corrupção.
Nem o MP nem a corregedoria dispõem de dados sobre o volume de dinheiro movimentado pelo negócio. A única estimativa possível é feita com base na arrecadação de cada máquina. Calcula-se que cada uma capta até R$ 5 mil por semana. E, somente no ano passado, houve a apreensão de 22.170 equipamentos na capital. Na Grande São Paulo, foram retirados de circulação outros 13.731. Para o cientista social Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, é necessário “bater forte” contra o problema: ”apreender caça-níqueis e prender os envolvidos”.
Cresce investigação de policiais ligados a caça-níqueis 27 de junho de 2010 | 10h 33
AE – Agência Estado
O número de inquéritos abertos pela Corregedoria da Polícia Civil para investigar o envolvimento de policiais com máquinas caça-níqueis no Estado de São Paulo aumentou 210,5% em três anos: de 19, em outubro de 2007, para 59, na atual gestão. Como as apurações estão em andamento, o número de investigados ainda é incerto.
Entre as irregularidades estão cobrança de propina para permitir o funcionamento de caça-níqueis, furtos em delegacias de máquinas apreendidas e o não indiciamento de donos de bares flagrados.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Historicamente temerosos de um golpe militar, EUA protegem população civil para combater insurgentes
PRESIDENTES PODEM CONSULTAR OS MILITARES EM QUESTÕES TÉCNICAS, MAS TOMAM DECISÕES POLÍTICAS
RICARDO BONALUME NETO
DE SÃO PAULO
Uma foto que esta Folha publicou na quinta-feira passada é uma perfeita e concisa aula de republicanismo e de relações entre civis e militares em uma democracia.
Citando a legenda: “Obama chega para pronunciamento seguido do general David Petraeus, o secretário da Defesa, Robert Gates, o vice-presidente, Joe Biden, e o almirante Michael Mullen”.
O presidente americano, civil -poderia até ter sido um militar de carreira, mas é um civil como presidente, como foi o general Dwight Eisenhower- e presidente de uma das mais antigas repúblicas e democracias do planeta, é seguido, e não liderado, pelos seus chefes militares e pelo chefe, civil, do ministério que cuida das Forças Armadas.
A foto foi causada pelo episódio da remoção do general Stanley McChrystal do comando das forças no Afeganistão por ter criticado o presidente e tem o significado extra de lembrar os dilemas da maior potência militar nas suas duas grandes guerras, no Iraque e no Afeganistão.
Para o brasileiro, poderia parecer “briga na casa do lado”. Mas os dois temas -relação poder civil e poder militar e guerra de contrainsurgência- também afetam o país. Por exemplo, na Amazônia, no Haiti e nos morros e favelas do Rio e de São Paulo.
Democracia e militarismo não combinam, como atesta a história das Américas.
Os Estados Unidos da América se tornaram independentes após dura guerra de libertação. Mas seus “pais da pátria” morriam de medo dos líderes militares estarem interessados em tomar o poder. Tiveram sorte com George Washington, que ganhou a guerra e era um general e político eficiente sem sonhos de virar um Napoleão.
Os países ao Sul, ao contrário, tiveram longas e desgastantes intervenções militares na sua governança.
Outro período difícil nos EUA foi a Guerra Civil. Mais uma vez surge o risco do militarismo. O presidente Abraham Lincoln driblou problemas políticos, mas tinha dificuldade de achar bons generais. Achou alguns poucos bons, um dos quais -Ulysses Grant- terminou também virando presidente depois.
O medo americano do militarismo fica claro ao se ver o tamanho do Exército comparado ao da Marinha. Na guerras mundiais, a Marinha era uma das maiores do planeta; o Exército estava longe disso.
O mesmo acontecia na “pátria-mãe”: o Reino Unido tinha então a maior Marinha do planeta e um Exército de parada. Bonito de ver, por sinal, pois, se havia uma Marinha Real, não havia “Exército Real”; reais eram os regimentos, e cada um usava o uniforme de que gostava…
Na Guerra da Coreia, o presidente americano Harry Truman teve de tirar do cargo um general de proporções míticas, Douglas MacArthur, também por insubordinação.
Mas como um presidente “comandante em chefe”, em geral ignorante de assuntos militares, pode comandar as Forças Armadas? Para isso ele depende do conselho dos militares; mas a decisão política é sua. Voltando às guerras deste século: a maioria não é “convencional”, é “assimétrica”. Ou seja, mais política que militar.
TÁTICA
O general David Petraeus, um dos mais brilhantes da geração, percebeu o óbvio: você não ganha de insurgentes com poder de fogo, e sim protegendo a população.
Foi ele quem reescreveu o manual do Exército de anti-insurgência, algo em que não se mexia desde a clássica derrota no gênero, no Vietnã.
Resumindo: o fundamental é proteger a população e livrá-la do contato com “bandidos”, seja numa favela em Bagdá ou no Rio ou no Haiti, ou na zona rural do Afeganistão. O Brasil tem bom currículo, como já havia demonstrado a eficiente derrota dos guerrilheiros no Araguaia.
Vai dar certo no Afeganistão? Difícil dizer.
Os britânicos venceram na Irlanda do Norte com paciência (uns 30 anos!), sem força excessiva, tentando respeitar a lei. Os sírios também venceram com estratégia oposta na cidade de Hama, em 1982: bombardeando e matando.
Claro, essa não é uma opção para uma democracia.
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Qual o soldo desse jornalista da Folha?
Só mandando esse cara tomar (aula)…”Sem força excessiva!”